Arquivo para 15 de junho de 2009

INSCRIÇÕES PARA O ENEM 2009 ESTÃO ABERTAS

Estão abertas, a partir de hoje, dia 15, as inscrições para o Novo Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, e se estenderá ate às 23 horas e 59 minutos do dia 17 de julho. Estas inscrições servem para o estudante ser avaliado e poder ingressar nas universidades federais, cujo exame já conta com aderência de 37 universidades das 55 existentes no Brasil. Destas 37, 17 confirmaram que utilizarão o exame como forma única de ingresso. Entre elas a Universidade Federal do Amazonas – UFAM.

DAS INSCRIÇÕES

O estudante fará sua inscrição exclusivamente pela internet no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira que é o órgão responsável pela avaliação dos candidatos. No site o estudante preencherá um cadastro. Os alunos das escolas públicas não pagarão taxas de inscrição, só os das escolas privadas que devem imprimir o boleto e pagar, em qualquer agência bancária, a taxa de R$ 35. Após a inscrição o estudante receberá em sua casa, pelos correios, o Manual do Inscrito junto com o cartão da confirmação e informações sobre datas, horários e locais das provas, e ainda, um questionário socioeconômico para ser preenchido e entregue no dia e local da prova.

Quanto aos resultados dos exames deverão ocorrer na segunda quinzena de janeiro. Serão 1.617 municípios que participarão do exame nos dias 3 e 4 de outubro, data de sua realização com provas de múltiplas escolhas. Sendo que a primeira prova, no sábado, será de Ciências da Natureza e Humanas.  A segunda, no domingo, Linguagem e Código, Matemática e Redação.

De acordo com as últimas informações, as inscrições até o meio da tarde, já passavam de 100 mil candidatos.

Vai, mano! Liga o computador, acessa o site indicado e faz tua inscrição. O Brasil espera pelo teu talento e tua inteligência. Não tem computador? Nem na tua escola? Fato tecnologicamente desumano. Faz o seguinte: empresta um grana e vai em um Cyber Café. Mas pelo amor da sociedade brasileira, não deixa de te inscrever.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRA A MEIA-PASSAGEM NA CMM

Atenção toda a comunidade estudantil, pais de alunos e demais interessados na questão em torno da meia-passagem. Diante da tentativa da Prefeitura de Manaus de tentar ludibriar os estudantes no direito à meia-passagem, reduzindo-o drasticamente, utilizando-se ainda de entidades estudantis distantes dos anseios estudantis e coniventes com a atual in-gestão à frente da Prefeitura. Por isso, o vereador José Ricardo (PT) convida, conforme reproduzimos abaixo, para uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Manaus que se realizará amanhã (16).

Convidamos a todos os estudantes, trabalhadores e entidades interessadas para participarem nesta terça-feira, 16 de junho, às 14:30hs, no Plenário da CMM, da Audiência Pública na 8ª Comissão de Transporte, Viação e Obras Públicas, sobre o Projeto de Emenda à Loman nº. 008/2009 que trata da meia passagem para os estudantes, apresentado pela Prefeitura Municipal de Manaus.

Atenciosamente,

José Ricardo Wendling

Vereador – PT

MPE/AM SEM PROSA PEDE IMEDIATA POSSE DO SUPLENTE DE TABOSA

UM CONTO DE TRANSMIGRAÇÃO-ESPÍRITO-VIRTUAL

Nas eleições de 2004 para vereador, o empresário do ramo de saúde e apresentador do programa televisivo “Comunidade Alerta”, do ramo da exploração miserabilista, Ronaldo Tabosa, saiu como candidato. Em virtude de questões legislativas, não concorreu. Chegada as eleições de 2008, ele então se inscreveu no Partido Verde, onde recebeu o Nº 43.234, número da campanha anterior. Depois de muita divulgação de seu nome, como candidato, abdicou de sua candidatura em favor de seu jovem filho, Jander Tabosa, também do Partido Verde.

