Arquivo para 23 de novembro de 2010

CAMPANHA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PELO DIA NACIONAL DO DOADOR VOLUNTÁRIO DE SANGUE

Enviado pela equipe do Ministério da Saúde

Anualmente o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é celebrado em 25 de novembro, instituído através do Decreto Presidencial nº 53.988 de 30 de junho de 1964. A Semana do Doador Voluntário de Sangue, comemorada na última semana do mês de novembro, foi instituída por um decreto publicado no Diário Oficial da União em 21 de novembro de 2003, assinado pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

E a data é festejada pelos Serviços de Hemoterapia públicos de todo o país.

O Ministério da Saúde, em comemoração a semana, que este ano será de 21 a 27 de novembro, reforçará a campanha Doe Sangue e Faça Alguém Nascer de Novo com a veiculação do filme nas redes de TVs, hotsite:

http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br/, spots e email marketing.

Dados sobre doação

No Brasil, 1,9% da população doa sangue. A Organização Mundial de Saúde preconiza que 3 a 5% da população doe sangue, conforme necessidades regionais, estaduais e municipais.

Em reforço ao aumento de nº de doadores voluntários, as hemorredes estaduais desenvolvem programas de multiplicadores como o “Programa Doador do Futuro” e “Clube 25”, que trazem o significativo aumento do número de doadores jovens, entre 18 a 29 anos. Há também, um significativo crescimento das doações fidelizadas na faixa etária entre 29 e 49 anos, o que demonstra um período de busca da determinação de conceitos e questões sociais que permeiem suas ações de saúde neste grupo; e, temos um número mais reduzido de doadores com mais de 50 anos, faixa etária que predispõe a consciência plena de valores e, sobretudo a multiplicação destes em ampla escala social. A legislação atual recomenda que o candidato a doação deva estar entre a faixa etária de 18 a 65 anos.

Mesmo com estas ações de captação de doadores, a hemoterapia brasileira enfrenta o desafio de suprir a crescente demanda de sangue provocada, até mesmo pelo próprio setor saúde, como: o incentivo e aumento efetivo do número de transplante; uso do sangue como suporte terapêutico em patologias hematológicas, propiciadas pelo aumento da atenção integral as pacientes; endemias recorrentes (dengue); imunizações em maior escala (candidatos tornam-se inaptos por pelo menos trinta dias); e, especialmente, a redução de doadores em média de 30% em períodos comemorativos (natal) e festivos (carnaval), paralelo ao aumento de transfusões nas unidades de emergência nestes períodos.

ELEGER SEU SUCESSOR FAZIA PARTE DOS PLANOS DE LULA

Dando início às obras da primeira fase do projeto do Sistema de Escoamento Dutoviário de Álcool, em Ribeirão Preto, que vai comportar 542 quilômetros de duto, interligando Uberaba, em Minas Gerais, a Ribeirão Preto, Ribeirão Preto a Paulínia e Paulínia a Taubaté, cuja conclusão está prevista para 2012, o presidente Lula discursou sobre a importância da obra. Aproveitando o momento positivo de sua administração, falou sobre sua preocupação em eleger seu sucessor. Segundo ele, fato ocorrido no momento em que percebeu que o Brasil estava dando certo, e que deveria continuar em sua jornada progressista.

Todo mundo sabe, que quando indiquei a companheira Dilma para ser a candidata a minha sucessão, muita gente que pensa que entende de política dizia: “esse Lula ficou louco, endoidou. Como vai indicar uma mulher que não tem experiência política, que nunca militou nos partidos políticos, que nunca foi candidata a nada.

Nada melhor que, depois da experiência bem-sucedida de um metalúrgico, a gente tenha uma mulher presidente, uma mulher que não vai receber nenhuma herança maldita. Se houver, será de fora, causada pela crise econômica de 2008, causada pelos países ricos, a Europa e os Estados Unidos, será herança maldita lá de fora, porque, aqui dentro, estamos crescendo”, afirmou Lula.

