Arquivo para 2 de dezembro de 2008

PROJETO TERRITÓRIOS DE PAZ DO GOVERNO FEDERAL

O governo federal, através do Ministério da Justiça, lança no país para a existência dos que vivem nele, o Projeto Territórios de Paz. O projeto é uma das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O Pronasci é uma proposta do governo federal que se articula de modo a enfrentar os problemas de criminalidade suscitados nas cidades com inteligência e competência administrativa. Daí a segurança ser tratada como uma política pública do interesse de todos. É articulado pelo Pronasci políticas de segurança envolvidas com ações sociais, sendo priorizadas a prevenção, estratégias de ordenamento social e segurança pública.

Os estados que já contam com o Pronasci são: Alagoas, Acre, Bahia, Ceara, DF e Entorno, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

O Território de Paz é constituído de Gabinetes de Gestão Integrada Municipal (GGIM), Conselhos Comunitários de Segurança Pública, Canal Comunidade, Geração Consciente, Lei Maria da Penha / Proteção à mulher, Capacitação de magistrados, promotores e defensores públicos em direitos humanos e Instalação de núcleos de Justiça Comunitária. Toda esta estrutura é formada em prol de uma parceria solidária entre comunidade e órgãos de segurança no intuito de possibilitar um entendimento e uma ação sobre a violência de cunho social. Uma das exigências do Ministério da Justiça sobre o projeto é que os policiais sejam conhecidos dos moradores e sejam chamados pelos nomes.

CIDADES, POLÍTICA E VIOLÊNCIA

A política é estabelecida na forma de cidade. São neste espaço público onde todos e tudo podem aparecer não somente como uma imagem para outro, mas à luz das produções materiais e imateriais realizadas e efetivadas por seres que jogam as suas opiniões em meio aos outros seres também opinantes. É a combinação entre o respeito com a opinião pública, portanto, por suas próprias opiniões (aidos) com a norma pública (dike) produzida por todos. A força da fala produzindo a política e a política consolidando a cidade. Esta, como o espaço constitutivo das vozes ativas que fazem surgir a todos seus contornos, suas adjacências, seus encontros, suas imbricações, percalços e percursos que vão modificando os estados de coisas e criando novos modos de existência.

E aquele que se abstém do direito de levar a sua opinião até todos será visto como a “doença da cidade”. Sendo a cidade o lugar onde todos constroem laços de amizades e se reúnem para discutirem a sua situação de cidadãos, todos os problemas produzidos na cidade tem que ser colocados como públicos. O que não permite que uma cidade seja restritamente compreendida como uma organização vertical, hierarquizante. Assim como a política não poderá se tornar um conjunto de códigos que sirvam como modelos de condutas morais.

Deste modo, a violência e as maneiras de evitá-la e combatê-la é um problema público. Logo, a violência está ligada diretamente ao modo de organização da cidade. É no momento em que as ações e as vozes das pessoas que vivem e produzem a cidade são apagadas que a patologia política surge com maior força e comporta a violência como território determinante das experiências citadinas. Neste caso, não há o consenso e a persuasão, bem como os dissensos e as diferenças das falas que constroem a pluralidade e a “identidade” ontológica da cidade.

Desta percepção, não podemos esquecer que a violência nas cidades difere da violência que ocorre na natureza. Na natureza, a violência é o movimento contínuo de suas composições, onde a transgressão é própria deste movimento. Já a violência na cidade consiste em uma espécie de quebra do acordo feito por todos (convenção), onde o efeito será medido pelas opiniões das pessoas sobre a convenção social que foi transgredida.

Assim a discussão sobre a violência na cidade implica em entender a própria organização e forma com que a cidade vem sendo administrada, sejam pelos seus gestores, representantes legais, seja pelos seres pensantes e falantes que nelas vivem, os agentes autênticos dos acordos e dos consensos (homónoia) que criam uma ordem social e rompem com a ordem da natureza.

