Arquivo para 21 de maio de 2010

A HOMOFOBIA ABERRANTE DE AMAURI COLARES E DE TODOS OS VEREADORES

Manifesto da Associação Filosofia Itinerante – AFIN®*

Beijo lésbico no Beijaço realizado em Manaus, apesar da homofobia do Governo do Estado.

Pelo visto a cobertura que o blog Afinsophia fez indo à praça São Sebastião, fotografando o beijaço, constatando que certos logradouros em Manaus não são públicos, repercutiu tanto que teve vereador dando piripaco. Amauri Colares, depois de ter visto as fotografias, disse que os homossexuais são umas aberrações, deturpados e pecaminosos. Nosso vereador precisa rever suas posições retrógradas e ultrapassadas. Isso é manifestação de uma pessoa super preconceituosa que não sabe diferir o que é livre manifestação do pensamento e através deste ofender pessoas que numa democracia fazem as mais variadas escolhas. A religião que o vereador segue contribui para isso. É uma religião cujo Deus é castrador, ameaçador, que mete medo. Essas religiões se seguram nisso. É diferente daquilo que Jesus Cristo saiu falando por aí. Jesus pregou a solidariedade, a cooperação o trabalho que contribuía para o bem da coletividade. Por isso os judeus foram contra ele, pois estava sendo questionada uma estrutura milenar da cultura hebraica. Jesus não fazia distinção, ele era de todos e de todas, que fale Maria Madalena e as outras Marias. Jesus beijava e naquela época já havia beijaços. As sociedades atuais são tão pervertidas que conseguiram associar o beijo de Judas a Jesus como traição. E conforme li neste blog (milionário-centenário), Judas o beijou porque o amava. Jesus era conhecido de todos e não era preciso um beijo para dizer – este é o homem. Os homens sempre se beijaram em várias culturas, mas o preconceito acompanha os preconceituosos. Valeu pela cobertura, valeu pelo frisson que a matéria de vocês causou na sociedade. São esses trabalhos que vão cortando as amarras que infelizmente na sociedade é difícil de construirmos. Mas que os gays também devem dar a sua contribuição isso devem.” (comentário do leitor intempestivo Paulo Maranguty)

DESENTENDIMENTO E HOMOFOBIA DECLARADA

Numa sociedade dita democrática, as leis são criadas para estabelecer a igualdade de direitos, “sem distinção de qualquer natureza”, como diz no início do Art. 5º da Constituição. Mas parece que, ao menos em Manaus, os vereadores não começaram a fazer um estudo sequer do início da Constituição. Assim é que de vez em quando se veem na Câmara Municipal de Manaus (CMM) opiniões sendo proferidas ou mesmo decisões sendo tomadas segundo convicções pessoais que nada tem a ver com as leis democraticamente estabelecidas.

Os casos mais comuns nos quais se veem tais aberrações na CMM, não apenas nessa legislatura, são as posições e decisões tomadas consoante o ponto de vista religioso-cristão-paulino, como no caso da negação do Certificado Utilidade Pública para a Associação de Prostitutas e Ex-prostitutas do Amazonas (As Amazonas) em março de 2009 e quando em setembro do mesmo ano o edil-pastor Marcel Alexandre (PMDB) comparou homossexuais a pedófilos e traficantes, dizendo: “Essa questão [da homofobia] é de minoria. Se formos defender os homossexuais, teremos que defender os pedófilos, os traficantes?”

Esta semana, enquanto aconteciam em todo o Brasil as manifestações em torno do Dia Internacional de Combate à Homofobia, na terça (18) e quarta-feira (19), dois dias seguidos, o vereador de Manaus, Amauri Colares, do Partido Social Cristão (PSC), deu declarações desveladamente homofóbicas contrárias aos direitos dos homossexuais e de ataque às lutas LGBTs.

Na segunda-feira, o vereador disparou em plena tribuna da CMM:

Nós não podemos permitir isso [a homossexualidade] porque a família é a célula mater da sociedade e nós temos que defender sim a família, o casamento e as nossas crianças.”

