Arquivo para 6 de novembro de 2008

‘CHAGÃO!’: PEQUENA CRÔNICA ESPORTIVO-EXISTENCIAL

Algumas partidas de futebol conseguem escapar da desertificação do criar intensivo que diferencia o futebol dos outros esportes, e por vezes mostrar porque para entender o mundo, é necessário entender o futebol.

A partida entre o clube português Sporting Braga e o Milan, na Itália, pela Copa UEFA, trouxe um pouco desse elemento intempestivo, ainda que descambe para o clichê mais vulgar do enredo futebolístico.

O time lusitano dominou durante todo o primeiro tempo, com um futebol que não chega a ser belo, mas é insinuante, com bons jogadores no meio de campo, jogadores aliás buscados ao Brasil e à América do Sul em geral. Na meiuca dos lusos do Norte português estavam um brasileiro, um uruguaio, na defesa, um peruano, no ataque, um colombiano. Durante a partida ainda entrariam mais dois brasileiros.

Os jogadores brasileiros Alan, nascido na Bahia, e que jogou no Ipatinga há distantes seis anos atrás, o atacante Paulo César, que jogou no São Caetano, o volante Vandinho, e no segundo tempo, ainda entrou Matheus. Faltou apenas Mossoró dar o ar de sua graça. Destes, Alan foi o dono da meia-direita, deitando e rolando sobre os marcadores multimilionários do time rossonero.

No ataque, principalmente no primeiro tempo, o colombiano Rentería, de saudosa lembrança dos rubros gaúchos, abusou de fazer aquilo que aprendeu com a nova geração de jogadores do seu país: perder gols. Conseguiu perder mais gols do que na partida da seleção cafetera contra o Brasil. No segundo tempo, uma tentativa de assassinato travestida de joelhaço por parte do lenhador suíço Senderos quase tirou o Saci de campo. Ele se recuperou, mas não foi mais o mesmo. Ainda assim, perdeu gols feitos.

O time do Braga cansou de perder gols, deitou e rolou, colocou o Milan na roda, e mostrou que os lusos, quando vem ao Brasil, sabem escolher, com olhar clínico, os jogadores que para lá levarão. Ou isso, ou acertam pelo cansaço, já que já são centenas de repatriados, pé-de-obra que foram tentar a sorte na Pátria Mãe Gentil, de Cabral até hoje. Alan certamente teria lugar em qualquer time da primeira divisão do campeonato brasileiro.

O time luso envolveu os italianos, e enervava a torcida, já que perdia gols com a mesma frequência que os perdulários investidores perdiam dinheiro na bolsa de valores. É daqueles times que estimulam a bile do torcedor, faz raiva pelo excesso de preciosismo ou pela falta de cuidado com a finalização dos lances. Por vezes estonteada, a defesa milanesa apenas assistia o time de negro chegar ao gol, e perdê-lo, melhor seria dizer não o fazê-lo, já que não se perde o que não se tem.

O treinador, na contramão dos “cerebrais” (sem intelecto) técnicos mundo afora, trocou meio-campo por atacante, e quis a vitória. Jorge Jesus, é o nome dele, e só se equivocou no momento em que, contrariando a si mesmo que foi até os minutos finais da partida, tirou um meia ofensivo e efetivo para colocar um defensor, que entrou em campo mas não entrou no jogo. Equívoco fatal. Foi pelo flanco direito, desprotegido, não pela ausência de um jogador, que lá estava o João Pereira, a substituir o meia Alan, mas pela ausência do próprio Alan, que segurou com maestria as descidas ofensivas do Milan por ali. Foi lá que o meia Seedorf, holandês casado com brasileira, mostrou que o diferencial do Milan não é Ronaldinho, Kaká, Pato ou qualquer outro vertebrado da Ilha de Vera Cruz, vulgo Brasil. Foi ele o grande responsável por manter a escrita do discurso supersticioso futebolístico: “quem não faz, leva”.

No apagar das luzes, Seedorf faz jogada pela direita, e num bate-rebate, a bola sobra para Ronaldinho, o queridinho da narração esportiva local, que sequer havia tocado na bola, mas, como predestinado fosse, estava “no lugar certo e na hora certa”. Outro enunciado supersticioso, que encontrou nos acasos uma confirmação quase religiosa. Com um chute, Ronaldinho arrancou o pontinho que o Sporting levaria – injustamente, pois que merecia os três – deixando-os no San Siro.

