Arquivo para 26 de outubro de 2010

“SEM MEDO DE SER FELIZ”, DILMA LÁ

Wagner Tiso recria para Dilma o famoso jingle de Lula

A campanha de Dilma Rousseff no segundo turno está sendo impulsionada por uma extraordinária mobilização da sociedade, como só ocorre nos grandes momentos da História.

Manifestações espontâneas de professores, estudantes, religiosos, trabalhadores, ambientalistas, artistas e intelectuais constituíram uma gigantesca corrente pela democracia e pelo avanço das políticas de inclusão social do governo Lula.

Tem um clima pra cima no ar, que lembra a campanha de Lula em 1989”, disse o compositor e maestro Wagner Tiso, um dos organizadores do ato Cultura com Dilma, que reuniu mais de dois mil profissionais das artes e da cutura no Teatro Oi-Casagrande, no Rio, em 18 de outubro.

Embalado pela manifestação, Wagner Tiso entrou no estúdio de gravação para recriar um dos maiores sucessos da história das campanhas eleitorais: o jingle “Sem Medo de ser Feliz”.

O jingle foi criado originalmente para a campanha de Lula, em 1989, pelo compositor Hilton Acioli, dono de rica trajetória na MPB. Parceiro de Geraldo Vandré nos anos 60, Hilton Acioli popularizou o slogan Lula-lá, que está na memória de toda uma geração.

No segundo turno de 1989, o maestro Wagner Tiso gravou um novo arranjo para o jingle, com as vozes de Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan. O filme da gravação foi ao ar na Rede Povo, o programa de TV da campanha de Lula. Sucesso instantâneo, que hoje é um dos vídeos políticos mais vistos no Youtube.

Wagner Tiso ofereceu à campanha de Dilma de um novo arranjo de “Sem Medo de Ser Feliz”. É uma celebração da alegria e da energia positiva da campanha de Dilma, nessa reta final que vai nos levar a mais uma vitória da democracia, para continuar construindo um país melhor e mais justo.

Baixe os arquivos para iPhone, Ringtone (mp3) e Celular (.3gp).

FOTO: Reprodução/Vídeo

Fonte: www.dilma13.com.br

FILÓSOFA MARILENA CHAUÍ DENUNCIA PLANO NAZISTA DA CAMPANHA DE SERRA PARA CULPAR PETISTAS

A campanha do candidato da direita amoral, José Serra, está articulando um ato sórdido de violência entre eles mesmos para culpar os petistas e a candidata Dilma Rousseff. O ato nazista ocorreria no dia 29, no comício de Serra, em São Paulo. Uma espécie de versão maligna do caso do sequestro do dono do grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, usado contra a candidatura de Lula, que disputava à Presidência da República com Collor, em 1989.

Naquela ocasião, quando os sequestradores foram presos, a polícia, do governador de São Paulo, Fleury, vestiu-os com camisas do PT e exibiu-os diante da imprensa. Para somente, dias depois de passadas as eleições, com a vitória de Collor, ser desmentido que eles não eram do PT.

É isso que pretendem os nazistas de Serra, conforme denunciou a filósofa Marilena Chauí. Um recurso muito usado pelo chefe da propaganda nazista de Hitler, Goebbels. O grupo nazista hitlerista era especialista em simular atentados contra Hitler para colocar a culpa nos seus adversários para ganhar simpatia do povo. Uma psicótica chantagem emocional. Um caso semelhante de Serra, mas que não deu certo. O episódio criado com auxílio da TV Globo, da fita crepe. Nada ocorreu, mas eles queriam que os eleitores acreditassem que ocorreu e que foi obra de membros da campanha de Dilma.

O ato nazista fora organizado no final da semana em um bar, onde dois adeptos da campanha de Serra comentavam como seria a atuação. “Dia 29, nós vamos acertar tudo, vamos trazer o pessoal vestido com camisetas do PT, carregando bandeiras do PT e vão atacar pra tirar sangue, no comício de Serra.”

