Arquivo para 18 de agosto de 2010

A PROPAGANDA ELEITORAL NO AMAZONAS COMO NEGAÇÃO DA POTÊNCIA/DEMOCRÁTICA

Quem estuda a história da política no Amazonas vai sempre encontrar um signo referencial comum: os privilégios das famílias dos governantes. Ao contrário do conceito grego, em que a democracia é a sociedade dos amigos composta por todas as famílias, no Amazonas sempre predominou uma aristocracia/familiar – aristocracia não como erudição e expressão ética – do jeito que há quase trinta anos, pós ditadura, se observa. A família Mestrinho, a família Mendes, e, agora, a família Braga. Todas como Saturno, com seus anéis. Ou, na linguagem medieval, senhores feudais com seus servos. Ou, na linguagem política/popular, com seus capachos. Visto que é impossível famílias se manterem por tanto tempo como governantes sem a proteção de seus asseclas. Daí não se esperar a democracia/constitutiva de Spinoza no programa eleitoral do Amazonas. A democracia como Direito Comum criado politicamente pelas potências de todos, dirigida por um Conselho saído do consenso dessas potências. Nada que possibilite a hegemonia familiar.

O candidato ao governo, Alfredo, recorreu, por imitação, à técnica midiática usada no primeiro programa de Dilma. A câmara lhe focaliza, mas ele fala para um suposto entrevistador ao seu lado direito. Apresentou cenas de seu tempo de prefeito – foi prefeito por duas vezes de Manaus – quando era, como se diz fisiologicamente, unha e carne das três famílias, onde, por zombaria, aparecem nessas cenas imagens de personagens, hoje, seus adversários. Alfredo mostrou o que acredita ter realizado em benefício do Direito Público.

Como foi ministro dos Transportes do governo Lula, abusou de imagens e declarações de Lula, a seu favor. Assim como imagens de Dilma. Mostrou momentos do sofrível chamado debate promovido pela Rede Bandeirantes local, para ele importante, mas que no entender do mais incauto eleitor não tem força de persuasão eleitoral.

No todo, foi um programa com predominantes notas do elogio da dor. Triste. Nada que é da alegria democrática. Mas Alfredo diz que mudou. Mas no sofrível debate, ao elogiar o governo de Eduardo Braga, mostrou que sua mudança é um lectom. Termo grego para indicar um signo linguístico que só tem significante – imagem/sonora -, e nenhuma materialidade/significado, existência.

O candidato à reeleição, Omar, representante do ex-governador Eduardo Braga, portanto, seu indicado – foi seu vice -, começou o programa recorrendo ao signo mais desativado da propaganda eleitoral. O quadro da sagrada família. Um recurso usado por candidatos que não têm a política como uma práxis racional, refletida como ciência.

Omar apresentou a esposa e filhos ao seu redor, e discursou – nessa imagem lugar comum – tentando mostrar ao eleitor a importância da harmonia familiar para que um homem seja bom governante, e atenda os direitos do povo. Mas Omar, ao usar o mesmo clichê, afirmou que não entende que todas as pessoas têm famílias, assim como todos os eleitores, e que eles sabem que a demonstração de uma família em público não assevera a justa vivência ontológica de ser para a democracia. O conhecimento de que a família nuclear/burguesa, a família patriarcal/falocrática/burguesa/paulinea, é responsável pelo transporte do delírio histórico castrador apanhado e propagado pela subjetividade capitalística, é por demais conhecida. O que leva esse entendimento à certeza de que é pelo delírio histórico que se constrói o psicótico, o canalha, o sórdido, o facínora, o capacho – que não existe sem se submeter à tara do tirano – e, principalmente, o corrupto. A perversão existencial que degenera o Direito Comum.

Mas é também na família que escapou do delírio histórico que se processa o democrata. O homem oblativo, aquele que sabe que não pode viver sem que seja como Potência/Multidão. O Devir/Constitutivo essencial para distribuição democrática. Daí ser tautológico o uso do quadro da sagrada família em programa eleitoral. Trata-se de uma repetição do mesmo, porque todos são de famílias e sabem o que elas representam.

