Arquivo para 13 de março de 2009

E NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

https://i2.wp.com/www.lojaventura.com/imagens/como_criar_peixes/como_criar_peixe.jpg

.}. Hoje é sexta-feira 13. Para alguns dia de azar, já para outros, dia de sorte. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Manaus se encontra entre as cidades brasileiras que possuem grande grau de pobreza. A SUFRAMA, órgão administrativo do Pólo Industrial de Manaus, comemora seus 42 anos de existência, exibindo euforicamente seus lucros. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. O prefeito cassado, Amazonino, voltou meio que contente com o encontro que teve com Lula em Brasília. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. A direita fossilizada do Brasil mostrou-se satisfeita e alegre com as considerações que Lula teceu quanto à atitude do comandante Fidel Castro contra seus ex-companheiros, o ex-vice-presidente Carlos Lage e o ex-chanceler, taxando-os de “indignos”. Lula afirmou: “Não se faz isso com ninguém”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Está rendendo dividendos políticos o pagamento, em período de recesso parlamentar, aos 3.883 funcionários do Senado no valor de R$ 6,2 milhões autorizado pelo senador dos democráticos (por vício, PFL) Efraim Morais. Depois das declarações do presidente do Senado José Sarney, agora foi a vez do senador ‘serrarista’ Jarbas Vasconcelos, o informante da patética Veja, a expressar sua opinião quanto ao caso. Jarbas disse: “O dano já foi feito, a Casa se encontra já danificada por outros motivos, por outros atos, por outras ações, mas essa há como sanar e há como se resolver”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. A jornalista da direita, agente da mídia sequelada Folha de São Paulo, Eliane Catanhêde, adesivou, em forma de auto-promoção patronal, reportagens consideradas por ela como os três grandes furos: a reportagem que mostrou o palácio do deputado Edmar Moraes, a do casarão do diretor geral do Senado, Agaciel Maia, e as horas extras dos funcionários do Senado. Tudo com o invólucro legendado com um: “Este que é o jornalismo!” E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. O ministro da Justiça, Tarso Genro, colheu com entusiasmo a decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania de tirar do Código do Processo Penal o direito à prisão especial aos que possuem curso superior, padres, pastores, pais de santo, etc. Mas assegurando, de forma restrita, direito aos ministros de Estado, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, delegados, magistrados,etc. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Apresentou-se ontem à noite, em Manaus, a banda de heavy metal Iron Maiden. Foi um Show para entalar saudosistas e fazer jovens invejar as ‘porradas alucinantes’. Muita badalação, e borbulhanças! Tudo ao preço da classe média. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. O governador Eduardo Braga, tentando defender seu interesse que Manaus seja uma das sedes da Copa de 2014, mesmo não tendo futebol, afirmou que a “África do Sul não tem futebol”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Segundo a assessoria de imprensa da CUT em Manaus, apesar de toda euforia na comemoração dos 42 anos da existência do Pólo Industrial da Zona Franca, de outubro até este mês, mais de 22mil operários foram demitidos das empresas multinacionais. E nem por isso baixou o preço do peixe.

É PRECISO COMER PEIXE!

FAZ BEM À INTELIGÊNCIA DEMOCRÁTICA!

FRACASSO DO DESEMPENHO DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS REFLETE A ESTREITEZA POLÍTICA DOS GOVERNOS

A malversada crise internacional começou a “afetar” o comportamento do PIM. Já são, contabilizadas até agora, mais de seis mil demissões, e outras estão por vir. O governo do estado acena com mais incentivos, além dos que já existem, e apenas isso.

O retraimento no consumo, decorrente da diminuição da oferta de crédito fez com que os insumos produzidos na outrora chamada Zona Franca de Manaus tivessem uma queda no consumo, prejuízo automaticamente repassado para a mão-de-obra, que é demitida. Assim dirão os economistas e profetas da obviedade. Dentre eles os governos, tanto os atuais quanto os anteriores.

A ZFM, ou PIM, sempre foram plataformas de manutenção de empregos. De profissionais do executivo e do legislativo, que se arvoram a ser defensores do modelo econômico aplicado na cidade de Manaus. Arthur ‘5,5%’ Neto, a título de ilustração, em tempos de governo tucano (os oito anos malditos de FHC), semana sim outra também corria a fingir apagar incêndios provocados, não ironicamente, por colegas de partido, principalmente de São Paulo, que pretendiam acabar com os incentivos fiscais dados às empresas multinacionais instaladas no bairro do Distrito Industrial de Manaus. O casal Vanessa e Eron, comunistas da mesa farta, também costumam se aproveitar do rumores de apocalipse social toda vez que a ZFM é ameaçada. O que não acontece há pelo menos seis anos, desde que Lula assumiu.

O que fica evidente, embora não se manifeste através da classe dos economistas ortodoxos é o fato de que estes mesmos profissionais do executivo e legislativo não conseguiram, nas últimas décadas, produzir na cidade um movimento econômico autônomo de outras produções, a fim de eliminar a dependência do atual modelo.

