Arquivo para 21 de abril de 2010

CONFERÊNCIA MUNDIAL DOS POVOS SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E OS DIREITOS DA MÃE TERRA

OS POVOS CONTRA A MUDANÇA CLIMÁTICA

O ponto de partida

A XV Conferência de Copenhague das Nações Unidas sobre a mudança climática, em dezembro de 2009, foi um logro e um fracasso ao mesmo tempo. A luta de muitos países afetados, incluindo a Bolívia, tentou impedir que os países ricos impusessem um acordo preparado às costas do mundo para fugir de sua responsabilidade como principais causadores das alterações climáticas. E falhou a oportunidade de alcançar um acordo para salvar o planeta, mostrando a enorme irresponsabilidade das nações chamadas desenvolvidas e sua falta de compromisso real para enfrentar o problema.

O presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, convencido de que a solução para o problema das alterações climáticas deve ser tomada por aqueles que sofrem suas consequências, os povos do mundo e principalmente os mais pobres, convocou a Conferência dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra – Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra (CMPCC), de 19 a 22 de abril de 2010 na cidade de Cochabamba, como um fórum amplo para debater as causas e as soluções de forma aberta e sem excluir os representantes dos povos como fazem as cúpulas dos governos. Ele também convidou os governos dos países comprometidos com a Vida para que dialoguem com os povos e tenham a valiosa oportunidade de explicar sua visão sobre a mudança climática.

Como representante dos povos originários e como o anfitrião desta histórica conferência, o Estado Plurinacional da Bolívia espera receber cerca de 15 mil participantes entre representantes governamentais, cientistas, acadêmicos, juristas, movimentos sociais e organizações ativas na defesa da vida e na luta contra a mudança climática de mais de 120 países. Prevê-se, ademais, uma concorrência ainda maior nos espaços virtuais e nas atividades do último dia da conferência, 22 de abril, Dia Mundial da Mãe Terra.

O objetivo da Conferência Popular Global é avançar em uma agenda protagonizada pelas comunidades organizadas e pelos movimentos sociais num diálogo com os governos comprometidos com a Vida e com seus povos em favor da

construção do Bem Viver e prevenção dos impactos das mudanças climáticas. A Conferência pretende analisar as causas estruturais da mudança climática e, em defesa da vida e da sobrevivência do Planeta Terra, elaborar propostas, estratégias e ações específicas para solucioná-la.

A partir da própria vida

As nações indígenas queremos que o mundo nos escute, procuramos dialogar e difundir e debater nossos princípios, nossos códigos, nossos valores, nossa cultura: a Cultura da Vida.

As nações indígenas cremos que todos os seres que vivem na pele da Mãe Terra e nos alimentamos de seu leite, a água; ao mesmo tempo, sabemos que ela precisa de nós para poder seguir vivendo em plena saúde. Somos nações que vivemos em harmonia com a natureza, sempre respeitando a terra, a água, o ar e o fogo. Cuidamos da natureza como de nós mesmos, compartilhamos com ela, nunca retiramos mais do que necessitamos, ela é parte de nossas vidas e nós somos parte dela.

Desde nossos pais e avós, somos pessoas que sentem e respeitem a nossa papa, nossa batata, nosso milho, nossa serra, nossos dias e noites, com todas suas estrelas. Os animais, as pedras, as estrelas, uma gota de orvalho, são nossos irmãos, e desde tempos imemoriais nos acostumamos a falar com as nossas águas e respeitá-las, com nosso sol e nossa lua, com os ventos, os pontos cardeais e todos os animais e plantas da nossas terras que nos acompanham.

Em nossos princípios estão as bases do que atualmente somos. Temos sempre considerado a natureza tão importante quanto a nós mesmos. A água que recebemos do céu, as montanhas, as florestas e as terras estão vivos no coração de nossos povos. Somos povos que distinguimos o sabor sagrado da água viva.

Em relação com nossa Mãe Terra, aprendemos a ler o nevoeiro, o frio e o calor, os tremores ligeiros da terra e os eclipses; aprendemos a interpretar o som de nossos rios ou dialogar com o vento que vem de poços naturais e rios subterrâneos para poder interpretar os fenômenos naturais e planejar as nossas atividades do ano.

Agora comprovamos a grave ameaça que representa a mudança climática para a existência da humanidade, para os seres humanos e para nossa Mãe Terra, reafirmando que a nossa sabedoria e forma de vida apegada à terra é a única alternativa para o mundo nesta Crise Global.

