Arquivo para março \31\-04:00 2010

EDITAL DO CONCURSO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 001/2010

A Prefeitura Municipal de Manaus tornou público ontem o edital do concurso público para provimento de 862 vagas de nível médio e superior para diversas funções.

As inscrições vão de 5 a 23 de abril apenas via internet, no site da Fundação Conesul de Desenvolvimento, responsável pela realização do concurso.

http://www.conesul.org/

Para quem não tiver acesso a computador, há a alternativa de ir até o posto de atendimento da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério da Secretaria Municipal de Educação (antigo Centro de Formação), situado na rua Maceió, 2000 – sala 08, Parque Dez.

Para os cargos de nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 50 e, para os de nível superior, de R$ 70. Há ainda a possibilidade de solicitar a isenção se for o caso. Segundo o edital, a divulgação da lista de candidatos inscritos será feita a partir do dia 30 de abril.

Para os cargos de nível superior, o salário é, conforme a função de analista municipal, R$ 2.075,00. Para os cargos de nível médio, há o salário de R$ 1.245,00 (técnicos municipais) e R$ 900,00 (guardas metropolitanos).

O concurso constará de três etapas: 1) Prova de Conhecimentos Teóricos, que será realizada no dia 23 de maio, terá 80 questões no caso de ensino superior e 60 no de nível médio. O prazo para divulgação do gabarito é 11 de junho. 2) Comprovação dos Pré-requisitos. 3) Prova de Títulos.

Acrescente-se que para o cargo de guarda metropolitano haverá ainda a prova de aptidão física e psicológica, que tem caráter eliminatório.

Para quem tiver com dificuldade para baixar os documentos no site do Conesul, devido à grande quantidade de acesso, este bloguinho os disponibiliza nos links abaixo em pdf.

Concurso PMM 01-2010 Aviso

Concurso PMM 01-2010 Edital

CASSAÇÃO DE KASSAB DEVE SER MANTIDA, DIZ PROCURADORIA

Em parecer encaminhado à Justiça, a Procuradoria Regional Eleitoral do Estado de São Paulo recomendou que a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e de seu vice, Alda Marco Antônio (PMDB), seja mantida.

No mês de fevereiro, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Silveira, depois de acatar a denuncia do Ministério Publico Eleitoral (MPE), que acusou Kassab e Alda de receberem doações ilegais da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), de mais sete construtoras e do Banco Itau, cassou os dois por recebimento ilegal de doação na campanha eleitoral de 2008.

De acordo com a recomendação do procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, os dois cassados devem recorrer da decisão fora do cargo. A recomendação muda, também, a decisão da primeira instância que determinou a inelegibilidade dos dois por três anos. “Determinando-se, ademais, a imediata execução do julgado, no que tange à cassação do diploma expedido”.

Em fevereiro, logo depois de decretada a cassação dos dois, eles recorreram da cassação, e a Justiça Eleitoral acolheu o pedido de efeito suspensivo pedido pela defesa. E assim, a sentença ficou suspensa até a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

PROFESSORES PRETENDEM PLANO NACIONAL DE CARREIRA

Na Conferência Nacional de Educação (Conae), os movimentos sindicais dos professores depois de aprovarem um piso nacional para o magistério, discutiram a criação de planos nacionais de carreira.

Para Maria Izabel Noronha, conselheira nacional de educação e presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), é necessária uma mudança na política de ensino público porque a educação brasileira “está fragmentada e sem organicidade”.

Maria Izabel protestou contra a política de bônus implementada pelo governo de São Paulo e outros estados para premiar professores por bom desempenho, uma violência contra o professor e a educação.

Sobre os planos de carreiras, e da condição das disparidades salariais dos professores no Brasil, Maria Izabel comentou: “Os planos de carreira são bastante distintos, em alguns lugares eles nem existem. Com isso temos diferenciação muito grande de salários que geram duplicação de jornadas e colocam o professor em situação de vulnerabilidade social”.

A Conferência discutiu também a dificuldade da implantação da lei que determinou um piso nacional para professores da rede pública de ensino que se encontra sendo questionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por motivo de uma ação de inconstitucionalidade impetrada por cinco estados. Eles questionam a proposta que determina que 30% da carga horária do professor deve ser usada para planejamentos e estudos, e o pagamento do piso inicial de R$ 1.024. Os governadores querem incluir no piso os pagamentos das gratificações e outras bonificações para atingir o determinado pela lei.

Para José Ortolan, representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (UNDIME), a implantação do piso levaria à contratação de mais professores, mas sua entidade defende a implantação do piso em todo país.

Nós precisamos buscar uma solução jurídica e política para implantação do piso para todos trabalhadores da educação. Não há como melhorar o ensino se não recuperarmos o valor que tem a figura do professor, seja no seu salário ou nas condições de trabalho”, afirmou Ortolan.

Quanto à questão do piso, Ortolan argumentou: “O piso é remuneração inicial, se juntar tudo para transformar em piso você acaba não valorizando ninguém. Precisamos aguardar o posicionamento do STF sobre esta questão”.

FARC LIBERTAM MAIS ANTIGO REFÉM

Após entregar em Villavicencio, o soldado Josué Daniel Calvo, que estava há 11 meses em seu poder, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia entregaram ontem (30), em Florencia, seu mais antigo refém, o sargento Pablo Emílio Moncayo, há 12 anos feito prisioneiro.

Moncayo foi entregue a uma comissão formada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e pelo monsenhor Leonardo Gómez.

Ao descer do helicóptero, o sargento saudou a todos e foi abraçado pelos familiares, todos emocionados com o reencontro. Ele também não deu declarações à imprensa até então.

