Arquivo para PM

NEPOTISMO, AMAZONINO? QUE NADA, SÓ MUITO AMOR FAMILIAR…

Não dando bolas para o nepotismo na política, o prefeito provisório de Manaus, Amazonino Mendes, nomeou para secretarias sua irmã e sua filha.

Viva Manaus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mas vivas mesmo à juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que o cassou.

CASSAÇÃO DE AMAZONINO: MARIA EUNICE CONTINUA “BELA VITÓRIA”

Este bloguinho intempestivo conversou há pouco por telefone com a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento e pôde desmentir a tentativa de contemporização que a mídia venal local vem tentando fazer, dizendo que a juíza que cassou Amazonino Mendes está “tranqüila”. Entenda-se, “passiva”, “conformada”. É que a mídia/direitaça manauara, porque não tem entendimento e, principalmente, neste caso, de acordo com seus interesses, confunde “tranqüilidade” com “serenidade”.

Embora não tenha confirmado ainda se vai ou não realmente entrar com representação junto ao Conselho Nacional de Justiça, como havia afirmado, a juíza falou sobre os acontecimentos da tarde e início da noite de ontem, dizendo que o relator do processo sobre a liminar, juiz federal Agliberto Machado, sabe que o que fez não é correto, mas que ele resolveu por contemporizar.

Maria Eunice comentou ainda que não podia atender “um embargo de três linhas” da desembargadora Graça Figueiredo, não podendo, segundo ela, fazer “gracinha” diante de uma decisão que afeta os direitos democráticos de toda uma população.

No que diz respeito ao seu afastamento da presidência do pleito, chamou de “loucura”, dizendo, inclusive, que não deixou de julgar as contas dos candidatos, que a única conta a não ser julgada foi a de Amazonino, devido a dificuldade de contactá-lo, sendo ele notificado apenas pela Polícia Federal há dois dias.

Com estas declarações, pode-se inferir que, conforme a frase de Guizot citada por Maria Eunice, não só a política entrou nos tribunais manauenses, mas também a mídia venal, todos operando a trapaça, enquanto peça fundamental do sistema, que desloca sempre a cena, a partir da redundância do signo significante, esvaziado de qualquer sentido. “Operação histérica do trapaceiro.”

Mas, ao contrário do ilocutório despótico do poder judiciário manauense, Maria Eunice fala, e por mais que este mesmo judiciário se ressinta e arme uma performance violenta por toda parte, a cada fala sua Graça Figueiredo, Ary Moutinho “Pai”, Agliberto Machado e Amazonino Mendes estertoram.

QUEM MANDA NO MANDATO DE SEGURANÇA DE AMAZONINO?

No plantão dominical do TRE/AM, neste último dia 07, a desembargadora Graça Figueiredo concedeu medida liminar a Amazonino, suspendendo o Embargo de Declaração, dado pela juíza do pleito, Maria Eunice do Nascimento. Alegria, festa da direita, um alento, fio de esperança para os desesperançados correligionários de Amazonino. Houve veículo de imprensa que estampou em manchete a vitória do candidato querido.

O problema começou a partir do momento em que a instância jurídica e a jornalística divergiram. Nos jornais, estampada a notícia de que a liminar dava o direito ao candidato cassado de ser diplomado. No entanto, a desembargadora desmentiu o noticiado, afirmando que sua decisão apenas obrigava a juíza do pleito a examinar o interposto do candidato, negado na última quinta-feira, por decurso de prazo e pela situação irregular do advogado de Amazonino, que foi para Miami e não renovou a procuração no TRE/AM após a eleição.

Questionando aos jornalistas porque haviam dito que ela disse o que não disse, os jornalistas apontaram o dedo acusador para o site do TRE. Lá, na seção de notícias, bem claro, figurava até a noite desta terça-feira, dia 09:

07.12.2008 – Liminar garante diplomação de Amazonino Mendes e Carlos Souza.

A Desembargadora Graça Figueiredo, concedeu Medida Liminar conferindo efeito suspensivo aos Embargos de Declaração interpostos contra decisão da Juíza Presidente do Pleito 2008, em Manaus, Dra. Maria Eunice Torres do Nascimento (Processo n.º 24/2008 – Representação), até seu julgamento, assegurando a Diplomação de Amazonino Mendes e Carlos Souza, Prefeito e Vice-Prefeito eleitos”.

Os grifos são nossos. No entanto, a desembargadora continuou negando que a decisão de cassar Amazonino tenha sido derrubada. Examinando, no mesmo site do TRE/AM, pode-se ler o símile do documento expedido pela desembargadora, o qual afimar claramente, se bem que em jargão jurídico, que:

Isto posto, presentes o fumus boni juris e o periculum in mora, concedo a medida liminar requerida, determinando à autoridade coatora:

I – que admita e entranhe aos autos o instrumento de procuração outorgado ao advogado Celso Castelo Branco Garcia, a ser protocolizado na terça-feira, próximo dia útil, impreterivelmente;

II – que aprecie os Embargos de Declaração opostos, porquanto tempestivos e existentes, julgando-os como entender de direito;

III – que após a publicação da decisão do julgamento dos embargos, seja assegurado à parte, oportunidade de manejar, querendo, o recurso cabível;”.

Até onde é possível acreditar na legitimidade das instituições amazonenses quando o assunto é combate à corrupção, para efeitos legais, vale ainda a decisão assinada por autoridade competente, no caso, a desembargadora. No entanto, mesmo com a manifestação de desembargadora, o site ainda não foi corrigido, deixando algumas questões: se os jornalistas embasaram-se na notícia, cometeram “barriga”, mal informando os leitores, telespectadores ou ouvintes. Quem será, neste caso, responsabilizado? O TRE/AM, ou o jornalismo que cantou vitória do candidato do coração sem averiguar o real acontecimento? Estará o site do TRE/AM insinuando-se com ares de pitonisa, a favor de Amazonino? Se a desembargadora afirma algo, e a assessoria jurídica do TRE outra, quem tem mais autoridade, quem manda, quem terá a palavra final? Respostas a seguir, no exame e manifestação ao embargo, da juíza Maria Eunice, que até agora disse A e não deixou margens para B.

JUÍZA É HOMENAGEADA POR AMIGOS DE AMAZONINO

Enquanto a chamada elite (massa) crítica de Manaus, detentora de acervo intelectual acima dos simples ‘analfabéticos’ mortais, composta de intelectuais, professores universitários, artistas, religiosos, profissionais liberais, educadores, etc, se mantém indiferentemente omissa, protegida em seu silêncio dos indecentes, em relação à sentença histórica telúrica promovida pela Juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que cassou a candidatura de Amazonino Mendes (PTB) à prefeitura de Manaus mais seu vice, Carlos Sousa (PP), os amigos do ex-prefeito e ex-governador, Amazonino, tecem homenagem a magnânima magistrada Juíza produtora de novas percepções e compreensões jurídicas no Amazonas.

SUAVE TÉCNICA DE HOMENAGEAR QUEM MERECE

O filósofo Nietzsche disse: “A inimizade é outro triunfo de nossa espiritualização. Consiste em compreender profundamente o que se ganha tendo inimigos; em suma, em agir e discutir de modo contrário ao que se agia e discutia antes.” Infere-se de Nietzsche que os inimigos nos são importantes. Auxiliam-nos a movimentar a Vontade de Potência. Enfraquecem o pessimismo ontológico que tanto empurra para passividade o chamado homem de bem, como o indignado-imóvel. Como são sempre a negatividade, o Não, deles recebemos móbeis excitantes, já que sempre se manifestam sem atinarem apara suas reações (como niilistas, são sempre reações, jamais ações).

Observemos as performances dos amigos de Amazonino homenageando a Juíza. Algum blogueiro pode levantar a decepção: “Mas eu não me dou com nenhum amigo de Amazonino, como ver a homenagem?” Devagar com a democracia que por enquanto ela ainda corre perigo. Não se decepcione. Atente para esta conversa de uma servente com um professor, em uma escola do município. Ela (eleitora de Amazonino): “Professor, o senhor já viu como o (o nome do apresentador do programa miserabilizante) está diferente? Não está mais valentão, cheio de coragem.” Professor (engajado): “Não. Não conheço ninguém valente na comunicação amazonense.”

Você pode assistir ao vivo e a cores, ou ouvir alto e em “bom” som essas homenagens. Veja na TV, nos programas miserabilizantes, como seus apresentadores, amigos de Amazonino, estão se apresentando. A irracional prepotência e a arrogância foram substituídas pela dor, o pesar, a tristeza. A perspectiva da cassação se tornar definitiva deixou-os cabisbaixos, macambúzios, nada do que eles carregam quando se sentem por cima do jaraqui frito. Quando estão sob a força tirânica da ilusão da superioridade. Próprio dos inseguros, dos vazios, elementos de produção dos fatores antidemocráticos.

Não tem TV? Ligue o rádio nos programas disfuncionais. É um tal de “se os advogados de defesa encontrarem uma brecha no relatório da Juíza, então…”, um tal de consulta a juízes aposentados: “Excelência, será que vai ser cassação definitiva?”

Não esquecer os jornais reacionários, com suas matérias sugestivamente homenageadores: “Amazonino recorre…” Recorrer de uma decisão de uma juíza, nesse caso, é um enaltecedor tributo a quem merece. “Amazonino viaja para Brasília com seu secretário de finanças.” Tributo além da manchete.

