Arquivo para março \25\-04:00 2009



LANÇADO POR LULA O PROGRAMA ”MINHA CASA, MINHA VIDA”.

Hoje, dia 25 de março, foi lançado pela manhã pelo presidente Lula o Programa Habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. O programa, que faz parte das ações políticas de inclusão social do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, de acordo com o pronunciamento da ministra Dilma Roussef, tende a diminuir o déficit habitacional no Brasil, que, segundo pesquisa do IBGE, corresponde a 91% nas famílias com renda de zero a três salários mínimos. Assim, o programa irá construir 1 milhão de moradias.

DO PROGRAMA “MINHA CASA, MINHA VIDA”

O governo federal investirá R$ 34 bilhões para realização do plano que atingirá algumas regiões do Brasil. Sendo que a região que receberá mais investimento será a Sudeste.

Desta verba, R$ 16 milhões serão destinados à construção de 400 mil moradias para famílias com renda de zero a três salários mínimos, que pagarão a prestações de R$ 50 reais.

Mais R$ 10 milhões serão destinados à construção de 400 mil moradias para famílias que ganhem de três a seis salários mínimos, cuja prestação será corresponde a 20% do orçamento familiar.

As outras 200 mil moradias serão construídas para famílias que ganham de seis a dez salários mínimos.

De acordo com a avaliação do presidente do sindicato dos Sem Teto, é um bom começo para tirar a população mais pobre da dependência do aluguel. Já para os empresários do ramo da construção civil, o programa é muito importante, e o governo federal pode contar com a participação dedicada da classe.

COMBATE À CORRUPÇÃO? CHAME FERNANDO HENRIQUE

É notório, é público, e popular até para o mais alienados políticos que a década de 90 não existiu no Brasil, assim como os anos 2000-1 que correspondem à “administração” do governo Fernando Henrique. E é também notório, público e popular que neste período no Brasil o neo-liberalismo deitou e rolou com todas suas nuances capitalísticas de mercado e, principalmente, as nuances mais pútridas, as da exploração financeira ilegalmente, o que contribuiu para a inexistência da década somada ao governo FH.

Pois não é que o “príncipe” sem reinado, portanto, com descendência nobre somente pela exacerbação/fálica de seu Egozito, foi palestrar (entenda-se, na linguagem da juíza e ex-deputada Beth Azize, “marocar”) na Federação de Comércio de São Paulo — ninho de plumagens reacionárias, leito suave para deitar loas afinadas com a prosa dos ouvidos semelhantes —, e soltou seu trinado rancoroso contra o governo Lula, afirmando que está cheio de cupins que prejudicam a administração da política pública.

Mas esta não é a parte mais biliosa da “principesca” paródia existencial. O mais humorístico (FHC é um gênio no gênero humor babão, quem duvida?) foi ele afirmar: “A corrupção existe em todos os governos, mas eu nunca me compadeci dela.” Lindo! Lindo! Lindo! Torcida brasileira. Este Fernando é muito Henrique.

BREVÍSSIMA AMOSTRA HUMORÍSTICA A LA NOEL ROSAS

Onde foi que nasceu o mensalão? No governo Fernando Henrique.

Onde foi que a Constituição Brasileira foi rasgada para a reeleição de Fernando Henrique? No governo do próprio, e, segundo suspeitas, com ajuda, de além de seu comparsa Sérgio Motta, com ajuda do hoje prefeito de Manaus cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres Nascimento, Amazonino Mendes.

Onde foi que começou a corrente corrupta do maior inimigo das finanças do público brasileiro, Daniel Dantas? No governo de Fernando Henrique.

É pouco? Só mais uma?

Vamos fechar com o coro humorístico do Zé da Lombra.

Perguntado por um participante da marocagem, como acabar com os cupins? Sua “nobreza” respondeu: “A insatisfação vai depender do voto popular.” Voto popular? Baixa a cortina, Bonates! O público precisa descansar!

PARA NÃO ESQUECER O DELEGADO PROTÓGENES

O delegado da Polícia Federal, Protógenes, que comandou a Operação Sathiagrara que resultou na prisão e indiciamento do banqueiro, acusado como o maior corrupto das finanças públicas, Daniel Dantas, em encontro com a bancada do P-SOL no Senado, comentando sobre sua ida à CPI dos Grampos, dia 1º de abril, afirmou que não tem medo de ser preso. Nada do que teme Daniel Dantas, como já foi deixado claro pelo próprio banqueiro.

Em meio as altercações jurídicas/policiais, Protógenes, sentenciou:

Tenho notícia que os membro da CPI têm fragmentos da Operação e se, por ventura, me forem apresentados, vou dar nomes, individualizar condutas e dizer o papel que cada pessoa tem no esquema criminoso montado pelo banqueiro Daniel Dantas condenado pela justiça.”

Pelo que se sente e vê, 1º de abril não será o dia da mentira. Pelo menos para Daniel Dantas. Tudo que ele queria que fosse, já que a corrupção é a grande verdade que anula a democracia real.

PROCESSO DE CASSAÇÃO EM TOCANTINS ANTECIPA A QUE OCORRERÁ EM MANAUS

A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) já fez o seu relatório e repassou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarando-se a favor da cassação do governador de Tocantins, Marcelo de Carvalho Miranda (PMDB), e seu vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), pelo uso da máquina pública e abuso de poder econômico.

No recurso, impetrado pelo segundo colocado nas eleições de 2006, afirma-se que, entre outras condutas eleitoralmente irregulares, Marcelo de Carvalho Miranda “prometeu vantagens a eleitores; preencheu cargos públicos que ele mesmo criou; distribuiu bens e serviços custeados pelo serviço público; utilizou-se indevidamente dos meios de comunicação; distribuiu, gratuitamente, milhares de bens como casas, óculos e cestas básicas; e realizou consultas médicas e doações de 14 mil cheques-moradia”, o que lhe valeu a reeleição.

O vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, responsável pelo parecer, por sua vez, afirmou que nem todos os atos apontados são ilícitos, estando alguns dentro da legalidade. No entanto, na maioria está comprovadamente explícito o uso da máquina pública e, por isso, a PGE se mantem favorável à cassação: “Pelo elevado número de ações praticadas pelos recorridos no sentido de transparecer a efetiva participação em programas sociais, restou comprovada a ocorrência de abuso de poder, sendo que as condutas praticadas irregularmente tinham capacidade e potencialidade para, somadas, influenciar no resultado do pleito em favor do governador candidato à reeleição.”

NO TOCANTINS, A DIREITAÇA QUE SE ABRAÇA

As questões eleitorais em Tocantins parece que vão ser até mais longas do que as do Amazonas, em particular, de Manaus. Acontece que o próprio requerente do recurso, José Wilson Siqueira Campos (PSDB), no ano passado já chegou a ser condenado pelo TSE a pagar uma multa de R$ 21,2 mil devido à propaganda extemporânea (fora do prazo). Siqueira Campos, que até já morou no Amazonas; ultradireitista, que votou contra as Diretas Já; que tem na sua trajetória acusações de mando de assassinato e até de falsificação do nome para escapar à Justiça; que chegou a ser acusado, durante a campanha eleitoral de 2006, pelo seu próprio filho, o empresário José Wilson Siqueira Campos Júnior, que fez um dossiê para entregar ao Ministério Público Federal, que à época afirmou: “Não sou nenhum adolescente para ser manipulado. Para mim, seria muito mais fácil ser o filho do Siqueira e usufruir de sua herança. Só de chegar ao estado todos me abrem as portas. Quando vejo no Jornal Nacional um deputado recebendo dinheiro e sendo absolvido no dia seguinte fico revoltado. Se conseguir impedir a eleição de mais um corrupto, estou satisfeito.”

A JUSTIÇA QUE PASSA PELO TSE CHEGARÁ A MANAUS

Afora a dificuldade em uma opção democrática em Tocantins, democraticamente, o TSE está agindo no sentindo de minar as corrupções eleitorais que acabam por eleger candidatos afeitos, além da falta de capacidade administrativa, à subtração do erário público, desvirtuando a gestão, o que acarreta a violentação de toda a população. Assim sendo, a Justiça que vem passando pelo TSE chegará qualquer dia desses a Manaus e alguns serão fulminados em cheio, o que é melhor para a democracia.

KINEMASÓFICO: O MOVIMENTO CRIADOR DO OLHAR

Kinamazófico - A Bela e a Fera 01 por você.

O filólogo/filósofo Roman Jakobson afirmou que “o objeto da ciência literária não é a literatura, mas a “literaridade”, ou seja, o que faz de determinada obra uma obra literária”. Para o Teatro Maquínico da AFIN, o objeto da subjetividade teatral não é o teatro, mas a “teatralidade”, o que faz da existência um entrelaçamento ontológico de saberes e dizeres como devir trágico, a potência do novo. Já o crítico de cinema Barthélemy Amengual, disse que “o objeto da semiologia cinematrográfica não é o cinema, mas a “cinemacidade”, ou seja, aquilo que torna uma determinada obra uma obra cinematográfica”. Pois é exatamente no emaranhado das potências da “teatralidade” e da “cinemacidade”, a atuação ontológica do homem em movimento poiético, que a AFIN vem tentando compor todos os domingos com crianças O Movimento Criador do Olhar. Um Plano seqüência educativo para novas percepções e novas cognições.

Kinamazófico - A Bela e a Fera 02 por você.

