Arquivo para 2 de junho de 2010

IZA: PROFISSÃO PROSTITUTA

“Podiam ser jovens, extremamente belas, o que não era raro, no entanto tinha-se a impressão de que entre elas e nós houvesse uma barreira intransponível: tão grande é a força dos hábitos, dos preconceitos e da autoridade da lei.” (Dino Buzzati)

Como dissemos ontem aqui neste bloguinho, por ser hoje o Dia Internacional da Prostituta, fomos até a Pça Dom Pedro II, a Pça da Antiga Prefeitura, ponto histórico das prostitutas de Manaus, e fizemos duas entrevistas.

Esta segunda foi uma agradável e fundamental conversa com a companheira Iza, que falou sobre a vida da prostituta tanto do ponto de vista existencial quanto de seu estatuto de cidadania. Então, se o assunto é prostituição, com a palavra aquela que vive a profissão há várias décadas…

IZA: Eu nasci no Rio Branco, no Acre. Lá eu casei com 14 anos e desde então eu vim pra cá pra Manaus. Eu me separei com 19, e não tinha renda, então vim pra cá. Eu tenho 59 anos.

BLOGUINHO: São 40 anos de profissão-prostituta então?

IZA: Sim. São 40 anos. E criei meus filhos com o dinheiro daqui, que o pai nunca ajudou. Eu tenho seis filhos. Eu nunca gostei de depender de ninguém. Então eu ficava alegre de poder cuidar dos meus filhos e fico até hoje. Todos são pais de família, trabalhadores. Elas casaram e eles também. Só eu que sou separada.

BLOGUINHO: Sempre foi aqui nesta praça?

IZA: Antes, quando eu comecei era na boate. Era na GD7, era na Amazon Palace, eu tinha carteirinha, podia entrar em navio, em qualquer lugar. Quando eu era mais jovem, eu ganhava mais. Mas eu ainda tenho clientes daqueles tempos, que quando me veem ainda me procuram.

BLOGUINHO: Mas hoje a senhora fica só aqui?

IZA: É. Dizem que vai fechar essa praça. Aí vai ficar ruim. A gente vai ter de ir pra dentro do bar. Dentro do bar não é bom não. Mesmo quando eu era mais jovem não gostava de ficar em bar não. Aqui é o nosso lugar. Agora dizem que vão reformar. Eu disse para o homem que tava aí medindo: “Olha, meu amor, é daqui que nós tiramos nosso salário, é daqui que pagamos aluguel, damos comida para os nossos filhos, pagamos nossas contas, tiramos nosso pão de cada dia.

BLOGUINHO: Assim, as pessoas preconceituosas, não muitas, mas há as preconceituosas, veem a sua profissão como algo “vergonhoso”…

IZA: Eu não me arrependo de ser uma profissional. Nunca me arrependi. Primeiro porque o que eu faço é pelos meus filhos, meus netos, agora sou bisavó também.

BLOGUINHO: E a sua família?

IZA: Meus pais sabiam (hoje eles já são falecidos), meus filhos sabem. Até porque se acontecer de alguém dizer: “Ah, mas a minha mãe não andava lá.” Não. Assim todos sabem. Às vezes eles vem aqui comigo, na labuta. Eu não tenho preconceito, se tiver um gay na minha família, não tem problema, eu aceito. Eu só não quero um traficante, um ladrão. Meu filho trabalha ali na barreira com artesanato, faz pulseiras, bijuterias, umas arvorezinhas, vai dando conta. E eu, até hoje eu faço programa, e é um dinheiro honesto. É simples. Eu faço meus programas, passo no supermercado, compro minhas coisas, alguma coisa pros meus filhos, uma fralda, um leite, e vou embora lá pra onde eu moro.

BLOGUINHO: Onde a senhora mora?

IZA: Antes eu pagava aluguel. Eu tô morando longe agora, lá na Lagoa Azul, lá na barreira. Mas o importante é que é meu, lá eu não pago aluguel. A pior coisa que existe é aluguel.

