Arquivo para novembro \23\-04:00 2010



OMS DIVULGA QUE CERCA DE 1,3 BILHÕES DE POBRES NÃO TÊM ACESSO A SAÚDE

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou relatório onde é tratado o financiamento global da saúde, mostrando que cerca de 1,3 bilhão de pobres de todo o mundo não têm acesso a atendimento de saúde por não possuir dinheiro para pagar serviço médico.

Segundo o relatório, a cada ano 150 milhões de pessoas enfrentam dificuldades financeiras e por terem que gastar com doenças cerca de 100 milhões são conduzidas ao estado de pobreza. O gasto constante com esse serviço leva essas pessoas à situação que ela classifica como “uma catástrofe financeira”. Diagnósticos precoces e tratamento preventivo são impossibilitados por falta de dinheiro. “Elas são empurradas ainda mais para a pobreza, porque estão doentes demais para trabalhar”, afirma a OMS.

A OMS sugere para que os países tenham mais recursos para ofertar cobertura de saúde universal, que os países aumentem em seus orçamentos as aplicações financeiras, e que aumentem o valor dos impostos sobre produtos nocivos à saúde como o álcool e o fumo.

Para a OMS é responsabilidade das nações ricas ajudarem as nações pobres para que aumentem seus fundos de saúde. “Os doadores serão necessários para a maior parte dos países mais pobres durante um período considerável de tempo.”

MISSIVA DE DENÚNCIA: CONSULADO PORTUGUÊS EM MINAS GERAIS SE RECUSA A CELEBRAR CASAMENTO GAY

Este bloguinho recebeu, via companheiro Daniel Ferreira e ABGLT, a missiva de denúncia do cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, que está sendo impedido de casar com seu parceiro, advogado Gustavo Franco, no consulado português em Minas Gerais, ao que tudo indica apenas por (des)razões homofóbicas. Como ele percebe muito bem no final da missiva, não é um caso particular, e por isso este bloguinho publica-a agora na íntegra.

Nova Lima, 22 de novembro de 2010.

Exmos(as). Srs(as),

Expresso-me por meio desta missiva de denúncia no intuito de informar aos órgãos de imprensa e associações de defesa de direitos dos cidadãos LGBTs sobre o que pode ser uma inaceitável discriminação que eu e meu companheiro estamos a sofrer. Eis abaixo um resumo dos factos (feito por nosso advogado), em seguida, a íntegra da situação.

Resumo:

Consulado Português em Minas Gerais se recusa a celebrar casamento gay

O cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, está desde setembro deste ano a tentar se casar no consulado de Portugal em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, com seu companheiro brasileiro o advogado Gustavo Franco, porém tem estado frustrado com os impedimentos segundo ele levantados por tal secção consular. “Nas primeiras vezes que estive lá, disseram-me que ainda havia a necessidade de avaliar a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fiquei surpreso, já que todas as médias já divulgaram que consulados portugueses estavam a realizar casamentos homossexuais, tendo inclusive havido um no Brasil” afirmou.

Depois de ter feito contactos com o Ministério da Justiça, Santos voltou ao consulado munido de informações e, segundo afirmou, o consulado terá mudado a argumentação. “Ao voltar lá pela terceira vez, trazendo comigo o parecer técnico IRN, eles mudaram o argumento e me disseram, então, que já o conheciam e que ainda assim a decisão daquele consulado era de não celebrar este tipo de casamento por um prazo não definido. Em seguida sugeriram-me que me casasse em outro consulado”. Segundo diz, o consulado ter-lhe-á também afirmado que tal impedimento se dá somente para os casamentos gay. “Perguntei se esta decisão se referia aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, antes mesmo que eu terminasse a frase, o funcionário respondeu-me que “sim, casamentos deste tipo. Senti-me ultrajado”.

Segundo o esclarecimento do Instituto dos Registos e do Notariado sob a lei n.º 9/2010 de 31 de maio, é permitida a celebração de casamentos como o do casal de Minas Gerais. “Quero crer que estou errado, mas não consigo perceber razão outra para tal postura que não preconceito”, lamenta o cientista social que pretende agora recorrer à Procuradoria da República.

Íntegra dos factos:

Eu, Daniel Santos, cientista social, português, e meu companheiro Gustavo Franco, advogado, brasileiro, estamos sendo impedidos de aceder ao nosso direito de casamento por parte do Consulado de Portugal em Belo Horizonte (capital de Minas Gerais, Brasil) por motivos que, ao que tudo indica, parece ser preconceito homofóbico.

Uma vez que – conforme já fora noticiado na média portuguesa e internacional – a rede consular de Portugal está a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo (o que já ocorreu na Austrália e inclusive no Brasil – ver, ao final, link 1), decidimos meu companheiro e eu, com quem vivo há 4 anos no Brasil, nos casarmos no referido consulado (pois moramos na região metropolitana de Belo Horizonte).

Porém, já fui cinco vezes ao consulado e em todas as vezes eles se recusam a dar entrada no meu pedido de casamento sob as mais fúteis das alegações. Desde a primeira vez que fui, em Agosto de 2010, o consulado impediu-me de solicitar a celebração do meu casamento sob a suspeita argumentação de que “o cônsul precisava verificar a validade da lei de matrimônio entre pessoas de mesmo sexo”. Afirmaram-me, ainda, não ter prazo para um a resposta, mas pediram-me para aguardá-la, pois eles entrariam em contacto – o que jamais aconteceu em mais de três meses.

Entrei imediatamente em contacto com a Conservatória dos Registros Centrais, com o Ministério da Justiça, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a Embaixada de Portugal em Brasília, e até mesmo com a Embaixada de Portugal em Buenos Aires, e (com excepção do MNE que ainda não me respondeu) absolutamente todos estes me reafirmaram a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo nas redes consulares, além de que muitos ficaram perplexos com o subterfúgio utilizado pelo referido consulado para se impor dificuldades à celebração de meu casamento.

Voltei em outubro ao consulado com todos estes contactos impressos, inclusive com o parecer técnico do Instituto dos Registros e do Notariado que me foi dado pelo Ministério da Justiça (como pode ser visto em
http://www.irn.mj.pt/IRN/sections/irn/a_registral/registo-civil/docs-do-civil/esclarecimento-lei-n-9/) e quando viram estes documentos o funcionário do consulado, de forma empedernida, respondeu-me que já estavam cientes deste parecer e que ainda assim se recusavam a casar-me devido à tomada de decisão daquele consulado. Perguntei se essa recusa se tratava apenas de casamentos entre pessoas de mesmo sexo e, sem tergiversar, o funcionário me respondeu “sim, esta é a decisão deste consulado”. Em seguida sugeriu-me casar em outro consulado.

Ora, se outros consulados no Brasil podem realizar tal acto, qual a razão para que o de Belo Horizonte não o realize?

Escrevi, então, à Embaixada de Portugal em Brasília para verificar a possibilidade de casar-me por lá, explicando o motivo, de sorte que me responderam orientando-me de forma que não seria necessário meu deslocamento a outro Estado pois – o que é óbvio – o consulado de Belo Horizonte não pode se recusar celebrar meu casamento, e orientaram-me a voltar a tal posto, com o qual a Embaixada já teria entrado em contacto.

Ao chegar lá, no dia 22-11-2010, já munido de toda a documentação necessária para requerer o casamento (tanto minha e de meu companheiro, quanto de nossas testemunhas – o que me acarretou custos financeiros), qual não foi minha surpresa e decepção por não poder entregar meus documentos pois ouvi que, mesmo depois da advertência da Embaixada, o cônsul André Sopas de Mello Bandeira ainda assim não nos casaria. Disseram-me que “somente no ano de 2011 o cônsul irá verificar a possibilidade de realizar este casamento”, e isto foi dito mais uma vez sem fornecerem-me uma data específica.

Pois se meu casamento fosse heterossexual eu poderia agendá-lo (pois isso me fora expressamente dito), mas, uma vez que se trata de um casamento entre suas pessoas do mesmo sexo, eu terei que aguardar indefinidamente por uma decisão pessoal do cônsul?

Quero crer que toda esta situação seja um mal entendido, caso contrário tal protelação injustificada se configurará na manutenção de uma estratégia inadmissível de constrangimento e discriminação. Vale notar que tal recusa desarrazoada, a meu ver, poderá até ser entendida possivelmente como crime de abuso de poder previstos no art. 382 do Código Penal.

As instituições públicas não podem jamais ser operadas pelo princípio da pessoalidade. São espaços púbicos, de todos, pois. Não podem ser privatizados por pessoas que nelas (im)põem seus valores privados e seus julgamentos voluntariosos. Sinto-me indignado na minha condição de cidadão português por entender que posso estar sendo tratado de maneira indisfarçadamente discriminatória. Não sou cidadão de segunda categoria, e não admito ser tratado de tal forma.

Se um funcionário público, tendo recebido investidura legal para prestar um serviço público, não se sente à vontade para realizá-lo ou entende que esse fere seus princípios ou valores, então que este funcionário deixe seu cargo para quem o faça com a devida competência. Se permitirmos que o Estado Português e seus representantes consulares apropriem-se da coisa pública de forma personalista, como poderá ser o facto em questão, estaríamos a regressar ao Estado Absolutista, além de que estaríamos a negar os valores mais basilares da Modernidade.

Tenho tido preciosa ajuda do Deputado Miguel Vale de Almeida que muito tem me orientado nessa situação que tem constrangido não somente a mim e meu companheiro, mas também a nossos pais e irmãos, amigos e inclusive nossa comunidade religiosa, esta que, vale dizer, aguarda a diligência das autoridades civis para que celebre conosco uma bênção ao nosso casamento que já está agendada – o que, aliás, o cônsul acintosamente não acreditou, pedindo-me os contactos do clérigo e da igreja (!) para comprovar que eu não estaria a mentir.