Composto o quarto domingo, as crianças sequenciaram os momentos kinemazóficos com os enunciados: as artes. O cinema como arte. As ligações do cinema com as outras artes e cinema como plano Educação. Neste domingo vindouro, elas sequenciarão a linguagem cotidiana, a linguagem das artes, e a linguagem do cinema, já implícita nas práticas anteriores, que elas realizaram quando conheceram os planos e seus significados.

Para as crianças que queiram participar dos encontros dos olhares criativos, basta apenas se mostrar no endereço da AFIN, a partir das 17h, acompanhado da liberação dos pais, ou responsáveis.

Kinamazófico - A Bela e a Fera 04 por você.

A PROJEÇÃO DO CINEMA DO DOMINGO PASSADO

SINOPSE:

A BELA E A FERA, de Roger Vadim

O filme, cujo tema é o conto de fadas A Bela e a Fera, e que já fora também realizado como cinema, em preto e branco, pelo teatrólogo francês, Jean Cocteau, conta a história de um príncipe, enfeitiçado pelas fadas, e transformado em Fera, que vive sozinho na floresta. Depois de ter colocado seu palácio à disposição de uma caminhante, e ainda ter lhe alimentado, condena-o a morte pelo fato dele haver tirado uma flor para levar à sua filha Bela.

Kinamazófico - A Bela e a Fera 03 por você.

Em contrato com a Fera, o pai de Bela, para não morrer, e deixar suas três filhas sozinhas, aceita que Bela vá morar no castelo com a Fera. Com o passar do tempo a Fera se apaixona por Bela, que por sua vez desenvolve uma terna confiança na Fera, e posteriormente se… Assiste o filme.

Realização: 1983. França.

Elenco : Klaus Kinski, impecável como Fera.

Susan Saradon, lindíssima e talentosa como Bela.

Angélica Huston, intrigantemente bem como Marguerite.

Nancy Lenehan, exuberantemente invejosa como Georgette.

Stephen Elliott, amorosamente como bom paizão.

Kinamazófico - A Bela e a Fera 05 por você.

SEGURO DESEMPREGO PODE SER AMPLIADO PARA SETE PARCELAS AOS DEMITIDOS EM DEZEMBRO

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) pode aprovar, em reunião a ser realizada no próximo dia 30, a ampliação de cinco para sete, no máximo, o número de parcelas do Seguro Desemprego.

Segundo Carlos Lupi, ministro do Trabalho, pessoas que foram demitidas em dezembro em 42 setores (estão entre estes setores o das indústrias têxtil, metalúrgica e mecânica) irão receber o beneficio a partir de 1º de abril.

Desta forma, quem tinha o direito de receber três meses do beneficio irá receber cinco e quem receberia cinco, terá sete parcelas para receber. O valor a ser recebido varia de R$ 465,00 (valor do salário mínimo) a R$ 870,01. O ministério estima que o gasto será de R$ 126 milhões.

Segundo a Agência Brasil, “o ministro disse ainda que não espera que seja feita novamente uma nova ampliação do seguro-desemprego porque no mês de fevereiro já houve uma recuperação no número de novos empregos. ‘Se tivéssemos uma média continuada de demissões negativas acima de 30% nos setores, poderíamos solicitar uma nova autorização’, explicou”.

No Brasil, com o governo Lula, o simulacro econômico, alcunhado de crise, está servindo para que uma abissal diferença seja percebida entre os países ricos e os chamados em desenvolvimento: enquanto os ricos exploram cada vez mais as classes menos favorecidas para manterem políticas que garantam a opulência dos responsáveis pelo desespero financeiro atual, o Brasil, como país “em desenvolvimento”, preserva as políticas públicas responsáveis por uma real transformação social.

TÉCNICO DO MILAN DEIXA RASTRO DE RACISMO AO COMPARAR PATO COM BALOTELLI

Existem duas formas politicamente de se compreender o individual e o coletivo no plano das relações políticas: uma intensiva, outra extensiva.

Na forma extensiva, o número: um versus o coletivo. Extensividade num plano da quantidade. Um é menor que dois, dois é menor que dez, mil é menor que um milhão. Assim, é preciso ser sempre mais no plano perceptivo/cognitivo. Agem desta forma as tiranias, ditaduras, formas de governo contrárias à potência ativa da democracia agem e se estabelecem.

Na forma intensiva, desaparecem os referenciais perceptivos/cognitivos: a questão é da ordem da intelecção, das afecções. Não se trata mais do valor numérico, mas do movimento, engendramento de forças imateriais e velocidades, aumento/diminuição das potências de agir. Um regime democrático, um movimento social revolucionário, formas de existir, de comportamento, de sentir que não estão capturadas pelas estratégias de interdição da subjetividade capitalística.

Na Espanha onde predominavam forças reacionárias corporificadas pelo Generalíssimo Franco, por exemplo, havia a personificação do EU da ditadura através do Real Madrid, clube que vencia todas as competições que disputava, e era o baluarte do regime de ultra-direita que matou e violentou todo o país. Contrário à ele, o Barcelona, que nem era tão contrário assim, já que atuava no mesmo plano semiótico (EU x EU), e apenas equilibrava a correlação de forças.

No entanto, ainda no futebol, a torcida do Athletic Bilbao, representante do País Basco, despersonalizava-se, gritava, cantava e falava no dialeto basco, como multidão, sem rosto, dentro do estádio San Mamés. Uma resistência que não podia sequer ser combatida pelo regime franquista. Como lutar com um inimigo que não tem corpo? Como prender e capturar uma força semiótica cultural manifesta em multidão, sem rosto, sem referência? O regime franquista jamais conseguiu eliminar a multidão que cantava em basco nos jogos do Athletic.

Outra ilustração: a Inglaterra conseguiu eliminar os hooligans e implantou um dos mais seguros sistemas de monitoramento de estádios, transformando em menos de dez anos uma combalida liga de futebol no mais bem sucedido empreendimento do futebusiness pós-moderno, que causa calafrios até no todo-poderoso Josef Blatter, que vê o poder da FIFA enfraquecer diante dos oligopólios financeiros que suportam os clubes. Sem brigas, sem feridos, sem mortos. Mas os signos, os enunciados da extrema-direita, da xenofobia, da homofobia, da violência dos torcedores, persiste. Não chegou sequer a se enfraquecer; apenas encontrou outras formas de se manifestar. O que houve não foi uma cura, mas uma operação de assepssia moral e policial.

A XENOFOBIA ITALIANA NO (E PARA ALÉM DOS) GRAMADOS

A resistência espanhola, bem como a operação de ortopedia policial à inglesa não funcionaram no futebol italiano, que perdeu, dos anos 80 e 90 para cá, o status de principal liga nacional européia.

A xenofobia, produto do acirramento das desigualdades sociais de um modo de produção nocivo, naquele país, ultrapassa a questão pontual, e chega aos corredores do alcunhado poder: Berlusconi, ou Berlusca, ou Il Caimano, primeiro-ministro pelo terceiro mandato, traduz tudo o que a direita xenofóbica italiana tem de pior.

No futebol, são comuns os cânticos xenofóbicos, racistas, homofóbicos. As agressões, as violências, a rivalidade fratricida entre o sul pobre e o norte rico se manifestam igualmente nas arquibancadas. Os times grandes, os que disputam o scudetto, são controlados por megacorporações que vêem nele menos uma entidade futebolística que um investimento ou passatempo. Nada a ver com futebol.

Quando é a “torcida” que grita, o que pode fazer um governo, principalmente quando ele próprio é de extrema-direita e dissemina os signos da exclusão? Nada. Pertencem ao mesmo território, carregam os mesmos signos.

Ainda assim, no plano das relações internacionais, é preciso ao menos fazer o jogo do não-jogar, e fingir que combate-se a violência nos estádios. Quando um jogador é hostilizado por uma torcida, pune-se o clube, com multa ou com jogos sem a presença dos torcedores. Mas e quando a xenofobia/racismo vem de um técnico do time do primeiro-ministro?

O técnico do Milan (time que pertence a Berlusconi), Carlo Ancelotti, ao responder a comentários de que o time rossonero não revela jovens talentos, cometeu um equívoco técnico e outro de ordem criminal/discriminatório. Primeiro, citou o avante Alexandre Pato como revelação do clube italiano: os dirigentes e torcedores do Internacional de Porto Alegre discordam veementemente. Ilusão de quem crê ser possível comprar tudo, de reputações ao próprio tempo.

Segundo, e mais grave. Ao comparar o jovem jogador do Milan ao igualmente jovem atacante do Inter de Milão (arquirrivais), Mario Balotelli, filho de ganeses, negro com passaporte italiano, Carlo Ancelotti apelou para uma nem-um-pouco sutil carga racista: “Balotelli? Não. Ele não é nem parecido com o Pato”.

Apenas uma comparação futebolística, diria a imprensa esportiva epistemologicamente reduzida. Racismo nada dissimulado, diria quem consegue fazer ao menos uma conexão sináptica.

Fosse futebol o assunto, Carlo Ancelotti teria usado de outros argumentos, ou não seria técnico de futebol. Não se compara o talento de dois jogadores sob hipótese alguma, principalmente evocando a aparência, como o fez Ancelotti. Trata-se de racismo, chamar a atenção para as diferenças de cor e de etnia.

Ancelotti, com esta atitude, não apenas se iguala ao patrão, mas também ao primeiro-ministro, aos torcedores e à maioria que elegeu Berlusconi como o representante do ódio a si mesmo e ao outro que predomina politicamente na Itália e na maior parte do mundo, bem como à subjetividade intercessora que asfixia o futebol como manifestação livre do homem em coletividade.

Quem se encarregará de puni-lo?

