Arquivo para 22 de outubro de 2010

CARTA CAPITAL: “UMA GUERRA TUCANA”

Violação da lógica

Leandro Fortes*

A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana

Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.

Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento­ ­teria ­variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).

Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.

Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.

Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe.

Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se estreitaram.

Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”, Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E reconhecido.­ Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e IstoÉ. Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca, portanto, se enquadrou no figurino de militante.

Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital, conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para trabalhar no Correio Braziliense, do mesmo grupo controlador do Estado de Minas, os Diários Associados. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.

Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos Diários Associados desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008, para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e um lugar cativo na redação do Correio em Brasília, inclusive com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o Serra”.

Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o tucanato de modo irremediável.

Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no Estado de Minas. A informação não convenceu boa parte da mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.

Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas 37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado os do­cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam, porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia já foi agendado.
De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB, Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8 de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas de Serra e FHC.

Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista, segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da TV Globo, na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9 e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio” é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a quebra ilegal dos sigilos.
A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril, ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da encomenda feita por Aécio.

A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo Estado de Minas. O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta, decidiu procurar o jornalista.

Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú­do do convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma investigação contra Serra.

O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que, ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff. Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda desejada pelo PSDB.

Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao petista o vazamento de informações a Veja. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À Veja, Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu que vicejasse uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o que diz.

As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.

É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um ano antes. Não há dúvidas de que o diá­rio mineiro pagou a maioria das despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.

Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que ­pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo. Hoje ele trabalha na TV Record.

Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”

No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta própria, durante suas férias. Procurado por CartaCapital, Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse, alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na Receita.

A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a CartaCapital, o UOL, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.

O que Gimenez não pode negar é a adesão do Estado de Minas ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio. Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de O Estado de S. Paulo dirigidas ao governador de Minas.

Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida, desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra: “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.

Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.

Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”

*Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

LIBERADO DEPOIMENTO DO JORNALISTA AMAURY RIBEIRO JR. À POLÍCIA FEDERAL QUE AFIRMA QUE QUEBRA DE SIGILO É GUERRA ENTRE O PSDB

Embora a imprensa acéfala continue tentando ligar a quebra de sigilo de membros do PSDB à candidatura de Dilma, os fatos reais mostram exatamente o contrário. Já circula na mídia, inclusive na acéfala, o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro divulgado pela Polícia Federal em que ele confirma que trabalhou para o ex-governador Aécio Neves e o jornal Estado de Minas Gerais, ligado ao mineiro membro do PSDB.

Em seu depoimento, Amaury Ribeiro afirma que começou a produzir o dossiê para proteger Aécio Neves contra a confecção de um dossiê preparado pelo ex-delegado da Policia Federal, deputado Itagiba, a mando do candidato da ultra-direita, José Serra. Serra queria ter em mãos informações que pudessem atingir Aécio quando de sua candidatura no partido na disputa de seu nome para ser indicado a concorrer ao cargo de presidente. Tudo que Serra não queria e conseguiu.

O insigne jornalista Celso Marcondes, da ilustre revista semanal Carta Capital, apresenta uma síntese do depoimento que nesse momento transcrevemos.

1. trabalhava desde o ano 2000 na compilação de dados sobre as privatizações de FHC, cobranças de propinas e envio de valores para as Ilhas Virgens.

2. começou sua investigação quando trabalhava no jornal O Globo.

3. sua primeira matéria sobre o assunto saiu em 2001 quando estava no Jornal do Brasil.

4. publicou várias matérias posteriormente em 2003, na IstoÉ e que foi processado por Ricardo Sérgio por conta disso.

5. ao final deste ano, parou de publicar matérias sobre o assunto, já pensando em escrever um livro.

6. em maio de 2007 foi trabalhar no Correio Brasiliense, e que no final do mesmo ano, depois de sofrer um atentado, foi transferido para o Estado de Minas, do mesmo grupo.

7. no final deste ano deu-se conta de que um grupo clandestino de inteligência estaria investigando Aécio Neves e aí decidiu investigar este grupo.

8. descobriu, através de fontes próprias, que seria o deputado carioca Marcelo Itagiba o mentor do grupo, a serviço de José Serra.

9. em 2008 resolveu retomar as investigações às privatizações, com foco em Serra.

10. iniciou coleta de documentos sobre pessoas ligadas a Serra e empresas pertencentes a elas.

11. fez várias viagens para São Paulo e Brasília em 2008 e 2009 para realizar suas investigações, sempre custeadas pelo jornal Estado de Minas. Assim como as despesas para a obtenção dos documentos.

