Arquivo para 7 de junho de 2009

SOBRE O PROCESSO SELETIVO DO PROJOVEM URBANO MANAUS – ATUALIZAÇÃO

Sobre o processo seletivo para o programa Projovem Urbano, que oferece vagas para professores de nível superior, técnicos e assistentes sociais, a leitora intempestiva Thereza traz uma atualização:

Liguei ontem para Projovem. Me disseram que a lista deveria ter sido divulgada na quarta-feira. Liguei para a Unisol. Me pediram retornar a ligação ás 15 horas. Nesse ínterim liguei para o Diário Oficial. [nada consta]. Liguei 17:00 para A Critica. [nada constava ainda]. E, liguei para Unisol. Pedi para falar com o Diretor. Fui bem atendida pelo mesmo que explicou que a Unisol já terminou a primeira parte do processo seletivo simplificado que era a pontuação mediante cursos e tempo de serviço e enviou para a SEMED. E que deveria sair no sábado [hoje] porque na segunda e terça-feira eles iriam esperar os selecionados para posteriores informações.

Saiu uma nota de que os coordenadores tiveram um encontro num hotel da cidade com profissionais de Brasília. Noto que até mesmo a imprensa está agindo de “pouco caso”. Se somos mais de mil candidatos deveria ter por parte da UNISOL e da SEMED consideração para conosco nos informando pela mídia o andamente os motivos que justificam esta demora na divulgação dos resultados. Se alguém for entrar com MP seria bom que entrasse em nome de todos os que se consideram “feridos no seu direitos”.

Já escrevi para MEC, para Unisol, para A Critica e neste blog é a segunda vez que escrevo embora o responsavel (a) não tenha se pronunciado. Minha sugestão é de na segunda-feira com ou sem resultado na mídia devemos nos dirigir a UNISOL e nomear um grupo represante que exija melhores esclarecimentos. Por ora ainda acredito na seriedade da seleção porém a mesma esta comprometida por esta demora e pelo desencontro das informações. Um joga para o outro a responsabilidade. Enquanto isso…

Comentário de Thereza, às 16:16, em 06 de junho de 2009.

Em acréscimo às informações trazidas pela companheira Thereza, este bloguinho apurou que a matrícula dos alunos já foi encerrada, e que a previsão para início é no começo de julho. No entanto, de acordo com fontes intempestivas, o programa, que já iniciou em outros estados, em Manaus estaria atrasado devido ao contingenciamento das verbas, referente à não apresentação da documentação necessária ao programa por parte da prefeitura.

A última notícia do site da prefeitura sobre o programa é de 20 de maio, e não trata do processo seletivo. No site da Unisol também não encontramos nenhuma notícia sobre o edital ou sobre os resultados. A se considerarem os antecedentes de prefeitura e governo do estado em relação a concursos e processos seletivos, é rercomendável aceitar a sugestão da companheira Thereza e se organizar, na garantia dos seus direitos. Vide os desconcursados

ATUALIZAÇÃO EM 08/06:

O leitor intempestivo, tendo participado ou não deste processo, mas que acredita na sua potência de agir como elemento constitutivo de uma democracia de fato, pode acompanhar este processual de produção de cidadania ativa pelo site/blogue da companheira Thereza:

http://www.sitiodagaia-gaia.blogspot.com/

BRASIL 4, URUGUAI FUTEBOL

A mediocridade do futebol é geral. O planeta terra está repleto de amenidades futebolísticas. As vezes acontece de se manifestar um Barcelona, mas é só uma breve manifestação. Junte-se a mediocridade do futebol a avidez dos agentes empresarias e mais o vazio intelectual da mídia deste esporte – que um dia foi bretão – temos então o espetáculo da mesmidade. Nada mais do que o mesmo predominando como figuração nestas eliminatórias para a Copa de 2010.

Na partida – não pode ser chamada de jogo, porque na mediocridade não há jogo – entre as seleções do Brasil e Uruguai, predominou o velho adágio popular: “O futebol é uma caixinha de surpresa”. Os uruguaios dominando a partida no primeiro tempo, sempre ameaçando as balizas do goleiro Júlio Cesar – que nada tem do imperador romano –, eis que o irritado Daniel Alves, para se livrar da pelota, dá uma chutão em direção do goleiro uruguaio, que para confirmar que o “futebol é uma caixinha de surpresa”, aceita a superstição futebolística: frangaço. Pela maneira anêmica do chute e desengonçada deslocamento da pelota, pareceu ser da Sadia ou da Perdigão. Nada de granja, muito menos de quintal que pudesse servir para canja à uma mulher grávida de futebol.

