Arquivo para 13 de novembro de 2008

ESCOLA DE FILOSOFIA CONSTITUTIVA – CURSO

CURSO:


FILOSOFIA CONSTITUTIVA”

Quando? 22 de novembro (sábado), às 15:00h

Onde? Sede da AFIN (Rua Rio Jaú, 43 – Novo Aleixo)

Carga Horária? 60horas.

Inscrições? (92) 3213-4205 / 3667-4030 / 9631-6845/ 9190-1949 /8807-3402

Quanto? De grátis!

A Associação Filosofia Itinerante – AFIN – estará a partir do dia 22 de novembro movimentando em meio à Escola de Filosofia Constitutiva a imanência social, o prazer da amizade e as alternâncias de opiniões produtivas em seu emergente “Curso de Filosofia Constitutiva”.

Como conceito-movente, a Escola para a AFIN não é um corpo constituído de saberes fixos – para muitos, local onde professores transmitem significados postos pelo Estado em formas de conteúdos pragmático – com o único objetivo de tornar-se instrumentos de re-cognição de uma objetividade social, mas uma subjetividade itinerante transportadora de multiplicidades de saberes e dizeres capaz de poieticamente tecer uma cartografia de desejos, a sociedade dos amigos: a Democracia.

Como Filosofia, sai da vontade de afirmação do filósofo Nietzsche para quem “toda a atividade filosófica moderna é política e policial, reduzida pelos governos, as igrejas, as universidades, os costumes e a fraqueza dos homens a uma simples aparência de erudição…”, para ser atravessada pelos enunciados dos filósofos Deleuze/Guatarri para os quais “a filosofia é devir, não história; ela é coexistência de planos, não sucessão de sistemas”. E como devir, corta a realidade constituída por três potências, ou estilos: “o Conceito, ou novas maneiras de pensar, o percepto ou novas maneiras de ver e ouvir, o afeto ou novas maneiras de sentir”.

Constitutiva, carrega a tonalidade e a força da Vontade de Potencia, “a vida ativando o pensamento e o pensamento afirmando a vida” (Nietzsche). Afirmação e ação produtiva, ou criação distributiva em comunalidade. Ou ainda, a predominância da alegria constitutiva em processus in infinitum, que aumenta a potência de agir das individuações política/social.

DO CURSO-DEVIR E SEUS FILÓSOFOS

O Curso, que tecerá seus movimentos engendrados com filósofos como Demócrito, Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Hobbes, Maquiavel, Nietzsche, Marx, Bergson, Sartre, Foucault, Deleuze, Guattari, Toni Negri, Michael Hardt, Bárbara Cassin, Baudrillard, Clement Rosset, entre outros, e mais escritores, poetas, cinegrafistas, teatrólogos, não-filósofos, etc, terá seu encontro na sede da AFIN, bairro Novo Aleixo, Rua Rio Jaú, 43. Como o capitalismo afirma que “tudo que é dado de graça não presta”, e como esse curso corre fora, aí sua natureza e graus esquizos, as inscrições e participações serão gratuitas. Com direito a água, café, cigarro – a vítima leva – e às vezes pão ou bolacha.

As inscrições podem ser realizadas pelo emeio da AFIN, ou pelos telefones (92) 3213-4205 / 3667-4030 / 9631-6845/ 9190-1949 /8807-3402

. É só ligar e mandar: “Olha aí, moçada, é daí que uma tal de AFIN tá afim de afinar um lance filosófico/constitutivo?” Fácil, não?

SENADO VOTA LEI QUE RESTRINGE MEIA-ENTRADA DE ESTUDANTES

Projeto de Lei criado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), tido como o pai do chamado “mensalão”, e por Flavio Arns (PT) quer regularizar a emissão e o uso da Carteira do Estudante e a Carteira Nacional do Idoso.

O projeto do senador, no entanto, conseguiu desagradar tanto aos estudantes quanto aos próprios produtores culturais. Isso porque o senador extrapola a questão da regularização da emissão das carteiras e se coloca como o defensor do interesse dos empresários do setor. Mas nem a esses o atabalhoado projeto do senador conseguiu agradar.