Voltarei a solicitar a embaixada em Brasília que realize meu casamento, mesmo que isto nos obrigue a casar distante 800 quilômetros de nossa família e comunidade. Pretendo fazer uma queixa formal à Procuradoria da República. Por fim, peço ajuda da imprensa e dos grupos LGBTs para que tal acção discriminatória não se mantenha oculta e não venha a se repetir com outros portugueses.

Agradeço desde já pelo tempo e consideração,

Daniel Santos

Link 1:
http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31623&idsc=31624&ida=102059

INTERNAUTAS PODERÃO PARTICIPAR DO SEMINÁRIO “ESCOLA SEM HOMOFOBIA”

A partir das 13:30h de hoje, será realizado na Câmara federal o seminário “Escola sem Homofobia” e a entrega do prêmio “Educando para a Diversidade Sex”.

O seminário tem por objetivo aprofundar as a discussão em torno da defesa dos direitos LGBT no ambiente das escolas do País e contará com a presença de diversos participantes/atuantes na luta contra a homofobia e pela afirmação do respeito à diversidade sexual, como André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, e Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (ABGLT). A lista completa dos participantes, assim como os premiados, você encontrará aqui no Mundo Gay.

O seminário ocorre após a pesquisa Homofobia na Comunidade Escolar, realizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com a Gale, Reprolatina, Pathfinder, Ecos e Ministério da Educação, revelou que as escolas não estão respeitando os direitos LGBTs. Segundo a pesquisa, os professores não sabem como trabalhar adequadamente a questão tanto da diversidade sexual quanto de combate à homofobia. As consequências, segundo a pesquisa, para os meninos e meninas é baixa autoestima, queda no rendimento ou abandono escolar e depressão.

Educadores, estudantes e todas as pessoas interessadas na defesa dos direitos quanto à diversidade sexual de todo o país poderão acompanhar ao vivo a transmissão do evento pela Agência Câmara. Além disso, poderão encaminhar perguntas aos participantes do seminário pelo e-mail pergunte@camara.gov.br, utilizando o campo assunto CLP. O sítio da Câmara dos Deputados informa que “as perguntas serão encaminhadas aos deputados que integram a comissão, para que eles possam redirecioná-las aos convidados no momento do debate”.

SENZALA NEGRA REALIZOU O 4º JOGOS DE CAPOEIRA MESTRE VERMELHO

“Vento que balança a cana no canavial
Na capela da fazenda
Sinhazinha se confessa
Coberta num manto de renda
Ajoelhada no altar

Vento que balança a cana no canavial
Na varanda da fazenda
Coronel deitado na rede
O negro no canavial
Morria de fome e de sede

Vento que balança a cana no canavial
Quando eu lembro do passado
Dá uma dor no coração
Corda que amarrava o negro
Hoje é graduação

Vento que balança a cana no canavial
Quando eu lembro do passado
Oh!, me dá um desespero
Lembro da minha família
Que sofria no seu cativeiro”

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A Associação de Capoeira Senzala Negra, realizou na tarde ensolarada do sábado passado, na quadra da Escola Estadual Vasco Vasquez, no Jorge Teixeira IV, zona Leste de Manaus, o 4º Jogos de Capoeira Mestre Vermelho, do qual trazemos aqui algumas imagens de mais de uma dezena de grupos que compareceram, em diversas categorias. Todos estavam muito alegres e havia para os ganhadores, além das parabenizações, várias medalhas e troféus.
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O evento começou com uma demonstração de tae kwon do realizado pelos alunos da Associação Pinheiro, localizada no bairro do João Paulo, também na zona Leste de Manaus. Conversamos com Reginaldo, que trabalha na Associação Pinheiro e que é presidente da Federação Amazonense de Tae kwon do:

O tae kwon do é um estilo de vida. A filosofia dele é para a vida. Não é simplesmente um ato de chutar, ele traz princípios para a vida, e isso é o mais importante. A luta do tae kwon do é na verdade para construir um mundo mais pacífico. As artes marciais nunca foram feitas apenas como forma de defesa, mas também como manutenção da saúde, e isso ainda continua sendo feita. Isso liga todas as artes marciais. Pode ser a coreana, a japonesa, a capoeira, que a gente considera brasileira. A arte marcial sempre fez parte da vida do homem. Hoje muitos mestres buscam união de diferentes tipos de lutas. Hoje tem o MMA, que são lutas mistas, com o principal objetivo de mostrar que a gente pode viver em harmonia.

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A preparação tem de ser por uma vida melhor e não lutar para fazer algo errado ou mal, mas lutar sim pela vida. Tenho um amigo que diz que nós não devemos nunca lutar e perder a vida, mas lutar e ganhar a vida. A gente hoje luta mais para manter a saúde, para melhorar a qualidade de vida. Tem alunos que buscam também como esporte. Há vários benefícios. Eu sempre fiz trabalho na área acadêmica voltados pra luta. Meu trabalho de graduação na faculdade foi “Tae kwon do como alternativa pedagógica para alternativa escolar”. Depois eu fiz pós-graduação em gerontologia social, e meu trabalho foi “Benefícios da prática de artes marciais na qualidade de vida do idoso”. Assim eu acabei fazendo um trabalho da criança ao adulto e do adulto ao idoso.”

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Numa comunhão de diferentes culturas, houve ainda mais uma demonstração de alunos da Associação Pinheiro, dessa vez da luta tailandesa Muay Thai.


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E então a Formada Abelha, coordenadora do Senzala Negra, uma lutadora que há décadas realiza esse trabalho de luta e que é ao mesmo tempo educacional e social. Ela começou falando sobre o Dia da Consciência Negra.

“Sendo hoje dia 20 de novembro, nós comemoramos o Dia da Consciência Negra, um dia onde todas as nossas lutas, um dia em que todas as nossas resistências são representadas. É uma data muito bonita, mas é também o dia da morte de Zumbi. Toda coisa bonita tem que ter também alguém sacrificado para que no futuro as coisas possam mudar. Zumbi morreu no dia 20 de novembro de 1695, e por isso nós estamos aqui falando sobre o Dia da Consciência Negra. Isso mostra que a nossa luta é uma luta de resistência. Nós temos que resistir, persistir, desistir jamais, porque somos negros e somos brasileiros.”

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E como a turma da avaliação já estava a postos, o professor Formiga, presidente do Senzala Negra, já passava as instruções, os juízes, entre eles Mestre Espiga, já estavam colocados e Zumbi já estava no centro da roda, era hora de soar o berimbau para movimentá-la.

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Formada Abelha também nos falou que ainda existem muitos preconceitos contra a capoeira, apesar de ela ser mesmo utilizada como um patrimônio nacional. Preconceito que se torna duplo quando se estende às religiões de amtriz africana.

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Existe muito preconceito ainda. Não são todas as portas que são abertas, porque começa que as pessoas acham, por ter o atabaque, elas chegam a confundir e acham que a capoeira está envolvida com o Candomblé, como se a capoeira fosse um segmento de religião. Muitas vezes as pessoas chegam a dizer ostensivamente: ‘Isto é coisa de preto.’ Às vezes nós vamos instalar um projeto de capoeira numa escola, aí o diretor diz: ‘Eu não quero, a capoeira é um negócio muito violento.’ Ou então arranja uma desculpa. Depois ele diz: ‘Eu não quero esse negócio aqui não. Tem umas músicas que parece que estão fazendo é macumba.’ Nós temos músicas de capoeira que foram feitas por mestres que são do candomblecistas, são da Umbanda, isso é uma coisa independente, assim como a capoeira recebe, e tem músicas também, que pega o católico, o evangélico, o espírita, budista, kardecista. Então ele acha que aquele mestre segue, mas não é isso. Só o preconceito que ainda maior, porque é também religioso. Mesmo a capoeira tendo se espalhado por todas as partes do mundo, ainda há preconceito no Brasil. Dizer que o nosso país não tem preconceito, não tem racismo é tapar o sol com a peneira. O brasileiro, infelizmente, ainda é racista, ainda é preconceituoso. Nós temos que aprender a aceitar as diferenças. Você tem a sua religião, eu tenho a minha, mas eu tenho que respeitá-lo. Não é necessário, para que eu tenha que respeitá-lo, você aderir à minha religião ou eu aderir à sua. Se um mestre fez músicas louvando Iemanjá, por exemplo, nós temos que cantar, senão nós vamos estar discriminando o mestre que a fez. Eu acho que a gente ainda vai levar um tempinho, mas creio que a gente vai conseguir acabar com isso. Tem que acabar. As pessoas têm que ver que a capoeira é um monte de coisa. A capoeira é uma arte marcial, mas é também dança, esporte, e um exemplo maravilhoso para a vida e que vem diretamente de nossas raízes, de nossa cultura negra.”

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“Me ajuda, por favor, eu tô passando mal
Eu tô de capoeira e febre de berimbau

Só não me dê remédio, que eu não quero melhorar
Eu tô de capoeira e febre de berimbau”

LULA COMENTA SOBRE O PROGRAMA DA IGUALDADE RACIAL

O presidente Lula, hoje, pela parte da manhã, teceu um comentário sobre as políticas de seu governo que têm auxiliado fortemente no combate às desigualdades na sociedade. Entre essas políticas, ele destacou a política de Promoção da Igualdade Racial.

Para o presidente, o Programa Universidade para Todos (ProUni) exemplifica claramente o bom resultado da política de Promoção da Igualdade Racial. O programa contém, atualmente, 40% de bolsistas negros. Todavia, mesmo com a visível diminuição da desigualdade social que vem ocorrendo no Brasil, Lula acredita que ainda é preciso realizar outros feitos.

Para Lula, o que pode auxiliar muito nas mudanças que o Brasil necessita é a “evolução” na consciência política de cada brasileiro, o combate à discriminação, aperfeiçoamento da legislação e a punição rigorosa.

Para confirmar as mudanças que vem ocorrendo nas formas de relações na sociedade, o presidente comentou o crescimento da consciência negra.

