!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

DA AMIZADE COMO MODO DE VIDA*

Você é quinquagenário. É um leitor deste jornal que existe há dois anos. O conjunto destes discursos te parece algo de positivo?

Que o jornal exista é algo de positivo e importante. Ao seu jornal, o que eu pediria era que, lendo, eu não tivesse que colocar a questão da minha idade. Entretanto, a leitura me força a colocá-la. E eu não fiquei muito contente com a maneira como fui levado a fazê-lo. Muito simplesmente, eu não teria lugar ali.

– Quem sabe o problema seja da faixa etária dos que nele colaboram e dos que o lêem: uma maioria entre 25 e 35 anos.

Certamente. Quanto mais é escrito por pessoas jovens, mais diz respeito às pessoas jovens. Mas o problema não é ceder lugar a uma faixa etária de um lado a outro, mas saber o que se pode fazer em relação à quase identificação da homossexualidade com o amor entre jovens.

Outra coisa da qual é preciso desconfiar é a tendência de levar a questão da homossexualidade para o problema “Quem sou eu? Qual o segredo do meu desejo?” Quem sabe, seria melhor perguntar: “Quais relações podem ser estabelecidas, inventadas, multiplicadas, moduladas através da homossexualidade?” O problema não é o de descobrir em si a verdade sobre seu sexo, mas, mais importante que isso, usar, daí em diante, de sua sexualidade para chegar a uma multiplicidade de relações.  E essa, sem dúvida, é a razão pela qual a homossexualidade não é uma forma de desejo, mas algo de desejável. Temos que nos esforçar em nos tornar homossexuais e não nos obstinarmos em reconhecer que o somos. É para essa direção que caminham os desenvolvimentos do problema da homossexualidade, para o problema da amizade.

– Você pensou isso aos 20 anos ou descobriu no decorrer dos anos?

Tão longe quanto me recordo, desejar rapazes é desejar relações com rapazes. E isso foi sempre, para mim, algo importante. Não forçosamente sob a forma do casal, mas como uma questão de existência: Como é possível para homens estarem juntos? Viver juntos, compartilhar seus tempos, suas refeições, seus quartos, seus lazeres, suas aflições, seus saberes, suas confidências? O que é isso de estar entre homens, “despidos”, fora das relações institucionais, de família, de profissão, de companheirismo obrigatório? É um desejo, uma inquietação, um desejo-inquietação que existe em muitas pessoas.

– Pode-se dizer que a relação com o desejo, com o prazer e a relação que alguém pode ter, seja dependente de sua idade?

Sim, muito profundamente. Entre um homem e uma mulher mais jovem, a instituição facilita as diferenças de idade, as aceita e as faz funcionar. Dois homens de idades notavelmente diferentes, que código terão  para se comunicar? Estão um em frente ao outro sem armas, sem palavras convencionais, sem nada que os tranquilize sobre o sentido do movimento que os leva um para o outro. Terão que inventar de A a Z uma relação ainda sem forma que é a amizade: isto é, a soma de todas as coisas por meio das quais um e outro podem se dar prazer.

É uma das concessões que se fazem aos outros de apenas apresentar a homossexualidade sob a forma de um prazer imediato, de dois jovens que se encontram na rua, se seduzam por um olhar, que põem a mão na bunda um do outro e fiquem devaneando por um quarto de hora. Esta é uma imagem comum da homossexualidade que perde toda a sua virtualidade inquietante por duas razões: ela responde a um cânone tranqüilizador da beleza e anula o que pode nesse encontro vir a inquietar no afeto, carinho, amizade, fidelidade, coleguismo, companheirismo, aos quais uma sociedade um pouco destrutiva não pode ceder espaço sem temer que se formem alianças, que se tracem linhas de força imprevistas. Penso que é isto o que torna “perturbadora” a homossexualidade: o modo de vida homossexual muito mais que o ato sexual mesmo. Imaginar um ato sexual que não seja conforme a lei ou a natureza, não é isso que inquieta as pessoas. Mas que indivíduos comecem a se amar: ai está o problema. A instituição é sacudida, intensidades afetivas a atravessam; ao mesmo tempo, a dominam e perturbam. Olhe o exército: ali o amor entre homens é, incessantemente, convocado e honrado. Os códigos institucionais não podem validar estas relações das intensidades múltiplas, das cores variáveis, dos movimentos imperceptíveis, das formas que se modificam. Estas relações instauram um curto-circuito e introduzem o amor onde deveria haver a lei, a regra ou o hábito.

-Você costuma dizer: “mais que chorar por prazeres esfacelados, me interessa o que podemos fazer de nós mesmos”. Poderia explicar isso melhor?