“Somos chamados a encabeçar esta luta pela defesa da Mãe Terra e garantir o respeito pela Mãe Terra”, disse nosso Presidente em Copenhague. As nações originais indígenas, seguindo nosso princípio de solidariedade, justiça e respeito pela vida, estamos obrigados a assumir o desafio de unir os povos do mundo para salvar a humanidade e a Mãe Terra.

Os caminhos percorridos

Em 12 de outubro de 2007, reunidos na cidade de Chimoré, Cochabamba, os Povos e Nações Indígenas Originárias Campesinas, proclamamos a este dia como o “dia do início da nossa luta para salvar a Mãe Natureza” e fizemos conhecer o Mandato do Encontro Mundial dos Povos Indígenas que, em seus principais pontos, exigia aos Estados do Mundo: 1) Construir um mundo baseado na Cultura da Vida; 2) Assumir decisões nacionais e internacionais para salvar a Mãe Natureza dos desastres causados pelo capitalismo em sua decadência; 3) Declarar o acesso à água como um direito humano por ser um elemento vital e um bem social da humanidade que não deve ser objeto de lucro.

O Mandato de Chimoré concluía convocando para a unidade: “Fortaleçamos nossa identidade e nossa luta para ter sucesso na construção da unidade dos povos do mundo e voltar ao equilíbrio, salvando a vida, a humanidade e o planeta terra“.

Os povos originários, desde esse 12 de outubro de 2007, colocamos em marcha uma estratégia que busca alcançar a reconstrução do Bem Viver e para salvar a Mãe Terra, restaurar o equilíbrio no planeta Terra ante à ameaça cada vez mais grave que representa a convergência entre a mudança climática, as crises energética e financeira, a futura crise de água e o déficit na produção de alimentos.

Em 23 de abril de 2008, no Fórum Permanente para as Questões Indígenas das Nações Unidas, nosso irmão presidente Evo Morales fez progressos no caminho indicado pelo Mandato de Chimoré e propôs, pela primeira vez, os 10 Mandamentos para salvar o planeta, a humanidade e a vida. “Aqui há dois caminhos: ou seguimos o caminho do capitalismo e da morte, ou avançamos pelo caminho indígena da harmonia com a natureza e a vida”, disse o irmão presidente nessa oportunidade.

Em 2009, a nossa luta pela vida com os povos e nações que lutam pela vida teve seus frutos quando chegamos à declaração pela Assembleia Geral das Nações Unidas do 22 de abril como Dia Internacional da Mãe Terra. Nesse mesmo dia, nosso presidente pede ao mundo para dar início ao debate para se chegar à aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra que propomos ao mundo como um passo para alcançar a harmonia com a natureza salvando ao planeta Terra.

Nosso presidente disse naquele dia na ONU: “Para viver em harmonia com a natureza, devemos reconhecer que não só os seres humanos têm direitos, devemos também reconhecer que o planeta, os animais, as plantas e todos os seres vivos têm direitos que devem ser respeitados. O que nós estamos passando agora com a mudança climática é precisamente por não respeitar os Direitos da Mãe Terra. O grande desafio das Nações Unidas e do século XXI é pensar e garantir os direitos de todos e de tudo”. A terra não nos pertence, nós é que pertencemos à Terra.

O Direito da Mãe Terra é o direito à vida, direito à regeneração da sua bio-capacidade, direito a uma vida limpa, e direito à harmonia e equilíbrio com

todos e entre todos e de tudo.

Em 23 de setembro de 2009, nosso presidente propôs que um dos temas que a ser abordado na cúpula das mudanças climáticas em Copenhaga seria a criação de um Tribunal de Justiça Climática “para julgar e punir aqueles que não cumprem seus compromissos e aqueles que continuam a destruir o planeta Terra. Se lutamos e trabalhamos pelo o bem-estar de nossos povos, devemos primeiro assegurar o bem-estar da Mãe Terra”.

Outra conquista importante na luta pela defesa da Mãe Terra e pela reconstrução de Bem Viver foi produzida no dia 21 de dezembro de 2009, quando as Nações Unidas aprovaram a Resolução 64/196, através da qual se inclui na Agenda da próxima Assembleia Geral (2010-2011) o tema da “Harmonia com a Natureza”. Esta Resolução convida os países membros da ONU “para considerar a questão da promoção de uma vida em harmonia com a natureza e que façam chegar ao Secretário-Geral as suas visões, experiências e propostas a respeito”.

