Arquivo para 21 de dezembro de 2008

O CAVIAR O O NATAL DOS POBRES ITALIANOS

Segundo o blog de Bob Fernandes, no Terra Magazine, a polícia italiana realizou, em Milão, a apreensão de uma grande quantidade de caviar contrabandeado, avaliada em 400 mil euros. Por decisão da polícia e da justiça italiana todo este caviar foi destinado a organizações de assistência social em Milão, que cuida dos italianos menos favorecidos monetariamente. A medida foi tomada em razão do laudo técnico da perícia determinar que o caro produto apreendido fosse consumido até dezembro deste ano.

A FETICHE MERCADORIA CAVIAR

O caviar é uma iguaria de alto valor monetário apreciado, em geral, pelas classes mais abastadas. São as ovas não fertilizadas do peixe esturjão que torna possível este alimento considerado como prato necessário nas cozinhas mais badaladas do mundo gourmet.

Contudo, o caviar, como tudo que foi capturado pela subjetividade perversa do capital, não mais é uma parte orgânica do animal vertebrado peixe, mas sim um signo. E enquanto tal, demostra de que maneira os alimentos no capitalismo deixam de ser a composição de substâncias físico-químicas naturais, transformadas em matéria social pelo homem e preparadas com o objetivo de suprir uma necessidade biológica. Daí o caviar passar a ser uma mercadoria-signo, confirmada em uma cultura de consumo, onde o objeto não é mais qualificado como uma extensão do trabalho humano, mas apenas como um signo que obedece à ordem do capital.

Esta forma distorcida em que o caviar se apresenta expressa de maneira efetiva como se dão as relações de produção capitalistas: de forma fetichista. Há uma inversão: o alimento não é mais para alimentar, mas agora para garantir um status.

Portanto, como se torna possível o tão almejado prazer proporcionado pela iguaria de luxo, caviar?

Ora, um prazer alimentício autêntico como disjunção gastronômica da moral de classe não ocorre com a mercadoria-signo caviar. Tanto que o então prazer proporcionado pelo caviar advém dos paladares burgueses fetichizados. Ou seja: apenas conserva um significante vazio da ordem do consumo necessária para que se estabeleça a coerção da divisão de classes.

Mas, para quem não tem o paladar fetichizado, pode comer o caviar como alimento e ainda formular comentários se faz um bom ou mau encontro com o seu corpo. Poderá até dispensá-lo por razões próprias de gosto. É o que pode ocorrer com os pobres de Milão. Nunca com o burguês, pois este apenas pode dispensar a locupletada iguaria, sob uma condição: a de que irá reclamar para expor ainda mais a fetichização da mercadoria-signo caviar.

Tudo indica o quanto o natal das classes abastadas de Milão será comemorado com a consciência tranqüila, uma vez que a divisão do caviar foi feita. Mas desta vez, não pela justiça divina, mas pela dos homens.

O JUIZ E A VONTADE DO POVO

DA VONTADE

Para o filósofo Nietzsche, vontade é a potência criadora da vida afirmada pelo pensamento como viver distributivo. O Eterno Retorno. A vida continuamente nova, jamais repetida em imagens ou códigos lingüísticos. Vontade não é um querer saído dos encadeamentos de imagens e palavras (projeção psicológica) dirigido a um objeto ou um fim: “Tenciono aquela mercadoria”. “Meu objetivo é esse”. Para o filósofo, a vontade nunca é uma forma ou um conteúdo. Pode criá-los, mas não sê-los. O que já se encontra posto não é vontade. Portanto, a vontade só se faz como criação, o Novo. O que escapa ao juízo-querer-comandar.

DO POVO

O povo não é um conjunto de indivíduos habitando um território geográfico submetido às leis administrativa, econômica e social. Campo de agenciamento de controle coletivo. Ao contrário, o povo é indemonstrável, pois é multidão, To Pletus, potência-democrática das diversidades. Kratos: potência criadora coletiva, para os gregos. Potência democrática ou Conatus, como afirma Spinoza. Ou Virtú, como diz Maquiavel. Ou ainda, Multitudo, em Toni Negri. Nada do que possa ser mensurado, classificado e denominado como imagina o senso comum.