O ascetismo como renúncia ao prazer tem má reputação. Porém a ascese é outra coisa. É o trabalho que se faz sobre si mesmo para transformar-se ou para fazer aparecer esse si que, felizmente, não se alcança jamais. Não seria este o nosso problema hoje? Demos férias ao ascetismo. Temos que avançar em uma ascese homossexual que nos faria trabalhar sobre nós mesmos e inventar – não digo descobrir – uma maneira de ser, ainda improvável.

– Isso quer dizer que um jovem homossexual deveria ser muito prudente em relação à produção da imagem homossexual e trabalhar sobre outra coisa?

Isso no que devemos trabalhar, me parece, não é tanto em liberar nossos desejos, mas em tornar a nós mesmos infinitamente mais suscetíveis a prazeres. É preciso, insisto, é preciso escapar das duas fórmulas completamente feitas sobre o puro encontro sexual e sobre a fusão amorosa das identidades.

– Podem-se ver premissas de construções relacionais fortes nos EUA, sobretudo, nas cidades onde o problema da miséria sexual parece resolvido?

O que me parece certo é que nos EUA, mesmo se no fundo a miséria sexual ainda exista, o interesse pela amizade tem se tornado muito importante. Não se entra simplesmente na relação para poder chegar à consumação sexual, o que se faz muito facilmente; mas aquilo para o que as pessoas são polarizadas é a amizade. Como chegar, por meio das práticas sexuais, a um sistema relacional? É possível criar um modo de vida homossexual?

Esta noção de modo de vida me parece importante. Não seria preciso introduzir uma diversificação outra que não aquela devida às classes sociais, às diferenças de profissão, de níveis culturais, uma diversificação que seria também uma forma de relação e que seria o “modo de vida”? Um modo de vida pode ser partilhado por indivíduos de idade, estatuto e atividade sociais diferentes. Pode dar lugar a relações intensas que não se pareçam com nenhuma daquelas que são institucionalizadas e me parece que um modo de vida pode dar lugar a uma cultura e a uma ética. Acredito que ser gay não seja se identificar aos traços psicológicos e às máscaras visíveis do homossexual, mas buscar definir e desenvolver um modo de vida.

– Não é uma mitologia dizer: “Eis-nos, talvez, dentro das  premissas de uma socialização entre seres, que é inter-classes, inter-idades, inter-nações”?

Sim, um grande mito como dizer: não haverá mais diferenças entre a homossexualidade e a heterossexualidade.  Por outro lado, penso que é uma das razões pelas quais a homossexualidade se torna um problema atualmente. Acontece que a afirmação de que ser homossexual é ser um homem e que este  se ama, esta busca de um modo de vida vai ao encontro desta ideologia dos movimentos de liberação sexual dos anos sessenta.  Nesse sentido os “clones” bigodudos têm uma significação. É um modo de responder: “Não receiem nada, quanto mais se seja liberado, menos se amará as mulheres, menos se fundirá nesta polissexualidade onde não há mais diferença entre uns e outros.” E não se trata, de modo algum, da idéia de uma grande fusão comunitária.

A homossexualidade é uma ocasião histórica de reabrir virtualidades relacionais e afetivas, não tanto pelas qualidades intrínsecas do homossexual, mas pela posição de “enviesado”, de alguma forma,  as linhas diagonais que ele pode  traçar no tecido social, as quais permitem fazer aparecerem essas virtualidades.

– As mulheres poderiam objetar: “O que os homens entre eles ganham em relação às relações possíveis entre um homem e uma mulher ou entre duas mulheres?”.

Há um livro que apareceu nos EUA sobre a amizade entre as mulheres**. É muito bem documentado a partir de testemunhos de relações de afeição e paixão entre mulheres. No prefácio, a autora diz que ela havia partido da idéia de detectar as relações homossexuais e se deu por conta de que essas relações não somente não estavam sempre presentes, mas que não era interessante saber se se poderia chamar a isso de homossexualidade ou não. E que, deixando a relação desdobrar-se tal como ela aparece nas palavras e nos gestos, aparecem  outras coisas bastante essenciais: amores, afetos densos, maravilhosos, ensolarados ou mesmo, muito tristes, muito sombrios. Este livro mostra também até que ponto o corpo da mulher desempenhou um grande papel e os contatos entre os corpos femininos: uma mulher penteia outra mulher, ela a ajuda a se maquiar e se vestir. As mulheres tinham  direito ao corpo de outras mulheres, segurar pela cintura, abraçar-se. O corpo do homem estava proibido ao homem de maneira mais drástica. Se é verdade que a vida entre mulheres era tolerada, é somente em certos períodos e a partir do séc. XIX que a vida entre homens foi, não somente tolerada, mas rigorosamente obrigatória: simplesmente durante as guerras.

