Arquivo para 19 de dezembro de 2008

DIPLOMAÇÃO NA LETRA DEMOCRÁTICA DA CASSAÇÃO

A diplomação como enunciação de eficácia de um indivíduo, é um rito demonstrativo-futuro: o quê o diplomado pode produzir quando no exercício do cargo designado peal diplomação. Conhecimento das temáticas, ser detentor desses saberes específicos do cargo, dominar um conjunto de técnicas para que esses saberes sejam transformados em realidades práticas, e, por fim, serem reconhecidos pelo meio ao qual foram encaminhados. Temos, então, a confirmação social da diplomação.

A NOSTÁLGICA DIPLOMAÇÃO MUNICIPAL

Ontem, dia 18, foram realizadas as diplomações do prefeito, seu vice e dos vereadores eleitos para os mandatos 2009-2012. Todavia, nem o rito em seu espaço perceptivo de simulação, metamorfoseado em signos que criam a ilusão do poder, pôde ocultar a espectral nostalgia da diplomação municipal. Personificada na maioria dos diplomandos ineficazes para a práxis do demonstrativo-futuro, a democracia, e a ameaça de cassação de muitos, mais a pública cassação do prefeito Amazonino (PTB) e seu vice (PP) Carlos Sousa, pedido pela ilustre juíza Maria Eunice Torres Nascimento, a nostalgia regeu o baile dos vencidos. Foi a mais dolorosa cerimônia de diplomação ocorrida na história da chamada política amazonense, versão manauara. Não era para menos. O pêndulo do afastamento da vida parlamentar elevado sobre as cabeças de edis erguidos pela compra de votos, contas recusadas, recursos escusos para ludibriar o eleitor, onde um candidato-oculto foi eleito simulado na pessoa manifesta do pai: eleitores votaram no filho acreditando estarem votando no pai, que fora cassado na eleição passada.

A NOSTALGIA DO PREFEITO ELEITO

O prefeito eleito Amzanonino pode não ser um intelectual nos graus de um Nietzsche, Marx, Sartre, Barthes, Adorno, Foucault, Toni Negri, Deleuze, Baudrillard, ou outros menos intensivos, mas de qualquer sorte, é o intelectual que afirmou em entrevista ao jornal A Crítica. Por tal, em sua própria auto-classificada intelectualidade, que, segundo ele, o povo desconhece, pois só o tem como “Negão”, sabia muito bem que não havia motivo para festa, por isso não iria rir à toa. Com uma cassação já publicada em primeira instância, uma ação jurídica-eleitoral por multa não paga, e mais contas não aprovadas na íntegra, elementos jurídicos suficientes para tramitar pelo Ministério Público, com endereço ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE, tribunal com poderes decisórios definitivos, como entrar na folia natalina-passagem de ano? Amazonino sabe o Brasil que está vivendo, assim como a maioria da população. Daí encontrar-se comedido. Daí nem a euforia de seus eleitores dissipados do real político que lhe ronda, nem a subserviência de seus aduladores mais próximos, como diria o filósofo Spinoza, não lhes causarem frenesi, nem, como poderia bradar o colunista social Alex Deneriaz, “borbulhanças mil”.

O DÉJÀ VU DA POSSE

Dia primeiro de janeiro tem posse, também garantida pela medida cautelar do juiz federal Agliberto. O já visto se fará. Ninguém precisa ser Deus para afirmar o teológico clichê, “O futuro a Deus pertence”. Amazonino, por enquanto, conhece o seu próprio futuro eleitoral. Assim como a população de Manaus. Na passagem de ano pode vestir-se a caráter, tomar uma boa champanha, brindar, quem sabe ensaiar um passos, mas seu futuro estará implicando seu presente. Pode sentar no trono, ser bajulado, mas o futuro estará lhe espreitando em vigília, ou talvez em sonhos.

Talvez um leitor de Kafka afirme: “É um pesadelo kafkiano”. Não, não é. É real. É o novo Brasil se fazendo. Emergindo como uma criança alegre. É um Brasil De Sanctis, Protógenes, “vitorioso”, Eunice! Bem, pode ser que tenha Kafka, ao inverso. Na democracia tudo é possível pela jus.

