Arquivo para 6 de outubro de 2010

PADRE DA CANÇÃO NOVA USA IGREJA-TV PARA ATACAR DILMA. CANÇÃO NOVA DIVULGA NOTA SE PENITENCIANDO, MAS NÃO PUNE PADRE

O padre José Augusto, da Canção Nova, usou seu programa religioso de televisão para blasfemar contra a candidata do povo brasileiro Dilma Rousseff. Em suas declaração, ele pregou para que os fiéis não votem no Partido dos Trabalhadores (PT) e em Dilma. O padre usou, como sustentação de sua imposição, o mesmo argumento dos degenerados – os que possuem o espírito (mente) corrompidos e carregam um baixo grau de inteligência, por isso não atingiram o grau de abstração epistemológica e vivência moral coletiva -, afirmando que Dilma é contra a vida. Ou seja, a favor do aborto. O estereótipo usado atualmente para tentar eleger Serra, sendo Serra a favor do aborto. O que até ele sabe. Mas não sabem os aprisionados no vazio místico onde não há vida inteligente, como no caso do tal padre José Augusto.

O tal padre da Canção Nova, José Augusto, cometeu, com sua posição declarada à candidatura Serra, um delito, posto que a televisão é uma concessão pública e não veículo de comunicação de propriedade da igreja Canção Nova, que tem o direito de usar o sinal permitido pelo Estado Brasileiro. Portanto, a televisão, como o rádio, é serviço público e disciplina cívica, e não propriedade particular, como imagina o tal padre ao fazer uso do sinal para suas próprias convicções pessoais. E mais ainda, como afirmam muitos católicos, a igreja não é palanque eleitoral. Que o padre vote no Serra e queira fazer campanha para o mesmo, que vá para rua fazer campanha, o que fica melhor para sua imagem de cabo eleitoral, e assim livra a Igreja Católica de ser mais acusada historicamente de sempre estar junta com o poder opressor.

Diante da campanha eleitoral desencadeada pelo tal padre José Augusto, a direção da Canção Nova, na pessoa do fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Adib, divulgou uma nota tratando sobre o fato. Mas uma nota que não trata da ação do tal padre José Augusto. Uma nota que tenta mostrar a posição cristã da Canção Nova e seu apartidarismo. O que permite o tal padre José Augusto interpretar individualmente que pode continuar com seu proselitismo serrista, visto que a nota só generalizou sua posição.

No mais, na nota da Canção Nova não se nota qualquer advertência contra o tal padre José Augusto. Como dizem os simuladores, foi uma nota do faz de conta que foi dada uma satisfação para os fiéis que os sustentam com seus dízimos. Enquanto isso, o padre José só com sua fé no outro José.

GERAÇÃO DE EMPREGO: LULA 15 MILHÕES X FHC 5 MILHÕES

da Agência Carta Maior

A partir desta quarta-feira, a Carta Maior publica uma série de artigos do economista José Prata Araújo, fazendo uma comparação entre os governos Lula e FHC. Araújo apresenta números e resultados dos dois governos, procurando apresentar os dois caminhos que estarão diante da população brasileira no dia 31 de outubro. No primeiro artigo ele aborda o tema da criação de empregos. O Brasil está entre dois caminhos, assinala. O de Dilma e Lula representa mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, distribuição de renda, e mais empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.

José Prata Araújo (*)

O indicador do mercado de trabalho formal mais amplo é a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. Os dados da RAIS são divulgados anualmente, representam cerca de 97% do mercado de trabalho formal brasileiro e são aproximadamente 6,9 milhões de empresas declarantes. De forma diferente do CAGED, que se restringe ao trabalho celetista, a RAIS também recolhe dados dos estatutários, dos trabalhadores regidos por contratos temporários e dos empregados avulsos.

Veja na tabela abaixo os dados da RAIS dos últimos 15 anos e a estimativa para 2010. Sob Lula serão 15 milhões de empregos formais em oito anos, uma média de 1.877.954 empregos por ano. Já sob FHC, os números foram bem mais baixos: 5.016.672 vagas em oito anos, com uma média de 627.084 contratações anuais.

Assim, a média anual de geração de empregos com Lula pela RAIS foi cerca de três vezes maior que no governo FHC. Os tucanos sempre desacreditaram a meta de 10 milhões de empregos, fixada por Lula em 2002. O petista acabou alcançando 15 milhões de novos empregos de carteira assinada e os 10 milhões viraram a diferença para mais em relação ao governo FHC.