Fora do povo não existe qualquer corpo que lhe seja superior capaz de lhe envolver, e lhe ajuizar. Como corpus, átomo-potência, nenhum indivíduo pode sair da multidão, virtú, para conceituar o povo. Já que sair do povo é deixar de ser povo. Daí nada poder saber do povo.

DO JUIZ

O juiz Vitor enuncia “Vontade do Povo”. Sua enunciação nos remete a duas ingênuas sentenças.

  1. Ele ajuíza povo como se povo fosse algo fora de sua existência, e que, assim, pudesse ser observado, analisado e designado. Recurso senso comum muito usado pela maioria dos candidatos a cargos eletivos: “Meu povo”. “O povo é soberano”. “O povo é sábio”. Palavras de ordem para confirmar a voz de comando da semiótica arborescente: selecionadora, classificadora e hierarquizadora. Ou seja, uma enunciação que discrimina povo como corpo-observável e capturável. Quando não é.

  2. O juiz Vitor, em seu cargo de magistrado, compósito de uma linguagem forense capturada em uma segmentaridade com estado de coisas definidas, mostra um corpo-povo saído do entendimento eleitoral referente aos votos do candidato Amazonino. Apresenta uma sentença reducionista, mesmo se levarmos em conta o conceito simplista de povo como conjunto de habitantes de um espaço geo-político se relacionando socialmente de acordo com seus interesses comuns.

Desta forma, compreende-se que as sentenças do juiz fogem ao entendimento de povo como potência democrática para se situar em um plano ingênuo políticamente. Evidência convincente encontra-se no fato da enunciação “vontade do povo” enviar ao entendimento de que os eleitores de Amazonino representam a população de Manaus, quando não representa, faz parte (semelhança com a afirmação do juiz Agliberto: “instabilidade social”). A população conta com dois milhões de habitantes, enquanto os votos de Amazonino, inclusive os que lhes causaram certos “percalços”, vide a cassação, uns quinhentos mil votos. Metade da metade da população de Manaus. No conceito simplista de povo, nada da vontade do povo de Manaus. Sem contar com a parte da população que tem do entendimento de democracia uma aproximação com os conceitos grego, latino, com os filosóficos de Spinoza, Maquiavel e Toni Negri. Incluem-se aí os democratas ‘eunicianos’, os engajados na democracia constitutiva promovida pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento. Sendo assim, não se tratava da vontade do povo, mas da leitura que o juiz fez sobre o corpo-eleitores de Amazonino.

A ONDA BLOGUEIRA E A KOMBI DO GILMAR

O Ministro Gilmar Mendes, em afável reunião de amigos realizada nas dependências da TV Cultura de São Paulo semana passada, afirmou acreditar que os blogueiros da mídia alternativa (ou os Sem-Mídia, como se intitulam), não existem. Ao amigo Paulo Markun, aquele que denunciou o colega Waldimir Herzog só ao avistar o alicate, e que estava temeroso de uma invasão bloguística no programa “Roda Viva”, ele acalmou:

Essas pessoas não existem, são pessoas de ficção (sic) na maioria delas. Eu disse, esses protestantes, esses protestadores, Markun, não conseguem encher uma kombi. E era verdade, não apareceu ninguém, apesar dessa conversa fiada, quer dizer, nós temos aí acho que gente metida em guerra comercial, incomodada com decisões do Tribunal, e estão querendo criar esse tipo de movimento. Alguns deles impressionam. Mas nós todos que somos profissionais, que estamos na vida pública, sabemos que eles não têm qualquer qualificação”.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O EXERCÍCIO DA JUSTIÇA

A idéia de justiça remonta aos primórdios da socialidade. Ela surge a partir da transição do Direito Natural ao Direito Civil: momento em que a garantia da integridade física do indivíduo torna-se necessária para manter o tecido social, bem mais complexo que o criado pelo gregarismo.

A partir do trabalho e da produção social, cria-se uma cidade, uma con-vivência, e cabe ao Direito Civil, ou a sua forma constituída – os poderes: legislativo, executivo, judiciário, no caso do Estado Burguês – “adequar” o sentido de justiça, sem perder de vista o equilíbrio entre o individual e o coletivo.