Tomado pela idealidade de eleger o filho de qualquer forma, Tabosa, o pai, recorreu à mágica da transmigração-espírito-virtual: passar a ser o filho, Jander, como pai para colher os votos como filho, Tabosa, o verdadeiro candidato. Com as ferramentas de desaparição virtual, na propaganda do filho quem aparecia falando era ele, o pai. Apoiado pelo material miserável espalhado em Manaus nas formas da falta de transporte coletivo, saúde, saneamento, segurança, entre muitas misérias. Para que o recurso virtualizante concedesse retorno imagético-eleitoral, na propaganda do filho, além deste ter o mesmo número do pai, não apareciam nem a foto dele e nem seu nome completo, Jander Tabosa, somente “Tabosa”. Para que o eleitor acreditasse que o candidato era o pai, Ronaldo Tabosa, cujo nome já era conhecido da campanha anterior e do programa-mísero-televisivo. Configurando o quadro de interposição de imagens em que o eleitor vota no pai, mas quem é eleito é o filho. E o eleitor deixa de realizar sua liberdade democrática, pois seu voto é nulo, já que em quem votou ganhou, e no entanto não vai exercer o cargo, e sim outro que não foi eleito.

Assim, o filho foi eleito. Entretanto, apesar da transmigração-espírito-virtual, ele só conseguiu 4.393 votos, pouco para tanta vidência. Todavia, antes das eleições, o Partido Verde recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) contra sua candidatura, o mesmo ocorrendo, logo após as eleições, por outros interessados, acusando-o de prática de crime eleitoral.

UM FATO JURÍDICO MATERIALIZADOR DA DESAPARIÇÃO

Empossado, veio a cassação pelo TRE. Nisso, o candidato recorreu e adiou sua destituição definitiva do cargo. Hoje, dia 15, o Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE/AM) entrou com pedido junto ao TRE/AM, através da vice-presidente, desembargadora Graça Figueiredo, para que seja empossado imediatamente o suplente de Jander Tabosa, pois entende o MPE/AM que os recursos do candidato são apenas para adiar sua saída da Câmara Municipal de Manaus. Para tornar pública sua decisão, o MPE/AM declarou:

É de se concluir que o real objetivo buscado pelo embargante através do manejo dos presentes embargos, não é integrar ou esclarecer eventual ponto que tenham deixado de ser parecido por este tribunal, mas sim tentar obter uma nova análise do mérito da questão, por meio de recurso manifestamente inadequado.”

Por sua vez, o procurador-geral eleitoral do Amazonas, Edmilson Barreiros, falando sobre o caso, afirmou:

Este é o momento para ação firme da Justiça Eleitoral, com o fito de impedir manobras protelatórias, que longe de representar exercício lícito dos direitos ao contraditório, ampla defesa e devido processual legal, denotam um total abuso do direito de recorrer.”

Desta forma, o principal elemento para a posse do suplente, é que a cassação já transitou em julgado.

BRASIL x EGITO: O JOGO E A LÓGICA DO LUCRO

O técnico Dunga e a imprensa esportiva epistemologicamente reduzida comemoram a vitória, agora há pouco, do Brasil sobre o Egito, por 4 a 3. O que é objeto da atenção e da comemoração é o placar da partida, que indica os três pontos conquistados, necessários à obtenção do título, objetivo principal da seledunga. Mas a semiótica adotada pelo escrete nada tem a ver com o futebol enquanto jogo…

Na lógica do capital, o que vale é o lucro. A qualquer preço. Por isso, o produto, no mercado capitalista, tem seu valor determinado menos pela necessidade social que se tem dele do que por uma relação de flutuações entre a demanda e a oferta. Laminado pelo valor/equivalência geral – o dinheiro, o produto deixa de ser produto, para o capitalista. Tanto faz uma cadeira, um saco de farinha, uma enfiada de jaraquis, tudo, para o capitalista, é um meio para se chegar a um fim: o lucro.

Assim, na corruptela do futebol, engendramento teratológico surgido da financeirização do mundo da bola, a que chamamos futebusiness, a lógica do lucro coaduna com a lógica do título. Igualmente, a qualquer preço.