12. afastou-se formalmente do jornal em 16 de outubro de 2009, em função de problemas de saúde do pai. Antes, tirou férias de 30 dias.

13. antes de sair, entregou uma cópia dos documentos obtidos para o jornal e deixou outra cópia em seu laptop.

14. em abril de 2010, foi procurado pelo jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa de assessoria trabalhava para a pré-campanha de Dilma Rousseff. Este queria sua ajuda para indicar pessoas para ajudá-lo a descobrir possíveis espiões dentro da campanha de Dilma.

15. indicou o nome de Idalberto Martins, que indicou o de Onésimo Graça.

16. fizeram então uma reunião num restaurante de Brasília.

17. antes dela, no comitê de campanha de Dilma, soube das desavenças entre dois grupos de petistas que disputavam o comando da área de comunicação da campanha.

18. na reunião, não houve acordo financeiro que possibilitasse a contratação de Idalberto e Onésimo para o trabalho de contra-espionagem interna demandado por Lanzetta, que estava acompanhado de Benedito de Oliveira.

19. fizeram outra reunião duas semanas depois, sem que chegassem a um acordo financeiro. E que a partir daí considerou encerrado o assunto.

20. três semanas depois recebeu telefonema de Lanzetta, dizendo que algum dos participantes da reunião havia informado à Veja que eles estariam elaborando um dossiê contra Serra.

21. o jornalista da Veja, Policarpo Júnior, procurado por Amaury, disse-lhe que a informação lhe havia sido passada por um dirigente petista.

22. que pelo que ouviu de Policarpo, ele tinha conhecimento de dados que estavam apenas em seu notebook.

23. declarou que não havia passado o material para ninguém e afirmou que Rui Falcão teria copiado os dados num apart-hotel em Brasília.

24. confirmou que Luiz Lanzetta se afastou da campanha de Dilma depois da matéria da Veja e que sua empresa foi substituída por outra.

25. recorreu aos trabalhos de despachante para conseguir documentos na Junta Comercial para suas investigações. Mas não deu seu nome.

26. nunca foi filiado a partido político, nem foi contratado por nenhuma campanha política.

Em suma, nada que foi relatado no depoimento de Ribeiro Jr. contradiz com as matérias publicadas até aqui por CartaCapital.

Amaury Ribeiro Jr. nunca fez parte de suposto “grupo de inteligência” da campanha de Dilma. E fez suas investigações originalmente para “investigar quem eram os integrantes” do grupo que investigava Aécio. Este é o centro da questão.

Leiam o depoimento na íntegra: pdf.

A FRAUDE TELE-AUDIOVISUAL DAS SEQÜELADAS TV GLOBO E FOLHA DE SÃO PAULO É DESMONTADA POR PROFESSOR

Diante do insidioso ato de violência contra a inteligência de seus telespectadores e leitores, a TV Globo e o jornal Folha de São Paulo, para defender seu candidato Serra, e tentar reanimá-lo na disputa eleitoral, esforço impossível, visto que o mesmo já foi descoberto como a grande fraude desses eleições, resolveram montar um vídeo para mostrar que Serra havia sido atingido com um objeto sólido. Ao contrário do que havia apresentado em seu jornal nacional, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que mostrara que não passara de uma bolinha. E que Serra, vinte minutos depois de receber um telefone, começou a fingir ter sido atingido por um objeto pesado.

Analisando o espectral recurso teletecnológico usado pela TV Globo e exibido em seu jornal nacional, para contestar sua concorrente SBT e ajudar seu candidato – o vídeo durou 7 minutos de exibição, um verdadeiro programa eleitoral pró-Serra -, o professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte/RG (UFSM/CESNORS), Frederico Westphalen, mostra através de cenas apresentadas pela TV Globo que tudo não passou de uma montagem feita com os recursos que as teletecnologias possuem.

Aqui o resultado do trabalho do professor Frederico.

A grande armação pró-Serra do Jornal Nacional

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.

Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.

Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?

E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…

Tudo pode ser digitalizado, menos a credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…

Veja a sequência abaixo e tente encontrar o rolo de fita voando em direção à cabeça do candidato.

Cadê o rolo se afastando da cabeça de Serra, que deveria estar na imagem?

