Arquivo para 13 de janeiro de 2009

UNE DÁ UM CHEGA EM LULA POR APOIO A ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE BAIXA RENDA

No seu papel histórico e atual de entidade democrática daqueles que desejam o saber produtivo, a União Nacional dos Estudantes – UNE dá uma chegada em Lula, numa reunião a ocorrer amanhã em Brasília, pela criação de um plano nacional para auxiliar alunos de baixa renda que estudam em universidades privadas.

A medida entrará na linha de programas como ProUni e FIES, que garantem a entrada de estudantes carentes financeiramente, mas ricos nos desejo de conhecer. Como diz, sensível à situação sócio-econômica dos estudantes, a presidente da UNE, a bela e lúcida Lúcia Stumpf: Não basta pagar a mensalidade, pois muitas vezes o estudante não tem condições de cobrir gastos com transporte e alimentação.”

Outro ponto que ela deixa bem claro é que a verba para esse plano, fundamental para a igualdade de condições para des-hierarquização dos saberes, não deverá vir de outros planos já reservados para auxílio de estudantes de universidades públicas.

O bonito de se ver nas novas lutas é perceber que há alguns anos atrás a luta era pela não privatização da universidade pública. (Lembram de Fernando Henrique e Paulo Renato?) Pelo tipo de políticas educacionais que o governo Lula tem realizado até o momento, é quase certo que a UNE sairá da reunião com boas e novas notícias para os estudantes desejantes por novas produções de saberes e dizeres. E todos que acreditam na educação como movimentação intensiva de uma sociedade, não apenas como abstração vazia, mas como prática no mundo, alegrar-se-ão.

UMA ANÁLISE SOBRE OS ATOS DO TRE-AM À LUZ DO CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA NACIONAL

CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA NACIONAL

(Aprovado na 68ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Justiça, do dia 06 de agosto de 2008, nos autos do Processo nº 200820000007337)

O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no exercício da competência que lhe atribuíram a Constituição Federal (art. 103-B, § 4º, I e II), a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (art. 60 da LC nº 35/79) e seu Regimento Interno (art. 19, incisos I e II);

Considerando que a adoção de Código de Ética da Magistratura é instrumento essencial para os juízes incrementarem a confiança da sociedade em sua autoridade moral;

Considerando que o Código de Ética da Magistratura traduz compromisso institucional com a excelência na prestação do serviço público de distribuir Justiça e, assim, mecanismo para fortalecer a legitimidade do Poder Judiciário;

Considerando que é fundamental para a magistratura brasileira cultivar princípios éticos, pois lhe cabe também função educativa e exemplar de cidadania em face dos demais grupos sociais;

Considerando que a Lei veda ao magistrado “procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções” e comete-lhe o dever de “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular” (LC nº 35/79, arts. 35, inciso VIII, e 56, inciso II); e

Considerando a necessidade de minudenciar os princípios erigidos nas aludidas normas jurídicas;

RESOLVE aprovar e editar o presente CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA NACIONAL, exortando todos os juízes brasileiros à sua fiel observância.

O acima citado é o cabeçalho do Código de Ética da Magistratura Nacional, documento oficial que deve pautar a atividade jurídica dos magistrados em todo o território nacional. Em vigor desde o dia 26 de agosto de 2008, é o código pelo qual serão julgados os atos procedentes de ação lesiva à sociedade por parte de todos os magistrados, em qualquer condição ou posição hierárquica.

Pelo fato do Conselho Nacional de Justiça ser um órgão cuja ação, ou pelo menos o nome, adentraram o cotidiano da sociedade amazonense, graças aos diversos processos e denúncias contra a justiça amazonense, este Bloguinho, que embora não seja e nem pretenda ser juiz, se coloca na linha intensiva democratizante, analisando os fatos e evidenciando situações.