Omar apelou também, como candidato da continuação, para imagens do governo Eduardo Braga. Um governo sem política de saúde coletiva, sem política de habitação popular – que é disfarçada com o projeto habitacional Prosamim, desenvolvido com verba mista -, sem política educacional, entretenimento público, sem política de transporte coletivo – junto com a prefeitura -, entre outras ausências que colocam o Amazonas entre os estados mais pobres do Brasil, apesar da Zona Franca arrecadar milhões de dólares.

Omar apresentou imagens de seu tempo de estudante, afirmando que fora líder estudantil engajado – no sofrível debate, ele chamou “enganjado” – do PC do B. Dois erros da campanha de Omar. Um: quando se é estudante não se precisa de líder, e muito menos se quer ser líder. Dois: o líder é uma das patologias políticas que impedem que a democracia se torne realidade da Potência/Multidão, visto que é produto do misticismo. E mais, a liderança que Omar se refere é fruto da saída dos militares do poder, exatamente, no momento em que a ditadura já era – como se diz no jargão popular – branda. Não se prendia mais ninguém. Começo de 80.

Assim como Alfredo, Omar também apresentou imagens do passado, onde ele aparece junto com os familiares das famílias Mestrinho, Mendes e, hoje, Braga. Também juntos com Alfredo. Os dois, para onde correm, sempre se encontram.

O candidato Hissa, do PPS, recorreu também ao quadro da família sagrada, apareceu junto com seus pais, não somente como adulto, mas também quando ainda criança. Um verdadeiro álbum familiar. Fato que a inteligência senso comum chama de boa criança, bom filho, bom esposo, bom governante.

Novamente, como Omar, recorreu ao passado para se mostrar como líder estudantil. Se Omar, que tem mais de 50 anos, teve uma existência estudantil próxima ao fim da ditadura, que não teve fundamentação nenhuma para criação do Estado Comum Democrático no Amazonas, imaginem Hissa, que foi líder – quem sabe – nesses últimos 10 anos. Um apelo sem qualquer convencimento ao eleitor.

Como no sofrível debate, Hissa voltou a se dizer comprometido com a educação, que, para ele, é o princípio maior da sociedade. Tem razão. Mas uma educação processada pelos afetos e pela razão, e não enunciada pelos estereótipos que hoje dominam sua essencialidade.

Já os candidatos da chamada esquerda, que não fazem parte dessa triste histórica política familialista do Amazonas, não aproveitaram seus tempos. Tirando Navarro, candidato do PCB, um candidato de convescote, que vai só para se divertir, só ele apareceu em seu inigualável tom de deboche, zombando da doloroso realidade que é a política amazonense.

O candidato do Partido Socialista e Liberdade (PSOL), Luiz Sena, não presenteou os telespectadores/eleitores com um simples raio luminoso. Herbert Amazonas, candidato do PSTU, não apareceu para pelo menos pronunciar o slogan do partido: “Contra burguês, vote 16!” Pode ser que essas ausências tenham sido causadas por falta de recursos para produzir os programas. O que ocorre comumente com esses chamados partidos pequenos.

No mais, o programa eleitoral dos candidatos no Amazonas é a verdadeira negação da Potência/Multidão. A Democracia.

MAIS 43 INDICIADOS PELA POLÍCIA FEDERAL NO BANCO DO “ORELHUDO” DANTAS

Ontem (17), a Polícia Federal concluiu o inquérito que culminou pelo indiciamento de 43 pessoas por crime financeiro no Opportunity Fund, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas, réu da Operação Satiagraha por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Os indiciados ontem foram 42 cotistas do fundo por manterem cotas nas Ilhas Cayman não declaradas à Receita Federal e ao Banco Central. “Parte dos cotistas, segundo a PF, confessou que administradores do fundo ofereceram aos brasileiros a oportunidade de sonegar o Fisco. Eles reconheceram a ilegalidade da operação, uma vez que a lei não permite que residentes no Brasil tenham cota no fundo, pois o rendimento da carteira é isento de pagamento de Imposto de Renda.

