Arquivo para 23 de novembro de 2008

FLAMENGO, HOJE, É UMA NAÇÃO RUBRO-NEGRA?

O torcedor do Flamengo afirma veemente que sua paixão futebolística produz a nação rubro-negra, diferente de outras torcidas. Afirmação que chega às raias de uma “teologia” clubista. Agora, o Mengão luta desesperadamente para ficar entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro (?) para ter o direito de participar do maior e mais importante campeonato das Américas Latinas, cujo poder é, medindo as devidas proporções, semelhante à força política de seus países participantes quanto a construção, preservação e continuidade desenvolvimentista democrática.

Pois bem, depois de perder hoje para o Cruzeiro, que também quer abiscoitar a colocação, por 3 a 2, e encontrar-se em quinto lugar, com a vitória do Palmeiras sobre o outro mineiro – e haja mineiro contra o Mengão – Ipatinga, e faltando apenas duas rodadas, pergunta-se: Para você torcedor-fervoroso do Mengão, quem é mais importante, neste momento, Obama ou Obina?

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

LUIZ MOTT: UM TAPA POLÍTICO NA CARA DA HOMOFOBIA

O brasileiro Luiz Roberto de Barros Mott é uma das pessoas necessárias à consolidação da democracia no Brasil. Democracia que só existe na confluência desejante da diversidade, não na tolerância que é filha da hipocrisia moralista-religiosa. Assim, Mott tem sido uma voz atuante e produtiva nestes últimos 30 anos, sendo um dos pioneiros em falar sobre homofobia, homoerotismo e discriminação na tevê brasileira, quando lá existia vida inteligente.

Para @s leitor@s intempestiv@s que ainda não conhecem Mott, esta colunéeesima traz trechos de uma entrevista concedida à Tatiana Mendonça, publicada no blogue ‘Muito’, do jornal A Tarde (aqui). Também é possível conhecer um pouco mais sobre Mott na sua home page (ai, Luizoca, dá um upgrade nessa page, Lôca!) e também no site do Grupo Gay da Bahia. Esta colunéeeeesima também já deu uns toques no querido Mott, uns tempos atrás, numa boa, democraticamente. Divirtam-se a aprendam!

Luiz Mott, 62 anos, paulistano de nascimento, cidadão de Salvador, da Bahia, de Piauí, do Sergipe, antropólogo, mestrado em etmologia pela Sorbonne, em Paris, e doutorado em antropologia pela Unicamp. Eu vim para a Bahia depois de ter vivido uma relação heterossexual durante cinco anos, em Campinas, com duas filhas, aí então em 1978 eu assumi a minha homossexualidade e resolvi mudar para Salvador, fascinado pela beleza da cidade barroca, pelos negros, pelo clima e pelas frutas tropicais”.

Em menos de um ano de chegado à Bahia, eu já tinha um namorado baiano, com o qual convivi durante sete anos. Estávamos numa tarde vendo o pôr-do-sol no porto da Barra quando um machão, percebendo que nós éramos gays – apesar de extremamente discretos – me deu um tapa na cara, por pura homofobia. Foi a primeira vez na vida em que fui vítima de uma violência. Esse tapa na cara despertou a minha consciência da importância de defender os meus direitos como homossexual. Isso foi em 1979”.

(…) a partir desse tapa na cara eu escrevi um anúncio para “O Lampião” que era assim: Bichas baianas, rodem a baiana, vamos nos organizar. Vamos fundar um grupo homossexual. A partir daí, com a presença 17 pessoas, entre jornalistas, estudantes, professores, fundamos o GGB. Na época já existiam outros grupos, mas com o tempo os mais antigos desapareceram e o GGB se tornou o grupo mais antigo do Brasil e da América do Sul”.

E sobretudo quando me tornei um militante homossexual constatei que as igrejas, o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o protestantismo, sobretudo religiões fundamentalistas evangélicas, são a principal fonte de manutenção da homofobia. Nos púlpitos e nas televisões evangélicas é onde mais se divulga a intolerância e o preconceito contra os homossexuais. Sou incansável lutador contra o papa anterior e o Bento 16, que são os maiores inimigos dos homossexuais na modernidade, e contra os evangélicos que continuam associando homossexualidade ao diabolismo. Mesmo no candomblé – que embora seja uma religião muito aberta aos orixás hermafroditas, homossexuais, bissexuais – não tem um discurso explícito de defesa dos homossexuais, considerando que grande parte dos pais-de-santo, mães-de-santo e filhos-de-santo têm uma sexualidade aberta inclusive ao homoerotismo”.

