Arquivo para 18 de junho de 2009

SUBSERVIÊNCIA DE VEREADORES CONTRA ESTUDANTES

Visceralmente intrincado na subjetividade patronal representada por Amazonino, prefeito cassado em Primeira Instância pela insuspeita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, parte maior do corpo de vereadores aprovou, ontem, dia 17, o Projeto do Executivo – texto pró-empresários dos transportes coletivos – que versa sobre a meia-passagem estudantil. Foram 26 votos díspares da realidade democrática educacional, contra 10 engajados na lide para quê a educação seja respeitada. Votação absurdamente capaz de fazer qualquer leigo em democracia entender, sem nenhum equívoco, que trata-se de uma parte da Câmara Municipal sem autonomia. O princípio fundamental para a realização da Democracia, já que a liberdade é a singularidade da política que leva o cidadão acreditar que o voto é um corpus social produtor do Bem Comum.

E será exatamente neste palco, neste cenário, e com estes mesmos personagens sem voz altiva, que a Câmara estará se reunindo no dia 27 do mês corrente para votação em uma segunda sessão extraordinária sobre a matéria, que de acordo com o edil, José Ricardo (PT) o “Projeto fere a Constituição Federal em sem artigo 5°, inciso 36 que prevê:”A lei não prejudicará um direito adquirido”.

A maior demonstração de subserviência ao Projeto do Executivo encontra-se na explícita exibição de força dos aliados do prefeito cassado que rejeitaram todas as emendas apresentadas pelos edis da oposição.

Representante ativo na causa estudantil, o edil, José Ricardo, sintetizou, assim a situação:

Os estudantes estão vários anos fazendo uso da meia-passagem, o que configura direito adquirido e a prefeitura estaria ferindo a Constituição”. E completou chamando a atenção administrativa do prefeito cassado:

Esse problema da meia-passagem é de gestão, e não de limitar a quantidade de compras da meia-passagem”.

Ao se cientificarem da decisão subserviente, os estudantes afirmaram que vão continuar a luta, e que só pararão de lutar quando todos os recursos forem esgotados. Em nome do respeito e da honestidade democrática.

ONDE SE ENCONTRA O JORNALISMO NO DIPLOMA DO JORNALISTA?

Ontem, por 8 votos a favor e apenas um contra, o Superior Tribunal Federal (STF) aprovou como “inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo”. Os ministros assim procederam, por considerarem a chamada Lei de Imprensa como sendo retrógrada e ainda carregando ranços do regime de exceção instituído no regime militar, que teve como um dos principais funcionamentos desqualificar vozes e letras de resistência à ditadura.

Por outro lado, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) aparece como a principal oposição à inconstitucionalidade da exigência do diploma, para a qual o principal argumento é o de preservar a qualidade no jornalismo que é oferecido à população.

Sabe-se que alguns dos ministros que votaram a favor falando em “liberdade de expressão” pouco são afeitos a colocá-la em prática. Discurso vazio, simulacro linguístico fundado na redundância da informação pela informação. Como Gilmar “Dantas” Mendes, mais afeito a uma Folha, um Estadão, uma Globo. Toda a mídia sequelada, veiculadora da notícia cristalizada e sem novidade.

Levando-se em conta ainda a necessidade de muitos jornalistas de salvar o bodó e o pirão, para este bloguinho, no entanto, a questão real está ocorrendo em outro lugar, que o lugar do conceito de jornalista e jornalismo. Ser jornalista é fazer jornalismo. E fazer jornalismo é tratá-lo enquanto função cívica, conforme o jornalista Ignacio Ramonet.

Naqueles tempos que a Lei de Imprensa foi instituída (AI-5), a posição (aí no sentido sartrista) de um Vladimir Herzog, em seu trabalho como jornalista engajado, não foi suficiente para manter sua integridade física, mas nem a brutalidade da ditadura pode jamais silenciá-lo. Enquanto isso, Roberto Marinho (tinha diploma de jornalismo?), encravado com os militares ditadores, pintava todas as páginas d’O Globo na cor marrom, apagando qualquer possibilidade de aparecimento do homem real, sem a mínima possibilidade de cidadania jornalística, tendo ou não diploma seus não-jornalistas.