Nós poderíamos agradecer essa homenagem à juíza, mas não vamos, porque é mais do que justa. É a clara demonstração do fluxo imaterial mutante da Lei, expressada no corpo e na mente desses amigos de Amazonino.

Se a dolente elite ainda sentir um tênue sopro em seu animismo, seria bom usá-lo para aplaudir a magna homenagem da direitaça à Juíza Maria Eunice Torres do Nascimento.

CASSAÇÃO DE AMAZONINO CAUSA TREMOR EM SEUS “CABOS”


Com a notícia da cassação do candidato da direita tradicional, eleito ao cargo de prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB) e seu vice, Carlos Sousa (PP) pela Justiça Eleitoral do Amazonas, grande parte da população da cidade amanheceu em um só frisson-temor-tremor. A sentença histórica contra um candidato do maior grupo conservador da triste existência “política” do Amazonas, empurrou para um forte “baixo-astral” seus eleitores e comparsas calculistas que já demonstravam arrogância e prepotência desde o anuncio de sua eleição.

Calculistas, já fantasiavam as benesses que poderiam usufruir na gestão de seu predileto candidato e feitor. Entre eles profissionais da classe média, empresários, novos ricos, e velhos funcionários da prefeitura, e outros novos, que teciam planos de vingança contra funcionários, hoje, na gestão Serafim, a derrotada. Alguns entraram na onda vulgar do, “a partir de primeiro de janeiro quem vai pilotar a vassoura és tu!”. Atitude de reativo-ressentido, inveja que em nada constrói a democracia. Sem contar com funcionários que durante mais de três anos foram pró Serafim, e em campanha se mandaram para a direitaça. É lógico, sem nenhum discernimento do que venha ser direita, centro e esquerda em política. Mas só com o clamor gástrico: “Primeiro a barriga depois a moral” (Brecht).

O certo mesmo é que nesse momento a cidade de Manaus exala um extenso e insuportável amargor. Imaginemos se fosse uma posição contra uma perversa ditadura. Nem pensar. Muito deles nem sabem se o Brasil passou pelos anos de chumbo e pavor.

Perversa situação que aumenta mais o ódio vingativo, onde a irracionalidade é mater superior do orgulho de ser humano. “Cabos”, explodem: “Querem ganhar no ‘tapetão’!”. Não sabem: compra de voto é também “tapetão”. Recorrer ao “tapetão” é tentar uma vitória transgredindo as regras que direcionam um contrato oficial, ou particular. Não importa, nos dois casos é transgressão. E para que a transgressão não prevaleça, a justiça procura fazer cumprir a lei do contrato. No caso em questão: a Justiça Eleitoral. Aí não adianta estertores, rangeres dentes e mãos fechadas por rígido ódio.

A sentença não é definida, o cassado pode recorrer, mas a situação inusitada deixa a mostra as veias cianosadas da anti-democracia que fundamenta os afetos destes “cabos”. Patética realidade eleitoral da cidade de Manaus. Que os gregos tenham piedade dessas almas!

AMAZONINO CASSADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral do Estado do Amazonas cassou, em primeira instância, os candidatos eleitos para prefeito, Amazonino Mendes (PTB) e seu vice Carlos Souza (PP). Segundo a juíza Maria Eunice do Nascimento, os advogados dos cassados não apresentaram provas suficientes capazes de descaracterizar a acusação de compra de votos materializada com requisições para adquirir gasolina em posto da cidade de Manaus. Provas apreendidas pela Polícia Federal.

Por sua vez, a defesa de Amazonino e Carlos Sousa vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE.

Com essa decisão a Justiça Eleitoral toma uma posição inédita na história do Amazonas. Como Amazonino faz parte do grupo que durante vinte e cinco anos domina o cenário “político” do Amazonas, a descrença popular era quase que geral. Entretanto, essa decisão jurídica vem mostrar que é preciso ter confiança na justiça.

A VITÓRIA DE PIRRO DE AMAZONINO: SEIS ANOS DEPOIS, ICMS É NOVAMENTE DE MANAUS

Em 2002, furioso por ter perdido a eleição em Manaus, o então governador Amazonino Mendes, em ação conjunta com o então prefeito Alfredo Nascimento, que apoiava o então candidato a governo, Serafim Corrêa, assinou decreto de mudança no repasse do ICMS entre as cidades do interior, retirando de Manaus cerca de 3 milhões por mês em arrecadação. A mudança na lei foi aprovada na ALE, com a ajuda da polícia militar, que sitiou o local, donde só entravam e saíam oficiais, até que a lei fosse aprovada, na calada da noite. Exemplo de gestão moderna e democrática de Amazonino, quando ocupa cargos públicos.

A maior beneficiada com o golpe de Estado praticado por Amazonino foi a cidade de Coari, com quem o então governador tinha relações íntimas. A cidade, com a nova lei, recebeu cerca de 216 milhões de Reais, em arrecadação projetada.

Quando assumiu a prefeitura, em 2005, Serafim entrou na justiça para reaver os 3 milhões subtraídos aos cofres municipais por golpe de Estado, mas enfrentou a resistência da corte do TJA, que acatava reiteradamente os argumentos de Coari. Houve o caso, no final do ano passado, do juiz Francisco Auzier, que votou a favor de Manaus em novembro, para modificar seu voto em dezembro, sem que nenhum fato novo justificasse a mudança. Auzier era vice-presidente do TJ à época.

As frequentes derrotas, mesmo diante dos argumentos mais-que válidos do município de Manaus (não levando em conta sequer o modo como a lei foi aprovada, por ingerência direta do magoado Amazonino) levaram o prefeito Serafim a entrar com ação no CNJ, órgão que investiga atuações suspeitas de juízes. Este processo ainda corre, em segredo de justiça.

Finalmente, ontem, em decisão definitiva do STJ, por uninimidade, foi dada a sentença a favor de Manaus, que deverá receber novamente os percentuais do imposto que estavam definidos antes do histerismo pós-eleitoral de Amazonino, e que hoje retiram cerca de 6 milhões por mês da prefeitura de Manaus.

TODOS OS CAMINHOS LEVAM À VORAX

Os caminhos por onde passou a decisão ressentida e o golpe de Estado dentro do Estado que Amazonino cometeu em 2002 tem relações mais-que íntimas com a Operação Vorax, deflagrada pela Polícia Federal em 20 de maio deste ano na cidade de Coari, e que investiga o prefeito, Adail Pinheiro, e praticamente toda a cúpula da administração municipal por desvio de verbas, fraudes licitatórias, formação de quadrilha, por fomentar grupos de extermínio, pedofilia e prostituição infantil, dentre outros crimes.

É bom lembrar que à época da lei e do Golpe de Estado na Assembléia Legislativa, Amazonino tinha grandes interesses na cidade de Coari. Com o apoio de FHC, Amazonino tinha intenção de fazer o transporte do gás natural através de balsas, e impediu a todo custo a implantação do gasoduto. Descobriu-se depois as relações entre Amazonino e a empresa estadunidense que estava cotada para fazer o transporte fluvial, mais oneroso e lento do que o gasoduto.

Conversas telefônicas gravadas com autorização judicial pela Polícia Federal na Vorax mostram que as ramificações da quadrilha chegavam até o Palácio do Governo, com amplo e facilitado acesso ao governador Braga, através do supracitado nas gravações, o “professor” José Melo, supersecretário de Braga e que trabalhou durante anos com Amazonino, também em cargos de confiança.

Em uma das gravações, são citados nomes de empresários ligados a jornais locais, como Otávio Raman, do Em Tempo e da TV Manaus – que fizeram campanha velada para Amazonino – que teriam recebido dinheiro de fraudes licitatórias da prefeitura de Coari.

Em outra gravação, membros da quadrilha desbaratada pela PF conversam, 03 dias antes, comemorando a decisão do desembargador Francisco Auzier, antes dela ser publicada, no dia 17 de dezembro. A decisão, que um mês antes tinha sido favorável a Manaus, desta vez foi a favor de Coari. Nas conversas, envolve-se também o nome do secretário estadual de finanças, Isper Abrahim, que estaria apenas “esperando o despacho do desembargador” para “parar tudo lá”. O nome de José Melo também é citado pelo investigado, como um dos que estariam encarregados de “pressionar o desembargador”.

Sabe-se que os presos na primeira versão da Vorax contavam com benesses na prisão, com direito a cárcere diferenciado, protegido pelo poder de Deus, disk-pizza e telefone grátis, sob as barbas da secretaria de segurança pública, na cadeira Raimundo Vidal Pessoa, e que só foi descoberto graças também à PF.

A VITÓRIA DE PIRRO DE AMAZONINO

No que se convencionou chamar de democracia representativa, o ex-governador Amazonino venceu Serafim na disputa pela prefeitura e deve governar a cidade, pelo menos, pelos próximo dois anos. Mas no plano democrático, da Democracia como comum-unidade das potências de agir das pessoas, no plano do Real, ele sofreu duas derrotas para Serafim:

Primeiro, encontrou um adversário disposto a auxiliar no que for possível para que a transição seja feita a contento do futuro prefeito. Nada de ressentimentos. Amazonino não terá como afirmar, posteriormente, que recebeu nenhuma “herança maldita”, como a que seus pupilos Alfredo e Carijó deixaram para Serafim. Entre um e outro, quando confrontados com a derrota nas urnas, Serafim tem se mostrado muito mais compromissado com a cidade do que Amazonino o foi em 2002 e em toda a sua existência como profissional do executivo.