Os homossexuais, que hoje preferem ser chamados de LGBT, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – colocando o “L” na frente para favorecer a visibilidade das homossexuais femininas – estão cada vez mais sendo alvo de políticas afirmativas por parte do governo federal. Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente da República a incluir num documento oficial a palavra homossexual, em 1996, e em 2002 o primeiro presidente a falar publicamente a palavra homossexual, defendendo a união entre pessoas do mesmo sexo. De lá para cá, no governo Lula, foi aprovado o Programa Brasil sem Homofobia, incluindo 10 ministérios e mais de 100 ações afirmativas, garantindo aos gays não privilégios, mas direitos iguais”.

Mentalidade não se muda por decreto, mas havendo leis como a lei contra o racismo, mas a lei contra a homofobia com certeza vai garantir aos homossexuais o amparo legal para sua cidadania plena”.

No geral, há progressos. No nível institucional, legal, da visibilidade. Cada vez mais os gays aparecem nos jornais. Na televisão, as novelas ainda censuram até o beijo gay, quando mostram cenas quase explícitas de sexo entre heterossexuais. As novelas, embora tenham mostrado com mais naturalidade casais gays ou casais de lésbicas, ainda existe muito puritanismo e muita censura no que se refere às relações homoeróticas. A televisão insiste em abusar de caricaturas e estereótipos negativos de homossexuais, principalmente nos programas cômicos, como o do Tom Cavalcante. Essa imagem do gay ultraefeminado, caricato, palhacinho, explorado também em novelas… Nem os negros, nem os judeus, nem as mulheres são ainda mostrados com tanto preconceito nem tanta estereotipia como os homossexuais”.

É absolutamente inaceitável, injusto e cruel que insultar um negro na rua ou discriminá-lo implique em crime inafiançável e o mesmo insulto ou discriminação praticado contra uma lésbica, um gay ou um travesti não signifique nada”.

(…) O grande preconceito dos legisladores em apoiar a adoção por parte de homossexuais se baseia num preconceito que já foi completamente descaracterizado por pesquisas científicas nos Estados Unidos e na Europa, que mostram que crianças e adolescentes criados por gays ou lésbicas não se tornarão necessariamente homossexuais, do mesmo modo que eu sou gay e minha mãe e meu pai eram heterossexuais. Eu não copiei o modelo deles”.

A idéia de que os homossexuais mantêm relações mais efêmeras também já foi descaracterizado por pesquisas, sobretudo na Holanda e na Suécia, onde é autorizado o casamento e o divórcio de pessoas do mesmo sexo, e se constatou que essas relações têm se mantido tão estáveis e “ordeiras” como as dos casais heterossexuais. E o curioso é que num mundo onde cada vez mais as pessoas não querem se casar e lutam pelo divórcio, os gays e lésbicas são a última tribo romântica que está lutando pelo sagrado direito de se enforcar com a gravata no dia do casamento ou de se prender aos doces laços do matrimônio”.

Nós somos do tempo em que Aids era chamada de peste gay. Quando o GGB começou a distribuir preservativos no centro da cidade, com folhetos explicativos, um vereador evangélico intolerante disse que era um escândalo, que era uma vergonha, que o GGB estava distribuindo em uma mão a camisinha e na outra mão uma lata de vaselina. (…) E a realidade não é essa. Muitos e muitos meses falta de preservativos distribuídos pela Secretaria da Bahia, estado e município, e falta de material de informação e prevenção voltado pra essa população. É importante que haja campanhas veiculadas na televisão, em horário nobre, falando sobre a importância de que todos se previnam, sem se referir à existência de grupos de riscos, porque segundo a epidemiologia falar em grupos de risco aumenta o preconceito e não leva necessariamente à prevenção por parte das populações mais expostas ao HIV e às demais DST”.