Na tentativa de manipular com seus decalques e seus enunciados ecolálicos, para que serve o diploma de Miriam Leitão, Clóvis Rossi, Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhede, por exemplo, senão para tentar impor uma ditadura da informação distorcida? Império da desinformação generalizada. Que importância há no fato de um Mainardi não ter um diploma? Talvez servisse para o seu ‘calunismo’ social requentar-se de maiores imbecilidades/amenidades. Muito diferente de um Mino Carta, um Leandro Fortes, Marilene Felinto, que fazem passar pelo jornalismo todas aquelas características do bom jornalismo que nos fala o teatrólogo Qorpo-Santo.

Já entre o que Eduardo Guimarães chama de Movimento dos Sem-Mídia, e que este bloguinho, numa proximidade democrática, chama de Mídia-Minoria, no sentido filosofante de minoria, enquanto produção constante, contínua e intensiva, apenas alguns são diplomados no jornalismo, mas na onda blogueira, com todas as suas possibilidades de curvas, que destoam da Mídia-Maioria e, numa nova forma de verticalização, saltam e criam encontros inesperados para além do constituído, dos dados/fatos anemizados/anemizantes de real, provocando microfissuras, microrrevoluções, e fazendo surgir o Novo em palavras e imagens, independente de ter-se ou não ‘deploma’.

Há os que não tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.

Há os que não tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.

Há os que tem diploma de Jornalismo e não são jornalistas.

Há os que tem diploma de Jornalismo e são jornalistas.

INTERNACIONAL E O DRIBLE MAIS VELHO DO FUTEBOL

A primeira partida da Final da Copa Brasil entre as equipes do Corinthians e Internacional, realizada em São Paulo, ontem à noite, tirando a correria proporcionada pelas duas equipes reduzida em poucos chutes a gol, confirmando o quanto correr por correr é inútil para o futebol como esporte popular que existe por suas nuances brejeiras e moleques representadas como dança cativante, ofereceu ao público atento, duas contagiantes figurações.

Uma, as performances dos dois craques: Jorge Luiz, do Corinthians, e Taison, do Internacional. O primeiro, um verdadeiro azougue futebolístico. Dribla, se desloca, arma, ataca, encara, não tem medo de dividir — por isto pega muita pernada —, e o pior — para o adversário —, faz gol. Além de que, neste jogo da correria desenfreada pra nada, tabelou com ele mesmo para marcar o primeiro gol do Timão.

Pegou a bola no meio do campo, driblou um, dois, negaceou ao lado do terceiro, tocou para outro corintiano a sua esquerda, o outro desceu pela lateral esquerda e cruzou, e ele só fez mandar o toco: GOL! Gol de craque. Talvez o menor em estatura em campo. Um craque sem arrogância, sem maldade, como muitos que nem craques são. Como Cristian, do próprio Timão. Um jogador nada confiável.

Pelo lado do Internacional, o púbere Taison. Outro craque da pelota — como diz o samba de breque — “sem mentira e nem lorota”. Também pequeno de estatura, magro, mas com ele não tem cara feia: é um 7 ‘agarrinchado’. Dribla, vai para cima do adversário, corre o campo todo, sempre frutiferamente. Rasgando em dribles pelo centro do campo, ficou duas vezes cara a cara com Felipe, goleiro do Timão. Não fez o gol, brindou as torcidas com sua performance. Um craque que só apedeutas do futebol afirmam que o craque do Internacional é Nilmar. Em verdade, um outro Kaká. Jogador executivo. Não tem ginga, não encara, é previsível. Além de quê, faz gênero em campo. Caras e bocas. Está mais para ator-canastrão de tele-novela que craque de futebol.

Outra figuração foi o desconhecimento do zagueiro do Internacional que não sabe qual é o drible mais velho do futebol que até perna-de-pau sabe dar. Correr pela lateral em direção à área contrária com o zagueiro adversário pela esquerda, chega na esquina da grande área dar um breque, o zagueiro ignorante passa, o atacante toca a ‘Lourdinha’ para dentro e toca com a esquerda para o gol. E se o goleiro for um Lauro, podes crer que o atacante está laureado. Foi o que aconteceu no segundo gol do Timão, feito pelo gordo desfenomenalizado, Ronaldo. Ainda mais quando toda a jogada é armada pelo próprio juiz da partida. O juiz deixa cobrar uma falta com a bola rolando, fora do lugar onde foi marcada, na frente dele, na sua direita.

Se Tite quer ganhar a próxima partida, vai ter que ensinar para seus zagueiros a história dos dribles no futebol.