Manaus é considerada a quarta cidade brasileira em termos de PIB. No entanto, o dinheiro, abstrato, referência da patologia do capital, não substitui o objeto em seu valor intrínseco. O trabalho, como produção humana, é a criação de novos modos de existir dentro de um contexto da coletividade. O trabalho engendra a comunalidade, que é a composição desejante num plano da potência e da eticidade. Satisfação e prazer estéticos. Daí uma cidade, num plano democrático, ser um organismo que não separa a atividade econômica da política. E isto para além da mera discussão entre liberais do mercado e reguladores estatais.

Trata-se de saber em que sentido a circulação do dinheiro, a produção do capital, está subordinada a um interesse efetivamente coletivo, e produção desejante de comunalidade. Em Manaus, isto não ocorre. Efetivamente, as empresas instaladas no PIM o fazem no plano da aparência: estão fixadas no terreno do bairro do Distrito Industrial. Mas a contribuição econômica à cidade, quando muito, reduz-se aos empregos que gera. O capital, sem pátria, não transfigura-se em modos de existência coletivos que propiciem o desenvolvimento social e a produção intensiva de seu povo. Modelo, pois, predatório, bem de acordo com os preceitos básicos do modo de produção capitalista, e com todos os seus corolários: miséria, violência, xenofobia, desigualdade, corrupção, entre outras.

Daí os malfadados “ataques” ao PIM tornarem-se um pirão cheio de jabá para os políticos locais, ou ao menos eles crêem nisso. Menos engendrar novas economias, o que a atividade macropolítica destes que aí estão há mais de 30 anos produz é cada vez mais dependência. Esta, que aparece mais evidentemente a cada uma das “crises” do capital, quando o modelo econômico que supostamente deu certo no meio da floresta mostra a que veio: sem uma economia autopoiética, só pode existir um arremedo de cidade. E um arremedo de políticos.

O DEPUTADO WALLACE ESPERA EM DEUS

Foi na praça da matriz que eu compreendi que minha miséria não foi Deus quem quis e muito menos eu”, versejou o poeta acreano Téo. O poeta liberou a opressão com suas puras palavras. A miséria é sempre a miséria dos homens: sua falta consigo mesmo.

Há misérias. As misérias como faltas, sempre servem para apanhar outras misérias. A miséria fanática pode servir para explorar a miséria da insegurança dos desesperados. Assim, como a miséria ética e intelectual podem servir para explorar a miséria econômica dos pobres. Mas todas as formas de uso da miséria em benefício de um miserável tem como fim oprimir ainda mais o miserável explorado.

Brecht, em versos de seu poema Hino a Deus, diz, se referindo a Deus: “No fundo dos vales escuros morrem os famintos. Mas você lhes mostra o pão e os deixa morrer. Mas você reina eterno e invisível. (…) Deixou os jovens morrerem, e os que fruíam a vida. (…) Deixou os pobres pobres, ano após ano”. Como a miséria, sua permanência e supremacia, são coisas dos homens, o poema de Brecht, liberando a superstição, cai como uma singela ironia no anseio do deputado Wallace, que experimenta, no momento, os reversos, sempre presentes, da voraz moral capitalista: a acusação de suposto envolvimento com o crime. O produto da exacerbação da perseguição ao lucro que desce como penalidade sobre aqueles que entram na ordem do capital, mas não sabem como lidar com seus ardis.

Muito preocupado com o que possa lhe suceder, principalmente a perda de mandato parlamentar, que o tornará mais inseguro diante da jurisprudência, evoca Deus para lhe proteger. Uma prece de proteção contra o que lhe possa acontecer de pior. É aí que salta a ironia de Brecht: Deus “deixou os jovens morrerem, e os que fruíam a vida” e “deixou os pobres pobres anos após anos”. Como Deus abandonou aqueles que são o fundamento de sua doutrina, os pobres, à mercê do deputado que os transformou em suporte eleitoral, juntamente com seu irmão, o que lhe permitiu uma representação e facilidade financeira, certamente o abandonará.

Porém, nestes percalços religiosos-econômicos, surge um sinal. Mesmo que o filósofo Sartre, esteja certo ao afirmar “que Deus existindo ou não, nada muda”, é possível extrair da singela ironia de Brecht, um principio teológico que pode ser aplicado ao caso do deputado. É o princípio da provação. Se Deus não abandonou os pobres, mas apenas testa neles o quanto podem suportar de provação, sofrendo como eleitores do deputado, para puderem alcançar o céu, é possível que, também, Deus teste o grau de provação do sofrimento que no momento o deputado experimenta, como meio para atingir o céu.

Mas aí surge um dilema: saber se foi ou não provação. O que só pode ser resolvido, com certeza, no outro mundo. E isto seria outra viagem. Uma viagem que com provação ou não, quase todos mortais tremem só de imaginar esta possibilidade. Sendo assim, como a justiça de Deus só pode ser comprovada metafisicamente, que não é do âmbito dos vivos, resta, no mundo físico, a justiça dos homens. E esta é passível de testemunho.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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