Arquivo para 3 de novembro de 2009

Lévi-Strauss, o totem da bricolage estruturalista

Claude Lévi-Strauss

Je hais les voyages et les explorateurs. Et voici que je m’apprête à raconter mes expéditions.

Assim o etnólogo belga Claude Lévi-Strauss inicia o livro Tristes Tropiques, onde conta sua viagem ao Brasil e sua missão importante: criar a Universidade de São Paulo, onde lecionou de 1934 a 1938, além de participar de várias expedições, dentre elas a principal organizada por Castro Faria. O fato de odiar as viagens e os exploradores fez dele um grande etnólogo enciclopedista. As grandes bibliotecas, onde ele passava a maior parte do tempo era muito mais que um território repleto de livros, conceitos e definições, mas o lugar onde o estruturalismo foi territorializado com força total. A amizade com Roman Jakobson foi fundamental para o desenvolvimento do daquilo que naquele momento histórico era uma revolução: o pensamento selvagem não é uma determinação utilitarista, quebrando com o utilitarismo até então levado a sério pelos que acreditavam em Malinowski. Os nativos tem suas teorias. Vemos aqui a gênese do badalado perspectivismo ameríndio, de Eduardo Viveiros de Castro.

Porém o projeto levi-straussiano é muito mais ambicioso. Ele segue a linha da escola Sociológica Francesa, com Durkheim, mas principalmente com Marcel Mauss, define o princípio fundamental da humanidade: a estrutura do pensamento, tentando criar uma teoria do conhecimento. “Os limites das estruturas elementares encontra-se nas possibilidades biológicas”, ele diz em seu livro As estruturas elementares do parentesco, trazendo ao primeiro plano as questões levantadas no século XVIII pelos cientistas, dentre eles o médico Gabriel Itard em seu livro Rapports et mémoires sur le sauvage de l’Aveyron, sobre o caso do garoto selvagem que desiludia os cidadãos parisienses ao colocar em risco a condição da civilização. E quem gosta de cinema pode aproveitar para assistir a performance de François Truffaut como Gabriel Itard no seu cinema L’enfant Sauvage, onde ele coloca essas questões a partir da leitura das memórias de Itard.

clstrauss

E falando nisso, o livro As estruturas elementares do parentesco foi dedicado a Lewis H. Morgan, considerado por Lévi-Strauss um importante executor do projeto do estudo do parentesco. O método estruturalista na antropologia feita por Lévi-Strauss é uma tentativa de entendimento da mente humana, cientificamente (porque na sua opinião somente a linguistica poderia servir a esse propósito científico) o levou a atualizar a definição de estrutura. Demarcando muito bem a diferença entre a estrutura da escola estrutural-funcionalismo. A estrutura de Lévi-Straus possui elementos universais – a priori – que compõem a mente humana, formados independentemente do tempo/história que estruturam o pensamento humano. Daí o grande combate entre Sartre e Lévi-Strauss sobre o abandono da História, pois durante parte de sua obra, Lévi-Strauss dedicou-se no embate à História como motor da sociedade. A ausência de documentos históricos e a arbitrariedade dos relatos antigos não eram considerados entraves para quem tinha como objetivo chegar às estruturas inconscientes e universais da mente humana. De certa forma, dando continuidade ao projeto kantiano, Lévi-Strauss propõe propõe uma empresa na qual não vê possibilidades de introduzir um trabalho de investigação histórica, além disso “o etnólogo respeita a história, mas não lhe dá um valor privilegiado”, pois de certa forma a estrutural mental da humanidade é a mesma não importando as diferenças entre os povos.