Ainda no primeiro tempo, com os uruguaios em síndrome de seleção da Colômbia nos tempos de Valderrama e Higuita, que era só drible e toque de bola sem chutar em gol, ou Atlético de Madrid com toques comandados pelo uruguaio Forlan, os “branca de neve” aproveitaram o rebate do goleiro em cobrança de escanteio, depois um cruzamento da direita, com o bom goleiro disputando, sem braços, com a cabeça do brasileiro, saiu o segundo gol.

É lógico que superstição é superstição, não tem nenhum signo racional. Pela superstição dizem que o pior no futebol carioca só acontece com o Botafogo. Tudo superstição de próprio botafoguense. Só que o goleiro do Uruguai acreditou. Atuou como se a superstição fosse real. Aí não deu outra: o Uruguai apresentou um futebol medíocre, mas muito mais futebol que o Brasil que jogou na sorte do que é de pior “só acontece com o Botafogo”: o goleiro da seleção uruguaia é goleiro do Botafogo.

Na ordem da superstição não poderia ser diferente. Uma seleção medíocre como a seleção brasileira, para ganhar só com a mandinga do tudo que é de pior “só acontece com o Botafogo”. Tudo fora do real. O espaço imaginário onde se concentra a seleção canarinho. Para a alegria dos cartolas e da mídia acéfala.

XUXA: UM PRÍNCIPE PARA SASHA

Uma das vertentes da psicanálise diz que em se tratando de amor Eros é, deslocado da mitologia para as proposições existências, o personagem que simboliza o amor adulto dessublimado da fantasia. O amor do Princípio da Realidade. O conluio racional dos casais. Já o personagem que simboliza o amor imaturo, a infantilização dos afetos e da genitália, é Cupido. A criança danadinha que sempre está aprontando as suas e jamais cresce. Fica sempre nas névoas da fantasia do Princípio do Prazer. A atrofia da vida. Segundo esta vertente psicanalística.

Tomada esta vertente como modelar dos programas “infantis” das televisões, de Maísa a Angélica, todas são atrofiadas. Só que a atrofia maior é Xuxa. Não por que é a mais velha na ordem da sublimação, tia sem simbolização, mas porque ficou presa nos brinquedos ‘desbrincados’ da infância. Daí porque Xuxa não permitiu que sua filhota Sasha crescesse. Jogou a criança, ainda criança, nas miras de Cupido. O pior Cupido: o Cupido televisivo da sociedade de consumo. Bem provável que Xuxa tenha acreditado na sentença castradora de que os pais sabem muito bem o que é bom para seus filhos.

Desta forma, Xuxa pretende que sua filhota seja sua continuadora no espetáculo de atrofia pedófila – no sentido grego em que as crianças não recebem orientação pedagógica de acordo com suas condições cognitivas e afetivas infantis –, por isto programou o concurso “Procura-se um Príncipe”, para selecionar um mancebo capaz de contracenar com sua filhota no filme “O Mistério da Feiurinha”, que será dirigido pela ‘ex-cineasta’ Tizuka Yamazaki (como decaiu).

É certo que a Xuxa não seria esta obreira de Cupido se não houvesse um número gritante de pais também atrofiados em seus amores afetivos e genitais. Por isso, a ex-Pelé, consegue 6.000 concorrentes cupidianos, com 15 anos, com a intenção de contracenar com sua filhota de 10.

Tudo que permite Xuxa, no meio de sua eterna “infância”, proferir, no momento da graduação do escolhido, Bernardo Mesquita, a culposa condenação: “Com o posto de Rainha dos Baixinhos, eu te consagro agora Príncipe do filme, “O Mistério da Feiurinha”. Como diria o moralista do deboche: “Que coisa feia, Tia Xuxa”!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

Um campo florido, em algum lugar do planeta.