Em 17 de dezembro de 2009, na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Copenhague, na Dinamarca, nosso presidente, ante à incapacidade dos chefes de Estado e de Governo de chegar a um acordo, propôs a realização de um Referendo Mundial sobre Mudança Climática:

“Consultemos os povos e respeitemos o que dizem nossos povos; que o que digam os povos seja obrigatório na sua aplicação em todos os países do mundo. Só assim vamos resolver as profundas diferenças de presidente a presidente, de governo a governo, de continente a continente, especialmente as diferenças com os países do capitalismo”, disse em Copenhague o presidente Evo Morales Ayma. “O debate sobre as mudanças climáticas é o debate entre duas formas de vida e cultura: a Cultura da Vida e a cultura da morte”.

No momento da apresentação das propostas e da ação

Apenas 18 dias após a conclusão da cúpula climática de Copenhaga, em 5 de janeiro de 2010, o presidente Evo Morales publicou a convocatória para a Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e a Mãe Terra, a fim de analisar, principalmente: 1) as causas estruturais da mudança climática; 2) propor modelos alternativos para o Bem Viver em Harmonia com a Natureza; 3) discutir e aprovar uma Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra; 4) trabalhar nos mecanismos que permitem a realização do Referendo Mundial sobre mudança climática; e 5) desenvolver uma proposta de criação do Tribunal de Justiça Climática.

Acreditamos que na hora das propostas e das ações há dois caminhos: ou seguimos pelo caminho do capitalismo e da morte, ou avançamos pelo caminho dos povos do mundo e as nações originárias, em harmonia com a natureza e a Cultura da Vida.

Os responsáveis. Dado o aumento exponencial do aquecimento global e as mudanças extraordinárias no clima, é possível constatar que essas mudanças climáticas são consequência da cultura ocidental de dominação da natureza. Por submeter-se consumismo desenfreado, à ambição, à ganância e à busca da riqueza, tanto colectiva quanto individual como industrialização irracional. Os modelos atuais desenvolvimento ocidental priorizam só o rápido crescimento econômico. Mas essa busca egoísta de crescimento exige cada vez mais e mais recursos naturais e é baseada principalmente no petróleo e no carvão como fonte de energia, causando mudanças climáticas. Estes modelos não só levam à exaustão, como também representam a principal ameaça à humanidade e ao planeta Terra.

Os 20 por cento mais ricos da população mundial consome 30 por cento a mais do que os recursos que a Terra consegue se regenerar a cada ano, reduzindo drasticamente os recursos básicos do planeta até seu esgotamento. A urbanização, a industrialização e o maior consumo de água, causando uma grave crise dos recursos de água doce subterrânea.

As atuais políticas do atual modelo ocidental de desenvolvimento pode trazer, se o mundo não mudar imediatamente o seu curso, um colapso do equilíbrio da natureza com graves consequências na produção industrial e alimentar, bem como

para a sobrevivência da própria civilização ocidental. Este colapso pode ser catastrófico se o lento processo de mudança das temperaturas globais e as correntes oceânicas saltam inesperadamente uma vez ultrapassados determinados limiares críticos.

Acelerado por uma retroalimentação capaz de dar lugar a eventos cataclísmicos abruptos, a mudança climática irá criar maiores dificuldades até mesmo para as espécies se adaptarem, podendo provocar até mesmo a extinção. Despertando a estes gigantes dormidos, que nos podem causar grandes surpresas, não devem ser consideradas possibilidades hipotéticas, mas prováveis acontecimentos.

As nações e povos originários afirmamos que as mudanças climáticas não é apenas um problema essencialmente ambiental, tecnológico ou de financiamento, mas sim que é problema de modelo de vida, do modelo ocidental, da ambição e ganância do capitalismo.

A mudança climática não é uma causa, mas sim um efeito proveniente do sistema capitalista. Se não se entender as profundas diferenças que têm os povos defendem a vida, seguramente nunca vamos resolver os problemas da vida, da humanidade da natureza.

Há muito tempo, a cultura ocidental de desenvolvimento e dominação da natureza começou a destruição de meios de subsistência das comunidades e dos povos, de seus sistemas de produção, sócio-econômicos e culturais, do equilíbrio e harmonia da Mãe Terra e do Bem Viver, então eles começaram a impor a lógica da terra pelo homem, uma lógica onde o homem está acima de tudo (primeiro Eu, depois Eu e sempre Eu) e da dominação e exploração do homem pelo homem.