Mas a derrota mais evidente é a da volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar. Amazonino, o grande responsável pelo golpe que tirou do Amazonas a arrecadação do ICMS, agora tem de aplaudir de pé o esforço democrático realizado pelo adversário, que perdeu as eleições, mas venceu democraticamente uma disputa pela justiça com a cidade de Manaus. Em matéria de honestidade e justiça para com a cidade, Serafim venceu de lavada esta disputa, que no mais, revela a verdadeira democracia, a que parte das ações dos homens no mundo. Nesta, Amazonino continua sendo o que tem sido: um derrotado de Si mesmo.

AMAZONINO LEVA… NÃO LEVA… LEVA… NÃO LEVA…

Não é porque realiza eleições que uma cidade é democrática. Hitler foi eleito e era nazista. Bush foi eleito e é fascista. E as eleições podem não ser democráticas tanto em seus mecanismos quanto nos segmentos que cristaliza. Collor foi eleito com corrupção, veiculando falsas notícias sobre Lula com o aval da mídia globolálica direitaça seqüelada. Fernando Henrique foi eleito duas vezes como o “príncipe dos sociólogos” e mostrou todo seu entendimento de classe, fazendo o Brasil quebrar três vezes e mantendo-o sempre na alternância inflação/deflação. Como dizem Deleuze/Guattari, “não é porque um indivíduo fala em nome dos trabalhadores que ele é um trabalhador ou defende posições dessa classe”. Por exemplo, por mais que o PFL tenha mudado o nome para DEM, o povo sabe que ele é um partido de direita, elitista, reacionário.

UM SUICÍDIO ELEITORAL

Se esses fascistas/autoritários/tiranetes, que se sabe de antemão, pelas suas trajetórias, que irão colocar a cidade em decadência, são eleitos pelo voto direto, é preciso analisar que voto é esse. Para a justiça eleitoral, o voto é individual e intransferível. Mas tem diversas formas de transferir o voto, que não é somente através do antigo voto de cabresto ou o uso do voto como moeda de troca por uma bicicleta, uma dentadura, um emprego, qualquer 50 reais para um motoqueiro pegar um título e votar em lugar de outro, principalmente que nestas eleições, mediante a apresentação do título eleitoral, dispensou-se a apresentação de documento com foto. O voto é social, e é interessante que as pessoas que mais gritam “meu voto” são as que mais facilmente o corrompem, elegendo políticos antidemocratas. Os individualistas não alcançam uma verdadeira individuação enquanto singularidade, acabam por formar uma coletividade dura, que faz vibrar uma caixa de ressonância de clichês de imbecilidades microfascistas, carregando e propagando seus pequenos suicídios, que não deixam de se correlacionar com a desintegração da cidade. É fácil perceber sua euforia violenta, arrogante, assim como será fácil perceber sua ressaca depressiva.

VITÓRIA POR WO NO JOGO DO NÃO-JOGAR

A vitória de Amazonino não passa pelo entendimento dos analistas políticos tradicionais. Lembramos quando há dois anos passados um morador da Zona Leste de Manaus dizia que até um poste ganharia de Amazonino devido ao clima de final de festa que se instaurou em torno de seu nome em decorrência das duas derrotas seguidas que ele havia tido. A questão é que os outros candidatos se apresentaram nessa eleição num clima de final de jogo perdido. Não se apresentaram. Praciano, que vinha como uma alternativa democrática, devido principalmente o apequenamento interno do PT Oh!, my darling! (Sinésio apoiando Omar e Marcus Barros, Serafim), ficou no primeiro turno. Enquanto que Serafim parecia nem acreditar que passara ao segundo, daí sua visível conformidade com a derrota. É possível que ainda na noite de ontem ele tenha se encontrado no Calçada Alta para abraçar Amazonino pela vitória. Uma vitória por WO num jogo inexistente. Não há do que se gabar. Amazonino leva, mas não leva…

A CADEIRA VAZIA DO PODER

Jean Baudrillard, o filósofo da simulação, diz que o poder é um lugar vazio, opaco, e dá como demonstração prática disso a eleição de Silvio Berlusconi como primeiro-ministro italiano: No fundo, tudo se passa como se as massas “cegas” tivessem uma visão mais sutil do que os intelectuais “esclarecidos”: ou seja, a consciência de que o poder é um lugar vazio, corrompido, sem esperança e que se deve colocar nele logicamente homens com o mesmo perfil vazios, grotescos, histriões, charlatões encarnando idealmente a situação. Berlusconi, por exemplo…” Por exemplo, Amazonino… Não é à-toa a afirmação (em tom anedótico) de um rapaz no dia anterior à eleição de que votaria em Amazonino para ver se iriam cassá-lo. Para muitos, é apenas uma personagem caricata que eles manipulam para ficar assistindo suas peripécias cômicas-policiais no seu reality show.

Nesse sentido, o telespectador-eleitor já teve/produziu alguns bons capítulos: ainda durante o primeiro turno, foi pedida a impugnação da candidatura de Amazonino devido a uma dívida da campanha passada; mais recentemente durante o último debate televisivo, segundo jornal da cidade, “o advogado da coligação Manaus – Um Futuro Melhor, de Amazonino Mendes, foi ao debate televisivo para evitar que o candidato passasse por constrangimento. O TRE intimaria Amazonino no debate”. O documento não foi entregue, mas ele tem tudo para se juntar a Henrique Oliveira, o vereador eleito com o maior número de votos nesta última eleição em Manaus, que está na iminência de ser cassado pela justiça eleitoral. A qualquer dia, antes ou depois de assumir, mais dia menos dia, mesmo os que votaram em Amazonino ficam no clímax do espetáculo de sua queda sempre iminente, quando poderá talvez escapar alguma centelha democrática. Até lá, brinca-se, numa demonstração que ele nada pode fazer em sua impotência: leva… não leva… leva… não leva… leva… não leva…

RUMORES ELEITORAIS: ALGUMAS “PROPOSTAS” DE AMAZONINO

Rola Manaus adentro pelas bocas e ouvidos, anônimos ou não, “esquemas” de captação de votos de maneira irregular por parte de partidários do candidato Amazonino Mendes.

OPERAÇÃO ALUGUEL DE TÍTULO ELEITORAL

Em um deles, que teria ocorrido no dia das eleições, um batalhão de motoqueiros abordava eleitores em plena rua, oferecendo dinheiro (cerca de 50 Reais) para votar no lugar dos eleitores. Após o pagamento, “concedente” e “concedido” combinavam local e hora para que o documento fosse devolvido. Três pessoas que foram abordadas pelos motoqueiros na zona Leste de Manaus confirmaram a “proposta”, e não aceitaram. Elas informaram ainda que tentaram, minutos após a abordagem contactar o plantão do TRE pelo telefone, mas não conseguiram.

Ainda segundo fontes intempestivas, a coligação de Serafim, na condição de não poder provar o “esquema de propostas” do adversário, só pôde solicitar ao TRE que exija documentos com foto dos eleitores votantes no segundo turno.

OPERAÇÃO DE APOIO E VALE-AJUDA

Alguns funcionários da SEMED estranharam o memorando circular que passou em departamentos da secretaria  esta semana, convidando para uma “reunião” na casa de um conhecido candidato a vereador nas últimas eleições. Em um destes departamentos, a chefe chegou a “convidar” pessoalmente os funcionários a aparecer na reunião para ouvir as “propostas” do candidato dela, que estava “precisando do apoio de todos”. Ao ser questionada sobre quem seria esse candidato, ela não titubeou: “É o Negão”. Acrescentou que quem fosse participar não iria se arrepender e ganharia até uma ajuda de 40 Reais. Finalizou a “proposta” informando que os interessados em ouvir o candidato dela deviam passar com a secretária e deixar nome, número de identidade e – é claro – o número do título de eleitor.

SERÃO ESTAS AS “PROPOSTAS” DE AMAZONINO?

Quando o candidato Amazonino chegou ao segundo turno, afirmou que faria uma campanha sem agressões, e pautada em propostas. Serão essas as propostas que a candidatura de Amazonino tem a oferecer aos eleitores?

Sem conseguir compreender que política pública é uma ação democrática que modifica a vida social das pessoas a partir do intensivo, e não do numérico imediatista, resta a candidatos corrompidos apelar ao gregarismo microfascista promovido pelo capitalismo financeiro globalitarista, que enfraquece a potência social e dissemina a lógica do “se dar bem”. Daí, oferecendo mimos individualmente, o político corrompido acredita que conseguirá, pelo número, não pela intensidade, os votos necessários ao paraíso das verbas públicas à disposição.

O que ele não desconfia, é da inteligência do eleitor, para além da doença da corrupção. É ela que, como linha intensiva atuante democraticamente, pode anular a força reativa da corrupção.