A senadora Piedad Córdoba informou à imprensa que a comissão fez duas paradas, uma de espera da entrega e outra onde a liberação foi feita. Segundo ela, alguns rebeldes queixaram-se nesta primeira parada de alguns sobrevoos de avião pela região. Na segunda parada, ficaram por mais de uma hora dentro do helicóptero enquanto o máximo comandante das Farc, Alfonso Cano, fazia um comunicado.

A mensagem dizia que “com este gesto unilateral, as Farc consideram que o caminho ficou aberto para a imediata troca de prisioneiros de guerra como única forma viável para que os prisioneiros que estão na selva voltem à liberdade, assim como os guerrilheiros prisioneiros nas masmorras da Colômbia e dos Estados Unidos”.

Desde as tentativas do próprio Manuel Marulanda, que sempre dava ênfase às condições que levaram à sua criação, houve muitos gestos das Farc em encerrar o conflito da guerrilha mais antiga da América do Sul contra o exército e principalmente grupos paramilitares na Colômbia. O principal empecilho foram sempre os presidentes que não aceitaram uma negociação, principalmente Uribe, que, surgido dos grandes cartéis do narcotráfico, tinha um dos pontos altos de sua popularidade na perseguição das Farc.

Com a impossibilidade de Uribe em concorrer para um terceiro mandato, talvez tenha início um diálogo para por fim aos conflitos na Colômbia.

CÂMARA APROVA APOSENTADORIA PARA DEFICIENTES

Em caráter urgente a Câmara dos Deputados aprovou ontem, dia 30, o requerimento para votação em regime de urgência o projeto de lei que reduz o tempo de contribuição para a aposentadoria de pessoas com deficiência pelo regime da previdência geral.

Do Projeto de Lei

De acordo com o projeto, o tempo de contribuição para a aposentadoria de pessoas com deficiência é reduzido de dez para três, de acordo com as condições físicas do trabalhador.

Desta forma, o tempo de contribuição do trabalhador, que poderá ser reduzido de três, seis e dez anos, vai depender de seu grau do situação física. Se é leve, moderada ou grave.

Pela nova medida, 100 mil trabalhadores serão beneficiados.

MAPA DA VIOLÊNCIA 2010 – ANATOMIA DOS HOMICÍDIOS NO BRASIL

Conforme o Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, divulgado ontem (30), em São Paulo, pelo Instituto Sangari, que analisou dados coletados entre os anos de 1997 e 2007, as maiores vítimas da violência no Brasil são os jovens de 15 a 24 anos, negros e pobres.

Segundo notícia na Agência Brasil, “só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país. O estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (-60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007”.

O estudo revelou também que a violência é muito maior entre os homens. “Em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.”

VITIMAÇÃO DE NEGROS E POBRES

Revelando uma forte presença de racismo, percebeu-se também que “morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193”.

Temos um personagem das vítimas que coincide no Brasil com quem os vitima. Vítimas e algozes compartilham da mesma estrutura. Quem é esse nosso personagem? É um jovem entre 15 e 24 anos, provavelmente na faixa de 20 a 23 [anos], morador de periferia urbana, pobre, de baixo índice educacional, homem, e que, por motivos culturais, fúteis e banais, mata o outro”, explicou à Agência Brasil o pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari.

Para ele, há um aspecto cultural na história de violência no Brasil e que é responsável pela matança da juventude do país. “[A matança de jovens] não é natural porque em metade dos países do mundo a taxa é de menos de um homicídio para cada 100 mil jovens. E nós temos 50. Ou seja, é cultural. Se fosse natural teria que estar em todos os países do mundo”, afirmou.

O sociólogo afirma ainda que a única forma de modificar esse quadro é remodelar e investir na educação. “Pela dimensão continental, penso que a nossa estratégia é notadamente educacional. A escola tem um papel muito grande, primeiro porque a própria escola é um foco de violência. E essa violência está, nesse momento, desestimulando os estudos”, disse ele.

ELIAKIM ARAUJO CONTA O QUANTO ARMANDO NOGUEIRA ANDOU ARMANDO PELA DIREITA DA TV GLOBO

Como jornalista, Armando Nogueira foi um excelente poeta e um prosista de texto refinado. Entrou no jornalismo da TV Globo em 1966, quando o golpe militar estava ainda fresquinho, e lá ficou até 1990, quando o novo presidente, Fernando Collor, convenceu Roberto Marinho a promover Alberico Souza Cruz ao posto máximo do jornalismo global, não que tivesse qualquer objeção a Armando, simplesmente porque precisava premiar o amigo Alberico que teve participação decisiva na edição do debate presidencial e ainda palpitou nos programas especiais que transformaram Collor no indômito “caçador de marajás”.

Armando não foi demitido, pior que isso, sofreu uma “capitis diminutio”. Foi “promovido” a assessor especial da presidência, o que a plebe chama carinhosamente de “aspone”. Dedicou-se então ao jornalismo esportivo, onde, aí sim, foi um verdadeiro mestre da palavra escrita e falada. Fui revê-lo anos mais tarde apresentando um programa de esportes num dos inúmeros canais a cabo da Globo.

De Armando, pessoalmente, guardo duas passagens. Eu estava há menos de um ano à frente do Jornal da Globo quando cruzamos no corredor onde ficava a redação do Globo Repórter. Ele me parou e disse: “olha, eu quero te cumprimentar porque desde Heron Domingues não aparecia aqui um apresentador como a mesma naturalidade dele”. Heron era o ícone de toda uma geração de telejornalistas e ser comparado a ele era um elogio e tanto que elevou meu ego às alturas. Hoje, honestamente, não sei se foi sincero ou apenas uma frase de efeito com a qual seduzia todos que estavam entrando no império global.