ENEM REALIZARÁ NOVAS PROVAS PARA MAIS DE 2 MIL ALUNOS NO DIA15 DE DEZEMBRO

Os estudantes prejudicados pelos erros de impressão nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) farão novas provas do exame no dia 15 de dezembro, quarta-feira, às 13 horas, horário de Brasília.

A certificação dos estudantes que deverão fazer as novas provas do Enem está sendo extraída da análise de mais de 116 mil atas das salas apresentadas pelos fiscais. As atas são os documentos que mostram as ocorrências no momento da aplicação das provas. Até o momento o Ministério da Educação (MEC) conseguiu a certificação de 2.817 estudantes com direito a participar do novo exame. Entretanto, esse número pode crescer.

Todos os estudantes que forem participar do novo exame serão informados através de telefonema, torpedo e e-mail. Estes estudantes receberão novo cartão de confirmação com informações sobre os locais das provas. Como as provas serão aplicadas no meio da semana, para que os estudantes não sejam prejudicados, o MEC entregará para cada estudante um atestado afirmando que eles tiveram que se ausentar do trabalho, ou da escola, para realizar as provas.

CULTURA GLOCAL

Leonardo Brant*

A Convenção da Unesco sobre diversidade cultural, que acaba de completar 5 anos, aprofunda uma importante discussão no mundo contemporâneo. A relação entre cultura global, massificada, representada sobretudo pelo poderio dos conglomerados de mídia e pela indústria de imagens de Hollywood; e o poder de cada nação em implementar suas políticas de preservação e salvaguarda em relação à própria cultura.

Nesse processo de construção da Convenção, a sociedade civil teve direito à participação. Estive à frente de uma organização internacional fundamental nesse processo, a INCD (Rede Internacional pela Diversidade Cultural). Na época brigamos muito pela inclusão da palavra “promoção” no título e no texto da Convenção. Acreditávamos que a única maneira de “preservar” uma cultura, uma língua, um modo de vida, uma atividade artística ou cultural, era promovendo-a.

Mas não promover apenas a própria cultura. É preciso promover a diversidade, o acesso irrestrito a todas as matrizes, fontes e produções culturais de todo o mundo, com diferentes cores, linguagens e formatos. O desafio era (e continua sendo) buscar uma maneira de barrar o crescente domínio das indústrias culturais dominantes sem barrar a produção independente.

Outra questão importante é a conquista da autonomia dos Estados-nação em relação à sua legislação interna, no que consiste às salvaguardas impostas aos produtos culturais universalizantes, valorizando a produção cultural local. A Unesco trabalha com a hipótese de que Estados autônomos empoderados têm mais capacidade de gerir o seu espaço imaginário interno. Impostos sobre a exibição de filmes e cotas de tela são as maneiras mais comuns de bloqueio. A constituição de fundos de investimento para produção independente ajudam a promover a produção cultural local. A regulação do mercado continua sendo a forma mais comum de exercer essa autonomia. Por isso a importância de discutirmos o marco legal da Internet, que inclua a sua relação com todos os outros meios de difusão (TV aberta, a cabo, radiofusão, mídia impressa e mídias móveis). O que chamamos de Convergência.

São duas lógicas sobrepostas, a econômica e a cultural. Se pudermos resumir a intenção da Convenção, podemos dizer que ela veio para inverter a sobreposição do econômico sobre o cultural. O fluxo de informação é medido pela balança comercial e não por seus efeitos culturais, cada vez mais preocupantes nas sociedades videocráticas em que vivemos.