QUE SEXUALIDADE QUEREMOS? Parte III

O interior é uma dobra do exterior” (Deleuze)

Na primeira parte do nosso papo, falamos sobre o enredamento dos saberes constituídos cuja expressão compõe uma sociedade que interdita as manifestações diversas do corpo, sobretudo as sexuais, em nome de uma normatividade positiva. Na nossa segunda parte, falamos sobre como essa normatividade positiva, pulverizada em moral primeiramente, e depois travestida em ciência do sexo, atravessa o social impondo uma ordem laminadora, classificadora, hierarquizadora e rotuladora.

Mas fica a pergunta: se tudo isso ocorre de maneira a limitar o agir, a existência, por que tantas pessoas permitem-se ser sujeitos destes enunciados? Em outras palavras, e lembrando Wilhelm Reich: por que as pessoas não apenas se contentam com a miséria existencial, mas parecem mesmo desejá-la?

Bom, não nos arvoraremos aqui a responder essa pergunta, mas tentaremos apresentar alguns indícios sobre esse acontecimento.

O que é sujeitar-se? Como se constrói um sujeito? Qual é ou quais são as minhas identidades? Esta palavrinha, ainda muito cara a setores do movimento LGBT não dá conta de explicar por que as pessoas matam, morrem, amam, odeiam em nome de um discurso coletivo que lhes é pessoalmente hostil. Queres uma identidade? O sistema capitalista tem mil à tua disposição: basta que pagues. Isso não explica nada.

Enquanto a identidade é formada por imagens estáticas, padrões de comportamento alienados, e que apenas aparentemente pertencem ao seu proprietário, preferimos falar em processo de subjetivação. Como se constrói um homofóbico?

Há enunciações, saberes, dizeres no mundo, antes de nós nascermos. Se para cada um de nós, individualmente, o mundo “começa” quando o espermatozóide invade o óvulo, o mundo já está girando há incontáveis eras. Nascemos, o sistema neurocognitivo ainda por se fazer (se fará por toda a vida, se considerarmos a capacidade humana de produzir a aprender), e já temos que lidar com as enunciações, em suas diversas segmentaridades: a ordem social vigente, as expectativas familiares e suas psicopatologias, as limitações de ordem material (econômica, intelectiva, produtiva), sem estarmos preparados para compreender racionalmente as implicações destas enunciações. O mundo está mais hostil graças ao acirramento das desigualdades sociais promovidas pelas políticas econômicas das décadas de 80, 90 e 2000? Nascemos numa família que carrega dizeres patológicos da maldição tradicional do nome? Nasci condenado a carregar um nome já prenhe de significantes, badulaques, toys in the attic, como diriam os psiquiatras ingleses, os “brinquedos no sótão”, a miséria, o sujo segredinho familiar? Somos um bricabraque de dizeres que me são “externos”, mas que se dobram e produzem meu “interior”.

À medida em que a criança vai se desenvolvendo, vai também ampliando progressivamente sua capacidade de compreensão e consciência dos seus arredores. Uma ampliação da consciência de si como um a-mais no mundo. Vai se tornando capaz de estabelecer correlações, comparações, juízos de valor, optar, escolher, selecionar. Resta saber se o fará a partir de suas certezas constituídas – que não são suas, como já vimos – ou se posicionar-se-á a partir de um incapturável movimento de suspeição, questionando a sua realidade, sempre saltando a cada vez que estes enunciados tentem lhe capturar.

Quando esta criança se constitui como sujeito destes enunciados constituídos, sem lhes impôr um questionamento, análise à luz da razão, acaba por constituir-se ele próprio como uma consequência destes enunciados. Como estes enunciados se arranjarão na composição com o corpo-consciência do sujeito, é um enredamento único, ainda que a temática seja coletiva. É por isso que a psicologia e a psicanálise não se dão bem com a psicose: sem os referenciais bem fundados no “real”, o psicótico não se deixa capturar pelo ordenamento deste real constituído, embora esteja irremediavelmente perdido no labirinto do significante.

