O TELE-SACERDOTE E SEUS LUCROS ELEITORAIS

Os sofrimentos, as desgraças, as frustrações, todas as sortes de infortúnios que jogam o homem no gueto-comum da servidão, tornando-o um esperançoso da morte, são produções coletivas e, em nenhum instante, produtos de entes metafísicos, sobrenaturais. Neste sentido humilhante, concebe-se que todos os oprimidos, humilhados e ofendidos só escaparão dos sofrimentos que os atormentam através das práxis política, econômica e social emergidas das potências racionais coordenadas não só pelos governantes, aplicando socialmente as leis constitucionais do Estado, mas, acima de tudo, com a participações efetivas destes condenados da Terra, pois só eles, e mais ninguém, podem fazer uso de suas próprias vozes como instrumento de construção de uma existência digna, onde seus Direitos e Deveres estejam amparados democraticamente no Direito Civil, manifestado como Bem Comum. Pois é sabido que só o indivíduo pode ser sua própria voz ativa.

O TELE-SACERDOTE E SEU SACERDÓCIO-ELEITORAL

Extraindo da condição e da função do sacerdote enunciadas nos conceitos histórico/teológico/político de algumas sociedades tirânicas, e compondo com partes significadas pelo filósofo alemão Nietzsche, que afirma ser o sacerdote é um personagem estranho, o tele-sacerdote predominante no meio de comunicação televisivo é um agente do pessimismo. Ele compõe o nojo pela vida com a compaixão, inocula em suas vítimas o fel da culpa, da redenção, da dívida, do medo, e atribuiu a si próprio a missão de salvar estes desvalidos. Seu sacerdócio é simular conforto, medicar consolo, alegria, proteção àqueles que ele acredita em sofrimento.

Em sua prática, inicialmente ele se auto-define como salvador desprovido de qualquer interesse pessoal. Se dedica à salvação por vocação. Não pretende auferir qualquer bônus, recompensa, reconhecimento; salva por salvar seus doentes. Todavia, não é bem assim. Ele simula uma dedicação desinteressada. Na verdade, com seus consolos, o que ele pretende é manter seus doentes, doentes. Por isso, ele medica a sua fórmula desprovida de realidade para o sofredor permanecer preso às visões produzidas por sua condição de excluído da vida. O lumpemproletariado pós-moderno. É isso que ele persegue: que o sofredor não tenha vida, não deixe brotar em si a potência criadora de uma existência ativa em que ele seja sujeito produtivo de si e de sua comunalidade, porque o tele-sacerdote tem medo da vida. Ele é um pessimista que, para suportar sua renúncia existencial, simula confortar os desesperados, sufocando a vida em todos para que suas liberdades transformadoras nunca brotem e ele permaneça se alimentando de suas frustrações. Por tal, ele interpreta um personagem que simula uma superioridade para poder se manter como necessário aos enfermos. Um pessimista que tem pavor da vida. Um personagem explorador que se nutre da palidez e da fraqueza dos que estão afogados nos guetos.

Como não sabe atuar de outra forma, ele amplia sua área de dominação: se candidata a um cargo no Legislativo ou Executivo. Eleito, sua jornada continua. Agora, com maior alcance, já que não se encontra mas só protegido pelo canal de televisão, sua igreja mestra. Agora, ele tem confraria e facilidade para outras ações dominadoras.

Mas o tele-sacerdote não é criador de si mesmo. Primeiramente, ele é criatura da criadora sócio-cultura mistificadora e mitificadora da sociedade/capitalista/paranóica/burguesa. Ulteriormente, ele é acolhido em um canal de televisão pelo responsável da administração da concessão pública, que tem interesse em lucrar política/economicamente através dos guetos fundados pelos governantes do Estado, que, também, interessados em seus lucros político/econômico, não fazem valer as leis constitucionais referentes às obrigações da aplicabilidade das políticas públicas, direito social da população.

Foi assim que se fizeram, e permaneceram anos a fio, sem nenhuma suspeição democrática da dignidade humana, Nonato Oliveira, Lupércio Ramos, os irmãos Souza, Sabino, e, presentemente, Henrique Oliveira, os deputados Marcos Rotta, Conceição Sampaio e Tabosa.

Inferi-se, desta maneira, que mesmo com a força mistificadora e mitificadora da sócio-cultura capitalista/paranóica/burguesa, se os governos realizassem socialmente o que reza a Constituição, os oprimidos, humilhados e ofendidos seriam tão pequenos que não dariam para eleger sequer um vereador. E se as concessões publicas das TV’s fossem administradas seguindo o regime democrático constitucional que visa à educação cidadã não se produziria o tele-sacerdote. E, de quebra, teríamos outros representantes na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa.

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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