Desde que a Convenção foi promulgada, venho desenvolvendo uma pesquisa colaborativa, no âmbito da RAIA (Rede Audiovisual Ibero-americana), sobre as dimensões políticas, econômicas e culturais desse fenômeno, que culmina com uma nova configuração do espaço midiático, potencializado pela Cultura da Convergência. Como resultado dessa pesquisa (que se revela também em livro e website), acabo de finalizar o Ctrl-V 2.0, a segunda parte do documentário (ainda sem legendas), lançado hoje, dia 19, em Barcelona, que apresenta essa problemática com depoimentos de especialistas, pesquisadores, estudiosos, ativistas e pensadores da várias partes do mundo. O tema central é a relação entre indústrias globais e cultura local, tendo como pano de fundo a diversidade cultural:

Convido os leitores de Cultura e Mercado a debater sobre o tema.

* Originalmente publicado no Cultura e Mercado.

PAPETE NA QUINTA CULTURAL T-BONE

Açougue Cultural T-Bone SCLN 312 Bloco “B” loja 27
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PROGRAMA DE POSSE DA PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF

A equipe de transição e o Itamaraty se reuniram ontem, dia 22, para discutir e formalizar a programação de posse da presidenta Dilma Vana Rousseff, que acontecerá no dia 1º de janeiro de 2011, às 14h30 no plenário do Congresso Nacional.

A bordo do Rolls Royce conversível presidencial a presidenta Dilma Vana Rousseff se deslocará da Catedral de Brasília em direção do Poder Legislativo. Durante esse percurso, se não houver chuva, o conversível presidencial irá aberto, Caso contrário ele desfilará fechado.

Na cerimônia no Congresso Nacional Dilma Vana Rousseff e o seu vice, Michel Temer, cada um em sua vez, farão o juramento, perante a nação, de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Segundo a comissão responsável pela programação, estão sendo esperados 1.700 convidados. Entre os convidados, encontram-se parlamentares, governadores, membros do Judiciário, personalidades estrangeiras, parentes da presidenta e do vice-presidente.

Ao ser empossada, a presidenta Dilma Vana Rousseff fará seu primeiro discurso. Logo em seguida, às 16h30, no conversível presidencial, seguirá para o Palácio do Planalto, onde será recebida na rampa pelo presidente Lula, junto com o vice José Alencar, que lhe passará a faixa presidencial. Já com a faixa, a nova presidenta do Brasil cumprimentará os chefes de Estado e as autoridades.

Às 17h a presidenta fará mais um discurso, no parlatório, de frente para a Praça dos Três Poderes. Em seguida dará posse aos ministros que irão lhe auxiliar no governo. Às 18h30 será servido um coquetel no Palácio do Itamaraty para as autoridades e chefes de missões estrangeiras.

Depois é o Brasil crescendo, o povo feliz e a direita se mordendo de inveja.

1º SEMINÁRIO SOBRE TORTURA E VIOLÊNCIA

Com o objetivo de capacitar juízes de varas de Execução Penal e da Infância de todo o país para reconhecer e usar estratégias contra a prática de tortura nos presídios e centros para menores infratores, está sendo promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), o 1º Seminário sobre Tortura e Violência.

Falando sobre a identificação do crime de tortura, o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Márcio Fraga, disse que é muito difícil identificar esse crime, mas os juízes já estão despertando para o tema, entendendo a diferença de tortura lato sensu e da prevista como crime.

A tortura que nós tratamos é mais abrangente. Não é apenas aquela tortura do espancamento e da agressão em si. Quando uma cadeia está superlotada ou a água é disponibilizada apenas duas horas por dia, isso, configura tortura.

Muitos elementos dificultam a comprovação da tortura nas prisões. É difícil dar crédito a uma denúncia de tortura feita por um presidiário sem um flagrante. É difícil individualizar o crime de tortura”, afirmou Fraga.

As condições dos presídios que são inadequadas para que os presos cumpram suas penas, é uma das preocupações do conselheiro do CNJ, Walter Nunes. “Sem resolver o problema da superlotação, a gente vai ter dificuldade em melhorar os problemas que nós temos verificado. O sistema penitenciário em si não está servindo para recuperar, isso é uma coisa muito concreta”, disse Nunes.

