Arquivo para 7 de setembro de 2009

BREVES CENAS SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA – UM PLANO PARA CRIANÇAS

Como já foi discutido no topico sobre o cinema afinado o livro de cinema para crianças foi desenvolvido pela Afin. A Afin disponibiliza este material para que em outros espaços para que outras crianças possam ter produções e expansões de suas existências . Ele pode ser baixado pelo link a seguir e impresso para fins educacionais e didáticos, porém está vedada qualquer publicação ou venda deste material. O material do link possue algumas pequenas modificações didáticas do livro que está na integra.

BAIXE AQUI O LIVRO: BREVES CENAS SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA- UM PLANO PARA CRIANÇAS


O movimento é o fundamento da vida. Onde não há movimento não há vida, logo não há criação. O cinema, que vem da palavra grega Kinema, significa movimento. Ou seja: imagem em movimento, já que seu objeto artístico é a imagem.


Como se sabe, o movimento sempre existiu e a idéia da imagem em movimento, que contribuiria para a criação do cinema, segundo alguns estudiosos do cinema, surgiu quando o homem na pré-história desenhou nas paredes das cavernas seus atos cotidianos, principalmente suas lutas com as feras que procurava caçar. Como exemplo, podemos observar os desenhos das feras pulando e as lanças no ar jogadas pelos caçadores.


Embora a idéia do cinema seja antiga, o seu aparecimento só foi possível com o progresso científico. Ou seja, com o avanço tecnológico, principalmente no século XIX quando foi possível a criação da câmara filmadora, o projetor cinematográfico e o filme (celulóide) próprio para o cinema. E também a contribuição da física e da psicologia permitindo a compreensão da comunicação entre o olho do homem e o cérebro.


Pesquisas científicas afirmaram ser de um vigésimo a um décimo de segundo a duração de um olhar sobre uma imagem, permitindo assim que esta imagem se funda com a imagem seguinte e nos dê a ilusão do movimento. Compreensão que contribuiu fortemente para criação do cinema. Antes deste acontecimento que revolucionou o mundo, que permitiria ao homem ver e construir sua própria história diante de si próprio, vários homens em paises diferentes, tentaram criar aparelhos que projetassem imagens fixas ou em movimento ate chegar ao fundamento do cinema: o projetor.

Entre estes experimentos, estão:

  • Magia Catoptrica, conhecida como “Lanterna Mágica”, apresentada em 1640 em Roma por Athanasius Kirchener.
  • O Estroboscópio de Simon Ritter Von Stampfer, apresentado em 1832 em Viena.


  • O Dédalo ou “Roda do Diabo”, do inglês William George Harner, apresentado em 1833.
  • O Cinematoscópio, uma espécie de disco giratório, como o Dédalo, que apresenta uma sucessão de imagens, de Coleman Sellers, patenteado em 1861.


  • O Praxinoscópio de Emile Reynard em 1882 projeta em uma tela fotografias tiradas por Muybridge.
  • O Fuzil Fotográfico para fotografar pássaros voando de Étienne Jules Marey em 1882.
  • A película de celulóide de Hannibal Williston Goodwin em 1887.
  • O processo de passar uma película pelo interior de uma câmara, de William Kennedy Dickson 1889.
  • A Câmara Cinematográfica inventada simultaneamente pelo francês Marey e o inglêsWilliam Freise-Greene.
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  • O Cinetoscópio de Dickson apresentado em Nova York, em 1891.


  • O Zooscópio de Muybridge apresentado em Chicago, em 1893.


  • A Curva de Latham, de Woodville Latham, que regulou o movimento da bobina do projetou permitindo o olho captar a imagem em movimento.

Um grande invento que impulsionou decisivamente o cinema foi a fotografia em 1839 por Louis Daguerre, pois mostrou o próprio movimento reproduzido por um grupo de câmaras tirando fotos rápidas em sucessão.