Doutra feita, estava eu no Eng, a sala da técnica que comanda a transmissão dos telejornais, quando alguém me chamou ao telefone. Era o Armando: “Tenho uma boa notícia para lhe dar, a partir de agora você vai passar a ganhar cinco mil cruzeiros por mês”. Entre surpreso e curioso, rebati de primeira: “e o que é que vocês vão querer em troca?” Armando ficou visivelmente decepcionado com minha reação, esperava talvez um emocionado agradecimento de quem ganhava dois mil reais. Ora, pensei naquele momento, onde já se viu um patrão mais que dobrar o salário do empregado sem um motivo especial? Depois se esclareceu que eu, e todos os demais apresentadores, perdiam ali o status de funcionários da Globo e passavam a Pessoa Jurídica com contrato de firma. Na época uma novidade, hoje uma prática comum no mercado televisivo.

Mas apesar de todas as virtudes de Armando, cantadas em prosa e verso nos depoimentos de personalidades das artes, da política e do jornalismo, não dá pra esquecer que ele esteve à frente do jornalismo mais comprometido do Brasil: o que foi praticado pela Globo durante os anos da ditadura militar. O JN era conhecido como “o porta-voz do regime”. As ordens que emanavam dos governos militares eram obedecidas sem questionamento. Não me lembro, sinceramente, de ter visto por parte dos profissionais da Globo alguma tentativa de desobediência ou de driblar a censura, como fez por exemplo o Jornal do Brasil, que saiu com aquela capa histórica no dia seguinte à decretação do AI-5, 13 de dezembro de 68, iludindo os militares fardados que ocuparam as redações assim que terminou a leitura do ato discricionário.

Eu estava na TV Globo durante o primeiro mandato de Leonel Brizola à frente do governo do Estado do Rio. Entrei em maio de 83, pouco depois da posse do novo governo, e o jornalismo da Globo passava por uma grave crise de credibilidade, com seus repórteres e carros ameaçados nas ruas pela população. Pesava sobre a emissora a acusação de, junto com a Proconsult, empresa contratada pelo TRE para apurar os votos da eleição direta para governador do Estado, em 1982, tentar fraudar o resultado para dar a vitória a Moreira Franco, o candidato do regime militar, apoiado pela família Marinho. Por engano ou má-fé, a emissora divulgava números que não refletiam a verdade da apuração.

Em 1984, no episódio das Diretas Já, onde atuei como narrador em off no comício da Candelária, no Rio, a postura da Globo foi a de ignorar por completo os movimentos populares que cresciam em todo país. Mas não bastava ignorar, era proibido usar a palavra “diretas” em qualquer situação, mesmo como notícia, contra ou a favor. Até que a pressão popular tornou-se irresístivel e a emissora foi obrigada a render-se ao apelo da população brasileira.

Em 1989, no segundo e último debate entre Collor e Lula nos estúdios da TV Bandeirantes, no Morumbi, quando eu tinha acabado de deixar a Globo e estava lá representando a Manchete, observei que Lula estava visivelmente cansado e abatido. Além do esforço da reta final da campanha, ele tinha sido acusado no programa de Collor por uma ex-namorada, Mirian, de tentar convencê-la a abortar uma criança (a filha dele, Lurian). Depois se soube que a estratégia (financeira) de colocar a enfermeira Mirian no foco da mídia a três dias da votação partiu de Leopoldo, o irmão de Collor e muito amigo dos Marinho. A família Collor é dona da emissora que retransmite a programação da Globo em Alagoas. Toda essa lembrança histórica é para dizer que Lula foi mal naquele segundo debate, mesmo assim a Globo, na edição da matéria, destacou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Os que têm boa memória hão de se lembrar da severa campanha do Jornal Nacional contra o então ministro da Justiça do governo Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, que ousou impedir a liberação de uma carga de equipamentos supostamente contrabandeados destinados à TV Globo.

Durante várias edições, o JN acusou o ministro de envolvimento no contrabando de pedras preciosas, no qual Abi-Ackel não teve, comprovou-se depois, nenhuma participação. Mas pouca gente lembra disso. É provável até que os jovens executivos da Globo “desconheçam” o fato ou, se souberem, contem uma história diferente. Armando Nogueira estava à frente do jornalismo em todos esses episódios nebulosos que narrei com absoluta fidelidade. De uma maneira ou de outra compactuou com esse tipo de jornalismo corporativo e subserviente.

Talvez tenha faltado em Armando a coragem de assumir sua responsabilidade como diretor de jornalismo da Globo que notoriamente era o braço da ditadura militar na mídia. Sua memória estaria resgatada para sempre se um dia ele tivesse contado toda a verdade, que apenas cumpria ordens que vinham do oitavo andar, mais precisamente da sala do Doutor Roberto. Armando, como eu e todos os que trabalharam na emissora nos anos de chumbo, fomos cúmplices do regime. Uns por total desinteresse político, outros por opção ideológica, outros ainda por necessidade profissional.

Deixo aqui minha homenagem ao Armando Nogueira, poeta, cronista e escritor de texto sensível. E um adjetivo que ainda não ouvi nos inúmeros depoimentos sobre ele: um sedutor irresistível.”

do Direto da Redação

Também o companheiro Joel Bueno, em seu blog, coloca algumas cenas patéticas (não no sentido do pathos grego, claro) protagonizadas pelo passivo “sedutor irresistível” Armando Nogueira.

“(…) Ele protagonizou um dos episódios mais patéticos da TV brasileira. Foi quando o Brizola foi à Globo, já vitorioso na eleição estadual, e denunciou a armação da emissora com o Proconsult. O Armando era diretor de jornalismo da Globo. O Brizola escrachou. O Armando Nogueira titubeou, gaguejou e finalmente chorou – ao vivo. Esta cena eles não passam agora, para a gente rever.”

