Arquivo para 8 de abril de 2010

VOTAÇÃO DO FICHA LIMPA SÓ NO COMEÇO DE MAIO

Foi uma verdadeira frustração causada pela Câmara dos Deputados nas entidades envolvidas com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que estiveram presente na Câmara para protestar e forçar a votação, ao adiar a votação do anteprojeto Ficha Limpa para o começo de maio. O anteprojeto será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ser apreciado antes de ser levado à votação em plenário. Uma forma de preterir a votação. Um recurso que, segundo os reacionários da oposição, é comandado pelos representantes do governo federal que não querem que o anteprojeto seja votado para não entrar em vigor ainda nas eleições desse ano. É a oposição se auto-livrando de várias acusações de corrupção. Sai na frente no ataque para melhor se defender e impedir a suspeita. Pobre tentativa infrutífera.

O texto do anteprojeto que foi criado pelo povo brasileiro, saído de mais de 1,6 milhão de assinaturas, proíbe pessoas condenadas em primeira instância por um colegiado de juízes a se candidatarem a cargos eletivos no Legislativo e Executivo.

É uma decepção. Nós percebemos que cada vez mais o tempo fica estreito para que o projeto possa ser aprovado para valer ainda nesse ano”, disse Dom Dimas, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Dimas disse também que vai forçar o Senado para o projeto ser votado rapidamente. “Tudo que for possível fazer para que a ética prevaleça na política nós vamos apoiar”.

Para Dom Dimas, mesmo que o projeto seja votado, mas não entre em vigor nesse ano de eleição, ele tem um cunho educativo, pois os nomes dos parlamentares que votaram contra vão ser divulgados para que o eleitor saiba quem está em conivência com a corrupção eleitoral.

Para Marlon Reis, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores Eleitorais, está havendo um desconhecimento por parte dos políticos quanto ao anteprojeto. “Há uma incompreensão política de uma parte dos deputados. Marlon disse que o anteprojeto não é contrário à atividade política, “ele está buscando o resgate da atividade política, ele vem engrandecer a imagem do Congresso e dos próprios políticos”.

Já Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que também esteve na Câmara, disse: “Lamentamos que isso tenha acontecido e esperamos que a Câmara vote a matéria o quanto antes”.

ZÉ CELSO RECEBE NO OFICINA COM “O BANQUETE” A COMISSÃO DE ANISTIA DO MJ

http://teatroficina.uol.com.br/images/

O teatrólogo, ator, cantor, compositor, coreógrafo, ex-preso político torturado e exilado pelo regime militar, Zé Celso Martinez Correa, recebeu ontem, dia 7, no Teatro Oficina, em São Paulo, a 35ª Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, responsável pela análise dos processos das pessoas que foram presas, torturadas e exiladas, no período da ditadura que dominou o Brasil de 1964 a 1985.

Zé Celso, que em 8 de dezembro de 2004, entrou com pedido de “indenização por prejuízos causados pela ditadura militar” na Comissão de Anistia, recebeu os membros da Comissão com seu espetáculo criativo, instigante e combativo, “O Banquete”, fazendo com que todos participassem da ficção teatral tornada realismo.

Foi um verdadeiro banquete, onde as cenas do espetáculo se fundiram com os anseios pela busca da verdade que o Brasil precisa. Um banquete do amor pela democracia.

RECALCAR PARA PODER SOBREVIVER E VIVER DE NOVO

Zé Celso

Por muitos anos tentei recalcar para sobreviver e viver de novo os danos causados pela ditadura no meu corpo, na minha alma, no meu trabalho profissional e no de minha criação o que vale também para o corpo físico do Teatro Oficina. Posso afirmar que a ditadura operou sobre mim e o Oficina o que Glauber Rocha chamava de assassinato cultural. E eu e o teatro fomos assassinados socialmente. Muitos achavam mesmo que eu tinha morrido, me apontavam como vítima que a ditadura tinha eliminado, consideravam que eu e o teatro não teríamos mais uma segunda vida. Foram 15 anos enormes para provar a mim mesmo que eu estava vivo de novo. Não falava quase nada em tortura ou repressão, somente através de atos teatrais. Reaberto o teatro, foram mais de dez anos de muito sucesso para provar que nós tínhamos ressuscitado.”

