Arquivo para 30 de outubro de 2008

ELEIÇÕES EM MANAUS TAMBÉM PASSAM PELO TRANSTORNO MENTAL

Chegam a este Bloguinho através de fontes intempestivas informações que dão conta da ausência de profissionais ligados à área da saúde mental no DISA – Sul. Quem vai a este local em busca de informações ou orientações quanto à cobertura médica na saúde mental tem que se contentar com o fato de que não há nenhum profissional respondendo pela área atualmente.

Segundo as fontes afinadas, os profissionais que ali atuavam teriam se desligado da SEMSA, alegando receber pressões por parte de superiores para apoiar a candidatura de Serafim. Como estava todos “fechados” com Amazonino, preferiram sair, alegando que “em breve retornariam”.

O resultado final do cabo de guerra eleitoral é que a zona sul de Manaus não dispõe de nenhum tipo de coordenação na área de saúde mental até o final do ano. A ação dos profissionais, se realmente houve, demonstra o grau de entendimento que eles carregam sobe o que vem a ser uma política pública de saúde mental.

Se é verdade que os profissionais de saúde mental no Amazonas estão fazendo a “reforma psiquiátrica”, como afirmam lideranças do Estado e do Município, estão anos-luz distantes de compreender que a desinstitucionalização passa por pressões políticas e não se reduz em acabar com a internação ou com a marginalização do doente mental. A atitude de abandonar um trabalho – se é que aconteceu, e se é que existia este trabalho – nesta área por pressões políticas – também se estas existiram – apenas evidencia que o entendimento sobre a saúde e a doença mental por parte destes profissionais ainda não saiu do século XIX, onde o paradigma médico-clínico era dominante.

Ignoram eles que a mesma subjetividade perversa e antidemocrática que permite a existência de pressões corporativas a um candidato, ou mesmo a própria candidatura de um Amazonino Mendes, um Paulo Maluf, um Berlusconi, um Bush, é a mesma que produz as moléstias mentais, e que o trabalho de combate epidêmico neste aspecto não pode se dissociar de um embate político, de uma transformação no sentido de busca de mais autonomia e consolidação dos direitos políticos desta população. Nada que passe pelo “eu voltei, voltei para ficar” da prepotência e ressentimento de funcionários que perderam as benesses quatro anos atrás e que agora se insinuam para retornar à gostosa prefeitura. E la nave vá…

PARABÉNS DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Talvez existam duas formas de parabéns. Uma, como homenagem-reconhecimento de alguém para outra. Aniversário, um feito, conquista, realização, sempre um tributo reconhecedor. Homenagem que coloca ambos no círculo da dependência. O que homenageia precisa se mostrar capaz de compreender o outro naquilo que ele imagina de si. O homenageado precisa se sentir reconhecido como merecedor. Um acordo tácito chantagista. Outra, como confirmação de alguém por si mesmo como produtora do necessário para outro alguém. É nessa forma que se mostra a potência ontológica do parabéns do funcionário público.

PARABÉNS – Palavra-ação composta por dois termos: para, do grego, “ao lado”, “próximo”, e bens, do latim, “valores”. Em proximidade com os bens, sem se confundir com eles, mas envolvido, para poder entregá-los como valores em cumplicidade. Exaltação.

FUNCIONÁRIO – Composta por dois termos: função, “atividade”, e ário, do latim, “ofício”, “acervo”. Funcionário, aquele que age movido pelos elementos produtivos que carrega em seu acervo profissional.

PÚBLICO – Do latim, o que é de todos. De todos, por ser por si e para si.

O AUTO-PARABÉNS FUNCIONÁRIO PÚBLICO

A atuação social comprometida como público faz o funcionário ser ele mesmo produtor de seus parabéns. Isso por sua ação como funcionário não se restringir exclusivamente ao órgão em que está lotado. Sua ação se desdobra em todos territórios em que se encontra, o que faz tomar-se como necessário à funcionalidade pública de sua cidade como Imanência Democrática. É assim que, confiante em seu talento criador-coletivo, não se submete a ordens arbitrárias de seus superiores, e nem toma atitudes prepotentes contra aqueles que procuram seus serviços. Por isso, é um servidor, e não um ser vil. Não precisa que um chefe lhe renda homenagem, pois sua festa encontra-se em se sentir responsável pelos órgãos do Estado cujas existências são dependentes dos direitos dos cidadãos. Foram criados, mantidos e modificados, quando necessários, com o único fim de satisfazer as necessidades sociais de todos.

