Arquivo para 15 de outubro de 2010

PARA CATÓLICOS E EVANGÉLICOS QUE NÃO ESTÃO POSSUÍDOS PELA FORÇA DO MAL CONTRA O BRASIL*

Sem qualquer princípio pregado por Cristo, como amor ao próximo e solidariedade para criação de um mundo de paz e alegria, alguns católicos e evangélicos, comandados por alguns padres, bispos e pastores, unidos com grupos nazistas carregados de ódio contra a democracia, encontram-se em plena campanha difamatória e caluniosa contra a candidata Dilma, para beneficiar Serra, um dos responsáveis por essa força maligna que aterroriza o Brasil.

Para esses caluniadores e seus adeptos, eleitores de Serra, o desenvolvimento que passa o Brasil e sua segurança não importam. A felicidade de seus irmãos não importa. Não importa que milhões de brasileiros tenham saído da linha de pobreza. O Bolsa Família, Minha casa, Minha Vida, Luz Para Todos, ProUni, todas as políticas sociais que elevaram a dignidade do povo brasileiro, nada disso importa para essas mentes doentias. Só o prazer de seus ódios.

Por isso, queridos cristãos, para impedir que o terror vença, e que o Amor e a Alegria democrática de Cristo se revele destruindo o ódio, não tenha medo. Use sua fé e sua inteligência na hora de votar. Cristo é o canto de salvação do Brasil.

* Esse é o texto de um folheto que a Associação Filosofia Itinerante – AFIN preparou para distribuir por toda a cidade de Manaus. Para baixar em forma de folheto e participar dessa atividade distributiva/afetiva em proximidade com a Afin, clique aqui.

PSOL DECIDE POR DILMA, E AFIRMA QUE SERRA É A “PIOR ESCOLHA NESSA ELEIÇÃO”

Depois de três horas de reunião, a Executiva Nacional do PSOL decidiu por unanimidade declarar voto em Dilma ou nulo. Jamais em Serra. Os membros da executiva afirmaram que apesar de declarar voto em Dilma não vão subir em seu palanque.

Essa definição é uma demarcação de que a depender da posição do PSOL, nenhum voto será destinado a Serra. Entendemos que não votar em Serra é uma demarcação entre duas escolhas e estamos dizendo não à pior escolha nessa eleição”, afirmou o secretário-geral do partido, Afrânio Boppré.

Falando sobre a decisão do partido e que votará nulo, o candidato ao cargo de presidente do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou porque não vota em Serra: “O bicho é ruim demais”. Em seguida comentou sua relação com a família Serra, e sua posição política. “Amigos, amigos, política à parte. Quero bem ao Serra, à Mônica, à Verônica e ao Luciano, que foram meus companheiros de exílio. Agora estão profundamente errados, farão mal ao povo brasileiro”.

Por sua vez, o deputado federal do partido, Ivan Valente, comentando sobre o voto crítico em Dilma, comentou: “Atendendo inclusive à grande pressão de eleitores que nos solicitaram entendemos que o diálogo mais com nossa base nesse momento é o voto crítico em Dilma.”

SERRA NÃO SÓ ASSINOU, MAS FEZ ABORTO

Foi reproduzida ontem na Agência Carta Maior uma matéria do jornal Correio do Brasil na qual algumas ex-alunas da acusadora de bruxas Mônica Serra, esposa do inquisidor José Serra, confirmam um relato que a própria fez em público, na sala de aula, de que fez aborto.

Foi aquilo mesmo. A professora Monica Serra nos relatou que havia feito um aborto em um período difícil da vida do casal, durante a ditadura militar. Foi um fato tocante, que marcou a todas nós”, disse uma das ex-alunas. Para ler a matéria completa, clique aqui.

Isso vem em contraste com aquela famigerada campanha começada, dia 14 de setembro, pela acusadora de bruxas de que Dilma matava criancinhas. “Ela é a favor de matar as criancinhas”, disse a mulher de Serra ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos.

Nada contra o aborto neste bloguinho. Mas o caso que nos chamou e tem chamado a atenção, e que desenvolveremos melhor em outro texto, é que a questão do aborto é colocada meramente como uma questão da mulher, quando deveria ser colocada como uma questão de responsabilidade do casal.