O TRE/AM E O CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA

Às atuações do Pleno do TRE/AM nas eleições 2008, fica fácil perceber que, à luz do Código de Ética da Magistratura, teriam sido cometidos diversos atos contrários aos artigos do referido código. Sinal de que o CNJ deverá ter muito trabalho. Façamos um breve passeio pelos acontecimentos, observando-os pela lente do documento regulador da atividade magistrada:

1) O Caso “Henrique Oliveira”: O Pleno do TRE/AM absolve, como já antecipado aqui neste Bloguinho, o candidato a vereador e explorador da miséria social, Henrique Oliveira, que disputou duas eleições antes que o TRE/AM “descobrisse” que Henrique, na verdade, é funcionário do próprio TRE, sendo vedada, portanto, a sua filiação partidária. Tudo definido no artigo 366 do Código Eleitoral. Eleito como o vereador mais votado, a cassação de Henrique, embora claramente fundamentada na lei, é rechaçada pelo Pleno do TRE/AM. Argumentos? O da desembargadora Maria das Graças Figueiredo, que afirma que filiação partidária e atividade política não andam juntas, embora Henrique tenha se filiado, disputado, vencido e sido o mais votado dentre os edis de Manaus.

A desembargadora afirmou ainda que o referido artigo é de uma legislação anterior à nova Constituição Federal, e, portanto, não teria aplicabilidade por “restringir os direitos políticos de um cidadão”. Ainda, o do presidente do Pleno, desembargador Ari Moutinho ‘Pai’, que chegou à “simples conclusão” que atividade política e emprego no TRE não são incompatíveis, apesar do artigo 366, e não apenas absolve o candidato, como mantém o seu emprego.

Semanas depois, o TSE cassou a candidatura da prefeita reeleita de Moita Bonita (SE), baseando-se no artigo 366 do Código Eleitoral, já que no meio do primeiro mandato, a então prefeita participou e foi aprovada em concurso público para o TRE/SE. Apesar de ser anterior à Constituição Federal, o tribunal federal não entendeu o Código Eleitoral como sendo contrário à Constituição. A função de tornar uma lei obsoleta é do poder legislativo, que deve, para isso, considerá-la inócua ou inoperante, ou substituí-la por outra mais eficiente.

Observam-se os artigos:

  • Art. 2º Ao magistrado impõe-se primar pelo respeito à Constituição da República e às leis do País, buscando o fortalecimento das instituições e a plena realização dos valores democráticos. (Sobre a “inconstitucionalidade” do artigo 366 do Código Eleitoral).

  • Art. 8º O magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito. (O claro favorecimento do candidato, que não sofreu nenhuma das sanções previstas no Código Eleitoral, e foi absolvido a partir de argumentos risíveis).

2) A Cassação de Amazonino: quando a juíza do Pleito 2008, Maria Eunice Torres do Nascimento, proferiu a sentença de cassação dos candidatos Amazonino Mendes e Carlos Souza, ofereceu prazo para que a defesa apresentasse os seus argumentos. Numa trapalhada indigna dos Três Patetas, os advogados de Amazonino perderam o prazo para apresentar a defesa, e ainda, o advogado de Amazonino, Daniel Nogueira, “esqueceu-se” de renovar a procuração junto ao TRE, e ficou impedido de representar o seu cliente. Situação que levou a procuradoria do MPE a citar um velho ditado do Direito, “a justiça não socorre aos que dormem”.

Ainda assim, os advogados de Carlos Souza e do PTB ingressaram com um Embargo de Declaração, que foi analisado pela juíza do pleito e indeferido, já que os equívocos foram da defesa, e não da análise e decisão do tribunal. Ainda assim, no plantão do final de semana, a desembargadora Maria das Graças Figueiredo emitiu uma liminar que supostamente ordenava à juíza do pleito que reavaliasse o processo, voltando à estaca zero e invalidando a sentença em julgado. Em outras palavras, desfazer todo o trabalho do MPE por um erro crasso da defesa do candidato cassado. Entre confusões e vazamentos à imprensa, que confundiu a liminar com a liberação para a diplomação, o resultado, numa reunião kafkiana do Pleno, no dia 16 de dezembro de 2008, foi a transformação da liminar em medida cautelar, pelo juiz federal Agliberto Machado, liberando os candidatos cassados para serem, sub judice, diplomados e empossados, mesmo prevalecendo a sentença condenatória.