O Brasil é um país contraditório no que se refere à sexualidade e a homossexualidade em particular. (…) O lado cor de rosa e glamouroso é representado pelas paradas, pela presença de gays e travestis na televisão, de cantoras que há rumor constante de que são lésbicas, mas que poucas são assumidas, enfim. Comparativamente a outros países da América Latina, a homossexualidade no Brasil é muito mais visível e exuberante do que no Chile, no Peru, no Equador. São Paulo tem a maior parada do mundo, com quase três milhões de pessoas, no Rio são 1 milhão e em Salvador, meio milhão. Na Bahia, há mais de 15 paradas pelo interior. O lado vermelho sangue é o do dia-a-dia. Os homossexuais expulsos de casa, insultados, espancados na rua, discriminados pela polícia e sobretudo a violência física – que vai desde o golpe “Boa Noite, Cinderela”, que embebeda ou que faz com que os homossexuais se tornem reféns de golpes de exploradores – e sobretudo a que leva ao assassinato. A violência letal contra os homossexuais no Brasil é uma calamidade pública. O Brasil não é o país mais homofóbico do mundo – aqui não há leis anti-homossexuais, como no Egito, no Sudão, no Iraque – mas é o país onde há mais assassinato de homossexuais”.

Nem todos os crimes têm uma conotação claramente ou explicitamente homofóbica, porém do mesmo modo como os negros apontam para o racismo institucional para explicar as mortes de negros e mestiços, assim também os homossexuais, quando são vítimas de um crime, mesmo que seja um michê, um garoto de programa que praticou latrocínio, com certeza ele foi inspirado pela homofobia cultural, na medida em que ele parte do pressuposto preconceituoso de que o gay é frágil, efeminado, socialmente mais vulnerável, que não vai ter nenhum vizinho que vai prestar socorro se ele gritar, testemunhas vão se recusar a depor, com medo de se envolver com um gay, um travesti, que são considerados marginais ou sub-categorias sociais”.

O que eu acho que é fundamental é que as delegacias da mulher ou as contra o racismo tenham pessoas especializadas em atender gays, travestis e lésbicas, para que possamos encaminhar nossas denúncias, evitando que a omissão e a impunidade reforçem a prática de novos crimes”.

Os gays, lésbicas e travestis são vítimas de um complô do silêncio da historiografia oficial que nega a existência da homossexualidade entre VIPs ou que heterossexualiza VIPs homossexuais, como por exemplo a omissão da homossexualidade de Santos Dummont, o nosso grande herói nacional, ou a heterossexualização das cartas de Shakespeare”.

O depoimento que eu dou é que não me arrependo um só minuto de ter assumido a minha verdadeira essência existencial. Para mim, parafraseando Jean Genet, esse célebre escritor francês homossexual, a homossexualidade foi uma graça. Ele dizia “pra mim a homossexualidade foi uma bênção”. Foi uma graça eu ter assumido. Pra mim foi fonte de alegria, felicidade e muita ajuda”.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gays (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ SUÉCIA RETIRA TRAVESTISMO DE LISTA DE DOENÇAS. Depois do casamento gay liberado, agora a Suécia decidiu remover o travestismo e outros termos designativos de gênero, como o fetiche e o transtorno de gênero da sua lista de doenças. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Lars-Erik Holm, o objetivo é evitar que certos comportamentos sexuais sejam vistos como doença. Na prática, significa que o discurso médico não poderá mais atuar no “controle” desta população. Exceto quando mistura ciência e superstição pseudo-teológica. Aí é o caso de se questionar se os discursos médico e psy (psicólogo, psiquiatra, psicanalista) são compatíveis com os dogmas – não à fé, que é outra coisa – da Santa Sé e dos movimentos ev(dis)angélicos. E a resposta só pode ser “não”. Tem gente que vai oxigenar o cabelo só pra ir dar uma volta lá pelos primos nórdicos… Sentiu a brisa, Neném?

Φ MÉDICOS ESPANHÓIS FAZEM MILITÂNCIA RELIGIOSA EM CONSULTÓRIO. Alguns médicos espanhóis do Serviço de Doenças Infecciosas de Madrid, que é referência mundial no combate à AIDS, elaboraram um manual intitulado “Adolescentes Contra a AIDS”. O problema é que as informações contidas no manual não são científicas ou advindas de uma análise social: o manual é uma série de clichês, dentre os quais, afirmar que o público homoerótico é naturalmente mais propenso à doença, além de criticar o uso do preservativo como meio de prevenção, pregando que somente a abstinência evita totalmente a doença. Houve médico que falou em “céu” e “inferno” para pacientes. Na Espanha, onde a Igreja fez um contrato de apoio mútuo com a ditadura franquista, este tipo de ranço ainda é de se esperar, ainda mais com o reaparecimento destas forças reacionárias no âmbito mundial. Quando afirmamos que a AIDS é uma doença da moral capitalista (burguesa-cristã), este tipo de atitude é uma evidência. A desinformação e a doutrinação em nome de outros interesses, que dificultam ainda mais o combate à doença. Sentiu a brisa, Neném?

