Arquivo para 10 de janeiro de 2009

A INTIFADA DE KANOUTÉ, O MESSIANISMO DE KAKÁ E OS DEUSES DA FIFA

um no céu, outro na terra. Mas para a FIFA, igualmente pecadores.

Kaká e Kanouté: um no céu, outro na terra. Mas para a FIFA, igualmente pecadores.

A letra declina do seu curso e produz uma turbulência que ativa a palavra. Assim, ela poderá produzir no plano da linguagem outros sentidos, outras declinações, intensidades, clinâmen.

É somente assim que a palavra interessa à democracia. Nada de vazio, nada de significante que carrega universais, armadilha epistemológica do não-saber e não-dizer.

No futebol, esporte que carregou e ainda carrega a potência lúdica do Jogo como condição do homem no mundo, parece ainda mais difícil fazer com que a palavra cumpra sua função atômica/democrática. Dos locutores aos jogadores, passando por torcedores e a imprensa esportiva epistemologicamente reduzida, o que predomina é o som, o significante, capturado numa rede de nós que não deseja o movimento intensivo. Tudo para transformar o jogo em mercadoria. Há quem acredite.

Duas comunicações futebolísticas: “I Belong to Jesus”, e “Palestina”.

A primeira, uma frase, em inglês, língua pretensamente universal, se quer penetrante semanticamente na maioria das consciências, mesmo aquelas que não compreendem a língua da ilha da Rainha Elizabeth, compreendem o que se quer dizer, ainda que entendam apenas o nome: Jesus.

A outra, escrita em cinco línguas diferentes, signos gráficos diferentes, os signos latinos, estes que desfilam agora pelo olhar intempestivo do leitor, outros, orientais, islâmicos, disformes, por vezes. A mesma palavra, não tão conhecida quanto a anterior, mas que, como corpo, carrega a mesma intensidade revolucionária: “PALESTINA”.

Jesus, aliás, era Palestino.

As duas, em camisas de jogadores. A primeira, na camisa do justo e reto Kaká, fundo branco, palavras em negro, demonstrando sua fé e seus sacrifício pessoal em nome dos ideais de Jesus, ainda que numa “releitura pós-moderna” do casal Renascer, Estevam e Sônia Hernandez. Em nome de sua fé, Kaká doa milhões de Reais à igreja, o que, no mundo dos homens, pode ser sinal de lavagem de dinheiro. Daí uma investigação pelo Ministério Público de São Paulo para verificar se o que Kaká ora compra com seus milhões é realmente a sua vaga no Paraíso.

A outra, do jogador do Sevilla, time espanhol, envergada pelo meia franco-malinês Frédéric Kanouté, fundo negro, palavras em branco, Palestina, somente a palavra, plena de significado, todos lêem e sabem imediatamente do que se trata.

O massacre israelense-estadunidense contra o povo Palestino, concentrado na Faixa de Gaza.

Ainda, os dois protestos são proibidos pela FIFA, e no caso de Kanouté, que joga a Liga Espanhola, também proibida em seu país.

As semelhanças terminam aqui.

O “Jesus” de Kaká esvazia o significado “jesus”, tornando a palavra um mero significante, pois que não encontra no “profeta da bola” nem uma escassa ação que lembre o cracasso palestino, filho de Maria e José. E mais: a leitura Paulina de Jesus, apregoando-o eternamente na cruz, e criando, a partir da distorção de sua atuação revolucionária, uma igreja que cultua a dor, o ressentimento, o messianismo, é uma das responsáveis pelo massacre que ora ocorre em Gaza. É em nome do mesmo deus de Moisés, intolerante, ciumento, vingativo, que os israelenses assassinam os palestinos, em verdadeiro genocídio.

Já a “Palestina” de Kanouté é plena de sentido, de força intempestiva, cria turbulência no árido léxico futebolístico. Não fosse Kanouté, jamais em qualquer tempo se falaria a palavra Palestina num programa de televisão de jornalismo esportivo, nem em jornais. Mais: Kanouté tem uma biografia que dá à palavra a força política que ela tem. Se os foguetes do Hamas e do Hezbollah continuam a explodir em território israelense, é porque, nas palavras de Saramago, “Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba”.