O caso evidenciou a falta de conhecimento técnico no Direito Eleitoral, por parte do Pleno do TRE, e mais especificamente da desembargadora Maria das Graças Figueiredo, que ignorou o fato de que, no âmbito eleitoral, o recurso da liminar não existe, senão como dispositivo devolutivo. Como Amazonino não estava ainda empossado, a ação devolutiva não caberia.

Toda este processo ocorreu com o desembargador Ari Moutinho ‘Pai’ na presidência do Pleno, ao mesmo tempo em que o seu filho, Ari Moutinho ‘Filho’, dependia da posse de Amazonino para assumir a vaga do vice, Carlos Souza, na Câmara Federal. Recentemente, o empossado sub judice, Amazonino, nomeou a filha de Ari Moutinho ‘Pai’, Martha Moutinho da Costa Cruz, para a presidência da Fundação Dr. Thomas. Moutinho ‘Filho’ não assumiu a vaga de Deputado Federal porque ganhou, pouco antes, uma vaga de conselheiro vitalício no TCE, por critério “particular” do governador Braga, e no dia seguinte, o desembargador ‘Pai’ recebeu uma medalha da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas por “excelência nos serviços prestados nas eleições”.

Recentemente, o TSE cassou a candidatura do primeiro colocado nas eleições de Braúnas (MG), condenado em primeira instância com base no artigo 41-A (o mesmo de Amazonino), e deixou clara qual é a jurisprudência a ser seguida para estes casos: “Havendo a decisão de primeira instância considerado que o candidato deve ser declarado inelegível por conta de abuso de poder e, pela captação ilícita de votos, deve ter o seu registro ou diploma cassado em investigação judicial, somente a parte relativa à declaração de inelegibilidade deve aguardar o trânsito em julgado. A cassação pela compra de votos deve ser imediata.

Observam-se os artigos (11, de um total de 42!):

  • Art. 4º Exige-se do magistrado que seja eticamente independente e que não interfira, de qualquer modo, na atuação jurisdicional de outro colega, exceto em respeito às normas legais. (A liminar da desembargadora continha severas críticas ao trabalho da juíza do Pleito, sem que aquela tenha tomado contato direto com o processo. Decidiu apenas a partir dos argumentos da defesa).

  • Art. 5º Impõe-se ao magistrado pautar-se no desempenho de suas atividades sem receber indevidas influências externas e estranhas à justa convicção que deve formar para a solução dos casos que lhe sejam submetidos. (Ari Moutinho e Família).

  • Art. 6º É dever do magistrado denunciar qualquer interferência que vise a limitar sua independência. (Ari Moutinho, que não viu em nenhum momento como impedimento à sua posição o fato de ter interesse direto no resultado do julgamento, inclusive negando um pedido de suspeição feito pelo MPE antes da reunião do dia 16).

  • Art. 8º O magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito. (o documento do MPE cita diversos momentos em que houve desrespeito ao trabalho executado pela juíza do pleito, bem como prejulgamento).

  • Art. 13. O magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza. (A medalha dada pela ALE a Moutinho ‘Pai’).

  • Art. 16. O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral. (mais uma vez, o silêncio dos Moutinho quanto aos interesses diretos na diplomação e posse de Amazonino).

  • Art. 17. É dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional. (São claramente benefícios os cargos oferecidos ao filho e à filha, ameaçando a independência funcional).

  • Art. 24. O magistrado prudente é o que busca adotar comportamentos e decisões que sejam o resultado de juízo justificado racionalmente, após haver meditado e valorado os argumentos e contra-argumentos disponíveis, à luz do Direito aplicável. (O Pleno do TRE pareceu ignorar toda a argumentação do Procurador-Geral do TRE, quanto à exposição do parecer favorável à cassação, já que o juiz Agliberto Machado, relator do processo, afirmou ter decidido sem examinar o processo(!)).

  • Art. 29. A exigência de conhecimento e de capacitação permanente dos magistrados tem como fundamento o direito dos jurisdicionados e da sociedade em geral à obtenção de um serviço de qualidade na administração de Justiça. (A desembargadora Graça Figueiredo, que emitiu uma liminar que não cabe no Direito Eleitoral).

