Arquivo para 12 de setembro de 2009

LGBT E SEGURANÇA PÚBLICA

Toni Reis*

Entre os dias 27 e 30 de agosto de 2009, em Brasília-DF, aconteceu a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que teve como principal objetivo definir os princípios e as diretrizes orientadores da política nacional para o setor. O lema da Conferência foi: Segurança com cidadania: participe dessa mudança!

Várias etapas aconteceram antes da Conferência Nacional. Foram realizadas 27 conferências estaduais envolvendo 17 mil participantes. Houve 1100 conferências livres envolvendo 6800 participantes. Nós, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), participamos de todas as etapas em todos os estados e em várias das conferências livres.

Discutimos assuntos como a desmilitarização das Polícias Militares, o ciclo completo do policiamento, o monitoramento eletrônico, o desarmamento, a autonomia da perícia e dos bombeiros, criação da polícia penal, unificação das polícias, e outros assuntos que muitas vezes não estão na nossa pauta do dia-a-dia. Conseguimos levar nossas reivindicações a todos os grupos e constamos na síntese do caderno de propostas que as palavras orientação sexual, identidade de gênero, homofobia e LGBT apareceram com freqüência.

Em 2006, o II Congresso da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) aprovou que deveríamos participar de todas as conferências cujas temáticas afetam nossa comunidade. A Conferência de Segurança Pública é, certamente, de especial relevância, dada a violência que atinge nossa comunidade, com uma pessoa LGBT assassinada a cada 2 dias em média no Brasil pelo simples fato de ser LGBT (fonte: Grupo Gay da Bahia). Isso para não mencionar todas as outras violências e discriminações. Mesmo assim, a postura que adotamos na Conferência não foi vitimista nem se limitou ao denuncismo. Fomos propositivos, buscando incidir no debate de alternativas. Apontamos várias resoluções e ações que deveriam ser adotadas pela Segurança Pública.

Apesar de termos apenas 52 representantes LGBT na Conferência Nacional, conseguimos de uma forma muito orgânica fazer alianças com vários setores da segurança pública: polícia federal, militar, civil, bombeiros, agentes penitenciários, perícia e guardas municipais, entre outros; e com outras populações também discriminadas, como mulheres, negros/as, pessoas com deficiência, pessoas idosas, profissionais do sexo e participantes de pastorais e movimentos sociais, entre outros. Em particular, a mobilização do Conselho Federal de Psicologia contra o monitoramento eletrônico e contra a redução da idade da maioridade penal foi bastante significativa.

Esse diálogo com os outros setores foi fundamental para ampliar a incidência de nossa pauta política.  O princípio que articulamos com prioridade, o princípio 11, foi o terceiro mais votado, com 402 votos. Seu texto diz que a segurança pública no Brasil deve ser “pautada pela defesa da dignidade da pessoa humana, com valorização e respeito à vida e à cidadania, assegurando atendimento humanizado a todas as pessoas, com respeito às diversas identidades religiosas, culturais, étnico-raciais, geracionais, de gênero, orientação sexual e as das pessoas com deficiência. Deve ainda combater a criminalização da pobreza, da juventude, dos movimentos sociais e seus defensores, valorizando e fortalecendo a cultura de paz”.

Três das 40 Diretrizes aprovadas também contemplam a população LGBT:

**Criar mecanismos de combate e prevenção a todas as formas de preconceitos e discriminações e a impunidade de crimes por motivações preconceituosas, com os recortes em pessoas com deficiência, geracional, étnico-racial, orientação sexual e identidade de gênero.

**Instituir, construir e aumentar o número de delegacias especializadas e distritais com atendimento a grupos vulneráveis e especiais, com profissionais especialistas em crimes de intolerância social, capazes de desenvolver ações de sensibilização e capacitação continuada dos policiais para atendimento e acolhimento de vitimas, garantindo a elas e seus familiares todos os seus direitos, bem como a eficiência no programa de proteção a testemunhas e denunciantes. Para isso, se necessário, fortalecer abrigos, ações e programas de proteção a vítimas, garantindo: a implantação de comitês gestores em nível estadual e municipal de monitoramento do pacto de enfrentamento à violência contra as mulheres; a implantação das Delegacias Legais e Delegacias da Mulher nos municípios ainda não contemplados e unidades de perícia técnico-científica; realização de plantões de atendimento durante o final de semana e feriados; promoção de programas para a erradicação da intolerância e da violência de gênero, da pessoa idosa, de crimes raciais, e contra LGBT.