Como explicar tamanha disparidade na geração de empregos formais entre os governos Lula e FHC? As teorias dos tucanos e de seus aliados são risíveis. Veja o que disse o economista Edward Amadeo:

O emprego com carteira assinada cresceu como não fazia desde a década de 1970. Quem imagina que isso se deva ao aumento da taxa de crescimento econômico pode estar enganado. Foi o aumento no crescimento econômico, ou a redução da incerteza com um Lula prudente, que fez as empresas sentirem-se à vontade para contratar mais trabalhadores com carteira? Um bom debate. (…) Enfim, a redução da inflação e o arquivamento da política econômica do PT fez muito bem ao país” (Valor Econômico, 26/12/2007).

Ora, se prudência e a confiança dos empresários gerasse empregos, FHC, e não Lula, seria o campeão na geração de empregos formais.

Há ainda aqueles, como o economista Naercio Menezes Filho, que creditam às reformas neoliberais a maior geração de empregos:

Por que será que nas décadas de 1980 e 1990 o crescimento econômico não gerou empregos? Como este foi um período de inflação alta e crescente, economia fechada, mão de obra não qualificada e custos trabalhistas elevados, as firmas evitavam contratar formalmente a todo custo, adotando uma postura defensiva no mercado de trabalho. A partir de meados da década de 1990, com a inflação controlada e as reformas liberalizantes da economia, o mercado de trabalho passou a funcionar de forma mais fluída, não sem antes passar por um duro período de ajuste até 1999” (Valor Econômico, 15/5/2009).

O emprego formal no Brasil vem crescendo de forma consistente no governo Lula e não é por causa das reformas neoliberais, como afirmam os tucanos. Com Lula, a economia acelerou o seu crescimento, o que explica em parte a criação de milhões de empregos formais. O forte impulso da distribuição de renda e do mercado interno de massas, onde se sobressaem empresas fortemente geradoras de mão de obra sejam pequenas, micros, médias e até mesmo grandes empresas, também contribui. O governo Lula tem como diretriz o trabalho de carteira assinada, seguida pela fiscalização do Ministério do Trabalho, ao contrário de FHC que estimulava as empresas a adotarem novas formas de contratação, visando reduzir o que chamavam de “custo Brasil”. Com Lula, os sindicatos foram valorizados, ao contrário de FHC que tinha como objetivo impor-lhes uma dura derrota.

O Brasil entre dois caminhos: continuar com Dilma e Lula, com mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, mais distribuição de renda, mais e melhores empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.

(*) Economista mineiro, autor dos livros “O Brasil de Lula e o de FHC” e “Guia dos direitos sociais”

A COERÊNCIA DA DEMOCRACIA VERDE DE GILBERTO GIL

Gilberto Gil foi um dos mais importantes e talentosos ministros do governo Lula. O cantor-ministro foi o principal responsável pela democratização cultural, expandindo-se para além do sudeste e deixando de ficar restrita apenas aos seletos “artistas” (nesse caso, nunca esquecer as aspas) globais e congêneres da arte mercadológica.

Por esse motivo, não surpreende de forma nenhuma que ele – ao contrário do tresloucado e derrotado candidato (eita, rima!) ao governo do Rio de Janeiro ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira – venha agora com serenidade e alegria anunciar seu apoio irrestrito à candidata do presidente Lula, dos partidos aliados e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, declarando que Dilma é a única opção para a continuidade e avanço de um projeto democrático de governo.

Para Gil, Serra seria um terrível retrocesso.

MARINA SILVA DEVE “ENRIQUECER O PROJETO DA DEMOCRACIA SOCIAL E POPULAR”

Leonardo Boff*, na Agência Carta Maior

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.
Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.
Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.
Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.
Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.
Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

(*) Leonardo Boff é teólogo

DILMA DIZ QUE PROJETO DE DEFESA DA POPULAÇÃO É A FAVOR DA VIDA

Participando de uma entrevista onde foi indagada se vai apresentar em sua campanha temas referentes a religião que foi usada para difamá-la, a candidata do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, afirmou que sim. Que é católica e que sua proposta de governo é um verdadeiro tratado de defesa da vida.

É muito importante afirmar que meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é um projeto a favor da vida. E tenho certeza que entre a concepção da minha proposta tem tudo a ver com as religiões do Brasil.

O Brasil tem uma força muito grande na religião cristã. E eu, particularmente, sou de família católica e sempre fui a favor da vida. Mas, sobretudo, eu tenho hoje muita felicidade de ter passado nesta campanha com uma experiência pessoal muito forte, que foi o nascimento do meu neto. Mais do que tudo eu sou a favor da vida”, analisou Dilma.