GILMAR MENDES NEGA SER OPOSIÇÃO E DIZ “PRESERVAR O ESTADO DE DIREITO”. E OS ESTUDANTES SÓ…

Certamente, tranquilo e confortável, por se encontrar em um território que respira e transpira o conservadorismo do jornalismo eminentemente retrógrado, a enunciação da direita, o presidente do Superior Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Gilmar Mendes, foi entrevistado no Teatro da Folha de São Paulo por esmerados jornalistas opositores compulsivos do governo Lula.

Em clima de mútua cordialidade, como soe acontecer com seus pares, jornalistas como Fernando Rodrigues, Mônica Bêrgamo, Eliane Catanhêde e Renata, o ministro respondeu as perguntas cômodas levantadas meticulosamente pelos entrevistadores ‘folharais’ de forma também cômoda. Entre os suspiros de cordialidades, destacou-se um respingo que poderia sugerir ao incauto uma cor de realidade na ‘histórica’ entrevista. A posição política do ministro como presidente do STF. E o ministro respondeu, bem convicto, tirando qualquer sombra de dúvidas daqueles que imaginam o “contrário”.

Resposta: “Tenho o dever de preservar o Estado de Direito e garantir que não haja excessos. Não tenho nenhuma atuação como oposição ou posição. Se há uma irregularidade eu tenho o dever de apontar”.

Diante de tamanha sinceridade, certamente não ocorreu aos denodados jornalistas o compromisso público de expressar interrogativas relativas ao entendimento político-jurídico do Estado de Direito. Por exemplo: Mandar prender Daniel Dantes, como ocorreu na ordem expedida pelo insigne juiz De Sanctis, punha em perigo o Estado de Direito? A suspeita de grampos, que não foi confirmada sua existência, nem como suspeita, colocou em perigo o Estado de Direito? A posição contra o repasse de verbas pelo governo ao MST, coloca em perigo o Estado de Direito? Dois habeas corpus em 48 para soltar Daniel Dantas ferem o Estado de Direito? Talvez os revolucionários jornalistas tenham estas interrogativas por demais banais e portanto não cabem em suas elucubrações intelectuais patronais.

ENQUANTO ISSO, FORA DO TEATRO, OS ESTUDANTES SÓ…

Enquanto os laços cordiais se apertavam no interior do Teatro, com as talentosas performances dos ‘bons companheiros’ jornalistas, do lado fora, estudantes protestavam com cartazes e palavras de ordem contra o ministro Gilmar Mendes. Fato concretizado nas palavra do presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES, Ismael Cardoso:

O Gilmar Mendes criminaliza os movimentos sociais, diz que é crime se manifestar e em contrapartida soltou o Daniel Dantas, que é sabidamente um banqueiro que enriqueceu aos custos do cofre público.”

CMM DISCRIMINA PROSTITUTAS E EVIDENCIA FALÊNCIA POLÍTICA E RELIGIOSA

A moral é um conjunto de códigos e valores que determinam formas de comportamento dentro de uma sociedade. Pode ser uma moral que reflita um povo livre e democrático, e pode ser uma moral de rebanho, de uma sociedade decadente. Principalmente quando os códigos e valores desta moral são intercessores do fluxo do existir e de formas mais gratificantes de comportamento.

Assim, aos psicólogos e antropólogos sociais, cabe, caso queiram compreender os motivos do fracasso de uma sociedade, observar como são “vistos” aqueles, dentro de uma determinada sociedade, que não estão bem “sintonizados” com os preceitos morais carregados por ela.

Em Manaus, por exemplo, a Câmara Municipal de Manaus recebeu proposta para votação de concessão de utilidade pública para a Associação das Prostitutas do Amazonas. Proposta esta imediatamente rechaçada pela chamada bancada evangélica, através da frase de um de seus representantes, o pastor da igreja Restauração, Marcel Alexandre.

Disse Alexandre que não votará a favor do projeto porque é contrário à sua família. De quebra, argumentou (?) que o Estado não é laico, pois “somos todos cristãos”.

Estranho comportamento do ponto de vista político e religioso. Primeiro porque ignora a laicidade do Estado. O campeão da moral cristã Marcel Alexandre não concebe alguém que tenha nascido fora dos desígnios da dogmática cristã (paulina, não de Cristo). Há que se saber o que pensa sobre isso, por exemplo, as comunidades budista, islâmica, atéia… Além do mais, trata-se de claro desconhecimento do funcionamento das estruturas de Estado. Caso, em uma sociedade civilizada, para afastamento da função pública, que requer a capacidade para lidar com a diversidade e para compreender a coletividade para além da identidade do EU.

Ignora ainda um dos dizeres mais populares do livro sagrado: “quem não tem pecados, que atire a primeira pedra” (João, cap. 8).

Triste ilustração de uma sociedade onde os códigos econômicos/sociais/políticos permitiram a emersão do aspecto mais brutal e retrógrado da dogmática apostólica romana. Longe de uma evolução, a irrupção das igrejas que se guiam (alguma não se terá guiado?) pela lógica do lucro, o patrulhamento das consciências, a laminação dos modos de existir alternativos, a interdição da inteligência são evidências de que uma sociedade fracassa.

Daí a importância dos chamados outsiders, como mendigos, prostitutas, ladrões, entre outros: a minoria, neste caso, longe de ser a exceção, confirma a regra. O fracasso do social está não em sua existência em si, mas na existência dos chamados certos, retos, os campeões da moral: são eles que segregam, controlam, classificam, hierarquizam, excluem, discriminam.

Para surpresa, talvez, de Marcel Alexandre e seus seguidores, comportamento bem contrário ao daquele jovem palestino, Filho de Maria, que não atirou a pedra à mulher adúltera, e caiu nos braços de uma Madalena.

“CONSULTA PÚBLICA — CONCURSOS PARA INGRESSO NA CARREIRA DA MAGISTRATURA”

O Conselho Nacional de Justiça – CNJ lançou ontem talvez a mais importante iniciativa dos últimos anos no Brasil em aproximar a Justiça, de acordo com as considerações abaixo, “às vezes” tão distante dos 66 tribunais do país:

CONSULTA PÚBLICA

PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO SOBRE CONCURSOS PÚBLICOS

PARA INGRESSO NA MAGISTRATURA

CONSIDERANDO a imperativa necessidade de uniformizar os critérios e procedimentos diversificados por que se pautam atualmente os Tribunais brasileiros ao regulamentarem o concurso público para ingresso na carreira da magistratura;

CONSIDERANDO a inadequação da regulamentação de alguns Tribunais, o que tem concorrido para impugnações constantes na esfera administrativa e/ou jurisdicional, acarretando o retardamento do certame;

CONSIDERANDO a conveniência de aprimorar-se o sistema brasileiro de ingresso na carreira da magistratura, a fim de propiciar ao Poder Judiciário nacional cumprir com maior eficiência as graves responsabilidades e os imensos desafios que lhe estão confiados; disponibiliza, a quem possa interessar, para consulta pública, a íntegra da proposta de Resolução em discussão no Conselho Nacional de Justiça destinada a regulamentar todos os concursos públicos para ingresso na carreira da magistratura.”

A consulta pública, que começou ontem, 23 de março, vai até 7 de abril, é uma iniciativa democratizante do CNJ, conforme falou o conselheiro, ministro e também vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho João Oreste Dalazen, de fazer com que os novos magistrados não possuam apenas conhecimento técnico-administrativo do Direito (na maioria das vezes nem isso), mas também conhecimentos das ciências humanas e formação humanística:

Queremos que os candidatos tenham noções de filosofia, diplomacia, direito e até mesmo, contato com a mídia.”

Sabendo-se que ética é uma questão de vivência no mundo de acordo com os tipos de relações construídas que aumentam (alegria) ou diminuem (tristeza) a capacidade de um corpo de agir, a AFIN percebe a importância desta consulta realizada pelo CNJ e entra nesta campanha pela proximidade democrática da Justiça com o povo para diminuição de corrupções do Judiciário e contemporizações com outros poderes corrompidos.

Para também participar, clique nos links abaixo:

CONSULTA PÚBLICA PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO…

COMEÇA CONSULTA PÚBLICA PARA MUDANÇAS…

DOWNLOAD DA PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

Depois de compor com novas idéias, envie para:

consultapublica@cnj.jus.br

ROBÔ-MODELO ANUNCIA FIM DO IMPÉRIO DAS MODELOS

Os cientistas japoneses presentearam o mundo da moda com uma robô modelo que, além de andar, mexe os olhos, fala, e demonstra sentimentos(?). A robô-modelo abriu o desfile mundial de moda no Japão encantando os presentes com seus movimentos muito bem planejados e teleguiados.

Como a profissão de modelo é uma das mais desativadas (o profissional assim é, por seu grau de ausência ontológica) da sociedade de consumo do sistema capitalista, visto que ser modelo é sofrer no psicodélico paraíso da moda sem direito aos princípios integrais do sensual, do intelectual, o clone, robô-modelo japonês não vem acrescentar nada no império da moda. A não ser tornar evidente o que já se sabia: que um modelo, como um mero ente carregador dos signos vazios da moda, não existe como um corpo-sexual. Mesmo que a propaganda simule sua existência no momento do desfile. Nenhuma nota do sexo se manifesta. Nada em uma modelo salta como sexualizado, dado sua precípua função de se tornar ausente sob a peça que finge mostrar.