* Ambos os textos foram fisgados a partir do blog do Nassif.

ENQUANTO ISSO, NA FLORESTA AMAZÔNICA…

PROTESTO “BOTA FORA” CONTRA SERRA

No dia 31 de março, amanhã, o governador do estado de São Paulo, José Serra, no momento em que estará deixando o cargo rumo à candidatura à Presidência da República, e consequentemente a mais uma derrota, ouvirá o retumbar de um mega protesto ecoando do vão livre do MASP, na Avenida Paulista realizado por 40 entidades de funcionários públicos. Será o “Bota Fora do Serra”, assim chamado pelos protestantes para expressar o total descontentamento da classe contra mais uma gestão do PSDB, em São Paulo, estado onde a direita legislativa e executiva mais prospera.

A organização do mega protesto da classe mais importante de uma democracia, já que o suporte, a estrutura e o cérebro das instituições do Estado está a cargo dos sindicalistas do Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, que é o fórum de negociação entre o funcionalismo público e o governo.

E para aumentar o retumbar da força do trabalhador público, às 14h do mesmo dia, no mesmo território livre, o Sindicato dos Professores de São Paulo (APEOESP) realizará uma assembleia para discutir os novos rumos da greve que já se estende desde o dia 8 de março. Para a professora Maria Izabel Noronha, presidente da APEOESP, o “Bota Fora do Serra” é uma manifestação independente do protesto dos professores. Uma demonstração de uso da liberdade de expressão para reivindicar melhoras para as profissões dos trabalhadores.

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (Sindsaude), Ângelo D’ Agostini, o protesto tem como objetivo mostrar a situação deplorável em que se encontra a classe dos funcionários públicos do Estado de São Paulo. “É um devedor nosso mostrar para a população que o servidor ganha um vale refeição de R$ 4 por dia”.

Acusados pela direita de realizarem uma manifestação com conotação política partidária, D’ Agostini contra-argumentou: “Nós não estamos indicando votos para ninguém”, afirmou.

Há um ponto que os protestantes devem se ater. Embora, no momento dos protestos Serra já não seja governador, é preciso não esquecer que a força da repressão estará de olho. Não tem Serra, mas tem o ex-comunista Goldman, seu substituto. E a violência contra a democracia de ex-comunista convertido a direitista é pior do que a de pastor que virou ateu.

BBB DA GLOBO DESPENCA ANTE A POTÊNCIA DEMOCRÁTICA

Dessa vez, não teve como a autoritária Globo segurar seu inútil Big Brother Brasil, com seu homofóbico participante. Uma decisão da Justiça Federal de São Paulo anunciada ontem, segunda-feira (29), obrigou o estúpido reality show “Big Brother Brasil 10” exibir ontem e até o último episódio um informe para esclarecer a população de como se contrai o vírus HIV.

Um homem transmite (o vírus HIV) para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”, foi a declaração estúpida do fascista participante Marcelo Dourado no dia 2 de fevereiro, a qual foi ao ar sete dias depois.

Como já dissemos neste bloguinho, nos últimos meses, diversos sítios, blogs e jornais alternativos, principalmente os que defendem causas LGBT, inclusive no exterior, denunciaram falas e situações homofóbicas no BBB10. Para este bloguinho, a homofobia de todos os BBBs é apenas um crime entre todos os cometidos pela Globo e pelo BBB. Entre eles, a censura à inteligência, a aceitação do óbvio e do ululante, a hipocrisia da opinião irracional, a relação anulada/anulante, a violência gratuita, a sexualidade banalizada, a superexposição das superfluidades.

Assim, tal qual a declaração do truculento e preconceituoso participante, a Globotária não tem, por despotismo e ausência epistemológica, qualquer capacidade de entendimento do que venha a ser “concessão pública”. Por isso, nada a declarar, a não ser judicialmente.

SEMED BLOQUEIA PAGAMENTO DOS PROFESSORES POR SER DESATUALIZADA

Atualizar no sentido filosófico seria pegar os elementos que ainda são virtuais e torna-los reais. Para que isto aconteça é necessário haver uma distinção do que no momento se constitue como real e o real que se vai atualizar. Se os elementos que existem no virtual não trás nada de novo ao real, este real petrificado vai continuar a se fazer realidade e não haverá atualização.

O real triste e desatualizado da SEMED

A Semed – Secretária Municipal de Educação é um orgão que mesmo que carregue novas possibilidades de criar outras idéias de educação, nunca consegue se atualizar pois os elementos virtuais são tão  duros, tão imóveis quanto a  própria realidade da instituição que nada tem haver com uma educação libertadora.

Dirigida pelo inescrupuloso Vicente Nogueira, sustou o pagamento de centenas de professores pelo fato de os mesmos não terem atualizados seus cadastrados no CENSO (uma espécie de banco de dados que deve ser atualizada anualmente). A situação em si se faz alarmante pois os professores e funcionários da Semed não foram comunicados da obrigatoriedade desta atualiazação e que se estão sem o direito de receber seu salário mensal mesmo tendo a frequencia (folha de ponto) em dia.

De acordo com informações que por aqui chegaram, os funcionários que se cadastrar até amanhã no setor pessoal da Semed – localizada a rua Recife -entrará em folha de pagamento extra e devem receber seu pagamento lá pelo dia 7 de abril. Isso é mais uma prova de que o prefeito Amazonino Mendes , cassado pela magnanima Juiza Maria Eunice Torres do Nascimento,   nos dá de sua incompetência, onde vem tratando com castigo e punição os trabalhadores da área da educação. Este boicote sugere que a prefeitura da cidade de Manaus vem segurando dinheiro em caixas públicos para encherem bolsos de terceiros.