Talento, confiança, graça e virtude, são seus princípios gerais que carrega como funcionário público, fatores imprescindíveis à satisfação da coletividade e de sua alegria. Princípios propulsores de seu engajamento social. O seu parabéns. Sua práxis trabalhista, que nem sempre tem boa acolhida salarial. Daí que de vez em quando tem que recorrer às reivindicações profissionais, amparado em sua confiança e seu talento produtivo, para melhorar sua condição econômica e não ser devorado pela ganância da mais-valia estadual. Ato que participa sem medo e sem ressentimento, pois é movido mais pela razão que pelos impulsos; estes últimos, ponto fraco do trabalhador alienado, pelos quais o patrão age para neutralizar seus direitos trabalhistas.

Escritor e ator de seu próprio texto e performance, não teme as trocas de governantes. Não calcula ganhos e perdas. Não reivindica chefia. Apenas mantém sua atitude de constante parabenizado. Não teme as perseguições funcionais promovidas pelos subalternos e lambaios dos governantes. Sabe que o que dá sentido à estrada é o caminhante; por tal, não permite ser interceptado em seu movimento.

Da aposentadoria, não faz dela um fim desesperado a ser alcançado. Não a espera para poder realizar o que não podia quando envolvido que estava em suas tarefas profissionais. Sempre fora feliz. A aposentadoria é apenas a conseqüência do direito trabalhista por tempo de serviço. Nenhum paraíso como imaginam aqueles que sabotaram suas existências e a vêem como a realização de um sonho. Em verdade, o ócio improdutivo. Para ele, o ócio produtivo como fundamento de outro modo de ser na mocidade ou na velhice. A suavidade de outras auroras.

Por isso, como contínuo trabalhador, isso tudo não passa de Parabéns do Funcionário Público.

OBSCENATÓRIO DA IMPRENSA

UMA SACADA FORA (OB) DA CENA (SCENUS) DO LUGAR DA AÇÃO (TORIUS) DA IMPRENSA

–> A VOLTA DO CIPÓ NO LOMBO MIDIÁTICO DE QUEM MANDOU DAR: O “CQC” DE KASSAB.

Diego Barreto, diretor do programa “CQC”, custe o que custar, da Band, pediu à assessoria da campanha de Kassab, antes do final da propaganda eleitoral do segundo turno, que retirasse do ar uma cena em que o próprio candidato “adesiva” o paletó do repórter Rafael Cortez. Enquanto Cortez tentava fazer piada com Kassab, o candidato é quem “pegou” o repórter, e transformou-o em garoto-propaganda do 25. O programa, que sobrevive de tentar constranger políticos e as chamadas “celebridades” em troca da audiência, vendendo um viés “intelectual” (e tem quem compre), na realidade não faz humor: não passa de uma versão do casseta & planeta, que não carrega o humor por não movimentar as estratificações sociais, apenas reforçando os preconceitos. A diferença é apenas de ordem superficial: ao invés de homoeróticos, negros, gente feia e pobre, eles capturam o entendimento cristalizado de corrupção, de imoralidade e de ridicularização da política e transformam em clichê: nisso não são sequer originais, já que os próprios profissionais do executivo, se encarregam de parodiar-se a si mesmos e à política. Não faz a leitura do simulacro midiático, mas o reforça. Por isso não pode fazer humor. Daí o marketing eleitoral do DEM/PSDB kassabiano não se sentir constrangido em se aproximar e capturar a imagem do programa em benefício próprio, e para fins meramente comerciais. E ainda tem gente que custa a acreditar…

–> A NECROFILIA DO SIMULACRO MIDIÁTICO

A necrofilia midiática é um sintoma de que a mídia não tem interesse em informar, mas em ser a notícia. E ela, mais que nenhuma outra instância social – mais até do que as igrejas – reverbera a má consciência, o (in)desejo manifesto pela superstição de eliminar o efeito per si, e não a partir do conhecimento das causas. Um gosto pela violência social, mas apenas aquela que expõe a luta de classes e mobiliza claramente o enunciado da moral, caracteriza essa mídia necrófaga e necrófila. Daí a impossibilidade de compreensão dos fatos para além dos clichês. Por isso, lucra a Rede Record e o Portal Terra, quando mostram imagens de Lindemberg Alves, detido e espancado, obviamente pela polícia paulista. A informação também foi dada pela revista eletrônica Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, voz lúcida que não se perde nem se confunde no meio midiático, que analisou mais racionalmente o fato, questionando a legalidade da ação, e chamando a atenção – através das palavras do jurista Luis Flávio Gomes – para o aviltamento dos direitos civis básicos, em nome do sentimento de vingança, da má consciência. No afã de satisfazer o corpo “mídia-videota” necrófago, atropela-se o fato de agentes do Estado terem simplesmente ignorado direitos civis e espancado uma pessoa ainda não julgada e condenada. O que abre um perigoso precedente para a tortura. Infelizmente, esta tem se tornado banal na residência da maior parte das pessoas: é só apertar o botão LIGA no controle remoto e começar a sessão.