ESTADÃO CENSURA A INTELIGÊNCIA DE MARIA RITA KEHL

O Estadão, um dos principais jornalões da retrógrada mídia sequelada, que se arvora defensor da liberdade de expressão no Brasil, e que sempre esteve ligado ao que existiu e existe de pior na política brasileira, primeiro aos ditadores e depois à direita sequelada, não suporta em suas páginas qualquer texto em contrário ao estipulado pelo ditador, digo, editor.

Por tal motivo, uma das últimas letras lúcidas legíveis nas páginas virtuais (pois a versão impressa está em extinção) do Estadão, a escritora Maria Rita Kehl, que há poucos dias ganhou o prêmio Jabuti na categoria educação, psicologia e psicanálise com seu livro O Tempo e o Cão, foi sumariamente demitida ontem.

A demissão de Kehl se deu devido ao texto em que ela faz um desmonte dos argumentos elitistas contrários ao Bolsa Família.

Depois eles ainda vão querer dizer que sua falência é culpa dos blogs e redes sociais.

Abaixo reproduzimos na íntegra o artigo da corajosa e autêntica escritora.

* * *

Dois pesos…

Maria Rita Kehl

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

CIRO GOMES NA COORDENAÇÃO DA CAMPANHA DE DILMA

Participando entusiasmado, confiante e alegre na reunião com a candidata Dilma Rousseff, o deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula, Ciro Gomes (PSB/CE), disse que será um cabo eleitoral de Dilma atuante.

Em entrevista ao Portal Brasil Atual, Ciro mostrou sua combatente determinação contra a direita retrógrada que infesta o Brasil e coloca em perigo a democracia em constante vigília conspiratória contra o Brasil.

Estou seguro que o melhor caminho é Dilma. Mas é preciso também compreender porque 20% dos brasileiros, tudo gente boa, da melhor intenção, tudo gente progressista, trabalhadora, amada, porque não veio conosco no primeiro turno. Por que foi com a Marina? O que Marina interpretou? Acho que uma certa frouxidão do PSDB acabou sendo replicada por certa frouxidão do PT, e tem uma parte de nós, brasileiros, que não gostamos dessa frouxidão.

Sei disso porque uma parte dessas pessoas já votou comigo em outras ocasiões. É classe média, estudante, jovem, gente preocupada com alguma intransigência. Não é de intolerância que estou falando, mas de intransigência em matéria de comportamento político”, afirmou Ciro Gomes.

Analisando a perversa campanha terrorista de boatos contra Dilma e a atuação da mídia claramente favorável à candidatura de Serra, Ciro considerou: “Boato só prospera onde há perplexidade, vácuos, vazios. Como essa questão do aborto. É complexa, é delicada. Interagem com esse assunto questões religiosa, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas. Questões terríveis. E os políticos, por regra, detêm um oportunismo muito rasteiro a respeito deste assunto. Acho que esse é o vácuo. Quando você tem o vácuo, e não tem clareza, o boato acaba prosperando mais do que devia.

E, claro, há o papel de uma parte da imprensa brasileira. E isso não é novidade, não temos que nos assustar com isso. Quem se enganou foi quem acreditou que haveria essa cordialidade que eu sempre soube que não haveria. Uma parte da imprensa brasileira tem preferência, o que é legitimo.

Apenas deveríamos ajudar o eleitor brasileiro a saber que a Veja é reacionária. É direito do povo brasileiro saber que a Veja é reacionária. A Veja deve existir, deve fazer o que bem entender. Se passar da conta, temos um sistema democrático que garante reparos no Judiciário, mas nada de ir contra a imprensa. A imprensa é sagrada para nós, democratas.

A Veja passa da conta. Vive a serviço do que há de mais espúrio na sociedade brasileira. É isso que a gente deve explicar para as pessoas. Que a Veja tenha longa vida, mas que todos fiquem sabendo que a Veja não é uma observadora neutra da vida brasileira: ela está a serviço dos interesses internacionais, da privataria, da escória brasileira. Isso sempre foi. Desde que a turma do melhor nível saiu, virou isso. Um instrumento de achaque.”

Ciro também falou sobre sua atuação na campanha de Dilma diante do povo. “Falar com o povo. Sincera e humildemente. Falar como povo. Enfrentar. Isso sou eu quem estou falando. Essa cordialidade só ajuda àquelas pessoas que têm as ferramentas clandestinas de mentir contra a vontade popular.”