Um mundo dualista que funciona através da troca

O Ensaio Sobre o Dom, de Marcel Mauss é a grande inspiração para Lévi-Strauss produzir As estruturas elementares do parentesco. O princípio da reciprocidade é um dos componentes do conjunto da troca, na qual suas leis se estendem aos objetos, bens e mulheres. É ele que inaugura a civilização (também dando continuidade ao projeto evolucionista de Morgan, porém com um maior refinamento). A troca é comunicação. Lévi-Strauss quer mostrar que a troca não é apenas uma característica primordial de sociedades primitivas, mas evidente em diversas instancias das sociedades contemporâneas. O Dom se encontra nos convites, festas e presentes, nas trocas matrimoniais desde tempos remotos até os dias de hoje. Afinal, o casamento representa uma abertura ou desenvolvimento do ciclo de trocas.

A proibição do incesto inaugura a passagem da natureza para a cultura e a inclusão das mulheres nesse circuito de troca confirma o caráter de fato social total, pois inclui os aspectos sexual, econômico, jurídico, social do sistema que constitui o casamento. Princípio de reciprocidade, não de comércio.

No texto Introdução à obra de Marcel Mauss, que encontramos no livro Sociologia e Antropologia, Lévi-Strauss não cansa de tecer elogios ao que ele chama de a obra-prima de Marcel Mauss, quando demonstra o fato social total e o social como realidade. Mauss deixou o caminho aberto para futuras incrementações do trabalho, deixando um rastro do que Lévi-Strauss desenvolveu como Sistema Simbólico. É evidente que Mauss buscava ligações com outras ciências e Lévi-Strauss aproveitou o fato para trazer a lingüística e até mesmo a matemática, estruturalizando do Ensaio sobre o Dom. Ele tem razão em admitir o esforço de Mauss em transcender o empírico, transformando o Ensaio num estudo aprofundado e propondo uma teoria, porém há um exagero em forçar Mauss a chegar na estruturas do inconsciente. Assim como “Moisés” conduziu seu povo à terra prometida e não pôde desfrutar do paraíso, Mauss abriu as portas para o sistema simbólico. Assim Lévi-Strauss captura o Dom e o introduz no mundo do Sistema Simbólico estruturalista, e o hau perde sua importância dando lugar ao mana, que seria agora levado ao caráter relacional do pensamento simbólico. A estrutura Dar, Receber, Retribuir sai do plano empírico e se transforma num exercício do pensamento simbólico. O mana agora é um significante flutuante. Lévi-Strauss esvaziou o inconsciente e incorporou ao Ensaio àquilo que Deleuze e Guattari, no Anti-Édipo, chamam de imperialismo do significante, um despotismo que esvaziou a rede de complexidade do socius. Uma busca desenfreada de um cientificismo para justificar postulados de suas abstrações. O Ensaio foi tirado do plano da práxis e levado ao plano da abstração quando o Dom foi submetido à leis e forçado ao salto do estado de selvageria à civilização.

Lévi-Strauss viu que Polinésia, Melanésia, noroeste americano, as sociedade indo-européias tinham algo em comum: estruturas com uma teoria sobra a dádiva cercando-as, sustentando-as, assim como também são encontradas nas sociedades atuais. O potlatch é um contrato arraigado e profundo, constatou Mauss; o potlatch é uma estrutura que perpassa todas as sociedades, completa Lévi-Strauss. A obrigação da dívida se funda no caráter inconsciente e universal da troca, seja matrimonial ou qualquer outra instituição.