Acho que estamos avançando. Os quilombolas estão sendo reconhecidos, os quilombos estão sendo legalizados e a gente está criando condições de não haver, definitivamente, mais discriminação no Brasil. Estou convencido que nós fizemos muito, mas estou convencido, também, de que ainda falta muito a ser feito”, comentou Lula.

PELA LIBERDADE DE CULTO ÀS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Seu doutorzinho quer que chame de doutor
Seu doutorzinho quer que chame de doutor
É duvidoso, cativeiro acabou
É duvidoso, cativeiro acabou
Branco sabe ler, também sabe escrever
Só não sabe dia em que morre
O preto é quem vai dizer!

Em memória ao Pai Francisco do Morro da Catita, com seu Umbandão pé no chão, que foi para o Orun no início desse ano.

Uma das principais questões hoje no Brasil, como ficou visível nas últimas eleições, é a defesa da liberdade religiosa, é a defesa constitucional do Estado laico que é o Brasil, onde se pode, segundo a lei, desde que não se ofenda a outrem, cultuar a religião que se quiser: Cristianismo, Budismo, Hinduísmo, Xamanismo, Agnosticismo, Espiritismo, Candomblé, Umbanda, Mina Jeje-Nagô, Umolocô…

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” (Constituição, Art 5º-VI)

Quem não quiser também estará livre para não cultuar nenhuma: Ateísmo. E há no Brasil até quem invente novas formas de religião a partir do que venha a ser religião e da importância de se cultuar uma religião. No emaranhado de interesses mesquinhos em que se consagram todos os sistemas de todas as eras, praticamente todas as religiões se jogam na busca pela Verdade, seja para auto-aperfeiçoamento, seja como direcionador de ações. Atualizemos filosoficamente a questão em Aldous Huxley, quando ele trata a religião como sendo um filtro para conhecimento da realidade, ou no sentido de “ver o íntimo das coisas”, como diz Nietzsche sobre a poesia. Assim, mesmo alguém que se diz ateu pode estar imbuído de religiosidade.

Que lindo! Poderíamos até dizer que foi assim que Jesus Cristo, o palestino, sonhou. Mas por que a intolerância gera tantos conflitos que até se gerou um leniente ditado que diz que “religião e política não se discute” quando, ao contrário, quando a religião sai da esfera do foro íntimo – crença individual – e adentra à esfera da coletividade – persuasão política -, tem-se que se discutir? Elementar: é que grande parte das religiões, principalmente as chamadas Grandes Religiões, se emaranharam a mesquinhos interesses. Por isso que, no Brasil, dentre as inúmeras formas de discriminação que constituem o racismo está a intolerância religiosa aos cultos afro.

Para se perceber as discrepâncias que daí resultam sobre as religiões afro, basta observar um fato ocorrido numa das escolas onde a AFIN, de quem este bloguinho é vetor virtualizante, foi fazer sua explanação com o tema que vai no título deste texto. Acontece que se um adepto de uma religião cristã procura uma escola, fato corriqueiro em Manaus, para “pregar a palavra do Senhor”, ninguém chega sequer a aventar uma falta de “interesse público”, como prevê a Constituição, de catequização religiosa em espaços públicos; agora se o pessoal da AFIN aparece com um pai de santo, e neste caso com “interesse público” comprovado, e sem catequização, mas sim discutir a autenticidade das religiões afro e desfazer certas estigmatizações, há professores que protestam e ameaçam se retirar. Daí se percebe que a laicidade do Estado não está sendo observada por parte de muitos cristãos.

Não fazemos aqui uma crítica ao Cristianismo em si, que acreditamos uma religião autêntica, mas à irracionalidade de adeptos individuais e de vis interesses que subvencionam essa religião desde pelo menos sua oficialização no Império Romano, quando tendências distintas, à época de Santo Agostinho, se engalfinhavam com palavras esdrúxulas, pedras e armas, até que uma dessas tendências prevaleceu pela força física mais do que ideológica ou de fé. Desde aí, passando pelas Cruzadas, pela Reforma Protestante, pela Contra Reforma, pela Caça às Bruxas, chegando até os dias atuais com a deprimente divisão do mundo entre Ocidente cristão e Oriente islâmico, vê-se uma epopeia sangrenta que pouco tem a ver com a simplicidade e ternura do filho de Maria.

Como o Cristianismo é a maior religião no Brasil, muitas igrejas e manifestações individuais demonizam outras religiões, julgando-as violentamente segundo seus dogmas irredutíveis. Em Manaus conhecemos budistas que se queixam do preconceito que sofrem. Quer dizer, não são apenas os cultos de matriz africana, mas como os adeptos dos cultos afro, tendo o Brasil nos negros uma das etnias de nossa formação, as condenações sumárias para estes é muito mais abundante e frequente, sabendo-se que só em Manaus há cerca de 3 mil lugares, entre terreiros, barracões e bancas, onde se cultua alguma religião de matriz africana.

Talvez isso não ocorra em todo o Brasil. Ouvimos seu Baianinho do Tambor de Mina, na cabeça de Pai Miguel de Vondoreji, do Terreiro da Fé em Deus, contar que no Maranhão há padres que rezam a missa e que depois vão ao terreiro e incorporam aí suas entidades. Mas em Manaus, e provavelmente em muitos outros lugares, a lista de estigmatizações é imensa. Semana passada ouvimos uma jovem dizer que “nos terreiros de macumba as pessoas bebem sangue”. É muito comum ouvirmos que os orixás, cabocos e voduns são demônios e que todos os macumbeiros vão para o inferno.

Com argumentos rápidos e certeiros, mesmo para nós deste bloguinho, que não somos diretamente adeptos dessas religiões nem antropólogos especializados, é fácil derrubar tais preconceitos aberrantes. Esses três anos de trabalho incansável, desde que num domingo à tarde baixamos no terreiro de Pai Jeovaņo de Ajagùnnọn, já nos levaram a entrar em contato com cerca de uns 100 terreiros e barracões e nos deram algumas informações necessárias para isso, ao que juntamos nossa filosofante vontade de amor e comunhão. “Os homens são diferentes, mas não desiguais, nem separados: são como os dedos da mão. Iká ko dogbá, os dedos não são iguais, diz um aforismo nagô”, declara o filósofo candomblecista Muniz Sodré.

Para começar, vulgarmente se utiliza a palavra “macumba” de forma pejorativa e generalizada. As pessoas que assim o fazem não sabem sequer que não existe apenas uma religião afro, mas diversas, entre elas o Candomblé, a Umbanda, Mina Jeje-Nagô, Umolocô. Sem falar que os cultos afro congregam na verdade vários outros credos e entidades que não são propriamente de matriz africana, como as pombogiras, como os cabocos indígenas, o povo cigano, santos, anjos e até bruxas.

No Brasil, o caso mais curioso é a aproximação de santos católicos com orixás dos cultos afro, o que se denomina sincretismo. Como os escravos não tinham permissão para cultuar seus orixás, eles escondiam uma imagem deles entre os santos ou cultuavam algum santo que de alguma forma tinha característica que se aproximava de um orixá. Por exemplo, como a entidade por assim dizer maior católica era Jesus Cristo, então os negros relacionavam-no a Oxalá, seu orixá maior. Assim foi que Nossa Senhora da Conceição virou Oxum, São Sebastião virou Oxóssi, São Jorge virou Ogum, São Lázaro virou Obaluaê, Santa Bárbara virou Iansã e por aí vai.

Uma das maiores polêmicas ocorre na aproximação vulgarizada de Exu com o Diabo. Mas se percebe que essas aproximações são apenas providenciais; mas não, essenciais. Enquanto no Cristianismo o Diabo, o Satanás é tido como uma entidade terrível com a qual nenhum acordo deve ser feito, a não ser que se queira vender a alma ao capiroto, nos cultos afro Exu é o primeiro orixá a se louvar, sendo que é ele quem abre os bons caminhos e fecha a soleira da porta do barracão para o mau olhado. Hoje há também quem diga que Exu é na verdade o Espírito Santo. De qualquer modo, todos os adeptos dos cultos afro com os quais conversamos foram sempre unânimes de não levar a sério essa história de sincretismo, que, para eles mais auxiliaria na demonização de suas religiões, uma vez que prevaleceria, embora o Brasil sendo laico, a religião dominante.

Se observamos que uma religião como o Candomblé é muito mais antiga do que o Cristianismo, mais antiga até que o Judaísmo, e originada em uma outra realidade geográfico-política, como que ela poderia ser julgada por este? Só há uma forma: até hoje, muitos cristãos – não todos, claro – tendem a querer impor à força para as outras nações, para outras pessoas o seu credo como único e verdadeiro. Já houve muitos casos em que meios de comunicação usaram de truculência contra as religiões de matriz africana, e é por isso que existem hoje leis contra racismo e intolerância religiosa para punir as manifestações violentas e agressivas.

Em Manaus há entidades que lidam diretamente com a questão, como a Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Amazonas (FUCABEAM), presidida pela querida Nochê Hunjaí Emília de Toy e Lissá, e a Federação Brasileira de Umbanda, Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios (ABUCABAM), presidida por Pai Lairton da Oxum. A luta dessas entidades se faz também na medida de modernizar as práticas nos terreiros, como já explicou em entrevista neste bloguinho Pai Ribamar de Xangô, coordenador no Amazonas da Federação Nacional dos Cultos Afro-Brasileiros no Amazonas (FENACABI). Há ainda a Associação Movimento Orgulho Negro do Amazonas (AMONAM), presidida pelo companheiro Luiz Costa, que faz um trabalho diretamente nas escolas.

