Arquivo para 11 de dezembro de 2009

MANAUS, UMA ZONA FRANCA

Francamente, na acepção da palavra, politicamente, Manaus é uma zona franca”. Qualquer pessoa, por menos atenciosa que seja, e que, no momento, esteja em Manaus observando os fatos que ocorrem, poderia ser autora desse comentário. Não poderia ser diferente, a Manaus dos chamados políticos dessa gestão é um primor administrativo. Um quadro comicamente hiper-real. Como diria o poeta: “trágico se não fosse cômico”. Não trágico como o novo, e sim, cômico como repetitivo, como disse Marx, já que quando a história acontece pela primeira vez, ela é trágica, quando da segunda vez, é cômica: a repetição. Em Manaus, a política se repete. Nada é novo, daí sua comicidade. Daí ser uma zona franca antes do Projeto do deputado Pereira da Silva nos fins da década de 50, concretizado em fins de 60.

Como zona franca, administrativamente, desde a candidatura de Amazonino Mendes à prefeitura, e, depois, quando foi cassado em primeira instância pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, acusado de compra de voto e abuso de poder econômico – absolvido em 23 de novembro por parte de juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas -, que a cidade segue seu rumo repetitivo, como nos velhos tempos.

Eleito com visível ajuda dos votos dos eleitores dos irmãos Souza – hoje, em desgraça jurídica-policial -, já que tem como seu vice um representante do clã, Amazonino, em nenhum momento assumiu “para valer” – como diz o rei da dor, Roberto Carlos – a prefeitura de Manaus. “Também, pudera! Assumir uma cidade com ajuda de medida liminar, não podia ser de outra forma”, dizem seus adeptos.

Mesmo depois de absolvido, a população não viu nele um concreto administrador público. E a cidade, que, segundo ele, em propaganda de campanha eleitoral, estava destruída, continua sendo destruída. Transporte coletivo desumanamente perverso, ruas repletas de buracos – menina dos olhos de sua campanha -, coleta de lixo deficiente, trânsito mais imóvel, etc, mais muito marketing de exaltação de sua administração.

Com seu vice, Carlos Souza, suspeito de envolvimento com crimes, Amazonino, ameaçado de ser indiciado como réu a qualquer momento, se viu mais ainda, administrativamente, fragilizado, como dizem os psicólogos dos amores oportunistas. Entretanto, muito bem promovido como um atuante trabalhador-público, pela sua servil mídia manoniquim. Aconteceu, todavia, além de seus desígnios, em vinte quatro horas o strip-tease público de sua administração. Tudo que ele não esperava, mas ao mesmo tempo esperava. Seu vice, que já vinha fora da vice, em função da ameaça de ser arrolado nas investigações, foi preso e levado para a penitenciária. Preso, ficou confirmado, agora no real político, sua ausência no cargo. Como Amazonino encontra-se viajando, como diz o “ex-comunista”, vereador Marcelo Ramos, “ninguém sabe para onde”, a bela princesinha do Norte ficou literalmente sem prefeito, pois até o presidente da Câmara Municipal, o conhecido Carijó, de outras interinidades – que o diga o ministro Alfredo Nascimento, que sentiu na pele sua ‘carijozada’ -, não sabia se era um interino municipal. E, para piorar a situação de uma cidade sem prefeito, verdadeira zona franca, a bela princesinha, depois de ser castigada severamente por meses de calor anti-diabólico e severas queimadas ‘oftalmorespiratóricas’ – sem qualquer ação dos governos ecologicamente corretos -, foi simplesmente inundada durante quase 24 horas por forças ‘posseidônicas’ que mostraram, mais uma vez, sua realidade urbana. Mais uma dolorosa repetição nas existências das famílias pobres que habitam a bela princesinha, onde ela é mais desassistida, locais de onde saíram milhares de votos para o ausente Amazonino, e o vice, Carlos Souza, hoje presidiário.

Assim, envolvida em seu atávico quadro político-catastrófico, Manaus franqueia a quadra natalina na zona inerte de sua administração pública. Enquanto os manauaras, que veem a cidade como uma zona franca, esperam um prefeito real.

DEFESA DE MESTRADO DA AFINADA KATIANE SILVA

No dia 09 de dezembro, terça-feira passada, às 14 h, no auditório do departamento de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ocorreu a defesa da dissertação de mestrado da mestranda Katiane Silva, que apresentou sua dissertação: “Sociogênese de uma unidade de conservação: um estudo da Reserva Extrativista Auati-Paraná“.