Pobres dos lusitanos, que torcem por um time que joga bem, não faz gols, e ainda é vítima das artimanhas mais velhas e velhacas das quatro linhas: o óbvio do óbvio. Presos ao acaso dos encontros – se por um acaso um joelho ou uma testa encontrasse a bola e fizesse-a encontrar as redes do fundo do gol de Dida – eles não fazem a própria sorte, e vão para casa com o sapo berlusconiano engatado na garganta, a ver os medíocres milionários do Milan sorrir no final. Como consolo aos corações marejados de tristeza do fado braguista, deixamo-los com os versos do também luso Ruy Guerra e do Vera Cruzense Chico Buarque:

Meu coração tem um sereno jeito

E as minhas mãos o golpe duro e presto

De tal maneira que, depois de feito

Desencontrado, eu mesmo me contesto


Se trago as mãos distantes do meu peito

É que há distância entre intenção e gesto

E se o meu coração nas mãos estreito

Me assombra a súbita impressão de incesto


Quando me encontro no calor da luta

Ostento a aguda empunhadura à proa

Mas o meu peito se desabotoa


E se a sentença se anuncia bruta

Mais que depressa a mão cega executa

Pois que senão o coração perdoa”

GILMAR MENDES DEFENDE OS TORTURADORES E AMEAÇA REMANESCENTES DA RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA

O Ministro do STF, Gilmar Mendes, no último dia 03, saiu em defesa da decisão da AGU em defender os ex-agentes do DOI-CODI, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel (falecido).

Segundo o ministro, a questão de julgar ações de agentes públicos, considerando que a Lei da Anistia não vale para eles, é errada, pois os Direitos Humanos devem “valer para todos”. Significa que, para ele, se é possível retirar a proteção da Lei da Anistia de agentes públicos, é igualmente possível julgar agentes sociais que praticaram delitos em nome do combate à ditadura militar brasileira.

Ameaça nada velada feita pelo presidente do Supremo, que ignora apenas um detalhe: de um lado haviam cidadãos, que agiram ideologicamente – como afirma o próprio ministro – usando recursos ilícitos contra um regime de exceção (por si só, também ilícito e antidemocrático), e de outro, agentes públicos, inimputáveis no momento em que praticam os abusos e torturas. É bom lembrar que Carlos Brilhante Ustra e seu falecido parceiro são acusados de abusos contra os direitos humanos e comandar um centro de prisões responsável por práticas de tortura durante o regime militar, o DOI-CODI, órgão responsável por “arrancar”, entre dentes, unhas, olhos, órgãos sexuais, informações que ajudassem na captura de outros militantes de movimentos de libertação.

No primeiro caso, há precedentes legais para a proteção, como afirma o presidente da OAB, Cezar Britto, que entende as lutas armadas na América Latina contra as ditaduras como uma forma de resistência popular. Ele cita a ONU como entidade internacional que reconhece a legitimidade dos movimentos que lutam contra regimes de exceção.

Mendes, embora representante maior do Judiciário Brasileiro, esquece-se – ou omite – que a legislação brasileira admite o princípio da igualdade, e que, na sua prática jurídica, aceita dispositivos legais que garantam a igualdade civil, na medida em que os indivíduos se desigualam. Significa que a lei deve garantir a equidade entre dois entes socialmente distintos. Daí, por exemplo, a legitimidade da Lei Maria da Penha, que protege a mulher, categoria social na prática destituída de paridade com os homens, já que é constantemente vítima de violência social, voltada especificamente para ela, por uma sociedade falocrática-hominista. Questão jurídica tão elementar que não serve nem para quesito de prova de admissão na OAB, mas Mendes ignorou.

Da mesma maneira, os atos ilícitos praticados pelos grupos armados contra um regime de exceção não podem ser igualados aos ilícitos praticados por agentes públicos no exercício da função, que eram respaldados pelo governo ditatorial. A Responsabilidade Civil do Estado, ou Teoria da Responsabilidade Objetiva, que pauta as constituições brasileiras desde o tempo do império, garante esse “desnível” social em nome da igualdade de direitos. Não se trata, portanto, de uma questão de “possíveis abusos”, mas da institucionalização de um crime lesa-humanidade, a tortura, como prática governamental. Seus agentes são responsáveis na medida em que praticaram torturas acobertados por um regime de exceção.

Além do mais, mesmo em um regime considerado democrático pela sua organização social, forma de governo e eleições diretas, ainda persistem traços de um regime ditatorial. No direito à informação de qualidade, por exemplo. Na própria atuação do ministro do STF, que atropelou as instâncias jurídicas nacionais para libertar o seu amigo, Daniel ‘Orelhudo’ Dantas. Ou quando emitiu súmula vinculante do STF para que os juízes em todo o Brasil passassem a determinar apenas valores mínimos de indenização quando pessoas físicas demandarem pessoas jurídicas em processos indenizatórios (quando, por exemplo, um consumidor processa uma loja por ter aceitado um cheque roubado dele em uma compra como se ele fosse o comprador, expondo o consumidor ao constrangimento de ter o nome “sujo” na praça). Ou quando emitiu outra súmula, proibindo o uso de algemas quando o preso for de colarinho branco. Ou quando chamou o presidente eleito “às falas” por uma reportagem na revista Veja sobre supostos grampos da ABIN, que não foram comprovados (até onde se sabe os grampos podem ter sido feitos, se é que o foram, até pelo amigo ‘Orelhudo’), e até pesam suspeitas de que o próprio Gilmar teria vazado a falsa informação para a revista. Ou quando…

Atos que enfraquecem a democracia, no seu sentido mais necessário: a efetividade de um país onde todos deveriam ser iguais em condições e oportunidades. Neste sentido, Gilmar Mendes – não ele, individualmente, mas a subjetividade que o atravessa e permite que ele exista e ocupe o cargo que ocupa – é zil vezes mais perigoso para a democracia do que os grupos armados que lutaram contra a ditadura militar.