Eu acho que não pode ser exposto [o homoerotismo] até porque a maioria do povo brasileiro é cristão, entre católicos e outras religiões.”

Eu acho que não temos que ser homofóbicos com ninguém: com criança, com negro, com pessoas idosas, com pessoas de outras religiões, com ninguém. Mas temos que respeitar a maioria que é um povo cristão.”

Além de demonstrar em sua fala que não sabe o significado do que venha a ser “homofobia”, tal qual Marcel Alexandre, o vereador Amauri Colares não sabe que uma sociedade só é verdadeiramente democrática quando suas leis podem ser debatidas e modificadas, não em proveito particular de pessoa ou grupo em detrimento de outrem, mas para “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (Constituição, Art. 3º, IV). Não sabe, portanto, que conceitos como “família”, “casamento” e até “criança” são criações culturais de acordo com o modelo de sociedade estabelecido e que este não é imutável como gostaria o poder dominante.

Devido a matérias em jornais da cidade e o posicionamento de entidades LGBTs, dizendo-se estar ali para “repor a verdade”, porque, segundo ele, um repórter de um jornal havia colocado que ele marginalizava os homossexuais, Amauri voltou à tribuna para reiterar, piorando suas horripilantes declarações. Depois de dizer que respeitava aos homossexuais, citando os que conhecia na própria CMM, o vereador disparou, chamando os homossexuais de “aberrações”:

Agora, não posso aceitar de maneira nenhuma uma colocação como esta. Agora, fica claro senhores vereadores se toda prática deturpada, pecaminosa e imoral for legalizada onde vai parar nossa sociedade? Se a sociedade legalizar suas aberrações ela se destruirá (grifos nossos). Um erro moral nunca pode ser um direito civil.

Agora, como em todos os momentos, o vereador confunde moral dogmática cristã-paulina com direito civil. Além de não saber o que seja homofobia, desconhece o vereador que o Brasil é um país laico? Aliás, seu confrade Marcel Alexandre já afirmou com todas as letras do preconceito anteriormente que o Brasil não é um país laico simplesmente porque a maioria é cristã. Sim, em que artigo da Constituição se afirma, então, uma religião oficial do Estado brasileiro? Mesmo que a maioria das pessoas, individualmente, seja cristã, a Constituição respalda o direito à diferença a todo e qualquer cidadão desde que não se esteja em ofensa ao direito de outrem. Portanto, de nenhuma forma uma moral religiosa, seja qual for, pode ditar ao ouvido sobretudo de homens públicos opiniões ou decisões do ponto de vista legal contra uma classe, um grupo ou mesmo uma pessoa. É ilegal.

A INTROJEÇÃO DO MISTICISMO NA POLÍTICA

A introjeção dos dogmas religiosos, sobretudo cristãos-paulinos, vem de longa data na política amazonense, uma vez que se sabe que o próprio ex-governador Eduardo Braga já dispensou para a fundação Boas Novas, pertencente à igreja Assembleia de Deus, soma considerável de dinheiro público, quando a própria Constituição estabelece em seu Art. 19 que “é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.

Que interesse público há numa biblioteca que nem existe? Mas seguindo essa linha, tanto a CMM quanto a Assembleia Legislativa (Ale-AM) tem alguns membros eleitos diretamente pela ligação eleitoreira de canais de televisão ligados a igrejas tal qual o caso dos programas miserabilistas (a família Câmara, por exemplo). Os mesmos que arremetem com seus dogmas onde deveriam existir as palavras e a persuasão, do ponto de vista racional, como diz a filósofa judia-alemã Hannah Arendt sobre a política.

Tal qual prega a Constituição: “Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei” (Art. 5º, VIII).

Como essa introjeção mística de Amauri Colares desvia a opinião, o livre-arbítrio, arremetendo, em seu fundamentalismo ao taxar os homossexuais de “aberrações”, para o preconceito – configurando o que se estabelece como “crime contra a honra” – não caberia um pedido de abertura de processo por decoro parlamentar?

CONIVÊNCIA HOMOFÓBICA DOS DEMAIS

Em vez disso, na CMM nenhum dos vereadores sequer interveio ou fez um pronunciamento tomando uma posição democratizante em relação ao discurso fascista de Amauri Colares.