Enquanto o atoleimado Kaká dissemina um Cristo morto e eternamente na cruz, louvando a dependência e a submissão a uma igreja menos cristã que paulina, e que foi e continua sendo instrumento de domesticação e conformação à exploração pelo capital, o islamismo de Kanouté não fica no metafísico, mas vai ao infinito para transformar a finitude. Não quer o reino dos céus depois da morte, armadilha da dor, mas, como Cristo, quer o Reino de Deus aqui na Terra.

Kanouté é muçulmano, e quando se transferiu para o Sevilla, se recusou a jogar com a camisa do time, que estampava a marca do patrocinador, um site de jogos de azar. Durante muito tempo, incluindo a Supercopa da Europa 2006 (abertura da temporada por lá), jogou com uma bandagem sobre o logotipo do patrocinador. Embora tivesse lugar garantido na seleção francesa, preferiu ir jogar no selecionado de seu país natal, Mali. Lá, afirma ele, jogar não tem preço, dada a paixão dos torcedores pela sua seleção. Igualmente, questiona quando a federação espanhola pressiona para que os jogadores africanos retornem o mais breve possível depois de servir às seleções. “Lutavam para que voltássemos… e eu pensava nos imigrantes de Mali a quem expulsam da Espanha”. Quando jogava na Inglaterra, no Tottenham – clube de origens judaicas – Kanouté criou a Development Trust, entidade que trabalha com desenvolvimento regional de comunidades e movimentos sociais, e mantém hospitais, escolas e uma escolinha de futebol na capital de seu país, Bamako, num projeto intitulado “A Cidade das Crianças”.

Interessante notar que Kanouté foi repreendido e multado, pela federação de um país que luta para se livrar dos despojos de uma sanguinária ditadura militar. A FIFA proíbe qualquer manifestação política, qualquer escrito em camisa, e até mesmo que o jogador tire ou deforme o uniforme do seu clube na cmomemoração de um gol. Daí, mistura equivocadamente Kaká com Kanouté.

É que a FIFA não quer concorrência contra o seu Deus: o sacrossanto Patrocinador.

MPE EXPÕE ABUSO DE PODER DO TRE/AM E CASSAÇÃO FICA MAIS PRÓXIMA

VIOLAÇÃO INCONSTITUCIONAL À INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO E AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL”

Assim inicia-se o documento enviado ao Conselho Nacional de Justiça, enviado pelo Ministério Público Eleitoral, através do Procurador Geral Eleitoral, Edmilson Barreiros Junior, e assinado pelos promotores eleitorais Jorge Michel Ayres, Ronaldo Andrade, Francisco de Assis Aires Arguelles e Maria Eunice Lopes de Lucena Bittencourt (outra Bela Vitória!).

Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a revogação da decisão que afastou a douta juíza Maria Eunice Torres do Nascimento da presidência do Pleito 2008, e de quebra, influencia diretamente na cassação do registro de candidatura de Amazonino e Carlos Souza.

O MPE tomou a decisão de pedir intervenção do CNJ, órgão de controle dos atos jurídicos no Brasil, “em face da não observância dos princípios constitucionais da legalidade, moralidade e por manifesto desvio de poder, por parte do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas”. O grifo é do MPE.

Os fatos, para quem acompanha este Bloguinho, e a “Campanha Constitutiva pela Democracia Eleitoral” não são novidade. Durante as pouco mais de duas semanas que correram entre a cassação da candidatura de Amazonino e Carlos Souza em primeira instância e a kafkiana sessão do Pleno do TRE/AM, que liberou a diplomação e posse e “cassou” a magnânima juíza Maria Eunice, este bloguinho noticiou, dia a dia, as tramas e acontecimentos que levaram à epígrafe da justiça eleitoral amazonense de 2008, proferida pelo juiz substituto de Maria Eunice, Victor Liuzzi: “Se for a vontade do povo, a gente tem que diplomar até o Marcola”. Marcola, para quem não sabe, é o líder do PCC, facção criminosa que atua em todo o país, e tem ramificações internacionais.