Assim, discutir sobre o transporte coletivo, a saúde pública, o estado de conservação de ruas, saneamento básico, educação, preconceito, amor, alimentação, bairros, religião, corrupção (em todos os seus níveis), arte, as produções literárias, jornalísticas, as mídias e tudo mais que seja produzido e posto como participante da realidade da cidade, é discutir violência. Discutir sobre o que permite a violência se instalar na cidade. E esta discussão não passa somente pelos órgãos ditos legais, municipais ou estaduais ou federais, mas por todos que vivem na cidade.

MINISTÉRIO DA CULTURA DISCUTE EM MANAUS PLANO DECENAL PARA A CULTURA BRASILEIRA

Nesta segunda-feira, 01, teve início o Seminário do Plano Nacional de Cultura, promovido pelo MINC nas capitais de todos os Estados brasileiros. Manaus é a penúltima cidade da caravana seminarial, que se encerra no próximo dia 05, na cidade de São Paulo.

Seminário PNC 01 por você.

Na cerimônia de abertura, o coordenador do Plano e gerente da Secretaria de Políticas Culturais, Maurício Dantas, falou sobre a iniciativa do Ministério, que procura dar corpo a uma proposta que está prevista na Constituição de 1988, mas que somente neste governo está sendo colocada em prática.

Ele ressaltou ainda a importância da participação da classe artística, dos gestores públicos e dos movimentos sociais na elaboração do Plano, que terá diretrizes produzidas pelos participantes destes seminários, que são na realidade audiências públicas, recurso que ratifica perante o poder Legislativo as deliberações que constituírem o relatório final.

Entre hino nacional cantado por levantador de toada (quem não tem Fafá nem Joelma vai de Assayag mesmo…), destaque para a participação do secretário estadual de Cultura, Robério Braga, que transformou cargo em profissão de décadas, de Amazonino a Eduardo“Maria da Penha Nele”Braga, que chamou a atenção por uma frase do seu discurso passada despercebida à maioria presente. Afirmou Robério que são problemáticas para uma gestão cultural estadual as sucessões municipais, como a que vai acontecer em janeiro, em Manaus. Frase que, após a última quinta-feira, com a cassação da candidatura do prefeito eleito, Amazonino Mendes, e de seu vice, Carlos Souza, remete a duas interpretações: uma, a de que Robério Braga não saberia sobre a cassação, improvável, dada a intimidade entre candidato cassado e seu ex-secretário, portanto ofensa mortal ao amigo; e outra, em ato falho, Robério estaria assumindo seu lado “vidente”, e antecipando publicamente a absolvição de seu ex-patrão, por parte do pleno do TRE, possibilidade já explicada, sem misticismo, aqui.

A partir das 14 horas, Maurício Dantas, em continuidade à programação, apresentou a atual versão do PNC, o qual deve ser modificado e finalizado a partir das contribuições dos participantes dos seminários presenciais e do fórum virtual, do qual podem participar tanto os que estiveram nos eventos presenciais quanto qualquer outro interessado e estudioso do assunto.

O Plano Nacional de Cultura apresenta uma proposta para a gestão da cultura como política pública de Estado (supragovernamental, portanto), com duração de dez anos, com revisão prevista. O PNC se estrutura em três dimensões (simbólica, cidadã e econômica) e cinco diretrizes. Os grupos de trabalho em cada seminário realizado deve apresentar modificações nestas diretrizes, sempre tendo como foco a diversidade e a regionalização, sem no entanto fechar-se para a dimensão nacional da cultura.

No dia de hoje (terça), iniciar-se-ão os grupos de trabalho para a elaboração/revisão das diretrizes.

Seminário PNC 02 por você.