Belo exemplo esse de educação !¿ E ainda se diz que está transformando a cidade!¿ Para que o real seja outro somente criando outras formas de governo e entendimento.

RICKY MARTIN ASSUME O MUNDO GAY

foto: http://www.rickymartin.com.br/

O cantor porto-riquenho Ricky Martin, conhecido pelas calientes baladas amorosas, assumiu ontem em seu site que é gay.

Segundo ele, o motivo que o levou, depois de anos de angústia em não assumir publicamente sua homossexualidade, ele resolveu assim porque está escrevendo sua biografia, que está fazendo-o passar por um tempo de “purificação, aceitação e desprendimento”.

De nossa parte nenhuma surpresa, já que o Mundo é Gay e assim…

Aí vai, em português, o texto que Ricky colocou no seu site que foi publicado originalmente em espanhol e inglês.

“Nos últimos meses me dei a tarefa de escrever minhas memórias. Um projeto que sabia que seria verdadeiramente importante porque desde que escrevi a primeira frase me dei conta que isso me ajudaria a me libertar de coisas que vinha carregando há muito tempo. Coisas que pesavam demais. Escrevendo esse minucioso inventário da minha vida, me aproximei da minha verdade. E isso é para ser celebrado.

Se existe um lugar que me satisfaz porque estremece minhas emoções, é o palco, é o meu vício. A música, o espetáculo, o aplauso, estar frente a um público me faz sentir que sou capaz de qualquer coisa. É um tipo de adrenalina e euforia que não quero que deixe de correr por minhas veias jamais. Se vocês, o público, me permitem, espero seguir nos palcos por muitos anos. Mas hoje a serenidade me leva a um lugar especial, de reflexão, compreensão e muita iluminação. Me sinto livre! E quero compartilhar isso!

Muita gente me disse que não era importante fazer isso, que não valia a pena, que tudo o que trabalhei e tudo o que havia conquistado entraria em colapso. Que muitos nesse mundo não estariam preparados para aceitar a minha verdade, a minha natureza. E como esses conselhos vinham de pessoas que amo loucamente, decidi ir adiante com minha “quase verdade”. Foi péssimo. Me deixar seduzir pelo medo foi uma verdadeira sabotagem a minha vida. Hoje me responsabilizo por completo por todas as minhas decisões e todas as minhas ações.

E se me perguntam no dia de hoje: Ricky, o que você teme? Eu responderia: o sangue que corre pelas ruas dos países em guerra, a escravidão sexual infantil, o terrorismo, o cinismo, alguns homens que estão no poder, o rapto da fé. Mas medo de minha natureza, da minha verdade? Não mais! Ao contrário, elas me dão valor e firmeza. Justamente o que preciso para mim e para os meus, ainda mais agora que sou pai de duas criaturas que são seres de luz. Tenho de estar à altura deles. Seguir vivendo com fiz até hoje seria apagar indiretamente esse brilho com o qual meus filhos nasceram. Basta! As coisas precisam mudar! Estou certo que não imaginava que isso não se passaria há cinco anos, nem há10 anos. Hoje é meu dia, este é meu tempo, meu momento.

O que vai acontecer de agora em diante? Quem sabe? Só posso me focar no que estou vivendo agora. Esses anos de silêncio e reflexão me fortaleceram e me fizeram lembrar que o amor vive dentro de mim, que a aceitação se encontra no meu interior, e que só a verdade traz calma. Hoje, para mim, o significado da felicidade toma outra dimensão.

Foi um processo muito intenso, angustiante e doloroso, mas também libertador. Juro que cada palavra que estão lendo aqui é fruto de amor, purificação, aceitação e desprendimento. Que escrever essas linhas me faz me aproximar da minha paz interna, parte vital da minha evolução. Hoje aceito a minha homossexualidade como um presente que a vida me dá. Me sinto orgulhoso de ser quem eu sou!”

CONFERÊNCIA DISCUTE PROJETO DE ESCOLA PARA O PAÍS

A Conferência Nacional de Educação (Conae), que está acontecendo em Brasília, e vai até quinta-feira, pretende discutir entre outros temas o maior investimento na educação. Para isso, vai analisar e discutir uma proposta para que seja aplicado na política educacional do Ensino Público 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Todavia, para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, que participou do colóquio sobre a ampliação da obrigatoriedade do ensino que dispõe que as crianças a partir de 2016, entrarão na escola aos 4 anos e só sairão aos 17, depois de concluírem o ensino médio, é preciso primeiramente se discutir “qual é o projeto de escola para o país”. No entendimento de Pilar, a escola de hoje não tende às necessidades das gerações que se encontram no processo educacional. “É uma escola anacrônica para crianças e jovens digitais”. Precisa de uma total reforma.

Você precisa mudar a formação de professores, os equipamentos das escolas, as diretrizes curriculares”, disse Pilar. Segundo ela, financiamento maior é importante, mas não resolvem o problema do ensino público sozinho. “Não há soluções simples para problemas complexos”, completou.

SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO NO BRASIL É FALHO

No segundo dia da Conferência Nacional da Educação (Conae), especialistas em educação, participando de um colóquio sobre o sistema de avaliação do ensino brasileiro, afirmaram que o sistema atual é falho.

O professor Luiz Carlos Freitas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), se opôs aos modelos de avaliação que criam rankings de escolas e políticas de pagamento de bônus para professores classificados com melhor desempenho. Para ele, as avaliações não observam o contexto social e as condições econômicas dos alunos e das escolas, que influenciam fortemente na atuação dos alunos. As avaliações em larga escala como a Prova Brasil, o Enem e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), terminam “apontando um canhão para escola”.