O projeto tem como objetivo nacionalizar as carteiras, imprimindo um padrão nacional para que as distorções que existem entre os entes da Federação possam desaparecer. Neste ponto, há concordância entre estudantes e empresários, já que em muitas cidades, existem escolas que sequer existem, mas cujo registro é usado para venda ou facilitação de emissão de carteiras para quem não é aluno.

No mesmo lado, o projeto pretendia limitar o uso das carteiras, restringindo o acesso a cinemas aos dias alcunhados úteis e ao teatro, de domingo a quarta-feira, dias considerados de menor movimento. O projeto ainda retira o direito de uso da carteira a estudantes de cursos de idiomas, de dança e de concursos, o que inclui os pré-vestibulares.

Ontem foi noticiado que a relatora do projeto, senadora Marisa Serrano, modificou o texto da lei antes de apresentá-la à Comissão de Educação do Senado. Retomando o projeto inicial, ao invés de restringir o uso da carteira a dias específicos, a lei irá fixar em 30% do total de entradas para um evento ou espetáculo destinadas ao público que paga meia-entrada. Na prática, ganham novamente os empresários.

DESDE O TEMPO DA DITADURA, NÃO SE SABE QUEM SÃO OS ESTUDANTES DO BRASIL

Projetos de meia-entrada ou meia-passagem no Brasil existem desde a década de 1930. Especificamente, foi na década de 1960 que foi editada uma lei garantindo a todos os estudantes direito à meia-entrada em eventos culturais. Como praticamente todos os cidadãos brasileiros tinham carteira de estudante, o então General Figueiredo, o mesmo do cheiro do cavalo, fazendo as vezes de presidente, no final da ditadura, em 1983, revogou a lei, baseando-se no fato de que não havia regularização na emissão das carteiras.

O benefício só retornaria na década de 1990, primeiramente nos municípios, e depois nos Estados. Nesta época, apenas a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) podiam emitir as carteiras. Somente após a MP 2208/01, emitida pelo ministro da educação, Paulo Renato, o do milagre da multiplicação das universidades particulares, ficou acertado que qualquer entidade ou instituição educacional poderia emitir as carteiras. A medida teve menos o objetivo de democratizar o acesso à carteira estudantil do que enfraquecer financeiramente as entidades estudantis nacionais, pois que acabou facilitando o comércio das carteiras, com escolas “fantasmas” e entidades emissoras idem, faturando com a emissão de carteiras a estudantes também “fantasmas”.

AZEREDO DESAGRADA A GREGOS, TROIANOS, HEBREUS, EGÍPCIOS…

A modificação no texto original da MP 2208/01, proposta por Azeredo, conseguiu desagradar tanto aos estudantes quanto aos promotores de eventos e a indústria do chamado entretenimento cultural. A relatora do processo é a senadora Marisa Serrano (PSDB/MS), e o projeto ainda deve passar pela comissão de Educação, já tendo sido aprovada na comissão de Constituição e Justiça.

Estudantes e empresários são concordantes quanto à necessidade de regulamentação da emissão das carteiras, mas são contrários às restrições no direito à meia-entrada. Para os empresários, a meia-entrada é garantia de consumo para um público que não tem condições de acesso aos produtos da indústria de entretenimento cultural, e portanto, não lhes interessa quaisquer restrições a esse direito. Quanto aos estudantes, principalmente as entidades nacionais e suas representações regionais, interessa o controle da emissão das carteiras, tirado pelo governo FHC.

UMA QUESTÃO DE MERCADO, NÃO DE EDUCAÇÃO

Independente dos desfechos do imbróglio, trata-se de uma questão econômico-financeira: a indústria do entretenimento cultural. Em nenhum aspecto a discussão passa pelo viés da educação como práxis necessária ao ser humano num plano democrático. Assim o fosse, as discussões sobre quem é ou não estudante se dariam no plano das produções subjetivas e atuação social destas pessoas, e não por uma classificação de atividades pela organização do Estado. Seriam vetores de produção de modos de ser, e não passivos receptores, consumidores da indústria de entretenimento.

Da mesma maneira, as produções culturais da indústria de consumo de entretenimento se fariam como linha de fuga do regime de signos do Significante Despótico, e poderiam auxiliar na construção de outras comunidades, outros dizeres, outros modos de ser.