A PF ouviu 80 pessoas, dentre ex-funcionários do Banco Opportunity S.A., doleiros e supostos cotistas do fundo. Os 42 cotistas envolvidos poderão responder por crime de evasão de divisas, sendo que dois deles também foram indiciados por lavagem de dinheiro. Um administrador do fundo no Brasil também foi acusado de gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha (aqui).”

É o que dá manter negócios com um dos maiores criminosos de colarinho branco da história brasileira. Mas há um alento para os novos indiciados: é que sempre há um habbeas corpus de Gilmar Mendes disponível para os amigos de Dantas.

PRESIDENTE DO TRE/SE SOFRE ATENTADO

Por volta das 8h da manhã de hoje (18), o carro do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE), Luiz Mendonça, foi alvejado por cerca de trinta disparos com arma de fogo.

A ocorrência se deu na avenida Beira Mar, esquina com a rua José Olívio do Nascimento, Centro de Aracaju, quando quatro homens encapuzados em um carro modelo Honda City, arremeteram a tiros contra o carro do TRE, deixando o motorista gravemente ferido e Mendonça foi atingido no ombro.

Conforme o assessor de imprensa TRE, Manuel Filho, ainda não se sabe o motivo do atentado. “A polícia está investigando o caso. Não se pode descartar nada, mas não tivemos nenhum julgamento de repercussão aqui que pudesse causar isso”, disse.

TST MULTA EMPRESA EM R$ 5 MILHÕES POR TRABALHO ESCRAVO

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou hoje (18) a multa de R$ 5 milhões contra a empresa Lima Araújo Agropecuária que havia sido estabelecida, em 1998, pelo Tribunal Regional do Trabalho no Pará (TRT/PA) referente a “dano moral coletivo e reincidência na utilização de trabalho escravo”.

Conforme notícia na Agência Brasil, “a ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho, que acusa a empresa de ter mantido 180 trabalhadores, entre eles adolescentes, em condições desumanas e análogas à escravidão”.

Esses trabalhadores, entre eles mulheres e crianças, que foram encontrados em duas fazendas – Estrela das Alagoas e Estrela de Maceió – pertencentes à empresa, em Piçarra, sul do Pará, segundo o ministro do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, relator do processo, eram escondidos pelos “gatos”, que são os aliciadores responsáveis por burlar a fiscalização da prática hedionda.

Essa condenação deve servir de exemplo não só para aquele empregador, mas para toda situação que haja essa prática na qual a atuação da Justiça será muito dura. Os trabalhadores estavam em condições subumanas, com trabalhadores doentes, trabalhadores que tinham o salário comprometido sem poder pedir demissão porque a dívida com a empresa era maior”, falou Vieira de Mello.

Acrescente-se que esta é uma das práticas de disfarce da escravidão mais utilizadas ainda hoje em muitos interiores do Pará e Amazonas. Embora pareça um crime bárbaro e retrógrado, é, na verdade, uma prática estabelecida dentro do sistema capitalista. E por isso tem que ser combatida sem concessões, pois, como diz Jean Baudrillard, se os capitalistas pudessem eles não nos legariam sequer o pão e não descansam de tentar nos remeter a todo momento à escravidão.

INSTITUTOS DE PESQUISAS FIZERAM MALDADE COM SERRA

Quando as primeiras pesquisas de opinião eleitoral sobre os candidatos para o cargo de presidente da República foram realizadas em 2009, o nome de Serra era disparado o mais lembrado, segundo os dados dos institutos de pesquisa, principalmente os dois representantes da classe dominante, Datafolha e Ibope. Colocada como possível candidata ao cargo, Dilma ocupava uma triste colocação. Se Serra aparecia com mais de 40%, Dilma não chegava aos 10%.