Um fato interessante é o criado pelo governador da Califórnia, em 1872: ele pretendia provar que um cavalo correndo fica com as quatro patas acima do solo. Então em 1877, Muybridge pegou 24 câmaras movida por uma corrente elétrica e colocou-as por onde o cavalo passaria. Neste momento o dispositivo fotográfico dispararia. Não deu outra, as câmaras viram além dos nossos olhos: o cavalo voa.


Entre estes acontecimentos experimentais o mais importante mesmo foi a projeção de filmes em 28 de dezembro de 1895 em Paris num porão do Boulevard dês Capucines pelos fabricantes de projetores, os irmãos Auguste e Louis Lumière. Os da célebre projeção da locomotiva chegando na estação avançando na direção do público. O que levou a platéia amedrontada a gritar e correr.

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Entretanto o nome que é considerado o primeiro grande criador das formas cinematográficas foi o francês Georges Méliès que usou seu talento de mágico, caricaturista e pintor para criar seus próprios filmes.

Assim, temos um breve toque desta arte que proporciona não só a observação do homem em ação historicamente por ele mesmo, mas também o crescimento de sua capacidade de perceber novas imagens e com isso construir um mundo mais gratificante para ele. Pois esta é a verdadeira função educacional do cinema.


BREVE LÉXICO DO CINEMA

I – O PLANO.

Um filme é estruturado em planos. O plano é o que a câmara envolve sem descontinuidade. Em síntese, o Plano é um fragmento do tempo dispendido, é uma fatia da realidade em movimento que é oferecida ao espectador.

Divisão clássica dos Planos.

PLANO GERAL – É o plano que apresenta o conjunto de uma cena cujo valor é descritivo. São os planos das superproduções em cinemascópio. Apresenta características de vastidão, fuga por horizontes imensos, repouso para o olhar e, também, lembrança de que a cena pode ser infinita e o mundo estar presente.

PLANO DE CONJUNTO – É um plano que apresenta a cena com personagens em um cenário com valor narrativo e descritivo. É uma cena mais restrita. Os personagens existem, tanto por si mesmos quanto pelo grupo que formam. O espaço é vasto bastante para poderem movimentar-se. É um plano difícil de criar.

PLANO AMERICANO OU DE MEIO-CONJUNTO – A cena apresenta os personagens filmados a meio-corpo em pormenores da representação. O seu valor é dramático. É um plano que leva o espectador a se sentir como se estivesse no mesmo espaço dos personagens. É o plano mais clássico, aquele a que o espectador não presta atenção, porque as suas dimensões e a sua disposição correspondem, muito exatamente, às da vida cotidiana.


PLANO MÉDIO – A cena mostra os personagens filmados em pé. Seu valor é narrativo. É o plano que leva o espectador ao domínio da ficção. Logo que surge o Plano Médio – a cabeça ou o busto, ou o personagem ao olhar através de uma janela, ou o braço a brandir uma arma – o espectador se torna ator. Temos a sensação que a cena é dirigida para nós. Por isso seu sentido de desonestidade cênica que faz o espectador tomar partido da cena.


PRIMEIRO PLANO – É o plano onde os atores são filmados à altura do busto de forma direta. Seu valor é dramático.

GRANDE PLANO – Cena que isola um rosto ou objeto da ação que possui um valor dramático intenso. O detalhe do Grande Plano é o enquadramento de um pormenor de um rosto, como a boca, um olho.


II – O MOVIMENTO DA CÂMARA.

Como o Cinema é a arte do olhar, todos os recursos desta percepção foram seguidos pelos pesquisadores para revelarem os segredos das imagens. Daí o grande salto cinematográfico que se conseguiu com a descoberta do uso do movimento da câmara. É ele que permite a passagem sensível de um Plano a outro.

Tipos clássicos de movimentos da câmara.


