Arquivo para 14 de outubro de 2009

MAITÊ PROENÇA DESCULPA-SE E PIORA A DISCRIMINAÇÃO

Diante da repercussão da reportagem publicada ontem, dia 13, pelo Jornal de Notícias, da mídia portuguesa, e pela internet, e, mais, com o anúncio da Embaixada Brasileira em Portugal, que informou ter recebido dezenas de pedidos de retratação da dublê de atriz Maitê Proença, que discrimina no programa globotorizante Saia Justa, apresentado no Canal GNT, filiada da Globo, a percepção e a inteligência dos portugueses, com ditos piadistas escarnecedores, ela se apressou em gravar um vídeo pedindo desculpas ao povo português. O que não a livrou de opiniões contundentes sobre seu ridículo modo colonizado de querer ser tomada como espirituosa.

Ao assistir o vídeo, que ensejou os posicionamentos reivindicatórios dos portugueses, e das opiniões de outros países (acessar afinsophia.blog), a Ministra Conselheira, Carmem Moura, lastimou que “uma figura pública tenha feito um trabalho de tão má qualidade”, e logo em seguida pediu que se “minimize” o episódio, que classificou como “um lamentável erro de imprensa”.

Por seu lado de defensor da caricata atriz globotarizante, o acusado de ex-namorado da lusofóbica telenovelesca, escritor português Miguel Souza Tavares, afirmou: “Isto é uma reação provinciana dos portugueses. Somos um povo sem capacidade de humor e autocrítica. Há um português que vá ao Brasil e não tire sarro? Só um povo com complexos é que se sente melindrado com uma coisa destas”.

Já em seu vídeo de pedido de desculpas – para uns tiração de broncas, para outros, panos quentes -, a patética xenofóbica argumentou tratar-se de uma “brincadeira caseira”. Em seguida, modelou o brasileiro para sustentar sua brincadeira doméstica: “O brasileiro é muito brincalhão”. E se apoiou na psicologia da boa amizade burguesa para ser conclusiva sobre sua posição lusofóbica: “A gente brinca com aquilo pelo qual a gente tem afeto”.

COISAS DE HUMORES FASCISTAS

Miguel Souza Tavares, acusado de ser ex-namorado da caricata, afirma que a reação dos portugueses foi “provinciana” e própria de “um povo sem capacidade de humor e autocrítica”. Miguel, talvez ainda ofuscado pela antiga paixão que o escotomizou sobre o óbvio, não ‘miguelisou’ nos entremeios do discurso de sua pretérita musa. Desta forma, ofuscou o micro-fascismo contido nas enunciações de sua ex, e acusou o espírito português por não se querer mais Salazar, mas crítico de sua condição de povo independente. Não percebeu o acinte xenófobo no discurso ecolálico da patética globotarizante a serviço da voz de comando da máquina despótica com sua enunciação opressora. Por isso ele afirma que é o espírito português que tem “complexos”, e por tal se melindra. E neste desentendimento do que seja humor, ele não atenta para a perigosa frase-desculpa – foi uma “brincadeira caseira” -, com sua força de propagação fascista, cuja “pedagogia” de iniciação começa em uma “inofensiva” “brincadeira” iniciada nos interiores domésticos: casa, escola, igreja, bares, meios de comunicações, etc. Tudo com a conivência indiferente dos que estão apaixonados por suas certezas privadas.

Miguel e Maitê são casados em suas posições. “A gente brinca com aquilo pelo qual a gente tem afeto”, sentencia Maitê, que afeta Miguel. Afeto triste, afirma o filósofo Spinoza, íntimo de Portugal. Maitê foi afetada por um afeto histórico-discriminador. Maitê confunde com amor. O afeto de Maitê diminui a potência de agir, com o qual não quis compor o povo português. Ele quer o afeto que aumenta a potência de agir. O ludus da brincadeira criativa que alegra a Vida. Maitê não carrega. Carrega os estereótipos, os clichês, signos-adesivos que colam na mente próprios para serem usados como demarcadores tirânicos.

Talvez Miguel, poderia bradar Brecht, contra seus patrícios lusos: “Pobre do povo que não tem humor…”. Mas Miguel não pode brechtianizar. O humor, para ele, não é revolucionário, dionisíaco. Humor para si é caricatura discriminadora. O humor de sua musa globotária, agente da disseminação fascista dos meios de comunicação de massa da sociedade capitalística. O que o povo português percebeu e entendeu.

8° ENCONTRO ESTADUAL DOS SEM-TERRINHA

O 8º Encontro Estadual dos Sem-Terrinha, que está sendo realizado a partir de hoje, dia 14, até o dia 17, no Estado do Paraná, no Assentamento Irene Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu, contará com a participação de mil crianças, que discutirão temas indicadores do Estatuto da Criança e do Adolescente e a identidade dentro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para Alessandro Santos Mariano, coordenador do Setor de Educação do MST, “a criança que vive em acampamento tem outra visão do mundo. Desenvolve muito cedo a consciência do valor da terra, da produção de alimentos, da importância da participação e da transformação social”.

Como o 8º Encontro será realizado junto com a comemoração do 18º Encontro Estadual dos 25 anos do MST, Alessandro Mariano afirma que será uma boa oportunidade para se refletir sobre as condições das crianças e adolescentes nos acampamentos, que não são respeitadas por parte de alguns adultos. Daí a importância de serem discutidos os problemas principais que os atingem, como a falta de estrutura.