BLOGUINHO: Ouve-se sempre por aí que nos locais onde há prostituição há brigas, confusão, enfim, violência…

IZA: Assim como em todo lugar. Mas é preciso saber viver. Eu tenho essas duas marcas, esses dois cortes, mas são de duas cirurgias que eu fiz. Mas eu nunca briguei com minhas parceiras. Tive minhas pequenas rixas, como todo mundo tem, mas sempre me dei bem com minhas amigas, também nunca roubei um cliente, e também nunca ninguém me roubou.

BLOGUINHO: É a sua única fonte de renda?

IZA: Num pé e n’outro, eu trabalho viajando. Eu trabalho num barco que vai até Tabatinga. Eu faço comida, sou cozinheira. Também sou arrumadeira. Agora eu não viajei por causa da minha carteira que tá vencida. Também vou pra Presidente Figueiredo tomar conta de um restaurante, passo às vezes até de ano pra lá. Quando eu tô em Manaus, venho pra cá sem falta.

BLOGUINHO: Tem aquela música famosa do Odair José: “Eu vou tirar você desse lugar…”

IZA: “Eu vou levar você pra ficar comigo.” Muitos queriam me tirar daqui. Agora mesmo, ultimamente, nessa idade que eu tô, conheci um homem aqui, bonito, queria me levar pra Brasília. Eu digo: “Não, meu amor. Eu tenho meus filhos, netos. Somos muito unidos. Eu só me separo deles quando Deus precisar de mim lá em cima. Eu gosto de aventura, mas aqui mesmo em Manaus. Teve um alemão também, ele tá pra Coari, queria me levar. “Não. Se me quiser, é aqui.” É aqui que eu moro, que minha família mora, que gosto de viver.

BLOGUINHO: A senhora já deve ter ouvido falar nessas histórias da Bruna Surfistinha, no caso dela, uma prostituta de luxo. Os homens daqui do chamado “baixo meretrício” também tem suas fantasias?

IZA: Tem muita fantasia. Às vezes meio estranhas, que a gente até se assusta. Uns trazem fio-dental pra vestir, outros vestem a calcinha da gente, o sapato. Esse alemão, ele vinha, ele queria que eu ficasse assim de roupa preta. Chegava lá no quarto, ele mandava eu tirar a roupa e se vestia com a minha roupa, eu usava cabelo postiço, ele colocava nele, as minhas bijuterias. Que coisa! Mas dizem que com os ricos é pior. Acho que todo mundo tem alguma fantasia, não tem explicação.

BLOGUINHO: A senhora rir. Acha engraçado?

IZA: Eu me lembro de uma vez – meu pai e minha mãe ainda eram vivos -, tem uma história que toda vez que lembro eu começo a rir. Eu gostava de um policial. Ele tirava serviço na penitenciária, e queria que eu fosse lá uma vez com ele. Eu disse: “Não, não pode.” Ele disse: “Pode, sim. De manhã cedo eu te chamo e te dou o dinheiro do táxi.” Eu fui. Quando foi de manhã que eu cheguei em casa, minha mãe tava preocupada porque eu não tinha voltado. “Minha filha, pra onde tu tava?” “Eu tava na penitenciária.” Ela se assustou: “Minha filha, o que que tu fez?” “Nada, mamãe. Eu só fui dormir com um rapaz que eu estou apaixonada por ele” (muitos risos).

BLOGUINHO: E pelos clientes, a senhora já se apaixonou por algum?

IZA: Uma vez. Da dormida que ele foi dar comigo, dormimos 17 anos. Ele sabia que eu trabalhava aqui. Ele vinha, me deixava no carro, depois ele passava no táxi, vinha ver como é que eu tava, se eu tava bem, se já tinha almoçado. De noite a gente voltava pra casa. Ele dizia: “Minha filha, vamos ver aqui o que a gente arrecadou.” Então a gente pagava a conta de luz, o telefone. A filha dele tá em Presidente Figueiredo. Ela estuda e trabalha lá. Eu sou assim uma mãe, uma avó, amiga dos filhos, dos netos, nós conversamos muito. Também com minhas noras, com meus genros.