PRIMEIRO A BARRIGA, DEPOIS A MORAL” O (DES)ENTENDIMENTO DA FINA FLOR DA CULTURA AMAZONENSE QUE PARTICIPOU DA OFICINA

A participação das lideranças artísticas no seminário cumpriram duas sentenças que confirmam a ausência da propalada diversidade na chamada “cultura” amazonense. A primeira diz respeito à presença dos eternos e sempre os mesmos representantes das chamadas belas-artes, dos mesmos grupos e indivíduos que sobrevivem das benesses mínimas dos governos manoniquins dos últimos 30 anos, e cuja arte reflete esta subalternidade. A segunda, refere-se à ausência de grupos novos, desconhecidos para este olhar oficial. Não se viu representantes, por exemplo, do hip-hop, ou grupos ligados à arte na zona Leste de Manaus. Se lá estiveram, não se manifestaram. Pelo que este bloguinho intempestivo percebeu na platéia, quase todos os que estavam presentes são os que há muitos anos estão envolvidos na realização de projetos, que conhecem todo o trâmite burocrático, que vêm há décadas participando de concursos, ainda que seus “raríssimos” talentos artísticos muitas vezes não sejam apreciados, frustrando seus pendores burocráticos da arte.

Após a explanação do coordenador do PNC, e a abertura para o debate, o assunto imediatamente deixou de ser o Plano, para focalizar-se nas questões de ordem gastrológica. Entre os participantes, houve quem farejasse o odor moral, confundindo-o com o perceptivo, causando desconforto entre os presentes com medidas de assepsia inadequadas para alérgicos e asmáticos.

Ainda, predominou a cobrança junto ao coordenador do Plano que acabou convertido em representante “do Ministério”, assim mesmo, generalizado quanto a critérios de julgamento de projetos (que cabem a comissões independentes). Confusão semiótica capturada pela impossibilidade epistemológica de abstrair das palavras o seu sentido usual, dado pela sociedade de consumo. Confusão entre regionalismo e adereços “indígenas”, impossibilidade de compreensão de que os signos são produções artísticas que carregam o novo através de perceptos e afectos, e que é possível falar de blues e ser amazônico, e o que não é possível a não ser em Manaus é ainda acreditar que a onça pintada no quadro reflete uma identidade “amazônica” imortalizada em arte.

Em que pese a serenidade, experiência e competência do coordenador do PNC, em pacientemente ouvir e considerar as falas dos profissionais da arte gastrológica, nelas transbordou, além da impossibilidade dos “falantes” em fazer seus projetos rachar as palavras e extrair delas elementos que escapem da semiótica constituída da arte de consumo e do expectador-passivo, uma arrogância que se estendeu em dois sentidos: um, em colocar em suspeição, sem ter evidências para tal, apenas com ilações, o trabalho da FUNARTE, já que a mesma não entenderia como regionalismo e se for isto ela está certa o uso dos clichês índio, mata, verde, floresta, cocar, pena, curupira, onça pintada, etc. Outra, colocar em suspeição sem ter sequer lido o trabalho os projetos vencedores, levantando a possibilidade de que o critério de regionalismo não tenha sido respeitado. Passível de processo civil, se os vencedores estivessem preocupados menos em criar do que em faturar.

No mais, ficou evidente a desorganização e a capturação dos enunciados pela semiologia do capital, que transforma a arte em produto e o artista em técnico. Estreiteza epistemológica que se mostrou em duas situações: quando os membros da AFIN usaram a palavra “transa”, no sentido de trans-ação, linha de corte na semiótica constituída, e grande parte da platéia riu, capturando (sendo capturados?) a palavra pelo sentido imóvel (clichê): confundiram transa com sexo. E em dois momentos em que o coordenador do PNC utilizou, sem o perceber, a sigla GLBT, quando se sabe que os movimentos sociais voltados à temática gay modificaram, em conferência nacional, a sigla para LGBT, para dar maior visibilidade ao movimento lésbico, e nenhum dos homoeróticos, enrustidos ou assumidos, se manifestou.