No entanto, para o direito ético, num entendimento Spinozista, não há distinção entre o individual e o coletivo: quanto mais evoluída no plano da potência democrática é a cidade, menos conflitos entre o individual e o coletivo. Para isso, para Spinoza, é necessário existirem pessoas com capacidade superior para exercer as funções. A um jurista, por exemplo, cabe a faculdade intelectual da abstração: compreensão dos fatos para além da sua efetividade momentânea, fazendo da justiça não uma valoração, mas uma produção de um outro olhar. Assim o fez, por exemplo, o sábio Salomão, que mostrou às duas mulheres, com simplicidade, que o valor da vida é superior ao valor da posse.

GILMAR PELA PSICANÁLISE

Gilmar Mendes afirma crer que as pessoas que lhes são discordantes e que escrevem em blogues não existam. Recurso psíquico descrito na semiologia psicanalítica como denegação: mecanismo de defesa classificado como um dos mais arcaicos, no sentido evolutivo do termo. Em resumo, o indivíduo que denega o faz por ser incapaz de lidar com ameaças ao seu modo de existir em outros planos, como por exemplo, o da razão, o da argumentação. Ao suprimir a existência do conteúdo ameaçador, o aparelho psíquico encontra uma débil compensação: crê não na eliminação da ameaça, mas na sua inexistência. O mecanismo é considerado arcaico porque remete aos primórdios da infância, quando as representações do outro e de si ainda não estão definidas.

Evidente, Gilmar não denega a existência dos blogueiros – apenas afirma que eles não cabem em uma kombi – mas denega, e aí está o mais perigoso, o discurso que desestabiliza as certezas que ele carrega. Não as enfrenta pelo uso da razão, pela via do diálogo, mas tão somente tenta – em vão – lhes negar o estatuto da existência. Característica que, ultrapassado o quesito individual e transbordando no coletivo, deu em ditaduras. Pessoas que padecem desta enfermidade são perigosas à democracia.

Gilmar Mendes acredita nos grampos no STF. Os grampos eram falsos. Gilmar Mendes acredita no “estado policial”. Mas só o invoca seletivamente, quando a polícia captura um dos que não se comprimem na base da pirâmide social. Gilmar crê na inocência de Daniel ‘Mendes’ Dantas a priori, mas também crê na culpabilidade de Protógenes e De Sanctis, ad infinitum. Gilmar não sabe, mas na feira móvel da prefeitura de Manaus, onde se compra diariamente o peixe, as verduras e a farinha do almoço dos beneficiários do Bolsa-Família, muitos não sabem o que é um blog, mas todos sabem quem é o ministro que soltou duas vezes o banqueiro corrupto que a polícia federal prendeu. Sintomático? Para piorar: Gilmar acredita na revista Veja.

GILMAR PELA ESQUIZOANÁLISE

Quantos blogueiros cabem em uma kombi? A metáfora mendiana tem razão de ser. A kombi é um veículo de massas, de transporte de massas, feito para carregar essa gente que pode ser algemada pela polícia sem que os policiais sejam ameaçados pelos STF.

Mendes emite enunciados, reverbera a subjetividade laminadora do capital. Afirma acreditar que a opinião blogueira seja “guerra comercial”, como se o dinheiro fosse o signo-móbil da existência humana. Quem nasceu primeiro, o homem ou o dinheiro? Para o sujeito-sujeitado da relação do capital, reduzido ele próprio ao fetiche da mercadoria, não há distinção. A Gilmar, preso nesta trama, deve custar acreditar que exista algo por detrás da conta bancária. Democracia, por exemplo. Inteligência, opinião pública, coisas que o dinheiro não faz e não compra, senão como simulacro.

Gilmar crê no número. Outra característica epistemologicamente arcaica. O movimento não é extensivo; é intensivo. Um blogueiro intempestivo é muitos, porque ele é produção desejante de enunciações outras, que não as que capturam pela dor e pelo ressentimento. Jamais caberiam em uma kombi, porque o território é outro. Gilmar não compreende, mas sente. E sofre. Por isso necessita do afago da TV Cultura em lhe cercar de ‘amigos’ na entrevista televisiva. Na própria Diamantino, onde a família Mendes conta com ‘facilidades’, a onda bloguística chegou: o prefeito eleito, quando candidato, ameaçado de morte por encarar os desmandos mendianos, foi eleito, com folga.

A rede democrática intensiva não se reduz ao blogue. Ela se faz na inteligência coletiva, da qual até ele, Gilmar, faz parte.