Marilena Chauí fez a denúncia no encontro com intelectuais, artistas, estudantes, professores e pessoas ligadas às produções culturais, na Universidade de São Paulo (USP).

Muito preocupada, a filósofa disse que é preciso que todos que defendem a democracia estejam atentos para denunciar atos como estes.

É preciso alertar a sociedade brasileira toda, alertar São Paulo, e alertar os petistas”, disse Marilena Chauí. E acrescentou sobre o perigo desse ato se realizar e trazer perdas para campanha de Dilma. “Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem pelas redes sociais. Divulguem.”

Essa a razão deles terem marcado seu ato nazista para o dia 29, quando já não haverá propaganda eleitoral que poderia ser usada para explicar à sociedade a verdade do ocorrido.

EM DEBATE NA TV RECORD, UMA DILMA SEGURA E SORRIDENTE ENCONTROU UM SERRA PROFUNDAMENTE DEPRIMIDO

Se debate ganhasse eleição, o debate promovido pela TV Record confirmaria, de vez por todas, que a candidata do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores e da maioria do povo brasileiro, Dilma Rousseff, estaria eleita com grande folga na disputa contra o candidato da direita, José Serra.

A candidata Dilma não teve melhor desempenho tão somente por razão de sua inteligência, capacidade de articular enunciados e ter precisão em suas perguntas e respostas, mas também pela fraqueza de Serra. O candidato da direita já entrou entregue. Fato observado até pelo presidente de seu partido, o “sem vergonha” Sérgio Guerra. Durante todos os blocos, Serra apresentou um semblante deprimido. Parecia até que ele havia ido para uma consulta psiquiátrica, tal sua depressão. Em nenhum momento Serra deixou transparecer para seus eleitores a segurança necessária para quem almeja um cargo de presidente do Brasil. Sua insegurança foi tamanha que ficou confundida com uma grande dose de raiva. Para tentar dissimular a depressão, ele tentou ser agressivo, mas sem conseguir êxito. Em toda investida encontrava uma Dilma segura que o forçava a voltar para seu estado depressivo. Tentou falar em Erenice, não deu. Tentou falar em MST, não deu. E para piorar, pela quarta vez não conseguiu responder a pergunta que Dilma fez sobre sua política de emprego.

Mas não é só Serra quem está deprimido, tentando usar a violência para ter a ilusão que pode sair desse quadro. É todo o partido que já começou a deixar o barco. Exemplo de depressão revestida como violência foi mostrado logo antes do começo do debate no interior do estúdio da Recorde, quando o eleito senador pelo PSDB, Aloysio Nunes, agrediu o jornalista do Brasil Atual. Procurado pelo jornalista para fazer algumas considerações sobre a campanha política, Aloysio Nunes, avisado qual era a publicação, vociferou: “Não vou conversar com você seu pelego filho da puta. Esta revista é bancada pelo PT”.

Diante do concorrente abatido, Dilma não teve que fazer qualquer esforço para mostrar sua superioridade. A anemia de Serra era tão visível que causava piedade. Talvez um dos elementos produtores dessa depressão sejam os resultados das pesquisas eleitorais que mostram que é impossível ele reverter o quadro negativo em que se encontra. E ainda mais sabendo que todos os recursos sujos, que lançou mão para ganhar eleitores, estão esgotados, apesar dele acreditar que sempre é possível produzir mais calúnias contra Dilma. Por isso que ontem, dia 25, militantes de sua campanha, usando camisa com inscrição “Turma do Bem”, foram presos distribuindo folhetos difamadores contra Dilma. Uma prova que esses atos sujos já não encontram facilidade para serem disseminados com sucesso. Embora o bispo fundamentalista do PSDB, dom Luiz Gonzaga, de Guarulhos, em sua campanha amoral contra Dilma, continue incitando membros de sua diocese, ligados ao partido da direita, para continuarem distribuindo folhetos atentatórios à honra da candidata do povo brasileiro.