Falando sobre a prática da tortura, o conselheiro afirmou que ela resultante de uma realidade cultural. “A sociedade brasileira tem um preconceito muito grande com aqueles que praticam crimes e a tortura seria uma forma de ela ser responsável pelo mal que ocasionou a outras pessoas. A gente sabe que isso é perigoso. É preciso desconstruir essa cultura, que infelizmente está muito latente na sociedade brasileira”, afirmou Nunes.

OMS DIVULGA QUE CERCA DE 1,3 BILHÕES DE POBRES NÃO TÊM ACESSO A SAÚDE

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou relatório onde é tratado o financiamento global da saúde, mostrando que cerca de 1,3 bilhão de pobres de todo o mundo não têm acesso a atendimento de saúde por não possuir dinheiro para pagar serviço médico.

Segundo o relatório, a cada ano 150 milhões de pessoas enfrentam dificuldades financeiras e por terem que gastar com doenças cerca de 100 milhões são conduzidas ao estado de pobreza. O gasto constante com esse serviço leva essas pessoas à situação que ela classifica como “uma catástrofe financeira”. Diagnósticos precoces e tratamento preventivo são impossibilitados por falta de dinheiro. “Elas são empurradas ainda mais para a pobreza, porque estão doentes demais para trabalhar”, afirma a OMS.

A OMS sugere para que os países tenham mais recursos para ofertar cobertura de saúde universal, que os países aumentem em seus orçamentos as aplicações financeiras, e que aumentem o valor dos impostos sobre produtos nocivos à saúde como o álcool e o fumo.

Para a OMS é responsabilidade das nações ricas ajudarem as nações pobres para que aumentem seus fundos de saúde. “Os doadores serão necessários para a maior parte dos países mais pobres durante um período considerável de tempo.”

MISSIVA DE DENÚNCIA: CONSULADO PORTUGUÊS EM MINAS GERAIS SE RECUSA A CELEBRAR CASAMENTO GAY

Este bloguinho recebeu, via companheiro Daniel Ferreira e ABGLT, a missiva de denúncia do cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, que está sendo impedido de casar com seu parceiro, advogado Gustavo Franco, no consulado português em Minas Gerais, ao que tudo indica apenas por (des)razões homofóbicas. Como ele percebe muito bem no final da missiva, não é um caso particular, e por isso este bloguinho publica-a agora na íntegra.

Nova Lima, 22 de novembro de 2010.

Exmos(as). Srs(as),

Expresso-me por meio desta missiva de denúncia no intuito de informar aos órgãos de imprensa e associações de defesa de direitos dos cidadãos LGBTs sobre o que pode ser uma inaceitável discriminação que eu e meu companheiro estamos a sofrer. Eis abaixo um resumo dos factos (feito por nosso advogado), em seguida, a íntegra da situação.

Resumo:

Consulado Português em Minas Gerais se recusa a celebrar casamento gay

O cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, está desde setembro deste ano a tentar se casar no consulado de Portugal em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, com seu companheiro brasileiro o advogado Gustavo Franco, porém tem estado frustrado com os impedimentos segundo ele levantados por tal secção consular. “Nas primeiras vezes que estive lá, disseram-me que ainda havia a necessidade de avaliar a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fiquei surpreso, já que todas as médias já divulgaram que consulados portugueses estavam a realizar casamentos homossexuais, tendo inclusive havido um no Brasil” afirmou.

Depois de ter feito contactos com o Ministério da Justiça, Santos voltou ao consulado munido de informações e, segundo afirmou, o consulado terá mudado a argumentação. “Ao voltar lá pela terceira vez, trazendo comigo o parecer técnico IRN, eles mudaram o argumento e me disseram, então, que já o conheciam e que ainda assim a decisão daquele consulado era de não celebrar este tipo de casamento por um prazo não definido. Em seguida sugeriram-me que me casasse em outro consulado”. Segundo diz, o consulado ter-lhe-á também afirmado que tal impedimento se dá somente para os casamentos gay. “Perguntei se esta decisão se referia aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, antes mesmo que eu terminasse a frase, o funcionário respondeu-me que “sim, casamentos deste tipo. Senti-me ultrajado”.