É CRISE! E SE NÃO FOR? PIOR PARA O MUNDO!

Os murmúrios no sistema econômico globalizado – ou sistema financeiro- estão ouriçando as concepções mais díspares de opiniões. Vai dos economistas ortodoxos e heterodoxos, passando pelos micros e macros empresários, tocando de raspão no patrício-camarada, José Saramago, para quem, observando as borbulhanças econômicas atuais, viu o grau superior de inteligência de Marx, examinando no interior indigesto de todas as metamorfose do sistema capitalista, suas autóctones anti-teses, e para confirmar que “Marx tinha razão”. É a crise?

E se não for? For apenas marolas se espargindo, sem forças, na velha praia turística do capital financeiro? O certo é, que pelo som das trombetas bem segmentada do capitalismo global, dar a entender ser apenas mais uma das revelações do real sobre o virtual do sistema financeiro, especulativo, que não possui equivalente de troca concreto na (dês)ordem econômica, manifestando, ou tornando público, o que já era latente: as falências de grupos de empresários que sempre sub-existiram por força da especulação que o sistema das espertezas econômicas, lhe proporciona.

NÃO É CRISE. VIVA A CRISE!

Para compreender com facilidade, ou com um mínimo de perturbação dos neurônios, que não é crise, mas apenas arrepios histéricos na superfície da pele vorazmente-pragmática, é só observar/entendendo o que dizem os filósofos Baudrillard e Deleuze/Foucault.

Baudrillard afirma que todo sistema cria para si um princípio de equilíbrio, de troca e de valor valores, de causalidade e de finalidade que vigora com oposições regradas: as do bem e do mal, do verdadeiro e do falso, do signo e de seu referente, do sujeito e do objeto; tudo que regula a estabilidade desse sistema. Entretanto, quando irrompem forças cujas regras não são suficiente para estabilizá-las, em suas fórmulas, ocorre as catástrofes que colocam em perigo o sistema integral. Não é o que está ocorrendo no mundo global financeiro. As regras continuam as mesmas. Bom exemplo são os paliativos usados pelos governos: as mesmas sonambúlicas de mantém o capitalismo cambaleante, sem desabar em seu próprio desequilíbrio.

Em, Deleuze/Foucault, o texto mostra que uma crise é sempre uma passagem do já constituído como semiótica de valores por força de uma devir, cujas particulares disjuntoras produzem outras enunciações coletivas capazes de substituírem a antiga como acontecimento. O novo. Outro mundo, outras percepções e outros entendimentos. Nada disso está ocorrendo. O espetáculo não é nada mais do a dança macabra dos fantasmas despóticos capitalísticos. O que não amedronta nem ilude os do “sono sem sonho” (Deleuze), mas apavora e desespera os delirantes-sonhadelos: os niilistas-capitalistas.

O patrício-camarada, José Saramago, continua com razão: Marx pensava no mais alto grau do conhecimento: o capitalismo é podre, por isso fede. Cada vento que sopra recende mais sua podridão, mas é preciso não se enganar: o fedor indica que o cadáver ainda tem forma. O desespero é um ritual para ressuscitá-lo.

CONVERSA COM SEU BAIANINHO DO TAMBOR-DE-MINA

Seu Baianinho 13 por você.

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No sábado passado fomos até a casa de Pai Miguel de Vondoregi para conversar com o encantado Baianinho do Tambor-de-Mina. No momento em que publicamos essa conversa e algumas descontraídas imagens do encontro, Pai Miguel já se encontra em São Luís do Maranhão, para participar das festas de comemoração dos 50 anos da Casa da Fé em Deus, sua casa. Seu Baianinho é a primeira entidade das Minas que conversamos. Com uma voz possante, metálica, e sotaque arrastado, bem humorado, perspicaz, contagiante, ele nos falou sobre si, sobre os conhecimentos das Mina, a relação dela com as outras religiões afro, teceu lúcidos comentários o papel das religiões em geral, e até, quando conversamos sobre o Bumba-Meu-Boi do Maranhão, o verdadeiro boi, e lhe falamos do boizinho afinado Rizoma, ele se comprometeu a participar de uma apresentação. Com a participação da Isá Donquê (correspondente à Mãe Pequena do Candomblé) da casa, Taíssa, de Seu Marinheiro e a filha mais nova foi agradável a conversa que ora deixamos aqui…

Seu Baianinho 02 por você.