O FUTEBOL DA VENEZUELA NO TEMPO DE CHÁVEZ

Pode até ser que tudo não passe de um simples acaso: o futebol venezuelano chegar a maturidade no mesmo tempo em que Hugo Chávez é tri-presidente bolivariano.

Havia um tempo em que tanto a seleção de futebol da Venezuela quanto seus times eram verdadeiros saco de pancada das outras seleções da América do Sul, como também dos times dos países destas seleções.

Copa América, couro. Eliminatórias para a Copa do Mundo, couro. Libertadores, couro. Agora a parada é outra. Ainda não é um país de grandes craques, mas os que existem estão dando para o gasto. Nas Eliminatórias para Copa do Mundo de 2010, a ser disputada na África do Sul, esta seleção luta, pelo menos, pela quinta vaga. Fato que anos atrás não era possível de se imaginar.

Aconteceu, então, de ontem, em pleno estádio gaúcho, lotado até o toco, o Caracas, da Venezuela, enfrentar um dos maiorais dos pampas pela Libertadores. Não venceu e nem foi classificado, mas — ‘Caracas”! ― não perdeu. Zero para cada lado. Fosse no passado, nem tinha saído de Caracas.

Com acaso ou sem acaso, o certo é que o povo venezuelano tem tido mais auto-estima, e isto é visto até no futebol. Apesar dos invejosos agourentos. É Bolívar chegando nos esportes.

PALMEIRAS SAI DA LIBERTADORES COMO ENTROU: MEDÍOCRE

O time do Palmeiras hoje tem um presidente intelectual, economista, professor da USP, Luiz Belluzo. Mas, como se diz, presidente não ganha jogo, e muito menos, quando é intelectual, passa sua inteligência para o time. Fosse o contrário, o Palmeiras não economizaria tanto perna-de-pau em seu medíocre elenco.

Ontem, dia 16, fez dez anos(?) que o Palmeiras ganhou a Libertadores. E olhe que era um tempo de timaços dos países patrícios sudamericanos. Tinha um Boca com os dentes completos. Nada deste Boca de agora, completamente desdentado. Não morde uma jogada. Palmeiras não era um time só de craques, mas havia craques.

Mas, deixando distante, em seus territórios virtuais, as imagens-lembranças, o Palmeiras da Libertadores 2009 é um senhor embuste. A começar pelo técnico, chamado por alguns torcedores de Wanderley ‘Luxembuste’. Um embuste futebolístico, mas uma verdade empresarial. Sua grande jogada mira sempre o lucro com os jogadores que empresaria. E para não dar muita bandeira que se encontra fora das ondulações esportivas, apela para o auto-marketing muito bem patrocinado por parte da mídia desprovida de faculdade cognitiva.

Seu elenco de jogadores, com exceção do goleiro Marcos, e mais uns três jogadores, faz parte do embalo embusteiro. Joga pela hora da morte. Ou melhor, toda partida é um confronto com a boa ceifadora. Sua participação na Libertadores mostrou esta realidade. Cada partida era um Deus nos acuda. Perdia em casa, apanhava na rua. E assim foi indo, até que apareceu um simples Nacional e passou-lhe a foice. Foi-se uma classificação. Como se diz na linguagem debochada: “Com o time medíocre que tem, foi até muito longe. E muito tarde.” Nada de gol de Keirrison, Diego Souza, Obina. Tudo uma só sina: a mediocridade.

O certo é que se o periquito e o porco não se unirem em um projeto real, com técnico e jogadores reais, os dois vão continuar comendo milho e o papagaio levando a fama.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A MEIA PASSAGEM: ESTUDANTES E TRABALHADORES UNIDOS CONTRA O GOLPE PREFEITURAL

Estudante 12 por você.

Na tarde de terça-feira (16), no plenário da Câmara Municipal de Manaus, ocorreu a audiência pública sobre a emenda 56 (antiga emenda 10, a conhecida “emenda dos pintados”) e sobre o projeto do executivo (leia-se, Amazonino e Gurgacz) que pretende eliminar direitos adquiridos dos estudantes de Manaus em relação ao uso da carteirinha estudantil.