DILMA FAZ PASSEATA, DRIBLA BEXIGA, FAZ COMÍCIO, E É HOMENAGEADA PELO POVO GAÚCHO

Dilma Rousseff, depois de fazer uma caminhada contagiante pela parte da tarde, em Curitiba, onde até os adeptos de Serra saíram frustrados. Principalmente quando tentaram atingi-la com uma bexiga com líquido dentro, e erraram e ainda tiveram que ouvi-la com humor afirmar: “Não sou Rojas para ficar fazendo firulas, isso porque, ao contrário dele, me esquivei”. E partiu para o Rio Grande do Sul para realização de um comício estrondoso em Caxias do Sul que levou o povo ao delírio, para terminar sua visita aos pampas com uma estupenda caminhada na capital Porto Alegre.

Na caminhada, que balançou o centro de Porto Alegre, Dilma, foi acompanhada pelo governador eleito Tarso Genro, o senador Paulo Paim, o prefeito da capital, José Fortunati, e muitos membros dos partidos aliados, entre eles deputados, vereadores e senadores.

Os gaúchos sabem que eu tenho com o Rio Grande do Sul uma ligação de coração e hoje também uma ligação de sangue, minha filha e meu neto são gaúchos.

O Rio Grande do Sul pode e vai me dar a vitória, Graças aos gaúchos e gaúchas eu serei a primeira presidente do Brasil, honrando a melhor tradição gaúcha, que é a tradição de Ana Terra”, discursou Dilma.

Dilma tem profunda intimidade com o Rio Grande do Sul. Foi nesse estado que ela começou sua vida pública quando era governado por Alceu Colares do PDT, de Brizola. Foi no Rio Grande do Sul que ela experimentou a força que a instituição tem na construção de uma vida digna para a população, principalmente a parte mais desfavorecida.

Dilma entendeu que é possível pelas instituições criar programas que podem tirar as pessoas da linha de miséria que outros governantes as colocaram e as mantiveram por tanto tempo.

Foi por essa amizade concreta com o povo gaúcho que terminar seu discurso em Porto Alegre, o povo cantou entusiasmado: “Dilma guerreira, mulher brasileira!”

E ENTÃO, SÉRGIO GUERRA, O DATAFOLHA TAMBÉM É “SEM VERGONHA”? DILMA, SUBINDO, 50%, E SERRA, CAINDO, 40%

Quando saiu a pesquisa do instituto Vox Populi dando 12 pontos de diferença para a candidata do presidente Lula, do povo brasileiro, do Partido dos Trabalhadores e dos partidos aliados, o calunista social, fuxiqueiro, presidente do partido da direita predadora, Sérgio Guerra, na força aversiva do odor de sua bílis bradou que a pesquisa era “sem vergonha”.

Destilando também sua bílis contra as pesquisas, o candidato da classe parasitária, a burguesia-ignara, Serra, ao ser, ontem, indagado sobre a pesquisa do Ibope que coloca Dilma com 11 pontos de diferença para sua candidatura, ele respondeu que achava “estranha”.

Agora, nessa madrugada de sexta-feira, dia 22, o Datafolha acaba de divulgar sua nova pesquisa, mostrando que Dilma cresceu, chegando na pesquisa estimulada a 50%, e Serra desceu chegando a 40%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 47% e Serra, 41%.

Só que para o desespero do “sem vergonha” do fuxiqueiro e o “estranho” de Serra, a pesquisa mostra que contando só os votos válidos Dilma tem 56% e Serra, 44%. Portanto, uma diferença de 12 pontos a favor da candidata do povo brasileiro.

Como o Datafolha não tem o brio democrático, e por isso deixa sempre um laivo de parcialidade, percebendo que seu candidato está indo para um lugar sem volta, ainda fez uma comparação afirmando que Dilma ainda não atingiu o prognóstico do primeiro turno que ele fizera para o segundo turno onde ela aparecia com 57%, e Serra com 43%. Idealismo maluco. Faltando ainda nove dias para as eleições, Dilma pode muito bem ultrapassar esse percentual.

Tudo que a maioria do povo deseja.

SBT REAFIRMA A BOLINHA EM SERRA QUE A GLOBO E A FOLHA DE SÃO PAULO TENTARAM FRAUDAR

A oralidade feroz da Rede Globo diante de qualquer emissora de TV no Brasil que tente suplantá-la é visivelmente canalha. Qualquer emissora que apresente um programa, uma matéria que lhe tire audiência, ou só ameace, é logo atacada com uma fúria sórdida. E para isso ela não dispensa qualquer tipo de recurso. Foi assim com a TV Record, com a TV Renascer em Cristo, agora com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), de Sílvio Santos.