APOSENTADOS PODEM TER AUMENTO DE 7,7%

Os aposentados que ganham mais de um salário mínimo podem ter um aumento de 7,7%, foi o que afirmou o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), que apresentou uma proposta de aumento juntamente com deputados e senadores aliados de 7,7%, diferente da do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), relator da Medida Provisória (MP) 475, responsável pelos reajustes dos aposentados em 6,14%, e que defende a proposta de aumento de 7%.

Jucá, cuja proposta é defendida pelos aliados e entidades sindicais, disse acreditar que o governo federal não vai se opor ao percentual do aumento, e que vai conversar com o ministro da economia.

Acho que será possível fechar esse entendimento, porque todos sabem o que o governo Lula tem feito para aumentar o poder aquisitivo da população e dos aposentados”, disse o senador.

Entretanto, combatendo a proposta defendida por Jucá e as entidades sindicais, o deputado Vaccarezza afirma que a orientação do governo é chegar até 7%. Segundo ele, a votação deve ocorrer na próxima semana para depois ser encaminhada para o Senado.

Se não tiver acordo em torno do 7% vou manter no relatório da MP os 6,14% de reajuste. Eu sigo a orientação do presidente Lula. Não é porque tem eleição que vamos fazer a farra do boi”, afirmou o deputado.

O reajuste de 7% defendido pelo deputado Vaccarezza é retirado do resultado da correção do salário pela inflação mais 67,23% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. A proposta do governos na MP é a inflação mais 50% do PIB para quem ganha mais de um salário mínimo.

RELATÓRIO PARTICIPAÇÃO DA ABGLT NA CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

relatório enviado pela ABGLT

1. Considerações Gerais

O movimento LGBT se fez presente na Conferência Nacional de Educação (Conae) por meio de 10 delegados/as que foram indicados pela ABGLT por solicitação do MEC e também por meio de diversos/as ativistas que foram eleitos em seus Estados de origem. Somando-se os aguerridos companheiros do Grupo Elos (DF) que se encarregaram do estande mais colorido e badalado do evento, éramos de 25 militantes.

Como apoiadora nacional da Conae, a ABGLT atuou como articuladora de toda a delegação, além de mobilizar os demais movimentos sociais para aprovação das demandas pautadas pelos LGBTs durante as etapas preparatórias.

A mobilização resultou na aprovação de três moções de apoio assinada por 614 delegados e 20 organizações nacionais. As moções solicitaram apoio para o uso do nome social das travestis e transexuais no ambiente escolar, para a implementação de políticas públicas de enfrentamento à homofobia na escola e apoio para a aprovação PLC 122.

A articulação com o movimento negro e indígena, o movimento de luta pela escola inclusiva, o movimento de luta pela educação no campo e pela educação ambiental e, principalmente, o movimento de mulheres permitiu a aprovação das propostas apontadas como prioritárias ligadas à diversidade sexual e gênero, incluídas no Eixo VI do Documento Final (ver propostas aprovadas abaixo).

Vale dizer que só conseguimos estas vitórias, devido ao trânsito que a temática LGBT tem alcançado nos movimentos sociais, desta forma, a colaboração e articulação política que operamos com o movimento negro, movimento sem terra, UNE, UBES e outras entidades históricas nesta Conferencia reflete que a bandeira da luta contra a homofobia já é ponto pacífico na luta por uma sociedade mais justa e que devemos ocupar espaços de protagonistas.” (Ricardo Santana – BA)

A ABGLT participou do Colóquio sobre Diversidade, Gênero e Educação, pautando o debate sobre as demandas LGBTs no contexto da escola e sugerindo estratégias para combate à homofobia de estudantes e profissionais de educação LGBTs. O Colóquio contou com a presença de Toni Reis, presidente da ABGLT, a pesquisadora e feminista Lúcia Rincón (PUC/GO) e Claudia Ribeiro (Universidade Federal de Lavras).

Como organizadora de uma das mesas temáticas da Conferência, a ABGLT coordenou o debate sobre o Projeto Escola sem Homofobia. Participaram da mesa representantes das organizações parceiras da ABGLT no projeto (Reprolatina, Ecos Comunicação e Sexualidade e PATHFINDER do Brasil), a senadora Fátima Cleide (PT-RO), a coordenadora geral de políticas para LGBTs da Secretária Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Mitchelle Meira; conselheiros e representantes de secretarias estaduais de educação e Ministério da Educação.