O tempo ia rolando e as pesquisas se sucedendo, e Serra sempre com vantagem assombrosa na frente de Dilma. Serra já era conhecido da população, mas Dilma era uma mera desconhecida. Na empolgação, a direita não levou essa desconhecimento em consideração, e tome comemoração. Ela não estava nem aí para esse fato, demonstrando uma impressionante obtusidade sobre o óbvio.

O tempo rolando, e para aumentar o júbilo da direita ocorreram as eleições no Chile, onde, embora a presidenta Bachelet, tivesse mais de 80% de aprovação de seu governo pelo povo chileno, não conseguiu eleger seu candidato. Diante do fato, a agripinagem foi ao delírio. Se ela não conseguiu, Lula, que tem a maior avaliação de um presidente em toda a história do Brasil, também não consegue. É histórico, nunca um candidato bem avaliado pelo povo consegue eleger seu sucessor. Imaginava, supersticiosamente, a agripinagem, não levando em conta fatores singulares de cada povo, como fatores antropológico, social, econômico, religioso, cultural, e o próprio conceito de democracia. Na sua óbvia estupidez, a direita não sabia que cada povo tem suas experiências singulares responsáveis pelas construções de seus signos e objetos que as faz umas diferentes das outras.

O tempo rolando, então chegou o ano de 2010. Dilma definida como candidata do presidente Lula, começou a mostrar suas ‘manguinhas’ de candidata. Lá estava Dilma subindo nas pesquisas, mas nem de longe ameaçando Serra, que, junto com seus comparsas, continuavam em ritmo de fantasia: “Essa eleição está no papo.” Verdade só no papo. Dilma se desincompatibilizou do cargo de ministra da Casa Civil, e começou a andar pelo Brasil afora. Por sua vez, em cada obra, em cada reunião, em cada fala, Lula lembrava que Dilma era sua candidata. Tudo sutilmente, é claro, apesar de várias vezes o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não ver nenhuma sutileza, mas propaganda antecipada.

Aí o tempo começou a rolar democraticamente. Dilma já não era apenas uma mera desconhecida. Muitos brasileiros começaram a lhe relacionar com Lula. Vieram os programas de seu partido na TV, e Lula ao lado, as entrevistas, e os agripinos começaram a esquecer a experiência chilena. Lá estava o Lula, o arigó amado pela maioria do povo brasileiro se fazendo presente, e Dilma virou uma corrente. Uma corrente de novos adeptos. Dilma se mostrou ao povo, e o povo gostou de sua rostidade, sua performance, e sua linguagem.

Foi então que o instituto Sensus divulgou a primeira pesquisa em que Dilma aparecia na frente de Serra, a agripinagem foi ao delírio, só que dessa vez, em forma de desespero. Protestou e entrou, estimulada pelo instituto agripinado Datafolha, com ação contra o Sensus no TSE, afirmando erro na pesquisa. Dias depois o TSE deu ganho de causa para o Sensus, e os agripinos foram à loucura. Aí, bem, aí foi o que se sabe hoje. Dilma ganha as eleições presidenciais em primeiro turno, segundo a última pesquisa divulgada ontem, dia 17, pelo Vox Populi, em que Serra aparece com 29% e Dilma, com 45%. É o delírio total dos agripinos. E o pior, os seus institutos Ibope e, principalmente, o Datafolha seguraram essa realidade até onde puderam.

De formas que o pobre do Serra sofreu durante mais de um ano uma perversa malvadeza perpetrada pelos institutos de pesquisa. Dizem que Serra não sentiu a malvadeza porque ele é muito vaidoso, e a vaidade cega o vaidoso que passa a creditar no seu produto, a ilusão.

Agora, quebrado o encanto mágico das pesquisas, Serra se prepara para dar meia volta volver mais ainda para a direita, o lado que mais lhe agrada.