Mas houve um trecho do debate que mostrou como Dilma foi soberana, em vista da impossibilidade de Serra responder sua pergunta.

Quando o candidato Serra está pressionado ele fica inventando essa coisa de trololó. O Paulo Preto não era só seu braço direito, era o esquerdo e a cabeça também. Ele era envolvido com as obras do Rodoanel e Marginal e a Jacupessego. O que acontece logo na parte sul da Rodoanel? Três vigas caem. Uma das causas é material de baixa qualidade.”

Serra deprimiu de vez.

INTELECTUAIS FAZEM ATO PRÓ DILMA NA USP

Mais de mil pessoas reunidas na Universidade de São Paulo (USP) na noite de ontem participaram de uma manifestação pró Dilma Rousseff com o objetivo de aumentar o maior número de adeptos a sua candidatura.

Vários professores, sociólogos, filósofos, historiadores, escritores, ensaístas, cientistas, críticos de arte e literatura, entre outros, discursaram, pregando a necessidade no atual momento de engajamento na candidatura de Dilma Rousseff. Para eles, encontra-se em jogo a continuação de um projeto político administrativo que vem dando certo no governo Lula, e um projeto falido nascido no governo Fernando Henrique, e que se pretende ressuscitar na candidatura Serra. O que seria um total fracasso político.

Entre tantos representantes e apoiadores da candidatura de Dilma Rousseff, compareceram Celso Antonio Bandeira de Mello, Vladimir Saflate, a filha do filólogo e poeta, fundador do PT, professor Antônio Cândido, que lhe representou. Mas coube à socióloga Heloisa Fernandes, filha do sociólogo Florestan Fernandes, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, um discurso consistente e empolgado que contagiou os presentes.

Heloisa pediu para que todas as esquerdas se unam em redor do nome de Dilma Rousseff, porque há uma grande diferença entre o programa de Dilma e o programa da direita. Ela afirmou que no primeiro turno votou em Plínio, mas que agora era uma questão de posicionamento político votar em Dilma.

Discordo que não existam diferença e nem acho que os dois candidatos sejam farinha do mesmo saco”, analisou a socióloga, desfazendo o posicionamento dos que afirmam que os dois candidatos tem projetos semelhantes.

Por sua vez, o professor e crítico de literatura Alfredo Bosi afirmou: “Nosso voto não é cego, é crítico. A confiança e a esperança não nos isentam de continuar lutando.”

Como uma das organizadoras do ato pró Dilma Rousseff, a filósofa Marilena Chauí fez um discurso claro e convincente de que a candidatura da petista é o que há de mais certo nessa eleição, e ainda chamou de obsceno o ato de Serra em sua propaganda usar um santinho relacionando Jesus Cristo com ele, Serra.

O santinho é obsceno, pois não tem respeito pelo sagrado. É obsceno politicamente, porque a grande conquista da democracia moderna é a República laica”, afirmou a filósofa.

MANIFESTO AOS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

por Marilena Chauí e Paul Singer

Em 31 de outubro deste ano, os brasileiros serão chamados novamente às urnas para decidir os rumos do país pelos próximos quatro anos. A campanha tem se caracterizado por um acirrado duelo de denúncias, calúnias e boatos, que quase não deixou espaço para a discussão dos problemas da nação e as diferentes opções políticas que existem para solucioná-los. Não podemos permitir que o mesmo se repita neste segundo e derradeiro turno, como se a escolha da pessoa que ocupará a Presidência da República dependesse exclusivamente das intenções ostensivas ou ocultas dos candidatos.

Os dois candidatos que disputarão nossos votos são Dilma Roussef e José Serra, que representam as duas coligações partidárias que governaram o Brasil durante os últimos 16 anos, com objetivos e métodos distintos, derivados de interesses e ideologias de classe muito diferentes.

