Arquivo para 22 de julho de 2010

PESQUISA VOX POPULI/BAND CONFIRMARÁ PESQUISA DO PT

A pesquisa contratada pela Rede Bandeirantes ao instituto Vox Populi para ser divulgada no jornal da noite, ou amanhã, foi vazada e já se encontra na rede e na consciência e boca do povo.

Segundo o instituto Vox Populi, a candidata do presidente do Brasil, Lula, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, aparece com 43% das intenções de voto, Serra com 37% e Marina com 8%.

Dessa maneira, a pesquisa Vox Populi/Band, como primeira pesquisa oficial da campanha, confirma a pesquisa interna realizada pelo Partido dos Trabalhadores, onde Dilma Rousseff, candidata do povo brasileiro, aparece com 43% e Serra com 36%. A diferença de 1 ponto em relação à pesquisa do Vox Populi/Band, em Serra, é respondida pela margem de erro.

Foram entrevistados 3.000 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

A ESTUPIDEZ DA EXACERBAÇÃO DISCIPLINAR NAS ESCOLAS DE MANAUS

O indivíduo não cessa de passar de um espaço fechado a outro, cada um com suas leis: primeiro a família, depois a escola (“você não está mais na sua família”), depois a caserna (“você não está mais na escola”), depois a fábrica, de vez em quando o hospital, eventualmente a prisão, que é o meio de confinamento por excelência.” (Sobre as Sociedades de Controle, Gilles Deleuze)

Qualquer pessoa, como se diz, em sã consciência, que se deparar com uma lei contra indisciplina e violência aprovada no sentido de coibir o uso de “aparelhos eletrônicos estranhos à rotina”, “telefones celulares”, “palm tops e similares, bem como os aparelhos receptores de rádio e outros sonoros afins” e até “o porte de armas de qualquer natureza” acreditará que se tratará de uma lei destinada a uma instituição prisional. Poderiam ser códigos de conduta para Bangu I e II (não confundir com o time de futebol carioca), por exemplo?

Errado. São prescrições constantes no Projeto de Lei nº 311/2009, do vereador Massami Miki (PSL), aprovados pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na segunda-feira (19), determinando a “adoção pelo município de medidas preventivas para deter a indisciplina e a violência escolar na rede municipal de ensino”.

Certo. Poderiam ser, pois como demonstra Michel Foucault sobre os “grandes meios de confinamento” da sociedade disciplinar – a partir do qual Deleuze inferiu o enunciado-epígrafe acima -, seus visíveis códigos podem até sofrer uma pequena variação de grau, mas são de mesma essência. (Com isso, este bloguinho intempestivo não quer de forma nenhuma paliar a estupidez de Massami e de todos os vereadores, uma vez que o projeto foi aprovado. Ao contrário, deixar claro, além da estupidez, a paliação retrógrada generalizada na CMM.)

Acontece que os dois amigos filósofos sabiam que essa sociedade disciplinar, com suas “máquinas energéticas” (corpo e maquinaria), seriam apenas um entreato entre as antigas sociedade de soberania (“máquinas simples, alavancas, roldanas, relógios”) e as sociedades de controle, que “operam por máquinas de uma terceira espécie, máquinas de informática e computadores”.

Na sequência da linha: celular, iPod, mp3, mp4, blutuf, infra-vermelho, iPhone, PC… Cada um com milhões de modelos e zilhões de funções. Hoje, na periferia da periferia do Terceiro Mundo, Manaus, um garoto de 12 anos em duas semanas monta e desmonta e ‘incrementa’ e opera um computador diante dos olhares estupefatos de seus pais tal qual os pais destes viram pela tv o homem pisar na Lua.

Muito reproduzido entre os deleuzianos, poucos observaram a forma como Deleuze faz o poder provar de seu próprio veneno como uma cobra que morde o próprio rabo, quando ele acrescenta à sociedade de controle que o “perigo passivo é a interferência, e, o ativo, a pirataria e a introdução de vírus”.