Sobre a questão da escolaridade, Alessandro Mariano, comentou as dificuldades que as crianças e adolescentes têm que enfrentar nos 300 assentamentos composto de 25 mil famílias com aproximadamente 18 mil crianças de até 14 anos.

Para atender essas crianças temos 100 escolas municipais e 30 estaduais, além de 11 itinerantes, mas a demanda ainda é grande”. Sobre a distância das escolas e o tempo gasto para chegar nelas, Alessandro Mariano comentou: “Um tempo que é roubado da convivência familiar, direito garantido no Estatuto. Em Santa Maria do Oeste, as estradas são tão ruins, com tantas pedras, que nem a prefeitura consegue resolver”.

No período do 8º Encontro, as crianças vão receber brinquedos, livros, CD’s e DVD’s com conteúdos infantis. Nos final, irão escrever uma carta a ser entregue ao MST, expressando suas opiniões e o que significa ser criança no movimento social.

PEIXOTO CASSADO FORTALECE A DIREITA

A cassação do prefeito, Antônio Peixoto e seu vice, José Augusto de Queiroz, do município de Itacoatiara, no Amazonas, pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), por quatro votos contra um, fortalece a direita no interior do Estado, que, historicamente, domina este espaço político com o uso da consciência conservadora e reacionária.

A elevação de Donmarques Anveres de Mendonça (PR) ao cargo de prefeito, juntamente com seu vice, Raimundo Junior, substituindo Peixoto e seu vice, José Augusto, religam a consciência política reacionária que predomina há décadas no município que a eleição de Peixoto tinha cortado. Como uma cidade próxima de Manaus, e recebendo grande influência do que ocorre nela, principalmente os conchavos políticos, Itacoatiara é fortemente ambicionada pelos eleitores agregados aos governos, pois se trata de área de grande população de eleitores servindo aos propósitos dos candidatos aos cargos estaduais e eleitorais.

Desta forma, fica facilmente entendido a velocidade como foi conduzido o processo de cassação do prefeito Peixoto. Os entrelaçamentos jurídicos e políticos que resultaram na veloz cassação deixam no eleitor-observador uma certa confirmação da necessidade de manter o continuísmo conservador no município. A própria preocupação do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, juiz Ari Moutinho, conduz o eleitor-observador à tentação de confirmar este entendimento quando ele afirma a urgência de empossar o substituto, que é representante desta força reacionária que domina o Estado do Amazonas.

O juiz Ari Moutinho, recorrendo ao argumento que é preciso impedir a instabilidade na cidade, afirmou que o acórdão, que determina a posse de Donmarques, deve ser publicado sexta-feira. Desta forma, ele sentenciou: “Vou pedir agilidade nessa publicação para que não tenham situações de instabilidade na cidade”. O mesmo argumento usado nesse Tribunal para empossar Amazonino, mesmo cassado em primeira instância pela ilustríssima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento. O que resultou em seu afastamento do cargo de presidente do pleito 2008, pelo Tribunal presidido por Ari Moutinho, mas que depois foi reconduzida ao cargo por decisão do Conselho Nacional de Justiça, que viu arbitrariedade no ato desse Tribunal amazonense.

Mas esta celeridade, que serve para continuar a voga da política conservadora no Amazonas, não tem servido para julgar o processo de cassação do prefeito cassado, Amazonino, hoje, disputando com seu pupilo, Eduardo Braga, sua decana posição de ilustre representante maior da direita reacionária que, para se manter na ilusão do poder, contou com a eficiente contribuição dos votos dos irmãos Souza. No momento, desfalcados com a prisão do grande contribuinte, Wallace Souza (PP), acusado de formação de quadrilha, grupo de extermínio, tráfico de drogas, ameaça a testemunhas e porte de armas. Além da acusação de tentar mandar executar uma juíza federal.

Todavia, apesar da velocidade do Tribunal Regional Eleitoral, Peixoto ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PROJETO PARA ESTRANGEIROS OCUPAR A AMAZÔNIA

O Projeto de Lei que regulamenta a ocupação de imóveis rurais na Amazônia legal por estrangeiros foi aprovado ontem, dia 13, em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O Projeto determina que o estrangeiro que queira adquirir posse de terras na Amazônia legal deverá comprovar residência no Brasil de dez anos.

Para José Genoino, deputado federal pelo PT de São Paulo, relator do projeto lei atual, “é frágil em relação ao tamanho da terra, além de não conter exigência do estrangeiro estar morando no Brasil há pelo menos dez anos”. Genoino afirma que a proposta estabelece a exigência de uma levantamento das propriedades da região Amazônica ocupadas por estrangeiros. O que facilita um maior controle sobre estas propriedades.

Aprovado o projeto e sancionada a nova lei, os órgãos federais terão seis meses para executar um levantamento sobre todas as propriedades na região amazônica ocupadas por estrangeiros, verificando suas dimensões, se são produtivas ou não e se seus proprietários moram há dez anos ou não.

De acordo com a legislação atual, o estrangeiro, mesmo residindo fora do Brasil, tem permissão para adquirir até 50 módulos na Amazônia legal. A nova lei não vai anular esta regra, que foi estabelecida anteriormente, mas vai exigir que a propriedade seja produtiva, caso contrário ela será desapropriada. Àqueles que possuem propriedades nas fronteiras e confirmem que é produtiva, continuarão como proprietários, mas com a nova lei a posse de terras nestas áreas passa a ser proibida.

O projeto, que é de autoria do deputado Nilson Mourão (PT-AC) e do ex-deputado José Dirceu (PT-SP), já está aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Na votação de ontem, foi acatado o texto aprovado pela Comissão de Agricultura.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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