O evento se caracterizou pela simplicidade, o que significa dizer que não houve aquelas mega-ultra-apresentações em ppt, slides-piscantes, pessoas impecavelmente trajadas, laptops moderníssimos, com data show e outros shows de pirotecnia que muitas vezes aparecem mais como tentativa de desviar a atenção da banca. A apresentação tornou-se uma festa para o entendimento, a inteligência e a alegria do saber.

Demonstrando que o conhecimento esteve presente no sentido discursivo-processual e não nas parafernálias tecnológicas. A mestranda relatou seus resultados diante da banca, formada por duas doutoras. Uma consideração interessante é que uma das doutoras se mostrou impressionadíssima como o trabalho e com o fato de a Katiane dominar muito bem a linguagem escrita da antropologia, já que esta migrou de outra área do conhecimento, a psicologia.

Só pra dizer que esse texto não é tão somente pura babação, já que Katiane é membro da AFIN, as duas doutoras convidadas para a banca contestaram a ausência de capítulos tratando especificamente de unidades de conservação e a ausência da pessoalidade da estudante dentro de seu trabalho.

Deixando esses psicologismos de lado, ressaltamos que a defesa de Katiane é histórica por ser a primeira defesa de mestrado no programa de pós-graduação de Antropologia da Ufam. Portanto, ela, com a aprovação, é a primeira mestra do curso.

Katiane, a orientadora Tereza...

Pelo que assistimos da defesa, foi na verdade um avanço, que, saindo da Antropologia Tradicional, abrindo-se para uma Nova Antropologia. Diríamos que a dissertação de Katiane abre-se para uma Antropologia Ativa, que não toma as populações como mero objeto de estudo antropológico para entulhar as prateleiras inúteis de milhares de dissertações. Ao contrário, faz uma interdisciplinaridade com a política, a sociologia, a filosofia, a economia e outras áreas para, em vez de apenas estudar passivamente, entrar numa relação que aponte saídas, em ação, para modificar as realidades objetivas massacrantes perpassadas pelos governo e constantemente auxiliadas pela Universidade.

Kati e os amigos do mestrado.

Na AFIN, Katiane, que já está preparando as malas para ir ao Rio de Janeiro – “se der carneiro, carneiro”, como diria Ednardo -, coordena o Esquizo-Terapêutico, é atriz de teatro, cantante e projetora do Kinemasófico, dentre outras atividades, além de mãe do Aruã “Café da Manhã”.

Em breve, o bloguinho intempestivo irá divulgar a dissetação. Aí você, leitor intempestivo, poderá avaliar também a validade para sua comunidade…

De nossa parte, valeu, Mestra Kati!

ECONOMIA DOMÉSTICA ― NO BALANÇO DOS PREÇOS

PREÇO DA MACAXEIRA NA CIDADE SEM PREFEITO

Tiquinho (Brincando na chuva):

Nesta vida atroz e dura

Tudo pode acontecer,

Muito breve há de se ver

Prefeito sem prefeitura;

Vejo que alguém me censura

E não fica satisfeito,

Porém, eu ando sem jeito,

Sem esperança e sem fé,

Por ver no meu Assaré

Prefeitura sem prefeito.

Vó Juracy (Vai brincar com as crianças):

Por não ter literatura,

Nunca pude discernir

Se poderá existir

Prefeito sem prefeitura.

Porém, mesmo sem leitura,

Sem nenhum curso ter feito,

Eu conheço do direito

E sem lição de ninguém

Descobri onde é que tem

Prefeitura sem prefeito.

Jacira (Animada com a entrada da vó):

Ainda que alguém me diga

Que viu um mudo falando

E um elefante dançado

No lombo de uma formiga,

Não me causará intriga,

Escutarei com respeito,

Não mentiu este sujeito.

Muito mais barbaridade

É haver numa cidade

Prefeitura sem prefeito.

Seu Pixa (Chegando da feira, entra na brincadeira na chuva):

Não vou teimar com quem diz

Que viu ferro dar azeite,

Um avestruz dando leite

E pedra criar raiz,

Ema apanhar de perdiz

E um rio fora do leito,

Um aleijão sem defeito

E um morto declarar guerra,

Porque vejo em minha terra

Prefeitura sem prefeito.”

