Arquivo para 12 de outubro de 2010

DILMA, MOSTRE QUE É DE BRIGA

Foto: Roberto Stuckert Filho

Foto: Roberto Stuckert Filho

Mino Carta*

O Brasil merece a continuidade do governo Lula em lugar da ferocidade dos eleitores tucanos

As reações de milhares de navegantes da internet envolvidos na celebração dos resultados do primeiro turno como se significassem a derrota de Dilma Rousseff exibem toda a ferocidade – dos súditos de José Serra. Sem contar que a pressa de suas conclusões rima sinistramente com ilusões.

Escrevi ferocidade, e não me arrependo. Trata-se de um festival imponente de preconceitos e recalques, de raiva e ódio, de calúnias e mentiras, indigno de um país civilizado e democrático. É o destampatório de vetustos lugares-comuns cultivados por quem se atribui uma primazia de marca sulista em relação a regiões – entendidas como fundões do Brasil. É o coro da arrogância, da prepotência, da ignorância, da vulgaridade.

É razoável supor que essa manifestação de intolerância goze da orquestração tucana, excitada pelo apoio maciço da mídia e pelos motes da campanha serrista. Entre eles, não custa acentuar, a fatídica intervenção da mulher do candidato do PSDB, Mônica, pronta a enxergar na opositora uma assassina de criancinhas. A onda violeta (cor do luto dos ritos católicos) contra a descriminalização do aborto contou com essa notável contribuição.

Ocorre recordar as pregações dos púlpitos italianos e espanhóis: verifica-se que a Igreja Católica não hesita em interferir na vida política de Estados laicos. Não são assassinos de criancinhas, no entanto, os parlamentares portugueses que aprovaram a descriminalização do aborto, em um país de larguíssima maioria católica. É uma lição para todos nós. Dilma Rousseff deixou claro ser contra o aborto “pessoalmente”. Não bastou. Os ricos têm todas as chances de praticar o crime sem correr risco algum. E os pobres? Que se moam.

A propaganda petista houve por bem retirar o assunto de sua pauta. É o que manda o figurino clássico, recuar em tempo hábil. Fernando Henrique Cardoso declarava-se ateu em 1986. Mudou de ideia depois de perder a Prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros e imagino que a esta altura não se abstenha aos domingos de uma única, escassa missa. Se não for o caso de comungar.

A política exige certos, teatrais fingimentos. Não creio, porém, que os marqueteiros nativos sejam os melhores mestres em matéria. Esta moda do marqueteiro herdamos dos Estados Unidos, onde os professores são de outro nível, às vezes entre eles surgem psiquiatras de fama mundial e atores consagrados. Em relação ao pleito presidencial, as pesquisas falharam e os marqueteiros do PT também.
Leio nesses dias que Dilma foi explicitamente convidada por autoridades do seu partido a descer do salto alto. Se subiu, de quem a responsabilidade? De todo modo, se salto alto corresponde a uma campanha bem mais séria e correta do que a tucana, reconhecemos nela o mérito da candidata.

Acaba de chegar o momento do confronto direto, dos debates olhos nos olhos. Ao reiterar nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff, acreditamos, isto sim, que ela deva partir firmemente para a briga, o que, aliás, não discreparia do temperamento que lhe atribuem. Não para aderir ao tom leviano e brutalmente difamatório dos adversários, mas para desnudar, sem meias palavras, as diferenças entre o governo Lula e o de FHC. Profundas e concretas, dizem respeito a visões de vida e de mundo, e aos genuínos interesses do País, e a eles somente. Em busca da distribuição da riqueza e da inclusão de porções cada vez maiores da nação, para aproveitar eficazmente o nosso crescimento de emergente vitorioso.

CartaCapital está com Dilma Rousseff porque é a chance da continuidade e do aprofundamento das políticas benéficas promovidas pelo presidente Lula. E também porque o adágio virulento das reações tucanas soletra o desastre que o Brasil viveria ao cair em mãos tão ferozes.

P.S. Bem a propósito: a demissão de Maria Rita Kehl por ter defendido na sua coluna do Estado de S. Paulo a ascensão social das classes mais pobres prova que quem constantemente declara ameaçada a liberdade de imprensa não a pratica no seu rincão.

Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.
redacao@cartacapital.com.br

MANIFESTO DOS FILÓSOFOS DO BRASIL PRÓ-DILMA AFIRMA O FILÓSOFO GUATTARI: ”ANTES DO SER HÁ A POLÍTICA”

Os filósofos não brotam da terra como cogumelos, eles são frutos da sua época, de seu povo, cujas energias, tanto as mais sutis e preciosas como as menos visíveis, se expiram nas suas ideias filosóficas. O espírito que constrói os sistemas filosóficos no cérebro dos filósofos é o mesmo que constrói os caminhos de ferro com as mãos dos trabalhadores. A filosofia não é exterior ao mundo”, afirma o filósofo que transformou o mundo, Karl Marx. Essa a ideia que levou os filósofos do Brasil se engajarem na candidatura de Dilma Rousseff para impedir que a dor, o ódio, a vingança e a degeneração possa tomar conta do Brasil.

Mais do que a qualquer um, cabe ao filósofo apropriar-se da matéria social que é seu tempo, “analisar sua forma de desenvolvimento, e encontrar seus elos internos (Marx)” para poder transformar o mundo, e não ficar na eterna abstração da interpretação enquanto o homem é violentado pelas forças capitalísticas com sua moral danosa ao espírito transformador.

O filósofo não é aquele que se dá ao luxo de se perder no supérfluo das cátedras retrógradas dos quadros acadêmicos, como alguns profissionais do ensino dos sistemas e doutrinas filosóficas fazem. Crentes que estão cumprindo suas missões. O contrário, o filósofo, como qualquer “ser humano não é uma abstração inerente ao indivíduo isolado. Na sua realidade, é o conjunto das relações sociais” (Marx). Esse entendimento levou o filósofo francês Feliz Guattari a afirmar que “antes do ser há a política”, uma enunciação revolucionária implicante ao filosofar.

Daí a importância do manifesto publicado pelos filósofos do Brasil como apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Um manifesto que é um verdadeiro ato de engajamento pelas liberdades democráticas e a continuação do desenvolvimento do País. Um manifesto que tem como princípio maior a potência da inteligência, da ética e da estética fundamentais para que o homem brasileiro possa acreditar em sua capacidade de produção de uma existência digna como requer o existir, porque “não se tem que passar pela privação, não é uma condição da filosofia’, como afirma o filósofo italiano Toni Negri.

MANIFESTO DOS FILÓSOFOS

Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção da construção de uma sociedade livre, justa e solidária, por meio da redução das desigualdades sociais e regionais e da luta pela erradicação da pobreza, objetivos expressos na Constituição da República Federativa do Brasil. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.

Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes.

A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática.

Compromisso com a expansão e qualificação da universidade

Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentadoria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.

O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.

Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais

A Constituição Federal é clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial.

Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010

Professores(as) e pesquisadores(as) DE FILOSOFIA interessados em assinar o manifesto, favor enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço: manifestoprodilma@gmail.com. Para conferir a lista de signatários acesse o link “assinaturas” na barra lateral. Para os demais interessados, favor conferir: http://www.petitiononline.com/prodilma/petition.html

DILMA HOMENAGEIA AS CRIANÇAS

Foto: João e Maria para Afinsophia

Amanhã é o dia 12 de outubro, o Dia da Criança. Nesse dia, nos temos que assumir claramente mais um compromisso fundamental com as crianças deste país. O futuro do nosso país depende desse nosso apoio, dessa proteção, e ao mesmo tempo dessa garantia de oportunidade para elas se tornarem adultas. É para as crianças que eu quero construir as 6 mil creches, que eu quero uma educação de qualidade, com professores bem pagos”, discursou a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, ao participar do comício, juntamente com o presidente Lula, realizado ontem, dia 11, na cidade satélite de Brasília, Ceilândia, cuja população é composta na maioria de nordestinos.

Ainda falando sobre educação, Dilma fez comparação entre a gestão do presidente Lula e do candidato da direita-parasitária, José Serra, que não trata com respeito a educação e muito menos os profissionais da educação.