O espetáculo da cura

Outra questão que muitos levaram a sério foi a análise da crença, um sistema com três aspectos complementares: crença do feiticeiro em suas técnicas; a crença do doente no feiticeiro; a crença coletiva nesse sistema. A psicologia do feiticeiro é simples e depende da tripla experiência dos envolvidos: a experiência de estados específicos na psicossomática do xamã; a do doente que experimenta ou não a cura; e a experiência do público também faz parte da cura, comprovando a participação coletiva do grupo. A diferença da técnica ocidental é que aqui o papel do doente não ocupa destaque no sistema. A questão fundamental é a relação entre o indivíduo e o grupo. O rito de cura Lévi-Strauss chama de espetáculo do chamado da crise inicial que causou a doença. O xamã revive o acontecimento em toda sua vivacidade, originalidade e violência, para em seguida retornar ao normal. Empresta o termo psicanalítico da ab-reação, para afirmar que o xamã é um ab-reator profissional, com a diferença de papéis. Na sessão psicanalítica é o paciente que ab-reage, a cura consiste em tornar pensável uma situação do plano coletivo, um evento aceitável ao espírito, mas que o corpo não tolera. No caso do complexo xamanístico, a ab-reação se torna uma ad-reação, pois o psicanalista escuta enquanto o xamã fala. A eficácia simbólica torna possível a harmonia do sistema: o xamã fornece o mito e o doente executa as operações. É uma espécie de “propriedade indutora” que possui estruturas formalmente homólogas que se edificam nos processos orgânicos, psiquismo inconsciente e pensamento refletido.

Na associação entre xamanismo e psicanálise, Lévi-Strauss enfatiza a noção de mito e a noção de inconsciente, como a relação das duas fornece mecanismos para a cura neste complexo. As leis de estrutura são intemporais e formam o conjunto do inconsciente. O inconsciente lévi-straussiano foge à particularidade do tão negligenciado inconsciente freudiano: de refúgio ou depositário das questões individuais, de uma história única, pessoal e insubstituível. A função simbólica do inconsciente estruturalista se compõe dessas leis universais da estrutura. O mundo do simbolismo é diverso por seu conteúdo, mas limitado por suas leis, por isso Lévi-Strauss se empenha no estudo da forma e não do conteúdo.

Mito, linguagem, música

Partindo do pressuposto de que o mito é linguagem e é impossível de se compreendê-lo como uma sequência contínua, Lévi-Strauss estabelece duas características básicas dos mitos: a primeira é que o mito é formado por unidades constitutivas; a segunda, é que essas unidades implicam na presença das mesma unidades básicas da língua (fonemas, morfemas e semantemas).

Mas havia uma questão: como ele poderia reconhecer e isolar as unidades constitutivas dos mitos ou mitemas? A resposta leva a uma investigação no nível da oração, uma análise estrutural. “Todas as unidades constitutivas consistem em relações”. A partir daí, ele impôs que essas relações não estavam isoladas, mas constituíam um feixe de relações que combinados entre si adquiriam uma função significante. A análise estrutural consiste em ordenar todas as variantes do mito conhecidas numa série, formando um grupo de permutações, na qual as variantes extremas formam uma estrutura simétrica e inversa.

A música e o mito se originaram na linguagem e tomaram direções diferentes: na construção fonema-palavra-frase que existe na linguagem, em música não existe o equivalente à palavra, o que seria nota-frase musical; no mito o que prevalece é o sentido. Ao tentar entender a relação entre linguagem, mito e música é preciso utilizar a linguagem como ponto de partida.

A música se destaca pelo som e o mito pelo sentido, por isso, o mito deve ser estudado como se estuda uma sinfonia. Para uma análise do mito, a linguística e na música são complementares, pois a música possui um alto grau de organização tão profundo que cria uma espécie de parentesco com a linguagem. O mito e a música “são máquinas de suprimir o tempo”, por essa razão superam a oposição de um tempo histórico e findo entre uma estrutura permanente. Assim como uma obra musical, o mito possui um aspecto externo, constituído por um conjunto de acontecimentos históricos que cada sociedade utiliza para formar as várias versões dos mitos; e um aspecto interno, que envolve o caráter psicofisiológico, tais como as ondas cerebrais, ritmos orgânicos, memória, atenção. Eis que seu grande projeto ganha uma sofisticação maior: a imposição do modelo musical para refinar a análise do mito, iniciada com a linguística. Mito, música e linguagem são três elementos com origens comuns e possuem papéis complementares, a música pega “pelas entranhas”, o mito pelo grupo.