  • Art. 30. O magistrado bem formado é o que conhece o Direito vigente e desenvolveu as capacidades técnicas e as atitudes éticas adequadas para aplicá-lo corretamente. (idem ao artigo 29, acrescentando-se a jurisprudência do TSE em cassar imediatamente os condenados no artigo 41-A, inexplicavelmente ignorada pelo TRE/AM).

  • Art. 31. A obrigação de formação contínua dos magistrados estende-se tanto às matérias especificamente jurídicas quanto no que se refere aos conhecimentos e técnicas que possam favorecer o melhor cumprimento das funções judiciais. (idem aos artigos 29 e 30).

3) O afastamento da juíza do Pleito 2008: na mesma kafkiana reunião em que deram proteção jurídica para a diplomação e posse de Amazonino, sob orientação da desembargadora Graça Figueiredo, que também é corregedora do TRE/AM, e a partir de um documento do juiz Elci Simões, resolveram suspender os efeitos da portaria que deu poderes à magnânima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento para presidir o Pleito 2008. Menos de 24 horas depois de ter concedido 15 dias de prazo para que a magnânima juíza apresentasse defesa contra os seis processos de candidatos pedindo o seu afastamento. O caso foi objeto de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por parte da Procuradoria-Geral do MPE, acionando o Conselho Nacional de Justiça, ação esta que motivou o exercício de análise que este Bloguinho ora apresenta ao leitor intempestivo.

O juiz substituto de Maria Eunice, Victor Liuzzi, dentre outras ações, aprovou “com ressalvas” as contas do candidato cassado, às vésperas da data limite para a diplomação, contas estas que no parecer de Maria Eunice, continham “problemas insanáveis”. Liuzzi também proferiu, a título de justificativa para a aprovação das contas, frase que ficou como epígrafe de toda esta problemática atuação do Pleno do TRE/AM nas eleições 2008: “Se for a vontade do povo, a gente tem que diplomar até o Marcola”.

Observam-se os artigos:

  • Art. 1º O exercício da magistratura exige conduta compatível com os preceitos deste Código e do Estatuto da Magistratura, norteando-se pelos princípios da independência, da imparcialidade, do conhecimento e capacitação, da cortesia, da transparência, do segredo profissional, da prudência, da diligência, da integridade profissional e pessoal, da dignidade, da honra e do decoro. (O princípio norteador da aprovação das contas do candidato cassado certamente passou longe dos citados neste artigo).

  • Art. 2º Ao magistrado impõe-se primar pelo respeito à Constituição da República e às leis do País, buscando o fortalecimento das instituições e a plena realização dos valores democráticos. (Mais uma vez, a aprovação da prestação de contas, bem como o afastamento sem direito a defesa constituem atentado às leis e instituições da Justiça Brasileira).

  • Art. 3º A atividade judicial deve desenvolver-se de modo a garantir e fomentar a dignidade da pessoa humana, objetivando assegurar e promover a solidariedade e a justiça na relação entre as pessoas. (O princípio caro ao artigo foi atropelado pela corregedora, quando do afastamento arbitrário da juíza).

  • Art. 4º Exige-se do magistrado que seja eticamente independente e que não interfira, de qualquer modo, na atuação jurisdicional de outro colega, exceto em respeito às normas legais. (Não ficou devidamente claro o que mudou, de um dia para o outro, nas contas de Amazonino, que justificasse a mudança de “problemas insanáveis” para “aprovado com ressalvas”. Se a juíza errou, errou em quê?).

  • Art. 5º Impõe-se ao magistrado pautar-se no desempenho de suas atividades sem receber indevidas influências externas e estranhas à justa convicção que deve formar para a solução dos casos que lhe sejam submetidos. (As pressões para a aprovação em tempo recorde das contas de Amazonino. Houve relatos de malas pretas e homens entrando no TRE na madrugada da véspera da diplomação).

  • Art. 8º O magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito. (Ou, em desacordo com este artigo, apela ao “clamor social” e afirma que diplomaria até o líder de uma facção criminosa de tráfico internacional de entorpecentes, se eleito fosse).