Vó Juracy (Fazendo uma brincadeira de roda com todos): “Prefeitura sem Prefeito”, de Patativa do Assaré, para compor com o momento, em que vivemos em Manaus, Prefeitura sem prefeito… sem amor… sem ternura… sem carinho… sem alegria… sem justiça… sem água… sem moradia… sem transporte coletivo… sem escola… sem saúde… sem educação… sem comida… sem povo para se manifestar!

Seu Pixa: Sem comida mesmo, não consegui comprar a macaxeira para a merenda das crianças.

Jacira: Antes era a cheia. E agora? É a seca do rio?

Tiquinho: É Prefeitura sem prefeito, Jacira! É Prefeitura sem prefeito,Jacira!É macaxeira sem prefeito e preço injusto!

Vó Juracy: Antes de as águas do rio baixar a saca da macaxeira era de R$ 85, de R$ 70 e de R$ 65. Ai, terra sem prefeito!

Jacira: E o quilo era de 2, de 2,50 e 3 tocos. Ficamos sem bolo de macaxeira!

Seu Pixa: E agora o rio secou, e o preço não secou. Tá de 65, de 70, vai a 75 e chega a 80 tocos.

Tiquinho: É Prefeitura sem prefeito, Pixa! É Prefeitura sem prefeito, Pixa! É macaxeira sem prefeito e preço injusto!

Jacira: E o quilo tá ficando com o preço seco?!

Seu Pixa: O quilo tá ficando com o mesmo preço seco e injusto em todas as bancas de vendas das verduras – 3k por 5 patacos -, não tem nem opção de preço justo, e a macaxeira cozida na merenda, só quando tivermos um prefeito justo: o Povo!

Vó Juracy: Sim! O Povo! Quando vamos ter prefeito justo? Quando o povo desta terra deixar de acreditar nesses malversadores das coisas públicas, e acreditar que através do trabalho coletivo fará mudar a tristeza deste lugar, para deixarmos de viver em tamanha privação…

ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL SEDUC-AM: “OS MELHORES OU OS MENOS PIORES?”

Quem pergunta é o leitor deste bloguinho intempestivo Jefferson, no aviso que colocamos aqui sobre as inscrições que se encerram hoje na Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas.

O comentário de Jefferson não é de maneira nenhuma descrença na capacidade dos alunos; ao contrário, é como que um desabafo de ver crianças e adolescentes com tantos talentos em um sistema educacional tão péssimo em infraestrutura e com total ausência de formulação de projetos para uma educação que auxilie os educandos a avançar.

O comentário crítico do educador Jefferson:

É engraçado como fazem seleção para escolas de tempo integral, exigindo os “melhores” (ou seriam os menos piores?) alunos, e, em contradição, essas escolas são tão ruins (às vezes piores) que as escolas de tempo regular. O corpo docente e pedagógico, por exemplo, não sofre o mesmo processo de seleção que ocorre com os alunos. De fato, a Educação no nosso estado é muito mal tratada, nunca visam a qualidade, somente quantidade, quando ocorre algum exame por parte do governo federal, o Amazonas sempre leva ferro, e ainda temos que aturar no site da SEDUC o secretário recebendo prêmios internacionais pela excelente qualidade do ensino. Faz-me rir…

Mas voltando às escolas de tempo integral: existem muitos problemas estruturais nessas escolas. Sou testemunha que existem escolas caindo aos pedaços que, segundo a SEDUC, são escolas modelos. Tem escola que nem quadra coberta tem – imagina as crianças fazendo educação física às 14h, no belíssimo sol amazônico -, sem contar os ínfimos refeitórios, salas com ar-condicionados sucateados, portas sem maçaneta, etc e etc. Triste realidade…”

Com certeza Jefferson não é a única testemunha. Alunos e pais de alunos, pedagogos e professores, enfim, toda a população conhece essa massacrante realidade objetiva do caótico sistema educacional público amazonense. Só quem não os reconhece são os governantes estaduais e secretários de educação e seus capachos.

Portanto, coloque também você pai de aluno, professor, cidadão engajado e atuante coloque sua posição quanto à realidade das chamadas Escolas de Tempo Integral, assim como das escolas regulares, para que elas não sirvam apenas para a candidatura de secretários de educação e marketing/maquiação governamental.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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