MUNDIAL INTERCLUBES: MANCHESTER LEVA, MAS LDU MOSTRA QUE NÃO ERA PÁREO FRACO

O Manchester United faturou o título do Mundial de Clubes FIFA 2008. O time inglês venceu a Liga Deportiva de Quito, a LDU, por 1 a 0. O gol foi marcado por Wayne Rooney, aos 28 minutos do segundo tempo. Ele recebeu de Cristiano Ronaldo e tirou do alcance do goleiro Cevallos, que até ali fazia partida impecável, até com defesas de ombro.

Depois de um primeiro tempo onde só o Manchester atacou, justamente no momento em que o time equatoriano esboçava manobras de ataque, o time vermelho marcou, mantendo a tradição recente do mundial, de jogos amarrados e aridez de bola na rede. O final da partida foi de uma LDU atacando e o Manchester aproveitando os contragolpes para assustar. A LDU nem de longe imprimiu os bons momentos que a levaram ao caneco continental de 2008.

A ILUSÃO GEOECONÔMICA

À exceção dos clubes oceânicos, e da própria LDU, os outros times estão recheados de jogadores sulamericanos. O Manchester, campeão, apesar do destaque dado a Cristiano Ronaldo, tem Tevez e Anderson. O capital do clube é todo americano (embora, claro, norte-americano). Embora a Europa, com seu segundo título seguido do mundial, queira se arvorar a ter o melhor futebol, como em outras áreas da produção social, também no ludopédio a exploração da mão-de-obra dos países pobres constrói a mais-valia dos ricos.

Ainda assim, a vantagem é nossa, ainda que pequena: 24 a 23, sem contar o inexistente título do Corinthians.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

DE VÍTIMAS A PROTAGONISTAS, OS LGBT E OS DIREITOS HUMANOS

Sendo este Bloguinho e esta colunéeeeesima um espaço virtualizante de utilidade pública, aproveitamos este domingo pré-natalesco para divulgar mensagem do presidente da ABGLT, Toni Reis, sobre a 11a Conferência Nacional dos Direitos Humanos.

Pessoal,

Farei um relato breve da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos que foi aberta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Um momento histórico da democracia brasileira e do exercício da cidadania. Onze ministros de estado estavam presentes. O público refletia a diversidade desta terra chamada Brasil. Índios, negros, brancos, ciganos, pessoas com deficiência, representantes das populações LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Todos liderados pela incendiária Deise Benedito, que representou a sociedade civil na mesa de abertura e levou o público presente ao delírio com o seu discurso para lá de engajado, encerrado com um “Valeu Zumbi”.

Participaram da mesa de abertura: Wellington Dias, governador do Piauí; Paulo Octávio, vice-governador do Distrito Federal; Nilcéa Freire, ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM); Edson Santos, ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir); Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom); Jorge Hage, ministro da Controladoria Geral da União; Guilherme Cassel, ministro do Desenvolvimento Agrário; Paulo Bernardo Silva, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão; José Gomes Temporão, ministro da Saúde; José Henrique Paim, ministro interino da Educação; Tarso Genro, ministro da Justiça; Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil; e deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara dos Deputados; e o deputado Pompeo de Mattos, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados.

O presidente da República também reforçou a importância de se debater o aborto. “Não se trata de ser contra ou a favor. Trata-se de discutirmos, com muita franqueza, uma questão de saúde pública”, afirmou. Para ele, o Brasil não pode ter medo de discutir assuntos polêmicos como esse.

Lula falou especificamente da hipocrisia que existe na sociedade quando lembrou que várias pessoas aconselharam ele não ir na Abertura da Conferência dos “companheiros e Companheiras LGBT” (sic). Foi um exemplo de como que precisamos romper com hipocrisia e discutir todos os assuntos.

A comunidade LGBT teve inicialmente pelo nosso levantamento 102 delegad@s, mas na conferência várias pessoas que não estavam na nossa lista compareceram às 4 reuniões convocadas pelo movimento LGBT. Principalmente os LGBT governamentais. Foi muito bonito ver as pessoas levantando as bandeiras do Arco-Íris.

Tiramos nas reuniões as prioridades: Aprovação do PLC 122/2006, União estável entre pessoas do mesmo sexo, Processo transexualizador e Nome social para as pessoas travestis e transexuais, também o apoio às reivindicações dos movimentos de Mulheres (o aborto) e dos Afros (a questão das cotas) entre outras pautas levantadas.