Assim, depois de não ter compreendido a derrota de um futebol vistoso, na Copa de 1982, a imprensa esportiva e parte dos grupos econômicos envolvidos com o futebol passaram a perseguir – ainda mais vorazmente – o título mundial para o futebol brasileiro. O que culminou com o fatídico título de 1994, quando o futebol foi enterrado a sete palmos abaixo de terras norte-americanas, sob um escaldante verão, numa final, pela primeira vez na história, decidida nas penalidades máximas, depois de entediantes 120 minutos de tortura. O que a imprensa chama de consagração da geração do volante Dunga, foi na realidade o estabelecer da lógica do lucro dentro das quatro linhas. Não importa o valor em si do objeto (no caso, o futebol, como expressão lúdica ético-estética do jogar humano), mas sim a sua fetichização, transformado em simulacro do desejo territorializado na taça do mundo. Vencer uma copa do mundo de futebol, sem que nela tenha havido futebol.

TINHA UMA ESPANHA NO MEIO DO CAMINHO…

Não se trata, evidentemente, de personalizar a redução do futebol à ordem paranóide do capital, atribuindo-a à Dunga. Ele é apenas um sintoma, um corolário, resultante de décadas deste processo, que já vinha ocorrendo desde antes do tempo em que o jovem João Havelange cunhou a frase “vim aqui para vender um produto chamado futebol”. Dunga, como Parreira e tantos outros, é resultado desta subjetividade intercessora.

Não fosse a tibieza dos adversários, a seleção brasileira comandada pelo ex-volante do Internacional não iria longe. Porém, no vácuo da ausência da potência criadora no futebol mundial, sobretudo nas seleções nacionais (ainda o território onde os signos compósitos do que é o futebol em nível internacional se encontram), as vitórias – sempre com o futebol ausente – foram dando um status de grande empreendimento. Mesmo adversários de mesmo nível técnico (ou superior), como Argentina e Itália, pouco puderam, já que o país do belo futebol havia aprendido bem, nos 24 anos de ‘seca’ de títulos internacionais, como anular a potência do jogo em favor da lógica do lucro (=título) a qualquer preço. A Dunga non le gusta el Samba, estampou o diário esportivo Ovación, dias antes da goleada sofrida pela sofrível seleção uruguaia diante do selecionado amarelo. Nem os quatro gols contrariaram a sentença.

Se o problema da seleção uruguaia é viver à sombra da geração de Obdulio Varela, a brasileira atual é vítima do fantasma de seu passado. Embora a estrela do atual escrete, Luís Fabiano, não saiba quem foram os jogadores que levantaram a taça do mundo em 1958, não obstante eles – e o futebol mágico apresentado – existiram. Daí que o discurso de que o futebol não pode aliar beleza e efetividade ser impossível como materialização no real, e só ficar na idealização marketística.

Pior: havia uma Espanha no meio do caminho. Com um futebol exuberante, que se mostrou clubisticamente no Barcelona desta temporada, os espanhóis mostraram que é possível unir talento e eficiência, e varreram a sisudez do futebol burocrático do mapa europeu. Barcelona e Espanha têm, até aqui, como diziam os antigos cronistas, jogado por música. Tudo o que a platéia, que nada tem de passiva, queria. Os espanhóis mostraram que é possível vencer campeonatos sem abrir mão da potência ofensiva e da beleza do esporte enquanto jogo. O que menos importa é o placar, e mesmo àqueles a quem ele importa, bem, a Fúria foi campeã européia inconteste, e mesmo mudando de técnico, manteve a base e o modo de jogar. Nada a ver com o Brasil de Dunga, nem mesmo com a Argentina de Maradona, que tenta, até agora em vão, ‘espanianizar’ a Albiceleste.