Igualmente nos campos de prisioneiros. Havia soldados, jovens oficiais que passaram meses, anos juntos. Durante a guerra de 1914, os homens viviam completamente juntos, uns sobre aos outros, e, para eles isso não era nada, na medida em que a morte estava ali; e de onde vinha finalmente a devoção de um ao outro, o serviço prestado era sancionado por um jogo de vida e morte. Fora algumas frases sobre o coleguismo, sobre a fraternidade da alma, de alguns testemunhos muito parciais, o que se sabe sobre furacões afetivos, sobre essas tempestades do coração que puderam haver ali nesses momentos? E alguém pode perguntar o que fez  que nessas guerras absurdas, grotescas, nesses massacres infernais,  as pessoas, apesar de tudo, tenham se sustentado? Sem dúvida, um tecido afetivo. Não quero dizer que era porque eles estavam amando uns aos outros que continuavam combatendo. Mas a honra, a coragem, a dignidade, o sacrifício, sair da trincheira com o companheiro, diante do companheiro, isso implicava uma trama afetiva muito intensa. Isto não quer dizer: “Ah, está ai a homossexualidade!” Detesto este tipo de raciocínio. Mas, sem dúvida, se tem ai uma das condições, não a única, que permitiu suportar essa vida infernal em que as pessoas, durante semanas, rolassem no barro, entre os cadáveres, a merda, se arrebentassem de fome; e estivessem bêbadas na manhã do ataque.

Eu queria dizer, enfim, que qualquer coisa refletida e voluntária, como uma publicação, deveria tornar possível uma cultura homossexual, isto é, possibilitar os instrumentos para relações polimorfas, variáveis, individualmente moduladas. Mas a idéia de um programa e de proposições é perigosa. Desde que um programa se apresenta, ele faz lei, é uma proibição de inventar. Deveria haver uma inventividade própria de uma situação como a nossa e dessa vontade  que os americanos chamam de comming out, isto é, de se manifestar. O programa deve ser vazio. É preciso cavar para mostrar como as coisas foram historicamente contingentes, por tal ou qual razão inteligíveis, mas não necessárias. É preciso fazer aparecer o inteligível sobre  o fundo da vacuidade e negar uma necessidade; e pensar que o que existe está longe de preencher todos os espaços possíveis. Fazer um verdadeiro desafio inevitável da questão: o que se pode jogar e como inventar um jogo?

– Obrigado, Michel Foucault.

* De l’amitié comme mode de vie. Entrevista de Michel Foucault a R. de Ceccaty, J. Danet e J. le Bitoux, publicada no jornal Gai Pied, nº 25, abril de 1981, pp. 38-39. Tradução de wanderson flor do nascimento.

** Lillian Faderman. Surpassing the Love of Men. New York: William Marrow, 1980.

Muáh!!! pra vocês! Se joguem nas news!

Φ VICE-CHANCELER ALEMÃO É NOSSO!!! Domingo passado teve eleição na Alemanha, e para nossa surpresa, os germânicos mostraram que jogaram a homofobia para o limbo da segunda guerra mundial. Guido Westerwelle foi eleito vice-chanceler, o que equivale ao segundo posto de chefe de governo naquele país. Guido assumiu sua orientação há cerca de cinco anos, quando compareceu a uma festa com o namorado (lindo!) a tiracolo, o empresário Mihael Mronz. É a primeira vez que um homoerótico assumido chega a um cargo de tamanha importância, na Alemanha. Guido atribuiu sua vitória aos efeitos da crise, que fizeram o voto do alemão ser mais pragmático que ideológico, e é atualmente o mais cotado para assumir também o posto de primeiro-ministro das Relações Exteriores da Europa. Críticos afirmam que seria uma temeridade, por prejudicar as relações do continente com países onde o homoerotismo é considerado crime. De outra forma, entendemos – e eles mais que nós! – que no plano da chamada realpolitik, isso terá pouco efeito. Afinal, se países liberais suportam posar e até subvenciam ditaduras de todos os calibres, porque esses países, igualmente dependentes economicamente entre si iriam colocar a moral à frente dos interesses econômicos? Será um caso interessante a se observar. Sentiu a brisa, Neném?

Φ TJ/RS REJEITA MAIS UM PEDIDO DE CASAMENTO GAY. Segurando-se no velho argumento da letra da lei, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul rejeitaram, na última quarta-feira, uma ação que pedia o direito ao casamento civil de dois homens. A decisão foi unânime, e apesar dos argumentos do defensor, de que não há veto para esse tipo de união na legislação brasileira, os desembargadores aceitaram a versão de que o casamento, conforme escrito no Código Civil, é entre um homem e uma mulher. A decisão já era esperada, segundo Gustavo Bernardes, da ong SOMOS. A decisão irá agora para o STJ e, se necessário, para o STF. Sentiu a brisa, Neném?