Proponente da audiência, talvez única que se realizará antes do ‘rolo compressor’ da base aliada do Sinetram na CMM aprovar, possivelmente a toque de caixa, o projeto prefeitural, o vereador José Ricardo (PT) abriu os trabalhos falando sobre os malefícios do projeto e as restrições que ele trará. Ricardo apresentou em resumo em que sentido o projeto de emenda à LOMAM 008/2009 trará prejuízos aos estudantes e trabalhadores, ao mesmo tempo em que ignora o aspecto científico e democrático, pois não levou em consideração o estudo das planilhas de custo das empresas, essenciais ao entendimento do cálculo da passagem e da meia-passagem, ao mesmo tempo em que foi elaborado através de mais um ludibrio de Amazonino, que convocou aliados como se fossem representantes dos estudantes. Teve jornal domesticado que acreditou. Ricardo observou ainda que a emenda que ele apresentou ao projeto reformula-o completamente, aproximando o modelo atual daquele usado em Fortaleza e Belém, onde o estudante, devidamente munido da carteirinha, tem o direito irrestrito de uso nos coletivos.

O DISCURSO AMEAÇADOR DO REPRESENTANTE DO PREFEITO

O representante do IMTT, que cumpre dupla função na prefeitura (é diretor de logística e finanças do órgão, com salário de 8.000 reais, e advogado de Amazonino, com honorários em valor desconhecido), Marco Aurélio Choy, trouxe a tônica do discurso oficial. De acordo com ele, o projeto de emenda à LOMAM 008/2009 é a última esperança para os estudantes. Embora o projeto limite, por exemplo, o uso da meia passagem, até então de 120 passes por mês para qualquer estudante, a 16 por mês a quel resida a menos de 1Km da escola, e obrigue os estudantes a, bimestralmente, apresentar declaração de frequência pessoalmente a algum órgão público que o projeto esquece de citar, o representante do IMTT foi enfático e sorridente ao afirmar que este projeto amplia os direitos dos estudantes. Não contente com a tentativa de distorcer a lógica matemática (quando menos é mais…), ele afirmou, em tom ameaçador, que a proposta do prefeito é a “única alternativa” à emenda 56, a dos pintados, e que esta sim, seria prejudicial aos estudantes, não fosse a magnânima atuação do seu chefe e prefeito sub judice. Não se sabe se a frase de Choy foi sintomática evidência de uma CMM subalterna e que realizava a audiência pública no plano do ilusionismo, ou se, carregado pelo vazio do poder, que provoca devaneios paranóides, ele realmente cria naquilo que dizia.

Seguindo a medianez intelectiva dos edis manoniquins, o vereador Marcelo Ramos ocupou a tribuna para evidenciar o evidente. Ele, que já foi presidente do IMTU e teve a chance de fazer o que agora defende como vereador, usou sua fala para apontar o equívoco lógico-matemático na fala de Choy, ressaltando ainda que a proposta conta com sete emendas dele e uma do vereador José Ricardo, mas que a emenda de Ricardo, por si só, já contempla tudo o que as sete dele, Ramos propunha. De qualquer sorte, um recurso válido de trancamento da matéria, que, de outra maneira, seria aprovada em tempo recorde, reeditando o assalto ao bom senso e à política pública de transporte coletivo empreendida pela legislatura anterior, da qual a atual é apenas uma insuportável continuidade.

Estudante 15 por você.

A ATUAÇÃO ESTUDANTIL ENGAJADA (E ALGUNS GENÉRICOS…)

No ambiente psicopatogênico da CMM, onde os signos que predominam acabam por induzir semioticamente à operações neurocerebrais prejudiciais, propício portanto a um surto, coube a uma Maria, a das Neves, da UEA – União dos Estudantes do Amazonas, destoar. Apelidada pelos desafetos (incapazes de compor afetos alegres com ela) de Maria, a Louca, ela contaminou o ambiente com a loucura que desestabiliza o status quo e provoca a turbulência. Maria, que não se deixa capturar pela força reativa da burocracia pseudo-ritualística da CMM, mostrou que debate não poderia haver, e que a posição dos estudantes só podia ser a de repudiar este projeto. Não há, em um projeto concebido para prejudicar, a possibilidade de modificação: resta bani-lo. E Maria, com suavidade e precisão, soube mostrar que estudante não é aquele que vai à escola, mas aquele que compreende as relações que se dão nos seus arredores, e modifica-as de forma democrática.