TRAVELLING PARA FRENTE – A câmara é movimentada para frente para diminuir o espaço enquadrado e aproximar as personagens. Este Travelling é considerado psicológico.

TRAVELLING PARA TRÁS – O movimento para trás procura descobrir o campo, abri-lo. A câmara recua e vai descobrindo coisas cada vez mais numerosas, tornando afastado o que estava próximo, empurrando o horizonte.

TRAVELLING LATERAL – É o movimento que a câmara faz ao longo do tema (imagem), para fugir o campo de um lado do écran (tela), enquanto vai aparecendo de novo do outro lado, numa mesma continuidade. É como o olhar se movimentando pela rua observando as casas. Este Travelling é a base do documentário, pois não é um movimento só descritivo, mas também enunciativo. Também é muito usado nos westerns, quando a câmara acompanha a diligência atacada, quando segue o galope dos cavalos, ou a luta dos personagens. Neste tipo de filme se usam muito também as panorâmicas e os panotravellings.


PANORÃMICA – É o movimento da câmara a girar sobre si mesma, em volta de um eixo. É como um olhar que abrange todo o panorama que o mundo lhe oferece.

PANOTRAVELLING – É o movimento mais difícil de ser executado, pois liga quase todos os planos. É um movimento que aumenta a tensão do filme, enchendo-o de significação.

PLANO FIXO – Foi o primeiro meio de expressão do Cinema. A câmara não se move durante toda a ação do plano; apenas tem interesse o movimento que se faz no campo. Exemplo: dois personagens sentados, conversando.

Com os novos recursos tecnológicos, o cinegrafista tem a seu dispor novas formas de experiências de movimento e pode trabalhar, criando novos significados.


III – OS PLANOS E OS ÂNGULOS.


Na filmagem, a câmara pode ser colocada em ângulos diferentes criando cenas dramáticas e simbólicas.

Tipos de ângulos.

PLONGÉE – È a câmara enquadrando a imagem de cima para baixo. É como se um personagem ou o próprio espectador olhasse uma imagem de cima para baixo.

CONTRA-PLONGÉE – A câmara enquadra a imagem de baixo para cima.


IV – PONTUAÇÃO.

Como na literatura, o cinegrafista possui em sua estrutura cinematográfica um certo número de sinais que representam a pontuação.

Tipos de sinais de pontuação.

CORTINA VERTICAL – Equivalente ao ponto parágrafo, consiste em substituir uma imagem por outra, através de uma linha vertical que atravessa o écran. O espectador tem a impressão que a imagem é pouco a pouco empurrada para o lado, para ser substituída por outra.

CORTINA HORIZONTAL – Descobre progressivamente uma imagem tal como o subir da cortina no teatro.

FUNDIDO EM NEGRO – A imagem vai escurecendo e aos poucos vai desaparecendo: o écran escurece durante segundos. Logo surge nova seqüência. É o Fundido de Fecho.

FUNDIDO ENCADEADO – A imagem posterior surge antes que a imagem anterior desapareça.

O Fundido em Negro corresponde geralmente ao espaço vazio que marca o fim de um capítulo. Nos leva a crer na existência de um intervalo de tempo real ou psicológico.

O Fundido Encadeado é muito utilizado no processo da narração que consiste em fazer o espectador recuar no tempo.

BREVE BIBLIOGRAFIA:


AGEL, Henri. O Cinema. Porto, Livraria Civilização Editora.

BLANCO, Armindo. Tempo de Cinema. Lisboa, Edições Cosmo.

DELEUZE, Gilles. A Imagem-Movimento. São Paulo, Editora Brasiliense

DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo, Editora Brasiliense

WEYERGANS, Franz. Tu e o Cinema. Porto, Livraria Civilização Editora.

ARNHEIM, Rudolf. A Arte do Cinema. Lisboa, Editorial Áster.