O caso de José Serra ter assinado documento para realização de aborto no SUS, se seguiu os critérios constitucionais, não é crime nenhum. Agora, se o aborto, afora duas exceções, é considerado crime no Brasil, e se Mônica Serra o praticou, José Serra também é o praticou. Então, seria o caso de dizer que ele não só assinou documento para formalização de abortos legais no SUS, mas que o praticou clandestinamente. Ou seja, hipocritamente, praticou o crime com o qual tenta, de forma caluniosa e torpe, ganhar uma eleição.

É dessa forma que Serra vai tentando esconder seus projetos privatistas e a ausência de projetos para as causas sociais, tão bem encaminhadas por Lula e que Dilma dará continuidade.

PARABÉNS, PROFESSOR(A), PELO DIA E PELO ANO ALIADO COM DILMA PELA EDUCAÇÃO!

O dia 15 de outubro seria uma data qualquer se ela não tivesse o significado político e social de transformação. Esse dia é um dia que vai além da pontuação anual. Um dia que não se reduz a uma simples comemoração profissional. Mas que manifesta o engajamento cotidiano do devir educare dos que se encontram comprometidos com a história da humanidade através dos processuais educacionais de gerações de educandos. A potência transformadora que constrói o mundo como atuação e responsabilidade, como afirma a filósofa Hannah Arendt.

Os professores que não são só uma designação profissional, mas educadores, têm no 15 de outubro a data que formaliza a congratulação existencial que expressa sua condição investida de contínua práxis de produção de saberes e dos princípios da solidariedade; da ética, como comunidade dos amigos, e da estética da beleza democrática. Signos educacionais que confirmam a importância política e social de suas jornadas.

Um saber que vivifica. Um saber que afirma a vida, como alegria ontológica de ser, é seu exercício cotidiano como poiética do novo. Criação da vida valorativa, sem renúncia, sem medo, sem culpa, sem castigo, sem avaliação e julgamento condenatório. Mas um devir afetivo e cognitivo como processuais de novas formas de sentir, perceber e pensar. Os fundamentos que afirmam que existir é a responsabilidade alegre de produzir transformações.

Mas o professor como profissional que movimenta a sociedade com seus saberes entrelaçados com as sensibilidades e inteligências dos educandos é um ser que come, se veste, habita, se locomove, se diverte, e para isso precisa de um salário real que possa lhe permitir ativar todas essas necessidades e satisfazê-las. Todavia, embora os professores tenham seus salários, os mesmos não correspondem às suas necessidades reais. Sua existência material relacionada ao fator econômico é constantemente violentada. E quando se trata de fazer uso de seu salário em ocasiões que implicam sua saúde, ou de parentes, é aí que se percebe com mais clareza a violência e a injustiça que transporta esse salário.

No Brasil, o piso salarial dos professores, suas garantias trabalhistas e profissionais dependem dos governantes. No caso de professores de instituições federais, do governo federal; estaduais, dos governadores; e municipais, dos prefeitos. No caso da situação federal, o governo Lula estabeleceu uma política educacional que atinge todos os profissionais dessa instituição, como nunca um presidente realizou no Brasil. Nos casos estadual e municipal, ou seja, especificamente no estado do Amazonas e do município de Manaus, os profissionais da educação sofrem há quase trinta anos com seus salários defasados sem direito a qualquer reivindicação da classe, visto que o sindicato da categoria encontra-se submetido às dominações dos governos estadual e municipal.

Saindo da ordem regional e ampliando para o seguimento brasileiro. A profissão do professor, nesse momento em que se disputam dois projetos de governo para o Brasil, encontra-se ameaçada caso o candidato da direita, José Serra, seja eleito. A história do Brasil, tendo Fernando Henrique, indicador de Serra, por si só, mostra o perigo da volta do PSDB para o governo. Nenhum professor esqueceu o sofrimento que esse governante impôs a sua classe. Foram oito anos de desprezo geral e humilhação contra esse profissional produtor de saberes fundamentais para o desenvolvimento e a segurança do Brasil.

O professor que conhece a história do Brasil sabe da ação funesta de Serra enquanto governador do estado de São Paulo e prefeito da capital em relação a sua categoria. Serra aplicou em São Paulo os mesmos métodos de desprezo à categoria. Hoje o professor de São Paulo tem Serra como seu maior inimigo, por isso tem lutado para que ele não chegue à Presidência da República. Como a categoria é solidária, os professores de São Paulo não querem que os companheiros de todo o Brasil sofram o que eles têm sofrido.

