A TRAJETÓRIA DE GORILA E SEU CAVAQUINHO

Vindo lá de Monte Alegre, Pará, você conheceu aqui neste bloguinho Gorila com seu cavaquinho na festa na sede da Afin. Pois aqui vai uma entrevista que fizemos com o “tocador” (como se dizia antigamente) que tem mais de seis décadas a bom animar com seu talento a alegria do povo. Talentoso com a música, Gorila também o é lúcido e bem-humorado com as palavras. Confira aí, então, esse “papo” que tivemos com ele, quando nos falou de sua trajetória, da indiferença do poder público ao talento popular-musical, de sua pescaria, de sua família, do CD que gravou em Manaus, enfim, do seu amor incondicional à música e ao cavaquinho…

Bloguinho Intempestivo Pra começar antes do Gorila, como é seu nome de nascimento?

Gorila Raimundo Rodrigues do Nascimento.

BI — Como que o senhor se pegou com o cavaquinho?

Gorila — Quando eu tinha lá pelos seis anos de idade, eu lembro que eu já tinha vontade de tocar. O meu tempo todinho, antes que eu me entendesse, eu já vivia só batendo com os dedos. Aonde eu me encostava era batendo com os dedos, tirando música. Montava um bocado de lata e fazia uma bateria, sentava lá e começava a bater. Meu pai disse: “Meu filho, tu quer tocar cavaquinho ou violão?” Eu disse: “Não sei, qualquer um dos dois eu quero tocar.” Ele foi e mandou fazer um cavaquinho, porque lá não tinha loja assim que vendesse; era as pessoas que sabiam que faziam. Aí eu comecei tocar, tocar… Quando eu tava com oito anos eu toquei na primeira festa.

BI — Só cavaquinho?

Gorila — Não. Depois ele mandou fazer um violão. Eu toquei uns dois anos o violão. Passei a tocar também bateria. Toquei bateria durante quatro anos. Houve um tempo também que eu toquei um pouco de violino.

BI — Um músico completo…

Gorila — É. E eu comecei a tocar em banda. Toquei muito banjo. Ele comprou um banjo pra mim. Eu já tava com quinze, dezesseis anos, uns oito anos desde que eu toquei a primeira festa. E eu nunca fiz base, já entrei só no solo mesmo. Eu não faço base; é muito difícil eu fazer base. Eu toquei também contrabaixo, toquei guitarra, mas aqui eu não me dediquei. Porque quando eu peguei o banjo eu tive muita facilidade pra aprender solar, e eu adoro solar em banjo. Acho que por causa da afinação, porque a afinação de banjo é uma afinação diferente de qualquer instrumento de corda desse. E foi assim, com o banjo e também tocando bandolim.

BI — Ganhou o mundo assim?

Gorila — De lá pra cá eu comecei a sair e tocar direto nas bandas. Toquei um bocado, toquei muitos anos em banda. Eu passei em todas as bandas lá de lá de Monte Alegre.

BI — O senhor é de Monte Alegre mesmo?

Gorila — Sim. Eu nasci no interior de Monte Alegre. Depois que eu casei que eu fui morar na cidade. Tá com 42 anos.

BI — Mas tocou em outros lugares?

Gorila — Toquei também em Santarém. O pessoal lá de Santarém todo mundo me conhece. Eu tocava todo final de semana com os velhos seresteiros.

BI — Tem outras pessoas da sua família que carregam esse dom musical assim?

Gorila — Tem, tem muito. O meu pai era músico, ele tocava acordeon. Era muito bom de acordeon. Ele tocava e consertava todo tipo de instrumento de tecla, afinava. Tem três irmãs minhas que tocam. Uma toca teclado e guitarra. Outra, que ficou com a oficina do velho, também toca qualquer instrumento de tecla e faz o mesmo trabalho que ele fazia.

BI — E dos filhos?

Gorila — Tem um filho, que mora aqui em Manaus, o Paulinho, que tocava muito bem tanto o violão como o cavaquinho. Passava de um pro outro. Ele solava melhor do que eu. Ele tinha até um pouco de vergonha quando o pessoal pedia pra ele tocar, porque ele não tinha nome, mas eu via que ele já tava fazendo melhor do que eu. Ele tocava muito.