Algum dos edis talvez possa argumentar que não tenha vindo a se posicionar devido ao grau de estupidez do discurso. Pior. A política é da ordem da coletividade e nenhuma estupidificação individual deve sobrepujar o interesse coletivo da Casa do Povo. Ou não? Assim, não apenas um vereador deu vazão a sua estupidez, mas a instituição. A homofobia não foi, então, apenas de um edil, mas de toda a CMM.

Claro que isso ocorre porque não há dentro da CMM um só vereador que se interesse de forma contundente a favor da luta pela cidadania de minorias que toque em questões de falsa-moral cristã-burguesa, como no caso das prostitutas e dos homossexuais. Em setembro do ano passado, vimos as dificuldades que o vereador José Ricardo (PT) enfrentou com a bancada disangélica para marcar uma tribuna popular sobre prevenção e combate à homofobia, que acabou esvaziada e revelando o desentendimento pelos vereadores (o mesmo que revelou Amauri Colares) do que venha a ser homofobia.

Segundo a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (AAGLT), Bruna La Close, 12 entidades entraram ontem com pedido de uma nova tribuna popular sobre combate à homofobia e um posicionamento formal da casa sobre as declarações de Amauri Colares. Ao contrário das ações do poder público, que devem ocorrer de um centro propulsor para a periferia, se esse evento for definido, deve servir principalmente para preparar ações contra a homofobia dentro dos próprios órgãos públicos, que deveriam, por dever constitucional, combatê-la fora dele.

Como observou o companheiro Rosinaldo, da Associação Garotos da Noite – AGN, numa conversa na Pça São Sebastião na segunda-feira passada, muitos desses vereadores e deputados podem até se aproximar, mas não votariam uma medida a favor dos homossexuais. É muito bom do ponto de vista eleitoreiro aparecer sobre o trio elétrico para dezenas de milhares numa parada gay, mas os edis-madrinhas em nada se movimentarão contra a homofobia declarada dos edis-pastores, mesmo porque não tem uma percepção cognitiva clara do que venha a ser o movimento LGBT, o qual, em Manaus, está em tempo de aprender a escolher seus parceiros, assim como perceber o real sentido, extensão e força de sua luta.

O MOVIMENTO LGBT COMO POTÊNCIA DEMOCRÁTICA

Acrescentamos ao companheiro Maranguty que na mídia decadente-retrô manauara houve os que não compareceram e houve, entre jornal e televisão, quem até compareceu, mas não publicou a matéria sobre o Beijaço. Em ambos os casos, isso ocorre porque nestes meios sequelados também há censura, intervenção, preconceito. No caso deste bloguinho intempestivo, vetor virtualizante da AFIN, como serviço público gratuito, participando numa linha de atuação afetiva-afetante, movimenta-se sempre uma proximidade a partir de encontros alegres que aumentem a potência de agir em suavidade, humor, ternura e inteligência, que são os princípios desta associação e que fazem parte de seu entendimento do que venha a ser o Mundo Gay e suas lutas. Isso tudo sem qualquer pequena concessão bloqueadora dos bons afetos e cerceadora da liberdade, pois como diz Nietzsche:

A vontade incondicional do cristianismo de deixar valer somente valores morais se me afigurou sempre como a mais perigosa e sinistra de todas as formas possíveis de uma “vontade de declínio”, pelo menos um sinal da mais profunda doença, cansaço, desânimo, exaustão, empobrecimento da vida…”

*Ao mesmo tempo que vai sendo publicado, esse manifesto vai sendo enviado a diversos órgãos de direitos humanos e entidades ligadas às lutas LGBTs, bem como a todos os vereadores de Manaus.

LULA QUER DIÁLOGO SOBRE O IRÃ SEM SUBMISSÃO ÀS POTÊNCIAS

O presidente Lula continua com o mesmo otimismo e a mesma crença que a missão do governo brasileiro no Irã para tratar da política nuclear referente ao programa de energia nuclear do Irã, foi realizada conforme os desígnios traçados pelo governo de acordo os propósitos da política exterior que vem adotando seu governo.