A Bioenergética do psiquiatra Reich — descobridor da couraça muscular, ponto de tensão onde a energia do corpo é contraída —, mostrou em seu conceito de corpo traído, o estágio esquizóide bem visível na maioria das modelos: cabeça caída sobre o pescoço, e os olhos distantes. Uma posição superior do corpo que se evidencia mais pelo deslocamento dos quadris. O robô-modelo não desloca os quadris, mas carrega a mesma ausência espaço temporal, e o mesmo olhar perdido em profundidade, das ditas modelos de “carne e osso”.

O filósofo da “Troca Impossível”, Baudrillard, em seu conceito de “crime perfeito”, onde prevalece a igualdade como vazio total, em que não existe testemunha de nada, já havia nos apresentado essa realidade virtual que engolia — engoliu — o mundo real. O que ele disse é que todos são replicantes. No caso das modelos, a replicância é mais visível. Se Gisele B. desponta é só pela força sedutora do marketing, pois ela também faz parte do comando replicante, agora tornado público pela robô-modelo que anuncia o fim do império das modelos simuladas de “carne e osso”. Quando do “osso” e da “carne” só havia o espectro, agora revelado pela ‘amiga’ robô-modelo japonês.

Para quem duvidar, dar uma olhada no cinema de Chaplin.

E NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

feira-do-peixe

.}.A esperança começou a tomar conta de mim”, afirmou, em entrevista, o prefeito cassado de Manaus, Amazonino (PTB). E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. No clássico do futebol carioca em que o Vascão empurrou dois gols no Mengão, que não empurrou nenhum no time patrício, os jogadores rubros, antes do jogo, receberam partes dos seus salários atrasados.E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Comentando sobre o voto do ministro Marco Aurélio de Mello, que votou contra a demarcação das terras contínuas da Raposa Serra do Sol, o Macuxi José Brazão, ligado aos arrozeiros, portanto, contra a demarcação contínua, afirmou: “Foi o melhor voto entre os nove ministros que se manifestaram”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. A Comissão de Constituição e Justiça, de acordo com seu entendimento de justiça democrática, aprovou as inclusões dos municípios de Autazes, Manaquiri, Careiro Castanho, Silves e Itapiranga no território jurídico-administrativo da Região Metropolitana de Manaus. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. O presidente do Senado Jose Sarney se sentiu lisonjeado ao ser recebido no Amapá, estado em que se faz senador, embora sendo do Maranhão, com fogos, danças e bandas. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Tecendo comentário sobre a quantidade de funcionários do Senado, o representante maior da direita brasileira, senador Arthur Neto (PSDB-AM), disse: “Se vierem todos os diretores ao plenário, há um tremor de terra, eles não podem vir. Tem diretor de garagem, de rinha de galo, deve ter de tudo”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Diante da mídia, mostrando-se democraticamente preocupado com o que está acontecendo no Senado, o veterano direitista do PFL, senador Agripino Maia, sentenciou: “O que está ocorrendo no Senado hoje é uma coisa que denigre o currículo dos que aqui estão, que são pessoas com história”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. “Eu estou envergonhado. A gente precisa ajudar o presidente Sarney a promover uma profunda reforma”, afirmou o senador Geraldo Mesquita Junior (PMDB-Acre), também sobre o que ocorre no Senado. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Observando as relações que se formam entre alguns personagens da chamada política amazonense, a deputada do PCdoB, Vanessa, possível candidata ao Senado, que tirou sua candidatura à prefeitura e apoiou o candidato do governador da direita, governo do qual seu marido, deputado estadual, também do PCdoB, Eron Bezerra é secretário de Produção Rural, afirmou, defensiva: “Nossa trajetória é marcada pela busca da unidade das forças progressistas que trabalham para que o país garanta melhor qualidade de vida para nosso povo”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. Já em clara dedicação à campanha eleitoral 2010, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, preocupado com a possível candidata de Lula, afirmou sobre os propósitos de seu partido: “Vamos promover um combate incessante e forte contra a demagogia”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. O deputado estadual do Amazonas, Josué Neto, descendente de uma família que sempre se manteve junto aos governos, diante das decisões da direção de seu partido PSB, que o tem como um parlamentar que atua mais em favor do governo do estado, eminentemente de direita, do que dos programas do PSB, tentando justificar sua permanência no partido, sentenciou: “Eu sou um socialista. Nasci e me criei no Beco do Macedo”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

.}. A ex-namorada do ator Jesus, comentado pela mídia supérflua como love de Madona, ajuizou, contra a pop-star: “Ela uma velha ridícula”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

É PRECISO COMER PEIXE!

FAZ BEM À INTELIGÊNCIA DEMOCRÁTICA!

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

CURTAS DO MUNDO (NEM SEMPRE!) DA BOLA

FUTEBOL COMO PATRIMÔNIO PÚBLICO NA ARGENTINA

O governo argentino apresentou a nova lei nacional de serviços e comunicação audiovisual. Dentre vários pontos democratizadores da comunicação naquele país, há a clara intenção de enfraquecer os oligopólios comunicacionais, que concentram a maior parte do mercado nas mãos de poucas famílias (coincidências com o Brasil?). No tocante ao futebol, a lei, embora não estabeleça de forma clara como isto vai acontecer, é um duro golpe na comercialização do produto, transformando-o em patrimônio nacional: as partidas dos campeonatos nacionais, bem como as da seleção albiceleste terão transmissão obrigatória pela TV aberta. A decisão acaba com o monopólio da transmissão via TV a Cabo, entre o grupo Clarín e TyC, que lucram em detrimento da imagem dos clubes. No entanto, deixa margem para boicotes. Isso significa que o grupo Clarín, bem como outros grupos de mídia, podem comprar os direitos de transmissão do campeonato argentino (ou qualquer outro), e não transmitir uma partida sequer, desde que pague o que pede a AFA ou a entidade promotora do certame. O que acontece com a Globo, por exemplo, que já chegou a comprar os direitos de campeonatos europeus apenas para impedir que concorrentes transmitam os jogos. Recentemente, uma decisão jurídica deu à vênus platinada o direito de transmitir as semifinais e finais da Champions League, junto com a Record e a TV Esporte Interativo (que por sua vez revende os direitos de transmissão, além de ter um canal na TV a cabo e parabólica). Ainda que não seja ideal e não acabe de vez com a comercialização do esporte, a lei argentina mostra que os vizinhos estão anos-luz à frente da gestão do futebol amarelinho.

COMO CRIAR UM FACTÓIDE: JUCA KFOURI INSINUA ENVOLVIMENTO DE LULA COM ADMINISTRAÇÃO CORINTIANA

O jornalista Juca Kfouri, tido por parte da imprensa esportiva nacional como sério e acima da média do jornalismo futebolístico, exibindo sua plumagem tucana, resolveu tentar especular sobre o novo patrocínio do Corinthians. Aproveitando-se da presença do presidente corintiano no aniversário do igualmente suspeito José Dirceu, Kfouri aproveita para juntar dois com dois e somar seis. Insinua que houve ingerência do presidente Lula na escolha da Batavo como nova patrocinadora do clube. Juca parece crer que a inteligência do torcedor é diretamente proporcional ao nível intelectivo da imprensa esportiva brasileira. Comete, no mínimo, jornalismo semelhante no plano do método com a “testagem de hipóteses” do jornalismo Ali Kamelino/Globístico: nada de jornalismo. O mesmo Juca que estranha o patrocínio, exalta o ídolo do marketing nada-de-futebol do clube paulista, Ronaldo. E não se trata aqui de “testar hipóteses”. Se há algo de daninho no clube alvi-negro de Parque São Jorge, é a presença de Ronaldo, que subordinou o time à lógica do marketing. Até quando, não se sabe, a julgar pelo desprezo que Ronalducho deu nos funcionários da Batavo, no dia do anúncio da parceria, e na cara amarrada e isolamento do avante quando foi substituído no clássico contra o Santos. Parece que, em se tratando de assuntos que envolvam signos para além das quatro linhas ou de recados de terceiros, o jornalista não vai. E se tem provas do que insinuou, não apresentou. Igual ficou, sem credibilidade até com quem ainda cria nele. O que não é nosso caso.

FAF ESCAPOU POR POUCO, MAS AINDA PODE FICAR SEM SEDE

O leitor intempestivo Leonel deu o toque, e parece que a imprensa manoniquim se tocou. Em contato com a equipe de esportes de um jornal local, esta coluna apurou que o leilão da sede da FAF, Federação Amazonense de Futebol, que ocorreria nesta sexta-feira, 20, não ocorreu. Faltaram interessados em comprar o prédio que, como já noticiado, tem uma série de irregularidades. Enquanto não acontece a próxima tentativa de leiloá-la, os membros da federação correm em busca de evitar judicialmente o prejuízo. Enquanto isso, o governo Braga condiciona a tradicional ‘ajuda’ aos clubes a resultados futebolísticos. Às vésperas da escolha da sede, Braga deve estar incomodado com o fato de Manaus não ter clubes de expressão no cenário nacional. Belém, por exemplo, a despeito de não ter times nas duas primeiras divisões nacionais, não perde a tradição, e a dupla RE-PA continua firme e forte, já tendo disputado até Libertadores da América. Resta perguntar: o que fará Braga quando os resultados não chegarem?