Na mesa, foram apresentadas ações do projeto e os resultados preliminares da pesquisa coordenada pela Reprolatina sobre o cenário de homofobia nas escolas públicas. Além disso, a ECOS apresentou os materiais que devem compor um Kit produzido pelo Projeto Escola sem Homofobia para orientar professores no debate sobre o tema.

Na avaliação dos participantes, o projeto teve boa receptividade. Duas secretarias estaduais de educação (Bahia e Paraná) se comprometeram com a divulgação e uso do material, que será enviado a sei mil escolas públicas de todo país. Entre as questões levantadas no debate, está o desafio de ampliar o projeto para outras escolas e instituí-lo como política pública.

2. Delegação LGBT na CONAE

A delegação LGBT na Conferência Nacional de Educação foi representada por 10 delegados, que participaram das etapas preparatórias nos municípios e estados. São eles:

Alcemir Freire (PB); Negra Cris (BA); Fabrício Lima (SC); José Adriano de Souza (RO); Lula Ramires (SP); Rafaelly Wiest (PR); Ricardo Santana (BA); Antonio Sardinha (SP); Toni Reis (PR); Adriana Sales (MT); Clóvis Arantes (MT).

3. Ativistas e organizações colaboradores

Além dos delegados, o movimento LGBT na Conferência Nacional de Educação contou com ativistas eleitos como delegados por outros segmentos representativos e organizações parceiras que enviaram representantes para colaborar na articulação e mobilização.

Delegados LGBTs; Daniel Arruda (UFMG); Lohana (SE), Everlei Martins (RS).

Representantes do Grupo Elos (DF): Sergio Nascimento, Evaldo AMorin, Lenne Evangelista, Minny Medeiros, Odirley Rodrigues.

Organizações LGBTs colaboradoras – ACOS – Ações Cidadãs em Orientação Sexual ; Grupo Amizade LGBT do Gama/DF e Entorno Integração – Grupo LGBTS do Recanto das Emas; GLIF – Grupo da Liberdade, Igualdade e Fraternidade LGBT do Paranoá. Grupo Corsa (SP); Grupo Dignidade (PR); Projeto Educação sem Homofobia (Nuh/UFMG).

4. ABGLT organiza stand para divulgação das propostas do movimento LGBT

Os delegados presentes na Conferencia tinham o primeiro contato com a temática da diversidade sexual no animado e visitado Stand LGBT que o Grupo Ellos-DF organizou. Foi ali que pudemos constatar a carência de informação que os professores do Brasil tem a acerca da temática. O Jornal produzido pela ABGLT e o Manual de Comunicação LGBT foi bastante requisitado pelos participantes. Muitas perguntas e dúvidas eram apresentadas a todas nós, também muitos professores e professoras assumiam sua sexualidade abertamente, o que comprova o grande desafio que temos pela frente. O Stand LGBT da CONAE foi estratégico para que o segundo passo fosse dado. Foi no Stand que os delegados LGBT´s decidiram redigir e apresentar 3 moções de apoio na Plenária Final da CONAE, foram elas: apoio ao PLC 122, ao Nome Social e ao Projeto Escola sem Homofobia. Assim recolhemos 623 assinaturas de delegados e de 20 Entidades Nacionais, o resultado foi a aprovação de todas estas moções na Plenária Final” (Ricardo Santana – BA)

Ter espaço garantido na CONAE, no caso do estante da ABGLT, favoreceu-nos muito em nossas estratégias, encontros, reuniões e visibilidade dentro de uma conferência com amplitudes em todas as áreas e setores do conhecimento e da política brasileira. Estamos orgulhosos de participar desse momento histórico, contribuindo para um mundo com educação voltada ao respeito, à dignidade, à valorização da pessoa humana independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.” (Evaldo Amrorin Elos – DF)

5. LGBTs realizam miniparada da diversidade durante a CONAE

Os ativistas LGBTs presentes na Conferência Nacional de Educação (Conae) aproveitaram o espaço da conferência e chamaram a atenção para a invisibilidade e a situação de violência e discriminação vivenciada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no ambiente escolar.

