Arquivo para 11 de janeiro de 2010

ONG JUSTIÇA GLOBAL AMEAÇA DENUNCIAR BRASIL A ONU E OEA

Se a 3ª Edição do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) for revista, a ONG Justiça Global denunciará o Brasil às cortes internacionais, Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA), por impunidade aos autores de crimes ocorridos no período da ditadura que durou de 1964 a 1983.

Falando sobre o possível recurso contra o Brasil, em razão da reação de setores da sociedade brasileira que exigem mudança no Plano, para livrar os militares acusados de tortura, e que encontram-se impunes, a diretora executiva da ONG, Andressa Caldas, afirmou que “a revisão ou a suspensão do decreto permite acionar os organismos internacionais”.

Quanto às posições dos militares, contrárias ao Plano, Andressa Caldas disse: “Quando a chantagem vem de setores armados, isso coloca mais em risco nossa democracia. Coloca a gente em um patamar muito baixo de democracia. Parece ser mais um factoide do que um fato político que deva merecer seriedade maior por parte da opinião pública”.

Por sua vez, analisando a posição dos ministros, que declararam publicamente suas posições contrárias ao Plano, o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro opinou: “A essa altura do campeonato querer liquidar comissões de Verdade e Justiça é uma coisa muito fora de moda, especialmente em nosso continente, onde há experiência vastíssima e positiva de comissões de Verdade. Nós é que estamos atrasadíssimos.

Ministro que não está contente deve pedir demissão. É ridículo ministro ficar pedindo demissão, sabendo que todos os ministros, para não ser pedante, são demissíveis ad nutum. Os ministros, desde Machiavel, são demissíveis pela vontade do príncipe”.

Ainda comentando sobre o receio dos militares, Paulo Sérgio Pinheiro disse: “Nenhuma Comissão da Verdade julga. Isso é conversa para boi dormir. As Comissões da Verdade só expõem os fatos e depois o Judiciário faz o julgamento”.

Darci Frigo, que participou também na elaboração do PNDH – 3, e é coordenador da ONG Terra de Direitos, comentando sobre os setores que se opõem ao Plano, disse “que a democracia brasileira só será uma democracia substantiva, se ela se colocar em paz com a própria história. A sociedade precisa saber”.

POSSÍVEL REEDIÇÃO DO PLANO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS É POSSÍVEL SAÍDA DE VANUCCHI

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, juntamente com os ministros-chefes das Forças Armadas, mesmo depois de decretada a publicação do Plano Nacional de Direitos Humanos, continua a forçar uma alteração no Plano de modo a abrandar a possibilidade de se investigar os acusados de tortura no período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Como diria Gonzaguinha, “a dita anda dura mesmo com a Abertura”.

Diz-se que o governo estuda a possibilidade de excluir a expressão “repressão política”, que tanto intimida as Forças Aramadas há quase três décadas depois da Abertura. Um novo texto estaria sendo proposto por Nelson Jobim no qual a investigação dos direitos humanos na época da ditadura não especificaria se os investigados seriam militares ou da chamada esquerda.

Como não há declaração oficial, alguns dizem que o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi tende a aceitar essa proposta de alteração, mas são mais contundentes os que afirmam que Vannuchi não tergiversa uma vírgula do Plano aprovado e decretado, principalmente depois da entrevista que ele deu ao jornal Folha de São Paulo, onde afirma até a possibilidade de pedir demissão: “A minha demissão não é problema para o Brasil nem para a República, o que não posso admitir é transformarem o plano num monstrengo político único no planeta, sem respaldo da ONU nem da OEA”.

Assim, Nelson Jobim continua menos como ministro e mais como um infiltrado com objetivo fixo de boicotar os avanços possíveis do governo Lula no que diz respeito à real abertura dos famigerados arquivos da ditadura.

Acompanhando Gonzaguinha, a dita anda dura bem depois da Abertura.

A MEMÓRIA DE UM TEMPO ESTRANHO

Eu quero uma casa no campo. Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê.” Era o que eu escutava quando eu tinha os meus vinte e poucos anos, na década de 70. Eu gostava de Zé Rodrix. Não gostava de Guarabira e nem de Sá. Eram pernósticos. Queriam ser tomados por revolucionários, ‘posudos’ intelectuais. Comigo não. Eu era romântico, do tipo “Olha aqui, presta atenção, essa é a nossa canção. Vou cantá-la seja onde for, para nunca esquecer o nosso amor”. Eu era a própria paixão.

Como estudante universitário, só queria terminar meu curso e ser um profissional capaz de construir uma família feliz. Um pai de família indicando o caminho para meus filhos, do jeito que meu pai me ensinou, na graça de Deus, família e pátria. A trilogia de minha realidade. “Quem se opor a qualquer um dos três é uma anomalia, uma aberração, um comunista”, dizia meu pai. Eu acreditava. Jamais vi alguém duvidar dessa trindade.

Hoje, nesse domingo, aos 59 anos, aposentado, mais ainda trabalhando particularmente, visto que minha profissão permite, do alto da proteção desse prédio, nessa avenida ilustre, eu escuto a namorada de meu filho dedilhar o violão, cantando uma música de Belchior: “Se você vier me perguntar por onde andei, no tempo em que você sonhava. De olhos abertos lhe direi: ‘Amigo, eu me desesperava’.”

Há pouco, ouvi uma de minhas filhas, a que estuda advocacia, falar entusiasmada com a mãe, dizendo que o governo Lula está propondo um projeto para ser analisado no Congresso sobre os crimes hediondos no tempo da ditadura. O Plano Nacional de Diretos Humanos. Segundo minha filha, está havendo uma grande contestação pelos representantes das classes dominantes.

Estou com medo. Não deveria ter medo. Mas estou com medo. Eu queria que meu filho fosse um homem justo, mas nunca cantei uma música para ele como sua namorada está cantando. E ele a ama. Eu nunca falei para minha filha sobre ditadura no Brasil. Como jovem que fui, não podia. Eu queria uma “casa no campo”. Mas ela agora está envolvida com o Plano de Lula. E pelo muito que sei dela, não é uma simples fase de estudante. Vai passar. Não vai. Ela sempre foi honesta. Além de quê, ela é finalista.

Mas o meu medo não é um medo qualquer. O meu medo é a certeza que tenho que nenhum deles vai vir até aqui comigo, nessa varanda, no alto desse andar classe média, tomando “o meu uísque”, falar sobre os temas que os afetam. Esse, o meu medo. Saber que todo o meu futuro-presente não existe, porque foi assassinado no meu presente passado, quando eu só queria “uma casa no campo”, no tempo em que o Brasil se “desesperava”.

Esse, meu medo. Se agora não tenho importância para eles, é porque não tive um passado histórico que hoje pudesse servir de referência para me colocar junto com eles. Esse, meu medo. Não passar de um estranho nesse apartamento.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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