SORTEIO DAS CHAVES DAS QUARTAS-DE-FINAL DA CHAMPIONS LEAGUE

Foi realizado o sorteio dos confrontos da fase de quartas-de-final. Para a sorte da UEFA, será possível enganar os torcedores/consumidores do torneio, com a ilusão de que existe competitividade, já que a chance dos quatro semifinalistas serem ingleses não existe mais. No entanto, três deles podem chegar lá, reeditando a final caseira do ano passado. A aposta de que algo out of script aconteça está nas mãos do Villareal, espécie de patinho feio do campeonato espanhol. Os amarelos podem surpreender o Arsenal, e chegar às semifinais. Fora disso, é o de sempre, mostrando que o capital é o fator determinante no certame. Confira os confrontos:

Manchester United – FC Porto

Villareal – Arsenal

Liverpool – Chelsea

Barcelona – Bayern Munique

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o..CAMPEONATO PARAENSE 2009..o

Domingo de RE-PA, Belém parou, e não teve Flamengo e Vasco que segurasse o torcedor em casa. Mais de 36 mil pagantes estiveram no mangueirão e conferiram o Papão empurrar no Remo, e quebrar o jejum de três anos. Zé Augusto, em jogada de Balão, fez o histórico tento. Em outro jogo, a pantera mocoronga devorou o búfalo, e manteve a liderança do returno.

Resultados e enquete:

Segundo Turno – Taça Estado do Pará

Quarta Rodada – 21 e 22/03:

Ananindeua 2-3 Time Negra

Castanhal 1-3 Águia de Marabá

São Raimundo 3-1 Vila Rica

Paysandu 1-0 Remo

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CAMPEONATO AMAZONENSE 2009

Nacional e São Ray fizeram o clássico da rodada, com direito a penal duramente contestado pelo Tufão, mas que existiu. O destaque vai para o brilhante comentário do jornalista Nelson Brilhante, que afirmou que só houve futebol nos dez minutos finais do primeiro tempo, para em seguida dizer que o jogo “estava muito bom”. Esta coluna procurou, mas não achou futebol sequer nos dez minutos a que o jornalista se referiu. O gramado do Vivaldão é como a certeza da escolha de Manaus para sede da copa: só existe no virtual. Some-se isso à habilidade dos jogadores, e temos um canelobol de primeira qualidade. Peñarol (Itacoatiara) e Nacional lideram, com 7 pontos cada, enquanto Holanda, Rio Negro e Sulamérica dividem a lanterna.

Resultados e enquete:

CAMPEONATO AMAZONENSE 2009

3a Rodada – 18, 21 e 22/03

Nacional 2-1 São Raimundo

América 2-0 Manicoré

Holanda 2-2 Rio Negro

Peñarol 1-1 Sulamérica

Princesa 0-1 Fast Clube

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CAMPEONATOS AMÉRICA DO SUL

CLAUSURA ARGENTINO 2009

A diferença entre o líder e o nono colocado é de apenas cinco pontos. Enquanto o líder Lanús perdeu, Colón e River venceram e encostaram. O Boca também ficou em boa posição, com um empate, enquanto los Rojos ganharam e saltaram para a oitava posição. Quem também se deu bem – embora podia ser melhor – foi o Racing, que empatou e saiu da lanterna. Confira os resultados:

7a Rodada – Clausura Argentino 2009

Independiente 4-1 Newell`s

Banfield 2-0 Arsenal

Godoy Cruz 1-1 Gimnasia La Plata

Argentinos Jrs 0-1 Gimnasia Jujuy

Rosario Central 1-1 Vélez

Tigre 0-0 Boca Jrs

River Plate 2-1 Atl. San Martín

Huracán 3-0 Lanús

Estudiantes 0-0 Racing

Colón 3-0 San Lorenzo

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Classificação:

Lanús – 15

Colón – 14

River Plate – 14

Vélez Sarsfield – 13

Huracán – 13

Gimnasia La Plata – 11

Boca Juniors – 10

Independiente – 10

Banfield – 10

San Lorenzo – 09

Newell`s Old Boys – 09

Arsenal FC – 09

San Martín – 08

Rosario Central – 08

Tigre – 08

Godoy Cruz – 08

Gimnasia Jujuy – 07

Estudiantes La Plata – 05

Racing Club – 05

Argentinos Juniors – 04

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CLAUSURA URUGUAIO 2009

O Defensor Sporting não conseguiu bater o São Paulo em sua própria casa, mas contra o Peñarol, o time se deu bem e manteve a liderança do Clausura. Em segundo, com a queda dos aurinegros, ficou o Cerro, após a vitória no clássico com os Picapedras. Já o Tricolor de Montevidéu quedou-se com um empate frente ao Cerro Largo, e amarga a oitava colocação. Confira os resultados:

5a Rodada – Clausura Uruguaio 2009

Peñarol 0-1 Defensor Sporting

River 5-1 Wanderers

Danubio 2-0 Tacuarembó

Cerro 3-2 Rampla Jrs

Nacional 2-2 Cerro Largo

Central Español 3-0 Juventud

Liverpool 0-2 Racing

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CAMPEONATOS EUROPEUS

Ligue 1 Temporada 2008-2009: Rodada 29, os cinco primeiros são: Lyon (56), Marseille (55), Bordeaux (53), Toulouse e Lille (52). Resultados: Lyon 2-0 Sochaux, Marseille 2-0 Nantes, Le Havre 0-3 Bordeaux.

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Bundesliga 2008-2009: Rodada 25, os cinco primeiros são: Hertha Berlin (49), Bayern Munique, Wolfsburg e Hamburg (48), TSG Hoffenheim (44). Resultados: Stuttgart 2-0 Hertha Berlin, Bayern 1-0 Karlsruher, Arminia Bielefeld 0-3 Wolfsburg.

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Premier League 2008-2009: Rodada 30, os cinco primeiros são: Manchester United (65), Liverpool (64), Chelsea (61), Arsenal (55), Aston Villa (52). Resultados: Fulham 2-0 Manchester United, Liverpool 5-0 Aston Villa, Tottenham 1-0 Chelsea.

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Liga Sagres 08/09: Próxima rodada em 04 de abril.

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La Liga BBVA Espanha 2008/2009: Rodada 28 os cinco primeiros são: Barcelona (69), Real Madrid (63), Sevilla (54), Villareal (48), Valência (43). Resultados: Barcelona 6-0 Málaga, Real Madrid 3-0 Almería, Sevilla 4-1 Valladolid.

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Série A Itália Calcio 2008/2009: Rodada 29, os cinco primeiros são: Internazionale (69), Juventus (62), Milan (55), Genoa (51), Fiorentina (49). Resultados: Inter 3-0 Reggina, Roma 1-4 Juventus, Napoli 0-0 Milan.

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Eredivisie Holanda 2008/2009: Rodada 28, os cinco primeiros são: AZ Alkmaar (70), FC Twente (61), Ajax (58), SC Heerenveen (54), PSV Eindhoven (49). Resultados: Alkmaar 0-0 Feyenoord, Twente 2-1 Groningen, NAC Breda 0-3 Ajax.

O FILÓSOFO E O CASAMENTO

Nos cortes e nas disjunções filosóficas, sempre saltam corpos a serem liberados, ou liberados. Tudo que nós nunca sabemos no que vai se tornar.

Assim insistindo – movimentando-se – certa vez, encontrávamos em um campo de enunciações filosóficas um companheiro que alguns cronos não víamos. Ele se aproximou contente, falante, narrando sua existência sobre o que fez durante o hiato que nós não nos víamos, e entre sua narrativa familial, disse, orgulhoso, que havia casado com uma filósofa.

Depois de algumas enunciações filosóficas saltou um dizer que pode ser extraído, dependendo de quem extrai, da obra filosófica “Metafísica do Amor”, do alemão Schopenhauer, que nos conduz à ordem intelectiva de que só quem conhece os meandros do amor, suas ilusões e certezas, é o filósofo, e só ele poderia ser feliz no casamento, mas os filósofos não casam.

Já em repouso as enunciações filosóficas, o companheiro se aproximou, não mais exuberando alegria, mas em um rosto preocupado, e fez um comentário dizendo que se o filósofo Schopenhaeur estivesse certo ele encontrava-se duplamente em dilema, ou duplamente logrado: sua mulher não era filósofa, ou então não havia casado, já que sua mulher era uma filósofa.

Tentando uma possibilidade de melhor compreensão, percorremos névoas de dizeres que pudessem lhe acalmar, afirmando que quem falara fora um homem, e não uma mulher. Nisto, ela sendo uma filósofa, embora casada, não o tratava como marido. Por isso, entre os dois, só ela, sem ilusão, era feliz

Então, ele sorriu desconfiado, olhou para o teto da sala, e partiu.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

SOMOS TODOS HOMOS. MAS SOMOS TODOS CONSUMO?

Somos todos homos, na medida em que somos da mesma espécie. Carregamos uma herança genética que, se do ponto de vista biológico, nos diferencia e nos torna únicos, do ponto de vista da biologia das populações, nos coloca a todos no “mesmo barco”, indistintamente.

Daí a necessidade de um entendimento das coisas para além do Si. O “EU”, este estranho objeto que me retorna uma imagem que tomo como minha, mas que na realidade sequer sei de onde vem, não pode estar desconectado do plano coletivo, a que chamamos social.

Não pode não por um impeditivo de ordem ética ou moral, mas porque é indissociável ontologicamente deste. O “EU” é um produto, uma produção estética, que carrega signos, dizeres, saberes, enunciados, e por vezes é carregado por estes.

Uma criança, que mostra-nos, diria Hannah Arendt e Belchior, “que o novo sempre vem”, tem que lidar, sem que a sua tecnologia cognitiva esteja já madura, com uma série de enunciados, de orientações, de interdições. Expectativas, frustrações, desejos contidos, vontades irracionais, a criança nasce num contexto que não compreende, mas que irá carregar, quiçá, pelo resto de sua existência: “que querem de mim meus pais, a família, a sociedade? A que vim?”.