Conseguimos  700  assinaturas   para a aprovação  do PLC 122. Agradecemos todas as pessoas que mobilizaram para isso.

Durante  a  conferência  tivemos  gratas   surpresas.  O  Ministério  Público  nos  procurou  para  apresentar uma carta com as  propostas,  dentre   as quais os  Procuradores da  Justiça  defenderam a  aprovação  do PLC 122,   e a retirada  do  código  235   do  código  militar.

Tivemos    uma    parada  LGBT com   os  180  delegad@s   LGBT  durante  um  almoço. Um  sucesso, com as   palavras  de  ordem   “  Não  Não  à   discriminação,  atrás  de  Silicone  também  bate  um  coração”.  E  “ Chega  de  Coió  de  noite  e  de dia   queremos  um  Brasil sem homo fobia”.

Foi muito  lindo  nas  4  reuniões  gerais   definimos  atuação,  tiramos  comissões  de  mobilização, agitação e  articulação. Todas as  redes  participaram.

A ABGLT  distribui   2000  jornais.

A Campanha  não  Homofobia,  encabeçada  pelo  Grupo  Arco-íris  e  o Movimento DELLAS  apoiada  pela  ABGLT, distribuiu  muitos  materiais e  dava  para  ver   no peito de todo mundo as praguinhas (botons)   dizendo  Não  homofobia.

Os  Stands  dos ministérios  da  Saúde  e  SEDH  foram   usados  pelo  nosso  movimento  assim  como  o  Stand   do  Fórum  Nacional  de  Direitos  Humanos.

As  discussões   tiveram  7  eixos  que Paulo Mariante    magnificamente   coordenou  esta  discussão como  representante  da ABGLT na  comissão  organizadora.

Os  eixos  foram:

1.Universalizar direitos em um contexto de desigualdades;

2. Violência, segurança pública e acesso à justiça;

3. Pacto federativo e responsabilidades dos três Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública;

4. Educação e cultura em direitos humanos;

5. Interação democrática entre Estado e sociedade Civil;

6. Desenvolvimento e direitos humanos;

7. Direito à memória e à verdade.

Em  todos  os  eixos   tínhamos   LGBT  e   no  relatório   final  poderemos   ver  toda esta mobilização.

Nas propostas de diretrizes fomos contemplados nos diversos grupos. As palavras homofobia, lesbofobia e transfobia, assim como a sigla LGBT apareceram nos diversos eixos. Também conseguimos colocar, em parceria com outros movimentos, a não discriminação às pessoas soropositivas, às prostitutas e as pessoas usuárias de drogas, entre outras. Lembro  como se  fosse  hoje    nas primeiras  conferências   quando  alguém  falava  em Homossexuais falavam  em  proteger  nossos direitos, mas  de  forma  muito  vitimista, mas agora   monas  e amapôs  a   voz   estava  conosco. De  Vitimas  a  Protagonistas, LGBT  são  destaques  na  11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos.”

As articulações  com  os  outros movimentos   estavam  muito  legais e coordenadas.

Na quarta-feira (17) uma festa cívica inesquecível. Mesmo com uma chuva torrencial, que caiu durante todo o dia, uma multidão aceitou o convite e foi ao Complexo Cultural da Funarte, em Brasília, para o show “Iguais na Diferença – 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, e presença do ministro Paulo Vannuchi e  toda  a equipe.

Queria   agradecer  todas  e  todas  pelo  excelente  trabalho  que   fizemos.   Não queria citar nomes, para não cometer omissões. Fico  orgulhoso   quando  vejo  o  crescimento  do  nosso  movimento e  A politização.

A  organização  foi  perfeita. A  comissão  organizadora  está  de  parabéns.

Para  a Comunidade  LGBT  2009  temos que nos  organizar  para fazer  nosso advocacy nas   Conferências  de  Educação, Conferência,   de  Segurança  Pública  e  de   Comunicação, entre outras.

Gostaria de agradecer à Coordenadoria da Cidadania LGBT da Secretaria Especial dos Direitos Humanos por ter disponibilizado a sistematização de todas as propostas da primeira Conferência Nacional LGBT, assim como as propostas contempladas no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e DH LGBT (que em breve estará em consulta pública)

Perdoem   por  omissões  e agradeço complementos.

