Arquivo para 6 de março de 2009

4ª CHAMADA DO PROCESSO SELETIVO SEDUC

Valeu mais uma vez à Greicy por compartilhar as informações. Saiu a 4ª Convocação do Processo Seletivo Seduc-Am para professor temporário.

http://www.seduc.am.gov.br/2008/adm/imgeditor/File/PSS_4_Convocacao-2009.pdf

Parabéns à geógrafa Cleide e a todos os convocados! Ainda não foi dessa vez para o Jefferson, e também para muitos outros e outras para os quais a Seduc-Am é vagarosa. Não vemos apenas como uma questão individual, mas pela falta de professores nas escolas, a situação é pior para os alunos.

Atenção: o prazo para apresentar-se vai de segunda-feira (9) até quarta-feira (11), das 8 às 12h, e o convocado deve apresentar-se munido de 03 (três) cópias (legíveis) dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, CPF, PIS/PASEP, Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral, Certificado Militar (para homens), Comprovante de Residência (Água ou Telefone), Conta Corrente (somente Bradesco) Comprovante de Habilitação (Certificado ou Diploma) e duas fotos 3×4.

O local para apresentar-se é na sede da Seduc-AM, situada à rua Waldomiro Lustosa, 350 – Japiim II. Chegando lá, procurar a Gerência de Valorização do Servidor – GERVS, no horário de 8h às 12h.

Telefone da GERVS: (92)3237-2042

FILOSOFIA COM CRIANÇAS — ACONTECIMENTO E EXPERIÊNCIA

livro-crianaca

No senso comum, naquele onde não se formou a suspeita, a filosofia sempre foi entendida como uma jóia bizarra, ou como mister dos deuses do pensamento, mas sempre como um ponto bem centrado no eixo da incompreensão. Se no primeiro caso serve até para ditadores acreditarem que a aprisionam, no segundo se presta ao glamour da vaidade-ignorante. Desta forma, a quimera passa, promovida pelos apedeutas filosóficos, como categorias sensorial e intelectiva.

Quando na chamada pós-modernidade a filosofia passou a ser designada como de interesse das crianças, aí que a bizarria e a vaidade exacerbaram-se. Alguns pais representantes da classe média, com seus entendimentos de mundo compostos de amenidades próprias da subjetividade burguesa, passaram a inscrever seus filhos em cursos de filosofia, e da mesma forma, que em seus suspiros anêmicos, comentavam em reuniões entre amigos, a última sessão psicanalista, também comentavam que os filhos estavam estudando filosofia. Comentário por si mesmo irracional, pois os filhos se encontravam ouvindo de seus “mestres” anedotas filosóficas deslumbrantes do tipo “Alegoria da Caverna” de Platão.

Chegada a década de 60, esta bizarria vaidosa começou a perder fôlego, foi quando o professor norte-americano, Matthew Lipman, influenciado profundamente pelo pensamento pragmático de John Dewey, lançou seu Programa de Filosofia Para Crianças, que logo ficou conhecido. Este programa, que apresenta algumas novelas, onde os personagens são crianças com discursos dirigidos a outras crianças das mesmas faixas etárias, procura criar situações próprias de suas existências, constituindo-se como um conceito de experiência filosófica. Dado seu suporte pedagógico interrogativo, recebeu o nome de “Comunidade de Indagação”. Em si mesmo, um conceito de experiência que leva a criança a formular, por ação do pensamento, a sua própria formação de indivíduo.

Pois bem, foi então que, partindo de Lipman, mas não aceitando seu conceito de experiência, e sim, “de pensar problemas e, sobretudo, de desenvolver certas intuições que o trabalho filosófico com crianças apresenta e os problemas que lhe são concomitantes”, que o filósofo argentino Maximiliano Valério López, Especialista em Ensino de Filosofia, mestre em Educação, professor da Universidade Federal Fluminense, membro do Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância (NEFI), coordenador do projeto “Filosofia com crianças na escola pública, em Mendoza, Argentina, e coordenador do Projeto “Filosofia com crianças nas escolas públicas do noroeste fluminense”, escreveu a obra Acontecimento e Experiência no Trabalho Filosófico com Crianças composta de 106 páginas e publicada, em 2008, pela Editora Autêntica.

DO LIVRO E PARA ALÉM DO LIVRO

O estudo, e a práxis filosófica, de Maximiliano, enunciado como “filosofia com crianças”, entrelaça-se e emerge dos problemas tecidos como enunciações filosóficas de Nietzsche, Foucault e Deleuze, que o conduzem à concepção do “conceito de experiência trágica”, distinto do conceito da poética da tragédia grega. Embora próximo quando do limiar criador apolíneo e dionisíaco apresentados pelos alemães Shelling, Hegel, Holderlin, Schopenhauer e Nietzsche.