Algum leitor intempestivo, sorrindo, pode perguntar: “Mas o bloguinho quer que os vereadores de Manô compreendam esse papo filopedagógico?” Em sua inteligência intempestiva, sorrindo mais ainda, saberá: “Este bloguinho não mantém nenhuma expectativa quanto aos vereadores de Manô, e é evidente que não faz qualquer composição com estes medíocres edis. Quanto mais que está nas ruas, nas escolas, comunidades, no mundo inteiro, cosmicamente, onde é possível fazer alegres composições democráticas.”

A VOLTA DO CIPÓ DE AROEIRA NO LOMBO DE QUEM MANDOU DAR

Afora a exacerbação das estupidezas do projeto do vereador Massami – por exemplo: em que situações era permitido antes de seu projeto o porte de armas de fogo no ambiente escolar? -, sabe-se que não são poucos os sistemas educacionais que apelam para a normatização disciplinar como forma de tentar proibir o que compreendem menos do que aqueles que não acreditavam que o homem chegara à Lua, com a diferença que a Lua estava a uma considerável distância, enquanto os misteriosos aparelhinhos estão ali no quarto do filho, na carteira do aluno. Mas se a maior distância é a daquilo que estamos próximos e não compreendemos.

Muitos dizem que a escola não deu certo. Vamos além: ainda bem que não deu certo. Sabe-se que a escola, enquanto instituição, sempre foi um meio de confinamento do Estado, onde se forjavam, a partir da planificação de corpos e mentes, suas verdades e realidades. Quando a multidão escapou/escapa, heterogeneamente, da sociedade disciplinar, a escola tentou/tenta, em uma nova sociedade, de controle, segundo Deleuze, implementar novas formas de dominação e outras adaptadas das velhas sociedades de soberania: “as formas de controle contínuo, avaliação contínua, e a ação da formação permanente sobre a escola, o abandono correspondente de qualquer pesquisa na Universidade, a introdução da “empresa” em todos os níveis de escolaridade”.

Quando a instituição escolar, em sua impotência, falha nessa sociedade, não conseguindo manter o seu papel juramentado com o deus Mercado, é preciso retroceder covardemente às formas disciplinares. (Por que não impediram a venda dos aparelhinhos? Porque tinham um pacto na mesma ordem.) Se pudessem, voltariam aos tempos da palmatória e do cipó de aroeira, que estão, neste retrocesso, apenas disfarçados. Cadê o Conselho Tutelar, o Juizado da Infância e Adolescência? Ou isso não é caso de violência contra a infância e a adolescência?

Mas esse tipo de transposição da responsabilidade do Executivo (prefeitura) para o Legislativo (câmara municipal), no caso da aprovação de uma lei já contemplada em outros dispositivos legais que não lhe conferiram cumprimento, serve mais para uma visibilidade da Lei a fim de fortalecer os métodos de coerção do Estado. No entanto, é provável (apenas para não dizer com certeza) que seja inócuo pelo menos por dois motivos.

Primeiro porque toda Lei que atinja uma grande coletividade – mesmo que seja para o seu “mal” -, em Manaus, acaba por não ser cumprida. A inobservância da lei se observa, por exemplo, na quantidade de passageiros que podem transitar, legalmente, em um ônibus coletivo. Só que os passageiros suportam (suportar é estar em conivência); as crianças e adolescentes, não. Além de que estarão apoiadas por seus pais, que usam celulares, por exemplo, e os têm como aparelhos utilitários, e que compram os aparelhinhos para presentear seus queridinhos nos seus aniversários.

E segundo, porque as punições, se ocorrerem, acabarão por ser insustentáveis, embora saibamos que os enunciados de violência possam se repetir. Quais as penas previstas? Advertência, suspensão, reprovação, transferência, expulsão, confinamento… É até uma incongruência num momento em que os próprios os governos reclamam a melhoria dos índices educacionais, principalmente no tocante à grande evasão, principalmente como forma de auferir maiores verbas para a área educacional.

Além de não conseguir, pois a disciplina foi suplantada, vão levar no lombo o cipó da aroeira. A não ser que seja apenas que a “nova” Lei sirva apenas como paliativo para disfarçar alguma irresponsabilidade em modernizar a educação no estado do Amazonas (Braga/Omar), na cidade de Manaus (Amazonino) até segunda ordem, mantendo o decadente sistema educacional ainda na forma disciplinar.