ONDE HÁ INFIDELIDADE PARTIDÁRIA?

A manutenção da resolução 22.610/07 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre as diretrizes para o processo de perda de mandato por infidelidade partidária, foi mantida pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a Agência Brasil, “por nove votos a dois o Supremo decidiu pela improcedência das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) 3.999 e 4.086, movidas pelo Partido Social Cristão (PSC) e pela Procuradoria Geral da República (PGR), respectivamente”.

Entre os ministros, Joaquim Barbosa disse que são “válidas as resoluções do TSE até que o Congresso disponha sobre a matéria”. Carlos Ayres Brito, presidente do TSE e ministro do STF, disse que a infidelidade partidária é um “ultraje à democracia”.

Uma infidelidade advém de uma traição. O marido que trai é infiel. No entanto, a sua infidelidade não faz com que ele movimente novos códigos. Ele apenas dá uma continuidade passiva aos antigos códigos constituídos, ressonâncias de outros códigos mais antigos ordenados pela moral cristã paulina. Logo, ele, de traidor passa a ser denunciado como trapaceiro, pois ele não desvia o caminho já posto, mas o confirma em si e para os outros na tentativa de aparecer como aquele que escapou à ordem.

Então, como haveria de ter infidelidade partidária, onde todos os partidos se fazem iguais? A tida diferença entre esquerda e direita apenas demonstra duas faces de um mesmo rosto que é dominado pelo rosto maior do capitalismo. Os dois estão de frente e em nada se diferenciam, e toda a desavença entre eles é a confirmação que estão nos mesmos regimes redundantes.

Portanto, não podem ser infiéis. Não podem transpor para outros partidos, pois não há outros, já que todos são iguais. Jamais poderão se colocar em marcha e buscar a mudança pelo nomadismo. Todos os partidos são e se fazem sedentários.

Alguns podem até perder o mandato, mas não será por serem traidores, será por serem trapaceiros. Continuadores do sedentarismo político sejam lá em que partido estiverem.

Em tempo: um dos trapaceiros, não traidores, que já podem ter o mandato cassado por trocarem de legenda antes do tempo permitido é o deputado Walter Brito Neto (PRB-PB). A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ignorou a ordem da Justiça Eleitoral, mas Ayres Brito já falou que “agora saiu a decisão, não tem o que esperar. E eu já comuniquei três vezes que é para dar posse ao suplente porque processo foi exaurido lá no TSE. Não há mais o que fazer”.

DO DIREITO À MORTE AO DIREITO À VIDA — DOIS CASOS

Preservar a vida. E, para tanto, a humanidade faz disso um controle. Então não há mais preservação, mas conservação. A vida deixa de ser movimento ontológico para passar a ser mero objeto de experiências em laboratórios, tanto os científicos como os políticos. E, se realmente se faz verdade, a afirmação de que a experiência do conhecimento tem o seu início nas ciências experimentais, estudar a vida, na atual sociedade da velocidade e da tecnociência, é a forma de se pensar os mecanismos necessários ao seu controle. É aí onde a ciência e a política rondam em torno de seus limites, procurando, delirantemente, superá-los, dominando a genética, os processos de escolha, endurecendo cada vez mais um estado extremo que os afastam da razão e do conhecimento e os arrastam para o vazio da existência.

PRIMEIRO CASO

Neste percurso, em primeiro de julho de 1996, foi posta em prática a lei australiana do Terminal Act (Lei do Ato Terminal). O doutor Nitschke inventou uma máquina na qual o sistema de perfusão sanguínea do enfermo é ligado a um computador. Se o enfermo clicar SIM, ele terá um prazo legal de nove dias para novamente clicar SIM pela segunda vez. Se ele fizer isso, uma injeção mortal será aplicada e em trinta segundos ele morrerá. Bob Dent, um sexagenário que sofria de câncer, pôs em prática esta lei em 26 de setembro do mesmo ano.

O filósofo e urbanista Paul Virilio, diz que “a partir do conjunto desses fatos — nove meses para nascer sem ter decidido isso, nove dias para morrer voluntariamente e trinta segundos para mudar de idéia — coloca-se a questão dos limites da ciência, de uma ciência que propõe o desaparecimento como medida terapêutica. Ciência do desaparecimento programado ou suicídio assistido por computador?”.