–> O “ESPECIALISMO” DA TEVÊ ÀS VEZES FALHA

Em seu simulacro do real, a mídia, para sustentar e dar um verniz de credibilidade às notícias que produz, e por não possuir os signos da ordem do Estado como detentora dos saberes oficiais, apela a agentes externos quando o assunto em questão requer um “sublinhado” menos corriqueiro. Para isso, tem o seu exército de “especialistas”, dos quais se destacam com maior prevalência os economistas e os psicólogos. No caso dos economistas, o objetivo é menos tornar claro os falsos movimentos da economia de mercado e analisar as causas da alcunhada crise (como o foi na época de ouro do também alcunhado Neoliberalismo) do que envolver o telespectador-videota na verborragia econofástrica, donde o receptor deve sempre compreender o binômio “bem/mal” como entes absolutos. Miriam Leitão que o diga. No caso dos psicólogos, em sua maçiça maioria, o objetivo é reforçar e dar verniz pseudocientífico aos preconceitos abordados nas notícias. Não foi o caso, no entanto, do psicanalista e psiquiatra Raul Gorayeb, que foi ao insosso Jornal Hoje, apresentado pela ex-comediante Sandra Annenberg, e não endossou o discurso judicativo-condenatório a Lindenberg Alves. Ao contrário, colocou uma questão de ordem social necessária: a responsabilidade da sociedade. Atingiu em cheio a mídia, que se quer porta-voz e porta-estandarte desta sociedade. Ferida de morte, a ex-comediante tenta retomar o script de condenações e culpabilizações. Gorayeb nos sai com Shakespeare, o intérprete das paixões humanas, demasiado humanas. Este sim, o psicólogo de seu tempo, que soube, a despeito do isolamento autoimposto, fazer a leitura dos acontecimentos sociais e do envolvimento dos corpos-afetos na existência das pessoas. Quem matou Romeu e Julieta não foi o amor, mas o ódio cultivado pela sociedade. Da mesma forma, Gorayeb esboça um questionamento que deveria ser corrente nas análises midiáticas destes fatos. Infelizmente, pela cara dos apresentadores do referido jornal, ele não deve retornar tão cedo à cadeira de “especialista de plantão”.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Qual o grande artista espanhol que foi destaque dos gramados e jogou até na seleção nacional nas categorias inferiores?

Resposta: ele mesmo, o astro do bolero pasteurizado, o Rei da Música Cafona Internacional, o primeiro de uma dinastia de bolereiros em castelhano, Julio Iglesias, já vestiu as luvas de portero do Real Madrid e andou se enxerindo para a seleção nacional. Antes, é claro, de sofrer um acidente automobilístico e receber um violão de presente da enfermeira que o tratava no hospital. Saindo de lá, impossibilitado de atuar nos gramados, resolveu encarar os palcos, e o resto é história. Quem não tem ao menos um LP ou CD de Iglesias em casa?

CONTA OUTRA, LEONOR!

Outro aniversariante, numa semana de Pelé e Garrincha, agora o gênio gauche, na vida e na bola, indissolúveis, El Diez, El Dios, Diego Armando Maradona, quem sabe arauto de novos tempos para o selecionado argentino (ver texto abaixo). Fiorito está em festa, La Boca está em festa, o futebol, onde quer que esteja, também festeja. Feliz Cumpleaños, Che!

MARA, MARA, MARADONA!

(Chagão!)