AGORA SE SABE POR QUE AMAZONINO NÃO QUER IR AOS DEBATES

Até ontem, parecia que Amazonino iria cumprir a sua determinação de não comparecer a debates na tevê, por achar que todos são “pegadinhas”. Ressabiado com os clássicos episódios da “inclusão digital” e do “IPTU” na campanha passada, o candidato parecia resolvido a não arriscar.

Depois de ter se ausentado de entrevistas em duas emissoras de tevê na semana passada, o candidato, ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), Amazonino Mendes, esteve ontem em uma rápida entrevista em outro canal de tevê.

Para os eleitores que não puderam apreciar a presença, os argumentos e propostas do candidato para a cidade de Manaus, vai abaixo um resumo, com perguntas que não puderam ser feitas ao candidato, mas que ainda podem ser feitas por qualquer eleitor que o encontre nas campanhas por aí.

EDUCAÇÃO (ou “COMO FALAR SEM DIZER NADA”)

A pergunta da apresentadora foi clara: o candidato considera importante a educação infantil, embora ela não esteja contemplada como obrigação do Estado? Amazonino respondeu que a educação vai mal, e que a infantil é sim obrigação moral do governo. Disse que teve conversas profundas com os professores, e que educação é um assunto sério.

Pergunta: se Amazonino realmente conversou com os professores, já sabe que a perspectiva deles é outra? Alguém conhece algum professor que tenha conversado profundamente com o candidato?

TRANSPORTE COLETIVO (ou “TOQUE INCONSCIENTE NO ELEITOR CONSCIENTE”)

Questionado sobre transporte coletivo, Amazonino é taxativo: “está horrível!”. Para ele, são mais de 400 carros por mês a mais, numa cidade em que os governos anteriores não prepararam o terreno para essa explosão. É preciso melhorar o transporte coletivo.

Pergunta: terá percebido o candidato, ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), que inventou a autocrítica em terceira pessoa?

LAZER (ou “COMO FAZER PROPAGANDA SUBLIMINAR PARA O ADVERSÁRIO”)

Questionado sobre a política para os jovens, Amazonino fez questão de lembrar que em Manaus, não há espaços de lazer. “Praticamente, só há a Ponta Negra”, afirmou, reforçando a importância do lazer para que os jovens não fiquem à mercê da violência.

Pergunta: uma das estratégias de marketing é a de falar do produto sem citá-lo diretamente, para que seja evocado pela memória do consumidor, facilitando a retenção da lembrança da marca. Uma vez que a população, votante ou não, simpatizante ou não de Serafim Corrêa, e até as paredes da casa do Tarumã sabem da existência do Parque dos Bilhares, terá Amazonino consciência de ter cometido uma propaganda subliminar para o seu adversário?

FALTA D’ÁGUA (ou “COMO FAZER PROPAGANDA DESCARADA PARA O ADVERSÁRIO”)

Quando foi instado a falar sobre o problema da falta d’água, Amazonino intelectualizou. Afirmou ter estudado o problema, citou a repactuação feita pela atual administração municipal, que aumentou – segundo ele – em 24% o valor da tarifa, construiu tubulações e 09 reservatórios, cada um com capacidade para mais de 5 milhões de litros de água. Mas esqueceu de colocar os canos de distribuição para as residências. “Mas pode deixar que eu vou fazer”, concluiu.

Pergunta: o estudioso Amazonino, que não estudou Spinoza, ou saberia que conhecer é conhecer pelas causas, e não pelos efeitos, além de “esquecer” que a privatização da água foi uma proeza do seu governo, ainda fez uma exibição das ações da prefeitura de Serafim no tocante à distribuição de água na cidade. Só faltou citar a presença de Lula no dia da inauguração de um dos reservatórios. Quanto ao final estonteante, levou os eleitores menos atentos a uma dúvida: Amazonino é candidato a prefeito ou a encanador?

POR QUE AMAZONINO NÃO VAI AOS DEBATES.

Ficou bem claro, nesta pequena incursão televisiva do candidato, onde a apresentadora apenas “levantou as bolas” para ele cortar, o motivo pelo qual a sua presença em debates e entrevistas é perniciosa à própria candidatura dele: é que, no caso do ex-prefeito biônico, ex-prefeito eleito de Manaus, ex-senador e ex-governador três vezes (mais de 20 anos), vale aquele clichê hollywoodiano de filme policialesco: “tudo o que você disser será usado contra você”. No caso do candidato, não no tribunal, mas nas urnas.

O FUTURO DE AMAZONINO

O tradicional candidato ao cargo de prefeito, o ex-prefeito biônico e ex-tri governador, Amazonino Mendes, não compareceu ao alcunhado debate promovido pela Rede Bandeirantes nos estúdios de sua retransmissora, em Manaus, TV Rio Negro, administrada midiaticamente por seu antigo parceiro, hoje, atual rival, Chico Garcia.

Amazonino, que tem como mote de sua campanha eleitoral “Manaus, um futuro melhor”, com sua ausência, concedeu aos seus adversários a glosa irônica da premonição: o futuro de Manaus será sua ausência. Usando também como enunciação de marketing a vetusta significância, “o trabalho está de volta”, não se deu ao trabalho de aproveitar a noitada morna que foi o parlatório vazio dos candidatos para arregaçar as idéias. Se acreditasse verdadeiramente no trabalho, e o tivesse como práxis criadora do novo no mundo, teria se apresentado e mostrado que agora é “o novo”, como vem propagandeando eleitoralmente. Embora a população ajuricabana não tenha nenhuma notícia que ele tenha, durantes estes anos ausente dos governos, submetido-se à psicanálise, ter viajado ao Tibet para meditar e encontrar o Tao, o Caminho, o que o tornaria outro. Um novo homem. Mas aí, sendo outro, não mais teria nenhum interesse pela vida ‘política’.

Talvez por não ser o novo, Amazonino tenha se recusado a ir ao funeral democrático, elevado pela Rede Bandeirantes como um grande feito político. Alguém poderia indagar: “Se foi um funeral, o que era que ele ia fazer lá?”. Pelo menos rezar em nome da democracia direitista.

JORNALISTAS DA BAND PATETIZAM O FUNERAL

Com o objetivo de vender uma respeitabilidade ao evento obtuárico e transformá-lo em invejável feito político para ampliar a importância da vivência democrática amazonense, a consciência colonizadora/colonizada da BAND dispôs três jornalistas de sua empresa em São Paulo para perguntarem aos candidatos cabocões “se iriam cumprir as promessas de campanha (pergunta do ‘vergonhoso gênio’, Boris Casoy), a preocupação com a Amazônia e os problemas do trânsito”. Perguntas que os moradores de Manaus fariam com a maior boa vontade, já que todos possuem faculdade cognitiva-urbana para discernir seus mundos e vozes para se manifestarem. O que também implica um outro questionamento: se, na visão da emissora, a pergunta do jornalismo paulista enriquece democraticamente o debate manauense, por que jornalistas amazonenses não puderam fazer perguntas aos candidatos à prefeitura de São Paulo? Resultado da obra: não só Amazonino sobrou na cadeira, mas também a Rede Bandeirantes.

CANDIDATURAS DE AMAZONINO, SOUZA E OMAR NA MIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O ministério público entrou hoje com uma ação no TRE solicitando a impugnação das candidaturas da chapa Amazonino Mendes (PTB) e Carlos Souza (PP), e do candidato Omar Aziz (PMN). De acordo com informações obtidas por este Bloguinho, o pedido foi feito com base na “ficha suja” dos candidatos. O TRE/AM aceitou a denúncia, e tem até o dia 16 de agosto para dar o parecer final.

Mais informações a qualquer momento no Bloguinho Intempestivo.

AMAZONINO E OS INTELECTUAIS…

Em uma propaganda partidária divulgada em emissoras de rádio amazonenses, Amazonino Mendes aparece dizendo que seu partido é o partido dos jovens, das empregadas domésticas, dos intelectuais…, porque agora é PTB. Está certo, já que todos temos intelecto, sendo, portanto, intelectuais. Mas não está certo, já que ele coloca “os intelectuais” como uma classe de pessoas à parte e não numa generalização. E, se generalizasse, mais ainda acometia em erro, pois existem dois tipos distintos de intelectuais: os intelectuais por diplomação, que geralmente fazem uma separação entre teoria e prática, palavra e ação, corpo e alma, para instalar nessa separação o saber-poder para regulação do mundo em proveito próprio, como queriam Platão e seu seguidor Tomás de Aquino; e os intelectuais engajados, à maneira de Sartre e Gramsi, aos quais também não é fundamental apenas disposição motora, mas suavidade em suas ações, que examinam a matéria em pormenor, encontrando seus elos internos necessários para as mudanças históricas, como pensa Marx.

Entre os primeiros, na verdade falsos intelectuais, pode ser visto um Fernando Henrique aliás, amigo de Amazonino, e que foi recentemente citado numa “sábia” revista americana como um dos 100 intelectuais mais reconhecidos no mundo —, para quem seus doutorados, depois de servirem para massacrar econômica, política e socialmente o povo brasileiro durante oito longos anos, apenas lhe servem egoisticamente para vender palestras. Já entre entre os segundos, podemos citar Lula que, a despeito do preconceito sofrido devido à sua origem nordestina e baixa escolaridade, guinou o país com alegria e inteligência. E, neste caso, muitos outros nos daria gosto citar, como a finada comunitária Dona Damiana, da zona Leste de Manaus, que era analfabeta na escrita, mas não politicamente, como diria Bertolt Brecht, e por isso falava criticamente sobre a guerra no Iraque, sobre a fome na África, sobre as oligarquias políticas amazonenses e brasileiras, e tudo com humor desconcertante e vivacidade.