  • Art. 21. O magistrado não deve assumir encargos ou contrair obrigações que perturbem ou impeçam o cumprimento apropriado de suas funções específicas, ressalvadas as acumulações permitidas constitucionalmente. (Como, por exemplo, assumir a presidência de um Pleito e examinar processos que levaram semanas para serem concluídos em menos de 24 horas).

  • Art. 24. O magistrado prudente é o que busca adotar comportamentos e decisões que sejam o resultado de juízo justificado racionalmente, após haver meditado e valorado os argumentos e contra-argumentos disponíveis, à luz do Direito aplicável. (Mais uma vez, o argumento do “clamor social”).

  • Art. 25. Especialmente ao proferir decisões, incumbe ao magistrado atuar de forma cautelosa, atento às conseqüências que pode provocar. (Como, por exemplo, comparar o candidato cassado com um bandido condenado pela justiça brasileira e afirmar que ele pode ser diplomado, se for eleito for).

  • Art. 37. Ao magistrado é vedado procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções. (Idem ao artigo 25).

Evidente que o aspecto legal que envolve a possível condenação ou absolvição dos membros do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas não é o objeto deste texto, nem cabe a este Bloguinho.

No entanto, como espaço virtual-atualizante da democracia intensiva, fica o trabalho de divulgação do Código, além do convite a qualquer leitor que tome contato com este ou quaisquer outros acontecimentos envolvendo a justiça brasileira, aqui ou em qualquer lugar, e tenha a preocupação pedagógica de discutir no plano moral, ético, político e de construção da cidadania, os mecanismos e dispositivos constitutivos da democracia representativa brasileira e da Justiça e seus componentes.

Mas que pode poupar trabalho ao CNJ, isso pode!

ENCONTROS CASUAIS

? O avião se encontrava no mais alto ponto de sua condição de voo, quando o comandante chegou em frente dos noventa passageiros e perguntou quem era ateu. Sete passageiros responderam que eram. O comandante, então, avisou que eles ficassem no mesmo lugar, em silêncio, pois para eles não havia esperança. Logo em seguida, perguntou quem acreditava em Deus, e com exceção de dois casais que dormiam bêbados, o resto respondeu que acreditava. Diante das duas formas de crença, o comandante, resoluto, então comecem a rezar e afirmou que naquele momento o avião entrara em pane, e logo, logo cairia.

?? UM CASO DE AMOR TOCANDO DE LEVE EM UMA COMÉDIA FRANCESA — O namoro foi o bicho. O noivado mais bicho. O casamento… no casamento, já não havia tanto bicho. Com o desenrolar da vida íntima, o fogo abrasador das grandes transas rasgadas madrugadas a dentro foi substituído por uma tênue chama de uma vela de Dia dos Finados. Não era para menos, além da condenação do cotidiano burguês que o casamento impõe, havia a presença imperialista da sogra, que infernizava a vida do casal, principalmente a do genro. Era a provação em sua própria casa. A essência do sofrimento. Casado aos 22 anos, dois anos depois ele apareceu diante dela intimando-a ao divórcio. Era o bom momento, pois ainda não tinha filhos. Ela, distante, consentiu o convite, que já vem inscrito no sacramento, com um sorriso. Como quem dissesse: “Casamento bom é o que não dura.”

Acreditando que existem acasos bons e maus, e para não compor com um acaso mau, encontrar em um belo dia, em uma rua da cidade, sua ex-sogra mudou de estado. Vida nova, arranjou emprego, entrou para uma universidade, foi graduado, fez todos os percursos da carreira universitária, e, então, aconteceu um bom acaso: ao 44 anos se apaixonou por uma bela aluna de 20 anos. Se amaram. Ela também se apaixonou. Casaram. Um dia a esposa convidou-o para visitar a mãe, que ela chamava por um apelido carinhoso. Viajaram a um estado desconhecido dele. Chegaram na residência da mãe, ela abriu a porta sorridente, e ele viu o que jamais pretendia ver até o fim de sua vida: sua ex-mulher. A mãe de sua esposa era sua ex-mulher, e, agora, sua sogra.

??? Era medíocre, preguiçoso, invejoso, e acima de tudo, um total imbecil. Sem reconhecer em si esses atributos impermeáveis, fantasiava ser uma lenda. Movido por um sopro maníaco, a todo momento imaginava-se uma lenda. Em qualquer lugar, junto de qualquer pessoa, comentava querer ser uma lenda para o povo de sua terra.