Já o ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reinaldo Fernandes, disse, defendendo os mecanismos de avaliação atual que o que falta é um novo aprimoramento.

Há razões e razões para que as coisas não funcionem na escola e é só nas planilhas que ela são assim claras e transparentes. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta um resultado, mas ele não pode dizer porque aquilo aconteceu, é querer demais de um índice. Um termômetro mede a febre, mas não pode dizer qual é a causa”. Ao definir metas e universalizar alguns exames que antes eram feitos por amostragem, para Reinaldo, o sistema nacional de avaliação “avançou muito”.

ABGLT NA CONAE – JORNAL PARA CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Enviado por Toni Reis, presidente da ABGLT.

Pessoal, em anexo o jornal informativo da ABGLT que distribuiremos na I Conferência Nacional de Educação, que será realizada em Brasília nos dias 28 de março a 01 de abril de 2010. Vide http://conae.mec.gov.br/, da qual a ABGLT é parceira.

Gostaria de agradecer Igor, presidente do CEPAC, que coordenou o trabalho de elaboração do jornal, assim como todas as pessoas que ajudaram nesta empreitada.

Agradecer o apoio da Aliança Paranaense LGBT, que assumiu os custos da edição.

Um abraço e boa leitura.

Toni Reis
Presidente da
ABGLT

TORTURA E MORTES NAS PRISÕES E DESPEJO FORÇADO NO MARANHÃO

O ouvidor nacional da Secretaria de Direitos Humanos, Ferminio Fechio, foi a São Luís (MA) verificar a denúncia de tortura e morte nas prisões do Maranhão.

Segundo informação na Agência Brasil, os dados apresentados ontem (29) pela manhã, em audiência na Assembleia Legislativa do Maranhão, dão conta de cinco episódios de tortura em presídios em 2008 e mais doze casos em 2009. Os dados ainda apontam que 20 pessoas foram mortas em unidades prisionais em 2008; 16, em 2009; e duas, este ano.

À tarde, o ouvidor reuniu-se com Luís Antônio Pedrosa, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Maranhão, e que relatou que além das torturas e mortes ocorridas nos presídios do estado, há também um número muito alto de mortes durante as operações policiais: “Há uma orientação conservadora de tolerância zero. Isso fortalece a visão que é preciso agir com rigor”, disse.

IMPUNIDADE PARA O CRIME IMPRESCRITÍVEL

Segundo o ouvidor de Segurança Pública do estado, José Ribamar Araújo, autor da denúncia junto ao ouvidor nacional, o principal motivo do crescimento das torturas e mortes é a impunidade. Para ele, falta uma presença mais atuante do Ministério Público e da Justiça, que acaba “transformando um crime que é imprescritível em crime impune”.

O ouvidor maranhense fez relato de vários casos conhecidos, entre eles o de uma execução ocorrida em uma delegacia “na qual, em 12 horas, os presos de uma gangue rival serraram a cela da vítima até capturá-la e assassiná-la”. “Algumas vezes a omissão de socorro é uma conivência clara e manifesta”, avaliou ele, acrescentando as precárias condições das unidades prisionais do Maranhão, assim como em outros estados, “onde há superlotação, delegacias servindo de presídio, violência dos detentos, violência contra os detentos, conivência de policiais e agentes carcerários e omissão do Poder Público”.

DESPEJOS FORÇADOS E COM AJUDA DE MILÍCIAS

José Ribamar Araújo denunciou também a realização de despejos forçados tanto na cidade quanto nas áreas rurais levados a cabo por policiais, que são constantemente auxiliados por milícias particulares. Outra denúncia feita pelo ouvidor maranhense é a de que a polícia tem forçado despejos em cidades e no meio rural, e conta com ajuda de milícias particulares. “Existe um cumprimento crescente de liminares sob a máxima que ‘lei não se discute, se cumpre’. O problema é que muitos cumprimentos de liminares se dão com desvio de conduta. Boa parte das ações de despejo são apoiadas por milícias particulares, segurança privada e pistoleiros”, alertou.

Segundo ele, “a ordem liminar de despejo ocorre sem que os juízes visitem as áreas”, e citou casos ocorridos nas áreas de quilombolas no sul do Maranhão e também nas cidades, como um ocorrido na Vila Bob Kennedy, em São Luís, que foi autorizado por uma juíza parente de uma das partes interessada. “Só depois do despejo ela [juíza] se declarou impedida.”

Por esses motivos, José Ribamar Araújo fez as denúncias e levou ao Maranhão o ouvidor nacional da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fecchio, e o ouvidor substituto do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Thiago Machado. Segundo a Agência Brasil, o ouvidor maranhense espera que seus colegas de Brasília “ajudem no monitoramento do processo de denúncia, formalização e de responsabilização do Poder Público em todas as instâncias”.

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas almas

£ A Conferência Nacional da Educação (Conae) que começou ontem, dia 28, em Brasília, com duração de uma semana, e que conta com a participação de gestores, acadêmicos, profissionais da educação e representantes dos movimentos sociais, compreendendo mais de 3 mil participantes, vai discutir e traçar as diretrizes do Plano Nacional da Educação para orientar os investimentos na educação e as prioridades do pais nessa área principal de uma sociedade.

A Conferência Nacional da Educação é mais uma das práxis políticas do governo Lula que direciona as produções sociais para a democratização do Brasil com a participação direta dos profissionais das áreas específicas. Um modo de colocar em cada membro das instituições a responsabilidade pelos agenciamentos de seus seguimentos particulares.