**Promover políticas que estimulem a construção de redes de atendimento intermultidisciplinar para grupos vulneráveis com unidades especializadas dos Órgãos de segurança pública e do sistema de justiça, com equipamentos adequados e profissionais em quantidade suficiente, dentro da filosofia do policiamento comunitário, respeitando a heterogeneidade dos diversos grupos sociais, evitando abusos e intensificando o combate ao trabalho escravo, ao tráfico de seres humanos, à exploração sexual de crianças e jovens, à homofobia, ao racismo e à violência familiar.

Além disso, dezenas de Moções foram apresentadas, mas só quatro passaram para a plenária e das quatro duas dizem respeito à comunidade LGBT: uma que pede apoio ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006, que criminaliza a discriminação homo, e a outra é que as pessoas  travestis e transexuais tenham seu nome social respeitado seja em toda a política de segurança pública.

Considerando que éramos apenas 52 representantes LGBT na Conferência (num total de 3 mil), conseguimos fazer com que  de nossas reivindicações fossem contempladas. Neste sentido, gostaria de citar Margaret Mead, uma antropóloga americana que disse: “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas motivadas e comprometidas possa mudar o mundo. Na verdade é a única coisa que o faz.”

A Conferência foi um momento especial, pela sua organização, pela sua mobilização nacional e, fundamentalmente, pelo caráter democrático. Afinal, o valor do voto era o mesmo para todas, seja para travesti, coronel, prostituta, comandante, pessoa deficiente, militante do movimento negro, entre outros.

Uma das lições foi a de que precisamos convocar urgentemente o II Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate à Homofobia da ABGLT, para que possamos discutir a intervenção de nossa comunidade na luta por uma segurança pública democrática, que respeite todos e todas, que faça cumprir o artigo 5º da Constituição Federal, que diz: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

O Conselho Nacional de Segurança Pública terá 12 vagas para representantes da sociedade civil e pleitearemos a participação LGBT.  Estamos preparados para contribuir na construção de uma política de segurança democrática, não homofóbica, racista ou sexista. Participaremos com conhecimento e capacidade de diálogo.

Parabéns ao governo federal pela iniciativa de realizar mais essa conferência pioneira, que abriu um espaço nunca antes colocado para a sociedade civil organizada discutir com todos os setores da segurança pública.

Como disse o presidente Lula na abertura, a segurança pública é responsabilidade de todos e de todas, e nós da ABGLT e organizações parceiras, estamos juntos  nessa empreitada. Queremos um Brasil sem homofobia, com igualdade de direitos. E isso só será possível com uma   política de segurança pública democrática  e  participativa. Um passo foi dado. Agora, é continuar a caminhada.

*Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Convidado da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. O artigo é para livre publicação.

**Informações adicionais sobre a Conferência: www.conseg.gov.br

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

inda

@ “O PAÍS REALMENTE ESTAVA MAIS PREPARADO que todo o mundo desenvolvido para enfrentar a crise econômica”, análise de Lula, em Ipojuca, no estado de Pernambuco, quando da realização de um ato público. Análise destacada de seu conhecimento do fato que confirma que o Brasil cresceu 1,9% no segundo trimestre de 2009, pondo termo na recessão técnica. E foi mais longe: “Este país estava muito mais preparado que os Estados Unidos ou que toda Europa”. Atribuindo a retomada de desenvolvimento ao consumo da população pobre que durante estes últimos sete anos aumentou sua renda. I inda têm francêis…

@ CINEMA ÁRABE SE DESTACA NO FESTIVAL DE BERLIM. Tido como um país de pouca produção cinematográfica, segundo alguns críticos, em razão do desconhecimento da maioria dos produtores mundiais, o cinema árabe foi muito considerado no Festival de Cinema de Berlim, mostrando surpreendentes obras e deixando tanto a crítica como o público contagiados em função das temáticas política, social e econômica mostradas em suas obras. I inda têm francêis…

@ “VOCÊ TEM UMA BARBA COMO A DE FIDEL”, disse Hugo Chávez a Juan Carlos, rei da Espanha, em calorosa conversa, onde parecia que rusgas antigas haviam se perdido no esquecimento. “Estou mudando meu visual”, considerou, sorrindo, el rei. Cordialidades contagiantes em função dos investimos milionários de empresários espanhóis na Venezuela, que visitaram, em julho, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos, o país bolivariano. I inda têm francêis…