É necessário então explicitar os projetos e se posicionar a partir de uma avaliação das opções que cada uma das coalizões representa, manifestada nas gestões, tanto nacionais como estaduais, que dirigiram.

A coligação que apóia Serra governou durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, e teve por mérito encerrar a violenta crise inflacionária que atingiu o país entre 1979 e 1994 por meio duma política que abriu completamente o mercado interno às importações de produtos industriais, vindas principalmente da Ásia, barateadas pelo baixo custo da mão de obra nos países de origem e pela valorização do real. O custo de vida efetivamente deixou de subir, tirando da miséria no primeiro ano do plano real alguns milhões de brasileiros, mais atingidos pela inflação alta. Contudo, os custos também foram altos. A indústria nacional entrou em terrível crise, que quebrou grande número de empresas e eliminou milhões de postos de trabalho. O desemprego tornou-se de massa, a ponto dos movimentos reivindicatórios dos sindicatos cessarem, com a trágica exceção das greves de protesto contra demissões coletivas.

O custo da estabilização dos preços foi altíssimo e foi pago pela classe operária, na forma de desemprego em massa e duradouro e de persistente queda dos salários, decorrente do excesso de oferta de força de trabalho no mercado. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a economia nacional só cresceu em alguns anos excepcionais; durante os demais a economia ficou em recessão, causada por sucessivas crises financeiras internacionais, de cujos efeitos a política liberal posta em ação foi completamente incapaz de proteger o país.

Durante o governo Lula a política econômica, que foi paulatinamente sendo retirada da camisa de força liberal, fez com que o Brasil crescesse duas vezes mais que durante os quatriênios tucanos. A oposição tucana alega que isso se deve à sorte de Lula de governar numa época em que as crises financeiras foram menos freqüentes. Este argumento foi posto à prova quando estourou a atual crise financeira internacional, em 2008, que é de longe mais extensa e profunda que as crises ocorridas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Como todos sabem, a economia brasileira foi afetada apenas durante dois trimestres graças à vigorosa política anticíclica do governo. Este ano espera-se que a economia brasileira cresça algo como 7%, enquanto a maioria das economias do 1o Mundo ainda estão mergulhadas na crise.

O crescimento econômico havido durante o governo Lula é fruto portanto de opções políticas, que apesar do ponto de vista cambial e monetário não ter se distinguido consideravelmente do período de FHC, no computo geral realizou uma inflexão na política econômica, ampliando o credito, fomentando o mercado interno, recolocando o estado como agente ativo do crescimento, taxando o capital especulativo estrangeiro que entra no país, valorizando o salário mínimo e inclusive desenvolvendo em escala uma serie de políticas sociais, que também tiveram importante impacto do ponto de vista econômico, ao ampliar a demanda efetiva por bens e serviços no mercado interno.

No que diz respeito às políticas sociais, o governo tucano iniciou ou deu continuidade a algumas políticas sociais: a distribuição de auxílios às famílias com renda abaixo dum patamar mínimo e a concessão de crédito subsidiado pelo Pronaf aos pequenos agricultores mais necessitados. Mas estes programas foram executados de forma tão limitada que beneficiaram apenas uma fração dos que deveriam ser atendidos. Quando diferenças de quantidade se tornam muito grandes, geram diferenças de qualidade: no governo FHC as políticas sociais eram marginais e de pouco impacto, mas no governo Lula elas se tornaram prioritárias, ganhando abrangência e desencadeando forte estímulo ao desenvolvimento econômico local.

Em suma, a grande prioridade do governo tucano foi impedir a volta da inflação, o que foi conseguido pelo recurso a medidas recessivas sempre que turbulências financeiras atingiam o Brasil. A outra prioridade deste governo foi reduzir as dimensões do Estado mediante a privatização da indústria siderúrgica, das empresas estatais de produção e distribuição de energia elétrica, de telecomunicações, além da maioria dos bancos públicos. O coroamento deste processo foi a privatização da Vale do Rio do Doce, feita sem qualquer justificativa de interesse público, mas apenas pelo princípio ideológico de que qualquer empreendimento que possa ser operada pela iniciativa privada não deve permanecer em poder do Estado. Apesar da venda de grande parte do patrimônio público, o governo FHC acumulou enorme dívida pública.