O entendimento de arte gastrológica (que se prende à hierarquização da produção e da disseminação das chamadas criações artísticas, estabelecendo o sujeito-sujeitado “artista” que só produz na mesma semiótica laminada que interessa aos governos corrompidos, e o sujeito-sujeitado “platéia”, receptor gástrico-apassivado desta “criação” artística) aparece não apenas no uso onipresente da partícula “eu”, mas também no complexo de inferioridade histórico que muitos amazonenses têm em relação aos paraenses: houve quem reclamasse um escritório do MINC na capital que é “a metrópole da região Norte”, referindo-se a Manaus, sem saber talvez que a organização do Fórum Social Mundial escolheu a outra metrópole para realizar o evento. Além do mais, o próprio seminário pode dar conta da diferença de tônus artístico-existencial dos manaquaras para os grãos-parás (veja aqui e aqui como foi a festa deles).

São estes os que irão dar a contribuição de Manaus para o Plano Nacional de Cultura. Fazendo uma anedota com as palavras de orelha de livro de Marx: “cada um de acordo com sua capacidade”. Ou, adequando o dito: “não importa se farinha pouca ou muita, meu pirão primeiro”.

Seminário PNC 03 por você.

COM QUE SORTE O MINC PROSSEGUE?

De qualquer sorte, o PNC terá de contar com a participação da “mais bela cidade da América do Sul”, uma vez que os interiores do Estado parece que não foram contemplados com presença. Se foram, nesse meio instalado, não se manifestaram. Assim, a tarefa de Maurício Dantas, nesse jogo-do-não-jogar em que a maioria tenta montar suas estratégias de captação de recursos, com muito pouco anseio de planejamento, ele terá de levar alguma proposta e, pelo que se viu, ainda bem que não precisará contar com a sorte, mais com inteligência e perspicácia, é assim que ouvimos suas palavras na conversa que tivemos ao final do primeiro dia do Plano Nacional de Cultura:

Na realidade, aqui é um estado que focaliza mais a capacidade de diversidade. Pela própria composição das pessoas que estão na plenária, você consegue enxergar que tem uma diversidade muito grande: culturas indígenas, populares, caboclos… Isso é uma coisa muito interessante. O que a gente tem de conseguir nestes dois dias de trabalho é fazer com que isso se reflita no documento escrito, que as pessoas consigam pensar para além das suas atividades, da fruição e da produção da manifestação e consigam enxergar isso como um todo, como uma peça de planejamento.

Seminário PNC 04 por você.

TEATRO MAQUÍNICO — “À PROCURA DE UM CANDIDATO”

 

Eu não sei quem eu sou. A única coisa que sei é que viver não é passar privação. A privação não é uma condição da vida. E todo governante que leva o povo a passar privação não é governante, e muito menos humano.”

O Projeto Teatro Maquínico – “À Procura de um Candidato” é uma parceria da AFIN – Associação Filosofia Itinerante com o Ministério da Cultura e diz respeito à apresentação de um vetor teatral na cidade de Manaus com o objetivo de promover discussões acerca de temas de importância comunitária, como por exemplo as necessidades materiais (péssimas condições das ruas, ineficiência de inúmeros serviços públicos indispensáveis, condições sub-humanas de moradia, precariedade alimentar, etc) e imateriais (a inexistência de uma concepção educacional libertadora, que envolva as pessoas em sua totalidade existencial, política, social, artística; a formação de uma subjetividade perversa que rouba as energias físicas e emocionais da maioria dos cidadãos) da cidade, entre tantos outros que se atualizarão durante as apresentações.

À Procura de um candidato 01 por você.

Clique nas fotos para ampliá-las.