Mas há pessoas que, embora estando no “mais baixo grau de entendimento”, repetem estigmatizações ofensivos às religiões afro apenas por medo e falso misticismo, mas que merecem alguns argumentos que lhes faça abrir os olhos. “Ter os olhos abertos é derrubar as paredes divisórias das ditas raças, classes, crenças e conceitos. Apertar o Outro contra o coração como se fosse um membro de sua própria família é coisa digna só de gente” (Muniz Sodré).

Como já dissemos, as religiões afro congregam vários outros credos. E se há preconceitos de muitos cristãos contra as afro-religiões, não os há destas para com aqueles. “Agradeço a todos os orixás e a Nosso Senhor Jesus Cristo…”, é o que dizem praticamente todos os pais de santo. Em Manaus há vários centros que realizam festas católicas, mormente os que praticam Mina Jeje-Nagô, com direito a novenas, terços e cânticos hagiográficos. Transparece que o preconceito é mais arraigado entre os chamados evangélicos, mas também estes, além de não estarem acima das leis, devem aprender a con-viver com a diferença e perceber o Outro sem as barreiras extremistas do fanatismo.

Deixamos a melhor parte para o final. Como não somos adeptos, não estamos fazendo nenhum estudo antropológico sistemático, não ganhamos nada a não ser a bênção dos orixás, cabocos, voduns e outras entidades, uma pergunta sempre recorrente nos é colocada: “Você acreditam nisso?” O filósofo da Feira de Santana citado acima, numa entrevista de 2003, falando sobre Pierre Verger, explica que a palavra “acreditar” tem vários sentidos, entre eles “aceitar”, “confiar” e “dar crédito”. Um dos motivos que causam o medo que provoca o preconceito de muitos é o vigor das religiões afro e sua autenticidade. Para quem observou fotos e conversas que tivemos, alguém que nunca foi num terreiro, se souber olhar, verá uma pequeníssima demonstração de toda a beleza que vimos nessas noites inteiras acompanhando esses rituais. Sabe quanto conhecimento e ternura há numa conversa com um preto velho? Você já viu alguém mais alegre do que aquela pombogira? Onde já se viu cigana tão linda? Que harmonia no gingado das baianas! Tantos pontos, tantas rezas maravilhosas! E o que é para os ouvidos toda a musicalidade do tambor de mina? A voz daquele caboco lembra uma história que não foi contada pela História oficial…

O papel que nos propomos não é convencer ninguém, mas não nos repitam mais aquela pergunta tola. Lutar pela liberdade de culto às religiões afro-brasileiras é hoje no Brasil a principal luta contra o racismo e, ainda mais, é a defesa constitucional do Estado laico.

Nosso papel também não é convidar ninguém para ir ao terreiro, mas se quiser ir com certeza lá nos encontraremos, porque, livres de todos os medos e preconceitos, lá sempre nos sentiremos bem e completos de corpo e alma. Axé!

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas almas

# A presidenta eleita Dilma Vana Rousseff, no sábado, dia 20, fez, como de praxe, seus exames médicos para saber como anda sua saúde. O resultado dos exames deixou a direita pervertida mais odienta. A primeira mulher eleita do Brasil encontra-se com a saúde em total nível de produção. Ela encontra-se saudavelmente apta para exercer suas funções democráticas.

A grande dor da direita degenerada com esses resultados médicos é causada pelo fator dela ter durante a campanha eleitoral, em seus atos sórdidos, difundido que Dilma Vana Rousseff se encontrava doente e que Michel Temer iria substituí-la. Uma dor que só miseráveis existenciais cultivam em si mesmos.

A presidenta saudavelmente saúda o Brasil e o mundo.

# O presidente Lula lançou ao mar o primeiro navio genuinamente brasileiro. Um navio portentoso fabricado com tecnologia e mão de obra do trabalhador nacional. Um fato tão extraordinário só poderia ser batizado com o nome de um insigne brasileiro: Sérgio Buarque de Holanda. Uma das personalidades mais engajadas na História do Brasil.

A homenagem, além de contar com um discurso retumbante do presidente Lula, contou a participação da família Buarque de Holanda, que, envolvida na força do afeto dominante, comemorou o feito.

Um ato nacional promovido de maneira singular por um governo que vai além das percepções e entendimentos imóveis.

# O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia a qualidade do ensino das universidades, centros universitários e faculdades, foi realizado ontem, dia 21, onde se esperava 650 mil universitários divididos em 261 mil ingressantes, 161 mil concluintes e 227 mil dos que não prestaram exame nos anos anteriores e pretendem regularizar suas situações.

Com a mesma cobertura negativa realizada pela mídia corrupta contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a tônica foi a torcida pelo fracasso do Enade. Só que como poderia afirmar o educador-filósofo Paulo Freire, a mídia sequelada solta sua bílis, e enquanto isso a educação no Brasil continua crescendo.

# Quando pessoas engajadas nas mudanças necessárias para melhorar a existência social da população vão além do misticismo e da força enganadora dos mitos, o que se tem como resultado é uma ação democrática.

É o que se encontra acontecendo nas escolas da rede pública no Brasil, com a campanha nacional “Papai Noel dos Correios 2010”, em que as crianças de 10, e que estão cursando até a quarta série do ensino fundamental escrevem uma carta para o Papai Noel pedindo seus presentes. Os presentes são brinquedos, roupas e material escolar.

O objetivo é fazer com que as crianças exercitem suas capacidades de escrever e redigir cartas, além de criarem ilustrações sobre o tema. Uma forma de auxiliar na alfabetização. A campanha também visa encontrar padrinhos, pessoas que adotarão cartas das crianças para contribuírem com presentes.

# Enquanto isso, o Brasileirão vai chegando ao seu final. A duas rodadas da demonstração de seu campeão, três times afinam suas possibilidades para levar o título. O Coringão, que começou a rodada na ponta da tabela, começa a semana em segundo lugar ao empatar com o Ceará por 1 a 1, cedendo a liderança ao Fluzão, que empurrou 4 dendecadas nos paulinos, que só produziram 1 dendecada.

Para piorar a situação do Coringão, a raposa de Minas meteu 3 a 1 no Vascão, ficando com 63 pontos, 1 ponto atrás do time do presidente Lula. O que leva alguns otimistas cruzeirenses acreditarem que vão ultrapassar os dois que se encontram a sua frente.

# Papa Bento XVI, em entrevista falando sobres seu livro “A Luz do Mundo”, diz que a proibição de mulheres serem sacerdotisas foi uma decisão de Deus. “Não se trata de não querer, e sim de não poder. Não fomos nós que criamos essa forma de Igreja, segui-la é um ato de obediência, talvez uma das obediências mais pesadas. Não podemos fazer o que queremos, temos que nos ater a vontade do Senhor”, afirmou o papa.

Diante das transfigurações históricas em que as mulheres passaram a ter outras formas de existências que confirmam suas singularidades como seres produtivos, a afirmação do papa Bento XVI que a Igreja atual deve se “ater a vontade do Senhor”, revela ou que o Senhor é preconceituoso ou que Ele não é onipresente para saber da condição atual das mulheres. Ou, em outro entendimento, é o papa quem não está entendendo o Senhor.

# Depois de três frustrações eleitorais seguidas, e sem qualquer perspectiva que importe para a política brasileira, a trinca amargurada da direita parasitária, José Serra, Índio da Costa e o cambaleante Fernando Henrique, foram se consolar no Morumbi, no poço nostálgico alienante do ex-beatles Paul MaCartney, o besouro patético da music pop inglesa.

E é esse tipo de gente que culta uma das mais deprimentes enunciações musicais que ainda devaneia governar. Como que alguém que cultua o lixo da indústria anesteziante de consumo exportada com o caráter similar dos Estados Unidos pode se tomar como transformador, e afirmar que “O Brasil Pode Mais”? Querer de uma classe entorpecida.

Mídia, Golpes e Tortura

No Brasil a Casa Grande não descansa. E a principal voz da Casa Grande no Brasil é a mídia hegemônica, aquele grupo de poucas famílias que se pretende o intérprete da realidade brasileira, apesar de há muito ter deixado de sê-lo. A um jornalismo sério, que tivesse compromisso com a história, a um jornalismo que tivesse alguma ligação, tênue que fosse, com a idéia de democracia, que se preocupasse com a educação das novas gerações, caberia discutir a monstruosidade da tortura, mostrar o que ela tem de lesa-humanidade. Mostrar que qualquer processo que envolva tortura não merece qualquer crédito. Mas esse não é o jornalismo brasileiro. O artigo é de Emiliano José.

Emiliano José

Talvez pudéssemos inverter um pouco a ordem das coisas: que tal, ao invés de divulgar o relato de processos do STM sobre pessoas covardemente torturadas, como o faz agora o secretariado da mídia golpista brasileira, perguntássemos sobre qual o papel dessa mesma mídia na implantação da ditadura militar?

Não seria algo elucidativo, educativo para as novas gerações? Que tal compreender a verdadeira natureza de nossa mídia hegemônica para, então, entender por que, nesse momento, usando processos inteiramente submetidos à ordem castrense, ao terror ditatorial, tenta atingir a presidente da República, recentemente eleita, numa espécie de vingança pela derrota que sofreu? Perguntar por que ela não se conforma com essa nova derrota, a terceira derrota da mídia nas últimas eleições, derrotada pela opinião pública brasileira. Com que direito quer um terceiro turno, ilegítimo, revelador apenas de seus ressentimentos?

Eu insisto: no Brasil a Casa Grande não descansa. E a principal voz da Casa Grande no Brasil é a mídia hegemônica, aquele grupo de poucas famílias que se pretende o intérprete da realidade brasileira, apesar de há muito ter deixado de sê-lo. Não vou retroceder muito no tempo. Não vou esmiuçar o papel destacado de nossa mídia na tentativa de golpe contra o presidente Getúlio Vargas. O quartel-general do golpe era permanentemente orientado pela mídia. A mídia hegemônica de então e o golpe já quase consumado foram derrotados pelo suicídio do presidente.
O que pretendo mesmo é refrescar a memória ou informar um pouco que seja sobre o papel de nossa mídia no golpe de 1964. Não se trata apenas de ela ter elaborado todo o discurso que deu sustentação ao golpe contra o presidente Jango Goulart. Não se trata disso somente.