Coloca-se nesse caso a questão de quem é o responsável pela vida e pela morte. Se a própria pessoa ou profissionais que inventam formas de transferência de suas responsabilidades através de meios tecnocientíficos?

SEGUNDO CASO

Hannah Jones, de 13 anos de idade, conseguiu que os médicos de Herefordshire, em Londres, não cultivassem ações legais que a obrigassem a fazer um transplante de coração. Este caso se passa agora. Hannah Jones sofre de leucemia e teve o seu coração afetado em razão dos medicamentos muito fortes que toma. Os médicos então optaram pelo transplante, o qual Hannah não aceitou por causa dos perigos muitos altos de morte durante o tratamento. Então os médicos iniciaram recursos legais para que o transplante ocorresse mesmo sem o consentimento dela e de seus pais. Mas Hannah conseguiu persuadir as autoridades responsáveis pela proteção do menor do hospital de que está ciente de seu caso e que prefere ficar em casa, mesmo sabendo do risco que corre.

As autoridades responsáveis pela proteção do menor do hospital de Herefordshire, onde Hannah recebia revisões periódicas, em Londres, disseram que ela “parece entender a gravidade de sua doença. Ela é consciente de que pode morrer”.

Mais um caso onde a responsabilidade de profissionais que cuidam da vida parece ser transferida. E se assim for, poderíamos dizer o quanto estamos afastados do intuito de preservar a vida.

OS DOIS CASOS

Enquanto no primeiro caso houve a invenção de uma máquina que permitisse um “óbito voluntário”, no segundo houve a escolha voluntária de viver, justamente negando os meios tecnocientíficos. Podemos querer entender os dois casos separando-os. Primeiro se trata de uma pessoa sexagenária, doente, onde a morte seria a melhor escolha. No segundo, trata-se de uma garota de 13 anos que já não suporta mais o espaço hospitalar e não quer mais passar por operações, deseja estar com a família e com os amigos. Mas ambos tratam da Vida e do mundo. E para além de todo controle que possam exercer em prol da conservação da vida, sempre se trata da escolha individual que vai de encontro à coletividade.

Embora seja ainda predominante a crença em um mundo absoluto onde a idéia especulativa de que o filho engendra a mãe, que o efeito produz a causa, que o cristianismo faz nascer o paganismo e o resultado antecipa o princípio, o mundo se faz ouvir e demonstra o quanto não tem culpa alguma de seu estado atual. Saramago alumia esta situação: “Claro que o mundo, pobre dele, não tem culpa dos males de que padece. O que chamamos estado do mundo é o estado da desgraçada humanidade que somos (…)”

Nem haveria de ter. Se há culpa é porque tudo é produção humana. E se o mundo está como está é por conta deste alto nível de humanização a qual recebe a todo instante.

Então a própria morte e a vida são invenções humanas. Ou passam a ser quando são colocadas como enunciados que tentam ordenar a mistura de corpos que acontecem no acaso. E aí são representados e traduzidos pelos saberes constituídos e válidos: a medicina, a biologia, o direito, a psicologia, a psicanálise, a psiquiatria, etc, etc. Então, a ordem estabelecida na qual a vida precede a morte. E seria um absurdo ir contra esta ordem. E a escolha da vida ou da morte deve passar antes pelas leis morais e sociais.

A VIDA

Para além desta conservação da vida há um movimento que não está preso. Há uma vida desejante de outras percepções, justamente fora da redundância que quer a vida como eco de tudo que é imposto como ordem. Lá onde o desvio do equilíbrio se faz necessário, um desvio para fora. Onde a superfície é produzida pelas criações das sensações. Onde a experiência do pensamento não é testada, comprovada e validada, mas, ao contrário, movimentada como o novo no mundo. Neste outro caso, o desejo é pelo absurdo de ir contra a ordem que possa colocar a vida precedendo a morte ou a morte a preceder a vida. Neste caso, não pode haver contradição, posto que escolher tanto a vida como a morte é sempre um caso de VIDA.