 

TEATRALIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA

Entre os diversos vetores da AFIN, vetores teatrais como “Pequeno Conto de Natal” (2001), “O Filósofo Fernando Que Não Era Só Pessoa” (2001, a partir de poemas de Fernando Pessoa), “O Político” (2002), “Quanto Custa o Ferro” (2002, de Bertolt Brecht), “A Maldição do Boi Babão” (2003), “Para Criar um Candidato” (2004), “O Candidato Mais Ético” (2006), “Boizinho Rizoma nas Tramas da Zona Franca Verde” (2007), e, agora nessa parceria com o Minc, “À Procura de um Candidato” são levadas numa estética criada pela AFIN e que privilegia o texto e o distanciamento brechtiano, tomando o teatro, a partir da teatralidade da existência, a fim de que o próprio público possa compor, a partir dos signos e códigos que carregam, um entendimento acerca do que a AFIN se propõe a construir em coletividade com as pessoas da platéia, construindo uma percepção crítica sobre a realidade social e política onde estão inseridas e criando uma linha de atuação para que venham a intervir politicamente em suas comunidades a partir de sua potência de agir no mundo.

À Procura de um candidato 02 por você.

 

O FLUXO MAQUÍNICO

Além e aquém das engrenagens imóveis que estratificam o espaço e delimitam o tempo, há um espaço liso (áptico) e um tempo não-pulsado (ayon), o tempo do desejo que não foge de si: o maquínico é um fluxo contínuo nesse espaço-tempo. Ao entrar nesse movimento intensivo artístico-teatral, opera-se uma desterritorialização do estado de coisas e tem-se uma percepção nova de si e do outro, fazendo possível o encontro de singularidades capazes de compor uma potência democrática capaz de alterar o estado de coisas estabelecido. Esse aspecto, em Manaus, pela ausência de grupos que realizem trabalhos comunitários sem cunho paternalista, mercantilista ou eleitoreiro, é fundamental para uma proximidade da Afin, do Minc e do governo Lula dos anseios comunitários, para que deixem de ser sempre escamoteados pela miséria lucrativa para os que vivem por operá-la em seu proveito particular.

À Procura de um candidato 03 por você.

 

À PROCURA DE UM CANDIDATO

É com esse entendimento que o vetor teatral À Procura de um Candidato vai percorrer escolas, terreiros, igrejas, ruas, associações comunitárias, todo e qualquer lugar onde houver um convite e pessoas interessadas nestas apresentações/discussões/participações de forma que exista o desejo neste tipo de debate.

Aqui vão em imagens e algumas falas o encontro com o pessoal da Escola Estadual André Vidal de Araújo, na Cidade Nova III, que ocorreu na quinta-feira passada, a partir das 19h.

À Procura de um candidato 05 por você.

 

À Procura de um candidato 04 por você.

 

À Procura de um candidato 07 por você.

 

O humor desbloqueante dos afetos tomou conta dos estudantes e professores numa proximidade artística perceptiva desconstrutora das situações de violência instituída que, em seu estranhamento, o texto e a encenação carregam.

À Procura de um candidato 08 por você.

 

À Procura de um candidato 09 por você.

 

À Procura de um candidato 10 por você.

 

Além da participação do riso, enquanto um dizer lúcido-afetivo, alguns participavam, como sempre ocorre nas encenações da Afin, passando as placas que dividem os cinco quadros da apresentação.

À Procura de um candidato 11 por você.

 

À Procura de um candidato 06 por você.

 

À Procura de um candidato 12 por você.

 

Ao final, o momento mais importante de todo o espetáculo, a conversa com a platéia, que tece suas considerações não sobre a apresentação em si como ocorrem nos teatros tradicionais, mas sobre as questões comunitárias que sentem e que lhes inquietam. Entremeadas a outras imagens da apresentação, vão aí algumas falas das pessoas que estavam presentes e que escolheram contribuir com suas inteligências para as discussões das questões comunitárias afetivas-afetantes.

À Procura de um candidato 14 por você.