Trata-se do fato, por demais evidente, e há vasto repertório bibliográfico a respeito, de que a mídia participou diretamente das articulações golpistas. Ela derrubou Goulart lado a lado com os militares golpistas. Reuniu-se com eles para preparar o golpe. Não tem como se defender disso. É algo que hoje já pertence à história.

Com isso se quer dizer, e creio que é preciso insistir nisso, que a mídia hegemônica brasileira foi um ator fundamental na construção de uma ditadura sanguinária, terrorista no Brasil, a mesma que vai torturar covardemente homens, mulheres, crianças, que vai desaparecer com pessoas depois de desfigurá-las, provocar suicídios, que será capaz de todas as crueldades, perversidades para garantir a sua continuidade no poder por 21 anos.

A Rede Globo, criada lá pelos finais de 1969, não foi uma simples iniciativa empresarial. Foi um empreendimento político. Com a Rede Globo pretendeu-se unificar o discurso da ditadura, justificar tudo ela pretendesse, inclusive os assassinatos, o terrorismo que ela praticava cotidianamente. Inúmeras vezes assistíamos, no Jornal Nacional, notícias dando conta do atropelamento de companheiros, da morte de um militante por outro, versões montadas pela repressão para justificar a morte nas masmorras da ditadura. A Rede Globo encarnava e ecoava a voz do terror, foi criada para tanto.

E o grupo Globo é apenas parte de toda uma estrutura midiática que deu sustentação à ditadura, embora talvez, então, a parte mais importante. Não é difícil lembrar do terrível, do terrorista general Garrastazu Médici, ditador, que dizia que bastava assistir ao Jornal Nacional para perceber como tudo caminhava às mil maravilhas no Brasil. O Jornal Nacional era o diário oficial da ditadura.

Por isso, não há como nos surpreendermos com a tentativa, canhestra, de tentar desqualificar a presidente Dilma, pinçando aspectos do vasto processo buscado nos arquivos do STM, como a matéria de 19 de novembro, de O Globo. Não nos surpreendemos, mas não há como não nos indignarmos. É a voz da ditadura que volta, são os mesmos métodos que voltam, embora, agora, por impossibilidade, a tortura física não possa voltar.

A um jornalismo sério, que tivesse compromisso com a história, a um jornalismo que tivesse alguma ligação, tênue que fosse, com a idéia de democracia, que se preocupasse com a educação das novas gerações, caberia discutir a monstruosidade da tortura, mostrar o que ela tem de lesa-humanidade, mostrar a necessidade de evitar que ela exista, inclusive nas cadeias brasileiras de hoje. Mostrar que qualquer processo que envolva tortura não merece qualquer crédito. Mas, não.

O jornalismo realmente existente vai pinçar aspectos no processo que eventualmente desgastem a presidente da República. Nos próximos dias, a mídia golpista vai se debruçar sobre isso, podem anotar. É a tentativa do terceiro turno, evidência do ressentimento pela terceira derrota – a mídia perdeu em 2002 e 2006, quando Lula venceu, e perdeu agora, com a vitória de Dilma. Não se conforma, A Casa Grande não descansa.

Nem sei, nem vou procurar saber sobre todo o processo que envolveu a presidente. Escrevi vários livros sobre a ditadura, inclusive sobre Carlos Lamarca e Carlos Marighella, que tangenciam organizações revolucionárias pelas quais a presidente Dilma passou – e que orgulho ter militado em organizações revolucionárias. Não me detive, no entanto, na trajetória específica da presidente Dilma Roussef, nem caberia.

Mas será que os jornalistas que têm feito o papel de pescadores de leads e subleads negativos, de títulos desqualificadores da presidente têm alguma noção do que seja a tortura? Imagino que não, até porque só obedecem ordens, a pauta é previamente pensada, ordenada, e depois se faz a matéria.

Repito aqui o que escrevi em um dos meus livros, valendo-me das contribuições do psicanalista Hélio Pellegrino. A tortura nunca é mero procedimento técnico destinado à coleta rápida de informações. É também isso, mas nunca apenas isso. Ela é a expressão tenebrosa da patologia de todo um sistema social e político, expressão da ditadura militar de então. Ela visa à destruição do ser humano.

À custa de um sofrimento corporal inimaginável, teoricamente insuportável, a tortura pretende separar corpo e mente, instalar a guerra entre um e outro, semear a discórdia entre ambos. O corpo torna-se um inimigo – com sua dor, atormenta o torturado, persegue o torturado. A mente vai para um lado, o corpo sofrido para outro. O torturado fica exposto ao sol e à chuva, ao desabrigo absoluto, sem chão, entregue às ansiedades inconscientes mais primitivas. E apesar disso, tantas vezes, tantos de nós, quando não fomos trucidados e mortos na tortura, resistimos a esse terror, e saímos inteiros, ou quase inteiros, dessa situação-limite.

O que vale um processo feito sob a ditadura? O que valem declarações tiradas sob tortura? Responderia que valem apenas para revelar o que foi o terror, para revelar o que fizeram com as vítimas desse terror. Por que nos impressionamos e nos indignamos tanto com as vítimas do nazi-fascismo, inclusive nossa mídia, impressão e indignação justas, e somos, lá eles como costumam dizer os baianos, tão condescendentes com o terror da ditadura, com as torturas dos assassinos do período 1964-1985?

Eu compreendendo por que a mídia age assim com a nossa memória histórica, e já o disse antes: age assim pela simples razão de que ela tem tudo a ver com a gênese da ditadura, porque dela não pode se apartar, lamentavelmente. Por isso, nos preparemos para a luta dos próximos dias: ela vai buscar nos porões da ditadura o que possa servir aos seus propósitos de lutar contra o governo democrático, republicano e popular da presidente Dilma. E nos encontrará onde sempre estivemos: na luta intransigente, isso mesmo, intransigente, a favor da democracia, dos direitos humanos, e contra toda sorte de crimes contra a humanidade.

(*) Jornalista, escritor

MANIFESTAÇÕES E PROTESTOS CONTRA A HOMOFOBIA EM SÃO PAULO

A POTÊNCIA DA NEGRITUDE

Na Semana da Consciência Negra, seguindo os preceitos da Lei 10.639, todos os anos se realizam várias atividades nas escolas, onde se fazem colagens com imagens de vultos negros da História, como Anastácia e Zumbi, Luther King e Malcom X, Mandela, hoje heroicizados. Ouve-se samba e hip-hop; pula-se o Carnaval; faz-se uma roda de capoeira; comidas típicas da culinária negra; vestimentas…

Lembrar dos auspícios da escravidão vale para nos aproximar das lutas por direitos das comunidades quilombolas hoje. E vale também para ver claramente na linha dura que escravidão e exploração são duas faces das relações de trabalho do mesmo Capitalismo, que perdura na desigual hierarquização de cargos e salários. Enfim, na defasagem salarial de todos os trabalhadores.

Lembrar do assassinato dos maiores líderes da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos vale como denúncia de que não há segurança para os negros enquanto existe lá a Ku-Klux-Klan e grupos de skinheads também aqui, queimando mendigos, violentando mulheres, agredindo homossexuais, segregando negros com anedotas e revólveres.

É bom fazer uma roda de samba como a que a Afin fez na periferia de Manaus no dia da vitória de Dilma-Mulher sem que se corra mais o risco de que a qualquer momento a rádio patrulha encherá seu camburão, mas não se pode deixar de perceber que há poucos dias atrás na mesma rua da sede da Afin foi feita uma revista completa sob metralhadora da polícia em uma turma de garotos negros, pardos e brancos pobres (segundo a classificação do IBGE) que se tornaram “suspeitos” só porque estavam, à boca da noite, à beira da rua tomando um guaraná.

Olhando assim, parte-se para a decodificação de uma linha histórica dura de discurso para a prática de flexibilização que se concretiza nos últimos anos na já citada Lei 10.639, que estabelece História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e particulares, passando pelas Leis das Cotas em vários estados e universidades federais e a recente aprovada Lei 12.288, que institui o Estatuto da Igualdade Racial.

O melhor é saber que tais avanços não foram uma simples doação do Estado de Direito, mas que vem desde a insubordinação de escravos, está na formação dos quilombos, em décadas de luta contra o preconceito e pela observação dos direitos constitucionais, na incansável luta política dia a dia, ano a ano.

Pode-se dizer que a própria eleição do presidente-operário Lula faz parte dessa luta, assim como a eleição da primeira mulher em nosso país é a possibilidade real de garantir outros direitos, como a universalização por lei federal das políticas afirmativas que são as cotas raciais nas universidades, que não foram contempladas especificamente pelo Estatuto da Igualdade Racial.

Assim, o Dia da Consciência Negra é um dia em se conjugam séculos de resistências e lutas de todos os dias dos negros e de todas as minorias pela afirmação da Vida, da potência da Negritude.

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A JENTi NUM SEMO SERO

@ “TEMOS UMA RESPONSABILIDADE HISTÓRICA DE TRANSFORMAR ESSE PAÍS NUMA DAS MAIORES DEMOCRACIAS DO OCIDENTE”, discursou a presidenta eleita Dilma Vana Rousseff. E continuou. É para esse partido que eu apresento aqui minha gratidão. Dependo da compreensão de vocês, do esforço e da solidariedade de vocês. Esse partido construiu maturidade política de compreender os complexos desafios do poder”, afirmou a presidenta eleita Dilma Vana Rousseff durante a primeira reunião com o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Dilma falou sobre a intenção de governar com os partidos aliados de forma que possa criar políticas necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Também avaliou a participação de todos, e dos membros do PT, na campanha presidencial que lhe possibilitou a eleição.