Daí o placar da partida entre Brasil e Egito não refletir exatamente o que foi o jogo. Reflete o produto vendido: a vitória vendida como a essência. Mas nada do Belo futebolístico. Nem mesmo do Egito, que tem fraquíssimo time, mas que pelo menos aceitou entrar no jogo para além da lógica do lucro: correu, suou, sacrificou-se, tocou a bola e chutou quando possível, mesmo sem brilhantismo. É também uma espécie de beleza. Do lado brasileiro, a apatia predominou, e não fossem duas jogadas ensaiadas (o que seria do futebol burocrático sem as bolas paradas?), não haveria vitória. Jogo, não houve. Somente um time mostrou disposição ao embate. O outro não era time; era um produto, que bem vendido, pode garantir mais uma compra eficiente com lucro garantido: mais uma taça para o quadro.

Isso, é claro, se uma Espanha não pintar pelo meio do caminho…

O ATERRO DO FLAMENGO

Com o crescimento demográfico do Rio de Janeiro e o aparecimento de transtornos no escoamento do trânsito na cidade nos fins da década de 60 e começo da década de 70, épocas brabas da ditadura militar, os governantes da ex-Cidade Maravilhosa resolveram alterar a rede urbana na orla litorânea, para ampliar suas avenidas. Assim aconteceu com os bairros da Glória e do Flamengo.

Esta desnaturalização engenheira foi chamada de aterro. Invadir as praias com asfalto. Uma técnica ilusória que parecia que o mar tinha sido afastado. E nesta ilusão chamava-se aterro da Glória, aterro do Flamengo. Era o urbanismo capitalista se impondo à natureza. Uma violência tecnológica tão urbana, que inspirou Gilberto Gil a adaptar Bob Marley para o carioquês com frases como: “A gente sentada ali / Na grama do aterro sob o céu / Ôôô observando hipócritas andando ao redor”. Um verdadeiro aterro. A sufocação da praia.

Então, eis que em pleno século XXI, na democracia lulista, quando a única ditadura que ainda permanece é a ditadura civil em alguns estados impostas por demagogos, no frio sulista de domingo, em plena Curitiba, o Mengão é aterrado pelo Coxa. Ou, para quem gosta de um bom conforto, o Mengão é coberto pelo Coxa distante da orla litorânea. 5.0. Na linguagem vulgar do futebol: 5X0. O Curitiba expandiu o placar e aterrou a praia do Flamengo. E nem precisou da ditadura.

Mas há como o Flamengo se ‘desterrar’. Criar um time em que os jogadores não entrem em campo como se tivessem carregando toneladas de areia. Para tanto, é preciso lembrar que se o Flamengo foi aterrado na ditadura e este aterro lhe causou um grande mal, hoje, qualquer ditadura que possa se mostrar no corpo do clube deve ser eliminada, porque sob ditadura ninguém é feliz. E 9 gols em 2 partidas é uma perfeita demonstração de infelicidade. Se o Mengão fizer assim, não mais ouvirá o conselho de Gilberto Gil: “Não, não chores mais / Menina não chore assim”.

A “INTELIGÊNCIA” DE UM JORNAL E A IRONIA DO LEITOR

A grande dor dos ideólogos midiáticos à direita da imagem-Deus é que o objeto de seus desejos, sua meta, aqueles a quem o seu trabalho deveria alcançar, nos últimos anos, não tem respondido de forma condizente com os seus esforços.

Uma ilustração: o governo Lula, e o próprio presidente, inabalável em seus sucessivos recordes de popularidade, em meio ao tiroteio diário midiático, há pelo menos sete anos, nos principais meios de comunicação do país. Neste meio tempo, Lula sobreviveu a zil CPI’s, supostos escândalos e tramóias, sendo eleito e reeleito, e com a gigantesca possibilidade de fazer o seu sucessor, graças, ironicamente, à mídia que lhe é hostil.