MINILÉXICO


(Retirado do Livro “Chaves do Cinema”, de Barthélemy Amengual)

AFÍLMICO: Tudo o que existe na realidade, independentemente de qualquer relação com a criação cinematográfica. Exemplo: o documentário se liga à realidade afílmica. (Segundo E. Souriau.)

ÂNGULO: Conjunto de características expressivas, mais ou menos relevantes, que o enquadramento (normal, oblíquo, visto em câmara baixa ou em câmara alta) confere à imagem. // Angulação. Angular.

ANTECIPAÇÃO: Diz-se da cena ou seqüência em que há uma premonição da ação futura, como em La Guerre est Finie / A Guerra Acabou, de Alain Resnais. // Em inglês, flash-forward.

ARGUMENTO: História preparada para o Cinema. // Argumentista.

CÂMARA ALTA: Posição da câmara em relação à cena, em geral em ângulo oblíquo superior, excepcionalmente olhando na vertical para baixo. // Em francês, plongée.

CÂMARA BAIXA: Posição da câmara em relação à cena, em geral em ângulo oblíquo inferior, excepcionalmente olhando na vertical para cima. // Em francês, contre-plongée.

CAMPO: Espaço determinado pela angulação e a lente da câmara. Ângulo que se opõe ao contracampo, definindo-se um em confronto com o outro, através da deslocação da câmara, enquanto os atores permanecem na mesma posição.

CARRO/CARRINHO: Plataforma com quatro rodas, que anda em trilho ou sobre tábuas, na qual é colocada a câmara para as tomadas em movimento; há o carro à frente, o carro à ré e o carro lateral. // Por extensão, qualquer movimento da câmara colocada sobre um carro ou veículo (trem, automóvel, etc.) // Em inglês, travelling.

CENA: Série de planos ligada a uma só ação ou situados num mesmo cenário. É a forma cinematográfica mais próxima do teatro.

CONTRACAMPO: V. Campo.

CONTRE-PLONGÉE: V. Câmara Baixa.

CORTE: Ato de cortar um filme, durante o processo de montagem. // Passagem direta de um plano a outro. // Cortar. Cortador.

DIEGESE/DIEGÉTICO: Tudo o que diz respeito à ficção, à história, ao universo proposto pelo filme. (Segundo E. Souriau.) Uma imagem projetada na tela possui ao mesmo tempo sua realidade de fenômeno ótico e sonoro, e um valor diegético (fictício).

ENQUADRAMENTO: Limite retangular da porção da realidade que a câmara isola. Diz-se também da totalidade da imagem no filme ou na tela. // Enquadrar.

FLASH: Plano brevíssimo (um a dois segundos), utilizado comumente como inserção.

FLASH-BACK: v. Retrospecto.

FLASH-FORWARD: V. Antecipação.

FORA DE CENA: Diz-se de uma fala, um comentário, um ruído, uma música cuja fonte não esteja visível no plano. Abreviatura: f/c. Exemplo: Sobre a imagem de uma porta fechada, ouve-se o ruído (f/c) de uma discussão.

FOTOGRAMA: A unidade mínima do filme: cada fotografia impressa a cada parada do filme na câmara.

INSERÇÃO: Plano de pormenor, em geral breve, focalizando uma manchete de jornal, a assinatura de uma carta, etc, servindo para esclarecer um plano maior. // V. Plano.

MIXAGEM: Ato de combinar numa só as diversas trilhas sonoras (diálogos, ruídos, música, etc) de um filme. // Mixar. Mixador.

MONTAGEM: Reunião dos planos em função do roteiro e segundo as previsões da planificação. Idealmente, a montagem é a operação simétrica da planificação. // Montar. Montador.

PANORAMAS/PANORÂMICA: Movimento que a câmara faz em torno de seu eixo, para os lados, para cima ou para baixo. // Panoramizador.