A Amazonino interessa mais o falso intelectual, e é neste que ele procura o vice para compor sua chapa à candidatura para prefeito de Manaus. Estava tudo certo para ser Carlos Souza (PP); no entanto, como Amazonino tem votação expressiva somente nas chamadas classes baixas, mas pífia nas classes A e B, e caindo ainda mais, segundo pesquisa interna, numa coligação com Souza, ele estaria optando por procurar um dito intelectual para posar ao lado de sua imagem no santinho. Dizem que até poderia ser uma chapa pura PTBista, com Samuel Hannan. Alguns dizem que assim suas chances são menores ainda. Mas quem sabe o jogo não é apenas o de poder perder…

PREVISÕES DO BLOGUINHO INTEMPESTIVO PARA 2009

Acompanhando as junções-endurecidas de parte da sociedade brasileira em suas instâncias gerais que impedem a criação de uma sociedade mais prazerosa em que os guetos sociais sejam apenas lembranças de um tempo perverso, esse bloguinho intempestivo, munido das propriedades que extraiu de suas observações dessas junções-endurecidas, incorporou a trans-temporalidade-futura, e compôs todas as cenas, adereços, cenários, temas, roteiros e personagens, e, então, trouxe até o presente, o real, o incontestável, do que acontecerá em 2009 com certos personagens e entidades brasileiras. Vamos com fé, que a fé é a mestra do que não é. Ou, como versa o produto do pensamento dialético (Adorno/Horkheimer): “sempre tudo só é o que é, enquanto se torna o que não é”.

AS PREVISÕES INTEMPESTIVAS

0 – O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), depois de considerar sua existência desde o tempo de criança de classe média paulistana, atravessando a crise de identidade da mocidade sublimada em folclórico líder estudantil, que lhe rendeu a alcunha de socialista, levando à um nostálgico exílio, até chegar a obsessão de querer presidir o Brasil, ancorado pela família Frias, da Folha de São Paulo, mesmo levando couro homérico de Lula, vai desistir do sonho desvisionado da Presidência da República, sair da “vida política” e se dedicar a experiências mutantes na Pensilvânia. Mas, antes indicará seu candidato à Presidência: Arthur ‘5,5%’ Neto.

0 – O prefeito eleito de Manaus, Amazonino Mendes, cassado, (ou provisório) em primeira instância pela magnânima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, ao ser informado pelo TSE de sua definitiva cassação, vai se recolher junto com seu amigo, o ex-poeta, Thiago de Mello, nas barrancas do rio Amazonas para escrever suas memórias: “A Ascensão e Queda de Uma Lenda Que Acabou no Sorriso da Piraíba”.

0 – O jogador Pelé vai se separar do cidadão Edson Arantes dos Nascimento. A separação vai causar profundas dores: ambos vão conhecer a miséria. Separados, não poderão conservar suas riquezas. Pelé, aos 69 anos (idade bilíngüe), impossibilitado de jogar bola para ganhar uns trocados, amargará a dor da companhia de suas lembranças-burguesas. Edson Arantes do Nascimento, não podendo mais explorar Pelé, viverá o desespero de todos os tiranos que viram seus escravos libertos.

0 – Ronaldo, “o fenômeno” das falsas percepções-eróticas, vai ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro com gols feitos só com a perna-fantasma: a perna fenomenal da magia dos cartolas Corinthianos.

0 – Com o espírito vitorioso e a necessidade de renovação, a direção do Palmeiras contratará o ex-jogador Romário. Como o jogador de praia e baladas, igualmente com seu treinador Wanderley, é um marqueteiro de si mesmo, os dois vão reduzir o time ‘palestroso’ em dois personagens: um em campo fixo embaixo do travessão, e o outro na lateral do gramado observando o terno. Assim, o verdão mais uma vez amarelará o campeonato.

0 – A Câmara e o Senado, com o objetivo de combater a corrupção na vida política, aprovarão um Projeto de Lei onde só poderá se candidatar ao executivo e legislativo aquele que for submetido a uma prova de conhecimentos políticos. Avaliação no tipo OAB. As questões serão: O que é República? O que é Democracia? O que é Ética? O que é Cidadania? O que é Bem Comum? E por último, o que é Corrupção? Aprovado, o candidato vai encarar o povo sem direito de sequer ser publicada sua foto, só seu nome.

0 – Mãe Dináh vai abandonar sua profissão de vidente para se dedicar exclusivamente ao cinema em parceria com Zé do Caixão.

0 – Roberto Carlos se converterá à macrobiótica. Com essa decisão deixará de apresentar o peru de Natal da Globo. O que fará com que membros da ONG Preservadores Eco-Galináceos o convidem para ser seu presidente de honra.

0 – Daniel Dantas, em pleno meio dia de uma quarta-feira, vai à praça da Republica em São Paulo confessar todos seus crimes, pedir perdão ao delegado Protógenes, ao juiz De Sanctis, e devolver todo o dinheiro público que surrupiou. De quebra contará como aconteceu sua ascensão no governo Fernando Henrique, e sua amizade com a Veja, Época, IstoÉ, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, Rede Globo e congêneres.

0 – Fernando Henrique não suportando mais sua velhice sabotada pelo seu passado vaidoso, que hoje não lhe confere nenhuma atenção, a não ser a do ostracismo-erótico, observando o modelo de quietude e sublimidade de Oscar Niemeyer, queimará todos seus títulos, paletós e medalhas, e se converterá em monge nas terras perdidas do Himalaia.

0 – O senador Mão Santa terá uma estátua erguida em sua homenagem por seus ideólogos da direita. A estátua será uma mão aberta de 15 metros de altura por 10 metros de largura. No centro terá uma placa com os dizeres:”Uma mão deve lavar a outra”!

0 – O escritor Paulo Coelho confessará que nunca andou pelos Caminhos de Santiago. Tudo não passara de um sonho que ele tomou como realidade. Em razão da confissão, seus leitores despertarão de seus sonhos.

0 – O Vasco será campeão da Série B. Extasiado com o feito não subirá para primeira divisão. Para humilhar outros chamados clubes grandes, que também desceram, continuará na Série B para conquistar o Hexa-Campeonato. Título que nenhum clube tem.

0 – O amazonense presidente do Flamengo, Márcio Braga, frustrado com sua gestão no futebol carioca retornará para sua terra natal e se tornará técnico de time do Peladão.

0 – Murici, técnico do São Paulo, cansado com seu mal humor, deixará o futebol, fará um curso circense, e abrirá uma casa de Shows Cômicos. Será feliz e terá uma velhice alegre rodeada de palhacinhos.

0 – Miriam Leitão, jornalista de economia das Organizações Globo, e inimiga fervorosa do governo Lula, fará um estágio no Financial Times em Nova York. Ao voltar para o Brasil, arrependida, cheia de culpa, por ter usado suas teclas para escrever artigos desastrosos contra a economia brasileira, se dedicará a escrever artigos sobre temas evangélicos no Blog do Paulo Henrique Amorim.

0 – A Rede Globo de Televisão fará profundas modificações em seu Jornal Nacional. Demitirá o casal isopor, Bonner/Simpson, e contratará para apresentar o jornal a dupla dinâmica Hebe Camargo & Silvio Luiz.

0 – O colunista da Folha e outros galhos, José Simão, explorador capitalístico da imagem dos macacos, participará de um Tour Amazônico, e no meio das borbulhanças emperiquitadas, será seqüestrado por uma horda de macacos Eco-Primatas. Então, será submetido a um ritual de passagem deixando o seu humano, demasiado humano, passando à ordem do primitivo-primário símio confinado na pré-história.

0 – Cantores urbanos-sertanejos passarão a sofrer de um grave transtorno-sonoro. Em todos os dias de seus show, diante da platéia, passarão a ouvir em seus interiores sons de animais dos interiores do Brasil. Para conseguirem cura terão que ser confinados na zona rural para serem tratados pela Terapia Jararaca e Ratinho com fórmulas musicais Tonico e Tinoco, Elomar, Xangai, Dércio Marques, entre tantas.

0 – Em Manaus bons ventos soprarão: vários condomínios das classes mais ricas sofreram rachaduras com a força dos ventos.

0 – O problema do transporte coletivo será solucionado: a população manauara adotará o ‘peciclo’.

0 – Finalmente quase todos os artistas de Manaus serão reconhecidos por uma grande entidade artística internacional. Receberão o prêmio PAC – Passividade Anestésica Coletiva.

0 – Certos blogueiros de tanto insistirem que seus blogs sejam réplicas das TVs, conseguirão uma concessão de sinal televisivo articulado na Câmara e no Senado pelo senador do PSDB, Eduardo Azeredo.

0 – Enfim, o cinema brasileiro abiscoitará um Oscar com o filme “Carmem Miranda Não Era Brasileira” dirigido no Brasil por um diretor de Hollywood.