Uma noite escura, passando por uma viela, falando sozinho que queria ser uma lenda para ninguém esquecer dele, nem depois da morte, ouviu uma cavernosa voz acompanhada de uma gargalhada gutural, afirmando que poderia realizar seu sonho, mas que em troca ele queria sua vida eterna. Ou seja, ele jamais morreria. Não deu outra, ele aceitou, e no outro dia, cedinho, ao chegar à rua o jornaleiro, exclamou: “Bom dia, lenda!” Ele ficou maravilhado. Saiu pela rua saltitante, e por onde passava só ouvia o povo chamá-lo de lenda.

O tempo passou e com ele o entusiasmo lendário. Não queria mais ser uma lenda. Nada feito. Havia o contrato de existir eternamente como lenda. Quis desfazer o vaticínio. Tentou vários vezes se suicidar, sem lograr êxito. Estava amarrado na ordem do misterioso da voz cavernosa.

Decidiu se separar dos homens: foi morar no interior de uma caverna onde sequer veria um fio de luz. Passou a conviver com insetos, principalmente com as baratas de que se tornou grande amigo e imitador de seus hábitos. Ao sentir passar muitos anos, resolveu dar uma espiadela no exterior. Quando chegou do lado de fora da caverna, tomou um susto que lhe paralisou: a cidade não existia mais. Uma guerra nuclear havia acabado com todos os habitantes da terra. Ficou triste, lembrando de seus semelhantes, mas logo ficou contente. Com todos mortos, ninguém lhe reconheceria mais como lenda. De tão contente, subiu em uma pedra e gritou profundamente de braços abertos: “Estou livre!” Quando ia descendo da pedra, viu uma cena que lhe causou profunda angústia. Milhares de baratas em redor da pedra se movimentavam em uma coreografia que se distinguia claramente uma dança com movimentos de asas em forma de celebração. Ou ritual de reconhecimento totêmico.

O BALANÇO DA MORTE EM NOME DE DEUS NA OFENSIVA DE ISRAEL CONTRA OS PALESTINOS

Contemos nossos mortos! Nossos, pois todos nós somos responsáveis pelas mortes ocasionadas pelos ataques israelenses na Palestina. E todos estes mortos, numeráveis ou não, nos acompanham, uma vez que a morte é uma invenção humana. Mas Israel a coloca como vontade de Deus. Israel parte do princípio político-teológico que o mal deve ser banido da terra para que a paz possa reinar de forma absoluta. Mas para isso é necessário a conquista do território. É necessário fazer um “fantástico plano de expansão territorial”, como diz Mohamed Habib. E este território será alcançado, matando em nome de Deus. Seja criança ou quem for a morte será justa, pois é a vontade de Deus. Pelo menos para Israel, que conserva um Deus perverso, orgulhoso e vingativo, onde a morte é a forma de castigar os pecadores; isto é, aqueles que transgrediram a lei de obedecer a um só Deus: o Deus do Capital.

Número de mortos:

Do lado da Palestina: mais de 905, sendo 177 crianças. Feridos: 3.950.

Do lado de Israel: 15 mortos. Sendo: 10 soldados e 3 civis.

Em tempo:

O território da Palestina, devido aos ataques constantes de Israel, está sob condições miseráveis. Falta de emprego, falta de água e comida, falta de energia elétrica, hospitais, escolas, universidades e mesquitas destruídas, entre outras coisas que formam um rastro de destruição.

Em Israel, os últimos foguetes que foram lançados pelo Hamas não fizeram nenhuma vítima e, segundo o que consta nos meios de comunicação, não há um rastro de destruição em seu território.

Israel cada vez mais se aproxima de seu parceiro capitalista EUA. Seja na ordem capitalista, onde judeus são os principais agenciadores do capital industrial que insufla o ânimo do mercado bélico norte-americano. Seja nas palavras em que foram postas na bandeira dos EUA, na foto abaixo, que muito bem podia ser a israelense.

Soldado Estadunidense por você.

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.245.515 hits

Páginas

Arquivos