Φ DEPUTADO MATOGROSSENSE BRIGA PELOS DIREITOS LGBT. O deputado estadual do Mato Grosso, Alexandre César, que é líder do PT na Assembléia Legislativa do Mato Grosso, pediu aos seus colegas celeridade na votação dos projetos de garantia da cidadania LGBT. Segundo ele, existem dois projetos emperrados na casa, o 117/08, que pune a discriminação por orientação sexual, e o 760/07, que institui o 17 de maio como o Dia Contra a Homofobia no Mato Grosso. Ele acusa a Assembléia de ser deliberadamente lenta quando o assunto são as leis afirmativas para o segmento LGBT. Trata-se de um aliado importante, e que leva a discussão dos direitos LGBT para uma casa legislativa. Ponto para o Mato Grosso! Agora, se ele é ou não, não importa. Vale o engajamento, meu bem! Te toca, horrorosa! Sentiu a brisa, Neném?

Φ RECIFE, CAPITAL DO TURISMO FRIENDLY. Atenção gays e gayas de todo o Brasil! Quem pretende viajar, pegar uma praia, tomar um sol, ganhar uma cor, paquerar, ser paquerado numa cidade com calor, sol, alegria e amigável ao turista LGBT já tem destino certo: Recife, a capital do frevo. A Associação Brasileira de Hotéis de Pernambuco lançou a campanha “Pernambuco Simpatiza com Você” (é marketing, mas nessa eles acertaram, baby), que capacita funcionários dos hotéis a receberem e garantirem o conforto e os direitos LGBT. Quem quiser ainda dar uma escapadinha para Olinda, também encontrará hotéis da campanha, e até em Jaboatão dos Guararapes! Não tem L, G, B, T ou aliado que não se sinta privilegiado, ainda que seja, é claro, por razões econômicas, não é, benzinho. Então está combinado: praia, sol, mar, gente gostosa, vamos pra Récife, oxente! Sentiu a brisa, Neném?

Φ BRASIL NO WORLD OUT GAMES, BENZOCA!! O presidente da ABGLT, Toni Reis, convocou, e eles saíram do vestiário! O pessoal do Rio de Janeiro está organizando uma delegação para competir nos Jogos de Copenhague, o Out Games, promovido pela ILGA . O objetivo é elencar um grande número de atletas, que façam também um numerante-intensivo, a fim de entrar com um pedido de patrocínio junto ao Ministério dos Esportes. E vejam só, apareceu a Fernanda, da Paraíba, o Léo, de Goiás, os dois da turma do vôlei, o Rafael e o Valdimário, do futsal da Bahia, até a Luanna Marley, cearense que falou que existem os jogos LGBT na terra do Sol (dá-lhe, Luizianne!). Que toda esta equipe, diferente do esporte de alto rendimento de mais-valia e nada de rendimento social-comunitário, mande bronca numa boa no evento, participe, jogue, brinque e produza idéias sobre direitos humanos e cidadania LGBT. PS: A Gilvanésia mandou avisar que na categoria caminhada, não tem pra ninguém! Sentiu a brisa, Neném?

Φ V SEIMNÁRIO NACIONAL LGBT NO SENADO FEDERAL! A Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT, a ABGLT, o Projeto Aliadas e a SEDH/PR promovem no próximo dia 27 deste mês o V Seminário LGBT. Presenças confirmadas de Paulo Vanucchi, dos Direitos Humanos, da senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/06, de Toni Reis e mais toda a moçada envolvida afetiva e afetantemente com a luta pela cidadania plena LGBT. O objetivo do seminário é aprofundar o conhecimento sobre os temas relativos aos direitos humanos e cidadania LGBT (para acessar a programação, clique aqui). Quem estiver geograficamente próximo, mas principalmente existencial e afetivamente próximo desta causa, deve participar. Por que dos nossos parlamentares, par-lamentavelmente não se pode esperar muitas idéias, então o negócio é transbordar esse Senado com a potência democrática gay (democrática-gay é redundância, sabemos). Quem puder ir, que vá, e quem não puder, de olho na tevê senado na próxima quinta-feira! Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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