0 – Por fim, sem fim, pois premonições são infinitas, dependendo da força da imaginação, o Brasil sofrerá a perda do maior símbolo de sua história política. Lula, depois de entender que sua imagem de companheiro construída em semelhança as faces de Che e Fidel, acreditando que o Brasil independente, produzindo sua própria história, não precisa mais de sua imagem revolucionária de companheiro, fará a barba.

VICE-PREFEITO ELEITO, CARLOS SOUZA AINDA NÃO RENUNCIOU AO CARGO DE DEPUTADO FEDERAL. POR QUÊ?

Se for a vontade do povo, a gente tem que diplomar até o Marcola”.

(Victor Liuzzi, do TRE/AM, juiz eleitoral que substituiu a juíza Maria Eunice Torres, e garantiu a aprovação das contas do candidato cassado, Amazonino Mendes. Marcola é líder do PCC, facção criminosa que atua em toda o país. A epígrafe vai acompanhar os posts sobre este caso, até a definição, via TSE).

Depois da confirmação de que Amazonino continua cassado e sua posse será sub judice, depois da melancólica diplomação, em que a dupla eleita provisoriamente recebeu seu regalo e saiu pela porta dos fundos, depois das afirmações do prefeito interino (ou provisório) de que Manaus “precisa ser salva” e de que a prefeitura está em “estado de coma”, surge mais um indício de que o reveillón da direitaça manoniquim será dos mais tenebrosos:

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO DO QUE DOIS VOANDO?

Se quiser assumir o cargo de vice-prefeito, o deputado federal Carlos Souza (PP) deverá oficializar a sua renúncia ao cargo legislativo federal até a próxima terça-feira, dia 30. Até a sexta-feira, 26, ele não tinha se pronunciado sobre o assunto, e não protocolou pedido na Câmara dos Deputados. Em se confirmando a cassação da dupla Amazonino-Souza pelo TSE (que será, moral e juridicamente, a cassação do TRE/AM também), Carlos ficará sem o cargo de vice-prefeito e ainda, de quebra, sem o seu mandato de deputado federal. Ter ou não ter, eis a questão.

Corre à boca pequena na cidade que Carlos Souza estaria temendo a cassação, dada como certa por todos os que acompanham o caso, direta ou indiretamente, mas, ao mesmo tempo, teme represálias do seu colega de chapa, Amazonino, o Prefeito Interino, que não gostaria de ver o parceiro pulando da barca antes da água chegar ao pescoço.

Se arriscar e se manter como deputado federal, Souza pode perder a chance de ser prefeito, caso – remotíssima chance – não se confirme a cassação e Amazonino – mais remotíssima ainda – seja eleito governador em 2010.

Caso escolha assumir como vice-prefeito, perderá o cargo em Brasília, e com a cassação, o cargo de vice-prefeito, e de quebra, os direitos políticos. Enquanto isso, o TSE só

Rumores das vozes roucas nas ruas afirmam que o hit musical a embalar a contagem regressiva dos irmãos Souza neste reveillón é o clássico de autoria de Domingos Lima e cantado por Abílio Farias, Coração Indeciso:

Um coração indeciso
Busquei no céu um abrigo
Me confessei a Jesus
Cristo, que fostes na terra um mártir
Sob o império de Pilatos
Fostes pregado na cruz
Quero ouvir de ti um conselho
Do qual farei um espelho
Pra refletir meu viver
Julga-me, julga-me como quiseres
Eu amoa duas mulheres
Por elas fico a sofrer
Uma tem graça, luxo e beleza
Produtos da natureza
Coisas que a outra não tem
E a outra é despida de encantos
Mas mesmo assim gosto tanto
E ambas eu quero bem
Meu bom Jesus, um coração indeciso
Não sei da qual eu preciso
Para tornar-me feliz

PARÁ DÁ UM DRIBLE NO GOVERNO DO AMAZONAS E LANÇA CAMPANHA NACIONAL PELA COPA 2014

Na última terça-feira, aconteceu em Belém, no estádio Mangueirão, o lançamento da campanha Belém Sub-Sede 2014, projeto do governo do Estado para transformar a cidade em uma das capitais do Brasil que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014.

O lançamento foi de luxo: uma partida amistosa entre um combinado de jogadores, os “Amigos de Ronaldinho” contra a Seleção Paraense. Em matéria de iniciativa, organização e criatividade, Belém deixou Manaus anos-luz para trás.

A começar pela própria iniciativa, que levou 20 mil torcedores ao belíssimo estádio do Mangueirão, de modernas instalações, beleza arquitetônica e funcionalidade: o estádio tem proporções ideais para a transmissão televisiva dos jogos, pois a câmera central realiza um enquadramento que permite visualizar a maior parte do campo sem perder os detalhes. Enquanto no Amazonas, na fatídica reforma do Vivaldão, o que se havia para o ferecer era o ‘A’ estilizado do ex-governador e agora prefeito cassado, Amazonino Mendes, e o esdrúxulo placar eletrônico, de altíssimo custo e retorno zero.

A governadora Ana Júlia recebeu o craque das madeixas esvoaçantes no meio do campo, e numa amistosa conversa, os dois levantaram o troféu comemorativo da campanha da metrópole do Norte para receber os jogos da Copa. Enquanto Eduardo “Maria da Penha Nele!” Braga trocava carícias com o republicano Schwarzenegger, a Leonor recebia status de estrela na terra da maniçoba.

A seleção paraense encarou os amigos de Ronaldinho (que contava com vários considerados craques do Brasileirão), e esteve sempre à frente no placar, que terminou em 3 a 3. Destaque para os craques paraenses, que mostraram que o futebol do Norte nada fica a dever ao sul maravilha (exceto, é claro, o Amazonas, do eterno Dissica presidente da FAF). É bom lembrar que até o Rio Branco, time acreano, foi melhor na série C do que os times amazonenses.

O grande craque do time paraense foi o nacionalmente conhecido Robson, o RobGol, craque do Payssandu. Robgol, hoje deputado estadual, já era artilheiro quando Túlio despontava para o estrelato. Enquanto Túlio sagrou-se vereador em Goiânia, Robgol é parlamentar estadual no Pará. Se depender de craque fazendo gols nos parlamentos municipais e estaduais, o Amazonas e Manaus estão perdidos. Leguelé para vereador em 2010?

Ronaldinho Gaúcho, sem firulas, afirmou que se sente em casa na cidade do Ver-o-Peso. De Belém sai a maior parte das cartas que o craque recebe de fãs, e lá ele se sentiu em casa, sendo bem tratado como em poucos lugares do mundo.

Ironias à parte (embora a matéria seja o Real), fica evidente que fazer marketing do vazio e propaganda de um produto existente são coisas bem diferentes. Belém, através do governo do Estado, chamou a atenção do país inteiro com a iniciativa, e mostrou senso de organização e competência para eventos deste porte. Basta, como argumento, que um jogo beneficiente e amistoso foi transmitido para todo o país, via Rede Bandeirantes de televisão.

Diferente do marketing do vazio do governo Braga, que acredita ser possível ganhar a indicação apenas desfilando o verde como bandeira-mestra: o verde do gramado é coadjuvante, estrela mesmo é quem rola sobre ela.

NATAL NA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS: TINTA, PANCADARIA E ASSALTO AOS DIREITOS DOS ESTUDANTES E DA POPULAÇÃO

Ontem pela manhã, a notícia de que a procuradoria da CMM deu parecer favorável à Emenda 10, que reduz para 50 o número de passes estudantis por mês para os estudantes de Manaus, já era indício de que o “rolo compressor” iria ser colocado em funcionamento.

Os estudantes, mesmo com a forte chuva que caiu sobre a cidade pela manhã, compareceram às plenárias da CMM e aguardavam que o projeto entrasse em pauta.

Houve pressões por parte de vereadores contrários para que o assunto fosse votado somente em 2009, mas a mesa diretora da câmara, atropelando o direito de expressão, colocou o assunto em votação. A pressa em aprovar era tanta, que os vereadores simplesmente deram as costas à colega, Lúcia Antony (PCdoB), que ocupava a tribuna e falava sobre o projeto. Em pouco tempo, e com os votos contrários de José Ricardo (PT), Lúcia Antony e Marcelo Ramos (PCdoB) e Elias Emmanuel (PSB), a emenda foi aprovada. E aí a violência, que até o momento era institucional, e tinha como vítimas os estudantes e toda a sociedade manauense, passou ao físico.

Estudantes, revoltosos, tentaram invadir o plenário, mas foram contidos violentamente pelos seguranças. Quando, à força, conseguiram entrar, os estudantes atacaram os vereadores com balões cheios de tinta e de outras substâncias. Na confusão, muito prejuízo e desespero dos vereadores, que não contavam com a reação ativa dos estudantes.

O site da CMM (aqui) trata a invasão como depredação, e coloca a manifestação dos estudantes como violenta. Em outra notícia (aqui), exalta a “coragem” do presidente, vereador Leonel ‘cinturão de papai‘ Feitoza (PSDB), que não teria tido medo dos manifestantes, o que lembrou a reação sintomática de um apavorado Bush, quando afirmou que não teve medo da sapatada do repórter iraquiano. Não é só o medo que aproxima Bush dos vereadores manoniquins. Ao final da confusão, invertendo desonestamente causa e efeito, os vereadores se dirigiram ao 5o DP, no bairro Santo Antonio, e prestaram queixa do uso da força cometido pelos “baderneiros”. Inversão que evidencia o estreitamento intelectivo dos edis, e o comprometimento com interesses diversos dos da população, ao usarem a força institucional para acabar com um direito adquirido pelos estudantes. A notícia, tendenciosa, fala até em um Massami Miki abalado, andando com a ajuda de muletas, quando nas fotografias do próprio site, o nipo-edil aparece bem apoiado nas duas pernas. Terá um balão de tinta quebrado o fêmur do vereador?