Para tecer seu propósito filosófico, o autor toma como elemento móvel três momentos: O primeiro mostra Kant pela Crítica do Juízo, o segundo mostra Nietzsche pela A Origem da Tragédia e o terceiro Foucault pela História da Loucura e As Palavras e as Coisas, e Deleuze pelo Empirismo e Subjetividade, Lógica dos Sentidos e Diferença e Repetição. Entre outras enunciações de outras obras destes autores.

Apanhando estas enunciações, Maximiliano mostra que a educação como conhecimento só pode se fazer como experiência, como acontecimento, o sentido que irrompe do exterior como novo. O instituinte. A nova palavra. A descontinuidade do discurso tornado clichê, o instituído. Para isso, é preciso que o pensamento não seja confundido com recognição, o reflexo da imagem dogmática do pensamento do estado, que nutre os programas escolares que não levam em conta as variações dos percursos do educando. Como afirma Deleuze, “um preconceito infantil, segundo o qual o mestre apresenta um problema, sendo nossa a tarefa de resolvê-lo e sendo o resultado desta tarefa qualificado de verdadeiro ou de falso por uma autoridade poderosa. E é um preconceito social, no visível interesse de nos manter crianças, que sempre nos convida a resolver problemas vindos de outro lugar e que nos consola, ou nos distrai, dizendo que venceremos se soubermos responder: o problema como obstáculo e o respondente como Hércules”. E assim, nunca nasce “na sensibilidade esta segunda potência que apreende o que só pode ser sentido”. O que nos permite entrar, além da cultura, na ordem do intensivo, do intempestivo, do indefinível, que “nos permite sair transformados”, o que o autor chama de “experiência trágica”. O criativo saído da relação entre o finito, o cultural, e o infinito, o fundo, o sublime (Kant), o dionisíaco (Nietzsche), o acontecimento (loucura para além da psiquiatria, Foucault).

A FILOSOFIA COM CRIANÇAS

Para Maximiliano a “Filosofia Com Crianças” é uma forma de intervenção pedagógica muito especial. Dedicado à prática filosófica na escola, aquele que trabalha em “filosofia com criança” pode, legitimamente, ser considerado um educador, alguém que ensina no sentido de oferecer signos”. E deve considerar duas atitudes: “conservar a cultura através de sua transmissão, e vivificar esta mesma cultura por meio de constantes criações”. Para isso deve ter em conta o devir das palavras, recriar novos sentidos. Sempre auxiliados por textos variados cinema, literatura, pintura, poemas, narrações, teatro, etc —, férteis transportadores de signos capazes de produzirem outros sentidos, outros saberes, outras percepções e outras cognições. Nesse processual estão implicados os dois eixos, que, segundo ele, são chamados de “Eixos da Educação”. O eixo cronológico, onde a pedagogia expressa “palavras, dados, informações, saberes e habilidades”. Matérias. O eixo intensivo, onde a pedagogia movimenta “o sentido e o valor dessas palavras, dessas informações, dessas habilidades e saberes”.

Na ordem da criação que propõe “A Filosofia Com Crianças”, o essencial como educação cultivadora da vida é que as crianças aprendam a criar os problemas, recorrendo aos conceitos usuais, para que o pensamento surja como sentido, um conceito novo, e não cair na armadilha da proposição, colocada pelo professor, que visa tão somente levar a criança a encontrar uma resposta, ou solução, implícita no falso problema.

Em síntese, como afirma o filósofo Maximiliano, “fazer “Filosofia Com Crianças” não tem a ver com ensinar história da filosofia, mas com fazer da filosofia uma experiência”. Para isso, é preciso que a criança eleve, como diz Deleuze, “cada uma das faculdades ao seu exercício transcendente”, e como aprendiz ser aquele que “constitui e enfrenta problemas práticos ou especulativos”, processados no aprender como “atos subjetivos operados em face da objetividade do problema (Idéia), ultrapassando desta forma, “a calma posse de uma regra das soluções” que é o saber, o acumulativo, o memorial.

Aos interessados em adquirir a obra, ou entrar em contato com o filósofo, digitar maximilianolopes@vm.uff.br ou maxlop@hotmail.com.

A quem desejar adquirir a obra, entrar em contato com a editora Autêntica: http://www.autenticaeditora.com.br/livros/item/425.