BI — E não toca mais?

Gorila — É que ele veio pra cá trabalhar, porque lá ele não tinha emprego. Aí aconteceu um acidente com ele lá na fábrica do Distrito Industrial, meteu a mão no cilindro, perdeu a metade da mão, a principal que ele tocava, e ele não tocava com palheta, só dedilhando. Agora ele toca, mas não como antes. Eu vou lá pra casa dele, ele pega o violão, ele acompanha, me ensina os pagode, nota por nota, por onde é, o tempo, mas ele pega com a palheta, toca duas músicas, mas a mão já não aguenta. Tenho também um neto, o Marinho, que é muito bom de teclado, que toca também violão, guitarra. Ele toca nessas bandas daqui. O meu genro, pai dele, o Mário Augusto, também canta.

BI — E esse apelido, nome artístico, Gorila?

Gorila — Meu apelido veio da primeira festa que eu toquei, como eu falei, quando eu tinha oito anos. Nós fomos tocar numa festa no interior, lá no Lago Grande, num lugar chamado Cuicaca. Tinha um cara que tocava banjo que o apelido dele era Piriquitinho. Eu tocava banjo, e o papai – meu pai que me criou, meu avô – ficava atrás de mim me aguentando, porque o banjo era grande, era pesado. Aí esse Piriquitinho dizia pro papai: “Não vá deixar o Gorila cair do banco.” Aí os outros começaram a chamar Gorila, Gorila, Gorila… Quando eu cheguei em casa de manhã, eu contei pra mamãe. Ela disse: “Olha, meu filho, tu não vai ligar, porque se tu ficar com raiva é pior. Deixa que vai, vai, e eles esquecem.” Mas quando? Esqueceram nada. Pegou daquela festa em diante. Aí todo mundo já me chamava, e eu respondia.

BI — O senhor aproveitou e incorporou…

Gorila — Eu mesmo peguei, e ninguém mais me chamava pelo meu nome, e eu não atendo pelo meu nome. Os meus parentes, é difícil quem me chama de Raimundo ou Dico. Até em alguma participação em alguma coisa da prefeitura, eles colocam o meu nome, mas acrescentam “conhecido por Gorila”.

BI — À primeira vista, o apelido Gorila não combina com o senhor, a não ser por uma brincadeira invertida.

Gorila — Hum! Olha só, tinha uma banda de Santarém que fazia show lá em Monte Alegre, e toda vez que eles iam fazer show eles mandavam me chamar pra eu fazer uma apresentação. Uma vez o locutor lá de Santarém foi, passaram pra ele, e ele a bom anunciar: “Hoje nós vamos ter ainda aqui a apresentação do nosso famoso Gorila, que vai fazer uma apresentação aqui pra gente…” O pessoal dá banda tocou um bocado, quando chegou a hora que eles marcaram, eu entrei. Solei bem umas oito músicas. Quando eu saí, a banda voltou e continuou seu show. Aí esse locutor disse pra um dos músicos: “Ei Quinha, cadê teu famoso Gorila?” Ele respondeu: “Ele já tocou. Tu não viu ele aí tocando o cavaquinho?” Ele disse: “Mas, não. Eu tava esperando que fosse um negão marrudo que viesse tocar.” O pessoal ria, ria. Ele me chamou e brincou: “Mas, rapaz, lhe colocaram o apelido errado. Mas já que tá assim é mais preferível a gente chamar Macaco do que Gorila.”

BI — O senhor vive da música como profissão?

Gorila — Um pouco. A minha outra profissão é pescar. Eu gosto de pescar. Além de que todo o dia a gente tá com dinheiro vivo. É certo. Eu pesco peixe, pesco camarão. Até hoje, se eu tiver lá, ou eu tô tocando ou eu tô pescando. Eu tenho os meus cascos, as redes de pescaria, tenho tudo.

BI — Dá pra tirar o do mata-broca.

Gorila — Dá. Mas da música somente não dá não. Quando eu era mais novo, que eu tocava em banda, dava pra passar, mas agora tá devagar lá pra viver de música. Principalmente que todo mundo sabe que o artista na terra dele não tem valor.