O que o site da CMM não mostra é o uso da força institucional para aprovar um projeto de interesse exclusivo do prefeito eleito e candidato cassado, Amazonino Mendes, que aprovou a medida, e que beneficia somente ao empresariado do setor. Além de instituir – segundo o vereador José Ricardo (PT) – uma comissão de forma irregular (a comissão que elaborou o projeto), o mesmo tramitou em tempo recorde, e não obedeceu as normas de discussão e de envolvimento democrático de todos os interessados. A ordem era aprovar, custe o que custasse.

Outra omissão do site da CMM foi o uso da força física institucional, quando os vereadores chamaram a ROCAM para dispersar os “baderneiros”. Fazendo uso de técnicas de guerrilha, cassetetes, gás lacrimogêneo e sabe-se lá o que mais, os policiais atacaram e espancaram os estudantes ali presentes. O site da CMM chega ao absurdo pseudo-surrealista de afirmar que cápsulas de balas encontradas no plenário da CMM pertenciam aos estudantes.

O espancamento da sociedade manauense por parte dos vereadores, em sua última sessão, não se reduziu ao rolo compressor institucional nem ao ‘cinturão do papai’ da ROCAM, mas também envolveu a aprovação em tempo recorde dos vencimentos dos futuros edis, boa parte deles advindos desta desastrosa legislatura, reeleitos.

A aprovação da Emenda 10, hoje, lembrou, em termos de truculência e de método, a forma como o ICMS de Manaus foi “desviado” para Coari, derradeiro ato de Amazonino Mendes, derrotado e ainda governador do Estado, que usou a polícia para isolar a Assembléia e votar a favor de seus interesses, num acontecimento que lembrou os piores momentos da ditadura militar. Hoje, esta sensação de que o Estado serve a interesses particulares, e que a população elegeu mais uma vez seu inimigo para um cargo público, voltou às ruas.

LIMINAR GARANTE CONTINUIDADE DO BENEFÍCIO

Ontem à noite, este Bloguinho contactou o vereador José Ricardo, que informou ter conseguido, junto ao TJ/AM uma liminar impedindo a publicação e promulgação da Emenda 10. UESA e UEA também já ingressaram na justiça requerendo a suspensão do ato arbitrário do legislativo municipal.

Segundo o vereador, a previsão é de que não haja mais sessões plenárias neste ano, e que portanto, a discussão sobre a aprovação abusiva desta emenda fique para o ano que vem. Mas tudo indica, pela composição da próxima legislatura, que esta briga deve ser feita por via judicial, já que não haverá possibilidade de diálogo com uma CMM que deve ser pior que a atual.

Embora o mecanismo da liminar seja frágil e possa ser questionado pelo setor jurídico da CMM a qualquer momento, trata-se de uma importante vitória da democracia, que renova o fôlego da classe estudantil para lutar por este direito adquirido.

EPÍGRAFE DA JUSTIÇA ELEITORAL DE MANAUS EM 2008

Entre Aspas:

Se for a vontade do povo, a gente tem que diplomar até o Marcola”.

Victor Liuzzi, juiz que substituiu, na diplomação e no pleito 2008, Maria Eunice Torres, afastada pelo Pleno do TRE/AM, por ter cassado o prefeito eleito, Amazonino Mendes.

Pergunta: Quem deve ser empossado prefeito de Manaus em 2009?

  • Marcola (Marcos Camacho, chefe do PCC);

  • Amazonino Mendes, o candidato cassado;

Respostas nos comentários.

TRE/AM CONFIRMA: A POLÍTICA ENTROU, A JUSTIÇA SAIU.

O Pleno do TRE/AM garantiu, por unanimidade, esta tarde, a diplomação e a posse do candidato cassado Amazonino Mendes. Foram seis votos a zero.

Alguns acontecimentos que precederam a reunião davam conta do que estava por vir. O primeiro foi o silêncio do vice de Amazonino, Carlos Souza, que teria até hoje para se manifestar sobre a sua posição em relação à renúncia como deputado federal. A aparente tranquilidade de Souza nesta indefinição que ainda pode lhe custar a vice-prefeitura e uma suspensão dos direitos políticos, mostrava que algo estava no ar.

Outro elemento que trouxe indícios da decisão unânime do TRE/AM foi a decisão do justo presidente do tribunal, Ari Moutinho ‘Pai’, que não acedeu à argüição de suspeição, feita pelo promotor eleitoral Jorge Michel Ayres, com argumento de que Moutinho era diretamente interessado no resultado do julgamento, uma vez que seu filho, Ari Moutinho “Albatroz / Saúva” Filho, deve herdar a cadeira na Câmara dos Deputados deixada vaga por Carlos Souza. Ari sequer tocou no assunto, e presidiu a reunião sem qualquer constrangimento.

Na reunião, o promotor Edmilson Junior, que pedira a suspensão da liminar, apresentou seus argumentos e teceu alguns comentários, para espanto da desembargadora Graça Figueiredo, que afirmou em 30 anos de magistratura jamais ter visto um promotor ler os autos e tecer comentários ao mesmo tempo. Edmilson se contentou em explicar à meritíssima desembargadora que é perfeitamente natural que se leia os autos não-literalmente, ou com “outras palavras”.

Enquanto Edmilson, brilhantemente, desmontava um a um os argumentos débeis da defesa da dupla Amazonino/Souza, o relator do processo sobre a liminar, jurista Agliberto Machado, em um dos trechos, ria a desatar. Comportamento que não passou despercebido pelo promotor. De que ria Agliberto Machado?

O riso revelador de Agliberto coroa a atuação do magistrado no caso. Para quem trabalha com a Psicanálise, e sabe que aquilo que o consciente procura ocultar, o inconsciente revela, já era certa a sentença do juiz em favor de Amazonino, apenas pelas frases que ele emitiu pela imprensa, por exemplo: quando afirmou que o caso precisava ser resolvido com rapidez, pois havia causado uma “comoção na cidade”, ou quando, ainda afirmando a necessidade de celeridade, afirmou tratar-se de processo envolvendo “o prefeito eleito”.

Ao final da apresentação do promotor, Agliberto, o Sorridente, mostrou a que veio: em seu relatório, afirmou não ter entrado no mérito das questões envolvendo a cassação, e defendeu a diplomação e posse do candidato cassado, transformando o mandado de segurança impetrado pela defesa de Amazonino e emitido numa bela tarde de domingo pela desembargadora Graça Figueiredo, de plantão no TRE, em uma medida cautelar.

Para Agliberto, o Sorridente, o equívoco da defesa de Amazonino se reduziu a não ter solicitado o recurso intitulado ‘medida cautelar’. A diferença entre o mandado de segurança e a medida cautelar é que esta precede aquela. A medida cautelar é um recurso preparatório para o exame de um processo longo. Assim, Amazonino, graças ao conserto em sua defesa, realizado por Agliberto, poderá ser diplomado, empossado e não precisará se preocupar com este processo tão cedo, já que todo o rito de apresentação das evidências e da defesa deve ser feito novamente, mas com o revigorante alento de que será o Pleno do TRE/AM, e não a Dra. Maria Eunice, a julgar esta segunda etapa.

AGLIBERTO, O SORRIDENTE, E O APITO AMIGO

A quem não é versado nas coisas do Direito, mas compreende do ponto de vista ético as relações sociais, fica a seguinte questão: se Agliberto, o sorridente, não entrou no mérito do processo em si, não poderia examinar se as razões da defesa eram ou não procedentes para conceder o direito à diplomação. Se não examinou, não julgou o mérito do mandado de segurança, e de quebra, ainda realizou o trabalho que era da defesa de Amazonino, de impetrar uma medida cautelar.

Não seria isso uma defesa quase-explícita do candidato cassado?

Não estaria Agliberto, o Sorridente, extrapolando sua função?

Há essa prerrogativa no direito, no qual o juiz “reforma” um pedido da defesa em favor do defendido, sem examinar as razões do recurso?

O que pensa a Polícia Federal disso? E a magistratura brasileira?

DESEMBARGADORA MIRA NA JUÍZA E ACERTA A JUSTIÇA: A PSICANÁLISE EM CENA

A diplomação de Amazonino decidida na reunião de hoje mostra claramente que a intenção da defesa do candidato cassado é protelar ao infinito temporal o caso, que agora não tem prazo para ser apreciado pelo Pleno.

Além disso, no final da reunião, a desembargadora Graça Figueiredo pediu a cassação de Maria Eunice como juíza do Pleito, alegando que a magistrada não julgou a tempo as contas dos candidatos a serem diplomados. Sem estas contas julgadas, é impossível a diplomação. O que escapa desta decisão é o fato de que a única conta ainda não julgada é a de Amazonino, e apenas não o foi devido à dificuldade dos oficiais de justiça em encontrar algum membro da defesa de Amazonino para a notificação. O mesmo recurso usado quando da notificação da cassação, o qual, segundo o promotor Edmilson Junior, em seu pronunciamento, é contumaz no candidato, e que é uma afronta à justiça.