No percurso até a plenária com mais de 2000 delegados, foram ditas palavras de ordem contra a homofobia, a lesbofobia e transfobia. A marcha foi acompanhada pelo público presente. Na plenária, uma caminhada silenciosa com a bandeira do arco-íris lembrou o cenário de preconceito e exclusão de LGBTs na escola.

Por fim e com chave de ouro, fizemos um arrastão LGBT nos espaço onde estavam localizados os demais stands, gritamos palavras de ordem, apitamos, estendemos nossa Bandeira, demos muuuuita pinta e adentramos na Plenária Final, em profundo silencio. A Mesa parou os trabalhos ,e enquanto percorríamos o plenário, ouvíamos aplausos e gestos de apoio, inclusive da Mesa diretora. Um momento ímpar que ficará registrado na memória da Educação Brasileira!” (Ricardo Santana – BA)

A Marcha que fizemos por todos os espaços em especial dentro da plenária gritando palavras de ordem, com bandeiras do arco-íris, fez com que saíssemos  aplaudidos. Estamos orgulhosos de participar desse momento histórico, contribuindo para um mundo com educação voltada ao respeito, à dignidade, à valorização da pessoa humana independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.” (Evaldo Amorim – DF)

6. Propostas aprovadas na Conferência Nacional de Educação

As propostas relativas à Diversidade Sexual e Gênero, reunidas no Eixo VI da Conferência (Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade), foram discutidas conjuntamente com o movimento de mulheres presente (União Brasileira de Mulheres).

A estratégia de articulação com outros movimentos sociais foi importante para garantir e legitimar as pautas defendidas pelo movimento LGBT.

Como a metodologia da conferência proibia a inclusão de novas propostas e emendas, a estratégia foi manter propostas consideradas estratégicas para garantir no contexto da política pública de educação as principais demandas pontuadas pelo movimento de mulheres e movimento LGBT, além de propostas consideradas estruturantes para instituir e institucionalizar as questões de gênero e diversidade sexual no conjunto da política de educação.

A aprovação das propostas teve o apoio de outros movimentos sociais presentes, sem resistências significativas para aprovação.

Em seu conjunto, a Conferência Nacional de Educação aprovou a criação de um Sistema Nacional Articulado de Educação, a criação de Fórum Nacional de Educação, mudanças na dinâmica de funcionamento dos Conselhos de Educação (democratização na composição); fortalecimento do ensino público no país, com financiamento de matrículas a partir do Custo Aluno Qualidade (CAQ) e ampliação de recursos vinculados de 18% para 25% dos recursos da União e de 25% para 30% dos recursos dos Estados e Municípios, com previsão de investimento que chegue a 10% do Produto Interno Bruto.

Foram aprovadas ainda na Conferência proposta de criação da Lei de Responsabilidade Educacional, fortalecimento das medidas de inclusão e de educação para a diversidade, com a introdução da educação para comunidades quilombolas, o combate à homofobia e outras formas de preconceito; a construção de um Referencial Nacional para a Formação de Professores; reserva de vagas nas universidades públicas para um mínimo de 50% de alunos egressos do ensino médio, sendo respeitada a proporcionalidade de negros(as) e indígenas; ampliação do atendimento de creche, ensino fundamental em período integral e ensino médio profissionalizante e ampliação da Educação de Jovens e Adultos e de programas de combate ao analfabetismo.

5.1. Propostas sobre Gênero e Diversidade Sexual aprovadas

1) Introduzir e garantir a discussão de gênero e diversidade sexual na política de valorização e formação inicial e continuada dos/das profissionais da educação nas esferas Federal, Estadual e Municipal, visando o combate ao preconceito e a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, mulheres (VI, 1.110), o estudo de gênero, da diversidade sexual e orientação sexual, no currículo do ensino superior, levando-se em conta o Plano Nacional de políticas Públicas para a Cidadania LGBTT.

1.1) Inserir e implementar, na política de valorização e formação dos/das profissionais de educação. A discussão de gênero e diversidade sexual, quebrando os paradigmas instituídos e adotando para o currículo de todos os cursos de formação de professores/as um discurso de superação da dominação do masculino sobre o feminino e introduzindo a discussão da diversidade sexual na perspectiva dos direitos humanos, reorganizando a proposta curricular nacional, tratando as questões de gênero e diversidade sexual para a afirmar a constituição de uma educação não sexista.