A emissora venal, comandada pelo submisso Kamel, não gostou nada da matéria veiculada na terça-feira no jornal nacional do SBT, comandado por Carlos Nascimento – ex-Globo – e Karin Bravo, que desmontou a matéria-fraude apresentada pelo casal Bonner-Simpson, que alardeava que o seu candidato, Serra, havia sido covardemente agredido por militantes do Partido dos Trabalhadores com um objeto sólido que o levou para ser atendido em um hospital e fazer uma tomografia.

A matéria do SBT mostrou todo o percurso que Serra fez, passando pela bolinha de papel que caiu em sua cabeça, e ele nem ligou, até os vinte minutos depois que ele recebeu um telefonema e começou a simular dor na cabeça atingida. Só que do lado oposto de onde a bolinha tocara.

Como ocorre com todo ressentido-recalcado – complexo de inferioridade -, a TV Globo tomou a matéria do SBT como uma afronta e foi para o troco. Reação própria dos malogrados. Inventou, junto com a Folha de São Paulo, a existência de um segundo objeto – o objeto sólido – que fora lançado sobre a cabeça do seu candidato, Serra. Não satisfeita com o álibi de sua bílis vingativa, contratou o perito Molina para opinar sobre a bolinha real e o seu objeto ficcional. Molina, se mostrando um mole diante das câmaras, tergiversou sobre a física e o peso da bolhinha e o objeto da Globo na cabeça de Serra. Quer dizer: não disse nada. Não podia. O objeto da Globo foi filmado pelo celular de um repórter da Folha de São Paulo.

Por seu lado, diante da fraude apresenta pela Globo para estimular a candidatura de seu protegido, o jornal nacional do SBT reafirmou o que apresentara na noite de terça-feira. A única agressão que Serra sofrera fora da bolinha de papel. O repórter que fez a matéria acompanhou toda a trajetória de Serra no município do Rio de Janeiro.

FILÓSOFOS, ESCRITORES, POLÍTICOS, TRADUTORES, ATIVISTAS DA FRANÇA LANÇAM MANIFESTO DE APOIO A DILMA

Como o Brasil hoje é um país de grande interesse internacional, tanto por sua progressista política econômica como por sua expressão política, realidades muito bem produzida pelo governo Lula, é normal que o mundo esteja de olho nas eleições do dia 31 de outubro. Ainda mais porque se encontram em disputa duas propostas de governo totalmente diferentes. De um lado o conservadorismo e o entreguismo neoliberal defendidos por Serra, juntamente com apoio da grande mídia de mercado, grupos nazistas, religiosos ultra-direitistas da igreja católica, os fundamentalistas retrógrados, e de algumas igrejas evangélicas; e do outro lado a política progressista voltada para todas as classes sociais, com acentuada força aos direitos populares, e mais o fortalecimento do Estado, defendida pela candidata Dilma Rousseff, continuadora do governo Lula, apoiada por entidades, grupos sociais, movimentos sociais, cientistas, intelectuais, artistas, religiosos, filósofos, sociólogos, educadores, operários, todas as expressões que defendem um Brasil desenvolvido e autônomo.

E foi exatamente com a compreensão de que o Brasil não pode ser dominado por um retrocesso comandado pela direita retrógrada representada pela candidatura de Serra que filósofos, escritores, sociólogos, políticos, artistas, da França resolveram lançar um manifesto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff, caluniada pela campanha nazifascista do grupo de Serra.

Esse o texto do manifesto com algumas adesões.

No momento em que o segundo turno da eleição presidencial se dará no dia 31 de outubro, nós desejamos trazer nosso inteiro apoio a Dilma Rousseff, candidata do PT, que obteve quase 47% dos votos no primeiro turno. Esta candidata do progresso traz os valores de solidariedade, de justiça social e de modernização da sociedade, valores em que nós nos reconhecemos plenamente.

Nosso apoio também é motivado pelo desencadeamento de calúnias sem precedentes do qual Dilma Rousseff é vítima, orquestrado por movimentos religiosos prontos a quaisquer rumores para desacreditar sua candidatura.

É muito inquietante que organizações religiosas ou sectárias divulguem panfletos mentirosos, associando Dilma Rousseff a imagens de fetos mortos ou mesmo a acusando de “matar as criancinhas”.

O Brasil é um grande país que começou, graças ao Presidente Lula, uma metamorfose bastante corajosa em reformas da sociedade. Nós estamos inquietos com os ataques brutais retrógrados que alimentam a campanha eleitoral brasileira, com a irrupção dos conservadorismos religiosos num debate que deve se manter sereno.

