Arquivo para 14 de julho de 2009

O RESGATE DA IMAGEM DO SENADO PELOS “JUSTOS”

Imaginem este Ato a lá Commédia dell‘Arte.

Local da Ação: Senado Federal.

Tempo: 13 h do dia 14 de julho de 2009.

Cenário: Interior do Plenário esvaziado, a tribuna e a platéia.

Personagens: Senadores Arthur “Orgulho do Amazonas” Neto (PSDB-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Agripino Maia (PFL-RN) e Jefferson Praia (PDT-AM).

Cena na Tribuna: O senador Arthur Neto, movido por seu íntimos companheiros, os clichês-maneiristas, encena sua moral de retidão contra o, também reto, senador José Sarney, entre anunciações moralizantes para o resgate da imagem do Senado. Em sua verborragia narcísica, que lhe impede de ir fora, que jamais chega no exterior, no sujeito-histórico-social, se auto-elogia, afirmando que os amazonenses estão gostando de sua performance no Senado contra o maranhenseamapaense Sarney. De resgate moralizante em resgate-moralizante, exige que seja votada a Comissão de Ética do Senado para julgar a figura reflexiva da Fundação Sarney: o próprio Sarney.

Cena nas Cadeiras I: O senador Álvaro Dias, do mesmo partido que Arthur, em à parte, cobre o amazonense, com seus 5% de preferência eleitoral, de glórias. Diz que ele é um exemplo de retidão. Um guerreiro que nada teme. Que os amazonenses de Arthur estão certos em reconhecê-lo como combativo.

Cena nas Cadeiras II: Agripino, gêmeo de Arthur, por semelhança subjetiva, com seu peculiar tino, não poupa rasgação de glória. Elogia a postura corajosa do amazonense e pede que todos os projetos e processos que o Senado tem que votar ainda hoje seja deixado para depois, e que é preciso urgentemente votar a Comissão de Ética para julgar Sarney.

Cena das Cadeiras III: Senadora Lucia Vânia, do mesmo partido do “Orgulho do Amazonas”, entra na ordem da tautologia glorificante. É só clichês, como “corajoso”, “bravo”, “voz que ninguém cala”, “grande liderança” e coisas e tais nestas cenas senatoriais.

Cena das Cadeiras IV: Senador, herdeiro do xará, Jefferson Perez, Jefferson Praia, destoa da glorificação partidária do grupo direitista. Coloca sobre suspeição uma simples investigação sobre Sarney, se a chamada crise é estrutural. Para ele é possível que tudo fique como está depois da deposição de Sarney. Por tal, é a favor de uma CPI do Senado, que já assinara a lista.

Cena na Tribuna: Arthur faz uma espécie de loa à conterraneidade, mas descarta a importância da CPI do Senado. E continua com seu narcisismo incontrolado: volta para si. Em si, se auto-elogia, tentando convencer a si próprio que é o herói da direita. Recorre a Eça de Queiroz, afirmando que não gosta dos Pachecos, que de tanta boca calada chegou a ser ministro. Com ele não: ninguém consegue calá-lo. Ele fala.

Cena Final: Senador Romeu Tuma (PFL-SP), presidindo a sessão, dá por encerrado o Ato pantaleônico, pedindo que a CPI da Pedofilia não comece os trabalhos, espere uma votação no plenário.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Este Ato figurado, ilustrado e narrado, não foi produto da imaginação. É real. Aconteceu na Casa senatorial hoje. Os retos e justos personagens que contracenam são reais. Por exemplo, o senador Álvaro Dias, garoto de recado da revista Veja, com algumas suspeitas sobre seu papel parlamentar, é real. O senador Agripino, que mantém suas eleições com ajuda da força coronelista do Brasil arcaico, e com desempenho no Senado mais para cerimonial de condolências do que para apresentação de projetos, também é real. A senadora Lúcia Vânia, com sua submissa concordância às posições de seus pares partidários, onde falta uma determinação parlamentar necessária a produção de democracia, é real. O senador Arthur que passou oito anos no governo Fernando Henrique, que quebrou o Brasil, e o desfigurou diante da opinião nacional e da opinião da comunidade internacional , que tem como seu grande feito ser eleito senador com ajuda de igreja disangeslista, e mantém seu mandato sempre pautado pela mídia retrógrada no modelo denúncias, muitas delas que só ficaram na bravata, sem colocar questões importantes para a democracia, como diz o senador Cristovam, é real. Como é real seu arquétipo ‘pachecoso’ de falastrão que nada fala. Pois é impossível emergir de clichês conceitos democráticos.