@ MISS FRANÇA AGREDIDA POR BRASILEIRA. Rachel Legrain-Trapani, miss França, versão 2007, prestou queixa a uma delegacia de Paris, afirmando que havia sido agredida por uma brasileira com caco de vidro no interior da boate VIP, quando se encontrava conversando com amigas, entre elas a miss França 2009, Chloé Mortaud, quando se preparavam para assistir à pré-estréia do documentário sobre a vida do jogador de basquete americano LeBron. “Eu nem percebi que a pessoa tinha intenção de me atacar. Quando vi, havia sangue jorrando de minha perna”, disse Raquel, que na delegacia afirmou ser a sua agressora brasileira, porque ela falava português com sotaque do Brasil. I inda têm francêis…

@ EM NOTA, JOSÉ DIRCEU, NEGA TER ARROLADO LULA como testemunha a seu favor na ação do ‘mensalão’, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). E afirma que o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do ‘mensalão’, endereçou ofício informando que ele, Lula, havia sido arrolado como testemunha de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Janene (PP-PR), e não dele. Por sua vez, o advogado de Dirceu, José Luís Oliveira Lima, contestando a insinuação de que Lula testemunharia a favor de Dirceu, disse que não arrolou nem cogitou arrolar Lula como testemunha de Dirceu. Mesmo assim, a agência de notícias Efe informe que Lula irá testemunhar em favor de Dirceu por escrito… I inda têm francêis…

@ 11 DE SETEMBRO DE 2009 ESPREITA 11 DE SETEMBRO DE 2001. A cerimônia realizada hoje, em Washington, sobre a passagem do 11 de setembro que marcou a história da sociedade norte-americana, foi abalada por falsos noticiários implicando a Guarda Costeira. A TV CNN divulgou que a Guarda Costeira havia disparado dez tiros contra um barco. Decorrente da notícia, o aeroporto Reagan teve alguns voos cancelados. Posteriormente, o Departamento de Segurança Nacional informou que se tratava de um equívoco. Tudo não passara de um treinamento, e que os tiros disparados não eram reais. A preocupação decorreu do fato da comitiva do presidente Barak Obama passar perto do lugar onde era realizado o exercício militar. I inda têm francêis…

@ “O FUTEBOL TEM CARÁTER AUTÔNOMO, mas é preciso estatizá-lo para ter uma representação digna”, afirmou o presidente da Bolívia, Evo Morales, depois de analisar a situação da seleção de seu país nas eliminatórias por uma vaga para disputar a Copa do Mundo a ser realizada na África do Sul. “Lamentamos o desempenho de nossa seleção nas eliminatórias. Até agora é uma entidade privada, autônoma, dirigida por personalidades do esporte, mas não traz resultados”, sentenciou Morales. A FIFA não permite que as federações nacionais tenham ingerências administrativas dos governos. Para impedir esta ação, a FIFA, usa como ameaça a suspensão da entidade de qualquer atuação em eventos futebolísticos internacionais. O que pegaria a seleção boliviana. Mas Morales está decidido em qualificar a seleção da Bolívia. I inda têm francêis…

Vamos que vamos!

Vamos! Só que como

Recordação que fomos!

AFINAL, COMO DISSE LULA, A CRISE NÃO ERA NEM UMA MAROLINHA

Lá [nos EUA], ela [a crise] é um tsunami; aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha que não dá nem para esquiar.” (Lula, em outubro de 2008)

Com o tonificante que Lula deu, mais potente que jenipapo e ovo de codorna, desde que assumiu a presidência, à economia brasileira, a anêmica crise fabricada pelo Mercado Global custou a causar qualquer sintoma que minasse a saúde econômica do país.

A mídia sequelada ficou à beira do leito vazio à espera que a qualquer momento a economia fosse acometida pela crise. E quando Lula, o marinheiro em sua proximidade com o espaço liso do mar (Deleuze e Guattari), falou que a crise chegaria ao Brasil apenas como uma marolinha, ela correu para uma praia deserta, ficando, ansiosa a esperar. Como não vinha sequer um banzeiro trazendo uma garrafa com um manuscrito, quanto mais uma pororoca, a partir da inspiração de melancólica náusea, passou a vomitar seus delírios como verdade, tentando fabricar uma simulação em que empresários e a população tomassem como um tsunami real.