BI — Como assim?

Gorila — Lá não tem aula de música. Não tem nada. Não dão valor pra gente. Dão valor pra esses que vão de fora. Podem não tocar, mas ganham bem, poque não são de lá da terra.

BI — E por parte do poder público, a prefeitura, não tem nenhum projeto para os músicos, os artistas?

Gorila — Não, não tem. Agora eles estão formando. Mas é assim: tem um rapaz lá que esportista, aí jogaram ele do Esporte para a Música, mas ele não entende nada de música. Tem um outro cara com ele que canta e toca violão, tem outro que toca teclado, mas ele dão valor só pra eles mesmos. Eu formei um grupo de seresta. Na cidade, a gente ganha cento e cinquenta, duzentos, chega a uns quatrocentos quando já é lá pro interior. Dividindo pra todo o grupo, não dá pra sobreviver.

Gorila no Hexa 15 por você.

BI — O senhor é aposentado?

Gorila — Sou aposentado, eu e a mulher. Mas eu não paro não. Até enquanto eu puder, eu quero tocar, eu quero pescar.

BI — Foi tocando que o senhor conheceu ela?

Gorila — Foi, a gente se conheceu assim. Toda festa que a gente ia tocar elas iam. Primeiro eu gostei de uma irmã dela, passei namorando com ela uns quatro anos. Aí acabei deixando uma, fiquei com a outra irmã e casei com ela. E até hoje. Eu vou fazer 70 anos, ela vai fazer 80, e vamos fazer 50 anos de casados.

BI — E como ela conviveu com essa festança toda, a mulherada?

Gorila — Não, não teve problema. Ela foi uma esposa que nunca andou assim atrás de mim. Às vezes tinha alguma briga porque eu já passava dos limites. As pessoas chegavam e falavam pra ela: “Olha, o Gorila tava com mulher.” Ela perguntava. Eu negava, mas depois calava. Aí ela já sabia que era verdade. Tinha um debatezinho, mas sem esse negócio de viver sem se falar dentro de casa, se batendo. Nunca teve isso não. Daqui a pouco a gente já tava se chamegando, e pronto, acabou.

BI — Apesar de não viver da música, a gente vê que o senhor tem um amor e é muito ativo no trabalho musical.

Gorila — Ih! Eu toco em tudo que é lugar. A gente vai tocar no interior, num banho que tem na ponte que vai pra Santarém, toca em festa de aniversário, casamento, eu toco na igreja católica, acompanho a missa. Tem fazendeiro que leva a gente pra tocar, a gente fica feliz, animado. A gente vai pra casa de colegas, chega lá tem uma churrascada no fogo, e cachaça, e cerveja, e cavaquinho lá no meio… Eu tenho um sobrinho que é padre, e ele gosta muito de música, e toda vez que ele vai sair ele vai lá em casa me buscar, e minha mulher vai com ele. A gente vai por aí, tocando, se divertindo…

BI — A recepção do público é boa, então?

Gorila — Até hoje, onde eu toco, eu tenho sido bem recebido pelo público. Às vezes eu vou em algum lugar só tomar uma cerveja, mas aí o pessoal me conhece, me convida pra dar uma palinha lá pra eles, aí quando eu entro é palma, é grito, não querem mais deixar eu sair.

BI — Não tem quem fique enciumado?

Gorila — Tem um cara lá de dentro da rádio, não toca bem nem canta bem, mas se mete, e quando ele tá tocando, que o pessoal pede pra eu ir lá solar uma música, quando eu entro, o pessoal começa aplaudir, eu toco umas duas, mas o pessoal grita: “Ei Gorila, toca mais uma”, aí parece que ele fica ‘mordido’. Não sei se ele fica envergonhado. Eu nem vou em brincadeira que ele tá tocando.

BI — Mesmo com essa fama toda, não há abertura pro senhor fazer um trabalho, digamos, cultural?