Ero sou um encantado chamado Baianinho. Sou chamado, não é meu nome. Dentro das Mina, da Umbanda, dos encantados de Angola, todos nós damos um nome que vocês chamam pra cá de apelido. O nosso nome é uma coisa que dentro das obrigações, dentro da família de santo, nós usamos; fora dali nós temos dito de várias formas. Você vai encontrar caboco, encantados: Ave-Seca, Rompe-Mata, a própria encantada chamada Mariana; Mariana não deixa de ser um nome que ela botou, mas ela tem o nome dela. Quando chega nessa parte de nome, todos nós temos um nome. Todos nós temos uma descendência. Nas Minas, ela é dividida em famílias de encantados, como também têm cabocos.

com a Isá Donquê da casa

com a Isá Donquê da casa

Na Mina tem famílias de gentis, que vem ser Dom Luís, Dom Sebastião (também conhecido como Rei Sebastião, Dom Manuel, Dom Miguel, várias famílias. Aí vem, pelo lado da encantaria, João da Mata, conhecido como caboco da andeira ou caboco rei da bandeira, tem a família dos Bastos, que é uma família húngara, que foi encantada no juncal…

O junco virou

Na lagoa virou junco

O junco virou

Na lagoa do juncal

…tem a família de Dom Miguel, Rei da Gama, que é uma família que vem da Espanha, tem a família de Dom Sebastião, de Portugal, que foi encantado nas águas do Maranharo, tem a família de Légua Mogiboá, com encantaria no Codá, que também vem dos Áfricas. Então, são várias famílias dentro da Mina. Seu Marinheiro tem a família dele, família da marinha, dos marinheiros, o qual tem um que eles chamam de Pai. Tem a família dos Botos, governada por João de Lima, encantado peruano que desceu pelas águas do Amazonas e fez encantaria dele no Pará, tem a família da Baía, que é a minha.

Não sou da Bahia de São Salvador. A nossa Baía é baía. Às vezes eu canto para a Bahia de São Salvador como respeito, como uma saldação. (Seu Marinheiro canta)

Eu não sou daqui

Marinheiro sou

Eu não tenho amor

Marinheiro sou

Eu sou da Bahia

De São Salvador

Aqui [em Manaus] tem encantarias bonitas, que o povo daqui não sabe, porque encantou-se aqui, mas desceu e foi fazer encantarias em outras águas. Como alguns desceram de outras águas e vieram pra cá. Nós somos de uma baía. A única família que é verdadeira maranhense chama-se a família do Codó. Não tem a família dos turcos? Mas o chefe da família já é cambinda. E assim vai.

Eu não tive vida terrena. Nãro, nãro. Alguns encantados tiveram vida terrena. Se você fizer alguma leitura, vai encontrar muita coisa do povo que teve vida terrena e se encantaram, não morreram, porque dentro da Mina não tem como morrer. O se encantou ou já veio encantado para o mundo. O senhor não conhece estas histórias: “Ah!, o fulano sumiu.” Como sumiu? Morreu afogado e nunca mais encontraram o corpo. Não morreu afogado; teve encante, se encantou. E isso tem. O povo pode até não acreditar, mas tem. Tem muitas coisas. O senhor vai se perder um dia só em querer saber. Às vezes nem o próprio pai de santo sabe. Ele sabe se atuar. Recebi num sei quem, mas não sabe nem quem é aquela entidade, aquele espírito que ele tá recebendo.

com Seu Marinheiro

com Seu Marinheiro

O senhor pensa que esse pessoal que recebe espírito e vira evangélico recebeu encantado algum dia, recebeu caboco? Recebeu um espírito obsessor dando o nome de encantado, de caboco. Sabe o que acontece? O senhor chega na minha casa: “O seu nome é Mariana, seu nome é Mariano, é Balanço.” E ali o pai de santo não viu que pode ser uma energia negativa, um espírito obsessor. Aí bebe, fumar eu sou o tão, aí a vida da pessoa vai pra [sinal para baixo], aí vai pras igreja. A igreja reza, a reza tem poder, tira aquele espírito obsessor, Mariana, Pombagira… Nunca foi nada disso coisa nenhuma. Nas casas de religião africana também se tira espírito obsessor, tem ebó, tem limpeza, tem banho de descarrego para tirar energia negativa. Agora o que que acontece, eu quero minha casa cheia, então eu não quero nem saber. Às vezes o pai de santo não tem visão, é por isso que tá essa marmotagem todinha.

Nós somos Nagô. Não tem encantado Jêjo. Na Jêju só tem vodun, e é dividido por família: família de Savaluno, Damirá, Davisse, Quevê Osô… Cada família tem os seus voduns. Nós todos somos Nagô, porque o Nagô abraçou a todos. Você vai ver que tem orixá que chega dentro do Nagô e dá nome português, mas se você for ver é o mesmo orixá, ele é um vodun, só que de uma outra água. Têm os cambindas, têm os cachéus, e têm voduns, mas que estão no Nagô, dentro do Jêjo não estão. O Ketu não tem vodun, só vira orixá. Mas tem muito orixá do Ketu que é Jêjo: Oxumaré, Nanã, Euá, todos são Jêjo, mas migraram. O próprio Nagô, Nagô Abioton: dança vodun, você vê orixá dançando e vê encantado dançando, todos naquela mesma alegria.