Construímos nossa capacidade de conviver com a diferença, com posicionamento sobre algumas questões diferenciadas. Quero aqui enfatizar a maturidade do PT na sua relação com os demais partidos que integraram a coligação que vai governar o país a partir do dia primeiro de janeiro.

Quero fazer um agradecimento pessoal ao Dutra e ao José Eduardo Cardozo. Não temos aqui o último dos três porquinhos (Palocci). Acredito que os três porquinhos foram muito bem-sucedidos na coordenação da campanha. Sem desmerecer os demais, com eles eu convivi todos os dias diante dos desafios de uma campanha.

Foi uma campanha pesada, de confronto, mas confronto não nas questões que nós achávamos que cabia confrontar”, considerou a presidenta Dilma Vana Rousseff. I inda tem françêis…

@ LULA GANHA O PRÊMIO FRANÇA-BRASIL. Em cerimônia realizada no Rio de Janeiro, o presidente Lula recebeu da ministra da economia francesa, Christine Lagarde, que veio representar o presidente francês Sarkozy, uma carta presidencial afirmando e parabenizando o presidente brasileiro por sua escolha.

Você continuará como referência, fonte de inspiração e exemplo de sabedoria. Continuará como um amigo meu, um amigo muito querido. França e Brasil são parceiros privilegiados para que as coisas mudem e para promover reformas audazes”, diz um trecho da carta de Sarkozy.

Por sua vez, Lula respondeu. “Sarkozy é um amigo, um camarada, de quem me lembrarei por toda a vida.”

O Prêmio França-Brasil foi concedido pela Câmara de Comércio franco brasileiro, que todo ano escolhe personalidades que fortalecem as relações entre os dois países. I inda tem françêis…

@ ALTERCOM CONDENA TENTATIVA DO GLOBO EM CRIAR “TERCEIRO TURNO” COM FALAS ATRIBUÍDAS À PRESIDENTA DILMA SOB TORTURA. A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom), que é composta por empresários de veículos alternativos e blogueiros, condenou a matéria publicada pelo jornal da direita O Globo, que teve acesso através de decisão judiciária aos documentos da ditadura militar ocorrida no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, que trata da militância política da presidenta eleita Dilma Vana Rousseff.

A entidade jornalística viu na publicação do jornal O Globo de alguns trechos das falas de Dilma, sob tortura, um firme propósito de criar uma atmosfera de “terceiro turno”, estimulando ataques contra a primeira presidenta do Brasil. “Dia sim, dia não, uma crise produzida e maquiada ganha manchetes da mídia conservadora numa escalada ao mesmo tempo sôfrega e frívola. O enredo dessa trama está para o bom jornalismo como o rio Tietê para preservação do meio ambiente.

É aberrante do ponto de vista do fazer jornalístico emprestar credibilidade ao que foi transcrito por um Estado terrorista, concedendo força de prova ao que uma mulher declarou sob tortura. Ademais, é um agravo à ética jornalística que uma mídia comercial ainda atue como aliado do extinto regime ditatorial, ao tomar seus documentos como válidos e legais”. I inda tem françêis…

@ 5ª MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL, que esse ano homenageia o ator argentino Ricardo Darín, teve início ontem, dia 19. Foram selecionados 41 filmes de diretores da América do Sul que serão exibidos em 20 capitais do Brasil.

Foi em 2006, que foi criada a Mostra de Cinema de Direitos Humanos para comemorar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Ela tem como objetivo principal sensibilizar o público, por meio da linguagem cinematográfica, com as diversas temáticas que compõem o mosaico dos direitos humanos”, expôs Cristiana Freitas, assessora da Secretaria de Direitos Humanos e coordenadora da Mostra.

O ator Ricardo Darín, que embora não seja afeito a homenagens, vai participar por se tratar de uma mostra especial, por se tratar dos direitos humanos. “Quando tratamos de direitos humanos, temos duas formas: olhar para o passado e a grande possibilidade de falar sobre o futuro. Quando olhamos o futuro, estamos falando das crianças, dos jovens e do mundo melhor”, afirmou o ator.

Para que as pessoas com deficiência visual e auditiva possam participara da mostra, seus organizadores recorreram a audiodescrição ou closed caption. Assim, todos poderão participara da votação para escolha dos melhores filmes que receberão o Prêmio Aquisição da TV Brasil, como longa, média e curta-metragem. I inda tem françêis…

@ VATICANO FAZ REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA com Cardeais para discutir liberdade religiosa, pedofilia e integração de convertidos da Igreja Anglicana. Embora o Vaticano trate de liberdade religiosa, entretanto, a Santa Sé exige de Pequim para que o governo não obrigue bispos leiais ao papa assistirem à sagração de um bispo da Igreja Católica da China, controlada pelo regime comunista, que nega a autoridade do papa bento XVI.

O Vaticano vem tentado junto aos países islâmicos que seja permitido o culto católico de cristãos que habitam esses territórios. I inda tem françêis…

@ EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE DARCY RIBEIRO no Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 30 de dezembro. Serão 50 fotografias exibidas na exposição que mostram fotografias inéditas do antropólogo, educador e político Darcy Ribeiro.

A exposição, que ocorrerá na Caixa Cultural Rio de Janeiro, e que é promovida pelo Ministério da Cultura e conta com a curadoria do antropólogo Milton Guran, apresentará obras realizadas entre os anos de 40 e 50, tempo em que Darcy Ribeiro realizava pesquisas entre os índios Urubu-Kaapor, na Amazônia, e Kadiwéu, no Pantanal. As fotos encontravam-se no Museu do Índio e na Fundação Darcy Ribeiro, no Rio de Janeiro. I inda tem françêis…

@ “BATEMOS PORQUE ELE É VEADO”, sentenciou um dos agressores de jovem na Avenida Paulista, na manhã de domingo, dia 14. Foi o que afirmou o segurança de um prédio da Avenida Paulista, Rafael Fernandes, que presenciou a agressão executada por cinco jovens contra um rapaz, quando de seu depoimento no 5º DP da Aclimação.

Em seu depoimento, Rafael Fernandes afirmou que depois que socorreu o jovem agredido com duas lâmpadas fluorescentes, chegou com os agressores e perguntou porque eles haviam agredido o rapaz, e um deles respondeu: “Batemos porque ele é veado”. Para Fernandes, tratou-se de preconceito.

Embora o ato da agressão esteja gravada na câmara, e os agressores ainda não tenham sido identificados, para o delegado Renato Felisoni, há elementos para indiciar os agressores em crimes de formação de quadrilha, lesão corporal gravíssima e tentativa de homicídio. I inda tem françêis…

Vamos que vamos!

Já fomos, mas ainda vamos mais!

INSTITUTO DE CIÊNCIAS DO SOM E BIOTERAPIAS

 
 
 “… restabelecer, através de uma abordagem transdisciplinar, a harmonia entre o corpo, sentimento, razão e intuição, realizando assim a interconexão entre Arte, Metafísica e Ciência …”

www.icsb.pt
 

Agenda de Formação e Workshops
Novembro 2010

BIOMUSICOLOGIA®
Por Danuia Pereira Leite 
 
  É nossa intenção analisar ao longo da formação em
  BIOMUSICOLOGIA®  algo subtil… a arquitectura musical
  subjacente a toda existência cósmica…
  Biomusicologia é o estudo da base biológica para a criação
  e apreciação  da música.
  Sendo a música um fenómeno existente na totalidade dos
  grupos humanos, os cientistas acreditam existir uma base
  biológica para a sua criação e  apreciação.
  Para além de terem descoberto que não somos os únicos seres 
  abençoados com esse dom.
  A Biomusicologia tem revelado que SOMOS TODOS
  SERES MUSICAIS
 
  Informação detalhada  »»
   

 

ALQUIMIA – Vias do Caminho Interno  
Por Dr Carlos de Albuquerque   
 
  Envolta em inúmeras polémicas e perseguida por aqueles
  que pensavam  tirar dela outros benefícios, a Alquimia cedo se
  dotou de uma linguagem  simbólica, apenas reconhecível para
  aqueles que a soubessem interpretar.
  Linguagem do Espírito, Linguagem das Aves, Linguagem do
  Fogo… Muitos foram os nomes dados a este “código” que, afinal,
  é mais simples e acessível do que aquilo que se pensa. Basta
  estar com atenção… 

  Ao longo desta formação iremos abordar estas e outras temáticas,
  assim como analisar alguns dos principais textos daquela que
  ficou conhecida como a OPUS MAGNA de todas as Ciências…
  
  Informação detalhada  »»

   

 

TARÔT – O Caminho do Mago
Por Danuia Pereira Leite

 

 Este curso com a duração de 3 anos destina-se a todos
 aqueles que desejam aprofundar ou conhecer o TAROT,
 este 1º ano será ministrado neste ano lectivo de 2010-2011,
 sendo os 2º e 3º anos ministrados nos anos seguintes.

 

  Informação detalhada  »»

   

   

  HIPERBÓREA – O Continente da Segunda Raça Raíz 
WORKSHOP – Ciclo os Continentes Perdidos

Por Dr Carlos de Albuquerque

 

  Para falarmos sobre a Hiperbórea (e sobre qualquer outro
  continente), é  preciso ter em mente de que a Terra nem
  sempre foi exactamente como a conhecemos hoje em dia.  Entre 1911 e 1915, um professor de Geofísica e Meteorologia
  de uma Universidade da Áustria, de seu nome Alfred Wegener,
  chocou a comunidade científica ao afirmar isso mesmo.Devido
  a inúmeras viagens de estudo efectuadas, Wegener observou
  alguns aspectos curiosos (para não dizer estranhos) destas
  mesmas massas continentais (sobretudo o recorte das suas
  costas).