A tarefa estruturalista

Ainda hoje há pessoas que absorvem o código despótico do estruturalismo e se assumem como pesquisadores das estruturas elementares, seja de maneira refinada e pós-moderna, seja démodé (ainda procurando os mitemas em todos os lugares). “O estruturalista tem por tarefa identificar e isolar os níveis de realidade que têm um valor estratégico do ponto de vista em que ele se coloca, ou, em outras palavras, que podem ser representados sob forma de modelos, qualquer que sejam a natureza destes últimos”. Lévi-Strauss deixou esse mundo que acreditava dualista, binário no último sábado. Ele foi um grande bricoleur que inventou e sistematizou o mundo de tal maneira que seus modelos ainda fascinam os que optam pelas facilidades da estrutura e respondem às leis universais.

AGRESSÃO DE AÉCIO À NAMORADA NA CAMPANHA DE SERRA À PRESIDÊNCIA?

Há diversas análises sobre o caso da agressão do governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, à sua namorada, mas todas apontam pra duas questões: o silêncio abafado da grande mídia e a importância que a divulgação do ato tem para Serra, que quer se consolidar como nome do PSDB à corrida presidencial.

O MICROFASCISMO DE AÉCIO

Segundo consta, a agressão ocorrera numa festa organizada pelo estilista Francisco Costa, da marca Calvin Klein, realizada no hotel Fasano, no Rio de Janeiro, no domingo 25 de outubro passado.

Há quem diga que a agressão foi testemunhada por diversas pessoas e até filmada, o que seria boa matéria para os jornais, capaz de encerrar os planos presidenciais.

Ao contrário, numa demonstração que tucano não é pinto, nenhum pio nos grandes jornais, rádios, televisões. A única temerosa referência está na página virtual de uma jornalista de moda chamada Joyce Pascowitch, naquele estilo de “conto o milagre, mas não digo o santo”.

Um dos convidados mais importantes e famosos da festa que o estilista Francisco Costa, da Calvin Klein, deu na piscina do hotel Fasano, no Rio, nesse domingo, acabou estrelando uma cena que deixou todos os convidados constrangidos.

Visivelmente alterado, ele deu um tapa na moça que o acompanhava – namorada dele há algum tempo. Ela caiu no chão, levantou e revidou a agressão. A plateia era grande e alguns chegaram a separar o casal para apartar a briga. O clima, claro, ficou muito pesado.”

Dizem que, além dos negócios políticos-midiáticos entre direita e imprensa, tudo a ver, Aécio, assim como Serra em São Paulo, é impiedoso com jornalistas que atrapalham seus propósitos. Mas há quem diga também que Joyce é mui próxima de Serra, e que ela estava apenas como que ajeitando a bola na marca do pênalti para outro marcar o gol.

KFOURI ARMA O JOGO TRAPACEIRO DE SERRA?

Como um pênalti que ninguém queria bater, coube ao jornalista esportivo Juca Kfouri, que, em seu blog, com o petardo título “Covardia de Aécio Neves”, descreve a cena que a modista descrevera, mas citando os atores. E prossegue num golaço de placa, lembrando das violências de Fernando Collor à Rosane Collor:

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.”

Ora, seria apenas mais uma das tantas notícias que a grande mídia tenta abafar e que acabam espalhadas pela blogosfera. Mas acontece que, tal qual o governador, Juca Kfouri torce pro PSDB. E mais: Juca é paulista. E mais ainda: Juca é serrista. Oh, Juquinha!

Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, faz uma análise detalhada da forma da notícia veiculada por Juquinha e suas possíveis repercussões políticas.

Juca é um jornalista bem informado. Por que qualificar Aécio como ‘governador que luta para ter jogo inaugural da Copa em BH’?

Ora, a maneira correta seria definir Aécio como ‘o governador que disputa com Serra a indicação do PSDB para concorrer a presidência’.”