O governo do Presidente Lula priorizou desde o seu início a retomada do desenvolvimento com redistribuição da renda. Para atingir estes objetivos, o governo lançou o Programa de Fome Zero, estratégia estruturante de combate à pobreza e distribuição de renda, que, entre outras coisas, tratou de estimular a produção alimentar pela agricultura familiar e propiciar segurança alimentar para o povo brasileiro. Ao mesmo tempo unificou diversos programas de renda mínima, até então fragmentados e localizados, e deu escala, resultando no admirado e internacionalmente imitado Programa de Bolsa Família, que resgatou da fome e da miséria dezenas de milhões de brasileiros e levou pela primeira vez desenvolvimento econômico aos bolsões de pobreza. Mais recentemente, o governo promoveu a criação do Sistema Único de Assistência Social, o SUAS, ampliando a rede de proteção social rumo à universalização da promoção dos direitos para crianças e adolescentes em situação de risco, população de rua e outros segmentos vulneráveis.

No governo Lula, o crescimento econômico não esteve apartado do respeito ao meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado. Ainda que haja muito a ser feito, é inegável que o país assumiu o protagonismo na defesa do uso da matriz energética limpa e propondo compromissos internacionais importantes na redução do desmatamento e da emissão dos gases de efeito estufa. Para não falar da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que significará uma nova etapa em termos de sustentabilidade e inclusão social, com o reconhecimento dos catadores de materiais recicláveis alcançando um patamar de dignidade. Isso é respeito ao meio ambiente aliado com o desenvolvimento humano.

Na área da segurança pública, por meio do Ministério da Justiça, que ao fazer a articulação entre a política de segurança e ações preventivas na área social, inaugurou uma nova etapa no combate à violência em nosso país, enfrentando ao mesmo tempo as causas e o crime em si.

A natureza deste manifesto não permite descrever cada uma das muitas políticas sociais realizadas pelo governo petista. Vamos apenas enumerar as mais importantes: a Luz para Todos que atingiu a quase totalidade das famílias dela carentes; o Pronaf, que atuava na prática apenas no Sul do Brasil foi estendido a todo território nacional, resgatando assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos; o salário mínimo foi reajustado sistematicamente acima da inflação, beneficiando milhões de assalariados e aposentados. O programa de Aquisição de Alimentos criou um mercado seguro para os pequenos produtores agrícolas, preferencialmente organizados em cooperativas, e juntamente com o Programa Mais Alimentos e o de Alimentação Escolar arrancou da miséria grande parte do campesinato, a ponto da emigração do campo às cidades ter cessado apesar do desemprego nas metrópoles ter caído à metade nos últimos sete anos.

De fato, o crescimento econômico aliado às políticas ativas de trabalho e emprego fizeram que fossem gerados mais de 14 milhões de postos de trabalho formais nos últimos anos. Além disso, o governo fomentou o trabalho associado em economia solidária, fortaleceu a agricultura familiar e facilitou a formalização de milhares de empreendedores individuais. O resultado tem sido a redução do trabalho informal e desprotegido.

Haveria que mencionar ainda a ampliação notável das redes públicas de escolas do primeiro ao terceiro grau, estimuladas pelo FUNDEB, que ampliou o financiamento público para toda a educação básica, coroada pelo Programa ProUni, que abriu as portas do ensino superior a centenas de milhares de jovens oriundos de famílias de baixa renda e/ou racialmente discriminadas; e a acentuada expansão de escolas técnicas tem a mesma natureza redistributiva.