O Ocidente não leva em conta a Vida, para eles nem as montanhas nem os rios têm vida, o único que tem vida é o ser humano, o que se move. Antes dos interesses da comunidade, o sistema capitalista coloca o indivíduo, os interesses pessoais ou individuais; deixando de lado a essência da vida em estreita relação e entendimento entre os seres e a energia para harmonizar a interação entre os seres humanos e a Mãe Terra.

Os países desenvolvidos que iniciaram seu processo de industrialização agressivo desde a revolução industrial no século XIX, basearam a seu desenvolvimento no modelo capitalista e até agora eles, sendo apenas 20% da população mundial, têm 80% de responsabilidade na emissão de gases poluentes, enquanto 80% da população (que são os países menos desenvolvidos) é responsável por 20% das emissões de gases do efeito estufa.

Tudo começou com a revolução industrial de 1750 que deu início ao sistema capitalista. Em dois séculos e meio, os países mal chamados “desenvolvidos” consumiram grande parte dos combustíveis fósseis criados em cinco milhões de séculos.

A competição e a sede de lucro sem limites do capitalismo estão destroçando o planeta. Para o capitalismo não somos seres humanos, mas sim consumidores. Para o capitalismo não existe a Mãe Terra, mas sim as matérias-primas. O capitalismo é a fonte das assimetrias e desequilíbrios no mundo. Gera luxo, ostentação e esbanjamento para uns poucos enquanto milhões morrem de fome no mundo. Nas mãos do capitalismo tudo se transforma em mercadoria: a água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a justiça, a ética, a morte… a própria Vida. Tudo, absolutamente tudo, se vende e se compra no capitalismo. E até mesmo as “mudanças climáticas” têm se tornado um negócio.

O planeta é muito mais importante do que Wall Street. Enquanto Estado Unidos e União Europeia destinam 4.100 bilhões de dólares para salvar os banqueiros de uma crise financeira que eles mesmos provocaram, os programas em relação à mudança climática só recebem 13 bilhões de dólares. Ou seja, 313 vezes menos.

Os recursos para as mudanças climáticas estão mal distribuídos. Se destinam mais recursos para reduzir as emissões (mitigação) e menos para se contrapor aos efeitos da mudança climática que sofremos todos os países (adaptação). A grande maioria dos recursos vão para os países que mais poluíram e não para os países onde se têm preservado o meio ambiente. 80 por cento dos projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo tem-se centrado em quatro países emergentes.

A lógica capitalista promove o paradoxo de que os setores que mais contribuíram para prejudicar o meio ambiente são os que mais se beneficiam dos programas relacionados às mudanças climáticas.

Assim, a transferência de tecnologia, e também o financiamento para um desenvolvimento limpo e sustentável do Sul permanecem nos discursos.

Com esta realidade, estamos entrando em um período de crises e de mudanças globais, crises de água, alimentos, energia, economia, que influenciam as mudanças climáticas e na nossa capacidade de enfrentá-las, por isso é necessário analisar essas tendências e identificar como elas se afetam mutuamente para encontrar uma solução para a mudança climática, integrando esta e outras crises em uma visão geral.

Nossa responsabilidade com a Mãe Terra. Para conseguir uma relação harmoniosa entre a humanidade e a Mãe Terra, no Bem Viver com o planeta Terra, necessitamos reconhecer que a terra não nos pertence, mas sim que nós pertencemos à terra, reconhecer que os seres humanos não devemos pensar apenas nós mesmos, mas sim que devemos assumir a nossa responsabilidade na prática com a Mãe Terra e todos os seres.

Tendo a responsabilidade de viver em harmonia com a natureza, com o próprio planeta, aos seres humanos nos toca fortalecer a vida harmoniosa entre o homem e a natureza, encontrar com a Mãe Terra, cuidar de Pachamama, cuidar do equilíbrio e da capacidade de auto-regulação da Mãe Terra, da vida, assegurar e manter em equilíbrio as condições de existência da Mãe Terra e a harmonia do planeta.

Mais que tratar de “humanizar” a natureza, nos toca “naturalizar” ao ser humano, mantendo o respeito à Mãe Terra. Nos toca influir em todos os setores sociais, urbanos e rurais, persuadir aos sistemas econômicos vigentes, para que possam entender que la terra é nossa mãe, para que respeitem a Mãe Terra e nossa forma de Bem Viver em comunidade. Essas são as tarefas que brotam na Conferência dos Povos em Cochabamba.

Lutar para restabelecer a saúde da Mãe Terra

Os organismos internacionais que no passado obrigavam a nossos países a tomar políticas econômicas contra nossos povos nos dizem que a mudança climática é irreversível, que tudo está perdido e que agora só podemos aprender a sobreviver, que temos que aprender a “nos adaptar” a um planeta destruído pelos efeitos do aquecimento global.