Fazemos um apelo a todos os progressistas, mulheres e homens que se reconhecem nos valores da esquerda, a apoiar abertamente a candidatura de Dilma Rousseff, assinando este manifesto e se comprometendo a contatar os brasileiros afim de levar Dilma Rousseff à Presidência do Brasil.

Os primeiros abaixo-assinados:

Bertrand Delanoë, prefeito de Paris; Martine Aubry, primeira secretária do Partido Socialista, prefeita de Lille; Anne Hidalgo, primeira secretária do prefeito de Paris; Christophe Girard, secretária da Cultura de Paris; Pierre Schapira, secretário de relações internacionais, das relações com a Europa e da francofonia de Paris; Yamina Benguigui, secretária dos direitos humanos de Paris; Rémi Féraud, prefeito do 10º arrondissement de Paris, primeiro secretário do PS de Paris; Jean-Luc Romero, deputado da região Ile-de-France, presidente du CRIPS, de l’ADMD, d’ELCS; Elisabeth Badinter, filósofa, escritora; Henri Peña-Ruiz, filósofa, escritora, professora; Philippe Besson, escritor; Noëlle Châtelet, escritora e universitária; Uli Wittmann, tradutor.

CAMPANHA DE SERRA É FLAGRADA DISTRIBUINDO SACOLAS COM ALIMENTOS EM COXILHA E PASSO FUNDO NO RG

Ontem, dia 21, pela parte da tarde, a Polícia Federal, juntamente com a Polícia Rodoviária Estadual e Ministério Público, prenderam no município de Coxilha, no Rio Grande do Sul, um caminhão da campanha de Serra com sacolas com alimentos que estavam sendo distribuídas para moradores do bairro Cohab. As sacolas com alimentos eram distribuídas com bandeiras de Serra.

O caminhão que saiu do comitê da campanha de Serra distribuiu trinta sacolas de alimentos. Seu percurso e a distribuição foram todas fotografadas. Quando voltava para o município de Passo Fundo, ao parar em um posto de pedágio, o caminhão foi apreendido. Na operação, três pessoas foram detidas e conduzidas para Polícia federal em Passo Fundo. Dos detidos dois afirmaram que distribuíam as sacolas com alimentos com fins eleitorais. O outro disse que só falaria em juízo.

A apreensão do caminhão com sacolas com alimentos só foi possível depois que o promotor eleitoral Paulo Cirne recebeu a denúncia sobre o caminhão e deu ordem aos agentes do Posto de Comando da Brigada Militar para que interceptassem o caminhão.

ARTISTAS, INTELECTUAIS, ARTESÃOS, MÚSICOS, ESCRITORES, FAZEM MANIFESTAÇÃO DE APOIO A DILMA NO CIRCO VOADOR

Continuando a força coletiva de produção política que tomou conta do Brasil em prol da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, artistas, intelectuais, músicos, sambistas, escritores, artesãos, carnavalescos, atores, atrizes, jornalistas, etc, farão realizar dia 25, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, um manifesto de apoio a Dilma Rousseff.

Esse, o cartaz de promoção do evento artístico/intelectivo/político. É imperdível para quem mora na Cidade Maravilhosa ou está de passagem. Vai lá, mano! É o Brasil que te conclama, mano! Te enturma com a moçada da luta democrática!

PADRE MARCELO ROSSI CRITICA AÇÃO DA ALA RETRÓGRADA DA IGREJA CATÓLICA

O padre Marcelo Rossi, conhecido como uma espécie de padre pop no interior da Igreja Católica brasileira foi ontem (21) a Roma para receber o prêmio Evangelizador Moderno, entregue a ele pelo papa Bento XVI e aproveitou o momento para dizer que “anda incomodado com a campanha” suja que uma parte da Igreja anda fazendo nessas eleições. Ele aproveitou também para conversar sobre a questão com seus superiores no Vaticano.

A Igreja não tem partido. Foi feito um panfleto contra tal candidato. Aí é partido, né? E, que eu saiba, pelo menos, a Igreja Católica não faz isso. Conversei com dom Cláudio Hummes (ex-prefeito da Congregação para o Clero) aqui no Vaticano e ele foi bem claro: a Igreja deve ficar na dela”, disse.

Rossi ainda lembrou da forma como foi hostilizado por outros padres devido a sua forma de atuação. “Lembra quando o papa foi ao Brasil e eu não pude estar lá com ele por causa do ciúme interno? Hoje, calei a boca de muita gente, porque ele reconheceu o meu trabalho”, comemorou.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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