PLANIFICAÇÃO: Divisão do filme em partes, cenas, seqüências, subseqüências e planos. A planificação é portanto a previsão de toda a filmagem e, em seguida, da montagem. // Em francês, découpage. // Planificar.

PLANO: Unidade básica da obra cinematográfica; os planos se reúnem em cenas, que por sua vez se reúnem em seqüências. Pode-se defini-lo mais precisamente, dizendo que é a porção de filme impressionada pela câmara sem interrupção. // Há várias espécies de plano, segundo a distância da câmara e a lente usada: o plano de grande conjunto (PGC), correspondendo ao extreme long-shot em inglês e ao plan lointain em francês; o plano de conjunto (PC), correspondendo ao long shot em inglês e ao plan géneral em francês; o plano de meio conjunto (PMC), correspondendo ao medium long shot em inglês; o plano médio (PM), correspondendo ao medium shot em inglês e ao plan moyen em francês; o plano aproximado (PA), correspondendo ao full shot em inglês; o meio primeiro plano (MPP), correspondendo ao medium close shot em inglês e ao plan américain em francês; o primeiro plano (PP), correspondendo ao close shot em inglês e ao premier plan em francês; o grande plano (GP), correspondendo ao close-up em inglês e ao gros plan em francês; e há ainda a inserção (v.).

PLANO FIXO: Plano filmado com a câmara fixa. O enquadramento desse plano é fixo e invariável, mas seu conteúdo pode ser dinâmico. Exemplo: L’Arrivée d’un Train em Gare de La Ciotat foi filmado por Louis Lumière num só plano fixo.

PLAYBACK: v. Pré-gravação.

PLONGÉE: V. Câmara Alta.

PRÉ-GRAVAÇÃO: Sistema de sincronização imagem-som em que determinadas passagens, especialmente canções, que deveriam ser registradas em cenas ao ar livre ou em ambientes em que será difícil a seleção proveitosa de sons, são gravadas antes das filmagens das ditas cenas, nas melhores condições possíveis, reproduzindo-se essa gravação durante a filmagem, de forma que o artista atue diante da câmara de filmar ao som desse registro previamente obtido e repetindo os gestos e trejeitos de boca, até obter um perfeito sincronismo. // Em inglês, Playback.

PROFÍLMICO: Contrapõe-se a Afílmico. Tudo o que existe realmente no mundo, mas selecionado, orientado, corrigido ou especialmente reconstruído tendo em vista sua inserção no filme. (Segundo E. Souriau.).

RETROSPECTO: Diz-se da cena ou seqüência em que há um recuo no tempo, em geral através da lembrança de um personagem. // Em inglês, flash-back.

ROTEIRO: O mesmo que Planificação. // Roteirista. Roteirizar.

SEQUÊNCIA: Série de planos definida por uma unidade de ação, de tema, de movimento. É a forma cinematográfica por excelência.

SUPERIMPRESSÃO (ou DUPLA EXPOSIÇÃO): Imagem propositadamente filmada sobre uma outra.

TOMADA: Cada filmagem de um plano qualquer. // Em inglês, take.

TRANSIÇÕES: Formas de passar de um plano a outro, de uma cena a outra. Se dois planos são colados sem interrupção, diz-se que o corte é direto. Se há uma fusão, o primeiro desaparece com maior ou menor rapidez no seguinte.

TRATAMENTO: Fase intermediária entre o argumento e o roteiro.

TRAVELLING: V. Carro/Carrinho.

TRUCAGEM: Efeito especial obtido da truca ou de qualquer outro processo.

ZUM (do inglês ZOOM): Sistema de lentes que permite a passagem de um grande plano a um plano de grande conjunto, ou vice-versa, sem perder o foco e sem que a câmara saia obrigatoriamente do lugar.


FALTAM MIL ASSINATURAS PARA PROJETO “FICHA LIMPA”. JÁ ASSINOU, MANINH@?