£ Diante das notícias internacionais que vêm  acusando a igreja católica de prática e conivência com a pedofilia, o sacerdote exorcista  Gabriele Amorth, 85 anos, afirmou à rede de TV News Mediaset, “que não existe dúvida” que os ataques contra o Papa Bento XVI, “são sugestões do Satanás”, por ser “um Papa maravilhoso, digno de ser sucessor de João Paulo 2°”.

Só que o bom exorcista esqueceu de dizer para a sociedade se o irmão do Papa, e o próprio Papa, estavam satanizados nos momentos em que batiam nos meninos de suas paróquias, como eles mesmos confessaram. Violência inaceitável em um religioso que é só o bem, e não o mal ‘satânico’

Com sua declaração o sacerdote exorcista, para livrar sua Santidade de acusações por atos que são contra os mandamentos ensinados pela igreja, faz uso das mesmas armas que inventaram: jogam tudo para o fictício Satanás. Saída fácil.

£ O cineasta argentino Juan José Campanella, depois de sujar sua biografia ao ser premiado pelo Oscar 2010, como o melhor filme estrangeiro “O Segredo dos Seus Olhos”, pretende dirigir uma minissérie sobre ditaduras.

É um dos meus sonhos fazer uma grande minissérie sobre os anos 1970. Eu gostaria. Mas infelizmente na Argentina as feridas ainda estão abertas”, afirmou Campanella.

As feridas da ditadura Argentina podem até cicatrizar depois que a Justiça se solidifique com a condenação de todos os envolvidos nas mais atrozes das perversidades praticadas pelos militares contra a população, mas o que é impossível, é que a ferida de Campanella, por ter sido ganhador do Oscar, venha a se fechar.

£ O funcionário da reacionária Folha de São Paulo, um dos braços armados da mídia seqüelada, Kennedy Alencar, com sua inteligência peculiar sempre a favor da direita, afirmou que 58% dos eleitores sabem que Dilma é candidata do presidente Lula, o que mostra que não vai haver mais transferência de votos de Lula para sua candidata, mas que “em avaliação mais inteligente pode-se dizer que já houve uma primeira onda de transferência do prestígio de Lula para Dilma e há forte possibilidade de haver uma segunda onda, que se confirmada, poderá levar a petista à liderança”.

Essa é a pauta do jornalista doido. Sem samba. Tudo que o ianque, Kennedy, escreve sobre o governo Lula e seus companheiros, é sempre a demonstração de que Deus, em sua grande sabedoria, criou, para testar a democracia, um número imenso de entes supérfluos.

£ O número de participantes da campanha pela internet, entre eles o escritor Mário Vargas Lhosa, amigo de Fernando Henrique, que pede a libertação incondicional dos presos políticos no regime socialista cubano, que chega a 39 mil,  aumentou. Agora conta com as participações do escritor italiano, autor de Gomorra, Roberto Saviano e da atriz Argentina Nacha Guevara.

Mas a pergunta que se faz em Cuba é se a campanha vai se estender, também, para libertação dos presos cubanos que são humilhados nos guetos de Miami.

£ Noticiam, os chamados críticos de teatro – principalmente os comerciais – que o Festival de Teatro de Curitiba vem nos últimos anos perdendo sua força como um dos maiores festivais da arte grega no Brasil.

É fácil entender porque o Festival de Teatro de Curitiba vem perdendo sua potência dionisíaca. O Carro de Téspis atolou na lama do capitalismo do teatro das  produções comerciais que nos últimos anos passou a predominar na cena paranaense do Festival. Principalmente das companhias de São Paulo e Rio de Janeiro, que fazem um teatro gástrico. Um teatro para embalar bocejos da burguesia acéfala, como dizia Brecht. O contrário do tragos (bode em grego, de onde saiu o termo tragédia e sua potência dramática) que o concebeu.

£ O PSDB, partido frente ampla da direita brasileira, juntamente com seu co-irmão DEM, vai lançar, agora em abril, a candidatura de Serra para Presidência da República. De acordo com seu presidente, Sérgio Guerra, entre os convidados para discursarem não se encontra o nome do príncipe dos sociólogos, banido da nobreza política, Fernando Henrique. O motivo é mais que óbvio. Ninguém quer  Fernando por perto. Ele é considerado pela própria direita geral do Brasil, e, principalmente, seu partido, como o tira votos.

Sabedor do fato dispensador do ‘príncipe’, o senador “Orgulho do Amazonas”, Arthur 5,5% Neto, se postou contrário à decisão. Disse que o ‘príncipe’ deveria ser convidado a discursar ”pela figura que representa”.

Pela primeira vez Arthur 5,5% Neto, acertou. Fernando Henrique é uma figura. Não descola do fundo.

£ Enquanto o Flamengo mostrou, ganhando do América – sem Romário nas duas equipes – por 2X1, a pobreza do futebol carioca, o Vasco, que já se encontrava quase fora da disputa das semifinais do chamado campeonato, ao vencer a equipe pó de arroz por 3X0, conseguiu levantar esperança para disputar junto com as outras três equipes cariocas que celebram a dor do futebol fúnebre do Rio de Janeiro, o título do pior dos piores.

GOVERNO LULA BATE RECORDE. E DAÍ? JÁ É VÍCIO!

Na altura do governo Lula, todo dado de pesquisa que aponta o crescimento de seu governo, já é redundância. Foi sempre assim durante todos esses sete anos passados. É só recorde por cima de recorde. Tornou-se vício. Talvez, o próprio Lula, nem se importe mais.