2) Inserir imediatamente no PNLD, no PNLEM e no PNBE, e nos currículos, de maneira explícita, nos princípios e critérios para a avaliação de livros, critérios eliminatórios para obras que veiculem preconceitos referentes à condição social, regional, étnico-racial, de gênero, identidade de gênero, orientação sexual, linguagem ou qualquer outra forma de discriminação ou de violação de direitos humanos, bem como o aprimoramento da avaliação do livro didático, a orientação para análise de estereótipos de gênero e orientação sexual e a temática das famílias compostas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, considerando recortes de raça/etnia, orientação sexual, identidade de gênero e socioeconômica, os novos modelos de famílias homoafetivas, ênfase nos recortes de raça/ etnia, orientação sexual, identidade de gênero, de acordo com a faixa etária do/a aluno/a, sem resquícios de discriminação e contemplando aspectos relacionados às diversas formas de violência sexual contra crianças e adolescentes.

3) Desenvolver, ampliar e garantir programas de formação inicial e continuada em sexualidade, diversidade e relações de gênero, visando superar preconceitos, discriminação, violência sexista e homofóbica no ambiente escolar, e assegurar que a escola seja um espaço pedagógico livre e seguro para todos, garantindo a inclusão e a qualidade de vida, e a liberdade de expressão e a promoção dos direitos humanos para atuarem nas diferentes entidades educacionais, entre grupos, garantindo a articulação em rede de trabalho, previstas em orçamento anual e ampliar e democratizar o acesso à educação superior, especialmente de mulheres negras e indígenas.

4) Inserir os estudos de gênero e diversidade sexual no currículo da educação básica e das licenciaturas, tendo a educação sexual como disciplina obrigatória e incluir as temáticas relativas à orientação sexual e identidade de gênero nos currículos do ensino fundamental, médio e superior, e nas atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento.

4.1) Promover a inserção dos direitos humanos de forma inter e transdisciplinar e transversal ao currículo, no processo de formação inicial e continuada, na extensão universitária, na pesquisa na pós-graduação, meta do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos.

5) Ampliar os editais voltados para a pesquisa de gênero, incluindo neles a discussão da diversidade e orientação sexual e dotando-os de mais financiamento.

5.1) Estimular, no contexto das ações didático-metodológicas das instituições

escolares, o uso dos instrumentos de direito que tenham como foco a questão de gênero e da diversidade sexual.

6) Propor e garantir medidas que assegurem as/os travestis e transexuais o direito de terem os nomes sociais acrescidos aos documentos oficiais (diário de classe) das instituições de ensino.

7) Desenvolver material didático e ampliar programas de formação inicial e continuada para a promoção da saúde e dos direitos sexuais e direitos reprodutivos de jovens e adolescentes e prevenção das DSTs/AIDS, alcoolismo e drogas, em sua interface com a diversidade sexual, as questões de gênero, raça/etnia e geração.

8) Estimular e ampliar a produção nacional de materiais (filmes, vídeos e publicações) sobre educação sexual, diversidade sexual e assuntos relacionados a gênero em parceria com os movimentos sociais e IES, no intuito de garantir a superação do preconceito que leva a homofobia e ao sexismo.

9) Incluir nos programas de implementação e ampliação de acervos das bibliotecas escolares obras científicas, literárias, filmes e outros materiais que contribuam para a promoção do respeito e do reconhecimento à diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero.

10) Elaborar, implantar e implementar políticas e programas de formação continuada, de pós-graduação acerca de gênero, diversidade sexual e orientação sexual para todos/as os/as profissionais da área da saúde, educação, serviço social, esporte e lazer.

11) Construir uma proposta pedagógica sobre Gênero e Diversidade Sexual, eliminando conteúdos sexistas e discriminatórios para nortear o trabalho na rede escolar de ensino, com a participação das entidades educacionais e afins.

12) Incluir os temas de direitos sexuais, saúde sexual e reprodutiva, prevenção de doenças de transmissão sexual e HIV/AIDS, nos currículos de educação formal/ regular e especial.