E a realidade maior, que congrega, além Sarney, é a subjetividade produzida durante anos por senadores anti-democratas, e que agora emerge como um monstro terrorificante. A subjetividade produzida e concretizada por homens e mulheres que, historicamente, nunca compreenderam o que é a democracia. E que muito destes são remanescentes da ditadura. Homens e mulheres que foram eleitos em seus estados, recorrendo a meios escusos. Homens e mulheres que chegam no Senado viciados pela demagogia. Portanto, anestesiados contra a democracia.

Daí que é lógica a posição do senador Jefferson Praia: só tirar Sarney não fragmenta a subjetividade perversa que hoje predomina como imagem do Senado.

Assim se pergunta: “Qual a imagem do Senado que os direitistas querem resgatar? Já que resgatar é libertar um ente que foi privado de agir singularmente através de seus próprios atributos existenciais. Então, como, quando e onde foi que este ente Senado teve sua imagem capturada? Antes da ditadura? Na ditadura? No pós-ditadura? Nos governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, onde? Qualquer brasileiro atento sabe que a imagem do Senado, que a direita fala em resgatar, não é nada mais do um espectro de imagem. Já que, historicamente, o Senado brasileiro sempre foi reacionário.

Portanto, o Senado tem imagem, mas é esta concebida pela direita, que, com todos os respeitos do mundo, não serve para representar a democracia.

LEMBRANÇAS CATARINENSES AOS CASSADOS DE MANAUS E INTERIORES DO AMAZONAS

Enquanto os cassados de Coari suspiram provisoriamente com uma liminar, tal qual o atual prefeito sub judice de Manaus, pelas bandas de Brasília o TSE não descansa. De acordo com o Bodega Cultural, do companheiro arigó Carlinhos Medeiros, o Tribunal Superior Eleitoral deve retormar a partir desta semana os processo referentes ao pleito de 2008.

Entre eles, o processo que julga a liminar obtida pela coligação Amazonino/Souza, por compra de votos. Amazonino, é bom lembrar, está cassado em primeira instância pela douta juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e aguarda somente o esticar da corda para que Manaus finalmente tenha a chance de eleger um prefeito.

Enquanto isso, pela mesma razão, lá pelas bandas da bela Santa Catarina…

Prefeito e vice cassados em Guaramirim (SC) não conseguem retornar ao cargo

13 de julho de 2009 – 18h39

No exercício da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Arnaldo Versiani negou ação cautelar apresentada pelo prefeito Nilson Bylaardt de Guaramirim (SC) e o vice-prefeito Altair José de Aguiar. Eles foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) e pretendiam voltar ao cargo.

Ao rejeitar o pedido, o ministro Versiani observou que o TRE, na ocasião do julgamento, entendeu que houve “prova robusta” que caracteriza a compra de votos. Isso porque os então candidatos teriam participado de reunião do Clube das Mães de Poço Grande e teriam alugado um ônibus para transportar as integrantes do clube a um passeio em um parque de diversões.

De acordo com o TRE, as provas dos autos não levam à outra conclusão se não a de que o transporte foi custeado pelo candidato Nilson Bylaardt e o intuito do passeio era obter os votos de eleitores, considerando que a data da viagem foi às vésperas das eleições de 2008.

Essa circunstância, de acordo com o ministro, impede a suspensão da decisão do TRE catarinense, sobretudo por se tratar de compra de votos, cuja execução deve ser imediata.

Processo relacionado:

AC 3281

REFORMA PSIQUIÁTRICA: MODELO BRASILEIRO É REFERÊNCIA INTERNACIONAL. O AMAZONAS FAZ PARTE DO BRASIL?

O governo brasileiro foi convidado, neste final de semana, para compor uma comissão internacional, juntamente com Itália, Holanda e Egito, na elaboração de um programa global de atenção à saúde mental para a Organização Mundial de Saúde.