TIRIRICA GOVERNADOR DO AMAZONAS

O humorista cearense Tiririca, desconhecido como Francisco Everardo Oliveira Silva, que foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo com 1.35 milhão de votos teve votos suficientes para ser eleito governador em 14 estados do Brasil, segundo estatística apresentada pela Rede Brasil Atual.

A votação de Tiririca suplantou o número de votos de todos os candidatos dos chamados partidos nanicos que disputaram a eleição para a Presidência da República, e muitos candidatos que foram eleitos governadores.

Se Tiririca tivesse se candidato ao cargo de governador do Amazonas, de acordo com sua estupenda votação, teria sido eleito com folgada margem de votos, posto que o candidato eleito, o continuador da direita retrógrada que domina o estado do Amazonas, Omar Aziz, teve somente 944 mil votos.

Na comparação entre Tiririca e Omar, deve-se levar em consideração que Tiririca disputou sua eleição contra dezenas de candidatos ao mesmo cargo que ele disputava, a Câmara Federal. Já Omar disputou bem dizer sozinho. Os outros candidatos com grande fragilidade econômica não tiveram a força financeira que Omar teve, além do apoio de toda mídia de mercado, que vai para onde vão os governos, e da igreja Assembleia de Deus. Ao contrário de Tiririca, que só contou com sua cara de Everardo e sua indumentária de palhaço subdesenvolvido.

Por esse histórico de votação, Tiririca seria hoje o governador do Amazonas. Como é comum no Amazonas, principalmente em Manaus, estrangeiros chegarem e se sentirem em casa com direito a todo tipo de bajulação, inclusive muitos ocupando cargo no Legislativo e Executivo, seria bom Tiririca fazer uma experiência no Amazonas e se candidatar na próxima eleição ao cargo de governador. Assim acabaria com a supremacia desse danoso grupo que infelicita o Amazonas há quase 30 anos. Só assim acabaria a predominância da direita retrógrada na terra de Ajuricaba. Por que esperar pela esquerda é esperar sentado, posto que não há esquerda no Amazonas, já que a maioria do PT foi capturada por essa direita, e todos do PC do B estão ligados ideologicamente com a subjetividade da direita, fazendo parte do governo reacionário.

Exemplo, a deputada federal do PC do B, Vanessa Grazziotin, foi a indicada para concorrer à segunda vaga ao Senado – chegando a ser eleita – pelo ex-governador Eduardo Braga – eleito na primeira -, o mais importante continuador da direita fundada no Amazonas pelos conservadores ex-governadores Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes.

É possível que se Tiririca manifestasse a intenção de sair candidato ao governo do Amazonas, um clamor amazônico ecoaria pedindo: “Vem Tiririca, seu abestado!”

TSE DIZ QUE PROPAGANDA ELEITORAL PODE COMEÇAR SEXTA-FEIRA

A propaganda eleitoral terá inicio em 48 horas, a partir de zero hora”, afirmou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowki, depois de proclamar os resultado parciais das eleições para presidente. De acordo com a proclamação, a propaganda eleitoral no rádio e na televisão poderá começar na sexta-feira, dia 8.

Apesar da proclamação do resultado, o início da propaganda eleitoral ainda está preso aos acordos entre os candidatos ao cargo de presidente da República, Dilma Rousseff e José Serra, e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). A data limite para começar a propagando é o dia 16. E seu final dia 29.

Depois de afirmar que nenhum recurso nos tribunais eleitorais regionais contestou o resultado dos candidatos indicados para o segundo turno, o presidente do TSE, Lewandowki, afirmou: “Aprovo provisoriamente o resultado da eleição presidencial e homologo resultado nele apresentado, indicando Dilma Rousseff e Michel Temer e José Serra e Índio da Costa para disputa de segundo turno.”

Haverá segundo turno nos estados do Amapá, Alagoas, Goiás, Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima e no Distrito Federal.

DILMA INICIA A PROPAGANDA ELEITORAL

Segundo resolução aprovada ontem, dia 5, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata do presidente Lula e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, começará a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A partir de então os dias serão alternados entre os candidatos.

A resolução do TSE tomou como base o fato de Dilma ter sido a candidata com maior número de votos. A duração de propaganda para cada candidato é de dez minutos todos os dias, inclusive aos domingos, com mais 7 minutos e 30 segundo todos os dias com inserções. O mesmo tempo será para os candidatos ao governo nos estados onde a disputa foi para o segundo turno.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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