No entanto, agora que até a marolinha já se espraiou, pelas notícias atuais, nenhum nem outro vai morrer no mar holográfico insosso da mídia.

NOVAS ESTRATÉGIAS DOS EMPRESÁRIOS

O empresariado, não por inteligência – pois, como já dizia Abade Prévost, “a maior parte dos grandes e dos ricos não passa de néscios” -, não tinha motivos para se deixar guiar por essa mídia que o tinha levado àquela praia deserta, Collor e FHC duas vezes, de onde nenhuma mais-valia poderia sair. Daí a pesquisa realizada pela consultoria Ernst & Young revelar que apenas 28% de empresas fizeram previsão de fazer cortes de funcionários até maio de 2010. Dentre elas, 40% já resolveu segurar o mesmo número de trabalhadores e 32% até resolveu aumentar seu número.

Segundo Paulo Freitas, que trabalhou na pesquisa, os empresários “se convenceram de que cortar pessoas às vezes é um custo adicional quando você tem que recontratá-las [depois], além de você perder determinada inteligência que está construída dentro da sua própria empresa”.

A INTELIGÊNCIA DO NOVO PROLETARIADO

Mas o que mais chamou a atenção foi a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, divulgada na quarta-feira passada, que observou que a chamada crise “não afetou muito o bolso do brasileiro, e as periferias foram os lugares menos afetados”.

Ao contrário, segundo Marcelo Neri, economista responsável pela pesquisa, em entrevista à Agência Brasil: “O mercado interno gera atividade, emprego e renda. É um ciclo virtuoso no qual, as periferias, em particular, protegem a economia brasileira do efeitos da recessão mundial.”

Aqui, não estamos lidando com ideais e utopias, o economista é um técnico e apenas percebe agora o que Lula já sabia e qualquer pessoa que lançasse um olhar para além das grades da janela perceberia. Pelas periferias, os pobres vão inventando todas as formas de sobrevivência, e não estão interessados mais na mera subvivência, como pode ser visto na coluna Economia Menor neste bloguinho, onde paira, como prática real, a epígrafe de Toni Negri e Michael Hardt:

Os pobres se esquivam pelas barreiras e cavam túneis que enfraquecem as muralhas.”

Mas há outras questões que as pesquisas não pegam e que são fundamentais, pois demonstram não apenas uma modificação de grau, mas uma mudança ontológica nas relações:

Primeiro, os pobres não estão mais em relação de oposição aos ricos – talvez nunca tenham estado -; não lhes interessa o estatuto simbólico da riqueza, mas a obtenção de um bem-estar real. Assim, não lhes interessa mais se tornar exploradores, mas sim o trabalho como produção constante da vida. Os pobres não são mais ricos frustrados. Não mais lhes interessa o estatuto das mesuras de novos-ricos.

Segundo, com a hibridização crescente do homem com as máquinas, cada vez mais os homens vão se tornando inseparáveis dos meios de produção. Desde o homem que empurra seu carrinho de frutas ao adolescente com seu leptop na parada de ônibus, o que garantia a tirania do patrão, desde as manufaturas, foi esfacelado.

Terceiro, não interessa aos novos trabalhadores muito menos manter-se sob a exploração, e isso passa por toda uma desconstrução do tempo-espaço burguês da modernidade fabril, e pela inauguração de um novo tempo. Tempo do Desejo. E não desejo como falta lacaniana, mas como criação material e imaterial, coisas e afetos. Seu Josafá diz que não quer mais patrão, porque sai a hora que quer e volta a hora que quer, assim como determina as ruas, de acordo com sua análise, que passará naquele dia. Assim, os pobres produzem a si próprios, constroem, desviam e criam saberes sociais, transformando o trabalho em trabalho vivo produtor de subjetividades antagônicas às do Capitalismo constituído.

Quarto, uma política de formação de novas formas de comunidade (comunalidade) aparece, que vão desde novas formas de organização familiar, diferentes da nuclear-burguesa, até a eleição de um operário para presidente da República. Lula, seu “preferido”. É essa fascinação que a mídia/direita sequelada/corrompida não entende quando tenta de todas as formas derrubá-lo, e ele, como teflon, não adere. Lula é um dos nossos. Melhor, Lula é nós; por isso ele pode bater nas costas de um trabalhador em Belém ao cair da noite e dizer “tchau” como se fosse vê-lo no outro dia pela manhã à porta da fábrica. Lula não é uma personalidade; é uma subjetividade.