SEGUNDA RASTEIRA DE AMAZONINO NOS ESTAGIÁRIOS DA PMM

Como já noticiado aqui neste bloguinho, a prefeitura de Amazonino Cassado demitiu os estagiários remunerados e voluntários (carga horária acadêmica) sem aviso prévio. Agora chega-nos a desconfiança dos estagiários remunerados, que haviam trabalhado vários dias no mês de fevereiro, que não receberão pelos dias trabalhado. As informações chegaram a este bloguinho a partir de um E-meio do companheiro Denis Bastos, um dos ex-estagiários, que levanta questões não somente de forma imediata dos estagiários, mas que demonstra a linha dura de atuação da atual in-gestão da PMM e até a conivência de quase toda a imprensa local com Amazonino.

Olá, boa noite caros amigos do blog afinsophia, sou um leitor assíduo de vocês, chamo-me Denis Bastos, sou aluno de geografia da UFAM, e quero parabenizá-los pelo excelente trabalho à frente desse diário virtual, divulgando fatos, informando, criticando e de certa forma combatendo a alienação virtual em nossa cidade. Os artigos de vocês são muito bons, principalmente político-regional, com aquela pitadinha de humor clássica que não pode ficar ausente de maneira nenhuma. Espero continuar lendo esse blog por bastante tempo e que vocês continuem com esse ótimo trabalho que vem sendo feito.

Bem, elogios à parte, gostaria de justificar o assunto do email que estou lhes enviando, sou um dos 1.300 (ou 1.600, ninguém sabe ao certo) estagiários da prefeitura de manaus depostos em fevereiro passado. Temos 15 dias trabalhados dentro, dias que geraram custos, como transporte e alimentação e a própria mão-de-obra em si, e que correm risco de não-ressarcimento por parte da prefeitura, isto é, os custos e o nosso trabalho durante o mês de fevereiro não serem cumpridos com a remuneração merecida por parte da prefeitura. Soube disso porque liguei hoje, dia 4, para o IEL, e a moça responsável pelos nossos contratos, por nome Graça, me informou desse impasse e da possibilidade de não cumprimento, no que diz respeito à remuneração, por parte da prefeitura, se os mesmos decidirão se vão ou não realizar o pagamento, e desrespeito demais com nós, ex-estagiários, além de findar com o sonho de terminar ou continuar cursando uma faculdade particular, que era o caso da maioria dos mesmos, ainda  por cima há essa ameaça de “pino”, é demais né, Amazonino?!

Peço a vocês que tentem divulgar o caso e olhem com carinho para nossa causa, chamando a atenção de pelo menos parte da sociedade amazonense (pois esse meio de informação ainda é infelizmente bastante restrito aqui), ex-estagiários da PMM, pois esse assunto repercutiu por uns dias e depois caiu no esquecimento, tentei entrar em contato com imprensa escrita amazonense, mas a maioria está do lado desse ser nefasto por nome de Amazonino Mendes.

Quero informá-los também que o que foi divulgado pela imprensa local, que nos chamariam de volta, é uma total mentira, serão chamados para os estágios apenas as pessoas que tem “Q.I”, isto é, quem indica. Tentem olhar com carinho pra situação desses estudantes que estão impossibilitados de concluir, continuar ou apenas manter-se na sua faculdade, que é o meu caso, para que possamos receber nosso merecidos rendimentos e quem sabe fazer com que pelo menos alguns desses 1.300 ex-estagiários retornem à PMM, protestando, divulgando a verdade e exercendo “pressão” sobre esse governo corrupto que se apoderou do comando de nossa cidade, fazendo jus ao sistema “democrático” em que vivemos.

Atenciosamente,

Denis Bastos

TSE MANTÉM MULTA CONTRA O “ORGULHO DO AMAZONAS”, ARTHUR NETO

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve decisão do ministro Felix Fischer e negou um recurso apresentado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que pretendia mudar decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) que aplicou multa de R$ 21.282 e a perda do direito de transmissão de propaganda eleitoral no semestre seguinte às eleições de 2006.

A multa foi motivada por uma representação do Ministério Público Eleitoral contra o então candidato por propaganda irregular, uma vez que Arthur Virgílio teria falado sobre suas realizações fora do período permitido no ano eleitoral de 2006.

O senador alegou no recurso que as propagandas veiculadas em rádio trataram de temas político-partidários, como as realizações do partido, entre elas as de Arthur Virgílio. Alegou também que a decisão regional afronta o artigo 3º da Resolução 22.141/06 do TSE, que impõe a necessidade de que seja juntado aos autos em duas vias as degravações de arquivos de áudio que sirvam de instrumento para a proposta de representação.

O ministro Felix Fischer negou o recurso por entender que foi determinado ao autor da ação que juntasse aos autos as duas cópias da degravação da propaganda eleitoral tida por irregular, tal qual exigido pela legislação de regência e, após isso, foi aberta vista aos recorrentes para que se manifestassem a respeito de seu teor.