Agora, o que importa é Dilma. É Dilma, e os olhos e a inteligência nas tramas da direita que durante anos não descansa em sua força ditatorial. A pesquisa Datafolha, mostra como funciona. Regiões que, em poucos dias atrás, Dilma tinha uma preferência equilibrada, como no Sul, que guarda grande rancor contra o PT, ela aparece em queda vertiginosa, e Serra em grande ascensão. Sem contar que dias antes a CNI/IBOPE havia mostrado a queda de Serra, e a subida de Dilma, em quase empate técnico. Também, sem contar, que na segunda-feira passada, os quatro representantes dos institutos de pesquisa, Sensus, Vox Populli, Ibope e a própria Datafolha, haviam afirmado que Dilma ganharia às eleições já no primeiro turno. Sabe-se que pesquisa não é infalível, mas a desproporção do Datafolha salta como inaceitável até para o mais tolo dos incautos. Pois é esse tipo de trama que importa.

Enquanto isso, em  pesquisa publicada hoje, dia 28, em jornal do Rio de Janeiro, Dilma aparece na frente de Serra.  O que mostra, em particularidade, que o Datafolha, é desproporcional, ainda mais quando ele mostra que os  eleitores de Lula estão debandando para  Serra. Inclusive os mais pobres.

Se o jornal Folha de São Paulo não fosse a mídia retrógada que se conhece, e abertamente contra o PT e Lula, até que não se levantaria suspeita sobre suas opiniões, mas a Folha tem histórico de inimiga da democracia.  Nisso, a desconfiança sobre suas pesquisas.

GLAMOUR AMBIENTALISTA DE MANAUS

O filósofo Pascal disse que um Eu que odeia não pode pretender o amor. Um Eu que odeia não pode pretender Deus. Nesse mesmo sucedâneo afetivo da dor que pretende ver o seu contrário, o filósofo Clément Rosset, diz que há um tipo de bobagem quando um sujeito, diante dos outros, pretende se passar como alguém inteligente acima do que é.

Observando as considerações festivas – no sentido pejorativo de festa – de personagens que participam do evento em Manaus, do alcunhado Fórum Internacional de Sustentabilidade, pode-se encontrar explicitamente as enunciações dos filósofos Pascal e Rosset.

Com Pascal se observa o efeito de uma ordem muito bem endurecida no EU (Nietzsche). Olhos que antes de experimentarem a Natureza, já a tinham como representação em suas consciências por força do imperativo do ouvir falar. “Meu, filho, isto é uma árvore!” Ou, “A Natureza é bela, devemos preservá-la”! Uma moral saída de uma enunciação mística. E não de se ter visto a árvore. E não: “Eu vi uma árvore”. O que levaria o Eu posicionar-se reflexivamente sobre a idéia de árvore, produto de uma experiência saída de uma relação com a matéria, como falou o filósofo Marx. No caso do ouvir falar, ambientalismo é mera abstração.

Com Clément Rosset, a bobagem de segundo grau, surge no momento em que, ao não perceberem o Real-Amazônia, os personagens do tal Fórum, criam um duplo, produzido pelos seus graus irrisórios de inteligência, e tentam se mostrar como profetas futuristas, onde só eles podem interpretar a voz da Amazônia, e traduzi-la para os ‘primitivos’ fiéis.

Nessa ordem, onde o ambientalismo amazônico inexiste, mas predomina o ambientalismo do glamour ecológico do discurso neo-liberal do capitalismo, a festividade rege o salão. Daí, que entre o farfalhar do frisson se pode ver e ouvir, heróis combatentes dos inimigos da Amazônia. Governador do Amazonas Eduardo Braga, auto-intitulado ecólogo por excelência, teluricamente excitadíssimo, por acreditar que se encontrava entre os maiores sábios do ambientalismo internacional; ‘cineasta’ Cameron, o ‘espetaculoso’, crente que Avatar – um filme onde a Natureza é de isopor-virtual, com os principais signos da filmografia capitalista de consumo -, é um filme de defesa ambiental. Um alerta contra o holocausto-ecológico, sedução tamanha que fez com que o governador Eduardo Braga, pedisse que ele fizesse Avatar II, no Amazonas, sem saber que Avatar não tem nada de natural, só o ‘natural’ dos sentidos – ver e ouvir – capitalizados; empresário confiante, para quem a política ambientalista é a proibição do uso de copos de plástico em Shows; cientista, com 40 anos de Brasil, muitos deles na Amazônia, para quem o marquetizado Bolsa Floresta – saído da visão ficcional de Amazônia do governo Eduardo Braga -, tem fundamental importância para salvação do ambiente amazônico. Sem deixar de contar com a embasbacada imprensa servil do Amazonas. Como no caso dominical, do jornal A Critica, que, talvez, para coroar o “êxito”, do mágico Fórum, publicou, em primeira página, um caricatural festival de bocas – seqüência de seis fotos (o fotógrafo merece aumento de salário, é talentoso profissional) – do governador Eduardo Braga. Ou, a pedagogia-‘bocal’, para se aprender como ser um político ecologicamente de sucesso. Ou ainda, “as mil bocas de Eduardo”.

No mais no Fórum, só deu Pascal e Clément Rosset.

RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO DA SUSAM 2010

Depois de muita espera, a Secretária de Estado da Saúde – SUSAM publicou hoje no Diário Oficial do Estado o resultado do Processo Seletivo SUSAM 2010.

Apesar de publicado hoje, desde seu anúncio, este processo seletivo vem sofrendo intervenções judiciais, que inclusive estão em andamento. No entanto, os aprovados nessa listagem deverão buscar seus direitos de posse.

Então, parabéns para os aprovados! Que venham cumprir sua função pública de forma a democratizar a saúde nos hospitais públicos no Amazonas.

Clique no link para acessar a lista dos aprovados.

Lista dos classificados no processo seletivo da Susam 2010


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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