Diego Armando, nascido a 30 de outubro de 1960, como a maior parte dos craques, num subúrbio de uma cidade grande, Villa Fiorito, em Buenos Aires. Com passagens pelo Boca Juniors, Barcelona, Napoli – onde se consagrou futebolística e politicamente, ao lado dos brasileiros Careca e Alemão – e outros clubes, Maradona, mais que um craque – um dos maiores, porque não há maior, mas singularidades – é um homem consciente da sua importância política e comunitária em seu país e no mundo. No futebol, criou uma linha de singularidade, modificou tempo e espaço, desmontou paradigmas ao discutir e questionar com razão, humor e inteligência as ingerências da FIFA. Na copa de 86, calou a boca de Havelange, que dias antes teria mandado os jogadores se calarem e jogarem, ainda que no calor do meio dia mexicano, o qual mesmo o local Hugo Sánchez não suportava. Ganhou, e ainda fez o gol mais bonito de todas as copas. Junto com Sócrates e o próprio Sánchez, El Diez peitou Havelange e Cia e ajudou a fundar o sindicato internacional dos jogadores profissionais. Quando Carlos Menem, então presidente da Argentina – e responsável pela tragédia neoliberal que atingiu aquele país – apontou o dedo para julgar Diego, este apontou ao povo e disse: “vá governar para eles, que estão passando fome”. Em sua luta aberta contra o vício, transbordou a luta dos jogadores contra o massacrante modo de existência dos jogadores do futebusinnes, transformados em operários da bola, amestrados a serviço de interesses muitas vezes escusos e que sacrificam suas vidas – por vezes literalmente – em nome de uma mentira: o entretenimento que é o vazio-significante do que é o futebol como jogo filosofante. Enquanto Pelé era referendado como atleta do século pela alta diretoria da FIFA (recompensa a anos de serviços prestados), Maradona era eleito numa votação mundial pela internet como o jogador de futebol do século XX. Jamais fez fortuna, mas conta com amigos como Fidel Castro, Hugo Chávez, Eduardo Galeano, é admirado e querido pelos torcedores napolitanos, por ter levado pela primeira vez um clube do sul da Itália às conquistas nacionais e internacionais mais importantes da Europa, quebrando a tradição econômica e o preconceito dos nortistas. Liderou protestos contra a política imperial dos EUA de Bush, e acima de tudo, não ficou preso à moralidade padronizante dos pensamentos e emoções que se quer passar como opinião pública. “Não sou exemplo para ninguém”, afirma. Não se quer como tábua moral judicativa do outro, mas como companheiro do caminho que se faz. Assim, apóia os jogadores jovens de seu país, se alegrando a cada vez que surge um novo talento, como Leo Messi, e discute com eles as questões políticas que envolvem o futebol. Sabendo que a força nada pode contra a potência criadora, enfrenta a FIFA e a própria AFA (associação argentina de futebol), em prol dos interesses dos jogadores. Maradona é craque – futebolisticamente e comunitariamente.

Quien viene allá

con la pelota en los pies

la torcida hace Ola

y está gritando Olé

Porteño de familia pobre

qui una estrella iluminó

con mucha lucha y garra

no boca juniors se consagró

y con la magia en sus pies

el mundo conquistó

Don diego, diego, diego, dieguito

Mara, mara, mara, mara, maradona

Siempre respetando los adversarios

mismo siendo del mundo campeón

cuando entra al campo

trae en la camisa, alma y corazón

siempre en la vida luchó

y siempre humilde será

y nunca negó caridad

a quien precisa ayudar

(“Maradona”, canção composta por um torcedor brasileiro)

LINHA DE PASSE

Maradona chega ao selecionado argentino. Certamente, a notícia da semana. Mas antes de achar que é piada, uma mera tentativa de fuga da pressão por parte da AFA, ou mesmo cometer o “despautério” de comparar a contratação com o superfaturamento do Engenhão, como fez o “inteligente” jornalista Juca Kfouri, é preciso atentar para alguns detalhes: Maradona evidentemente não será responsável pelo aspecto tático da equipe. Isto ficará a cargo de Carlos Bilardo ou Sergio Batista, que comporão a equipe técnica da Albiceleste (embora aqui preferíssemos o Bianchi, El Virrey). Maradona terá, no entanto, uma função tão importante quanto: trabalhar o aspecto afetivo dos jogadores. Ele pode “funcionar” tanto como um foco de pressões, tirando a atenção midiática dos jogadores, como também sabe trabalhar e muito bem, o aspecto de jogo do futebol. Com os pibes saindo da Argentina cada vez mais cedo, não disputando sequer um Apertura ou Clausura, são estrangeiros na própria casa. Maradona sabe bem quais são as armadilhas, os desvios, as linhas de fuga, as imobilizações do futebusiness. Será mais importante, se conseguir trabalhar como quer, do que qualquer psicólogo. Ele poderá ser o phylum da equipe, o elemento que carrega o fluxo intempestivo, desestabilizando o ambiente, no sentido de produção de movimento. Maradona, com sua honestidade ética, saberá tratar com os jogadores em condição de igualdade. A autoridade que ele possui não lhe foi dada de mão beijada, mas conquistada, dentro e fora de campo. Experiência inovadora, que não tem nenhuma referência de comparação com Dunga na seleção brasileira: são pessoas diferentes, Dunga é paranóide, Maradona é esquizo; Dunga é número, Maradona é intensidade numerante. Maradona jamais abandonou o selecionado argentino e o futebol. No Brasil, os craques são esquecidos, o considerado maior de todos, Pelé, é inimigo da seleção e dos jogadores atuais, e aliado dos donos da bola, e Garrincha ri, com sua cara de garoto alegre e sapeca, d’algum lugar do limbo inferniano dantesco, da ignorância de Luis Fabiano e Anderson. Não há espaço para a amargura. Maradona pode, evidentemente, falhar, como qualquer ventura ou empreitada humana é sujeita ao caminho que se faz ao caminhar: a ventura é processual, não processo. Mas já valeu, pela dis-posição do Pibe De Oro, em tratar a Albiceleste menos como um negócio e mais como uma ventura humana. Mesmo contra os donos da bola e do céu. Boa sorte a nós!