Nós sabemos que estes organismos nos mentiram no passado e o fazem agora para que todos nos conformemos e nos resignemos ante os efeitos das mudanças climáticas. Nós sabemos que a Mãe Terra se pode curar e se pode restabelecer. Nossa luta é pelo restabelecimento da saúde da Mãe Terra, de seus bosques, de nossas geleiras que são fonte de Vida. Exigimos aos países ricos não somente em investir sua riqueza em reparar os danos, mas também em restabelecer a saúde de nossa Mãe Terra. Exigimos que a ciência se ponha ao serviço da Mãe Terra. Queremos uma ciência ao serviço do Bem Viver de todo o planeta.

Para acessar a programação completa e outras informações:

http://cmpcc.org/

16º GRITO D@S EXCLUÍD@S 2010 – REUNIÃO ORGANIZACIONAL

Salve! Salve!
Articuladores, Articuladoras,
Lutadores e Lutadoras do povo,

Os que acreditam, incentivam e animam o Grito dos/as Excluídos/as, pelos rincões dessa Manaus! Os que acreditam que só com muita organização, união e ações coletivas venceremos!

Mais um ano. Vamos às ruas, vamos levantar nossas bandeiras, gritar no dia 07 de setembro: “Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”. Vida em Primeiro lugar.

A 16ª edição do Grito será marcada por duas forças motrizes: a vida e os direitos, por um lado, e a participação no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, por outro. De uma parte, destacou-se a violência que vem exterminando a juventude brasileira, tirando a inocências das crianças e mutilando as mulheres; a Campanha da Fraternidade deste ano; o processo eleitoral, centrando a discussão em critérios éticos para a construção de uma democracia popular.

A ideia é fazer a sociedade brasileira se pronunciar sobre o Limite da Propriedade da Terra, e extrair a informação de que uma parcela consistente da população não aceita mais o latifúndio.

Na prática, o plebiscito poderá se reverter num projeto de emenda constitucional para incluir um inciso no artigo 186 da Constituição.

Este novo inciso limitaria a propriedade privada de terra no país a 35 módulos fiscais, sendo que tudo que passasse disto seria incorporado ao patrimônio público.

O tamanho dos módulos fiscais varia em cada município brasileiro de acordo com diversos fatores como tipo de exploração predominante no município e conceito de propriedade familiar na região.

Onde estão nossos direitos? Do Trabalho, da Justiça e da Vida!

Vida em primeiro lugar! Agora, mais do que nunca, estes gritos estão ecoando por todo o Brasil. O Grito apela também para defender nossa terra, nossa cultura, nosso conhecimento ancestral, e lutar para as alternativas que surgem a partir de nossos movimentos, como opções reais para a transformação social que a humanidade necessita urgentemente.

Como todos os anos, vamos preparar os pré-gritos e o grito 2010. Para isso temos que nos reunir, organizar e avançar.

Dia: 21/04/2010

Local: CEFAM – Centro de formação da arquidiocese de Manaus – Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro

Horário: 9:00h as 13:00h

Aguardamos todos e todas!

Francy Junior
Equipe Cáritas Manaus
Séc. Operativa do Grito dos Excluídos e Excluídas
Séc. Operativa do FPMM

I SEMANA DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO DO ALTO SOLIMÕES

O companheiro Josenildo envia a este bloguinho o cartaz da I Semana de Filosofia no Ensino Médio do Alto Solimões, que está sendo desenvolvido sob sua coordenação.

Apresentamos o projeto I Semana de Filosofia no Ensino Médio do Alto Solimões da Escola Estadual Pio Veiga – Filosofia: diversos olhares, diversos saberes, com a finalidade de aproximar o dia-a-dia do educando aos temas filosóficos. Sabemos que não é tarefa apenas da filosofia o pensamento crítico, é tarefa também de todos os campos do conhecimento. A Filosofia não é a única disciplina capaz de promover uma “leitura crítica da realidade”, entretanto cabe a Filosofia desenvolver a chamada “competência discursivo-filosófica” e, desse modo, contribuir para o exercício da cidadania e consolidar o processo de expansão e interiorização da UFAM. Está na essência da Filosofia ser um instrumento atuante de diálogo entre os saberes.”

Para ter acesso à programação completa, assim como as instruções para inscrever trabalhos e a ficha de inscrição, acesse o site do evento:

http://filosofianoaltosolimoes.blogspot.com/


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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