Segundo o diretor de saúde mental e abuso de substâncias da OMS, Benedetto Saraceno, o objetivo do grupo é traçar uma estratégia mundial de tratamento de pacientes com distúrbios mentais e abuso de drogas. Para ele, o modelo brasileiro, que tem como marco inicial a Lei Paulo Delgado (10.216 de 06/04/2001), é um dos mais desenvolvidos do mundo, ainda que desperte críticas quanto à lentidão de sua implantação.

O modelo instituído pela Lei Paulo Delgado prevê a substituição do modelo psiquiátrico tradicional, de internação e isolamento do paciente mental, por uma descentralização dos serviços, a criação de redes alternativas de atendimento e prevenção, e a extinção da internação, encarnada nos hospitais psiquiátricos.

MANAUS NÃO FICA NO BRASIL? (OU A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO NÃO PASSOU POR AQUI…)

Se é que o modelo brasileiro é referência internacional, a despeito de suas falhas, fica a pergunta: o Amazonas faz parte do Brasil?

No Estado que vai ser sub-sede da copa 2014, a rede de atendimento aos pacientes mentais padece de uma dupla ineficácia:

Institucional: aqui, a reforma não pegou. Sequer no plano numérico, já que a pulverização dos serviços para facilitar o acesso dos pacientes e famílias jamais aconteceu. As referências continuam sendo o HPER (Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro) e o CAPS da Zona Norte, ambos insuficientes para a demanda que diariamente é produzida pelo modelo econômico e associal que predomina numa cidade que não se faz democrática.

Há ainda a predominância de grupos aos quais não interessa a publicidade da questão da saúde mental no Amazonas. Estes grupos, visceralmente ligados aos governos que, historicamente, têm transformado a cidade em terreno fértil para o delírio social, fazem com que o olhar institucionalizado da saúde mental no Amazonas se reduza ao plano financeiro/institucional. Ou nem isso, se considerarmos, à título de ilustração, que o prometido hospital da zona sul, há pelo menos 4 anos, é anunciado sempre “para o mês que vem”, e até o mês atual, não iniciou as suas atividades.

Desinstitucional: o psiquiatra Franco Rotelli, atuante na reforma psiquiátrica italiana e na questão do uso de substâncias narcóticas, afirma que o processual de desinstitucionalização não se reduz à análise do aparelho institucional psiquiátrico, ele próprio residual, criado para absorver aquilo que escapou da semiótica do modo de produção do capital, mas que passa por uma intervenção prática e política sobre “a cadeia das determinações normativas, das definições científicas, das estruturas institucionais, através das quais a doença mental – isto é, o problema, assumiu aquelas formas de existência e de expressão”.

Daí que a psiquiatria que se quer revolucionária – e não meramente reformista – deve se debruçar sobre os modos de produção de sentido e de subjetivação, e nas relações de produção e corte que se constituem num plano social, quer como linha de fuga revolucionária, quer como força reativa de atração para o campo do buraco negro social.

Haverá máquina produtora de ‘doença mental’ – entendida aqui como desequilíbrio da produtividade existencial ético-estética, diminuição da potência de agir diante dos maus encontros – mais eficiente que uma cidade onde as condições sociais de existência são inexistentes? Uma cidade onde os serviços básicos de condições de existência são regidos menos por uma lógica do movimento ativo que pela lógica da mais-valia e da exploração? Onde a exploração telemidiática da miséria social é trampolim certo para o estrelato na ribalta do legislativo e executivo? Onde os governos estão mais interessados em preparar armadilhas para o povo do que produzir as condições necessárias ao surgimento de novas comunalidades, e se quer o detentor/controlador de todas as formas de expressão e criação, eliminando a autonomia de seus cidadãos? De uma arte decadente e subserviente ao signo da força reativa: o capital? Onde as lideranças da chamada reforma psiquiátrica sentam à mesa e compartilham das mesmas certezas e verdades que estes governantes, igualmente infantilizados em sua capacidade crítica e de análise?

Manaus conta com essa peculiaridade: de um lado, uma máquina produtora de doença mental, e de outro, um sistema de atendimento ao paciente mental quase inexistente. Nada que passe próximo de outras experiências brasileiras e sudamericanas, por uma psiquiatria do oprimido, que sacudiu a ditadura argentina ou as experiências pós-ditadura no Chile. Nada que chegue perto de uma psiquiatria que não procure a cura, mas a possibilidade de “produção de vida, de sentido, de sociabilidade e produção de espaços e formas de convivência dispersas”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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