Carregada de dizeres que não são seus, a criança cresce, e se não é estimulada (ou se não se estimula) a suspeitar daquilo que diz, ou que lhe dizem, passa a incorporar os signos que lhe rodeiam, sem um exame crítico. Não se tem, para isso, que ser culto ou carregar informações de cunho do verniz intelectual: suspeitar é um a-posicionar-se, um movimento contínuo e incapturável, um modo de ser.

Assim nascem o preconceito, a discriminação, a homofobia, a xenofobia, a dor como produto do social, o culto à morte, a depressão, o medo cotidiano. Males do social dito pós-moderno. Numa analogia um tanto desproporcional, é como uma grande indigestão, a impossibilidade de digerir e produzir algo a partir daquilo que se consome. O modo de ser é então um modo de consumir? Não por acaso, a sociedade atual é chamada por alguns estudiosos de sociedade de consumo. E eles não se limitam a falar do modo de produção capitalista no seu aspecto “material”, mas fala-se em consumo como aceitar uma pré-produção do Ser, como se isso fosse possível.

O chamado ‘mundo gay’, esta expressão, também está carregada deste consumismo, que é muito mais danoso do que sonha a nossa vã sociologia. Não se trata de combater o consumismo à maneira de um Greenpeace, por exemplo. Não se trata de boicotar a Coca-Cola ou o McDonald; trata-se de criar um modo de existir onde estes produtos não precisem ser boicotados, por não serem sequer necessários.

O homoerótico tem uma vantagem em relação aos chamados outros: ele já exercita a suspeita. Ou pelo menos deveria, já que é colocado numa posição de outsider no plano da sociedade. Ainda assim, essa posição tem cada vez mais perdido terreno para um consumo “gay”. Mas este consumo terá efetivamente alguma diferença em relação aos clichês do consumo comum? Se não houver, não está valendo.

Um dos trabalhos de uma educação, uma pedagogia de libertar os fluxos criadores do corpo, inclui discutir estes padrões de consumo, para além da sociologia da produção da mais-valia tradicional, e embarcando numa análise ético-estética dos modos de existir que a sociedade do consumo material e imaterial produzem. E nesta batalha, os gays têm um trunfo, meu bem. Aproveite-mo-lo!

Ui! E agora vamos ver outros sopros gays (ou não) que passaram no nosso Mundico! A Louca!

Φ CANDIDATO HOMOERÓTICO CONCORRE À PREFEITURA EM CIDADE DO MÉXICO. Nem só de exército zapatista vive a força revolucionária do México. Em Guadalajara, o Partido Social Democrata lançou como candidato à prefeitura o ativista Miguel Antonio Galán Reyes, 31 anos, lindo e engajado. Reyes lançou a primeira rádio com temática gay do México, e afirmou que, se for eleito, vai priorizar os problemas sociais, dentre eles o da homofobia. O governo nacional mexicano é de direita, e já se declarou contrário à união civil e à promoção dos direitos gays. Embora tenha pouquíssimas chances de ser eleito, menos por sua orientação sexual/erótica do que pela pouca popularidade de seu partido, a candidatura de Miguel é revolucionária, porque traz à lume a questão gay em um país que tem tradição em revoluções populares e defesa dos direitos humanos. Sentiu a brisa, Neném?

Φ SOBRE CLODOVIL E ‘MILK’. Para quem pode estranhar o silêncio desta colunéeeeeesima sobre os dois temas LGBT “do momento”, Clô e Harvey Milk, um toque e duas sugestões. Clodovil não pode ser entendido pelo padrão de militância: ao seu modo, ele trouxe à baila muitos dos temas que hoje são discutidos abertamente. Inteligentíssimo, sacou muito, mas dividiu pouco. Milk, obra do cinema como movimento intensivo do olhar dessemiotizado da câmara de Gus Van Sant, desmonta os clichês e faz mais em um fotograma pela causa gay do que todos as simulações de beijo da novela das 22h, sonho de consumo dos gays interditos. Para quem ainda não leu, sugerimos as textualizações “A Diagramação da Imagem-Gay ‘Milk’, de Gus Van Sant”, e “Clô, Além dos Íntimos”, deste bloguinho. Um arraso da razão afetivo-afetante! Sentiu a brisa, Neném?

Φ MINISTÉRIO DA CULTURA LANÇA EDITAL DE FOMENTO A INICIATIVAS LGBT. O Ministério da Cultura lançou nesta semana o edital de apoio à iniciativas de divulgação e de envolvimento social com a temática LGBT. O objetivo do programa é “Fortalecer as organizações sócio-culturais LGBT, conhecer e divulgar as ações culturais dessas instituições, apoiar iniciativas de afirmação de orientação sexual, identidade de gênero e da cultura da paz que contribuam para o combate à homofobia e mapear essas organizações”. E quem pode partchipar, beetchia??? Calma, Beth, calma, nós explicamos. Podem participar instituições e iniciativas que rolaram ou rolam entre janeiro de 2007 e fevereiro de 2009. Serão premiadas até 54 iniciativas, sendo duas por Estado, no máximo. Podem se inscrever ONG’s que existam há pelo menos 3 anos e que realizem trabalho com a temática durante o período indicado pelo edital. Nós sempre dizemos que o que vale é fazer um trabalho que enfraqueça a subjetividade homofóbica e que amplie a consciência coletiva no plano da diversidade e pluralidade. Se for possível unir o útil ao agradável, né maninha, uóoooltimo! Vamos lá, prepare o seu material e vamos à luta! Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

UNIDADE DE ESPECIALIDADE MÉDICA EM MANAUS NÃO ATENDE USUÁRIOS DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Leitores intempestivos relataram a este bloguinho que o PAM da Codajás, unidade de saúde especializada da zona Sul de Manaus, não estaria aceitando encaminhamentos dos clínicos-gerais das unidades básicas de saúde (postos e casinhas).

O procedimento, segundo alguns médicos ouvidos pelo blogue, é efetivamente irregular, já que o procedimento hierárquico dentro da estrutura do SUS é o de que as unidades básicas de saúde são a porta de entrada no sistema, e que as especialidades só devem ser acessadas após a primeira avaliação, que ocorre ora nas unidades básicas, ora nas unidades de urgência e emergência (hospitais, SPA`s).

No entanto, as pessoas estão se dirigindo aos postos de saúde, e ao serem encaminhadas para acompanhamento por especialistas, ao chegarem no PAM para marcar, são informados de que a consulta não poderá ser feita. Os mesmos são ainda orientados a procurar um SPA para de lá serem encaminhados e conseguir a necessária consulta com o especialista.

MEDICINA DE MERCADO E O ADOECER BIOSSOCIAL

Ainda segundo fontes intempestivas, a questão tem sido levantada exclusivamente pelos usuários do sistema. Entre o meio médico, predomina o corporativismo. Os rumores que correm dão conta de que os médicos especialistas estariam envolvidos na não-aceitação dos encaminhamentos, alegando que os clínicos-gerais estariam apenas “despachando” os pacientes nos postos e casinhas, não realizando sequer procedimentos simples de acompanhamento, que segundo os primeiros, poderia ser feito sem a necessidade da especialidade. Do outro lado, médicos das unidades básicas estariam incomodados com a inércia dos colegas especialistas, que não estariam aceitando atender problemas de saúde de suas áreas.

No meio do deixa-que-eu-deixo, o usuário do sistema, que precisa do tratamento, e tem que encarar a fila quilométrica, tanto no posto de saúde para pegar uma ficha, quanto nos PAM, para marcar uma consulta ou exame.

Sinais de uma medicina de mercado, distanciada do exercício cívico e democrático do conhecimento em função do fazer coletivo, e próxima do marketing e da lógica da objetização e monetarização do corpo e de seus males. Medicina que produz doença biossocial.

É por isso que Hipócrates anda jurando de pés juntos que no Amazonas não tem medicina…

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ AVALIAÇÃO POSITIVA DO GOVERNO LULA CAI, MAS AINDA É ESTRATOSFÉRICA. Pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra uma queda de 9% na popularidade do governo Lula. De 73% de Bom e Ótimo, caiu para 64%. A CNI atribuiu a queda aos reflexos da crise econômica. O percentual dos que acham o governo Ruim/Péssimo cresceu: de 4% para 10%. A aprovação pessoal do presidente também caiu, de 84% para 78%. Mesmo com a queda nos números, a alcunhada oposição não pode comemorar, por duas razões: uma, os índices ainda são dignos de inveja até para o incensado presidente estadunidense, Barack Obama. Outra: é a primeira queda desde setembro de 2007, o que pode indicar algo pontual, ou que dependerá de como o país vai passar pela alcunhada crise. Como o país tem tudo para ser um dos menos atingidos, isso também acabará – a se confirmar a tendência apontada pela CNI – refletindo-se também na pesquisa. É aguardar, até 2010 muitas pesquisas virão. I inda tem françeis…

@ ENQUANTO LULA SE CONTRAI, DILMA APARECE: “GOVERNO É SOLUÇÃO, NÃO PROBLEMA”. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu entrevista esta semana para o jornal Zero Hora, digno representante da mídia sequelada brasileira no Rio Grande, e mostrou que além de excelente administradora, é também hábil na arte de desviar das armadilhas da imprensa. Longe de explorar a ministra no sentido de expor ao público os planos do governo no âmbito do PAC, o jornal aproveitou para tentar arrancar de Dilma o ressentido “confessa” de quem se pretende censor ou instância judicativa. Dilma aproveitou para deitar e rolar, mostrando segurança e colocando o assunto onde deveria estar: o foco não no personalismo, mas nos atos do governo. Ação, ao invés de marketing. Tudo o que o governo Yeda Crusius, apoiada incondicionalmente pelo Zero Hora, não sabe fazer. Daí a articulada e atuante esquerda gauche-gaúcha ser cada vez mais a fonte de informação segura, crítica e de qualidade do Rio Grande do Sul. I inda tem françeis…