SOBRE O AFASTAMENTO DA DOUTA JUÍZA MARIA EUNICE

O documento do MPE chama a atenção para as irregularidades cometidas pelo Pleno do TRE/AM quanto ao afastamento da juíza Maria Eunice Torres do Nascimento da presidência do Pleito 2008.

No dia 15 de dezembro, uma segunda-feira, às vésperas da data marcada para a diplomação, houve uma reunião do Pleno, na qual Maria Eunice não foi afastada, mas abriu-se o prazo para que ela apresentasse a defesa aos seis processos movidos por candidatos pedindo o seu afastamento. O documento do MPE chama a atenção para o fato de que haviam somente 3 processos antes da abertura da sessão. Este bloguinho recorda ainda que, de acordo com informações da recepção do TRE/AM, a reunião do dia 15 foi adiantada de 16:30h (horário em que normalmente ocorrem as reuniões do Pleno) para 12:00h. Excepcionalmente.

Nesta reunião, como já sabido, Maria Eunice não fora afastada. A desembargadora Maria das Graças Figueiredo seguiu a norma ditada pelo CNJ e deu um prazo de 15 dias para que a juíza preparasse sua defesa. No entanto, o MPE chama a atenção para o teor de pré-julgamento que já tomava conta do Pleno, naquela segunda-feira (os grifos são do MPE):

a) Juíza de Direito Joana Meirelles: faltou sobriedade à Dra. Maria Eunice Torres do Nascimento, cujas declarações à imprensa colocaram em cheque (rectius: xeque) o trabalho deste Tribunal e a juíza teria ferido o Código de Ética da Magistratura, especificamente o Art. 12, II.

b) Jurista Mário Augusto: recordou, em resposta às afirmações da juíza Presidente do Pleito, que o TRE do Amazonas é um órgão revisor do Poder Judiciário e não um órgão político.

Embora tenha escapado do afastamento na segunda-feira, dia 15, estaria reservado para o dia seguinte o desfecho kafkiano destas ações. Ou como afirma o próprio MPE, “mas a sorte da magistrada já fora lançada”.

Dia 16 de dezembro de 2008, 16:30 horas, horário local. Reunião do Pleno do TRE/AM. Em pauta, a decisão do juiz Agliberto Gomes Machado, relator do processo que envolvia a equivocada liminar concedida numa bela tarde de domingo pela desembargadora Maria das Graças Figueiredo a favor da “dorminhoca” defesa de Amazonino e Carlos Souza. O que se seguiu na reunião foi a atuação brilhante do Procurador Geral do MPE, Edmilson Barreiros Junior, que explicou, item por item, os equívocos da defesa da dupla cassada, dando parecer favorável à revogação da liminar, o “apito amigo” do juiz federal Agliberto, o Sorridente (apelido que ganhou quando, juntamente com o jurista Mário Augusto, sorria durante a exposição de Edmilson, como que sabendo de antemão que a sorte do parecer do MPE também já estava lançada), a transformação da liminar em medida cautelar, inclusive ensinando em plena reunião aos advogados de Carlos Souza e do PTB como se faz uma defesa de candidato. O texto em que este Bloguinho expõe o que foi esta kafkiana reunião pode ser lido na íntegra aqui. Recomendável aos estudantes de Direito e das teratogenias sociais.