Nós achamos que para ter qualidade na educação, o professor tem que ser bem pago. Eles, não”, discursou Dilma, depois de afirmar que Serra “é a volta ao passado”.

Foto: João e Maria para Afinsophia

Dilma discursou mostrando as diferenças entre os governos Lula e Fernando Henrique, afirmando que o governo da direita tinha como impossível o desenvolvimento do Brasil, o que o governo Lula mostrou ser possível.

Eles dizem que tudo é impossível. Eles diziam que a gente não ia conseguir pagar o FMI e nós pagamos. Hoje, somos capazes de emprestar para o FMI. Daqui para frente, o tamanho desse Brasil é aquele que nós queremos para ele. Não queremos mais um país pequeno. Este país que ergueu a cabeça, e hoje é respeitado no mundo porque seus 190 milhões de brasileiros sabem que é possível realizar seus sonhos aqui”, afirmou Dilma.

DILMA ASSISTE MISSA NA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DA APARECIDA, DEPOIS FALA SOBRE ÀS CALÚNIAS QUE VEM SOFRENDO

Depois de participar da celebração de uma missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no Vale do Paraíba, a candidata do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos aliados e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, ao cargo de presidenta da República, conversou com jornalistas sobre a manipulação que a direita vem fazendo das consciências de parte da população religiosa, acusando-a com calúnias, difamações e aleivosias perniciosas. Uma campanha de ódio “imperdoável”.

Eu acho que isso se configura uma tentativa de fazer política com métodos que eu repudio. Eu, quando faço crítica, faço cara a cara. Eu considero que isso é muito ruim politicamente porque esse é um país que não conhece o ódio, nem de etnia, nem de religião, nem cultural.

Instigar o ódio por razões eleitorais é imperdoável. Eu passei muito tempo calada. Quando eu vi o tamanho que tinha tomado essa central organizada de boatos, eu resolvi tornar isso público e compartilhar com a população”, afirmou Dilma.

Eu sou mais velha. A minha geração lembra muita da guerra do Vietnã, sabe por que? Havia uma subestimação total do Vietnã reagir à maior potência, os Estados Unidos. Da parte do meu adversário, não sei por que, ele tem mania de subestimar as pessoas e se achar superior a elas. Esperavam o quê? Que eu não defendesse as minhas posições? Que eu não apresentasse as minhas propostas? Que eu não criticasse a visão estratégica dele? O debate é para isso.”

Indagada se estava usando a festa da padroeira do Brasil como recurso eleitoral, ou se era devota de Nossa Senhora Aparecida, Dilma respondeu que não estava usando a data religiosa para auferir resultados para sua campanha, e que é devota da santa, mas que não permite que façam suposições sobre sua crença.

Eu acho que ninguém tem o direito de dizer qual é a minha crença. Ninguém tem o direito de fazer isso. Quem pode julgar sobre crença religiosa é Deus. Eu tive um processo recente e esse processo me fez retomar várias coisas que estavam dentro de mim. E essas questões dizem respeito a mim. E eu não autorizo, não legitimo ninguém. E acho isso o cúmulo do preconceito”, afirmou a candidata Dilma Rousseff.

Dilma, com sua análise sobre a questão da fé e da crença, mostrou que é muito bem constituída de saberes teológicos maiores que muitos ditos cristãos representantes da Santa Sé. E muito mais que os tais religiosos que se arvoram a querer impor-lhe designações religiosas saídas de suas entranhas delirantes. Como tristes e irracionais evangélicos, conjuntamente com alguns católicos que adulteraram os ensinamentos cristãos adaptando-os a si mesmo para satisfazer suas perversas neuroses, como afirma o criador da psicanálise, Freud.

Dilma, na Basílica de Nossa Aparecida, foi cercada por eleitores que tiraram fotos junto com ela, ao mesmo tempo que cantavam “Olê, Olê, Olê, Olá”. Em sua saída, para poder entrar no carro, a Policia Militar teve que fazer um cordão de isolamento. Ao se afastar acenando para o povo, foi aplaudida com entusiasmo e alegria.