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

É BICAMPEÃO DA TERCEIRONA!!!

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Quem marcou o gol de número 2000 do Real Madrid em campeonatos espanhóis? E contra qual time o tento histórico ocorreu? Resposta: em 1963, o Real Madrid enfrentava o Pontevedra. Nesta partida, Di Stéfano marcou o primeiro, e Puskas o segundo. O próximo seria o de número 2000 desde 1928, quando o time começou a disputar a Liga Espanhola. E ele saiu, no finalzinho da partida, através do ponta-esquerda Francisco Gento, que pegou rebote de uma falta, driblou dois zagueiros e empurrou para as redes. Gento era um ponta velocista, e na época, podia fazer 100 metros em 10 segundos. É também o único jogador da história a conquistar seis vezes a Liga dos Campeões da Europa.

E continua a nossa enquete:

CONTA OUTRA, LEONOR!

A que se presta exatamente a tática no futebol? A quem ou a que interessa esse aspecto serializante de um esporte intempestivo? Em alguns países, como a Itália, a tática é elevada à categoria de ciência, com especialistas às vezes em uma determinada posição, que avaliam as características ideais que o jogador deve ter para ser bem sucedido como lateral-direito, ou como meia-esquerda. O fato é que a tática se tornou praticamente um aspecto quase causal do futebol: sem ela, a bola não rola. Sistema WM, 4-2-4, 4-4-2, 4-3-3, ,4-5-1, 3-5-2, 5-3-2, e por aí vai a salada de números que quase nunca decidem uma boa partida de futebol. Se a técnica supera o homem, é porque a atividade entrou na decadência. O futebol foi engolido pela mais-valia: a transmutação do futebusiness. Se não é possível criar um craque por temporada, que ao menos os pernas-de-pau que se prestam a esse papel sejam bem domesticados, preparados e adestrados para ocuparem todos os “espaços” do campo. Se não têm intimidade com a gorducha, que pelo menos saibam correr. Quem teria melhor ataque com um fixo e dois pontas que a seleção jamaicana, com Usain Bolt na direita e Asafa Powell na esquerda? Aprender a bater na bola é um detalhe, se até Cafu conseguiu… Mas a questão é de tática. O periodista uruguaio Victo Hugo Moralez afirma que os sistemas de jogo reduzidos a números só funcionam até o momento do início da partida: “quando estão parados no campo, aparece o 4-3-3 ou o 4-4-2, porém um só instante, depois a dinâmica devora esses números a que vivemos invocando”. Terá ele razão, ou é mais um da geração tevê, a qual, segundo Wanderley Luxemburgo, o mestre-zen dos campeonatos nacionais, não sabe de tática porque na tevê só se acompanha a bola. Sinal de alerta? Algo não bate: ou Wanderley denunciou o maior embuste futebolístico da história, ou falou bobagem. Se o jogo é tática + técnica, então o que se vê na telinha é um simulacro. Já que técnica é produto raro nos certames mundo afora, e a tática não se vê pelo recorte fálico-oralizado que a tevê oferece, o que sobra? Outro comentarista televisivo, o ex-jogador Neto, afirmou certa vez que a tática é apenas discurso de treinador, e o que ganha jogo são os jogadores. Quem tem razão? Talvez uma discussão muito em voga no futebol atual traga um pouco das respostas. Atualmente, o tal “camisa 10” é o jogador mais raro de se encontrar. Técnica, domínio dos fundamentos, habilidade, inteligência, senso de criação, capacidade de improvisar, visão de jogo, características que se procuram para um jogador que vergue a camisa 10. Meia-armador ou de ligação, enganche, jogador numero 4, são várias as denominações, e uma só função: criar jogadas, fazer fluir o jogo, fazer furos na defesa, desarmar o esquema adversário, vencer as partidas. Atualmente, poucos. Riquelme, que venceu uma Libertadores com um modesto Boca Juniors, é um deles. Do Brasil, o meia Alex, que joga atualmente no Fenerbahce, é o que se aproxima de um camisa 10. Na seleção Nike-Brazil, nenhum. Nem Ronaldinho (atacante de ofício e mediano do meio para trás), nem Kaká (o protótipo do jogador moderno, forte, veloz e sem criatividade). O certo é que o time que tem um jogador deste quilate, monta o seu esquema DE ACORDO com as características do seu melhor jogador. Se ele é um lateral veloz e de cruzamento mediano, teremos um time que desce pelas pontas, como o Flamengo. O fato é que a tática realmente não importa, se vista em si: os maiores craque da história jogavam onde queriam, e o time vencia. Como afirma o técnico do Villareal, Manuel Pellegrini: “Se minha equipe funciona totalmente como eu quero que funcione do ponto de vista tático, isto não representa mais que 30% do rendimento; os 70% é a atuação individual de cada jogador no dia da partida”. Em qualquer atividade humana, o que vale é o aspecto humano, a criação, a práxis transformadora da matéria e que transforma o real: o trabalho. Onde esse trabalho como criação é substituído pelo ato autômato, sem o engendramento desejante atuando, deixa de ser atividade, e passa a ser escravidão. Um time que depende da tática é um time escravizado pela mediocridade.