Φ TOFFOLI, NOVO MINISTRO DO STF, É NOSSO!!! Calma, meninas. Ele não é. Mas é. É que o ex-advogado geral da União, e recém indicado e aprovado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Toffoli, 41 anos, é a favor do casamento gay. Em várias entrevistas concedidas ele já comentou que, do ponto de vista legal, a Constituição Federal veta qualquer tipo de discriminação, incluindo aquelas advindas de interpretações da lei. E como não há nenhuma lei que impeça, é possível sim realizar o casamento. Toffoli ainda demonstrou bom humor ao comentar a polêmica do ponto de vista igrejal: “tem todo o direito de considerar isso um pecado. Aquele que é católico que vá se entender com a Igreja”. Ui, agulhada certeira, inclusive nos homoeróticos que insistem em servir a dois senhores. Toffoli parece ser uma boa aquisição para o STF, pois carrega o sopro progressista que aquela casa precisa. É possível que ele consiga trazer questões de forma lúcida, como o faz, por exemplo, o ministro Joaquim Barbosa, mas sem a rigidez moral daquele. Ele, por exemplo, enxerga a questão do aborto como sendo de saúde pública. Entende que um país se pauta pela Constituição e corpo das leis, ao invés da Bíblia, Corão ou qualquer outro livro sagrado. Bons indícios. Ou, como afirmam os advogados, há aí a fumaça do bom Direito. Sentiu a brisa, Neném?

Φ USE SEU TALENTO! SEJA VOLUNTÁRIO NA PARADA GAY DO RIO. Alguns adeptos do provincianismo manoniquim, que acreditam que Manaus é apenas um bairro do subúrbio carioca, ficaram chateados com a indicação do Rio de Janeiro para as olimpíadas 2016. Há quem diga que o governador Eduardo ‘guerreiro de sempre’ Braga já protocolou na secretaria estadual de turismo do Rio um pedido para que pelo menos o torneio olímpico de peteca seja realizado por aqui (ui, só o corte, menina!). Mas enquanto os jogos não vêm, quem quiser usar o seu talento e disposição para mostrar ao mundo a parada gay mais gay do Brasil, pode se candidatar. Tendo como mote “Eu Tenho Direito de Viver e Amar Livremente”, a parada está na sua 14a edição e promete bombar olimpicamente! Para saber como você pode participar, clique aqui. Sentiu a brisa, Neném?

Φ NOVA YORK GANHA CENTRO PARA JOVENS CARENTES LGBT. O departamento de saúde e higiene mental da cidade de Nova York vai criar o Instituto da Juventude LGBT, órgão voltado para a assistência social do público jovem LGBT até 24 anos. A necessidade foi detectada a partir da observação de que essa demanda não se sente à vontade com a abordagem geral que é feita nos outros centros. Ao todo, serão cinco bairros, dentre eles os famosos Bronx, Brooklin e Queens, os beneficiados com a política social. Antes do final do ano, a coordenação do departamento acredita estar em funcionamento o instituto. Segundo estatísticas do próprio setor, cerca de 30% dos jovens desabrigados de Nova York são LGBT. Sentiu a brisa, Neném?

E não se perca na balada, querida! Para entender o que as bees estão falando, confere aí embaixo as principais gírias do mundo LGBT! Aloka! Hihihi…

VOCABULÁRIO LGBT

– LETRAS “S” –

Sabão: esfrega-esfrega entre duas pessoas, sem penetração.

Sair do closet: assumir publicamente a homosexualidade com estardalhaço.

Sáfico: relacionado com lesbianismo. A palavra tem origam na poetisa Safo (séc VII a.c.) que tinha uma escola para mulheres jovens na ilha de Lesbos. Safo escrevia poesia, muita da qual se perdeu nos tempos, acerca das suas amantes femininas, que eram frequentemente estudantes na sua escola. Ela teve uma filha Kleïs com cujo pai pode ou não ter sido casada, havendo algum debate nesta questão.

Sandália: a mulher da caminhoneira.

Sarado: malhado, marombado, com bom corpo.

Sapa, Sapata: curto para sapatão.

Sapatão: lésbica de aspecto masculino.

Sapataria: aglomeração de lésbicas.

SBP: expressão carioca que significa Super Bicha Pobre, e designa pessoas mal produzidas que frequentam a noite.

Se Jogar: cair de cabeça, entrar em uma situação ou ir a um lugar sem pensar muito.

Simpatizante: pessoa heterossexual ou não definida sexualmente que frequenta ambientes predominantemente gays.

Sissi: designa quem “está se sentindo”.

Susie: aquele rapaz que malha bastante, tem o corpo legal mas não é grandão, bombado, não é barbie ainda.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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