Segundo o esclarecimento do Instituto dos Registos e do Notariado sob a lei n.º 9/2010 de 31 de maio, é permitida a celebração de casamentos como o do casal de Minas Gerais. “Quero crer que estou errado, mas não consigo perceber razão outra para tal postura que não preconceito”, lamenta o cientista social que pretende agora recorrer à Procuradoria da República.

Íntegra dos factos:

Eu, Daniel Santos, cientista social, português, e meu companheiro Gustavo Franco, advogado, brasileiro, estamos sendo impedidos de aceder ao nosso direito de casamento por parte do Consulado de Portugal em Belo Horizonte (capital de Minas Gerais, Brasil) por motivos que, ao que tudo indica, parece ser preconceito homofóbico.

Uma vez que – conforme já fora noticiado na média portuguesa e internacional – a rede consular de Portugal está a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo (o que já ocorreu na Austrália e inclusive no Brasil – ver, ao final, link 1), decidimos meu companheiro e eu, com quem vivo há 4 anos no Brasil, nos casarmos no referido consulado (pois moramos na região metropolitana de Belo Horizonte).

Porém, já fui cinco vezes ao consulado e em todas as vezes eles se recusam a dar entrada no meu pedido de casamento sob as mais fúteis das alegações. Desde a primeira vez que fui, em Agosto de 2010, o consulado impediu-me de solicitar a celebração do meu casamento sob a suspeita argumentação de que “o cônsul precisava verificar a validade da lei de matrimônio entre pessoas de mesmo sexo”. Afirmaram-me, ainda, não ter prazo para um a resposta, mas pediram-me para aguardá-la, pois eles entrariam em contacto – o que jamais aconteceu em mais de três meses.

Entrei imediatamente em contacto com a Conservatória dos Registros Centrais, com o Ministério da Justiça, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a Embaixada de Portugal em Brasília, e até mesmo com a Embaixada de Portugal em Buenos Aires, e (com excepção do MNE que ainda não me respondeu) absolutamente todos estes me reafirmaram a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo nas redes consulares, além de que muitos ficaram perplexos com o subterfúgio utilizado pelo referido consulado para se impor dificuldades à celebração de meu casamento.

Voltei em outubro ao consulado com todos estes contactos impressos, inclusive com o parecer técnico do Instituto dos Registros e do Notariado que me foi dado pelo Ministério da Justiça (como pode ser visto em
http://www.irn.mj.pt/IRN/sections/irn/a_registral/registo-civil/docs-do-civil/esclarecimento-lei-n-9/) e quando viram estes documentos o funcionário do consulado, de forma empedernida, respondeu-me que já estavam cientes deste parecer e que ainda assim se recusavam a casar-me devido à tomada de decisão daquele consulado. Perguntei se essa recusa se tratava apenas de casamentos entre pessoas de mesmo sexo e, sem tergiversar, o funcionário me respondeu “sim, esta é a decisão deste consulado”. Em seguida sugeriu-me casar em outro consulado.

Ora, se outros consulados no Brasil podem realizar tal acto, qual a razão para que o de Belo Horizonte não o realize?

Escrevi, então, à Embaixada de Portugal em Brasília para verificar a possibilidade de casar-me por lá, explicando o motivo, de sorte que me responderam orientando-me de forma que não seria necessário meu deslocamento a outro Estado pois – o que é óbvio – o consulado de Belo Horizonte não pode se recusar celebrar meu casamento, e orientaram-me a voltar a tal posto, com o qual a Embaixada já teria entrado em contacto.