  Informação detalhada  »»

   

 

Instituto de Ciências do Som e Bioterapias
Travessa Escola Araújo, 23
(à Estefânia)
Lisboa
Telefone: 91 041 7131
Mail: geral@icsb.pt

www.icsb.pt

UMA GENEALOGIA E ESCAMOTEAÇÕES DO RACISMO NO BRASIL

Aqui no Brasil o problema do racismo é mais social.” O enunciado foi proclamado em 1979 advindo nada menos do que da verve do Rei do Futebol e remete a uma ideologia americanizada.

Los brasileños dirão: “Lá vem sacanear Pelé esses cabeludos da Afin, esses fãs de Maradona, aquele cheirador.” Está claro que existe um preconceito de estratificação social senão não existiria um adjetivo nefasto como “pobretão”. Sim, e também há o de localização geográfica, como o dos amazonenses contra os paraenses, dos paulistas contra os nordestinos. Há o preconceito devido à diferença de crença religiosa, que analisaremos com profundidade em outro texto. Há ainda o preconceito que opera na ordem da sexualidade, entre várias outras formas de manifestação do estatuto da intolerância.

Todas as formas de preconceito operam a partir da fantasia, do irracional, do fascismo, em suma, a partir do “mais baixo grau de entendimento”, como diria Spinoza. Esses são os pontos molares que ligam as diversas formas de discriminação.

Mas há também pontos de distinção entre essas diversas formas de segregação. Sem nos ater a cada uma delas, distingamos na prática em que consiste o racismo. Tomemos o jogo ocorrido anteontem em que a Itália empatou em 1 a 1 com a Romênia, quando os italianos passaram a xingar com enunciados racistas o jogador Mario Balotelli. Não é a primeira vez que Balotelli sofre este tipo de ataque nazista. Pelo mundo, e mesmo no Brasil, onde os jogadores negros são em sua maioria, isso é um problema recorrente.

Acontece que nunca se viu algum fanático torcedor xingar um jogador chamando-o, por exemplo, de “branquelo”, enquanto há infindáveis exemplos de termos e expressões ofensivas contra jogadores negros. Ou seja, se um torcedor for xingar um jogador branco, fará de uma forma localizada e particular e não de uma forma universal e totalitária. É nisso que se constitui o racismo, ele ataca toda uma raça em todos os tempos e lugares. No Brasil há outras formas, mormente aos casos ligados à xenofobia, mas nada se compara ao racismo contra os negros.

Tomamos aqui o futebol para uma demonstração de como se preenche o abominável imaginário do racismo, assim como tomaremos para análise outros temas e áreas ligadas a questões em torno do Dia da Consciência Negra. Este dia, assim como toda a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece “História e Cultura Afro-Brasileira” nas escolas, se faz fundamental na medida que o racismo é provavelmente a prática mais violenta arraigada historicamente no Brasil. Para tornar o racismo mais pernicioso ainda, há formas de escamoteação veiculadas às vezes até por cidadãos negros desavisados.

Muitos sociólogos e filósofos já estudaram essa questão, como a engajada literata Heloisa Buarque de Hollanda, que aponta essa forma “americanizada” que diria não haver racismo para um negro bem-sucedido. Ora, um negro conhecido mundialmente, que tira suas “casquinhas” com uma modelo loirinha e de olhos azuis que, após uma temporada como atriz pornô, viria a tornar-se a “Rainha dos Baixinhos”, só poderia oferecer o tri-campeonato mundial da seleção brasileira para as “criancinhas do Brasil”, enquanto entidades de Direitos Humanos pediam que ele o oferecesse aos negros e pobres. O enunciado proferido por Pelé não se esconde: “Não há racismo no Brasil” é sua verdadeira face. Dessa forma, não há racismo no Brasil e em lugar nenhum. Pelé pode até ser o Rei do Futebol, mas nas escamoteações do racismo não é o único. Outros negros vestiram o anátema da americanização, como o tresloucado Wilson Simonal, de quem se dizia ter sido informante da ditadura, e Toni Tornado, que se tornaria alienado ator globólico.

Em outras áreas, como na política, por exemplo, a situação é ainda pior. Depõem hoje contra essa “americanização do negro” a luta que Obama teve enfrentar para ser eleito. E podemos dizer que os argumentos torpes contra ele, mesmo após sua consolidação nas urnas (isso antes das últimas eleições parlamentares), não advém apenas de sua ineficiente, até então, política econômica.

Balotelli tem razão quando percebe que a questão não é individual. “Eu estava muito decepcionado ontem (quarta-feira) e não quis dizer nada. Sei apenas que não posso fazer nada sozinho. Todos precisam ajudar na luta contra o racismo”, diz ele. Assim é que todos os dias, negros “bem sucedidos” ou “homens simples do povo” lutam contra ofensas que, além de serem calúnias e difamações individuais, estigmatizam toda sua raça, todos os seus irmãos.

No Brasil, em todas as áreas, em toda a sua história, sempre houve resistência de muitos negros que não iam pelo viés americanizado. Para citar um exemplo apenas, desde a juventude até os dias de hoje, Paulo César Caju, craque do Botafogo e da seleção de 1978, sempre disse que os jogadores brasileiros são alienados, indiferentes e não sabem a força que tem.

E as questões da negritude são questões de todas as minorias. Assim, compañeros, Maradona, que, por sua ações, não se deixa estigmatizar pelos apedrejamentos moralistas e sempre salta das quatro linhas para a política e para a vida, está sempre, ao contrário de Pelé, engajado na liberdade e defesa dos direitos da pessoa humana. As outras formas de preconceitos não devem servir como escamoteação do racismo, mas sim para apresentar com mais clareza suas entranhas e criar a possibilidade de fissurá-lo no Brasil e em todo o mundo.

LULA VAI RECEBER O PRÊMIO INDIRA GANDHI. E COMO FICA A INVEJA DA DIREITA?

Lula é um brasileiro simples, modesto, que experimenta o povo em sua concreta originalidade e não como abstração da forma que fazem os abstratos intelectuais. Daí, Lula se sentir afetado de alegria por sua indicação ao “Prêmio Indira Gandhi para Paz, o Desarmamento e o Desenvolvimento”, mas sem nenhum orgulho ou soberba.

Entretanto, nesse momento, quem se encontra mais afetada com essa indicação, é a direita invejosa. Uma afetação dolorosa, despeitada, rancorosa. Mas quem está mais afetado ainda de dor invejosa, é o príncipe da inveja direitista de Fernando Henrique, que deve estar se perguntando: “Por que não eu!?” Porque não é Lula. Porque nunca experimentou o mundo como matéria fora, mas tão somente como fabulação alienante interior. Nisso, jamais ter percebido a fome e a miséria extrema que passava o povo brasileiro e o povo do mundo inteiro. A não ser como pressupostos mecânicos. Onde não existe o sistema nervoso central, afetos, razão, homem econômico, social, cultural, histórico, estético e ético.

Lula foi indicado para ganhar o Prêmio Indira Gandhi “pelo reforço das relações entre as nações em desenvolvimento, e em particular por seu importante apoio à cooperação” entre o Brasil e a Índia, segundo o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que presidiu o júri internacional que escolheu o presidente Lula. Também porque ainda segundo o primeiro-ministro da Índia, Lula criou políticas sociais para combater a fome e o desenvolvimento do Brasil.

Antes de Lula, receberam o Prêmio Indira Gandhi, que foi instituído em 1969, o Mikhail Gorbachev, ex-presidenta da União soviética, em 1987; Václav Havel, primeiro presidente da República Tcheca, em 1993; Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos, em 1997; e Mohamed Elbaradei, em 2008.

A direita e seu representante-mor Fernando Henrique, deve estar rezando para que termine logo o mandato do arigó Lula, senão ele vai acabar com todos os prêmios internacionais dignos e ilustres.

DILMA SE REÚNE COM A EQUIPE DE TRANSIÇÃO E CONVIDADOS PARA DISCUTIR A ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Em um clima de alegria e entusiasmo político, a presidenta eleita, Dilma Vana Rousseff, se reuniu ontem, dia 18, com os coordenadores da equipe de transição e convidados para discutir as estratégias para criação de um programa de erradicação da pobreza extrema e a miséria no Brasil.

O encontro, que durou mais de três horas de discussões e exposições, foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, e contou com a participação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, e dos dois maiores especialistas sobre desenvolvimento social, os economistas Marcelo Neri e Ricardo Paes de Barros, que apresentaram propostas para os próximos quatro anos.

Diante do contágio da reunião, os participantes sugeriram a criação de um fórum permanente para tratar da forma de combater a miséria, e avançar com os programas criados pelo governo Lula, que hoje são referência nacional e internacional como o Bolsa Família. Falando sobre a criação do fórum e sua importância, a ministra Márcia Lopes defendeu a criação de um fórum só para combater a pobreza. “Um espaço de discussão específico envolvendo as três esferas do governo é fundamental. Nós temos nos dedicado a perseguir estas realidades regionais e tem sido objeto de muita dedicação e esforço, mas precisamos avançar ainda mais”, disse a ministra.

Diante da sugestão para a criação do fórum permanente, a presidenta Dilma Vana Rousseff comentou o que pretende fazer e aventou uma reunião antes de tomar posse.

Eu pretendo ter uma relação sistemática e ir além do que já foi feito no governo Lula. Nós queremos desenvolver uma relação com os atores envolvidos nesse assunto e criar fóruns específicos para elucidar questões específicas que vão ser colocadas necessariamente diante de nós. Temos que ser inovadores e não repetitivos”, afirmou a presidenta.

Para a presidenta, a criação do fórum permanente irá colocar sempre em questão a erradicação da pobreza extrema. “Como aconteceu com a inflação, por exemplo, agora temos que fazer a mesma coisa com a pobreza extrema”, considerou Dilma Vana Rousseff.

Segundo a presidenta, o desafio maior não se resume em construir o perfil das famílias em situação de pobreza extrema recorrendo a métodos, mas construir meios para cumprir essa missão. “Se a gente for olhar bem em algumas regiões do País, vamos ver que o problema não é só o territorial, mas falta de oportunidade. E o lado da pobreza mais violento, é a criança”, analisou a presidenta.