Da mesma maneira, os outros estudantes, representantes de diversas entidades e níveis escolares. Desde o rasgar do projeto, feito pelo companheiro Yann Evanovick, gesto político carregado da significação da ineficiência das instâncias executiva e legislativa em materializar os anseios e necessidades da população, passando pelos discursos, pelo humor, pelo engajamento e pela lucidez diante da débil tentativa dos vereadores em se posicionar favoráveis a eles, os estudantes foram os verdadeiros vetores da democracia naquela casa legislativa.

Marcante foi a fala de um dos estudantes, dirigida à cansada vereadora Socorro Sampaio que, entre um olhar de soslaio aos estudantes, reclamava de dor nas costas, e que em sua fala apresentou um conjunto de clichês sobre a educação, conseguindo ocupar cinco minutos de tribuna sem pronunciar sequer uma palavra útil. O estudante admoestou-a, lembrando que de nada adiantam belas e vazias palavras, se a ação – o voto – era contrário ao atuar educador. Outra tirada do humor desestabilizante da ordem reacionária foi quando outro estudante afirmou que a planilha de custos do transporte coletivo era algo mais difícil de se ver do que a inteligência do parlamento manauense.

Lúcida e reveladora do embuste pseudotécnico do IMTT e da prefeitura imóvel, foi a fala de uma mãe de aluno, que em poucas palavras, e a partir da sua vivência cotidiana, derrubou todos os argumentos técnicos ofertados pelo messiânico projeto de Amazonino:

Hoje eu tenho três filhos, dois universitários. Tenho um jovem de 15 anos, que faz o nono ano. Ele todas as manhãs vai para a escola, depois volta para casa, almoça, depois vai para um cursinho, porque o aluno que estuda na rede pública não concorrem em condições de igualdade com o da particular no fim do ano, para entrar em uma escola profissionalizante, porque quem estuda na escola pública fica à mercê dessa educação. Depois do cursinho ele volta pra casa, troca de roupa e vai para a vila olímpica, fazer natação. Lá ele fica das 06 até às 08:30h. Eu tenho esse cuidado para que ele não fique à mercê do vandalismo, das drogas, da violência que se vê no jornal. Então eu quero aqui dizer que o meu filho gasta diariamente seis passes estudantis, e ainda aos sábados, onde ele faz cursinho e à tarde, natação. Então eu quero que vocês digam ao prefeito que, eu como trabalhadora, vejo tantos cafés da manhã por aí pela rua, e são pais de família desempregados, procurando uma vida melhor. Diga a ele que não era pra vocês estarem aqui discutindo a meia-passagem, e sim, o passe livre para os estudantes. E diga mais: que os estudantes têm o direito de ir e vir, e em Manaus os ônibus são superlotados, as paradas de ônibus são inadequadas, não protegem nem do sol nem da chuva… Então, prefeito, do meu filho, sou eu quem cuido, sou eu quem pago a meia-passagem dele, sem auxílio-moradia, sem auxílio-alimentação nem auxílio-transporte. É do nosso trabalho que nós nos mantemos, muito obrigado”.

Os “representantes dos estudantes” (acima) chamados por Amazonino para discutir o projeto – e que este bloguinho já mostrou que não são representantes constituídos legitimamente – estiveram também no plenário. Com uma voz infantilizada e insegura, que nem de longe coadunou com a polivocidade democrática dos estudantes ali presentes, os “genéricos” pouco puderam fazer. Um deles, que exaltou-se no momento em que ficou evidenciado o engôdo que defendia, foi advertido pela mãe que falara há pouco, ficando desconcertado. De estudante não tem nada, e a mãe engajada mostrou que a ele só fica a pecha mesmo de aluno.

Estudante 11 por você.

Após as considerações finais, o vereador José Ricardo falou a este bloguinho, informando que provavelmente o projeto seria votado em primeiro turno já no dia de ontem, e que seria, evidentemente, aprovado por ampla maioria. O que efetivamente aconteceu. No entanto, graças às emendas dos vereadores José Ricardo, Hissa Abrahim, Marcelo Ramos, Elias Emanuel e Ademar Bandeira, o projeto necessita de nova votação, que deve ocorrer em uma semana. Como elucidou claramente um antigo funcionário da casa, sabedor das artimanhas contra o povo que ali são diuturnamente tramadas: “os estudantes deviam vir em massa amanhã, que é quando vão votar e aprovar esse projeto. Hoje é só faz-de-conta”.



USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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