Ao chegar lá, no dia 22-11-2010, já munido de toda a documentação necessária para requerer o casamento (tanto minha e de meu companheiro, quanto de nossas testemunhas – o que me acarretou custos financeiros), qual não foi minha surpresa e decepção por não poder entregar meus documentos pois ouvi que, mesmo depois da advertência da Embaixada, o cônsul André Sopas de Mello Bandeira ainda assim não nos casaria. Disseram-me que “somente no ano de 2011 o cônsul irá verificar a possibilidade de realizar este casamento”, e isto foi dito mais uma vez sem fornecerem-me uma data específica.

Pois se meu casamento fosse heterossexual eu poderia agendá-lo (pois isso me fora expressamente dito), mas, uma vez que se trata de um casamento entre suas pessoas do mesmo sexo, eu terei que aguardar indefinidamente por uma decisão pessoal do cônsul?

Quero crer que toda esta situação seja um mal entendido, caso contrário tal protelação injustificada se configurará na manutenção de uma estratégia inadmissível de constrangimento e discriminação. Vale notar que tal recusa desarrazoada, a meu ver, poderá até ser entendida possivelmente como crime de abuso de poder previstos no art. 382 do Código Penal.

As instituições públicas não podem jamais ser operadas pelo princípio da pessoalidade. São espaços púbicos, de todos, pois. Não podem ser privatizados por pessoas que nelas (im)põem seus valores privados e seus julgamentos voluntariosos. Sinto-me indignado na minha condição de cidadão português por entender que posso estar sendo tratado de maneira indisfarçadamente discriminatória. Não sou cidadão de segunda categoria, e não admito ser tratado de tal forma.

Se um funcionário público, tendo recebido investidura legal para prestar um serviço público, não se sente à vontade para realizá-lo ou entende que esse fere seus princípios ou valores, então que este funcionário deixe seu cargo para quem o faça com a devida competência. Se permitirmos que o Estado Português e seus representantes consulares apropriem-se da coisa pública de forma personalista, como poderá ser o facto em questão, estaríamos a regressar ao Estado Absolutista, além de que estaríamos a negar os valores mais basilares da Modernidade.

Tenho tido preciosa ajuda do Deputado Miguel Vale de Almeida que muito tem me orientado nessa situação que tem constrangido não somente a mim e meu companheiro, mas também a nossos pais e irmãos, amigos e inclusive nossa comunidade religiosa, esta que, vale dizer, aguarda a diligência das autoridades civis para que celebre conosco uma bênção ao nosso casamento que já está agendada – o que, aliás, o cônsul acintosamente não acreditou, pedindo-me os contactos do clérigo e da igreja (!) para comprovar que eu não estaria a mentir.

Voltarei a solicitar a embaixada em Brasília que realize meu casamento, mesmo que isto nos obrigue a casar distante 800 quilômetros de nossa família e comunidade. Pretendo fazer uma queixa formal à Procuradoria da República. Por fim, peço ajuda da imprensa e dos grupos LGBTs para que tal acção discriminatória não se mantenha oculta e não venha a se repetir com outros portugueses.

Agradeço desde já pelo tempo e consideração,

Daniel Santos

Link 1:
http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31623&idsc=31624&ida=102059

INTERNAUTAS PODERÃO PARTICIPAR DO SEMINÁRIO “ESCOLA SEM HOMOFOBIA”

A partir das 13:30h de hoje, será realizado na Câmara federal o seminário “Escola sem Homofobia” e a entrega do prêmio “Educando para a Diversidade Sex”.

O seminário tem por objetivo aprofundar as a discussão em torno da defesa dos direitos LGBT no ambiente das escolas do País e contará com a presença de diversos participantes/atuantes na luta contra a homofobia e pela afirmação do respeito à diversidade sexual, como André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, e Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (ABGLT). A lista completa dos participantes, assim como os premiados, você encontrará aqui no Mundo Gay.