BLOGUINHO: Mas gigolô a senhora nunca teve não?

IZA: Não. Desses que a mulher vem e ele não faz nada, nunca tive não. Mas eu vejo que tem. Diminuiu, mas ainda tem, desses que dizem pra mulher: “Me dá um, que hoje eu ainda nem roubei.” Ou desses que mandam a mulher pegar o dinheiro dos homens, pra elas usarem a piula. Aí a gente leva a culpa geral: “Olha, não vai lá naquela praça, que só tem ladrão.”

BLOGUINHO: Geralmente o marido, a família sabe assim da vida das prostitutas?

IZA: A maioria sim, mas tem também as que não. Na família mesmo, tinha uma cunhada minha, que vivia com meu irmão, ela dizia que ia trabalhar. Quando foi um dia, quando eu cheguei aqui à boca da noite, ela tava ali. Eu não falei nada, mas meu irmão descobriu por si próprio, e ainda ficou com raiva de mim porque eu sabia e não contei nada. Tem muita mulher que sai pra fazer diária e, na verdade, fica aqui. Quando os maridos ligam: “Oh, meu amor, eu ainda vou fazer uma janta aqui pra patroa.” Tem mulher que diz que vai pra missa, e vem pra cá. Tem mulher que diz que vai pro culto e vem pra cá.

BLOGUINHO: E doenças? Uma das principais preocupações d’As Amazonas aqui é com a prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis. A senhora já pegou alguma doença?

IZA: Não, graças ao meu bom Deus. Hoje eu fiz o meu exame do HIV, tá tudo em paz. Tem, é claro, e não é só aqui. Mas aqui também não é tanto assim como falam não, mas tem. Essa minha cunhada pegou Aids. Eu peguei meu irmão, levei lá no Hospital Tropical pra fazer exame, mas ele não tinha não. E ela tá assim gordona. O pessoal diz a Aidas faz emagrecer, cai o cabelo, fica cheio de ferida, até morrer. Depende da pessoa, depende da doença e depende do remédio. No caso dela, não afetou, ela tá é ficando cada vez mais gorda, bonitona. No meu caso, meu único problema é que eu sou hipertensa, e deu alta. Eu tenho que tomar remédio.

BLOGUINHO: E quanto à violência dos homens? A senhora sabe que há o machismo. Inclusive, aí fora o pessoal diz assim: “Tratava a mulher igual a uma puta.” A senhora já sofreu violência de algum cliente?

IZA: Não, graças a Deus. Você tem que saber conversar. Até mesmo assim como aparece cliente que quer fazer sem preservativo. A gente tem que explicar. “Olha, meu amor, a gente tem que usar, mesmo se for com a namorada, porque evita doença, evita uma gravidez inesperada. No nosso caso, a gente pode pegar e você também pode pegar uma Doença Sexualmente Transmissível. Os homens tem de respeitar as mulheres, mas depende muito da posição da mulher também.

BLOGUINHO: Dizem por aí também que as prostitutas não beijam. As senhora beija?

IZA: Às vezes eu beijo, depende, se for um rapaz meio jeitoso.

BLOGUINHO: Dizem também por aí que toda mulher tem uma puta dentro de si. É verdade isso?

IZA: É verdade. É assim, o homem conversa com a mulher, ela diz que faz isso e isso, mas não faz aquilo. A outra diz que faz aquilo, mas não faz isso e isso. No nosso caso, nós fazemos isso e aquilo.

BLOGUINHO: Isso é um conselho para os casais não ficarem só no papai e mamãe?

IZA: Eu conheci uns homens quando eu era nova, que hoje eles estão da minha idade, quando eles passam no carro, eles me veem por ali, eles me chamam: “Ainda se lembra?” Eu digo: “Lembro.” Mas às vezes nem lembro. “Umbora relembrar?” “Umbora, se eu conseguir que eu já tô velha.” Eles acham graça.