O MCCE, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, já fez história. Conseguiu aprovar e transformar em lei o primeiro projeto de iniciativa popular do país, o famoso artigo 41-A da lei eleitoral, que pune com a cassação do mandato e a inelegibilidade o candidato que for pego comprando votos.

Foram um milhão de assinaturas colhidas em todo o país, para desespero de políticos como o atual prefeito sub judice de Manaus, Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e que se mantém no cargo graças à uma liminar concedida numa bela manhã de domingo pela desembargadora Graça Figueiredo e mantida numa histórica sessão do TRE/AM, que rasgou a constituição pela segunda vez – já o havia feito no caso Henrique Oliveira, devidamente restituído à ordem democrática pelo TSE, através do ministro Joaquim Barbosa – ao manter Amazonino no cargo, mesmo após o flagrante dado pela PF em um posto de gasolina de Manaus, onde se trocava combustível por voto.

Desta vez, o MCCE tenta fazer entrar na pauta do legislativo o projeto de lei que veta a elegibilidade a quem estiver comprovadamente envolvido/a em crimes graves. O projeto é conhecido como “Ficha Limpa”. Se ele já estivesse aprovado, Amazonino e Omar Aziz, candidatos a prefeito em 2008 em Manaus, não teriam sequer disputado, já que estiveram na lista de candidato envolvidos em processo judiciais, e publicada nacionalmente pela AMB.

Já colhidas 1,1 milhão de assinaturas, faltam pouco mais de mil assinaturas para que o projeto de lei seja enviado à Câmara Federal para ser votado em regime de urgência, por ser de iniciativa popular. Para isso, representantes do MCCE estarão participando em todo o país das manifestações do Grito dos Excluídos e Excluídas, angariando assinaturas. Então, companheiro, companheira, companheir@s, vamos nessa, leve seu documento para o grito, e assine, participe de mais esta campanha histórica para tentar varrer da política nacional candidatos que tenham com preceito existencial a dor, o sofrimento, e que se interessem mais em preparar armadilhas para o povo do que auxiliar na criação de comunidades de saberes e afetos. Nos encontramos no Grito!

GRITO DOS EXCLUÍD@S 2009 (Manaus-AM)

Grito Capa

PORQUE É PRECISO GRITAR PRA SER FELIZ!

O que os tiranos querem é que seu Grito continue excluído.

15º GRITO DOS EXCLUÍD@S (Manaus-Am)

Concentração: Bola do São José I

(Próximo ao Terminal 5)

Hoje, 7 de setembro, às 15h

PRONUNCIAMENTO DE LULA PARA O “DIA DA NOVA INDEPENDÊNCIA”

“Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,

É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.

Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é Pré-Sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.

Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.

Minhas amigas e meus amigos,

O Pré-Sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.

Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.

As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.

Minhas amigas e meus amigos,

O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de Deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.

A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.

Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no Pré-Sal os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O Pré-Sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.

Minhas amigas e meus amigos,

Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do Pré-Sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.

Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.

Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.

Este trabalho será complementado pela Petro-Sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra – a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.

Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.

O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.

A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.

A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.

O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do Pré-Sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.

Minhas amigas e meus amigos,

Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.

É por isso que propomos que os recursos do Pré-Sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.

De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.

Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.

Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.
O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.
Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.

O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.

O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.

Viva o 7 de setembro! Boa noite!”

Vários blogs reproduziram o belo discurso de Lula, este bloguinho fisgou-o do fundamental Blog do Planalto.

POR FORA DE FUTEBOL

Por fora de futebol “Eu entro em campo para ser feliz”.

Valdivia, craque chileno.

Trave Quando ele nasceu, seus pais encontravam-se em relações pessoais. Eram só eles, eles mesmos e mais ninguém. Logo, ele nasceu sem nenhuma perspectiva futura nos desejos dos pais. Ele nasceu livre do desejo pré-concebido, que ocorre com a maioria das crianças que já nascem nas perspectivas do pais.