O seminário ocorre após a pesquisa Homofobia na Comunidade Escolar, realizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com a Gale, Reprolatina, Pathfinder, Ecos e Ministério da Educação, revelou que as escolas não estão respeitando os direitos LGBTs. Segundo a pesquisa, os professores não sabem como trabalhar adequadamente a questão tanto da diversidade sexual quanto de combate à homofobia. As consequências, segundo a pesquisa, para os meninos e meninas é baixa autoestima, queda no rendimento ou abandono escolar e depressão.

Educadores, estudantes e todas as pessoas interessadas na defesa dos direitos quanto à diversidade sexual de todo o país poderão acompanhar ao vivo a transmissão do evento pela Agência Câmara. Além disso, poderão encaminhar perguntas aos participantes do seminário pelo e-mail pergunte@camara.gov.br, utilizando o campo assunto CLP. O sítio da Câmara dos Deputados informa que “as perguntas serão encaminhadas aos deputados que integram a comissão, para que eles possam redirecioná-las aos convidados no momento do debate”.

SENZALA NEGRA REALIZOU O 4º JOGOS DE CAPOEIRA MESTRE VERMELHO

“Vento que balança a cana no canavial
Na capela da fazenda
Sinhazinha se confessa
Coberta num manto de renda
Ajoelhada no altar

Vento que balança a cana no canavial
Na varanda da fazenda
Coronel deitado na rede
O negro no canavial
Morria de fome e de sede

Vento que balança a cana no canavial
Quando eu lembro do passado
Dá uma dor no coração
Corda que amarrava o negro
Hoje é graduação

Vento que balança a cana no canavial
Quando eu lembro do passado
Oh!, me dá um desespero
Lembro da minha família
Que sofria no seu cativeiro”

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A Associação de Capoeira Senzala Negra, realizou na tarde ensolarada do sábado passado, na quadra da Escola Estadual Vasco Vasquez, no Jorge Teixeira IV, zona Leste de Manaus, o 4º Jogos de Capoeira Mestre Vermelho, do qual trazemos aqui algumas imagens de mais de uma dezena de grupos que compareceram, em diversas categorias. Todos estavam muito alegres e havia para os ganhadores, além das parabenizações, várias medalhas e troféus.
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O evento começou com uma demonstração de tae kwon do realizado pelos alunos da Associação Pinheiro, localizada no bairro do João Paulo, também na zona Leste de Manaus. Conversamos com Reginaldo, que trabalha na Associação Pinheiro e que é presidente da Federação Amazonense de Tae kwon do:

O tae kwon do é um estilo de vida. A filosofia dele é para a vida. Não é simplesmente um ato de chutar, ele traz princípios para a vida, e isso é o mais importante. A luta do tae kwon do é na verdade para construir um mundo mais pacífico. As artes marciais nunca foram feitas apenas como forma de defesa, mas também como manutenção da saúde, e isso ainda continua sendo feita. Isso liga todas as artes marciais. Pode ser a coreana, a japonesa, a capoeira, que a gente considera brasileira. A arte marcial sempre fez parte da vida do homem. Hoje muitos mestres buscam união de diferentes tipos de lutas. Hoje tem o MMA, que são lutas mistas, com o principal objetivo de mostrar que a gente pode viver em harmonia.

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A preparação tem de ser por uma vida melhor e não lutar para fazer algo errado ou mal, mas lutar sim pela vida. Tenho um amigo que diz que nós não devemos nunca lutar e perder a vida, mas lutar e ganhar a vida. A gente hoje luta mais para manter a saúde, para melhorar a qualidade de vida. Tem alunos que buscam também como esporte. Há vários benefícios. Eu sempre fiz trabalho na área acadêmica voltados pra luta. Meu trabalho de graduação na faculdade foi “Tae kwon do como alternativa pedagógica para alternativa escolar”. Depois eu fiz pós-graduação em gerontologia social, e meu trabalho foi “Benefícios da prática de artes marciais na qualidade de vida do idoso”. Assim eu acabei fazendo um trabalho da criança ao adulto e do adulto ao idoso.”