Além disto, o governo Lula criou novos programas que buscam uma transformação mais profunda da sociedade, criando novos modelos de desenvolvimento e de participação social nas políticas publicas, como por exemplo, as políticas de apoio à economia solidária, os Territórios da Cidadania, as ações de etnodesenvolvimento para as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, todas elas grandes inovações na integração e gestão democrática das políticas públicas.

Para além dos programas, o governo Lula, deu à Secretaria de Direito Humanos da Presidência da República, o status de Ministério, reforçando o compromisso do Governo Federal com os direitos humanos. Os trabalhos desse Ministério, corajosos e bravos, não passaram despercebidos pela sociedade, que tomou conhecimento – se bem que por via distorcida por um certo olhar conservador vindo da grande imprensa – de temas como o direito à memória e à verdade a respeito dos anos fatídicos da Ditadura Militar, a democratização dos meios de comunicação de massa e a ampliação dos direitos de setores excluídos da população.

Outro aspecto que revela quão distintos são os projetos de cada uma das coalizões partidárias em disputa é a forma de encaminhar a participação social no desenvolvimento das políticas públicas. Se no governo de FHC não houve completo esvaziamento dos espaços de exercício da democracia direta, como Conselhos e Conferências, estas práticas ficaram restritas a pouquíssimas temáticas.

Durante o governo Lula se buscou ampliar os espaços de democracia direta e de participação da sociedade civil organizada nas políticas públicas. Foram realizadas dezenas de conferencias nacionais, cobrindo quase todos temas de políticas publicas, da saúde à comunicação, da economia solidaria ao desenvolvimento rural, do meio ambiente à problemática urbana. Estas conferencias elaboraram propostas que se transformaram em políticas públicas, sendo inseridas no Plano Plurianual votado pelo Congresso Nacional. Os Conselhos nacionais, que foram criados ou reavivados pelo governo Lula, tem sido um importante espaço de participação da sociedade civil nos rumos do governo e um importante avanço em direção ao orçamento participativo na esfera federal. Desta maneira, tem se caminhado nos últimos anos para a democratização do estado e mediante a abertura de canais de democracia direta.

Fica claro que os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições representam projetos de país consideravelmente diferentes. São as diferenças destes projetos que devem guiar a decisão de cada eleitor, não os seus supostos ou pretensos méritos individuais. Uma eleição presidencial nada tem de parecido com um concurso para a escolha do indivíduo mais apto para “gerenciar” o país. É a ocasião em que os cidadãos têm a oportunidade, que só a democracia oferece, de escolher pelo voto livre a coligação partidária que lhes parece melhor atender aos interesses e aspirações da maioria.

Para que esta escolha seja consciente é essencial que o 2o turno permita que o projeto de país de cada um dos candidatos seja conhecido, esmiuçado e submetido à critica de todos brasileiros politicamente engajados.

Apesar deste debate de projetos ainda não ter ocorrido, as experiências de cada coalizão que disputa este segundo turno, tanto em âmbito federal, comparando os períodos de FHC e de Lula, como as experiências estaduais, nos fazem crer que o projeto representado pela coalizão encabeçada por Dilma Roussef é aquele que representa a maior possibilidade de transformação do Brasil, com desenvolvimento econômico, redistribuição de renda e ampliação e radicalização da democracia.

É justamente Dilma, que por sua trajetória de luta ao longo da vida e papel central que teve no governo Lula, que representa a garantia de continuidade, consolidação e avanço deste projeto iniciado pelo Presidente Lula.

Para assinar este manifesto, envie seus dados (nome completo e RG) para cultura@pt.org.br, com assunto “Manifesto aos Brasileiros e Brasileiras de Marilena Chauí”.