LINHA DE PASSE

A Ásia já tem o seu campeão continental! É o japonês Gamba Osaka, que bateu na final os australianos do Adelaide United, nas duas partidas, em casa por 3 a 0, e na Austrália por 2 a 0, contando na equipe com os brasileiros Lucas e Roni. O time é treinado pelo veterano Akira Nishino, que digiria a equipe nacional quando da vitória sobre os brasileiros, na olimpíada de Atlanta, em 1996. A ascensão australiana, e de times com contas bancárias engordadas pelo dinheiro do gás natural e petróleo, como o Bunyodkor, do Uzbequistão, onde jogam Luisão e Rivaldo, além da decadência dos times do oriente médio, marcaram esta edição da Champions League da Ásia.

* * *

Mal começou, e a carreira de Maradona como DT da seleção nacional já está aemaçada. Às vésperas do confronto com a Escócia, amistoso, El Pelusa se reuniu com o presidente da AFA, Julio Grondona, para pedir que este aceite a indicação do ex-jogador Oscar Ruggeri para auxiliar técnico. Grondona não aceitou, de modo que ficaram os dois sem recuar. Maradona afirmou que não abre mão de Ruggeri, enquanto Grondona não o aceita sob hipótese alguma. A justificativa do Ricardo Teixeira deles? “Digamos que não vou com a cara dele”, afirmou, mal humorado, aos jornalistas. Maradona também não volta atrás, e teria ameaçado renunciar. Carlos Bilardo, secretário técnico, afirmou que Maradona não renunciará, e que deve ter calma na negociação com a AFA. De qualquer sorte, é mais fácil acusar Maradona de teimosia do que questionar a falta de profissionalismo do presidente da AFA, que contrata alguém para realizar um trabalho, mas impede que este alguém forme sua própria equipe. Diferente de Dunga, que aceita tacitamente as interferências de Ricardo Teixeira, Maradona não aceita que seu trabalho seja tolhido pelo dirigente argentino. Deve, portanto, ter vida curta na seleção.

* * *

A crise financeira que ameaça a Premier League já deixou marcas em um dos grandes: o Liverpool. O clube pertence aos milionários estadunidenses George Gillet e Tom Hicks, mas tem muitas dívidas, sobretudo com os bancos de créditos Royal Bank of Scotland e Wachovia. Daí, a necessidade urgente de fazer caixa. Para isso, o clube está pensando em vender um de seus melhores jogadores, o avante espanhol Fernando Torres. A informação é do jornal inglês Daily Mail. Torres, que foi formado nas categorias de base do Atlético de Madrid, já afirmou que não aceita jogar pelo rival, Real, mas deve se transferir, caso o clube não consiga renegociar suas dívidas, na próxima janela de transferências, no inverno europeu. Mesmo estando também na mira da crise, o Manchester United sofre menos, já que seu principal patrocinador, a companhia de seguros AIG foi socorrida pelo governo Bush. O time já anunciou que pretende tentar a contratação do meia Xavi, do Barcelona, para substituir Paul Scholes do meio-campo dos Red Devils. Como no mundo financeiro, o dos dólares da bola também faz que cai, mas não cai.