Nenhum louco delira sobre algo incompreensível: os temas são sempre os mesmos, sexo, religião, interdição, corpo, igreja, família, amor, ódio, política, o humano, demasiado humano, impregnado ao espírito, acorrentando-o. Da mesma maneira, um outro tipo de louco, é tomado assim por ser livre, por saber transitar sem ser capturado por estes enunciados. Um espírito livre, Nietszche, Spinoza, Bergson, Lucrécio, Serres, Pessoa, Kafka, Saramago…

No entanto, essa “dobra” do exterior no interior pode capturar de maneira a paralizar o movimento. Uma máquina de corte. Corte no plano da produção estética. O homem não como causa de si, mas como efeito dos corpos sociais. Aí, não há como escapar. O ódio a si e ao outro são expressões do vazio produtivo, uma máquina emperrada. Uma doença coletiva que se quer contaminar. Daí a necessidade, para eles, de espalhar a dor como forma patológica social.

A perseguição a negros, hispânicos, homoeróticos e outras minorias é corolário da miséria social, de uma sociedade tanática e autodestruidora. A questão da homofobia passa pela questão social como um todo. Direitos para todos, ou para ninguém.

Assim, a sexualidade como discurso produz também modos de subjetivação que impedem o movimento natural do corpo como ente criador de modos de existir. A sexualidade enquanto discurso científico-moral é antiética. Daí a necessidade de se pensar o movimento LGBT para além do direito jurídico, mas de como se formam estes enunciados e como sua expressão (as enunciações) nos afetam e produzem comportamentos e modos de existir hostis, seja no outro, seja em nós mesmos.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gays (ou não) que passaram no nosso Mundico! A Lôca!

Φ PLC 122/06 SOFRE AMEAÇA DE ARQUIVAMENTO NO SENADO. A senadora Fátima Cleide (PT/RO), relatora do projeto de lei complementar 122/06, que criminaliza a homofobia, terá de voltar à mesa de planejamento. É que, se colocado agora para votação na casa legislativa, o projeto sofrerá derrota, e lá se irão cinco anos de trabalho e articulação. A questão reside na oposição do projeto ao direito à opinião. Pastores e sacerdotes das religiões que carregam em seus dizeres a proibição ao homoerotismo devem, constitucionalmente, ter direito a reprová-las em seus sermões. Ainda que para isso tenham que humilhar, ofender, caluniar, dentre outros. Mas esta colunéeeeesima concorda com o nosso presidente, Toni Reis, quando ele afirma que não se trata de um retrocesso no caminho do projeto: antes, é um desvio que é necessário. Trata-se, para além da mediocridade epistemológica de alguns senadores e juristas, de uma questão de enunciado. O estabelecimento de uma enunciação coletiva social que se opõe a um direito civil constituído. Ou seja: não passa pela produção de novas conexões neuronais. Mais do mesmo. Já dissemos aqui algumas vezes que a batalha pelos direitos civis se faz na rua, no discurso, na transformação social de uma cultura. O que, evidentemente, não exclui o processo jurídico. É preciso não proibir que pastores e sacerdotes falem sobre o “homossexualismo”. É preciso tornar esses pastores e sacerdotes desnecessários, ou mais: tornar esse discurso homofóbico, de controle sobre as produções estético-políticas do corpos, travestido em religioso, impossível dentro de uma sociedade democrática. Se há segregação, é porque se trata de uma sociedade que não produz igualdade entre seus membros. Não pulsa, não produz movimento intensivo. Um sintoma disso é acreditar que uma enunciação dogmática é opinião, sem que esta tenha sido examinada pela razão. Se Deus criou o mundo, e tudo o que há nele, então também criou os homoeróticos. E se o mundo é gay… Hihihihi… Te toca, Barrabás! Sentiu a brisa, Neném?

Φ PARADA GAY PAULISTA 2009: ENTRE O LUXO E A MILITÂNCIA. Quem estiver se preparando para participar da maior parada gay do mundo, a de São Paulo, deve colocar a barbicha de môlho. É que os preços cobrados pela organização do evento para trios elétricos e marcas adicionais está inviabilizando a participação de entidades, ONG’s e casas de shows. Para colocar um trio tocando música, com artista e marcas de patrocinadores, o investidor terá de desembolsar, pelo menos, uns 40 mil reais. Quarenta mil tocos, maninha??? Mas para um evento desta envergadura moral tá bão! Pode ser, mas as casas de shows toparam a queda de braços e pretendem mostrar que a moçada só vai à Av. Paulista para mexer o esqueleto. Sem trios, sem as marcas das rainhas das baladas, o povo não desce a avenida, apostam os empresários do setor. Do outro lado, a organização da parada, promovendo o tema “Sem Homofobia Mais Cidadania. Pela Isonomia dos Direitos”, deve tornar a parada um pouco mais “militante”. Nada de discursos inflamados de duas horas de duração, mas são programados intervalos entre uma sequência matadora de acid jazz e house-dance music para falar sobre a condição social e a precariedade dos direitos civis para a população LGBT. Boa sacada! Aí será a hora da gente mostrar que alegria e militância não são antagônicas. Afastar defitinivamente a pecha de que gay, lésbica, bissexual e trans são alienados politicamente. Pule, dance, viva, beije, ame, mas não esqueça que o amor tem que transbordar e contaminar a coletividade, produzindo a liberdade como efeito. No mais, a briga é financeira, e como nós somos lisas, né maninha… Sentiu a brisa, Neném?