Além do mais, na segunda-feira a mesma desembargadora havia concedido à magistrada 15 dias para apresentar sua defesa perante a tentativa de afastamento. Para usar um termo caro ao jargão jurídico: exauridas as razões de ordem racional, restam as emocionais. Novamente, a psicanálise em cena, para entender porque, em pouco mais de 24 horas, a desembargadora resolveu ignorar o direito à defesa da magistrada, incorrendo no mesmo erro ao qual acusam-na? Ato falho? Tudo está na superfície.

CAMPANHA CONSTITUTIVA PELA DEMOCRACIA ELEITORAL – “JUÍZA MARIA EUNICE TORRES”


"O que interessa é promover a Justiça. Admito, para tanto, o que diz Guizot: : Quando a política penetra nos recintos dos tribunais a Justiça se retira por outra porta”.

A AFIN® – Associação Filosofia Itinerante (CNPJ: 04.557.267/0001-35), é uma entidade sem fins lucrativos, que atua em Manaus há oito anos com educação, cultura, filosofia, psicologia, promovendo a cidadania a partir da filosofia como potência ativa do Existir e da Democracia como engendramento desejante das potências de agir das pessoas, que ativamente constróem a cidade e a comunidade.

A AFIN, através do seu blog, o Bloguinho Intempestivo AFINSOPHIA, participa da Campanha do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE, e lançou, localmente, a Campanha Spinozista de Combate ao Mau Candidato, inspirada na Ética do filósofo Spinoza, para quem o político corrupto é uma doença da democracia.

Neste sentido, estamos movimentando a rede intensiva internética brasileira e internacional para tomar conhecimento dos fatos relativos ao trabalho da juíza do Pleito 2008, Dra. Maria Eunice Torres do Nascimento, no processo 24/2008, que trata da cassação do candidato Amazonino Mendes (PTB) e de seu vice, Carlos Souza (PP), por distribuição irregular de combustível nas eleições do primeiro turno em Manaus.

Acreditamos na necessidade de conhecimento da sociedade brasileira destes acontecimentos, uma vez que paira na cidade o silêncio reacionário de que falava o filósofo francês Sartre, e que é contrário à ética e à democracia. Não houve, apesar da gravidade dos fatos abaixo relacionados, movimentação por parte da OAB/AM, AMAZOM, TJ/AM, entidades ligadas ao direito ou de defesa dos direitos humanos e democracia. Igualmente, nenhum dos chamados intelectuais amazonenses se manifestou.

CRONOLOGIA DOS ACONTECIMENTOS.

  • No final da noite de 04 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições municipais em todo o Brasil, a Polícia Federal pegou em flagrante cabos eleitorais da coligação “Manaus, Um Futuro Melhor”, de Amazonino Mendes (PTB) e Carlos Souza (PP), distribuindo combustível no posto RECOPEL, localizado na Avenida Djalma Batista, uma das principais vias da cidade. Na operação da PF, batizada de “Voto Livre”, o delegado Wesley Sirlan e sua equipe fecharam o posto e detiveram o proprietário, Mário Jorge Medeiros, que confirmou a compra, pela coligação de Amazonino, de R$ 29.000,00 em combustível, às vésperas da eleição. Com ele, a polícia encontrou “Resquisições de Combustível” com o carimbo da coligação de Amazonino, mas com o CNPJ do posto de gasolina. Cabos eleitorais da coligação “União Por Manaus”, dos candidatos Omar Aziz e Sebastião Reis, filmara toda a ação, e o DVD foi incluído como evidência no processo. Derrotado nas urnas, posteriormente o candidato Omar, apoiando Amazonino, tentou retirar o DVD da filmagem do rol de evidências do processo, mas não conseguiu.

  • O Ministério Público Eleitoral recebeu a denúncia e em 23 de outubro ofertou representação onde recomendava a aplicação dos artigos 41-A e 30-A da Lei 9504/97. A juíza do pleito, Dra. Maria Eunice Torres do Nascimento, encaminhou ao MPE os autos do processo 24/2008, que relata o caso.

  • No dia 27 de novembro, a Dra. Maria Eunice, em primeira instância, cassou a candidatura do prefeito eleito, Amazonino Mendes, e seu vice, Carlos Souza.

  • Os advogados de Amazonino e Carlos Souza recorrem da decisão, mas a juíza do pleito indefere, não aceitando os Embargos de Declaração, pois a defesa foi apresentada fora do prazo, e pelo advogado do PTB, já que Daniel Nogueira, que representava Amazonino, “esqueceu-se” de renovar a procuração que lhe dava direito a defender o cliente, vencida desde o dia 15 de novembro.

  • No plantão do último domingo, 07, a desembargadora do TRE/AM, Dra. Maria das Graças Figueiredo, emitiu liminar em que pedia que a juíza do pleito aceitasse os Embargos de Declaração, “julgando-os como entender de direito”. A Dra. Maria Eunice acolhe a liminar, e novamente indefere os embargos, alegando que não houve irregularidade no processo que justificasse a liminar.

  • A partir daí, a imprensa noticiou encontros entre representantes de Amazonino, entre eles secretários estaduais, como Robério Braga, e os desembargadores do TRE/AM. A pauta seria uma suposta “insubordinação” da juíza do pleito em acatar a liminar. Mais uma vez, a juíza se manifestou, alegando que recebeu a liminar, analisando-a carente de fatos que justificassem a análise dos embargos, entregues em desconformidade com os ritos estabelecidos pela legislação eleitoral.

  • Após uma reunião entre os partidários de Amazonino e o TRE/AM, os advogados do candidato cassado entraram com representação na corregedoria do TRE/AM, contra a juíza Maria Eunice, alegando “parcialidade”. A corregedora do TRE/AM é a desembargadora Graça Figueiredo. A decisão de Maria Eunice, que não deu seguimento à liminar de Graça teria “desaparecido”, ou na versão do presidente do tribunal Ari Moutinho, não teria sido publicada, embora a mesma se encontrasse no mural da 58a Zona Eleitoral, às vistas de todos.

  • A juíza Maria Eunice solicita licença para não participar da cerimônia de diplomação dos candidatos por motivos familiares (a enfermidade de seu esposo). O TRE/AM imediatamente aproveita para discutir um substituto para Maria Eunice. Ari Moutinho e Elci Simões, do Pleno, defendem o afastamento da juíza em definitivo, aproveitando o pedido de licença, inclusive com nomes de candidatos a substituto, enquanto o jurista Agliberto Machado pontuou que Maria Eunice não pediu afastamento definitivo tampouco agiu de forma a ser afastada arbitrariamente.

  • Último movimento até a produção deste texto: a Dra. Maria Eunice reitera que NÃO PEDIU AFASTAMENTO DEFINITIVO da função, e que levará todos os acontecimentos referentes ao caso ao Conselho Nacional de Justiça. Maria Eunice afirma, em seu comunicado, que “o juiz quando decide ele só tem ao seu lado, e na sua consciência, a lei, não tendo partido político nem candidato, nem tampouco interesses pessoais. O interesse é coletivo, pois se trata de direito público. Portanto, a esta magistrada não cabe ficar feliz ou infeliz com suas decisões.. O que interessa é promover a Justiça. Admito, para tanto, o que diz Guizot: : Quando a política penetra nos recintos dos tribunais a Justiça se retira por outra porta”.

A AFIN, juntamente com outros movimentos sociais da cidade de Manaus, afirma neste manifesto a democracia como modo de existir necessário ao Bem Comum, e manifesta apoio ao trabalho da juíza, Dra. Maria Eunice Torres do Nascimento.

Associação Filosofia Itinerante®

CNPJ: 04.557.267/0001-35

afinsophiaitin@yahoo.com.br

Rua Rio Jaú, 43 – Novo Aleixo – Manaus, AM

Abaixo, os textos produzidos pelo Bloguinho Intempestivo sobre o caso:

A CRÍTICA (A-CRÍTICA): DE MÃOS DADAS COM QUEM, MESMO? – 13/12


MARIA EUNICE, A POTÊNCIA DO NOME – 13/12


O MOVIMENTO REACIONÁRIO DO TRE/AM E O EFEITO-EUNICE NA SOCIEDADE MANAUENSE – 13/12


A ÉTICA DA IMPRENSA DE MANAUS – 11/12


JUÍZA MARIA EUNICE NEGOU LIMINAR À DEFESA DE AMAZONINO – 11/12


QUEM MANDA NO MANDATO DE SEGURANÇA DE AMAZONINO? – 10/12


CASSAÇÃO DE AMAZONINO CONTINUA, MESMO COM LIMINAR – 09/12


ÉTICA E POLÍTICA* – 08/12


A JUÍZA COMO VERDADE EM NIETZSCHE – 06/12


A JUÍZA E A CIDADE SEM VOZ ATIVA – 01/12


ECCE NOME: JUÍZA MARIA EUNICE TORRES NASCIMENTO – 29/11


O FOGO AMIGO NA CASSAÇÃO DE AMAZONINO E ALGUMAS REAÇÕES DA POPULAÇÃO – 28/11


AMAZONINO CASSADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL – 28/11


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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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