Quando pela primeira vez se descobriu existindo, entre outros queres para si, quis ser jogador de futebol. Entrando para escola, foi craque do time de sua sala. Na rua, sendo dono da bola ou não, levava o time do bairro a ser campeão.

Entretanto, apesar do talento e da vontade, não conseguiu ser jogador de uma grande equipe. Um sonho que nutriu durante anos, que se realizaria no momento em que vestisse a camisa de seu time preferido. Certo dia, considerando que sua idade já não lhe permitia entrar em clube e fazer uma carreira de sucesso no futebol, foi fazer uma curso de árbitro. Sendo um pessoa disciplinada e decidida, logo fez carreira nacional e entrou para o quadro da FIFA.

Um dia foi escolhido para apitar a decisão do Campeonato Brasileiro. Uma partida em que seu time disputava. Uma partida bem disputada, não havia bola perdida, muitos lances de perigo, igualdade dos dois times em tudo. Seu time precisava ganhar para ser campeão. O adversário jogava pelo empate.

Fim do tempo normal, ele deu cinco minutos de acréscimo. Passaram quatro, e nada de gol. Já no fim do quinto minuto, seu time de coração atacando na grande área, mas sem possibilidade de definição. Então, a Dendeca roçou em sua perna e ele não contou desgraça. Viu seis na sua frente, dominou a Dendeca, foi fazendo embaixada passando pelos seis, ficou cara a cara com o goleiro, fez que chutava, o goleirão caiu, ele então meteu o pé esquerdo por baixo da Dendeca, e mandou ver. Em seguida, saiu gritando eufórico pelo campo, fazendo a volta olímpica e jogando beijo para a platéia.

Trave##########BRASILEIRANÇA A B A B A B B B A A B A B

E AÍ AVAÍ, NÃO VAI SAIR DA “ONZÉZIMA”?

Era a partida da rodada, o time da casa tinha que vencer, a festa estava arrumada para esse propósito. Enquanto nas avenidas de Floripa corria animada, engajada e definida a magna Parada Gay.

Pontapé inicial, é a hora do vamos ver. Quando se esperava que o catarinense fosse pra cima, quem se mandou para o ataque foi o vermelhaço. Nada do que se esperava. Afinal, era o momento do catarinense esquecer a “onzézima”. Não esqueceu. O vermelhante foi par cima e meteu duas dendecadas nos “onzézimos”. Fabiano Eller e Magrão. A Parada Gay foi muito melhor para os catarinenses.

TEMPO DE FLA-FLU, NADA DE F

Enquanto o Mengão foi à baixada confiante em quebrar o tabu contra o Atlético Paranaense, o Fluzão tentava, em casa, mostrar jogo cuca legal. Confronto direto contra seu grande rival na zona de rebaixamento. Mas, do mesmo jeito que o Mengão se frustrou não quebrando o tabu, do mesmo jeito o Fluzão também se mostrou sem cuca legal. Zerô a Zerô para a partida AtleFla. E um para cada dois. Conca para os Fluzões e Carlinho Bala para os aflitos.

Enquanto isso, na casa do Atlético Goianiense, o Vascão consegue um bom empate, que lhe manteve na liderança do futebol brasileiro. Carlos Alberto fez de penal, mas também perdeu.

MAIS UMA ESTRELA DECADENTE

É triste, mas pode ser tomado, no momento, como verdadeira. A queda brutal do Cruzeiro é uma ocorrência deveras triste para o entendimento que se tem da equipe do Cruzeiro.

Embora sendo em causa própria, onde não ocorre nenhuma contradição, é preciso dizer: o Cruzeiro está deficitário de vida. Começou a partida contra o Santo Paulo metendo uma dendecada com Diego Renan, marcando, o que causou uma alegria desconfiada no torcedor raposante.

Segundo ‘ time’, o vacilo da estrela decadente foi geral. Duas dendecadas para o Santo, obra de Marcos e Borges. Mais uma estrela se apagou.