SERRA SE SEPARA DA MULHER

O jornal da direita ressentida e cabotina, cabo eleitoral assumido do candidato da elite-parasitária, José Serra, publicou em edição do mês de setembro, matéria afirmando que a mulher de Serra, Mônica Serra, acompanhada pelo vice do marido, Índio da Costa, em campanha eleitoral no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, ao encontrar um vendedor de 75 anos, evangélico, dizendo que o único homem justo que existiu fora Jesus Cristo e declarando seu voto a Dilma, disse ao homem que Dilma “matava criancinhas”.

A afirmativa psicótica da mulher de Serra é uma das muitas taras caluniosas que rolam pela internet, e nos templo “religiosos” de algumas igrejas evangélicas e católicas, onde prolifera a irracionalidade farisaica, elemento propulsor do nazismo. Talvez um dos responsáveis pela ida das eleições para segundo turno.

Diante da campanha sórdida que vem recebendo, Dilma aproveitou o debate(?) ocorrido no domingo à noite na Rede Bandeirantes, e cobrou uma explicação de Serra sobre a acusação feita por sua mulher. Diante da inquirição, Serra tremeu, vacilou, engasgou, calou. Não disse uma palavra sobre a sordidez propagada por sua cabo eleitoral cônjuge, Mônica Serra.

Como a notícia do feito execrável de sua mulher é do conhecimento de grande parte do povo brasileiro, Serra se acovardou em sua insignificância. Diante da posição de Dilma para fugir da tensão angustiante, se separou da mulher. Teve pavor de enfrentar a opinião pública. Temerosamente acovardado – afeto próprio da burguesia – não esboçou qualquer sinal em defesa da mulher. A mulher que se encontrava no recinto do debate(?). Todos presentes no recinto e diante dos televisores viram o espetáculo deprimente proporcionado pela figura execrável – como diz Ciro Gomes – que ainda alucina querer governar o Brasil. Um comprometimento político que exige inteligência, honradez, vigor, solidariedade, como também coragem, nenhum princípio que Serra tenha. Realidade que lhe impede de ser presidente do Brasil. Por mais que ele repita milhões de vezes que se encontra preparado.

E a maior demonstração de que ele é uma simulação de político é o fato de que além de não defender a própria mulher – é sabido que a acusação paranoica é indefensável -, durante todo o transcorrer do debate(?) ele sequer falou sobre a condição da mulher brasileira, o contingente demográfico de maior densidade. Enquanto Dilma, durante todo momento sempre fazia referências às mulheres brasileiras. E para deixar bem evidente a misoginia de Serra, Dilma ofereceu sua candidatura e sua vitória a todas as mulheres presidentas.

10º COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

O 10º Colóquio Internacional de Direitos Humanos, que está sendo realizado em São Paulo, apresenta como seu principal tema a integração no combate às violações dos direitos humanos. O que significa que a defesa dos direitos humanos deve ser integrada em todo o mundo através de grupos que trabalham no tema em seus próprios países. Ou seja, os países onde os direitos humanos são violados.

O Colóquio Internacional vai contar com a presença de 42 palestrantes e ativistas de 28 países que irão apresentar e encadear suas experiências em seus países de origem.

“Acho que todo mundo pode ajudar e se juntar a outros. Não dá para estar sozinho. Quanto mais as pessoas colaboram mais criam forças. Gostaríamos que mais ativista do Sul fossem em fóruns internacionais”, afirmou Malak Popovic, diretora da Organização Não-Governamental Conectas Direitos Humanos.

“O objetivo deste colóquio foi sempre de trazer jovens militantes dos países do Hemisfério Sul para que eles pudessem reconstruir o discurso dos direitos humanos. Cada vez mais países como a China, a África do Sul, a Índia e o Brasil têm um papel mais relevante na construção da agenda internacional dos direitos humanos. O colóquio é uma tentativa de dar condições para que os militantes dos direitos humanos possam interagir de uma maneira mais eficiente e competente no plano internacional.

De fato, a contenção dessas violações se dá não só porque as organizações internacionais denunciam, mas porque há dentro desses países grupos que são capazes de resistir a essas violações. É muito importante, em primeiro lugar, ter uma sociedade civil forte dentro de países que violam diretos humanos”, analisou Oscar Vilhena Vieira, diretor jurídico da Conectas Direitos Humanos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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