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Numa comunhão de diferentes culturas, houve ainda mais uma demonstração de alunos da Associação Pinheiro, dessa vez da luta tailandesa Muay Thai.


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E então a Formada Abelha, coordenadora do Senzala Negra, uma lutadora que há décadas realiza esse trabalho de luta e que é ao mesmo tempo educacional e social. Ela começou falando sobre o Dia da Consciência Negra.

“Sendo hoje dia 20 de novembro, nós comemoramos o Dia da Consciência Negra, um dia onde todas as nossas lutas, um dia em que todas as nossas resistências são representadas. É uma data muito bonita, mas é também o dia da morte de Zumbi. Toda coisa bonita tem que ter também alguém sacrificado para que no futuro as coisas possam mudar. Zumbi morreu no dia 20 de novembro de 1695, e por isso nós estamos aqui falando sobre o Dia da Consciência Negra. Isso mostra que a nossa luta é uma luta de resistência. Nós temos que resistir, persistir, desistir jamais, porque somos negros e somos brasileiros.”

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E como a turma da avaliação já estava a postos, o professor Formiga, presidente do Senzala Negra, já passava as instruções, os juízes, entre eles Mestre Espiga, já estavam colocados e Zumbi já estava no centro da roda, era hora de soar o berimbau para movimentá-la.

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Formada Abelha também nos falou que ainda existem muitos preconceitos contra a capoeira, apesar de ela ser mesmo utilizada como um patrimônio nacional. Preconceito que se torna duplo quando se estende às religiões de amtriz africana.

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Existe muito preconceito ainda. Não são todas as portas que são abertas, porque começa que as pessoas acham, por ter o atabaque, elas chegam a confundir e acham que a capoeira está envolvida com o Candomblé, como se a capoeira fosse um segmento de religião. Muitas vezes as pessoas chegam a dizer ostensivamente: ‘Isto é coisa de preto.’ Às vezes nós vamos instalar um projeto de capoeira numa escola, aí o diretor diz: ‘Eu não quero, a capoeira é um negócio muito violento.’ Ou então arranja uma desculpa. Depois ele diz: ‘Eu não quero esse negócio aqui não. Tem umas músicas que parece que estão fazendo é macumba.’ Nós temos músicas de capoeira que foram feitas por mestres que são do candomblecistas, são da Umbanda, isso é uma coisa independente, assim como a capoeira recebe, e tem músicas também, que pega o católico, o evangélico, o espírita, budista, kardecista. Então ele acha que aquele mestre segue, mas não é isso. Só o preconceito que ainda maior, porque é também religioso. Mesmo a capoeira tendo se espalhado por todas as partes do mundo, ainda há preconceito no Brasil. Dizer que o nosso país não tem preconceito, não tem racismo é tapar o sol com a peneira. O brasileiro, infelizmente, ainda é racista, ainda é preconceituoso. Nós temos que aprender a aceitar as diferenças. Você tem a sua religião, eu tenho a minha, mas eu tenho que respeitá-lo. Não é necessário, para que eu tenha que respeitá-lo, você aderir à minha religião ou eu aderir à sua. Se um mestre fez músicas louvando Iemanjá, por exemplo, nós temos que cantar, senão nós vamos estar discriminando o mestre que a fez. Eu acho que a gente ainda vai levar um tempinho, mas creio que a gente vai conseguir acabar com isso. Tem que acabar. As pessoas têm que ver que a capoeira é um monte de coisa. A capoeira é uma arte marcial, mas é também dança, esporte, e um exemplo maravilhoso para a vida e que vem diretamente de nossas raízes, de nossa cultura negra.”

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“Me ajuda, por favor, eu tô passando mal
Eu tô de capoeira e febre de berimbau

Só não me dê remédio, que eu não quero melhorar
Eu tô de capoeira e febre de berimbau”

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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