A própria juíza Maria Eunice, em encontro afinado, explicou os erros da defesa de Amazonino, e porque, fundamentada juridica e epistemologicamente, ela não aceitou a liminar:

Eunice disse que a decisão de cassar a candidatura de Amazonino partiu de um trabalho que começou com a polícia federal, envolveu o Ministério Público Eleitoral, e foi fruto de uma análise profunda e da convicção de que as evidências mostravam o delito. Ela explicou que um Embargo de Declaração (o recurso usado pela defesa de Amazonino) é um recurso usado pelo advogado de defesa para apontar supostos pontos obscuros na decisão do juiz. A convicção de que a análise foi correta pautou Maria Eunice, que não aceitou a liminar da desembargadora Graça Figueiredo, primeiro porque esta manobra abriria novo prazo para a defesa, e segundo porque, para que esta abertura ocorresse, seria necessário que existissem os pontos obscuros, o que não é o caso da decisão, que conta com o aval da procuradoria do Ministério Público Eleitoral. Maria Eunice ainda esclareceu que o Direito Eleitoral carrega uma peculiaridade que passou despercebida no despacho da desembargadora: ele não aceita ações impeditivas, mas somente as de caráter devolutivo. Por isso o desejo por parte da defesa de Amazonino de que o processo fosse para uma instância superior. Somente lá o erro conceitual da liminar concedida poderia ser “consertado”, como efetivamente o foi, pelo juiz Agliberto [nossa parte: O Sorridente]. Somente assim, Amazonino conseguiu garantir, em regime de exceção, a diplomação e a posse”. (Os grifos são nossos).

Ao final da reunião da fatídica terça-feira, 16 de dezembro, envolvidos pela atmosfera favorável aos seus interesses, os magistrados resolveram colocar em pauta um pedido do juiz de Direito Elci Simões, ausente na reunião, que pedia o afastamento da juíza Maria Eunice Torres do Nascimento da presidência do Pleito 2008. Com votos de Simões, Mário Augusto e Joana Meirelles (os dois que prejulgaram no dia anterior), o TRE/AM afastou, 24 horas depois de ter dado o prazo de 15 dias para a apresentação da defesa, a douta juíza. O ato foi oficializado na Portaria 1150/2008.

Com duas tacadas, numa só reunião, os magistrados do Pleno não somente afastaram a juíza, com a pífia argumentação de que ela estaria atrasando o processo do candidato cassado (quando ele próprio era o responsável pelo atraso, escondendo-se da notificação via oficial de justiça), mas transferiram para a instância do próprio Pleno a decisão sobre a cassação de Amazonino e Carlos Souza. Em outras palavras, uma versão manoniquim para as “facilidades” encontradas em instâncias superiores por Daniel Dantas.

O documento do MPE aponta que houve “abuso de poder” já que, no dia anterior, quando o assunto era o afastamento da juíza, a decisão disciplinar foi a do não afastamento e o do oferecimento de prazo para a defesa, para no dia seguinte, sem que o assunto estivesse em pauta, a juíza fosse afastada à revelia, e sem direito à defesa, apenas por citação de um juiz ausente da reunião. Para o MPE, o abuso de poder ocorre “quando a prática de ato com finalidade diversa da prevista na norma legal, para atender outro interesse que não a mens legis”.

É preciso lembrar ainda que o juiz substituto da douta Dra. Maria Eunice, o Dr. Victor “diploma o Marcola” Liuzzi, aprovou as contas da candidatura Amazonino/Souza “com ressalvas”, decisão tomada em menos de 48 horas, e que substituiu um trabalho de semanas realizado pela equipe liderada por Maria Eunice.

ESTE ANO NÃO VAI SER IGUAL ÀQUELE QUE PASSOU…”

O documento do MPE finaliza pedindo ao CNJ que defira liminar, tornando sem efeito a deliberação contida na portaria 1150/2008, que afastou a juíza Maria Eunice Torres, considerando o abuso de poder e o prejuízo social acarretado pela interrrupção do democrático e necessário trabalho da equipe liderada pela douta magistrada. Se isso acontecer, todas as decisões referentes ao pleito, tomadas a partir do dia 19 de dezembro, tornar-se-ão inválidas, incluindo aí a posse de Amazonino e dos vereadores que tiveram as contas reprovadas. Pede ainda que, após a concessão da liminar, o processo seja julgado em definitivo favorável à ação, para restabelecer a ordem jurídica e o Estado de Direito.