TSE CONFIRMA A VALIDADE DA FICHA LIMPA PARA ESSAS ELEIÇÕES

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de julgar um recurso interposto pelo candidato ao cargo de deputado estadual do Ceará, Francisco das Chagas Rodrigues Alves, que teve sua candidatura cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, afirmando que a Ficha Limpa viola o princípio constitucional da anualidade ou anterioridade prevista no artigo 16 da Constituição Federal, julgou ontem, dia 17, que a Lei da Ficha Limpa pode ser aplicada para as eleições gerais desse ano de 2010, sem violar o artigo 16 da Constituição Federal.

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Corte, votou pela validade da aplicação da Lei, e foi seguido pelos ministros Arnaldo Versiani, Carmem Lúcia, Aldir Passarinho e Hamilton Carvalhido. Computando 5 votos contra 2, dos ministros Marcelo Ribeiro e Marco Aurélio Mello, que defenderam a tese de que a Lei da Ficha Limpa altera o processo eleitoral e não deveria ser aplicada por ter sido sancionada em menos de um ano antes das eleições.

O PRIMEIRO DIA DE CAMPANHA NA TV. QUE COISA, HEIN!

O primeiro dia de campanha na TV deu o que se esperava: o óbvio. O programa de Dilma, contagiante, onde a presença do humano democrático se mostrou leve e livre. Foram dois programas. O do meio-dia – em Manaus, devido ao fuso horário, é esse o horário -, como se diz na linguagem dos dietéticos, foi light. Um programa sem as gorduras que impedem o movimento leve da linguagem democrática. Um programa no qual Dilma desfilou sua existência de adolescente corajosa e engajada, e parte de sua aventura de mulher cuidadosa com as coisas do público.

Já o programa da noite foi a vez do trio que atiça a democracia brasileira. Lula, Dilma e o povo. Do Chuí ao Oiapoque. Dilma, Lula e o povo Brasileiro. Transversalidades, movimentos, traços, fluxos produtivos. Foi o Brasil como personagem principal. Lula, indicando Dilma, de mãos com os brasileiros.

As imagens, os movimentos, os sons, os personagens, uma composição spinoziana da potência democrática. Que coisa, hein!

Já o programa de Serra carrega a força de quem encerra a carreira. Não teve diferença do primeiro para o segundo. Serra usou os mesmo estereótipos usados pelos velhos marqueteiros de campanhas de candidatos como Paulo Maluf – que lembra muito o prefeito cassado de Manaus, e ex-governador Amazonino. O vetusto clichê do “eu fiz”. Além dos velhos agradecimentos das pessoas ao candidato, como se tudo fosse uma esmola o que leva o telespectador/eleitor/atento a acreditar que é mais um ato de triste agradecimento do que um ato constitucionalmente obrigatório de quem governa um estado. Uma forma maléfica de mostrar pessoas agradecidas mistificadamente. O que faz com que elas continuem escravas.

Sem nenhum escrúpulo com o eleitor, Serra contracenou em um favela cenográfica em comemoração com personagens símiles aos das telenovelas da Globo, confirmando ser da massa “cheirosa”, como afirma uma de suas jornalistas porta-voz, Catanhede, da Folha de São Paulo.

Serra mostra, também, um estado de São Paulo imaginário. Um estado que só é moderno nos desígnios fantasiosos de seu partido, PSDB. E que ele afirma querer espalhar pelo Brasil todo. Ainda bem que é só um querer. Uma vontade, algo que não passa pelo intelecto. Principalmente pelo intelecto do brasileiro.

Mas há um signo que encerra Serra de vez em seu universo imóvel de apetrechos caducos. É a voz da deslumbrada Elba Ramalho. A mesma Elba que em 70 se envolveu com a moçada da pesada, como Chico Buarque, Gil, Milton Nascimento, mas que nas eleições em que Collor era candidato, mostrou sua original ‘porralouquice’. Foi a primeira a divulgar seu apoio ao presidente do impeachment. E foi preciso o cantor e compositor do PCB, Geraldinho Azevedo, lhe dar uns coques cancioneiros, dizendo que se ela apoiasse o candidato da Globo, ela nunca mais cantaria nenhuma de suas músicas.

Pois é, Elba Ramalho, em seu lugar certo, junto com Serra. Que coisa, hein!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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