Apesar das posições das grandes potências internacionais comandadas pelos interesses dos Estados Unidos em divulgarem sanções contra o país iraniano, Lula se mantém firme no valor da política internacional que alcançou o encontro do governo brasileiro, o governo turco e o governo iraniano ao tratarem sobre o tema energia nuclear.

Lula não esmorece e afirma que vai continuar defendendo o que ele acredita ser importante para o Brasil e para o mundo, não dando qualquer importância às afirmações dos países contrários ao Irã, que dizem que o governo brasileiro foi usado pelo governo iraniano. Principalmente às declarações da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hilary Clinton, representante que mais tem interesse em que o Irã não desenvolva um programa nuclear, visto que os Estados Unidos têm todo interesse de manter domínio nessa estratégica região do Oriente. E ao mesmo tempo resguardar o Estado de Israel, uma de suas bases no Oriente.

De formas que Lula, ao sair do encontro com os prefeitos, em Brasília, não se furtou a comentar sobre o assunto que vem sento pauta das discussões internacionais muito mais que a crise da Grécia.

Há quantos anos vocês ouvem essa briga entre os Estados Unidos e o Irã? Eles queriam colocar o Irã na mesa para negociar, para que assumisse compromisso com a agência nuclear. Fomos ao Irã e conseguimos, depois de 18 horas de reunião e duas viagens do Celso Amorim, aqui o que o Conselho de Segurança queria que fosse feito há seis meses.

É muito engraçado porque muitas pessoas não gostaram. Tem gente que não sabe fazer política se não tiver um inimigo, eu sou daqueles que só sabe fazer política construindo amigos.

A verdade nua e crua é a seguinte: o Irã, que era vendido como demônio e que não queria negociar, resolveu sentar na mesa de negociação. Eu quero ver se os outros vão cumprir aquilo que pediam ao Irã.

Nós demos uma contribuição ao multilateralismo que deveria ser levada em conta. Esse é o jeito do Brasil fazer as coisas”, considerou Lula.

PARA DILMA FICHA LIMPA SELECIONARÁ CANDIDATOS

Comentando, em Nova York, sobre a aprovação do projeto de lei de iniciativa popular Ficha Limpa, aprovado por unanimidade pelo Senado, esperando apenas a sanção do presidente da República, Lula, a candidata do presidente, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados, e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, opinou favorável à aprovação, acreditando na força de transformação dos novos direcionamentos políticos dos candidatos.

Para Dilma, a aprovação do projeto de lei Ficha Limpa vai promover uma classificação dos candidatos à vida política. “Vai tornar realidade o fato que nós teremos, a partir de agora, um quadro mais selecionado de políticos”, afirmou Dilma.

O texto do Ficha Limpa, que foi aprovado pelos 76 senadores, pode passar a vigorar já nessas eleições de 2010. Porém, apresentou uma alteração que beneficia àqueles que já foram julgados em primeira instância por um colegiado de juízes. O senador Francisco Dorneles entrou com uma emenda de plenário, no momento da votação, que privilegia esse políticos e possíveis candidatos já julgados. Em sua emenda, o senador pede que a validade da lei só seja cumprida depois da promulgação da lei. O que beneficia principalmente o deputado Paulo Maluf.

Entretanto, há uma corrente torcendo para que isso não aconteça. É a corrente que espera que o Superior Tribunal Federal (STF) julgue e condene o deputado antes da eleição. O que significa que ele escapa do Ficha Limpa, mas é pego pela Justiça.

MANAUS E AS CONTRADIÇÕES DOS GOVERNOS AMAZONENSES

Neste momento, formam-se frentes parlamentares para apoiar o candidato do ex-governador Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga. Dos deputados, todos foram unânimes em manifestar esse apoio, inclusive o deputado do PT. O governador, que deixou o cargo para candidatar-se ao Senado, segundo propaganda do governo, tem uma aprovação de 90%.

No governo dele, este Estado foi campeão de repasses de verbas do governo federal. Acompanhamos pela imprensa que muito dinheiro do Estado foi repassados para ONGs e OCIPs, inclusive só para a Fundação Boas Novas, os Câmaras receberam R$ 8.663.404,82.