Portanto, o fato de o autor não ter juntado cópias da degravação do áudio configura, em princípio, mera irregularidade. “No processo eleitoral, assim como no processo civil em geral, não se declara nulidade de atos processuais se não houver efetiva demonstração de prejuízo”. Em outras palavras, não basta apontar a mera irregularidade do ato para anular a decisão, sendo necessário demonstrar o dano efetivamente sofrido.

O ministro também acrescentou que o senador, “em nenhum momento, sustentou a falsidade da degravação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, aceitando tacitamente o seu conteúdo”.

Por isso, mesmo que fosse reconhecida a necessidade de apresentação de cópias do procedimento administrativo e da fita VHS sobre o programa partidário, a nulidade do feito não poderia ser declarada sem a demonstração do efetivo prejuízo suportado pelas partes.

Inconformado, o senador propôs um novo recurso que foi negado por unanimidade pelos ministros da Corte.”

Fonte: site do TSE

UM BREVE PASSEIO POR UMA PREFEITURA ÀS VÉSPERAS DA CASSAÇÃO

O desembargador Domingos Chalub prestou, inadvertidamente, é verdade, um relevante serviço à população manauara: ele que, com uma liminar sem precedentes no meio jurídico, pretendia impedir a cassação de Amazonino até que um processo que nem existe ainda fosse julgado pelo TSE, apenas acelerou o processo de subida de dois dos quatro processos contra o ex-governador e prefeito (s)em exercício para o tribunal federal.

Como noticiou este bloguinho ontem, republicando notícia do site do TSE, o processo que trata sobre a multa não paga por Amazonino na eleição 2006 e a cassação do seu registro de candidatura já está na pauta do TSE, sendo relatado pelo ministro Levandowski. Este bloguinho apurou ontem que o processo pelo qual Amazonino está julgado como cassado (tendo sobrevida na prefeitura através de medida cautelar), nos artigos 41-A e 30-A do Código Eleitoral Brasileiro, por distribuição de gasolina a eleitores na véspera do pleito, também já está no TSE. Amazonino deve dar trabalho aos ministros, que provavelmente já o cassam no primeiro processo.

Enquanto isso, nas repartições e unidades da gestão municipal, tem muito funcionário que sequer desconfia do que o destino lhe reserva…

NO JARDIM DAS ILUSÕES POLÍTICAS: ALHEAMENTO OU CENSURA?

Aqueles que no início (houve???) da gestão de Amazonino aproveitaram-se para se vingar dos remanescentes da gestão serafinesca, terão de colocar as barbas de molho: a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar deve ocorrer antes do que eles imaginAm.

Situação pior vivem alguns “funcionários”, que estão atualmente trabalhando sem receber em diversas secretarias. Muitos, que trabalharam na campanha de forma voluntária, na expectativa de serem recompensados com um cargo sem a necessidade de concurso ou processo seletivo (ilegalmente, portanto), continuam a cumprir horários e gastar dinheiro do próprio bolso (quem tem, é claro), para se manter no posto ocupado. Posto este tão interino quanto o que Amazonino ora ocupa. Tanto investimento terá resultado, quando a cassação vier?

Da mesma maneira, funcionários que foram alçados à funções de gestão ou coordenação nesta atual gestão, e que se aproveitam para humilhar e impor condições insalubres de trabalho a desafetos podem, num piscar de olhos, ou na canetada de um ministro, voltar às suas funções iniciais.

Assim como a população, já na segunda semana de janeiro, dizia que a prefeitura de Amazonino estava mais lenta que a de Serafim – e continua dizendo, agora em coro – funcionários públicos que pareciam ter esquecido a forma como Amazonino costuma tratar o servidor, agora reclamam das condições de trabalho, dos cortes nos salários (houve quem tenha recebido até 400 reais a menos, sem justificativas plausíveis), dos horários insalubres, da falta de pagamento de benefícios como vale-transporte e vale-refeição. Muitos deles se dizem “decepcionados” com a gestão que ajudaram a eleger.

Ainda assim, curiosamente não se fala na cassação do “chefe”. Este silêncio pode indicar tanto que o predomínio da censura que se instalou nas unidades municipais, quanto um desconhecimento geral da situação judicial do atual prefeito interino. No primeiro caso, saberemos se o for, haverá comemoração. No caso da segunda alternativa, estupor e desespero. A quarta-feira de cinzas do ressentimento e da currupção, em tempos em que o judiciário conta com justas e ilibadas atuações, sobretudo do confiável TSE, está cada vez mais próxima. A pergunta jamais foi se ele será cassado. A pergunta é: quando? Será que o prefeito termina o mês de março no cargo?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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