DUAS NOTAS ELEITORAIS SOBRE O ILOCUTÓRIO DO GOVERNO BRAGA

PRIMEIRA NOTA – RÉ MENOR – O governador “Maria da Penha Nele!” Braga nomeou o amigo íntimo e filho do presidente do TRE/AM, Ari Moutinho ‘Filho’, para a vaga pendente no TCE. A vaga, desde há incontáveis eras, estava desocupada, e vários foram os seus pretendentes, de José “Ponte do Crime” Melo a Belão-Balão. Frequentador assíduo dos inquéritos da Polícia Federal, de Albatroz a Saúva, passando pela mala de dinheiro no aeroporto Eduardinho às vésperas da eleição de 2004, Ari Moutinho foi sabatinado pela “inteligência arguta” da ALE, não sem uma ponta de receio, já que não se considera ainda preparado para a aposentadoria, ao contrário aquele que o antecedeu. O critério na escolha de Ari ‘Filho’ é o mais transparente possível: “O critério que eu utilizei é meu, pessoal. A vaga é minha. Eu nomeio aqueles que eu acho que reúnem o meu critério de avaliação”. Transparece bem os interesses do governo de Braga. Fica evidente, por exemplo, o uso da vaga no TCE, verdadeiro prêmio por serviços prestados (a quem mesmo?) e seu uso como moeda de troca de favores. Dizem algumas línguas que o escudeiro fiel de Braga foi indicado para a merecida aposentadoria para evitar os comentários de que seu pai, Ari Moutinho, o presidente do TRE/AM, estaria agindo em causa própria, ao diplomar e empossar, muito além dos limites do direito democrático, o candidato Amazonino e seu vice, Carlos Souza, o homem que daria a sonhada vaga de deputado federal a Ari ‘Filho’, e mais mais sonhada ainda imunidade parlamentar. Afinal, freqüentar inquéritos da PF sem uma salva-guarda deve mesmo tirar o sono dos justos…

SEGUNDA NOTA – FÁ MAIOR – Enquanto o Amazonas figura, orgulhoso, o Orgulho de Ser Amazonense, incluindo as oito cidades que estão bem colocadas no ranking das cidades brasileiras com maior desigualdade social, o governador “Maria da Penha Nele!” Braga afirmou, sobre a segurança pública e a condição de miserabilidade em que se encontra a perícia técnica: “Vivemos no Amazonas e não na Suíça. A gente não assiste a filme de ficção, a gente vive a realidade”. Freud, que gostaria de descansar em paz, é obrigado a ressuscitar para explicar, psicanaliticamente, o ato falho do governador. Ficção é uma produção semiológica que “substitui” a chamada realidade, a partir da impossibilidade do Ego em estabelecer uma relação de gozo com o real. A depender da intensidade e do grau de desterritorialização destes signos (aí já esquizoanaliticamente), pode-se cair numa neurose ou numa psicose. Daí inferir, pela fala de Braga, que ele não crê na existência da Suíça. Caso, sem dúvida, para interdição legal, diria a psiquiatria de Estado. Conclusão que poderiam chegar os peritos técnicos do IML, sem a necessidade dos recurso financeiros e técnicos e as condições mínimas de trabalho que o governo lhe nega. Mais: realidade, para Braga – segundo ele próprio – é a atual condição do Estado, com a perícia técnica capenga, a TV Cultura sofrendo ataques ditatoriais do próprio governador, a educação em último lugar no ENEM, a cultura colonizada e recurso-dependente, as operações constantes da PF, a aridez ética e intelectiva dos tribunais. Realidade vista assim, somente quando a capacidade intelectual de abstração é limitada, produto de uma existência reprimida e pobre de estímulos e experiências. Braga não enxerga o visível: essa “realidade” que ele coloca como obstáculo é uma ficção sociopática, produto das administrações públicas, anteriores e a dele. E agora, psiquiatria manoniquim?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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