Para agradecer essa mãozinha, por ocasião da Convenção de Pastores dessa Igreja, com transmissão da televisão dos Câmaras – a Boas Novas, Bandeirantes e Jesus Sat para 50 países, os mesmos querem render homenagem ao seu principal acionista. Convidaram-no para participar do mega evento regado a show gospel, tudo pago com verba pública.

Nos reportamos a esses fatos, porque a cidade de Manaus, apesar de toda essa enxurrada de recursos públicos, é uma cidade dominada pela violência. Os homicídios superam os limites mínimos determinados pela ONU.

Os hospitais estão superlotados. Crianças e adultos misturam-se sobre macas e camas pelos corredores do João Lúcio, Pronto Socorro da Criança, Joãozinho e demais hospitais do Estado. A culpa é da chuva que traz as doenças e das inúmeras reformas que se estão fazendo nos hospitais. Assim defende-se o Secretário de Saúde.

Do outro lado da cidade, nos bairros Grande Vitória, Mauazinho e mais 33 áreas correm risco de desabar e vivem o dilema do abandono.

No Grande Vitória, seus moradores perderam tudo. Muitos estão alojados em igrejas e reclamam que não estão tendo ajuda do poder público.

Assaltos. Uma moradora deixou sua casa. Quando retornou haviam levado tudo. Não sobrou nem os caibros de sua casa submersa no lago do Grande Vitória.

Enquanto a população vive o caos, os candidatos se movimentam. Estão alegres. Compactuam-se. Traçam seus objetivos pessoais em detrimento de um povo que sofre, que não tem transporte, segurança, com escolas superlotadas, homicídios, assaltos e falta de políticas que realmente beneficiem o povo que produz a riqueza, mas que vive na miséria.

A FALTA DE AUTORIDADE NO TRANSPORTE COLETIVO

deputado federal Francisco Praciano

A falta de autoridade e a omissão do Poder Público na questão dos problemas do transporte coletivo, no início desse mês, chegaram ao extremo e custaram caro para a população, pois deixaram cerca de 400 mil usuários de ônibus prejudicados pela greve no setor que durou cinco dias.
O prefeito colocou uma nota nos jornais informando que o fato era uma questão entre as empresas e os trabalhadores, esquecendo que o Município é o Poder Concedente desses serviços e que ele pode intervir nas empresas em casos como esse, a fim de evitar prejuízo para a população.   Por meio da imprensa, o prefeito fez sérias acusações aos empresários, mas não intervém no sistema, apesar da gravidade dessas acusações.  Disse que a prefeitura ainda não fez a licitação de novos ônibus porque existe uma máfia entre empresários de ônibus e fábricas que produzem os veículos para dificultar a venda de ônibus para outras instituições. Disse, também, que existe uma caixa preta no sistema de transporte coletivo e que ninguém sabe os lucros das empresas.

Infelizmente, embora o prefeito reconheça a existência dessa “caixa preta”, que eu denunciava desde quando era vereador, Amazonino não procura usar da autoridade que a Lei lhe confere para resolver de vez o problema.

Sempre tivemos os empresários do transporte coletivo falando tão alto quanto o Poder Público e, muitas vezes, falando até mais alto e mais grosso, enquanto o Poder Público apenas se queixa de que eles não têm razão. Por outro lado, não temos visto o Poder Público exercendo o seu poder de fiscalizar, de multar, de intervir, ou, até mesmo, de exigir as melhorias devidas.

A falta de autoridade por parte do Poder Público é a grande responsável pelos problemas vividos pelo usuário no dia-a-dia, como a lenta renovação da frota; a espera de um ônibus por 30 ou 40 minutos; a superlotação, as intermináveis filas de estudantes para a compra da meia passagem e o alto preço da tarifa, se comparado às tarifas de outras cidades do mesmo porte de Manaus. Quero lembrar aqui, ao senhor prefeito, que a situação não mais permite afagos às empresários do transporte coletivo e que, para o bem do povo, já está mais do que na hora de se usar da autoridade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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