Diante dessa dolorosa ameaça, urge que nesse dia 15 de uutubro, todos os professores do Brasil se solidarizem com sua causa profissional e escolha a candidata que tem compromisso em continuar a política educacional do governo Lula, posto que governar é uma ação educacional. E Dilma é uma ilustre educadora. Uma mulher que tem princípios para defender como os princípios dos professores afirmados no engajamento e na responsabilidade pelo mundo.

Portanto, professores, votar em Dilma é assegurar a claridade da educação e impedir que as trevas da estupidez, da prepotência e do autoritarismo prevaleçam no Brasil.

PARABÉNS, PROFESSORES!

A BLOGOSFERA E AS EMINÊNCIAS PARDAS (II)

O abraço tanático entre padres, pastores e políticos

A resposta a tais perguntas é que, onde não existe visão, o povo perece; e que, se aqueles que são o sal da terra perdem o seu sabor, não haverá nada para manter esta terra saneada, nada que possa impedi-la de chegar à completa decadência. Os místicos são canais através dos quais um pouco de conhecimento da realidade se filtra e baixa até nosso universo humano de ignorância e ilusão. Um mundo totalmente não-místico seria um mundo totalmente cego e insano. A partir do começo do século dezoito em diante, as fontes do conhecimento místico, em todo o planeta, tem sido firmemente diminuídas em número. Avançamos, muito longe e perigosamente, dentro da escuridão.”

O trecho acima é com certeza um dos mais lúcidos e belos textos sobre religião de qualquer obra em todas as eras, porque atualiza uma questão que esteve presente em todos os tempos e que persiste na pós-modernidade. Na obra Eminência Parda, de onde ele sai, Aldous Huxley faz a investigação para situar a passagem, no Cristianismo, após São Dionísio, de um verdadeiro misticismo enquanto auto-aperfeiçoamento para um falso misticismo de externalização personalística. Segundo ele, a decadência de uma “genuína experiência mística” se consolida na modernidade em Pe José de Paris e o macabro cordão capuchinho que o liga ao Cardeal Richelieu. Um padre comandando a estratégia da Guerra dos Trinta Anos no início do século XVII. Religião+Política=Teocracia.

De lá pra cá, mesmo após o fim da crença nos reis com direito divino, após as Luzes, com exceções em lugares e períodos onde a religião oficial é ditada ou abolida pelo Estado, todos os governantes do Ocidente, antes de mais nada, agradecem a Deus e seu filho Jesus pela vitória eleitoral e juram ao pé da Santa Cruz. Isso só é possível porque já não há nada de místico, ao menos em seu sentido verdadeiro, como experiência – uma vez que para eles, “mesmo as ideias e imagens relacionadas com a vida de Cristo, devem ser postas de lado, como distrações que se interpõem no caminho da perfeita união” (Huxley) -, mas sim a abstração do Calvário, da Paixão de Cristo, dos sofrimentos de Cristo utilizados sem pejo, em imagens violentas e espetaculares, das quais Mel Gibson faz jorrar o sangue, sendo, portanto, o último profeta para o arrebanhamento dos incautos. “Cristo inventava uma religião de amor (uma prática, uma maneira de viver, e não uma crença) (Gilles Deleuze)”.

Não nos autorizamos a acreditar em algo em contrário que não seja a vitória de Dilma no próximo dia 31, mas, de qualquer modo, quem tiver alguma ideia lúcida ou racional no Brasil não pode descansar, mesmo depois da eleição, pois estamos vivendo tempos muito perigosos. (Tão perigoso como foi o Cristianismo para a queda do Império Romano. Nada a favor do Império Romano, mas não estamos exagerando quando vemos os documentos mais lúcidos de seu final na descrição da “vida celerada e imunda dos sacerdotes” no Decameron, de Boccaccio.) A complexização do fenômeno visível nessas eleições é que não há disputa. Serra não é adversário real. Podemos chamá-lo ventríloquo, mas é ainda enaltecer sua condição abjeta. É uma campanha asquerosa. Essa, a palavra que mais se aproxima do jogo imundo com que a ala retrógrada (conservadora é uma palavra muito nobre para tal) da Igreja Católica e parte das igrejas ditas evangélicas arremetem contra o único projeto de governo.