A peça não é só uma peça qualquer, também quer dizer que o eleitor tem de deixar de ser besta e ficar votando nas pessoas erradas, que nunca ajudaram a cidade, não resolveram o problema dos ônibus, até mesmo aqui nessa escola, na educação, falta livros, falta verba para dar melhoria a esse colégio, falta ética, porque senão eles não fariam o que fazem, toda essa corrupção, não desviavam dinheiro, não deixavam todos os eleitores que votaram neles assim na mão, porque certamente eles vão querer se eleger de novo e não será possível por causa do trabalho que eles não fizeram. (Juliano)

À Procura de um candidato 13 por você.

 

À Procura de um candidato 14 por você.

Muitas pessoas são induzidas, de forma que ainda não percebe, tem lugares que você dificilmente vê um programa sensacionalista, agora aqui em Manaus, parece às vezes um lugar meio atrasado, mas parece também que muitas pessoas da população se deixam induzir por esses programas. Quando chega a época de eleição, eles vão atrás das pessoas, muitos são comprados. Ali eles vão botando só aquele pessoalzinho deles, pra poder tá comprando, tá aprovando só os projetos que beneficiam eles mesmos, e tudo isso na costa de vocês, eleitores. Então, você tem que ser esperto, tem que eleger uma pessoas daqui do meio mesmo, não uma pessoa que chega lá na televisão, e diz: “Olha, eu sou assim, eu vim aqui lutar pela população”, como muitos já disseram várias vezes. Agora cabe a você a inteligência de estudante escolher uma pessoa certa, o que é muito difícil aqui em Manaus. (Jessé)

À Procura de um candidato 15 por você.

 

À Procura de um candidato 16 por você.

 

Tudo que eles falaram aqui tem tudo a ver com o que está acontecendo hoje dentro da cidade de Manaus, como por exemplo o transporte coletivo, os buracos nas ruas, tá uma briga por causa do salário da categoria dos motoristas, que o motorista e o cobrador não tê culpa. Eles pensaram uma coisa e deu outra, então a população é que vai pagar por isso, pois tá arriscado o transporte parar por incompetência dos administradores. Essa é a realidade. (Orlando)

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MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI DISTRIBUIR 3,3 MILHÕES DE KITS PARA TESTE RÁPIDO DE HIV

Segundo a Agência Brasil, no próximo ano serão distribuídos 3,3 milhões de kits para teste rápido de HIV a todos os estados do país. Estes testes agilizam o atendimento de emergência em razão de não necessitarem da estrutura laboratorial para dá os resultados.

O aumento da remessa do kit para o ano de 2009 ocorre devido ao fato (social) dos diagnósticos serem mais precoces e assim obter uma maior rapidez no tratamento. Segundo estimativa do ministério, cerca de 225 mil brasileiros podem está infectados pelo vírus sem saber.

A tecnologia para o teste rápido de Aids foi desenvolvida pelo laboratório brasileiro Bio- Manguinhos, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). O exame é feito extraindo uma gota de sangue, como nos testes de glicemia. Em cerca de 20 minutos o resultado está pronto. O teste pode ser feito em todo o país em qualquer Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

De acordo com Carlos Gadelha, vice-presidente de Produção e Inovação, da Fiocruz, o teste rápido é importante para que as pessoas que moram em locais com menos infra-estrutura laboratorial tenham acesso ao exame de HIV (Agência Brasil).

A iniciativa do Ministério da Saúde manifesta a preocupação por parte do governo federal em fazer do tratamento da Aids políticas públicas. Isto significa colocar o vírus HIV fora dos preconceitos morais. Fora do terrorismo que faz da Aids uma doença mortal e incurável, que acomete somente aqueles que se fizeram às margens da ordem moral, seja ela religiosa ou social. Trabalhar contra estes pontos de vistas retrógrados de maneira democrática e cientifica é saber que a vida não é ficção ou idéia não-sensível que constitui apenas uma paisagem longínqua, mas sim o prazer de encontrar outros corpos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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