13) Inserir na Proposta Pedagógica a abordagem da interface da violência doméstica contra as mulheres e a violência contra crianças, jovens e adolescentes, bem como o encaminhamento oara a rede de proteção, garantir o monitoramento e o acompanhamento da proposta pedagógica, junto às unidades de ensino, fundamental e médio.

14) Ampliar a oferta por parte das instituições de ensino superior públicas, de cursos de extensão, especialização, mestrado e doutorado sobre gênero, orientação sexual e/ou diversidade sexual.

15) Estimular a criação de linhas de pesquisa, junto a Capes e CNPq, nos cursos de pós-graduação do Brasil, voltando para as temáticas de gênero e diversidade sexual.

16) Implementar em toda rede pública de ensino o Projeto Escola sem Homofobia.

17) Desenvolver programas voltados a ampliar o acesso e a permanência na educação de grupos específicos de mulheres não alfabetizadas ou com baixa escolaridade, as profissionais do sexo, aquelas em situação de prisão e as travestis e transexuais.

18) Garantir que o MEC assegure, por meio de criação de rubrica financeira, os

recursos necessários para implementação das políticas públicas de educação presentes no plano nacional de promoção da cidadania e direitos humanos, LGBT, lançado em maio de 2009.

19) Incluir no currículo nacional o estudo da Lei N° 11.340 – Lei Maria da Penha, bem como inserir uma política de educação sexual sob a perspectiva de reconhecimento e defesa da diversidade de orientações sexuais e equidade de gênero no currículo escolar.

20) Criar grupos de trabalhos permanentes nos órgãos gestores da educação dos diversos sistemas, para discutir, propor e avaliar políticas educacionais para a diversidade sexual e relações de gênero, compostos por representantes do poder público e da sociedade civil.

21) Promover a formação das mulheres jovens e adultas para o trabalho, inclusive nas áreas científicas e tecnológicas, visando reduzir a desigualdade de gênero nas carreiras e profissões.

22) Promover a inclusão de temas de direitos humanos, de valorização do trabalhador/a e estratégias de enfrentamento do trabalho análogo à escravidão ou outras formas degradantes de trabalho.

23) Incluir as propostas do II Plano Nacional de Políticas para as mulheres (PNPM) do capítulo 2 que diz: “Educação inclusiva, não sexista, não racista, não homofóbica e com linguagem inclusiva.

24) Incluir a Educação em Direitos Humanos , que inclui os direitos das mulheres e o desafio da superação da violência contra mulheres (Pacto Nacional do Enfrentamento da Violência contra as Mulheres).

25) Esta emenda visa estabelecer que todo o Documento-Referência da CONAE seja revisto com a finalidade de reconhecer o feminino na linguagem e superar a linguagem sexista, conforme previsto em documentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, entre eles, o resultante da Conferência de Beijing.

26) Demandar que os sistemas educacionais, em todas as modalidades e níveis, atuem preventivamente para evitar a evasão motivada por homofobia, isto é, por preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, criando rede de proteção associada a outras formas de exclusão (racismo, sexismo, deficiência) além da econômica.

27) Incluir nos levantamentos de dados e censos escolares informações sobre evasão escolar causada por homofobia, racismo, sexismo e outras formas de discriminação individual e social.

6. Mobilização da Imprensa

Além de mobilizar delegados e movimentos sociais para a problemática enfrentada pelos LGBTs no ambiente escolar durante a conferência, a ABGLT procurou pautar o tema na imprensa. O ativista Lula Ramires (SP) concedeu entrevista à Rádio MEC e o presidente da ABGLT, Toni Reis, foi entrevistado pelo portal de notícias UOL e TV MEC.

No final da manhã de 4ª feira, fui convidado pela Radio MEC AM (do Rio de Janeiro) a participar de um programa ao vivo em que alguns participantes da CONAE falariam dos bastidores da conferência para o público. Foi uma experiência gratificante. Começou com o Prof. Chagas, coordenador da Comissão Organizadora, dando informações sobre o andamento dos trabalhos, prosseguiu comigo e com a Profa. Sandra, diretora do ISERJ. Eu falei sobre homofobia na escola e ela sobre o piso salarial de R$ 1.800,00. Depois chegou o Bruno, estudante de 11 anos que põe no ar uma rádio em sua escola no Ceará.” (Lula Ramires – SP)


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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