@ ELEIÇÕES SUPLEMENTARES EM MAIS CINCO CIDADES BRASILEIRAS. MARCA DE UM TSE ATUANTE. Neste domingo, as cidades mineiras de Ponto Chique, Francisco de Sá e Fronteira dos Vales, além da sul-matogrossense Corguinho e da piauiense Baixa Grande do Ribeiro, escolherão novamente seus representantes municipais. Em comum nestas cidades, além das eleições, o fato do TSE ter cassado o registro dos candidatos eleitos, e os segundos colocados não terem alcançado 50% mais um voto, para assumir o cargo. Mais cinco cidades têm eleições previstas até o final de abril, além de Santarém (PA) e Joaqum Gomes (AL), que têm pendências judiciais, mas devem receber novo pleito em breve. É o Tribunal Superior Eleitoral cumprindo o papel republicano de fiscalizar o processo eleitoral, e auxiliando pedagogicamente no estabelecimento de uma democracia de fato. E que venham as novas eleições para Manaus. I inda tem françeis…

Vamos que vamos

Que se não partirmos

Nunca nos encontraremos

Lá fora do outro lado do rio…

KINEMA: IMAGEM-ARTE-PENSAMENTO

.um “suplemento” kinemasófico de perceptos/afectos imagéticos.

Velha crítica para novas imagens. Na literatura há boato antigo que diz ser o crítico um escritor frustrado. Que dizer disso no cinema? Não percamos tempo com as opiniões hollywoodianizadas no Times, Veja, Folha sobre cachês, bilheterias, efeitos especiais, truques, Oscar will go to… Pior mesmo é quando alguns íntegros jornalistas querem se passar por críticos de cinema. Que desastre! Mais divertido pelo menos é acompanhar a universalização dos comentários nos blogs, embora grande parte, ao sair das salashoppipocola, revele mais sobre o personalismo de quem escreve do que sobre o objeto em questão, ao menos sai da doxa emitida como verdade advinda de uma autoridade imbuída de um poder e uma posição superior. Mas, pelo meio, de vez em quando há a possibilidade de encontros de idéias e conceitos. Diante disto, para alguns velhos-antigos críticos, o cinema caiu em decadência com a dominação do cinema televisivo hollywoodiano que invadiu a Sul-América, a África, Ásia e até a Europa enquanto dizimava os Chayenes, os comunistas, os extraterrestres, os terroristas. E a dominação tornou-se controle a partir da formação de subjetividades: Cidade de Deus e Tropa de Elite são eminentemente Hollywood, ademanes não terem ganhado a estatueta da cristalização do olhar embotado. Já os velhos-recentes críticos de tantos poucos anos não compreendem o cinema de Autor, como queria Godard, confundindo-o com personalismo, o que os leva a esperar sempre o previsto, o justo em películas anteriores. Estes, geralmente escondidos atrás das fachadas de jornalões e revistas sequelados, não possuem a capacidade de ver com o “olho do espírito” — a câmera —, por isso vão recobrindo imagens com sabujos de letras sobre técnicas subordinando idéias ou meramente fazendo o pior que se pode fazer diante de uma película: descrever filmes! Estes nunca viram uma imagem, não podem ver a linha contínua de um Claude Chabrol, chegam a acreditar que Herzog rendeu-se a Hollywood, por tanto fantasiar nunca viram a imagem-espaço real de Lars Von Trier nem pressentem a “opulência simples do cinema argentino” (Fernando Masini). Quando se trata de Autores que se encontram no interior de Hollywood, como David Lynch ou Gus Van Sant, os a-críticos e seus séquitos parecem ter visto tudo de cima do muro do estúdio de gravação a que se alojaram, sem perceber que os verdadeiros cineastas apenas deixaram para os críticos seus simulacros e há muito já saltaram o muro e vão pela rua Imagem-Mundo.

.A DIAGRAMAÇÃO DA IMAGEM-GAY “MILK” DE GUS VAN SANT.

Milk 01 por você.

Gus Van Sant é um educador do olhar. Assim como todos, dos astros de Hollywood aos estudantes de Columbine, falam apaixonadamente do que ele lhes proporcionou fazer, assim também com todos que assistem seu cinema. Assim como no Elefante os atores e toda a equipe de filmagem participaram de todas as etapas de sua feitura, assim também é como se ele nos convidasse: “Você não precisa ser esse telespectador passivo. Vamos! Que imagem seu olhar deseja? Uma imagem deseja seu olhar. Tome a câmera.” No Elefante, alguns, bem seguros nos salões de premiação e nas suas dependências salashoppipocolas, acreditaram que Gus era bonzinho, colocando-lhes os vários ângulos da questão — Que técnica! — e o tornaram cult, pretendendo mantê-lo ali com eles em segurança. Mas foram às náuseas e saíram desesperados quando o malvado Gus quis levá-los a passear, quer dizer, fazer roturas de skate no Paranoid Park.

Agora chega para baixar na internet e, posteriormente, às salas, salinhas e salões (menos nas de Manaus, pois por aqui só rola se o rolo for autêntico Hollywood), Milk, que, na hilária renominalização brasileira recebeu o pós-título “A Voz da Igualdade”. Rapidamente os críticos tentaram adesivar em Milk decalques imagéticos, obviedades que cristalizaram em si de Elefante e Últimos Dias, principalmente, e menos do Paranoid, pelo qual saíram cambaleando do cinema, e se agarram desesperadamente na primeira oportunidade para, ressentidos, atacarem Gus Van Sant, esse grande traidor. Com a boca espumando e os olhos turvos, não viram uma só imagem. Aliás, nunca viram uma imagem.

Para começar, preenchem a tela com o sensório-motor, reduzindo-a à imagem-ação da narrativa histórica-linear de Harvey Milk (Sean Penn), primeiro ativista gay a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. Claro que, mesmo depois da liberação sexual dos anos 60, de um lado, ainda havia lugar (ainda os há?) para falsos moralismos cristãos em nome da família e dos bons costumes, repressão física — pois os gays sempre souberam que não existe repressão psicológica —, ainda havia a representação fálica da significação ser macho, mas, de outro, o mundo já era abertamente gay, pelo menos em São Francisco, o amor já ousava dizer o nome e andava em bandos pelas ruas, de modo que se uma mona era deslancada pela polícia, outras tantas saíam às ruas com seus apitos, como numa disseminação infernal. Mas por que aquela espécie de confinamento no distrito do Castro? Por que este retrocesso? Por que a violência policial contra os gays perdura, embora estejam economicamente incluídos e organizados. É essa a imagem que o apito caído ao chão vê numa discussão entre Milk e os policiais. Não está conseguindo ver direito? Milk viu. Não adianta mais tão somente opor o apito ao cassetete, é preciso minar o que está emperrando o movimento homossexual, que são os códigos de leis nas casas legislativas e tribunais. Foi o que Foucult também viu: que o problema não é tão somente a repressão, mas principalmente o controle a partir do racionalismo que ilumina todas as mentes e movimentos corporais. A imagem de Gus Van Sant não é a partir de uma questão pessoal por ser gay, dá conta de um movimento histórico. Há uma guerra entre heterossexualidade e homoerotismo, e é uma guerra de imagens. “Toda criação tem um teor e um valor políticos. (Deleuze)” Uma imagem nítida, épica, do prédio da prefeitura de São Francisco, o “teatro” de Milk ou, como diria Brecht, onde ele se banha, estrategicamente, na lama. “Vou deixar que ele me batize. Precisamos de votos para os direitos dos gays.” Uma imagem opaca, escura, do namoro com o afetado Jack Lira (Diego Luna), como se o câmera-man cambaleasse, e uma imagem à sombra, trepidante, quando ele se reúne com seus amigos para organizar um movimento contra a fascista Emenda 6 encabeçada pelo senador John Briggs, e que propunha a demissão de professores homossexuais e de quem os apoiasse ao perceber que os políticos “aliados” ao pé da lareira não podem nem nada querem fazer a favor da luta dos homoeróticos. A imagem gay Milk de Gus Van Sant corta em transversal, formando um diagrama incapturável para as estratégias de poder, que vai perpassando numa proximidade democrática gays, mulheres, velhos, operários, todas as minorias. Observe-se, entre outras coisas, o posicionamento fundamental da câmera que vê Milk do meio da multidão e com ele compõe.

Falando ao Cahiers de Cinéma, Deleuze diz que não acredita na morte do cinema pela televisão, e toca na questão do uso de novos aparelhos, novos instrumentos no cinema: “Esses instrumentos giram em falso na mão dos autores medíocres, e para estes substituem as idéias. No caso dos grandes autores, ao contrário, esses aparelhos são solicitados por suas idéias.” Gus Van Sant utiliza vários recursos, como a fotografia, imagens televisivas tanto em gravações a-fílmicas há época ou do documentário Nos Tempos de Harvey Milk, de Rob Epstein, quanto em gravações da atual filmagem — e até desenhos em papel. O relato de Milk, que, além de quebrar a linearidade narrativa e produzir o efeito do narrador-morto que fala Pasolini, introduz uma máquina de guerra que faz persistir o enunciado de resistência: o gravador. Cada um desses aspectos é uma tese de arte cinematográfica. Como exemplo, peguemos uma das que mais chamaram a atenção, que são as entrevistas da garota propaganda de sucos de laranja, Anita Bryant, que, fundamentalista cristã, passa a levar uma cruzada contra os direitos dos homossexuais. Além desse embate discursivo, no entanto, cinematograficamente, o que está em jogo é a imagem de cinema diante da imagem televisiva, no que ela tem de melhor/pior, a perfeição técnica pela qual os “novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos” (Deleuze).