De qualquer sorte – até que ponto? –, muitos apontaram que Serra, que gosta de atirar, com a ressurreição das finadas baboseiras de Fernando Henrique no dia de finados, é como o caçador elitizado que caiu na própria armadilha, já que surge logo a comparação dos mirrados feitos do governo FHC diante do incomparável governo Lula em todos os setores. Mas talvez o morto-vivo FHC queira apenas disseminar a morte entre os seus, ou melhor, o seu renegado – Aécio Neves – em favor do seu escolhido – Serra. Juquinha está também nesta jogada?

Ontem, o jornalista Luiz Antônio Magalhães, do blog Entrelinhas, fisgou de um jornalista sequelado, que conversara com várias pessoas que estiveram na festa, as quais relataram não saber do ocorrido. E a própria namorada de Aécio afirmara:

“Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político.”

O MACHISMO DO PSDB E A DEMOCRACIA-MULHER

Ocorrida ou não a agressão – e na Era da Imagem, ou, pior, Era da Velocidade, como quer Paul Virilio, onde a verdade fabricada e difundida nunca mais será desfeita -, para o PSDB, a jogada foi pior do que, precisando empatar o jogo, marcar um gol contra no último minuto da decisão do campeonato.

Se for comprovada a agressão, mesmo que a namorada seja conivente, não denunciando (como é sabido de diversos casos pelo Brasil de violência contra a mulher advinda de governantes e parlamentares), como político, o Ministério Público pode formalizar denúncia e Aécio poderá ser enquadrado por decoro parlamentar. De qualquer forma, mesmo que não venha a ser denunciada de forma nenhuma, em tempos da fundamental Lei Maria da Penha, a população não esquecerá o microfascismo de um dos principais nomes do PSDB para as próximas eleições, e Aécio Neves verá seu nome dissolver-se como flocos de neve num calor de quarenta graus.

Se for armação de Serra e dos serristas, dá na mesma. Demonstra com que macrofascismo o PSDB resolve suas decisões internas. Há muito é conhecida a tirania com que Serra lida com qualquer um que lhe queira fazer oposição, dentro ou fora do partido. De fora, pode perguntar a Ciro Gomes; de dentro, a Alckimin na eleição presidencial passada. Se for comprovada a trapaça, comprovar-se-á também que Serra é tão tirano que não precisa de inimigos: ele mesmo serra suas próprias possibilidades e desaba.

De uma forma ou de outra, na hora de bater o decisivo pênalti, os pernas-de -pau do PSDB correm os dois para a bola e ambos escorregam numa poça de lama, chutando a bola para fora do campo. Ficando, assim, fora do campeonato.

Enquanto isso, a democracia, feminina em seu devir, não quer nenhuma proximidade com o machismo da direita canhestra e truculenta, sempre no jogo-do-não-jogar, sempre apelando pro tapetão, quando não pro bofetão.

INSS: PAGAMENTO COMEÇA HOJE

Aposentados, pensionistas e outros segurados, que recebem acima de um salário mínimo e tem o cartão com os finais 1 e 6, deverão procurar as agências onde recebem para realizarem o recebimento de seus benefícios. É o que notifica o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para quem a liberação dos pagamentos vai até o dia 9 de novembro. Notifica ainda aos beneficiários que recebem até o piso previdenciário com final 6, que o pagamento continua hoje.

Para realização do pagamento dos beneficiários, serão depositados mais 26,8 milhões em todo o Brasil. 18,7 milhões benefícios urbanos e 8 milhões benefícios rurais, correspondendo a R$ 17,112 bilhões.

Qualquer dúvida que os segurados possam ter sobre o calendário de pagamento, devem ligar para a Central de Atendimento 135. E, para conferir o calendário de pagamento, devem acessar o site do Ministério da Previdência Social (http://www.previdencia.gov.br/) e, na seção “Agência Eletrônica: Segurado”, clicar no Link “Extrato de Pagamento de Benefícios”.

O INSS ainda avisa que o prazo aos beneficiários que não responderam ao senso previdenciário foi prorrogado para mais 30 dias. Casso não respondam ao senso durante esses 30 dias, todos terão seus pagamentos suspensos.