* * *

A intervenção do governo peruano na confederação nacional de futebol ainda pode render prejuízos ao país. Já falamos dela aqui nesta coluna, mas agora, a FIFA acena com a interdição aos clubes peruanos em participar da Copa Libertadores 2009, tudo porque a confusão envolvendo o presidente da confederação peruana, Manuel Burga. Reeleito, o presidente não adaptou a confederação às novas leis federais para a gestão do esporte. Desse modo, foi substituído por um interventor. A FIFA não gostou, e ameaça expulsar o país de todas as competições oficiais internacionais, atingindo a soberania do Peru. Quando a briga é com os clubes europeus, a FIFA não canta de galo. O Peru estuda apelar ao presidente da Conmebol, Nicolas Leóz, o famoso Dr. Leóz. Se houver a intervenção, há chances para os peruanos, já que será uma luta entre iguais: Leóz, o Doutor, e Blatter, um homem perigoso.

CAMPEONATOS NACIONAIS

Mais um clube comemora na segundona! O Avaí se classificou antecipadamente para a série A do ano que vem, com a vitória simples sobre o Brasiliense. Agora só restam duas vagas, que estão muito próximas de Barueri e Santo André. O time da prefeitura de Barueri jogou praticamente uma final contra o Vila Nova, do vereador Túlio, que perdeu até penalti. Mas os goianos ainda têm chances, assim como Ponte Preta e Bragantino. Além de se complicar em casa com um concorrente direto, o Vila ainda encara o Timão, em ritmo de férias, mas querendo o caneco de forma invicta. Já na parte de baixo, temos um confirmado (o CRB), um com as passagens compradas, o Gama, e quatro aspirantes às outras duas vagas: Criciúma, Fortaleza, América de Natal e Marília. Quem vai subir para a Primeirona, além de Corinthians e Avaí?

Confira os resultados:

35ª Rodada Série B – 11 e 12/11

Gama 1 – 2 Paraná

Marília 3 – 3 Criciúma

Santo André 4 – 2 ABC

Avaí 1 – 0 Brasiliense

Ponte Preta 1 – 0 Bahia

Vila Nova 2 – 3 Barueri

CRB 1 – 0 Ceará

Fortaleza 1 – 0 São Caetano

América/RN 0 – 0 Bragantino

Juventude 1 – 2 Corinthians

Classificação*

Corinthians  –  79

Avaí  –  66

Santo André  –  61

Barueri  –  57

Vila Nova  –  55

Ponte Preta  –  54

Bragantino  –  54

Juventude  –  52

São Caetano  –  50

Ceará  –  46

Bahia  –  45

Brasiliense  –  43

Paraná Clube  –  43

ABC/RN  –  43

Marília  –  41

América/RN  –  40

Fortaleza  –  39

Criciúma  –  37

Gama  –  34

CRB  –  24

* Em roxo, os classificados para a Série A do Brasileirão ‘09; em cinza, os rebaixados para a série C.

* * *

Série C do Brasileirão: E a série C conheceu o seu campeão, com três rodadas de antecedência. Com a derrota da Campinense para o Rio Branco, na Arena da Floresta, o Atlético Goianiense sagrou-se campeão da terceira divisão do campeonato brasileiro! O time tem 25 pontos, 8 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, e ainda joga hoje contra o Brasil de Pelotas, mas não pode ser mais alcançado na tabela. As outras vagas estão em disputa, e matematicamente, até o Rio Branco, vice-lanterna, pode chegar lá. O outro representante do Norte, o Águia de Marabá foi ao Sergipe e perdeu para o Confiança, por 3 a 2, e está em .

Baixe aqui o Hino do Bicampeão da Série C do Brasileirão.

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Copa do Brasil de Futebol Feminino: dois confrontos entre times do norte marcaram a rodada de ida das oitavas-de-final. Na primeira partida as maranhenses do Boa Vontade venceram em casa as paraenses do Sacramento, por 2 a 1, e tudo ficou para a partida de volta. Já em Rondônia, a Nilton Lins fez bom resultado ao empatar em 1 a 1 com o Genus, local. As amazonenses vão decidir a vaga em casa, no próximo sábado.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
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Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
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