A origem das Mina vem dos África, vem o Jêjo de Benin e da Nigéria vêm os Nagôs. O nome Mina é porque os negros que vinham para o Maranhão saíam do porto de São Jorge del Mina, na Costa do Ouro. Quando chegavam no Maranhão, diziam assim: “Chegou os negros mina.” E esse nome, Mina, ficou. Pra Salvador foram os ketus, os marris, todas tribos com dialetos diferentes. No Maranhão é o Jêjo, com a língua Euê. Lá em Salvador tem o Jêjo Marri; tem muita coisa parecida, mas chega num patamar que muda.


Manaus começou com as Mina. O que aconteceu? As velhas mineiras vieram pra cá, abriram terreiro. O primeiro terreiro aberto aqui foi o do Morro, depois do Seringal. Mas por egoísmo, eu digo, a Mina se perdeu, porque elas foram morrendo e não foram passando. Chega um lá de não sei onde: “Ah!, eu sou isso.” O povo não tava acostumado, só tava acostumado com caboco. E os encantados daqui não tem patente como nós temos na Mina. No dia que você vier à minha casa, o senhor vai me ver cantar o Jêjo, cantar o Nagô, eu posso está em cima de seu Miguel, mas tem todo um ritual pra vodun, todo um ritual pra orixá, todo um ritual pra encantado, cada um diferente. E os filhos da minha casa já sabem como é. Se um dia forem pra qualquer lugar: “Olha, eu sou isso, sou isso e isso.” O senhor já deve pegado algum pai de santo: “Eu não sei isso, tenho primeiro que consultar meu vodun, meu caboco.” Não. É aquilo que eu lhe disse: “Tem coisa que eu posso lhe dizer. Olhe, daqui pra frente eu não posso mais lhe falar.”

Aqui não existia Pombagira. Quem trouxe Pombagira foi seu Osvaldinho e dona Léa, do Rio de Janeiro, dos cariduzocas. Hoje em dia todo mundo tem Pombagira. A essência veio com eles. Quem expandiu Tambor de Mina aqui? Mãe Nina. Quem expandiu Tambor-de-Mina aqui? Foi erro. Você pode ver que eu vou em qualquer lugar. Em qualquer lugar eu faço festa. Na Umbanda tem muitos encantados que vem de Mina. O que aconteceu? É assim: a senhora chegou no Maranharo, o que você gosta de comer? No Maranharo não tem jaraqui não, tem melro. O que a senhora vai fazer: “Vou comer esse aqui.” Se acostuma. Assim é os encantados. Vieram, chegaram aqui, não tinha Tambor-de-Mina, só tinha Umbanda. Eu sou assim. Me convidam pra festa do Pombagira, eu vou, não danço, mas sou amigo de todas e de todos. A pessoa me convida: “Seu Baianinho, vamo ali escutar a missa.” Eu vou, só não fico a missa inteira. No Marnharo isso é normal: nós sair em cima dos filhos, tomar uma espumosinha com os filhos, amigos. Aqui, quando seu Miguel chegou aqui há vinte anos atrás, diziam que eu era doido, que era o capeta. Aqui eu não ando mais.

Dentro da Casa de Iemanjá, no dia de São Jorge, tem uma festa muito bonita. O pai de santo de seu Miguel, seu Jorge, foi presidente da Federação durante muitos anos. Todo mundo sabe que todo umbandista gosta de São Jorge, e, queira ou não queira, Umbanda é a coisa que mais cresce em todo o Brasil. Então ele começou a fazer essa festa, o meu pai, João Guerreiro de Alexandria, turco, entregou essa festa pra ele comandar. Depois que ele saiu da presidência, sempre teve essa festa muito grande. Então, tem a missa de manharo, depois vem da missa em procissão, chega no terreiro, toca o tambor, de manhã cedo, 8h, toca até umas 11h, aí vem o armoço, aí tem outra procissão, a gente acompanha a procissão, quando chega, todo mundo lava seus cavalos, aí já começa o tambor de noite, pra Ogum. Nós estamos lá sentados numa roda, acabou o tambor umas 11h da noite, lá vem o padre da Igreja da Conceição e umas cinco beatas. Entrou no tereiro, recebemos direito, o andor tava lá todo arrumadinho, e ele foi lá pra conhecer São Jorge, que ele não conhecia. Isso tem. Aqui só tem uma festa que fazem junto, que é São Benedito, mas mesmo assim…