BLOGUINHO: Muitas senhoras de classe média tem raiva das prostitutas, não todas, mas tem…

IZA: Tem muita mulher bem casada que é pior do que qualquer uma daqui. Essas mulheres que o marido sai pra trabalhar, bota logo outro pra dentro. Eu acho que o homem não dá conta. Ela é fogosa. Mas tudo bem. O pior são essas mulheres que casam só pelo dinheiro e sofrem por isso, se humilham. Nós fazemos sexo por necessidade do dinheiro, mas não somos nem pior nem melhor do que ninguém.

BLOGUINHO: E a senhora, tira prazer sexual nos seus programas?

IZA: Também. Tudo depende. Creio que seja assim, se tu sai com uma mulher, ela faz tudo que te dá prazer, a mesma coisa tu vai fazer pra ela. A mesma coisa é a gente. Felizmente, não é porque a gente prostituta que é diferente, o homem faz tudo pra gente chegar naquela hora, naquele momento…

BLOGUINHO: Hoje, tem alguém que quando vem lhe dar aquele ardor?

IZA: Tem uma pessoa que vem umas 4, 5h. É professor de Biologia, apaixonado por mim.

BLOGUINHO: E a senhora por ele?

IZA: Um pouquinho. Dá pro olho brilhar e o coração acelerar. É uma pessoa maravilhosa, me abraça, me beija aqui mesmo, não tem preconceito. Quer me tirar daqui. Por enquanto, não, quem sabe…

BLOGUINHO: Na sua profissão, e eu tô vendo que a senhora tem várias profissões, como está o país?

IZA: Olha, meu amor, não tá maravilhoso, mas tá razoável. Tá bem melhor do que em tempos atrás. Você pode ver que na idade que eu tô eu ainda consigo vários programas. Ainda agora mesmo, eu tinha ido fazer um, daí disseram: “Iza, a Ana quer falar contigo. Tem um pessoal que quer te entrevistar. Aí eu troquei de roupa. Aqui, o pessoal diz que é a penteadeira ambulante. Claro, eu trago tudo: escova de dente, perfume, sabonete, e o preservativo, que não pode faltar.

BLOGUINHO: Quanto à principal luta hoje das prostitutas, a profissionalização, pra senhora era bom pra aposentadoria até…

IZA: É muito importante. Foi com essa profissão que eu criei seis filhos sem ajuda do pai. Eu também queria que legalizasse essa nossa associação como Utilidade Pública. Nós precisamos disso, facilitava pra Ana conseguir mais direitos pra nós.

BLOGUINHO: Pra finalizar, e a sua vida pessoal, amorosa, a senhora tem expectativas?

IZA: Claro. Eu costumo dizer que eu deixei de ter um marido para ter vários maridos. Não é porque a pessoa tem uma vida direitinha que é feliz. Eu vejo homens que vem: “Mas tu não é casado?” “Sou. A é mesmo que eu estar me esfregando numa tábua.” A mulher não gosta de chupar, não dá o bumbum. O que não se tem em casa, acha na rua. A maioria dos homens conversa muito também. A gente funciona como uma psicóloga. Às vezes eu até ajudo as mulheres casadas. Explico pros homens: “Vai cantando devagarinho. Não estupra a mulher não. Conversa com ela, senão vocês não conseguem nem elas são felizes. Já teve deles de vim aqui comigo só pra dizer: “Olha, aquilo que tu me falou, deu certo.” E assim fica todo mundo feliz.

Com Ana, companheira d’As Amazonas.

E NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

} O presidente do partido obscurantista, emblema sagrado da direita brasileira, Sérgio Guerra, envolto aos signos-vazios da acusação sobre a existência de um dossiê contra o candidato Serra, do partido obscuro, PSDB, engendrado por assessores da candidata do presidente da República, Lula, Dilma Rousseff, em meio ao quadro psicodélico que entende como política, afirmou que a candidata da maior parte do povo brasileiro vai ter que explicar a origem, a feitura, e o objetivo do tal dossiê. E que dessa vez ela não vai se esquivar, visto que para ele isso não é um recurso limpo de uma disputa política. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} A candidata da igreja Assembleia de Deus, e do Partido Verde, senadora Marina Silva, em sua saga discriminatória contra o modus de ser ontológico dos gays, afirmou que é a favor da união de casais heterossexuais e contra o casamento entre homossexuais. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} Depois de muita lambança da CBF, e da direção técnica da Seleção Brasileira, sobre quem vestiria as camisas números 10 e 11, ficou decidido que o janota do futebol, Kaká, vestirá a 10, e Robinho, a 11. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), de janeiro a maio de 2010, a Zona Franca de Manaus produziu 2,5 milhões de televisores. Enquanto, no mesmo período de 2009, produziu 857 mil televisores. Significa que o aumento desse ano foi de 159%. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} O pastor da Igreja Evangelho Quadrangular do Bairro Floresta, em Belo Horizonte, deputado Mário Oliveira, em sua ânsia pela reeleição resolveu continuar com a prática que há muito ocorre em muitas igrejas do Brasil.

Em um culto incorporou Jesus para conseguir voto diante dos fiéis. “Eu, Jesus, em meu projeto: eu, Jesus, indico Mário de Oliveira para deputado federal, e seu irmão Antônio Genaro para deputado estadual”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} A Seleção Brasileira treinando contra a fraca e inexperiente equipe de Zimbábue, e tomando a partida como um importantíssimo confronto, comemorou efusivamente o resultado de 3X0. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} Depois das matérias publicadas nas principais mídias reacionárias do Brasil em que mostra a relação financeira vantajosa da filha de José Serra, candidato dessas mesmas mídias direitistas, com a irmã do acusado por crime financeiro, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, suborno a testemunhas, entre outros, Daniel Dantas, o candidato do PSDB/DEM/PPS, desatinado com a queda vertiginosa nas pesquisas para à Presidência do Brasil, e a subida de Dilma, resolveu atribuir as notícias publicadas pelas suas protetoras mídias à Dilma. E nem por isso baixou o preço do peixe.

} O vitalício braço direito da direita no Amazonas, aquele que está sempre à disposição do poder conservador, ex-deputado José Melo, em sua inglória peregrinação para ser escolhido candidato a vice do candidato do governo amazonense, Omar Aziz – que sempre foi vice -, afirmou, em tom quase desesperançado: “Se eu não for escolhido, melhor ficar fora do jogo”. E nem por isso baixou o preço do peixe.

CINEASTA OLIVER STONE GRAVA VÍDEO PARA DILMA

Olive Stone e Dilma

O cinegrafista engajado no cinema e documentário político, o norte-americano Oliver Stone, autor de filmes como Platoon, Nascido em 4 de julho, JFK, além de documentários como o do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançado na semana passada, aproveitou sua estada no Brasil, e sua amizade com o presidente Lula, e sua admiração pela candidata do governo, Dilma Rousseff, e gravou um vídeo para a campanha política dessa mulher de “mente brilhante”, como afirmou.

Oliver Stone não poupou adjetivos qualificadores da pessoa de Dilma. Aproveitou sua ligação política e a admiração por Lula para afirmar: “Ela é dedicada ao desenvolvimento e continuidade do projeto Lula.”

Sem sequer lembrar da inveja da direita, que cultua um ódio biliar contra todas as personagens famosas que se aproximam de Lula, Stone esbanjou reconhecimento de grandeza sobre Dilma: “Muito inteligente, mente brilhante, focada, sabe tudo de energia e economia”, disse.

Stone aproveitou para comentar a participação de seu amigo Lula na política exterior referente ao Irã e seu programa de energia nuclear que redundou no acordo entre o Brasil, a Turquia e o próprio Irã.

A situação do Irã poderia se tornar outro caso como o Iraque. Me parece que os Estados Unidos estão interessados em outra marcha para a guerra. Eu adoro o que o Lula e o Brasil estão fazendo”, sentenciou.

Até nesse encontro de Dilma com o cineasta Oliver Stone se percebe com clareza a diferença dela para os outros candidatos da direita, Marina e Serra. Enquanto Dilma se envolve com um cineasta respeitado por sua obra e sua posição política em luta pela liberdade internacional dos povos oprimidos, Marina e Serra se envolvem com o produtor de filmes virtuais que fragmentam a percepção e capturam a inteligência do público, James Cameron. O produtor de filmes vazios desativados do real.