A mídia oficial descartou a lógica do fato e adotou a da imagem: o teleacontecimento como verdade, a despeito do real acontecimento. Ignora-se que contar um fato é reinventá-lo, ou na melhor das hipóteses, sabe-se disso, e utiliza-se disso. Não é o caso da mídia nativa, menos ainda da mídia local, de Manaus. A sobreposição entre o fato e sua imagem, feito de forma a desterritorializar referenciais de tempo e espaço, e territorializar uma moral de classe, rompe a relação de causalidade e de finalidade entre o ato e sua narração. Pior para a notícia. Necessita, como já abordamos aqui, de uma sobreposição de dizeres, a fim de suprir a anemia de realidade que não obstante, transborda. Daí, na briga entre a mídia e o governo Lula, ainda em nossa ilustração, quem realmente perdeu algo – se é que algum dia o teve para além da ilusão – foi a mídia, antes crente em si como Deus (onipresente, onipotente, onisciente).

Diante da avalanche de dizeres supérfluos, resta ao leitor a ironia: longe de estar indiferente, como pensam os ideólogos da direita, a massa não é inerte. Não obstante à sua passividade diante dos conteúdos produzidos pela mass media, ela continua consumindo o produto midiático: jornais, rádio, tevê, etc. Mas consome como num desafio: “que mais?”. Como se perguntassem constantemente, o que mais irão inventar? Diante da impotência concentual da direita e da esquerda em oferecerem alternativas efetivas para problemas cotidianos reais da sociedade capitalista, as massas apontam o caminho, sem niilismo, sem desespero. Ironiza estes que se autoproclamam os salvadores da terra.

Um rastro desta ironia se viu em Manaus, por exemplo, quando, diante da inoperância da gestão serafinesca, e da nulidade das opções oferecidas pela política partidária, a população elege justamente um dos responsáveis pela miséria social em que vive a Princesinha do Norte. Vítima de seu narcisismo patológico, Amazonino acreditou estar sendo eleito per si, quando na realidade era uma expressão do esgotamento conceitual da política amazonense: não há diferença, todos, à direita e à esquerda, são ou se apresentaram como iguais.

Daí a (indi)gestão inerte do atual prefeito e de seu vice, paralisia social, que se materializa nos postos e casinhas de saúde, sem remédios, nas vias públicas, com o trânsito intransitável e pelas obras descoordenadas e inúteis, pelos buracos que enfim encontraram, depois de boa gestão do prefeito anterior, na atualidade, um de seus criadores, mais de dez anos atrás, pela educação emparedada, pelo desrespeito ao funcionalismo público, e por aí segue.

A MÍDIA QUE CAIU NA IRONIA DO POVÃO

Na edição deste domingo do jornal A Crítica (Acrítica), na coluna Sobe e Desce – uma espécie de colunismo social “politizado” – aparece o prefeito sub judice, Amazonino Mendes, subindo, porque seu projeto sobre a meia-passagem estudantil teria sido “discutido e aprovado” pelos estudantes. Ao lado, a coluna do advogado Júlio Pedrosa, que trabalha para o jornal como advogado, fala sobre ética no jornalismo. Ironia do jornal para com seus leitores?

Não, na realidade, o jornal é a vítima da ironia. Primeiro, porque a ironia é um exercício intelectual elaborado, e não compõe com as sequelas que carrega a mídia domesticada aos interesses do capital. Segundo porque, ao abandonar o fato em favor da imagem, incorrendo no erro de confundir imagem e fato, o jornal aposta que seus leitores farão o mesmo, cometendo o logro cognitivo-epistemológico. O que não ocorre, já que a população sabe que o projeto do ex-governador e atual prefeito cassado não conta com o apoio da classe estudantil. O mesmo jornal, na sexta-feira, publicou que os estudantes continuariam os protestos em defesa do uso irrestrito da meia-passagem estudantil.

Daí o riso do leitor: ao acreditar-se superior em inteligência a ele, o jornal quer enredá-lo numa armadilha pueril. O leitor, ironicamente, sorri, sabe das tramas que envolvem a inclusão do textóide na coluna social jornalística, e responde com um silencioso sorriso: a confirmação da inutilidade do veículo que se vangloria de estar de mãos dadas com o povo. Qual povo, cara pálida?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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