Arquivo para 21 de janeiro de 2009

A CASA BRANCA AGORA SE FAZ NEGRA

Um homem nunca é. Um homem carrega corpos/afecções, fluxos-mutantes e quantas-desterritorializantes que quando em seus percursos compõem com outros corpos/afecções, idéias adequadas, ou idéias inadequadas. Afectos que aumentam sua potência de agir como comunidade alegre, ou afetos que diminuem sua potência de agir como comunidade triste. Na primeira composição predomina sua ação como causa de si mesmo. Na segunda predomina sua reação como efeito da causa saída do outro.

Na zona-penumbra do desentendimento racial o presidente dos Estados Unidos, Obama, é classificado como o primeiro negro na história da presidência da República Americana. Uma discriminação sutil simulada por uma exaltação e homenagem à força do negro. Embora no império irracional adesivante Obama seja classificado como negro, o que atravessa a história é o homem espírito universal. A Casa Branca se faz Negra tão somente porque Obama vivente de uma corpus sócio-cultural branco, com seus princípios alienantes de valores capitalísticos burgueses, discerniu e sintetizou em si a semiótica dos povos “sub-traídos” dos princípios universais humanos fundadores ontológicos da Existência. O Estar-No-Mundo-Com… Produção poiética da liberdade.

Desta forma, Obama fará Negra a Casa Branca permitindo-se ser atravessado pelo devir filosófico de Nietzsche: transtrocando perspectivas, realizando a “transvaloração dos valores”, fincados aí como as perspectivas imperialistas dos presidentes anteriores, principalmente Bush; e, também, permitindo-se ser atravessado pelo devir filosófico de Sartre: em liberdade mudar a Situação, já que é em situação que o homem atua como um ser responsável por suas escolhas. Mudada a Situação legada com suas forças de definições, Obama faz a Casa Branca Negra. Negra como a síntese dialética das cores das comunidades mundiais oprimidas. Aí, Obama confirmará não ser um presidente adesivado como “o incrível negro” que chegou à Presidência Dos Estados Unidos – a ilógica do absurdo classificador – , mas uma cartografia de desejos tecidos por todos nós.

Nada de univocidade: Viva a América! Mas sim, polivocidade: Viva o Mundo!

BLOGUINHO INTEMPESTIVO NO FSM AMAZÔNIA 2009

A partir de hoje, este Bloguinho Intempestivo estará compondo bons encontros com a inteligência coletiva diretamente de Belém, no Pará. A equipe afinada já se encontra na terra do Calypso, de Fafá, da maniçoba, do Stress e da movimentação intensiva dos movimentos sociais. Não por acaso, Belém sedia o Fórum Social Mundial 2009: foi considerada, à época da escolha da sede, a capital mundial da amazônia, para desespero dos governantes manoniquins, que nem com Scwarzenegger conseguiram ganhar do Ver-o-Peso!

E o evento já começa com o III Fórum Mundial de Teologia da Libertação, que contará com a presença, dentre outros, de Leonardo Boff. Você confere isso e muito mais a partir de hoje aqui no Bloguinho Intempestivo.

E você que está ou vai ao fórum, procure a equipe AFINPRESS que está na cobertura, e divulgue o seu evento.

CEM ANOS DE UFAM OU SEM ANOS DE UFAM?

A questão que se coloca em relação ao centenário da Universidade Federal do Amazonas não é apenas de temporalidade, mas de efetividade política na construção dos elementos corporais e incorporais da cidade de Manaus. E do estado do Amazonas.

Fala-se em 100 anos. Cronologicamente, existe a data: 17 de janeiro de 1909, data da criação da Escola Universitária Livre de Manaós, primeira universidade do Brasil. Orgulho do Amazonas (bem antes do Arthur ‘5,5%’ Neto), a Universidade do Amazonas (que de FUA passou a UFAM por iniciativa do outro “orgulho”) ficou no mesmo equívoco conceitual de suas co-irmãs mais novas. A segmentaridade do saber, política de Estado. Universidade, nível superior. Mas o conhecimento é universal. Quem nasceu primeiro, o saber ou a escola? É possível que na tecnologia a serviço do capital, haja a necessidade da passagem pelas segmentaridades sociais, instâncias de subjetivação domesticadora: o signo-chave que me permite ascender na hierarquia social. Mas o chamado indígena, por exemplo, sabe os caminhos do rio e navega na sua piroga sem a necessidade do “deploma” ou do GPS. E logo o alcunhado “índio”, que empresta (por vezes à revelia, por vezes docilmente) a sua imagem-clichê para a glória do sacrossanto saber-poder que referenda a universidade como lugar da diversidade e da universalidade!