Spinoza diz que, “no que respeita ao culto exterior, é certo que em nada ajuda ao verdadeiro conhecimento de Deus e ao amor que é sua necessária consequência, mas que, pelo contrário, pode prejudicá-los; é necessário, portanto, não atribuir um tal preço que a paz e a ordem pública possam ser perturbadas por sua causa”. E é justamente o contrário que se está dando hoje no Brasil. E não é apenas contra um projeto de governo que se está agindo levianamente, mas também contra uma das principais garantias de nossa Constituição: a laicidade do Estado. Essa laicidade que deveria preservar a bela permanência no mesmo espaço de católicos, umbandistas, protestantes, satanistas, candomblecistas, budistas, mineiros, ateus, agnósticos, espíritas, muçulmanos, etc. “Cada um, portanto, esteja onde estiver, pode honrar a Deus com uma verdadeira religião e procurar a sua própria salvação, o que é função do simples particular”, diz o excomungado holandês.

Foi percebendo a deterioração desse Estado laico que os santos padres da TFP e da Central Sul 1 da CNBB, os padres de Guarulhos jogaram o capuz para traz e mostram a cara neste segundo turno eleitoral. Mas isso não começou hoje. Muitos desses padres abençoaram o golpe militar em 1964. “O meu pastor não sabe que eu sei da arma oculta na sua mão” (Agnus Sei, Aldir Blanc e João Bosco). Mas essa linha dura começa bem antes da Contra-Reforma, das Cruzadas e da Inquisição. Sua cristalização se dá, segundo Nietzsche, no momento em que Paulo de Tarso – “o maior de todos os apóstolos da vingança” – bate com força os cravos no carvalho para pregar Cristo eternamente na cruz, pervertendo em proveito próprio todo o simbolismo interior de Jesus em não se deixar corromper pelo poder dos judeus ou dos romanos (mais daqueles do que desses).

“No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.”
(Oitavo poema de O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro)

Desde o princípio, então, o Cristianismo paulino se apodera e corrompe tudo que o amedronta em outras religiões. Fez isso com o budismo. E não é outra coisa que faz quando demoniza as religiões afro. É o medo, a inveja e a incompreensão diante da vitalidade. Enquanto os espasmos nos cultos afro dão conta de forças da Natureza às quais o corpo e a mente humana não conseguem suportar e que se materializam em orixás, cabocos e pombogiras alegres e sapientes; ao contrário, nas seitas disangélicas esses espasmos aparecem como manifestações demoníacas que devem ser exorcizadas até serem rebaixadas à condição mais abjeta e humilhante a que um ser humano – “Humano, demasiado humano!” – pode se submeter.

O Cristianismo paulino valoriza tudo que é dor, sofrimento, escravidão, fantasia, tristeza, tudo que é baixo, vil e decadente, enfim, tudo que diminui a potência de agir de um corpo no mundo, e, pior, ainda com “o descaro de a apresentar como como uma recompensa!”, diria o filósofo alemão. A baba de São Paulo escorre contra tudo que é natural, real, vigoroso, contra tudo que aumenta a potência de agir de um corpo no mundo. É por isso que no momento em que se tem um governo forte como o governo Lula, “como nunca na história desse país”, é que se recrudescem as superstições reacionárias. A grande vingança!

Como tivemos no Brasil alguns padres que ficaram conhecidos por sua coragem e hombridade em resistir contra a ditadura, como Dom Hélder Câmara e o cardeal Arns (não levemos em conta a senil assinatura deste algumas semanas atrás), esquecemos ou deixamos de ver outros tantos que covardemente a apoiaram. Mas eles continuaram agindo na surdina do confessionário, consagrando a mentira, envenenando a hóstia e propagando a má nova. “Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica” (Alberto Caeiro).

Não deixemos impune os protestantes, este bloguinho não faz concessões. Estes, desde que Lutero ceifou os únicos laivos de racionalidade na Igreja Católica que advinham do Renascimento, são piores ainda em seus subterfúgios. Enquanto a Igreja Católica não permite oficialmente o uso de suas doutrinas para fins políticos, a bancada evangélica cresce, abençoada pelo Deus das Batalhas, dizem. Embora muitos destes esteja “com a gente”, não é bom uma bancada evangélica cada vez maior em todos os estratos do Legislativo quando se tem um Estado laico. Que um parlamentar possa ser de uma religião não é nenhum problema, nunca o foi ao menos no Brasil depois de 1989; mas é mau que ele lute e vote em bloco contra os interesses de outros meramente por uma ideologia religiosa mesmo em um arremedo de democracia como a democracia representativa.