Será a segunda vez, em menos de um ano, que o CNJ é chamado a intervir na justiça amazonense. Além da intervenção para sanar irregularidades no TRE/AM, o Conselho Nacional de Justiça também deverá vir a Manaus investigar a atuação dos desembargadores Domingos Chalub, Francisco Auzier, dentre outros juízes, pelo suposto envolvimento na Operação Vorax, da Polícia Federal, que desmontou uma quadrilha que desviava dinheiro dos royalties de petróleo da cidade de Coari, liderada pelo ex-prefeito, Adail Pinheiro. Neste caso, a denúncia foi oferecida pelo ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa.

O deputado federal Francisco Praciano também pretende invocar o CNJ, desta vez para investigar o presidente do TRE/AM, Ari Moutinho ‘Pai’, que em nenhum momento se julgou impedido de atuar como presidente do tribunal eleitoral, quando seu filho tinha interesse direto na eleição de Amazonino (e por isso foi agraciado com a vaga no TCE), e ainda teve a filha nomeada por Amazonino para um cargo de confiança.

Para completar, a secretaria de gestão de pessoas do TRE irá designar uma comissão formada por 3 servidores para investigar se houve manipulação na emissão de uma certidão para os advogados de Amazonino, no cartório da 58a Zona Eleitoral. Sob suspeição, a secretária Sylvia Rebecca Hortêncio Ribeiro, que teria ditado ao auxiliar do chefe do cartório uma certidão favorável à defesa de Amazonino. A denúncia foi feita pela juíza Maria Eunice Torres. O caso é que a comissão, formada por 3 servidores, tem de ser aprovada pelo presidente do Pleno, justamente o Desembargador Ari Moutinho, o qual, não por acaso, é o responsável pela nomeação de Sylvia Rebecca ao cargo que ora ocupa.

Este bloguinho, na condição de agente intempestivo das produções intensivas que aumentam a potência de agir do corpo democrático, em nome da economia de recursos da União, também irá submeter documento ao CNJ: pedirá que, a fim de evitar gastos excessivos com passagens e estadia, o douto órgão abra um posto avançado na cidade de Manaus. Somente assim poderá dar conta de atender todas as demandas de irregularidades que ocorrem na justiça amazonense.

Perto do Amazonas, a justiça do Espírito Santo, atingida pela Operação Naufrágio, da Polícia Federal, é apenas um barquinho a velejar…

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ A SIMBIOSE ENTRE O JORNALISMO DA GLOBO E A VIOLÊNCIA PRATICADA POR ISRAEL CONTRA OS PALESTINOS. A correspondente da Globonews, Renata Malkes, sustentava no ciberespaço imaterial, um blog chamado de “Balagan”, que logo abandonou sem explicações. Contudo, graças à capacidade de programas, intrínsecos às novas tecnologias, que armazenam e recuperam arquivos na internet, os textos deste blog vieram à tona. Segundo os blogs Biscoito Fino e Cloaca News, os textos fazem referências irracionais e absurdas sobre o povo árabe. Coloca os árabes como “mentirosos” e “burros”. Por tal façanha, o blog de Renata Melkes, recebeu de Israel o título de “warblog”. Isto tudo, deixa claro o quanto o jornalismo venal e incapacitado cognitivamente da Globo entra em estado de simbiose com a violência praticada por Israel contra o povo palestino. Já é sabido o quanto o jornalismo da Globo se afasta anos mil luz dos entendimentos democráticos de jornalismo necessários para a produção contínua da cidadania. É assim que este acunhado jornalismo não consegue se aproximar do jornalismo como serviço público, como bem disse o juiz Fausto D’ Sanctis, tão pouco ainda, do jornalismo enquanto disciplina cívica, como afirma o filosofante Ignácio Ramonet. Renata Melkes confirma o quanto a Globo é certeira na escolha de seus funcionários. Eles devem está no mesmo nível de ignorância que impede que a informação seja um movimento de criação de novos saberes que não podem permanecer estacionados na ordem do Capitalismo Imperial. A condenação que Renata Melkes faz do povo árabe pode ser assemelhada como o mesmo ânimo nazista que insuflou o ódio pelos judeus. Mas disso ela, talvez não saiba, pois a certeza de destruir um povo porque ele representa idéias contrárias, e por esta razão, deve ser visto como o grande mal na terra, sempre é uma justificativa justa. Pouco importa as mais de 257 crianças mortas e as mais de 1.080 feridas. Mas o que ela, com certeza não sabe, é que ela é sim responsável pelo o que aconteceu e acontece, porque queira ou não ela está no mundo e todos são responsáveis pelos acontecimentos e principalmente pelas injustiças que o agoniam. I inda tem françêis…