Portanto, o universal da universidade só se diferencia do universal da igreja do bispo Macedo pela condição social em que se localiza: o território institucional. Fora disso, ambos se apropriam daquilo que o filósofo Spinoza chama de engano da imaginação: a existência de modelos universais.

Proclamada detentora dos saberes (ou da “senha” judicativa que aponta e diz o que é ou o que não é, concedida pelo Estado), a Universidade do Amazonas, como a maior parte de suas co-irmãs, não resistiu (e nem o quis, ao que parece) aos encantos do capitalismo financeiro global: transformou-se ela própria (ou sempre o foi?) em um espaço menos de produção de conhecimento do que uma instância burocrática de concessão diplomística.

Prova disso se obtém ao fazer uma análise da atuação dos profissionais na cidade de Manaus. Ilustrações não faltarão:

O curso de Direito da UFAM, louvado como um dos melhores do país, homenageado pela OAB nacional, foi incapaz até agora de se manifestar publicamente diante da pífia – para não dizer deliberadamente vil – atuação dos tribunais amazonenses. O que será que o CNJ, que deve montar campana em Manaus a partir do próximo dia 12, para verificar irregularidades no TJ/AM e no TRE/AM, incluindo o afastamento arbitrário da ínclita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, achará dos belos frutos nascidos na árvore da Faculdade de Direito da UFAM, e que agora se enrolam com a justiça nacional?

Outra: haverá algo mais assustador para uma sociedade que se quer democrática do que o silêncio em uma faculdade de jornalismo? Principalmente quando as condições de trabalho destes jornalistas no mercado de Manaus se reduz, na grandíssima maioria das vezes (louváveis exceções, que fique claro, Mário Freire!) a escrever o que manda o dono do jornal? Num país onde, segundo o jornalista Mino Carta, confunde-se dono de jornal e jornalista, o curso de jornalismo da UFAM parece alheio à prática jornalística da imprensa manoniquim, com suas oscilações, mãos dadas com um prefeito cassado, escamoteamentos, sem desconfiar daquilo que o juiz Fausto De Sanctis – que não é jornalista, mas é democrata – sabe: jornalismo é serviço público. De nossa parte, acrescentamos à sentença justa de Fausto, o fato de que o ensino de jornalismo também é um serviço público. Ou como afirma o arguto Ignácio Ramonet: o jornalismo é uma disciplina cívica.

Para não alongar a já grande lista, façamos ver que esta apatia (a-phatia) geral recobre todos os cursos, e de nada adianta afirmar que os cursos nada têm a ver com a atuação de seus ex-alunos quando estes adentram seus cargos ou funções. Falta-lhes o elemento que transborde a compreensão meramente mercadológica da profissão. Se não para lhes mostrar que são agraciados com a autorização pública para exercer tal ou qual profissão, mas que não são os donos do saber, ao menos para lhes incomodar a consciência.

Consciência essa que não se afasta sequer por um milímetro da imagem (idéia equivocada) patologizada do complexo de inferioridade: “― Fazes medicina onde?”. “― Nilton Lins, e tu?”. “― Ih, foi mal, a minha é federal”. Pergunta-se: onde se formaram os talentosos professores que dão aula nas universidades particulares?

O fato é que a UFAM, em seu centenário, através das falas de seus personagens (como os ex-reitores, Marcus Barros, Nelson Fraiji, dentre outros, professores, doutores, catedráticos) se quer como a reserva intelectual do Amazonas. E se observarmos bem, ela nada mais faz do que refletir essa “intelectualidade”. Ainda que seja justamente na sua ausência.

Ou como afirma uma história testemunhada por um afinado, em tempos idos: um professor, na sala de aula, numa disciplina de sociologia, explicava aos alunos, com uma ponta de decepção, que a universidade estava perdendo o seu caráter evocativo, de discussão, de pólo disseminador do saber, e se transformando no templo do capital, no saber voltado para o mercado, concluindo sua performance com uma frase: “tenho medo de que um dia a universidade se transforme num mero balcão de diplomas”. Ao que um aluno, do fundo da sala, retrucou: “já se transformou, professor, e há muito tempo”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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