CARCEREIROS VS. EDUCADORES

No caso do projeto de Massami, sua desatualização é tal que a justificativa mais convincente que ele encontrou foi uma “pesquisa realizada [provavelmente pelo “insuspeitíssimo” instituto de Montenegro] no Estado de São Paulo onde, por conta de iniciativa como essa, a indisciplina em sala de aula diminuiu 26,4% e a criminalidade dentro das unidades e no entorno caiu cerca de 20%”. Por tal, o vereador afirma que “há como reverter os índices da violência escolar. Fortalecer a comunidade e promover sua participação social e política pode ser o primeiro passo na resolução de muitos conflitos”.

Levando-se em conta tão desbaratada e alienígena justificativa, parece que a condição de refém em que a dupla PSDB/DEM, em 16 anos de des-governo no estado e na cidade de São Paulo, foi colocada perante o PCC é apenas peça de ficção da oposição, que tem na insegurança aí instalada justamente um dos maiores trunfos de campanha eleitoral atualmente contra Serra e Kassab.

Mas aqui, assim como em muitos outros lugares onde aprovam projetos tão estúpidos quanto este, ao contrário do que se espera, a violentação maior não é contra os alunos-infratores, mas na arregimentação dos professores para atuar como carcereiros nas escolas municipais. Afinal, quem vai cumprir a ordem de vigilância integral? Por acaso a Prefeitura de Manaus vai arcar com o soldo de um segurança especializado em cada porta de sala de aula? Ainda que pareça absurdo, para o poder instituído – não somente em Manaus – isso não ocorre devido aos dispêndios salariais, senão… Senão no capítulo O Carcerário, o último da quarta e última parte do seu conhecido Vigiar e Punir, Foucault diz que, na sociedade disciplinar, quanto à função do “arquipélago carcerário, ele transporta essa técnica penal para o corpo social inteiro” e, segundo o filósofo, sua “extensão bem além da prisão legal é que ele consegue tornar natural e legítimo o poder de punir”. A CMM quer, dessa forma, transformar os professores municipais em carcereiros pós-modernos por métodos ultra-retrógrados. Aceitarão?

Para os educadores, não interessam as superfluidades das novas mídias – assim como das antigas/antiquadas -, assim como não se submeterão às “novas” regras carcerárias. Um educador afinado, por exemplo, fez uso de celulares com câmera, há dois anos atrás, para fazer um atividade científica/social/política sobre as condições dos igarapés do bairro Monte Sião, na zona Leste de Manaus. Assim como atualmente um outro educador está utilizando estes aparelhos (celular, mp3, entre outros) para realizar atividades práticas a partir dos entendimentos sobre as vanguardas europeias. O próprio cantor/educador (bem distante do alienado Caetano) Gilberto Gil, quando ministro da Cultura, utilizou apenas um celular para fazer clip de uma de suas músicas. São infinitas as possibilidades.

Só quem quer que as coisas continuem do mesmo jeito, uma vez que não percebem a inteligência dos alunos e não acreditam na existência de professores-educadores são a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado, que estão preocupados apenas no alavancamento disciplinar dos índices do Ideb e do Enem sem que isso comprometa ao mínimo o orçamento educacional, e ainda querendo, mesmo que à força, aumentá-lo.

O que tanto os gestores governamentais quanto os possíveis “novos” carcerários não verão é que nenhuma violentação conseguiu, em qualquer época, tolher o movimento intensivo, a criatividade das crianças, devir-criança, e nunca capturarão a elas e aos educadores em suas proximidades com elas, criando, com inteligência e ternura, no espaço escolar possibilidades constituintes incapturáveis, coisa que os adultos instituídos de poder e corrupção não compreendem.

DILMA MOSTRA INTELIGÊNCIA E TERNURA EM ENTREVISTA NA TV BRASIL

Dilma Na TV Brasil

A candidata do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, em entrevista na noite do ontem, dia 21, no Programa 3 a 1 da TV Brasil, mostrou porque encontra-se na preferência do eleitor brasileiro como a mulher que deve governar o Brasil.