Gorila — Pois é, esse cara que eu tô falando, ele e os outros entraram com esse presidente lá da Música na prefeitura num negócio, e ele foi lá em casa me chamar pra uma reunião que eles fizeram com todos os músicos o dia todo. Ele disse pra eu ir de manhã, que tinha café, almoço, janta, bebida, me entregou uma carta: “E leva teu cavaquinho pra gente fazer uma apresentação lá.” Eu cheguei em casa. Minha filha olhou disse: “Papai, o que é isso?” Eu disse: “É uma carta lá do pessoal da Cultura. Mas já pediu pra eu levar meu cavaquinho.” Quando é pra ganhar alguma coisa, ele nem olha pra mim. Só que eu não vou.

BI — Só querem aproveitar…

Gorila — Olha só, eles chegaram lá em casa um dia e disseram: “Olha, Gorila, tu é um artista, tu toca muito, tem nome. Esse ano, no arraial de São Francisco, vocês vão participar, tudo quanto é músico da terra, um faz meia hora, outro uma hora, cada uma noite entra uns dois. Eu digo: “Tá.” Passou a festa, só tocou os deles. Esse cara que eu falei fez duas noites, o tecladista que é lá deles tocou as duas noites com ele, mas outros caras deles que tocam forró, brega, axé. Eu e um outro cara que é tecladista ficamos de fora. Até o Mário, que é lá de dentro da panela do prefeito, foi jogado na parede.

BI — É um grupo fechado em torno da grana.

Gorila — A grana. O pessoal vai lá em casa atrás de mim já depois que passou por eles tudo. “Quento é que tu faz um aniversário pra mim?” Se eu cobro 250, o cara diz: “Pô, Gorila, o fulano cobrou 100 pra mim.” Eu digo: “Então vai lá com ele.” O cara vai, mesmo sabendo que ele não vai tocar nada, vai ser só zoada. Tem muito som mecânico também agora, só aparelhagem…

BI — Então, assim como o senhor diz, o senhor nunca tocou nas rádios de lá?

Gorila — Não. Eles fizeram uma entrevista uma vez, eu levei meu cavaquinho, solei umas músicas, mas foi só naquele dia. Me falaram que iam divulgar meu nome, meu trabalho, contato pra festas tal. Eu tenho um vizinho, que é gay, que trabalha lá na rádio, e ele que disse que ia me divulgar.

BI — E o senhor tem outros projetos, o grupo de seresta?

Gorila — Agora eu formei um grupo de seresta.

BI — É a primeira vez que o senhor grava?

Gorila — É, a primeira vez. Mas eu já estou com planos, eu espero ainda gravar outro pelo menos. Ainda tem muito tempo até chegar os 80.

BI — O senhor tá com quantos?

Gorila — Vou fazer 69 agora em fevereiro, mas de 60 de cavaquinho, mas o cavaquinho não envelhece. Por mais que a gente perca um pouco a agilidade, mas o que a gente faz não se desfaz mais.

BI — O senhor estudou na escola?

Gorila — Eu sou meio analfabeto. Me ‘interti’ na música, não quis saber de estudar.

BI — O senhor veio a Manaus com objetivo mesmo de gravar? Como tá isso?

Gorila — Eu vim com dois objetivos: ou comprar uma aparelhagem pra mim ou gravar. Só que quando eu saí de lá, com o dinheiro pra comprar essa aparelhagem. Aí eu perguntei pra eles, pros meus parceiros: “O que vocês acham: eu trago a aparelhagem ou eu gravo o CD.” Eles que disseram: “Rapaz, Gorila, grava o teu CD, que tu gravando o CD já vai ajudar na compra da aparelhagem. E se tu comprar a aparelhagem, vai ser difícil tu gravar.”

BI — E o CD tá bonito, tá agradando o trabalho?

Gorila — Tá. Tem 11 boleros, 3 xotes e 6 chorinhos e sambas.

BI — Então, pra finalizar, essa sua paixão pela música…

Gorila — Tenho. A minha história é essa mesma, não tem outra. Desde quando me entendi, como falei no início, meu caso era tocar. Eu aprendi sem ninguém me ensinar. Foi só vendo, foi um dom que o velho me deu. Não teve escola de música. Mas eu conheço um pouquinho. Eu solo todo tipo de música, é carnaval, é São João, até 6h da manhã…

Logo mais estaremos anunciando aqui o CD Gorila e seu cavaquinho

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"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

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