Na Mina não tem esse negócio de linha não, esse negócio de bem e de mal. Em todo sabadoro a gente tá aqui pra atender os que precisam. Não tem coro, não tem qualidade, não tem bandeirinha. O senhor pode ter milhões, a senhora pode ter milhões, essa aqui é pobrezinha, eu atendo ela do jeito que atendo todos vocês. Chegou aqui, tá precisando: “Pega as velas, se não tiver vela grande, sete dias, acende uma pequenininha”, mas eu não deixo sair da minha casa sem uma resposta, sem nem pelo menos o peito pra cima. Não sei se isso é uma dádiva da Mina, pois quase todo mineiro tem esse coração… O senhor quer amarrar quem? Não tem amarração, isso não existe. É tipo: “Fulano matou fulano com feitiço.” Ninguém mata ninguém com feitiço, quem mata é Deus. Se alguém faz feitiço pra senhora, feitiço espiritual o feitiço é espiritual , se a senhora vai ter que morrer, a senhora morre, mas senão aparece alguém que bate na sua porta: “A senhora tá com problema, vamos fazer um banho de sal grosso”, e a senhora fica boazinha. Por que? O espiritual ali se transforma em material, porque ninguém morre de feitiço, aquilo é jogado, aquela energia negativa é jogada, e se transforma numa coisa material, e aquilo lhe leva. Ninguém tem poder de matar ninguém, tem maldade no mundo. Assim como tem a caridade, tem a maldade.

as filhas com o caçula de Seu Miguel

as filhas com o caçula de Seu Miguel

Do jeito que o mundo anda, tão atravancado, cheio de doenças, cheio de um monte de pais fazendo esganeira com as filhas, um monte de gente passando fome, que às vezes não tem nenhum grão de arroz pra pelo menos socar no pilão e fazer uma água pra poder tomar, que as religiões, em vez de se apedrejarem, se unissem, já que todas se dizem levar ao mesmo Deus, se unissem num propósito de engrandecimento não só de uma nação, mas de um mundo todo. É tão bonito o senhor chegar na minha casa, eu posso não ter ouro pra lhe cobrir, mas tem pelo menos mingau de farinha branca com sal pra eu lhe dar pro senhor tomar. É bonito o senhor chegar na porta da minha casa com problema, eu não sou Deus pra resolver todos os seus problemas, mas sou encantado, e quando o senhor sair da minha casa o senhor vai sair leve e puro, confiante e guerreiro para destruir qualquer coisa que vier pela frente. Então, seria muito bom isso, o senhor vir na minha casa, uma casa de nação afro, caminhos afro, uma casa de espiritualidade, eu lhe dar um conforto, o senhor chegar numa igreja evangélica e lhe darem um conforto, o senhor chegar numa igreja católica e lhe darem um conforto, o senhor chegar num Hary Chrystmas e lhe darem conforto, chegar numa carismática e lhe darem conforto, mas tudo com um denominador comum: o grande, o arquiteto do mundo. Isso não vai acontecer se o senhor chegar na minha casa e disser lá só existe demônio, porque dentro da religião africana não existe demônio. Demônio é aquela coisa negativa que cada um tem dentro do peito, dentro do coração, aquela maldade que você deseja ao seu próximo, aquilo é demoníaco.

com a moçada da Afin

com a moçada da Afin

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Aproveitando o assunto de jogadores de outras nacionalidades que atuaram por seleções nacionais como naturalizados, queremos saber: no Mundial de 1962, uma das seleções formou um timaço de craques, formado por um argentino, um paraguaio, um húngaro e um uruguaio. Que selecionado era esse? Resposta: com um selecionado que contava com o argentino Di Stéfano, la Seta Rubia, o paraguaio Eulogio Martínez, o magiar Ferenc Puskas e Santamaría (uruguaio), a Espanha foi ao Chile disputar o mundial de 62, sendo eliminada pela seleção brasileira, quando era brasileira, do mundial ganho com as pernas tortas de Garrincha.

CONTA OUTRA, LEONOR!

Será o atual Botafogo realmente um time de futebol? Desde as fatídicas finais do carioca que o clube tem carregado a pecha de time chorão. Na última rodada do Brasileirão, o time – visivelmente prejudicado pelo árbitro, diga-se não de passagem, mas como registro – chorou novamente, com invasão de campo, e todas as reações hiperbólicas dignas de um perfeita mãe judia, daquelas da psicanálise freudiana. Nesta noite de quinta-feira, o time até jogou bem – bem para o limitado elenco alvi-negro – mas encontrou um Estudiantes aplicado, que estudou a matéria futebolística, e reviveu em seu craque, o argentino Verón, a velha catimba. Pelas tantas do segundo tempo, para quem ainda não sabe, o zagueiro alvi-negro André Luiz, provocado pelo carequinha bom-de-bola, recebeu um cartão amarelo, e em acesso de fúria – recorrente – tomou o cartão da mão do árbitro e depois devolveu, não sem antes xingar-lhe até a quinquagésima geração. Logo depois, Carlos Alberto, numa clara tentativa de irritar Verón e causar uma expulsão, peita, empurra, coloca o dedo na cara, e o careca só na dele… Até ser substituído faltando dez minutos para o final, Verón foi instigado, e ainda conseguiu mais um cartão amarelo para o seu time, que esteve mais perto do terceiro gol do que o Botafogo, que até ali ia bem. Um desespero que não combina nem um pouco com o time que já teve, dentre outros, o gênio Garrincha, e que era corpo-afetante do humor alegre. O pobre e atual Botafogo é triste, incapaz de assumir sua incompetência e limitações. Para lembrar aos torcedores e aos leitores intempestivos que futebol é alegria, e não ressentimento, a Leonor traz para você, na narração competentíssima de Luiz Antonio Simas, do blogue Histórias do Brasil, a história do zagueiro tricolor Fortes, terror dos atacantes cariocas no final da década de 1920. Zagueiro que desarmava os adversários – e a torcida adversária – com humor.