E muitos, mas muitos mesmo!, escutaram e creram dogmaticamente em todas as vertentes do disangelismo. “O imbecil que existe em nós é tão radicalmente inimigo de Deus, quanto o maníaco apaixonado é intencional, com seus desejos e aversões insanos” (Huxley). Aquela demonização que tentaram contra Lula, o “Sapo Barbudo”, acresce-se de mais uma característica fundamental para as igrejas e toda a forma de moral constituída: o fato de Dilma ser uma mulher. A serpente, lembra? Não importa se Dilma se diz contra o aborto e Serra tenha formalizado seu funcionamento no SUS. Não importa até que uma das coordenadoras da campanha de Serra, Soninha, e sua esposa, Mônica, tenham feito aborto. As deturpações sobre o aborto e a homofobia são secundárias e camuflantes do preconceito mais arraigado na linha dura homem-branco-hétero-adulto-cristão.

Em todas as eras, desde seu surgimento, o Cristianismo, ora oficialmente, ora clandestinamente, como pode ser visto em qualquer livro de História Geral – o que prova que a História não serve pra nada -, esteve envolvido em alguma campanha torpe. Justamente quando o Brasil, em época de crise global, passa a representar uma possibilidade de mudança em países de todos os outros continentes, aparece uma campanha mesquinha para tentar brecar a continuidade dessa linha alternativa. A fascista campanha de Serra faz parte daquilo que Toni Negri e Michael Hardt chamam de “legitimação da nova ordem mundial”. Está na mesma linha dura da midiotização promovida por Berlusconi, na Itália, e da perseguição aos ciganos por Sarkosy, na França. O que se obnubila na recente Idade das Trevas instalada em nosso quintal é o retrocesso das privatizações, da subserviência ao FMI, da impunidade dos apaniguados, da falta de inteligência e vontade governamental.

São por esses motivos que todos aqueles que, “verdadeiros místicos” (Huxley), entram em contato com Deus em uma “verdadeira religião” (Spinoza), aproximando-se, assim, do “alegre mensageiro” (Nietzsche)… e todos aqueles que, filosoficamente, não se contentam com a mediocridade da sórdida boataria eleitoral, todos aqueles que têm integridade, altivez e serenidade entram numa proximidade com Dilma. No Brasil, todas as questões necessárias para a continuidade dos avanços democráticos que deixaram todo o mundo embasbacado com a potência Lula se confluíram na atual campanha de Dilma.

Fica uma dica de leitura para estas eleições para que não avancemos tanto na escuridão: nunca foi mais atual e necessária no Brasil toda a obra  – em especial, O Anti-Cristo – de Friedrich Nietzsche. Ou será que ainda não nasceu no Brasil o seu leitor?

LULA NO PARÁ MOSTRA A LEVIANDADE DA DIREITA

Foto: www.dilma13.com.br/

Em comício realizado ontem, dia 14, no município Ananindeua, região metropolitana de Belém, o presidente Lula, acompanhado da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, e mais a governadora Ana Júlia Carepa, o governador Jacques Wagner, da Bahia, e mais os senadores Magno Malta, Walter Pinheiro e o pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus, entre outros deputados, discursou em tom entre o sério e o zombeteiro.

Lula mostrou em vários momentos a leviandade da direita representada por seu candidato Serra, se referindo principalmente a forma como vem conduzindo sua campanha política carregada de difamações contra a candidata Dilma Rousseff.

Dilma é vítima do ódio que a elite brasileira acumulou. Eles estão transferindo para Dilma o ódio que acumularam contra mim. Eles apostam no ódio, querem disseminar o ódio, mas o povo brasileiro prefere o amor ao ódio.

Só pode ser coisa de Deus, fazer que um torneiro mecânico, com quarto ano primário, possa ter mais competência do que eles, e fazer mais do que eles. A oposição acredita em benesses só para poucos. Para eles esse negócio de pobre viajar de avião está enchendo aeroporto. Esse negócio de pobre comprar carro está causando engarrafamento”, discursou Lula.

Discursando sobre a candidatura à reeleição da governadora Ana Júlia Carepa, Lula lembrou dos membros do PMDB ausentes no palanque e conclamou: “Estão faltando aqui os companheiros do PMDB para Ana Júlia ganhar.”

Zombando da vaidade de Fernando Henrique, que é capaz de morrer por um reconhecimento, de tanto vaidoso que é, Lula ironizou: “Tem presidente que viaja o mundo à procura de um título de doutor honoris causa. Eu já recebi, querida Dilma, mais de 40 títulos de doutor honiris causa. E não fui receber nenhum. Quando eu deixar a Presidência, se quiserem me dar o título, eu vou receber.”

Foto: www.dilma13.com.br/


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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