Cordialmente

Toni”.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gays (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ XENO/HOMOFOBIA FAZ VÍTIMA EM NOVA IORQUE E CAUSA PROTESTOS. A população LGBT da cidade de Nova Iorque, EUA, acompanhada de políticos da cidade, protestaram contra o bárbaro assassinato do equatoriano Jose Sucuzhanãy, de 31 anos. Ele foi morto por um grupo xeno/homofóbico quando caminhava abraçado com o irmão em uma rua da cidade. As agressões, com tacos de beisebol e garrafas, eram acompanhadas de insultos homofóbicos e xenofóbicos. A polícia oferece recompensa para qualquer informação que leve à prisão dos assassinos, que paradoxalmente, eram negros. Evidência de que esse tipo de subjetividade assassina é um caldeirão de violência que não se reduz ao signos superficiais da diversidade, mas também das condições econômicas e da redução epistemológica patrocinada pela sociedade de consumo, que tudo reduz ao valor de uso e de troca. Sentiu a brisa, Neném?

Φ MATO GROSSO DO SUL TEM CONFUSÃO HOMOFÓBICA NA CÂMARA MUNICIPAL. Uma semana depois da aprovação do direito à previdência entre casais homos pela assembléia legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul, foi a vez da Câmara Municipal de Campo Grande se destacar, mas desta vez, homofobicamente. A bancada disangélica deu chilique sintomático quando o vereador Athayde Nery (PPS) apresentava projeto de concessão de utilidade pública à ATMS (Associação dos Travestis do Mato Grosso do Sul). A justificativa para a briga foi a alegação do vereador temente a Deus Pastor Sérgio (PMDB), que pediu vistas para verificar suposta tentativa do grupo de solicitar verbas públicas. O absurdo não foi aceito pelo propositor, que afirmou, não sem uma ponta de ironia, que o preconceito é “coisa do diabo”. A sessão teve de ser encerrada. Os travestis, bravamente, encararam e mostraram que no Estado de Direito não cabe o Deus homofóbico, invenção dos ressentidos seguidores de São Paulo. Ressentimento puro, baby! Sentiu a brisa, Neném?

Φ JUIZ DO CASO RICHARLYSSON É PUNIDO. O juiz Manoel Maximiano, que afirmou no despacho do caso de homofobia contra o jogador do São Paulo FC, Richarlysson, que futebol é coisa para macho, foi punido com a impossibilidade de ser promovido durante o restante do seu exercício profissional. O juiz indeferiu processo do jogador contra um dirigente do Palmeiras, que o chamou de homossexual em programa televisivo. A condenação baseou-se no texto do juiz, que foi considerado parcial e incapaz de suportar argumentativamente a decisão. O juiz ainda pode ser condenado em um dos onze processos que correm contra ele pela mesma razão. Quanto à aridez intelectual do juiz, nada foi declarado, meus amores… Sentiu a brisa, Neném?

Φ UM NATAL GAY PARA TODOS!!! Por que Jesus, o palestino, amou a todos, igualmente. Porque ele dividiu o pão, sem questionar o desejo. Porque ele afirmou que o Reino dos Céus se faz na Terra, e para todos. Porque ele entendeu que o território do amor é a rua, não a casa. Porque ele fez o amor transbordar, sem receio. Porque ele entendeu que o corpo é santuário divino, portanto templo da alegria da potência ativa da Vida. Porque o nascer de uma criança, qualquer que seja, onde quer que seja, é sempre o Novo, sempre um Jesus nascendo. Porque a alegria é de todas as cores, inclusive o preto-e-branco. Porque Deus quis fazer a mudança na Terra, e não no céu: quer a vida sobre a Terra, e não após a morte. Porque foi com um ato de carinho (um beijo) que ele iniciou a fase mais dura de sua caminhada, um beijo homoerótico. Porque a alegria é como o rio que corre como fluxo incapturável sobre o leito, enquanto a discriminação, a dor e o ressentimento são como o muro: ele pode resistir, mas jamais deterá para sempre a força do novo que carrega o rio. Por tudo isso, meus amores, sejam vocês crentes teológicos ou não, aproveitem o natal para fazer transbordar o amor no mundo. Sentiu a brisa, Neném?

UM NATAL DE ALEGRIAS!

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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