FORTES, O HUMORISTA DA PELADA

(Histórias do Brasil)

Foi durante um Vasco e Fluminense, em São Januário, no final da década de 1920, que ocorreu um dos lances mais geniais protagonizado pelo lendário beque tricolor Fortes. Peço aos senhores que imaginem a cena, rigorosamente impensável nesse futebol mercantilizado que temos nos dias de hoje.

O jogo come solto quando o vascaíno Mola levanta a redonda na área do Fluminense. Fortes não consegue cortar o cruzamento e a bola sobra limpinha para o implacável Russinho, artilheiro cruzmaltino. No que Russinho se prepara para chutar, Fortes, um sujeito grande pácas, abre os braços, abraça o adversário e começa a beijar o vascaíno.

Furioso, Russinho tenta se desvencilhar de Fortes, que continua abraçando e beijando o jogador. Os torcedores do Vasco começam a se escangalhar de rir e aplaudir a cena, desconsiderando que a equipe tinha acabado de perder um gol certo. Não faltou nem o grito de casaca, casaca, casaca – saca – saca … O árbitro, pressionado por Russinho, não marcou pênalti, considerando que abraçar e beijar um jogador não era agressão. Durante o resto do jogo bastava Russinho pegar na bola que Fortes abraçava e beijava o craque da Colina, para delírio dos torcedores. No final do prélio, Fortes saiu de campo aplaudidíssimo pela platéia adversária.

O mesmo Fortes tinha, no início da carreira, armado um fuzuê dos bons em um Fla-Flu em 1919. Um flamenguista mais abastado tinha prometido dar uma motocicleta de presente ao avante Carregal, caso o Fla ganhasse o match. Para que. Bastava Carregal pegar a pelota que Fortes saia correndo atrás do flamenguista fazendo pu-pu-pu-pu e imitando um sujeito andando de motoca. Perseguido por Fortes daquela maneira, Carregal não se aguentava e largava a bola para cair na gargalhada. Fortes passou o jogo fingindo que segurava um guidom de uma moto. Nem se preocupava mais em tentar roubar a pelota do adversário. Era a bola ir na direção de Carregal que Fortes saia que nem um doido andando na moto imaginária por todo o gramado e fazendo o pu-pu-pu. No fim das contas, com uma atuação apagadíssima de Carregal, o pó de arroz enfiou 4 X 0 no Mengo.

Bons tempos aqueles, em que havia espaço para o senso de humor nos gramados”.

CAMPEONATOS NACIONAIS

Série C do Brasileirão: dois jogos da 10a rodada aconteceram ontem, e do lado dos nortistas, o Águia de Marabá voou até o chuí, para encontrar o Brasil de Pelotas, mas a viagem não foi agradável, ao menos futebolisticamente, já que o time paraense perdeu por 2 a 1. Hoje, o Rio Branco recebe o Guarani, na Arena da Floresta, às 20h, horário local.

COPA DO BRASIL DE FUTEBOL FEMININO: completada a rodada de ida da primeira fase da copa de futebol-mulher. E as representantes amazonenses, da Nilton Lins, despacharam as roraimenses do São Raimundo sem precisar de jogo de volta. As meninas sapecaram 4 a 0 no estádio municipal. Já o Sacramento do Pará foi ao Amapá e venceu por 2 a 0 o Rio Norte, e ainda vai ter que jogar em casa. Os jogos de volta acontecem hoje, e você confere os resultados na atualização matutina desta coluna. ATUALIZAÇÃO: no jogo de volta, disputado ontem, no Pará, o Sacramento sacramentou a classificação, ao vencer por 8 a 1 o Rio Norte, do Amapá.