Duas imagens são fundamentais para afirmar o suplemento estético de Milk a que nos propomos aqui. Uma colagem já experimentada por outros, como Michael Haneke no Código Desconhecido, e que em Gus Van Sant, tal qual as linhas abstratas de uma tela de Mondrian, preenchem o plano vazio, na composição da multiplicidade que explode nas diagramações micropolíticas fazendo da tela um plano de imanência da imagem-gay, quando Cleve Jones liga para avisar um outro homossexual em outra cidade para se mobilizarem diante da Emenda 6, e este a outro, a outro, a outro… Harvey é apenas o centro de distribuição, ele se sabe Milk como um movimento contínuo de afirmação da potência gay de agir: “Não sou um candidato, sou parte de um movimento. E o movimento é o candidato. Há uma diferença. Vocês não veem, mas eu vejo.”

Milk 02 por você.

A outra, aparentemente rápida e desconexa, é a imagem da ponte Golden Gates. Quem viu a ponte de Portland no início do Paranoid Park? Quem leu o agrimensor K. atravessando a ponte no início dO Castelo, de Kafka. A ponte é a passagem, a alteridade, a mudança, o novo que aparece na vitória de Milk para supervisor (similar ao cargo de vereador no Brasil), “quando todos estavam juntos”. A ponte de onde os amigos de Milk atiraram suas cinzas, “em meio de uma chuva de refresco de uva”, informam os créditos.

No que diz respeito à grande crítica e comentários vulgarizados de olhares controlados, a maioria de suas obviedades/redundâncias são para o Oscar de Sean Penn, e sua interpretação, reduzida para a maioria a seus beijos entre Harvey e Scott (James Franco), e depois Harvey e Jack. Um ou outro observa que, como o próprio Sean Penn afirmou, não fez uma imitação do supervisor Harvey Milk nem tampouco se utilizou de trejeitos homossexuais vulgarizados. Para quem acompanha Sean Penn, sabe-se que há muito Hollywood não lhe é uma prisão, ele só faz e assim também na direção, Na Natureza Selvagem — projetos nos quais está eticamente envolvido. Faltou dizer que, não afeito a mediocridades e clichês, o que Sean Penn encontrou foi uma postura gay, uma singularidade, é aí que reside e resiste seu papel. A mesma postura que fez ele ganhar o Oscar pela segunda vez, mesmo que os jurados não tenham visto nada. E também porque era preciso dar uma estátua para não se sentirem tão distantes do que não compreendem. Por isso as constantes e falsas questões, reveladoras de toda a homofobia hollywoodiana: “Por que você não trabalhou com atores homossexuais?”

Outro aspecto/tese de Milk é a música, melhor dizendo, os sons de Milk. Às vezes eles são quase inaudíveis, como o som da sirene que se houve durante a conversa na madrugada antes de uma das eleições. Assim como as questões políticas mesclam-se ao desabafo amoroso de Cleve e os elogios de Harvey — “Você é adorável!” —, a sirene demonstra, assim como eles não dormem, que o poder não descura de sua vigilância, mas ainda, como um distanciamento brechtiano, como que dizendo ao espectador: “Não se engane, isso não é uma ceninha sentimental.” Assim como também não o é a cena que o rapaz de Minessota fala do iminente suicídio e quando explica que não pode fugir da família, a câmera pega a cadeira de rodas. Dupla violentação. Além e aquém da imagem-ação extensiva, a relação óptico-sonora de Milk com a ópera é fundamental. A ópera, como uma espécie de hipérbole do teatro burguês e da música “erudita” não sendo nem uma coisa nem outra, numa tentativa de reviver as tragédias gregas, preenche de sons o desejo de liberar o homoerotismo que na Grécia Antiga era alethéico —, agora, pela visibilidade gay, que requebra a sexualidade constituída da modernidade. No dia anterior à fúria de Dan White, Milk havia assistido no Metropolitan a Tosca, de Puccini que tinha na personagem homônima ao título a brasileira Bidu Sayão.

No filme, a cena final da ópera: Tosca chora sobre o corpo sem vida de Mario, morto fuzilado. E, desesperada, se mata. Naquela madrugada, falando ao telefone com um amigo, Harvey diz a ele: ‘Ontem vi Bidu Sayão!’, como quem havia realizado um velho sonho. (Blog da Helô)”

Gus Van Sant desvia o cinema da ditadura imposta ao olho pela imagem-ação. O assassinato não é pra ser visto nem mesmo do lado do direito penal, mas a partir da sensibilidade que ele interrompe. Close demorado no ouvido de Milk, ruídos, um curto-circuito interrompido. Indiferente aos tiros, seu olhar repousa em quê? É preciso levar a câmera, o “olho do espírito” até Bidu Sayão num cartaz, antes que um último tiro turve-nos os olhos de Milk ao chegar o vazio da sensibilidade anulada. Fundido em negro. Enquanto na nitidez da luz artificial que faz desaparecer a realidade, como diria Paul Virilio, na imobilidade dos simulacros de poder, de Castro uma multidão, no episódio que ficou conhecido como Marcha das Velas, não permitirá que a escuridão seja totalitária. É nessa imagem-menor que o garoto da cadeira de rodas foge e aumenta sua potência de agir no encontro com uma mulher violentada, um operário explorado, um negro discriminado, ama criança oprimida, e seguem para um lugar incapturável para a heterossexualidade tão séria e falsa quanto a Era Vitoriana. Se é verdade que o mundo vulgarizou a imagem nas estratégias da técnica pela técnica, Gus Van Sant inverte e, para além do pessoal e do si, diagrama a Imagem-Mundo-Gay.

PREFEITURA PROVISÓRIA E IMÓVEL TENTA PEGAR CARONA COM MOVIMENTO DE PROGRAMA FEDERAL

Pelas rádios afora, uma notícia tenta capturar os incautos: “a prefeitura de Manaus está oferecendo quatro mil vagas para o Projovem, programa que paga bolsa de 100 reais para jovens de 18 a 24 anos que queiram concluir o ensino fundamental”.

Susto! Será que a prefeitura saiu no inanimismo para implantar definitivamente o “Reconstruindo a Nossa Cidade”?

Ledo engano. O que o marketing duraguístico da prefeitura de Amazonino, o Breve, quer é promoção com recurso alheio.

O programa Projovem é do governo federal, que disponibiliza os recursos e as vagas para todas as cidades do país. Já existia no tempo do Serafim, e na atual administração é vendido ao eleitor-consumidor como se fosse exclusivamente da prefeitura.

Em toda a propaganda o nome do governo federal não é citado sequer uma vez, dando ao ouvinte um convite à ilusão de que o programa é municipal.

Enquanto isso, a população que ainda acredita, o eleitor-consumidor, espera pelas promessas de Amazonino, como o Bolsa Família municipal.

Mas a maioria dos eleitores, os que são cidadãos, aguardam mesmo é pelo inevitável: a cassação.

BOLSA FAMÍLIA MOSTRA QUE CRISE NO BRASIL SERÁ MENOR

Enquanto dirigentes de países desenvolvidos se descabelam contra a estagnação da economia de mercado, e no Brasil, a imprensa sequelada tenta vender a ideia de que o governo errou, tudo o que Lula previu, como “o melhor economista do Brasil” (segundo Delfim Netto) está acontecendo.

É claro que o Brasil será afetado pela alcunhada crise (o Estado do Amazonas, com a sua economia de faz-de-conta, a Zona Franca de Manaus, mais ainda), mas nada que faça com que o país tenha uma estagnação econômica.

Mas há um indicador com o qual não se contava: a chamada porta de saída do Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda do mundo.

Segundo dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), mais de 450 mil famílias deixaram o programa, seja porque sua renda familiar superou o máximo exigido para receber o benefício (137 reais per capita), seja porque não cumpriu as condicionalidades do programa.

No início do ano, aproveitando o crescimento da demanda da construção civil, o governo federal, através dos SINE, começou a promover cursos profissionalizantes na área. Em Manaus, por exemplo, no final do ano passado, o setor inflacionava em vagas, faltando mão-de-obra especializada. Com isso, o governo garante a profissionalização da mão-de-obra e experiência garantida.

As vagas deixandas por este meio milhão de famílias serão aproveitadas por quem está no perfil mas ainda não foi cadastrado. São meio milhão de famílias que contradizem a fala do travestido em honestidade, senador Jarbas Vasconcelos e seu amigo, o Garçon da Brasília Teimosa. Jarbas, querendo pavonear-se como vice de Serra, afirmou que um garçon do bairro Brasília Teimosa, em Recife, teria abandonado o emprego para viver do benefício federal. Enquanto a alcunhada oposição tergiversa, o governo apresenta dados.

São ecos da alcunhada crise: o governo esperava que mais famílias fossem desligadas. No entanto, o número mostra que em termos de economia, o país tem mais mercado interno e de consumo para suportar a queda mundial causada pelo abalo da economia financeira. Se não é socialismo, ao menos é sinal de que mais pessoas estão comendo mais e melhor. E isto é, no contexto atual, uma revolução.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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