OBINA FAZ A HONRA DE VAGNER LOVE

O Baru foi ao Palestra Itália. Não havia pizza, mas o Baru sentiu a falta da massa. Entretanto, sentir fome não significou comer. O Baru sentiu fome e não comeu. Foi isto, um banquete distributivo com os vizinhos, onde a maioria distante não o toma como válido. Nisto, o Periquito aproveitou e meteu duas dendecadas. Uma Diego Souza e outra do Vagner Love, com a cortesia do Shopping. Depois a cortesia do juiz e de Obina, que levantou a bola de seu rival, que estas bandas possuem como normalidade.

GOIÁS DÁ BANDEIRA

Jogando em casa, o Goiás quer mostrar que tem fissura pela posição dos quatros. O Curitiba diz que está se recuperando. Mandante de campo, o Goiás viu a dendeca entrar em sua meta. Era o Coritiba se recuperando no torneio. Logo os paranaenses empataram. A bola foi rolando quase morosa, até que em uma jogada a dendeca se insinua para todos na zaga dos bandeirantes. É então que, em disputa de bola na fronteira entre a grande área e a pequena, Ariel domina a saborosa, joga para cima, deixa ela descer, e mete uma senhora bicicleta. Condenado a ser o mais bonito gol da rodada.

VITÓRIA NÃO SENTE OS PAMPAS

Em casa, o Grêmio é imbatível. O Vitória foi conferir. Conferiu e não conferiu. Neto Berola dendecou os pampeiros com gol vitorioso. Segundo ‘time’, Jonas não permitiu a queda do antigo tabu. Dendecou a meta do Maurício. Empate para seu lado que lhe quer bem.

QUANDO A LUZ SE APAGA

O Sport está na zona dolorosa, o Fogão também. O Sport quer ser mais que seu nome: Sport. Como modelo pessoal de si mesmo, acredita que vai se classificar para o Brasileirão do ano que vem. Está muito difícil. Meteu duas dendecadas no Fogão, por obra do Fabiano Wilson e Wilson. Para o Fogãozinho, uma obra de Juninho. Fogão tem que queimar, pois caso contrário, derrete.

A CLASSE OPERÁRIA SE AFASTA DO PARAÍSO

O Galo estava depenado, no seguimento de sua amiga Raposa tosquiada. Foi à fábrica ver como os operários produziam o paraíso. Eles estavam em greve. Não queriam nada com a produção. Mas um operário furou a greve, Wanderley. Mas um Wanderley só não constrói o paraíso, que é produção coletiva. Aí o Galo aproveitou. Bicou o paraíso, destroçando-o com Éder Luiz e Tardelli.

,,,,,,,,,,,,,,,,CLASIFICACIÓN SUDAMÉRICA

No quadro geral, tudo está como tem sido nestes últimos anos. A predominância da mediocridade futebolística. Nenhuma seleção tem superioridade sobre outras no computo do campeonato classificatório. Os resultados das partidas variam sempre em um perde e ganha, mas a produção esportiva não varia. É a decadência futebolística em expansão. Da mesma forma como ocorre na Europa. As seleções nada apresentam de alegria criativa. São pobres e entediantes. É a transição do bom para o pior. A hegemonia do inepto. Como falava Marx, as mudanças não se fazem em particularidades. Em pontos desligados da sociedade global. Como vivemos uma época sem espírito grandioso, é “normal” que também o esporte reflita esta ausência da grandiosidade espiritual.

Quando houver espírito em um mundo com coração, certamente os ídolos do futebol não serão Kaká, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho, Robinho e outros medíocres jogadores produtos da degeneração futebolística elevada à categoria de craques pelo marketing-oral da FIFA, das empresa esportivas e das mídias sequeladas pelo capital de mercado, cujo mercado é sempre da demanda da inutilidade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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