Quinto, não só podemos ser presidentes, mas não precisamos mais de líderes e intelectuais representantes. Todos temos intelecto, que construímos com nossas mãos, como diria o companheiro Marx. E inventaremos novos objetos, novas artes, novas ciências, com os quais nos reuniremos para aumentar nossa potência spinozista de agir, e pelos quais os ricos nos darão o seu dinheiro. Continuando com Abade Prévost: “Sempre acharemos um excelente rendimento para os pequenos na tolice e na ignorância dos ricos e dos grandes.” E os ricos terão que descer até a terra, já que não temos mais a menor pretensão de subir, muito menos de barganhar o que quer que seja. Já que o próprio Deus habita aqui em sua imanência. Ou melhor, somos todos deuses. Zaratustra-Nietzsche.

E, por aí, trezentas mil comprovações práticas poder-se-á, sem controle, inimagináveis, acrescentar sobre esse movimento intensivo do novo proletariado em busca da liberdade, saberes e riquezas outras.

É certo que muitas formas tradicionais dolorosas da dominação moderna perduram – a linha de montagem, a exploração sexual infanto-juvenil, o trabalho infantil, o trabalho escravo -, mas nunca houve tantos mecanismos de combate a elas tão firmes e concomitantes. E é claro que o Capitalismo, a cada curva, tentará dispor armadilhas contra o movimento livre dos trabalhadores, seja com retrocessos, oferecendo superfluidades ou formando subjetivações duras, mas a sua crueldade advém de seu desespero na iminência de sua morte.

Por isso, quando pessoas como Miriam Leitão, a pitonisa, por exemplo, querem derrubar a bolsa, é apenas o estertor de um moribundo em seu próprio vômito, já que nem marolinha veio.

Enquanto isso, o proletário não para, produzindo e reproduzindo a vida:

A pobreza, de fato, não é simplesmente miséria, mas é possibilidade de multíssimas coisas que o desejo indica e o trabalho produz.” (Toni Negri)

PEC DOS VEREADORES EXPÕE INUTILIDADE DOS LEGISLATIVOS MUNICIPAIS

A chamada PEC dos Vereadores, proposta de emenda à constituição 336/09, se passar a vigorar, deve aumentar o número de vereadores nas câmaras municipais, que hoje são 51.988, para 59.608.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, na Agência Brasil, haverá, com a medida, diminuição dos gastos com o poder legislativo municipal.

A reação do ministro Carlos Ayres Britto, presidente do TSE, é a de que os profissionais da política não podem legislar em causa própria. A medida, segundo ele, é uma tentativa de conferir um mandato para candidatos que foram derrotados nas urnas. “O que eu digo é que não se pode confundir o vereador suplente com o suplente de vereador. (…) A emenda não pode conferir mandato a quem perder nas urnas. Todo poder emana do povo. A emenda não pode substituir as urnas”, afirmou Britto.

De nossa parte, destacamos que a evidente tentativa, capturada pelo ministro, além de constituir uma espécie de estelionato eleitoral, evidencia a inutilidade e a falta de efetividade dos poderes legislativos municipais.

Ou atuando passivamente, como extensão das gestões do Executivo municipal, como em Manaus, ou defendendo interesses diversos daqueles para os quais foram eleitos, os vereadores, raras exceções, não produzem mais que hilariantes projetos, pois que o riso e a ironia são a arma das massas contra a estupidez parlamentar. O título alavancado pelo senador Arthur ‘5,5%’ Neto para o Amazonas é grande evidência disso.

Inutilmente constituído, pois que diverso da sua função democrática, o poder legislativo não é inoperante graças à quantidade de vereadores, mas da incapacidade epistemológica de intuir uma existência para além da dor e da má consciência à qual foram capturados a maior parte destes que anseiam em adentrar o sistema político que a sociedade criou para si. Os chamados ‘famintos’.

Daí que não haverá movimento de efetividade ou melhoria dos serviços prestados por estas casas, a partir do simples aumento de seus edis. Ao contrário, ficará evidente para as bem humoradas massas, mais uma tentativa inútil de enganá-las. As câmaras que forem inúteis do ponto de vista de produção de leis que garantam uma cidade efetiva e desejante, continuarão assim. Um a mais, um a menos, nessa dança do número enfraquecido na sua potência de agir, não fará diferença.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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