CAMPEONATOS EUROPEUS

Champions League 08/09: Um Real Madrid sem meio-de-campo e manquitolando, dependendo do baixinho Drenthe pela esquerda para encarar uma Juve com um grande jogador como Del Piero tinha que dar no que deu: mesmo com a proposta de se defender, a Vecchia Signora foi muito melhor, e merecia até mais gols. Destaque para o “fenômeno” Amauri, que afora seus dotes físicos, não mostrou mais nada. Maradona certamente não gostou do que viu, e se continuar convocando El Gringo Heinze, provará que não tem nada de diferente dos outros técnicos. No mais, temos Barcelona e Sporting Lisboa classificados no grupo C, sendo esta a primeira vez que os alviverdes lusos chegam aos mata-matas. Houve ainda o quase vexame da Internazionale, do dengoso Mourinho, que por pouco não perde no Chipre, o Chelsea de Felipão que caiu diante do competente Spaletti e de um titubeante Roma. Mas o que chamou a atenção da crítica futebolística européia foi a cavada de penal que o até então inimputável Gerrard, do Liverpool, conseguiu no apagar das luzes do confronto com o Atleti. Gerrard pode ter salvado o time do vexame, mas nunca mais poderá criticar abertamente, como sempre fez, inclusive na sua biografia autorizada, os jogadores desleais, que simulam faltas. Dizem as línguas que até o atacante Fernando Torres ficou constrangido com a “ajudinha” do juiz. Resultados:

Grupo A:

Chelsea – 7

Roma – 6

Bordeaux – 6

CFR Cluj – 4

Chelsea 4 – 0 Bordeaux

Roma 1 – 2 CFR Cluj

Bordeaux 1 – 3 Roma

CFR Cluj 0 – 0 Chelsea

Bordeaux 1 – 0 CFR Cluj

Chelsea 1 – 0 Roma

CFR Cluj 1 – 2 Bordeaux

Roma 3 – 1 Chelsea

Grupo B:

Internazionalle – 8

Anorthosis – 5

Panathinaikos – 4

Werder Bremen – 3

Panathinaikos 0 – 2 Inter

Werder Bremen 0 – 0 Anorthosis

Anorthosis 3 – 1 Panathinaikos

Inter 1 – 1 Werder Bremen

Inter 1 – 0 Anorthosis

Panathinaikos 2 – 2 Werder Bremen

Anorthosis 3 – 3 Inter

Werder Bremen 0 – 3 Panathinaikos

Grupo C:

Barcelona – 10

Sporting Lisboa – 9

Shakhtar Donetsk – 3

FC Basel – 1

Barcelona 3 – 1 Sporting

Basel 1 – 2 Shakhtar

Shakhtar 1 – 2 Barcelona

Sporting 2 – 0 Basel

Basel 0 – 5 Barcelona

Shakhtar 0 – 1 Sporting

Barcelona 1 – 1 Basel

Sporting 1 – 0 Shakhtar

Grupo D:

Atlético Madrid – 8

Liverpool – 8

Olympique Marseille – 3

PSV Eindhoven – 3

Marseille 1 – 2 Liverpool

PSV 0 – 3 Atleti

Atleti 2 – 1 Marseille

Liverpool 3 – 1 Liverpool

Atleti 1 – 1 Liverpool

PSV 2 – 0 Marseille

Liverpool 1 – 1 Atleti

Marseille 3 – 0 PSV

Grupo E:

Manchester United – 8

Villareal – 8

Celtic – 2

FC Aalborg – 2

Celtic 0 – 0 Aalborg

Manchester United 0 – 0 Villareal

Aalborg 0 – 3 Manchester United

Villareal 1 – 0 Celtic

Manchester 3 – 0 Celtic

Villareal 6 – 3 Aalborg

Aalborg 2 – 2 Villareal

Celtic 1 – 1 Manchester

Grupo F:

Bayern Munique – 8

Olympique Lyonnais – 8

Fiorentina – 3

Steaua Bucareste – 1

Lyon 2 – 2 Fiorentina

Steaua 0 – 1 Bayern

Bayern 1 – 1 Lyon

Fiorentina 0 – 0 Steaua

Bayern 3 – 0 Fiorentina

Steaua 3 – 5 Lyon

Fiorentina 1 – 1 Bayern

Lyon 2 – 0 Steaua

Grupo G:

Arsenal – 8

FC Porto – 6

Dínamo Kiev – 5

Fenerbahce – 2

Dínamo 1 – 1 Arsenal

Porto 3 – 1 Fenerbahce

Arsenal 4 – 0 Porto

Fenerbahce 0 – 0 Dínamo

Porto 0 – 1 Dínamo

Fenerbahce 2 – 5 Arsenal

Arsenal 0 – 0 Fenerbahce

Dínamo 1 – 2 Porto

Grupo H:

Juventus – 10

Real Madrid – 6

FC Zenit – 4

BATE Borisov – 2

Juventus 1 – 0 Zenit

Real Madrid 2 – 0 BATE

Zenit 1 – 2 Real Madrid

BATE 2 – 2 Juventus

Zenit 1 – 1 BATE

Juventus 2 – 1 Real Madrid

Real Madrid 0 – 2 Juventus

BATE 0 – 2 Zenit


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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