Em total descontração e mostrando fino trato com os entrevistadores, respondendo às perguntas, fazendo inferências com clareza sobre temas vários, Dilma Rousseff se mostrou uma mulher profundamente conhecedora dos temas políticos do Brasil e do mundo globalizado, ao mesmo tempo que apresentou novas formas de criar outras expressões políticas necessárias ao desenvolvimento do país.

Dilma Rousseff falou sobre educação, mídia, carisma de Lula, política tributária, as potências das mulheres, entre outros temas. Aqui alguns trechos de sua entrevista.

SOBRE A EDUCAÇÃO

A educação será um dos fatores de maior inclusão daqui para frente. É com a educação de qualidade, que está baseada na valorização do professor, que está baseada em salários decentes para o professor e em formação continuada. O que eu acho é que o Brasil pode ser uma economia desenvolvida nessa década que começa em 2011. Para isso quero ser presidente do Brasil.

Não dá para falar da qualidade de educação e não dar formação continuada para os professores, não dar, uma coisa que eu acho gravíssima, a valorização da profissão. Como é que um jovem que está estudando matemática vai ser professor se, por exemplo, no estado mais rico do país ele ganha R$ 1.800. Nós precisamos de professores de matemática, física, biologia e de química. Nós precisamos capacitar nossos professores. O salto que nós podemos dar de agora para o futuro e nos transformar em um país efetivamente desenvolvido passa por uma valorização social do professor. Só tem um jeito de fazer isso: pagar salários adequados.

Não se faz educação de qualidade só com laboratório, só com prédios melhores. Só se faz de um jeito, valorizando o professor. Primeiro, formando-o bem. Segundo, pagando bem para atrair as pessoas mais capacitadas para começar a formar os jovens e as crianças deste país”.

SOBRE ESTRUTURA TRIBUTÁRIA

Temos uma estrutura tributária caótica. Acho que o Brasil está na faixa média de carga tributária. No entanto, a gente tem que procurar a melhoria da relação entre serviços prestados e tributos cobrados. Ela ainda não saiu inteiramente, mas está saindo de forma acelerada dessa questão da crise fiscal, que, em 1982, levou a uma política fiscal de aumento de imposto forte nas despesas e baixíssima qualidade do gasto público.

Basta dizer que o Brasil perdeu a cultura do investimento. Temos de atender às necessidades de uma parte da população que foi condenada à exclusão social e que recém começa a sair e necessita de serviços públicos de qualidade para sair completamente. Você precisa garantir o aumento de produtividade sistêmica em relação ao setor privado. A questão de você reduzir um imposto sobre investimentos é uma questão da melhoria da competitividade do Brasil, vai resultar em um aumento da base de arrecadação. Muitas vezes, ao desonerar, você amplia a arrecadação, você diminui.”

SOBRE MÍDIA

É inadmissível a censura à imprensa. Alguém usar de sua posição para telefonar para diretor de jornal para pedir para punir jornalista é censura [ela se referia ao Serra que tem este costume]. Sou rigorosamente contrária a isso. Não existe controle social no conteúdo. O que há hoje no Brasil é controle do que é público. Há uma legislação sobre cabo, sobre telefonia, há decreto sobre TV digital baseado em uma lei. O que se discute ainda é se a telefonia participa ou não da rádio difusão.”

SOBRE O CARISMA DE LULA

O presidente é um homem muito especial. Não é à toa que no meio de tantas lideranças internacionais ele foi considerado pelo presidente dos Estados Unidos como “o cara”.

Eu tenho certeza que, comparativamente, o menor carisma que eu tenho em relação a ele, eu tentarei compensar com muito trabalho. Vou trabalhar dia e noite. Ele tem uma imensa capacidade de envolvimento, de persuasão, ele é uma pessoa que sabe escutar.

Eu quero te dizer o seguinte: aprendi muito com ele nessa trajetória. Eu trabalhei ao lado dele diuturnamente, muitas vezes até altas horas da noite, nesses sete anos e meio. Não tenho a menor pretensão de substituir o presidente. Ele é único. Eu sou outra pessoa. Tenho as minhas características. Agora, acredito que vou poder dar uma contribuição muito grande, porque eu vou honrar o legado dele para mim. Qual é o legado dele? É o que ele mais ama na vida, que é o povo brasileiro. Vou cuidar do povo brasileiro. Eu vou fazer isso. Esse é meu compromisso.”