CAMPEONATOS NACIONAIS

Ainda inconclusa, a trigésima-segunda rodada do Brasileirão deixou embolados acima e abaixo. Na parte dourada da tabela, fosse uma eleição, e os cinco candidatos estariam tecnicamente empatados. Abaixo, apenas dois pontos separam a beira do precipício e a Portuguesa. Quem não está na gangorra, que se contente com a Sudamericana ’09, ou pode sofrer a maldição da classe média: no afã de subir, acaba escorregando para baixo. Kléber Pereira, do Santos, estacionou nos 20 gols, e na rabeira, já enxerga Washington, do Flu, e Alex Mineiro, do Palmeiras, ambos com 18 tentos. Resultados:

32ª Rodada Série A – 29 e 30/10

Portuguesa 2 – 0 Ipatinga

Coritiba 2 – 1 Atlético/MG

Internacional 1 – 1 Náutico

Palmeiras 1 – 0 Goiás

Botafogo 1 – 2 São Paulo

Vitória 0 – 0 Flamengo

Cruzeiro 3 – 0 Grêmio

Figueirense – Fluminense

Vasco – Atlético/PR

Sport Recife – Santos

Classificação*

Grêmio  –  59

São Paulo  –  59

Cruzeiro  –  58

Palmeiras  –  58

Flamengo  –  56

Botafogo  –  49

Coritiba  – 49

Internacional  –  48

Vitória  –  45

Goiás  –  45

Sport Recife  –  41

Santos  –  39

Atlético/MG  –  38

Portuguesa  –  35

Fluminense  –  34

Figueirense  –  34

Náutico  –  33

Atlético/PR  –  31

Vasco  –  30

Ipatinga  –  28

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

CAMPEONATOS EUROPEUS

Ligue 1 Temporada 2008-2009: Rodada 11, os cinco primeiros são: Lyon (24), Bordeaux e Toulouse (21), Marseille (20) e Le Mans (18). Resultados: Sochaux 0 – 2 Lyon, Bordeaux 4 – 0 Le Havre, PSG 0 – 1 Toulouse.

* * *

Bundesliga 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Hoffenheim (22), Leverkusen (21), Hamburg (20), Bayern Munique e Hertha Berlin (18). Resultados: Bochum 1 – 3 Hoffenheim, Werder Bremen 0 – 2 Leverkusen, Hamburg 2 – 0 Stuttgart.

* * *

Premier League 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Liverpool (26), Chelsea (23), Hull City, Aston Villa e Arsenal (20). Resultados: Liverpool 1 – 0 Portsmouth, Hull City 0 – 3 Chelsea, Aston Villa 3 – 2 Blackburn.

* * *

Série A Itália Calcio 2008/2009: Rodada 09, os cinco primeiros são: Napoli e Udinese (20), Milan (19), Internazionale (18), Fiorentina (17). Resultados: Catania 0 – 2 Udinese, Napoli 3 – 0 Reggina, Milan 2 – 1 Siena.

* * *

Eredivisie Holanda 2008/2009: Rodada 08, os cinco primeiros são: AZ Alkmaar (18), FC Twente e FC Gronigen (17), Ajax e NAC Breda (16). Resultados: Roda 0 – 2 Alkmaar, NAC Breda 0 – 1 Twente, NEC Nijmegen 2 – 2 Gronigen.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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