@ GOVERNO FEDERAL INVESTE NA AMPLIAÇÃO DO USO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS. Segundo a Agência Brasil, através do SUS, o governo federal vai ampliar o uso de medicamentos fitoterápicos durante o ano de 2009. O objetivo é fazer com que o número de municípios que distribuem este tipo de medicamento na rede pública de saúde cresça. Como as produções destes medicamentos consistem no estudo de plantas medicinais e suas aplicações na cura de doenças, bem como o encontro do conhecimento tradicional com o cientifico, a iniciativa do governo federal, não trata apenas de distribuir medicamentos, mas também de incentivar o cultivo, a produção e fabricação dos fitoterápicos e assim fazer com que cresça o número de empregos nas áreas onde as plantas medicinais podem ser cultivadas. Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior, “O programa visa a preservação e conservação do conhecimento tradicional das comunidades a partir da pesquisa, da produção e do uso de plantas medicinais. Por exemplo, no sul do país os produtores poderão deixar de produzir fumo para produzir plantas medicinais”. Isto significa uma efetiva política pública voltada para a biodiversidade brasileira, por parte do governo federal. Ao que tudo indica, um governo que não limita o potencial da natureza como pressuposto para discursos apocalípticos e/ou recursos eleitoreiros, mas ao contrário, através do uso da razão, conjuga com a natureza o saber e o progresso social. I inda tem françêis…

@ LULA DIZ QUE NÃO FICA COM AZIA POR CAUSA DOS JORNALÕES OBSOLETOS. Em uma longa entrevista à revista Piauí deste mês, realizada pelo jornalista Mario Sergio Conti em 18 de dezembro passado, e que o blog Amigos do Presidente Lula publicou na íntegra. Com sua lucidez e seu humor, a conversa já inicia pela relação do “Sapo Barbudo” com a imprensa, e Lula explica porque não ler jornais: “Eu tenho problema de azia. Eu me cuido profundamente, para não perder o humor logo cedo.” Depois Lula coloca como positiva a democratização da informação pela internet: “Eu acabo de dar uma entrevista às 9h05, às 9h06 já está tudo que eu falei na internet, está tudo. Aconteceu uma coisa na Venezuela, aconteceu uma coisa com o Obama, já está tudo na internet, você não tem que esperar o jornal do dia seguinte.” E a conversa segue por vários assuntos, entre eles o problema da gestão do governo federal ter de passar por prefeituras e governos despreparados: “Eu acabo de dar uma entrevista às 9h05, às 9h06 já está tudo que eu falei na internet, está tudo. Aconteceu uma coisa na Venezuela, aconteceu uma coisa com o Obama, já está tudo na internet, você não tem que esperar o jornal do dia seguinte.” E, como não poderia faltar, a questão da sucessão presidencial, quando Lula afirma a sua predileção mas terá que ser decidido democraticamente dentro do PT e com outros partidos aliados — por Dilma para a eleição de 2010: “Eu acho que a Dilma tem todas as condições de ter uma qualificada disputa com quem quer que seja, e tem condições de ganhar as eleições.” I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que se formos hoje

Amanhã também iremos

Mas se não formos…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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