TV BRASIL ENTREVISTA STÉDILE

Em programa que será apresentado no dia 11 de novembro, com as participações dos jornalistas Luiz Carlos Azedo, âncora do programa, Kátia Seabra, da Folha de São Paulo, e Ricardo Kotscho, da revista Brasieiros, a TV Brasil entrevistou no fim da semana passada o Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Durante a entrevista, Stédile falou sobre a invasão da fazenda Cutrale, as Organizações Não-Governamentais (ONG’s), a CPMI do MST, a mídia, a agricultura familiar e o governo Lula diante da reforma agrária.

Sobre a ocupação da fazenda Cutrale

Foi uma atitude desesperada das famílias que ocupavam a fazenda. Com a notícia do próprio INCRA que a área é da União, desde 1910, naquele clima de indignação, alguns dos companheiros pegaram o trator e destruíram os laranjais.”

Sobre o trabalho tendencioso da mídia

Evidentemente que foi um equívoco, porque a direita e os órgãos de comunicação deste país, que servem à burguesia brasileira, se utilizaram daquelas imagens, que foram gravadas pelo serviço de inteligência da PM de São Paulo, com uso de helicóptero, e nos execraram na opinião pública. Nenhum militante entrou nas casas dos funcionários. Aquilo lá foi armação da polícia e da Cutrale, sobretudo da Cutrale. Quem fez o serviço (de entrar nas casas) não foi o MST. Ou seja, tem uma hora aí de espaço. Nós saímos, deixamos tudo bonitinho, não mexemos nas casas. Aí ficou a polícia sozinha com a Cutrale dentro da fazenda por uma hora. Aí depois dessa hora veio a imprensa.”

Sobre a CPMI

A CPMI é uma armação. Eles fizeram uma matéria da Veja com dados requentados de três anos. Com a matéria da Veja, convocaram a outra CPMI. Aí nós derrubamos, porque era sintomático. Aí com a ocupação da Cutrale, você acha que por uma ocupação, por algumas laranjas vale a pena abrir uma CPMI? Então é melhor abrir uma CPMI aqui na Assembleia Legislativa de São Paulo para saber por que que a Cutrale tem aquela área grilada.”

Sobre as ONG’s

Desde o Fernando Henrique, o governo contrata ONG’s para fazer o serviço que deveria ser do Estado. E que recebem dinheiro público. Esse dinheiro vai lá para resolver um problema concreto, ou de escola, ou de contratar agrônomo, ou de fazer casa, ou de fazer medição, ou luz elétrica. Quem organiza essas ONG’s, às vezes, são grupos de agrônomos, às vezes têm até jornalistas, é iniciativa da sociedade. Todo dinheiro é fiscalizado primeiro pelo INCRA, depois pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Depois pelo TCU, de todos esses recursos que não têm a ver conosco. A nossa posição é que isso é esdrúxulo. Somos contra isso, nós dizemos já ao Lula: pelo amor de Deus pare com essa história de ONG’s, faça com que o Estado consiga fazer isso.”

Sobre a Agricultura Familiar

A reforma agrária, como um programa realmente universalizado, que chegue a milhões de trabalhadores, é só quando o governo brasileiro e a sociedade priorizarem a agricultura familiar. E hoje há esse embate entre esses dois modelos (agronegócio e agricultura familiar), e não há uma prioridade clara de dizer a agricultura familiar é política de governo.”

Sobre a Reforma Agrária no governo Lula

Em alguns aspectos, ela ficou para trás, como o ritmo de desapropriações no Nordeste, Sul e Sudeste. O governo continuou priorizando a Amazônia. Em outros aspectos, ela avançou muito, com o Luz Para Todos, um outro programa de moradia, que é insuficiente em números, mas o programa é bom. É um balanço equilibrado, é bem melhor que na época do Fernando Henrique, mas ainda insuficiente para enorme demanda de pobres que o campo tem.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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