Φ NEW HAMPSHIRE APROVA LEI DO CASAMENTO. Meninas, vocês lembram que na semana passada nós falamos da polêmica do estado norte-americano de New Hampshire? O governador afirmou que sancionaria a lei que permite o casamento gay, desde que houvesse uma ressalva nesta lei, dando o direito às instituições comerciais e religiosas envolvidas no processo de se recusar a fazê-lo, por razões religiosas. An old movie, baby… Filme antigo, que está em cartaz novamente aqui pelas salas de cinema do senado. Bom, esta colunéeeeesima não conseguiu apurar se a condicionalidade foi respeitada. O que sabemos é que o governador sancionou, o congresso estadual aprovou, e a partir de primeiro de janeiro de 2010, as beeetchas que quiserem poderão juntar os talheres e as escovas de dentes sob as bênçãos do divino e do profano. É mais um estado norte-americano que caminha rumo ao inexorável direito de casar-se com quem se queira. Ui! Sentiu a brisa, Neném?

Φ MINISTRO ALFREDO NASCIMENTO, AMEAÇADO EM INTERESSES ELEITORAIS, APELA PARA HOMOFOBIA CONTRA CARLOS MINC. O que ocultará a fala do ministro dos transportes e ex-prefeito de Manaus, o natalense Alfredo Nascimento, quando utiliza da palavra “veado” em sua conotação homofóbica, para se referir ao também ministro, este do meio ambiente, Carlos Minc? Ora, oculta primeiro um descompasso com os esforços do governo do qual faz parte. Tudo bem, sabemos que Lula por vezes tem de chafurdar na lama manoniquim, e desta vez defendeu, não Alfredo, mas a iniciativa da BR-319, necessária economicamente ao desenvolvimento do estado, e que Alfredo vê como trampolim eleitoral para 2010. Republicanos são os interesses de Lula, não os do ex-prefeito do “Extresso”. O seu entendimento, aliás, não coaduna com os esforços do governo federal em diminuir a homofobia e aumentar o acesso aos direitos civis básicos, não apenas para os homoeróticos, mas para todas as ditas minorias. Até aí tudo bem, Alfredo é um mal a mais na política nacional: em meio ao enlameamento moral e institucional do então PL, Alfredo era o “menos” chafurdante – embora todos os manauenses saibam o quanto custou o Expresso e os oito anos de marketing da prefeitura alfrediana, que terminou melancolicamente com o golpe de estado conhecido como “Carijozada”. Na chantagem fisiológica que se convencionou chamar política, Alfredo foi empurrado para o Ministério dos Transportes. E só não caiu porque a BR-319 é mais importante que ele. Ao utilizar o termo “veado” para se referir ao ministro Minc, Alfredo evidencia toda a sua estreiteza intelectiva, ao acreditar estar desqualificando o ministro do meio ambiente. Ao contrário, Minc pode não o saber, mas nós sabemos, a potência criadora que carrega um devir-animal, seja ele um veado ou qualquer outro animal. Alfredo, certamente, não o sabe. Acredita no enunciado da moral cristalizada que adesiva o homoerotismo ao ranço moralista. Impensável para um político, mesmo medianamente desenvolvido. Mas é que às vezes, a única armadilha que certos políticos podem preparar para seu povo, é se colocando eles mesmos, em todo o esplendor da sua atuação existencial, no plano dos cargos e funções do executivo e legislativo. Os veados, para quem a política nada significa, meu benzinho, não estão nem aí.. Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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