1. Paul Singer
2. Marilena Chauí
3. Paulo de Tarso Vannuchi
4. Giorgio Romano
5. Ricardo Musse
6. Glauco Pereira dos Santos
7. Lea Vidigal Medeiros
8. André Singer
9. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos
10. Walmice Nogueira Galvão
11. Reginaldo Moraes
12. Walter Andrade
13. Fabio Sanchez
14. Roberto Marinho Alvez
15. Maurício Sardá
16. Daniela Metello
17. Antonio Haroldo Mendonça
18. Daniel Puglia, professor (FFLCH – USP)
19. Weber Sutti
20. Gustavo Vidigal
21. Mauricio Dantas
22. Roseli Oliveira

ECONOMISTA MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES DIZ QUE “LULA É UM GÊNIO DO POVO”

foto: Marcelo Carnaval

Em longa entrevista ao jornal português Público, a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares fala sobre diversos assuntos tanto do passado quanto do presente, da vinda ao Brasil por causa do ditador Salazar à política internacional do mundo de hoje.

Mas os pontos principais da entrevista se dão nos momentos em que ela fala de Lula e quando tocam às questões envolvidas nas eleições no Brasil. Dizendo-se amiga de Dilma e Serra, Conceição critica a agressividade do tucano e declara seu voto em Dilma.

Sobre Lula

É uma inteligência nata. É um génio do povo. Nós tivemos um génio do povo. Se não, não teria chegado lá. Você acha que alguém vindo de onde ele veio, com as dificuldades que teve, chega a presidente? Não. Ele é um génio do povo, mesmo, e impressiona qualquer um.”

A preocupação dele é tornar cidadãos os que estão à margem. E não com palavras, com factos. Indo até eles, dando-lhes direitos, com a preocupação de que as políticas sociais sejam para incorporação.

O Lula, entre as derrotas, fez várias viagens ao Brasil inteiro, chamadas Caravanas da Cidadania. A palavra que escolhe sempre é cidadania. Por isso digo que é republicanização. O que ele quer é que todos os brasileiros tenham cidadania, possam-se expressar, ter direitos. Quer acabar com os dois Brasis, em resumo. Quer fazer disto uma nação.”

Primeiro, não é populista porque é do povo. Populista seria um cara da elite que estivesse manipulando o povo. Ele ascendeu do povo, e foi sendo feito pelo povo.
Depois, ignorante, coisa nenhuma. O Lula sabe mais do Brasil do que ninguém. E sabe mais de economia aplicada, prática, do que ninguém.”

Sobre Serra

Não que sejam amigos pessoais, como eu sou amiga dos dois [Dilma e Serra]. Mas sempre tiveram boa relação. O Serra era um sujeito civilizado. Não sei o que deu na cabeça dele agora.”

Essa mania de chamar um partido de nazi, acho de maluco, num país democrático como é hoje o Brasil. A gente está extremando o argumento. O Serra está muito agressivo. É verdade que essa deve ser a última oportunidade, mas parece que lhe bateu o desespero.”

ele virou muito conservador e é frontalmente contra a política externa do Brasil, essa política de autonomia. Ele não é a favor das relações Sul-Sul. Preferia que a gente mantivesse a relação Norte-Sul, mais estreita com os Estados Unidos, o que acho um erro. E ele é muito fiscalista. Tanto, que o que está dizendo é contraditório. É a favor do corte do gasto público, mas diz que vai dar não sei quantos mil de salário mínimo, e para os aposentados. Está fazendo promessas demagógicas…”

Sobre Dilma

É uma moça que sempre fez política, como o Serra. Fez política nos partidos radicais nos anos 70, ficou presa muitos anos, teve um comportamento fantástico na prisão, é uma mulher de muita coragem, de nervo. Ela não se desmorona à toa.
Em 80 veio para Campinas, para o doutoramento. Era brilhante.”

O que ela não tem é o conhecimento político do Lula. Mas foi ministra de Minas e Energias, um sector pesado, em plena crise de energia eléctrica — herança da política boba do Fernando Henrique —, e foi Chefe da Casa Civil, uma casa política. E está com ele [Lula] todos os dias. Tem aprendido com ele tudo o que há para aprender sobre o Brasil.”

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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