DILMA AFIRMA QUE “A VITÓRIA É O SÍMBOLO DAS MULHERES”

Em entrevista para uma rede de TV leve, solta, segura e com semblante suave, a candidata à Presidência da República do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados, e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, disse que “a Vitória é o símbolo das mulheres”. Referência à menina que encontrara em um aeroporto e dissera que para presidente “mulher pode, sim”.

Dilma, falando na entrevista que será exibida hoje, dia 2, em cinco Estado da Região Norte, na segurança da cor vermelha de seu vestido, afirmou com convicção o poder das mulheres nessa eleição: “52% dos eleitores são mulheres, e 48% são seus filhos.”

Discorrendo sobre a realidade da Região Norte e o programa que pensa realizar aí, Dilma falou da infraestrutura da Região, seu isolamento, energia e transportes. Segundo ela, sua gestão vai investir fortemente na energia para o Norte ser um exportador de energia. E isso acontecerá com as construções das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Xingu.

Vai também investir em ferrovias para o escoamento das produções da Região. Sobre a Zona Franca de Manaus, Dilma afirmou que é favorável à perpetuação da Zona Franca.

EBC RECEBE PROPOSTAS PARA TV BRASIL E RÁDIOS MEC E NACIONAL

No encontro promovido pelo Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) realizado como audiência pública sobre a TV Brasil e as Rádios MEC e Nacional, que contou com as presenças de cerca de 200 pessoas, os representantes de organizações da sociedade civil, ouvintes e telespectadores deram sugestões, fizeram críticas e fizeram cobranças diretas aos gestores.

Entre as sugestões e críticas, foram ouvidas a da jornalista Renata Mielli, do Centro de Estudo da Mídia Alternativa Barão de Itararé e editora da Revista Movimento da União Nacional dos Estudantes UNE), que sugeriu uma estética própria com conteúdos diferentes dos canais comerciais.

Esperamos que ela veicule a pluralidade, a diversidade e dê voz àqueles que não têm espaço na mídia comercial, como os movimentos sociais e as produções culturais independentes. Necessário de reinventar quanto à programação e a TV Brasil nasce com esse desafio. É preciso experimentar e eu sinto que há um certo conservadorismo na formatação dos programas”, afirmou Renata.

Por sua vez, Sandra Martins, representante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA), exigiu uma programação mais efetiva da diversidade racial.

Todas as televisões no Brasil devem retratar a diversidade que existe no país. Temos programas que fazem menção às etnias diferenciadas, mas não são produções feitas por esses atores sociais. É importante que a EBC tenha internalizada e naturalizada a discussão sobre as questões raciais no Brasil”, disse Sandra.

Já o representante do Grupo Intervozes, Álvaro Neiva, aludiu sobre o fim da programação religiosa.

A TV Brasil tem três programas religiosos e nós achamos que uma televisão pública tem que representar um estado laico, talvez reproduzindo programas que contemplem a diversidade religiosa, com sincretismo, mas não optar por uma ou outra religião”, afirmou Álvaro, para quem a TV Brasil deve beneficiar quem tem transtorno auditivo, recorrendo ao sistema closed caption (legendas ocultas).

Falando sobre as Rádios Nacional e MEC, Miro Nunes, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, falou que é importante resgatar a Frequência Modulada (FM) da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que teve espaço vendido à iniciativa privada por governos anteriores.

Nós defendemos a volta da Rádio Nacional FM, porque apostamos que dará uma grande contribuição aos projetos das emissoras públicas. Além disso, sugerimos que se faça uma programação esportiva voltada para os jovens das categorias de base de diversas modalidades esportivas, como basquete, futebol, vôlei. Desde o fraldinha até o juvenil”, disse Miro.

Para Orlando Guilhon, superintendente de Rádio da EBC, a audiência superou as expectativas ao permitir que ouvintes pudesse fazer sugestões diretamente aos gestores sobre programação.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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