A entrevista em sua íntegra pode ser assistida em vídeo do Programa 3 a 1 da TV Brasil.

IGREJA CATÓLICA DO CHILE QUER PERDÃO PARA MEMBROS DA DITADURA

O cardeal arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errazuriz, e o presidente da Conferência Episcopal do Chile, monsenhor Alejandro Goic, entregaram ao presidente do Chile, Piñera, a proposta do Bicentenário do Perdão concedido pela Igreja Católica, que tem como tema “Chile, uma mesa para todos no Bicentenário”, para que liberte todos os que foram envolvidos na violação dos Direitos Humanos e foram sentenciados por suas participações como agentes da ditadura chilena, que durou entre 1973 a 1990. A ditadura do General Augusto Pinochet.

Em seu texto, a Igreja Católica, manifesta: “Em nossa opinião, não é mesmo um perdão geral, ou uma rejeição geral da anistia para todos os ex-soldados condenados. A reflexão deve distinguir, por exemplo, o grau de responsabilidade que cai a cada um, o grau de liberdade com que agiu, a gestos de humanidade que tinha e manifestou arrependimento por seus crimes.

Aqueles sentenciados por crimes de Direitos Humanos cometidos pelo Regime Militar devem ser indultados. Não se esqueçam que nem todos tinham a mesma responsabilidade nos crimes cometidos.”

A proposta da Igreja Católica caiu como um cutelo nas entidades que lutaram para que os ditadores, torturadores e assassinos do Regime Militar chileno fossem condenados e presos, obrigados a pagar por seus crimes contra os Diretos Humanos. Principalmente nas Comissões da Verdade, que tiveram envolvidas no resgate da dignidade dos Direitos Humanos e identificaram 28 mil presos torturados, 2.279 desaparecidos e mortos e 180 crianças e adolescentes assassinados.

Mas a notícia não surpreendeu essas organizações sociais do Chile, surpreendeu também entidades de defesa dos Direitos Humanos no mundo todo, principalmente na América do Sul.

Para essas organizações sociais, a Igreja Católica foi se envolver com um fato que os governos democráticos do Chile levaram anos para chegar a um desfecho racional, e que teve sua expressão significativa sobre a liberdade com a inauguração feita pela ex-presidenta Michelle Bachelet do Museu da Memória e dos Direitos Humanos, em Santiago, onde se encontram fotografias de pessoas presas, torturadas, depoimentos de homens e mulheres que foram torturadas, cartas de crianças aos seus pais desaparecidos e a reprodução de uma sala de tortura com uma cama elétrica.

CRISTINA KIRCHNER SANCIONA LEI DE CASAMENTO HOMOSSEXUAL

No dia 15, o Senado argentino aprovou, com 33 votos a favor, 27contra e 3 abstenções, a Lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Lei que causou grande polêmica entre a Igreja Católica, que se colocou ferrenhamente contra, e vários setores sociais da Argentina, que se colocaram a favor.

Durante todo o processo de tramitação no Senado argentino, as expectativas eram que se a Lei fosse aprovada colocaria a Argentina como o primeiro país da América do Sul a tornar constitucional o casamento entre pessoas dos mesmo sexo. Uma grande mudança na Constituição do país.

Ontem, dia 21, em cerimônia realizada na Casa Rosada, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que sempre esteve a favor, sancionou a Lei que vai mudar o Artigo 2 do Código Civil argentino, que declara validade de casamento apenas quando contraído por homem e mulher. Com a mudança no Código Civil, entra a palavra “contraentes”, que viabiliza a união de pessoas do mesmo sexo. Agora, os homossexuais passam ater os mesmos direitos civis que têm os heterossexuais, como pensão por falecimento de um dos contraentes, herança, adoção e direitos permitidos pela seguridade social.

A presidenta da Argentina, no momento em que sancionou a Lei, fez um discurso, afirmando: “Esta não é exclusivamente uma Lei, mas uma Constituição Social que pertence aos que construíram uma sociedade diversa, formada por todas classes e credos.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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