LIMINAR QUE DETERMINAVA REAPLICAÇÃO DO ENEM PARA TODOS É DERRUBADA PELO TRF DA 5ª REGIÃO

A liminar que foi concedida na quarta-feira, dia 17, pela juíza Karla Maia, da Justiça Federal do Ceará, determinando a reaplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os candidatos que se sentissem prejudicados pelas falhas na aplicação das provas amarelas e folhas de respostas foi derrubada ontem, dia 18, pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF/5), Luiz Alberto Gurgel de Faria.

O desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria tomou essa decisão levando em conta a iminência do dano à ordem pública na possibilidade da realização de novo exame. Para ele não há controle objetivo por parte da Administração Federal do efetivo prejuízo sofrido pelos candidatos, o que deixa a avaliação “à mercê, portanto, da vontade dos mesmos”.

Ainda para o desembargador a alteração do cronograma determinado pelo Ministério da Educação (MEC) provocaria atraso na conclusão do Enem 2010, “circunstância demais relevante, visto que outras instituições do ensino superior usarão as notas para seleção dos alunos. Para ele é “inadmissível que paixões a teses jurídicas venham aflorar e contaminar o Judiciário, a ponto de se pretender a reforma da decisão anteriormente proferida por quem não possui competência para tanto, trazendo insegurança jurídica para milhões de jovens atônitos à espera da definição das respectivas situações escolares”, considerou o desembargador.

Agora, com a decisão, a medida do MEC de reaplicar as provas apenas para os candidatos que receberam os cadernos de provas amarelos que não continham todas as 90 questões volta a valer.

DIA DA CONSCIÊNCAI NEGRA: ATIVIDADE DA AFIN EM ESCOLA DE MANAUS

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Como se sabe, um dos trabalhos mais conhecidos e mais acessados deste bloguinho intempestivo é o trabalho realizado em torno das religiões afro-brasileiras. Daí que, em suas atividades em torno do Dia da Consciência Negra, a Escola Municipal Francisco Guedes de Queiroz, situada no bairro Tancredo Neves, na zona Leste de Manaus, convidou a Associação Filosofia Itinerante – AFIN para movimentar ontem (18) questões junto aos estudantes do turno noturno dessa escola. Um trabalho que a Afin vem realizando regularmente.

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Pra começar a atividade, foi exibido o curta-metragem Vista a Minha Pele, filme do diretor Joel Zito Araujo, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) para auxiliar educadores no debate contra o preconceito racial. Causa estranhamento ao apresentar uma sociedade brasileira invertida, onde a classe dominante é a dos negros, sendo que os brancos foram escravizados e a grande maioria é pobre.

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A história gira em torno de Maria, uma menina branca e pobre, que estuda num colégio particular devido devido a uma bolsa concedida pelo fato de sua mãe ser faxineira da escola. Maria sofre muitas discriminações e segregações por parte dos colegas, menos de Luana, filha de um diplomata que viveu em países pobres, como a Inglaterra e a Alemanha. Uma das falas enunciativas do filme temos a que o pai de Maria diz: Há 500 anos seguramos esse país nas costas…

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A partir daí passou-se a uma conversa sobre as diversas formas de preconceito e discriminação apresentadas na sociedade brasileira e mundial, observando-se a linha dura que permeia todas elas e os pontos molares de distinção. Fixando-se uma conceituação clara sobre o que é e como se caracteriza o racismo.

Desmistificações e Afirmações das Religiões Afro-Brasileiras

Após a discussão sobre vários exemplos de discriminação racial, centramo-nos no debate em torno das religiões afro-brasileiras, detalhando algumas experiências nesses mais de três anos de trabalho deste bloguinho intempestivo sobre os diferentes tipos de cultos afro e as mistificações que muitas vezes sofrem.

Várias pessoas interviram com questionamentos e posições em todos os momentos, como o companheiro José: “Qual a forma de as religiões afro-descendentes cultuarem? Existe um local no qual as religiões afro cultuam suas entidades?

Conversamos sobre supostos motivos que podem levar uma pessoa à religiosidade, seja ou não de uma religião. Fizemos uma explanação da grande quantidade de formas de culto afro, que vão desde pessoas que cultuam individualmente em suas residências, outras que tem pequenas bancas, além de milhares de terreiros e barracões espalhados por toda a cidade de Manaus e todos os interiores do Amazonas. Citamos diversos exemplos na própria zona Leste, onde estávamos.

Outra questão importante foi a levantada pela companheira Sônia: “Eu gostaria de saber porque muitas pessoas dizem que os adeptos da Umbanda, do Candomblé vão para o inferno. Por quê, se somos todos filhos de Deus?”

Aproveitamos para afirmar que o nosso trabalho não é de ordem da catequização, mas da defesa da laicidade do Estado, que um dos motivos que nos levou a realizar esse trabalho foi justamente devido ao problema da intolerância religiosa que faz com que algumas denominações religiosas demonizem as religiões afro de forma errônea e leviana, neste caso considerado pela aluna, por exemplo, atrelado ao dogmatismo de religiões dominantes.

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Muitas outras questões surgiram e foram discutidas durante o evento, mas as companheiras acima já avisavam que o mata-broca, o ageum, como se diria na comida dos santos nos cultos afro, distribuída ao povo já estava pronta, então fomos pegar a canja numa comunhão religiosa, educativa, política.

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TIRIRICA NÃO VAI FAZER NOVOS TESTES, DECIDE TRE/SP

O comediante Tiririca, eleitoralmente conhecido como Francisco Everardo Oliveira Silva, desde o dia 3 de outubro vem aumentado cada vez mais sua popularidade. Fato que se deve a dois fatos. Um, sua estrondosa eleição para a Câmara Federal quando abiscoitou mais de 1 milhão de votos do eleitorado de São Paulo. E dois, a posição retrógrada de parte da Justiça Eleitoral de São Paulo, que pretendeu negar sua candidatura, afirmando que o bom cearense era analfabeto. E muito dessa negação promovida pelo promotor Maurício Antônio Lopes, que mesmo depois que o cidadão Everardo/Tiririca fora submetido a exame para provar que não era analfabeto e sabia ler e escrever, conforme ficou demonstrado em sua aprovação, ainda assim o promotor entrou com representação para que o cidadão Everardo/Tiririca fosse submetido a outro exame.

Porém, ontem, dia 18, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, por unanimidade, indeferiu as liminares de dois mandados de segurança do Ministério Público, decidindo que o cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, Tiririca, não vai ser submetido a outros testes para provar que não é analfabeto.

Para o juiz relator, Flávio Yarshel, não há o requisito de urgência necessário para concessão de liminares.

Segundo o TRE/SP, o mérito da questão ainda precisa ser julgado pela corte.

O PERIGO DO ALTO TEOR DE SÓDIO ENCONTRADO EM ALGUNS ALIMENTOS

Embora muitas pessoas não saibam, o sal é um grande inimigo da saúde. Não só para os que são acometidos por hipertensão, mas também para os que não são. Uma alimentação com alto teor de sódio acarreta grandes danos à saúde de todos que fazem essa disfuncional dieta alta de sódio.

Doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, renal e cárdica são as que mais se apresentam em quem faz uso excessivo de sal. Com essa preocupação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou um estudo mostrando que alimentos que são vendidos em supermercados trazem em suas composições uma quantidade elevada de sódio contrária ao que o organismo humano necessita.

Segundo o estudo apresentado pela Anvisa, esses alimentos possuem o dobro de sódio que é recomendado para uma dieta considerada normal no consumo diário. O cuidado deve ser concentrado no mesmo alimento que é oferecido por marcas diferentes. Eles apresentam o sódio, alguns, em maior quantidade. Exemplo, a batata-palha que apresentam 14 vezes mais sódio que o recomendado. Um logro é encontrado nos refrigerantes à base de cola e guaraná que propagam baixa caloria, como os diet e light, mas que possuem maior concentração de sódio do que os refrigerantes convencionais.

O estudo, que mostra também a quantidade de açúcar, ferro e gorduras trans e saturadas nos alimentos, encontrou grande concentração de açúcar nos néctares de uva. Todavia, os sucos de polpa de frutas apresentam menor concentração de açúcar. As farinhas, os fubás e os flocos de milho, em numero de 87%, apresentaram baixo teor de ferro e acido fólico. A batata-palha apresenta 55% de gordura saturada, enquanto o biscoito de polvilho aparece como o vilão com o maior teor de gorduras saturadas.

Possivelmente ainda no mesmo de novembro, membros do Ministério da Saúde, Anvisa e da indústria alimentícia irão de reunir para procurar encontrar uma solução para a redução desses elementos na composição dos alimentos.

Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa, sugere aos consumidores que eles, ao adquirirem um produto, verifiquem o teor de sódio, visto que nas variações de produção algumas indústrias adicionam menor quantidade de sódio em seus alimentos.

A população deve saber que existem alimentos semelhantes, porém menos saudáveis. A Vigilância Sanitária não pode dizer que recomenda este ou aquele produto. Seria insano lançarmos uma proibição nestes alimentos, porque é preciso desenvolvimento técnico”, afirmou a diretora.

CORREGEDORIA INVESTIGA PROMOTOR QUE NÂO DESEJA TIRIRICA NO PARLAMENTO

A eleição do comediante Tiririca, mais desconhecido como Francisco Everardo Oliveira Silva, com mais de 1,3 milhão de votos, vem causando verdadeiro abalo nas hostes da direita parasitária de São Paulo, cujo tremor não se reduz apenas ao que se acostumou chamar eufemisticamente de grupos políticos. Também atingiu o seguimento reacionário da Justiça Eleitoral de São Paulo.

Em nome de um entendimento particularizado de democracia, o promotor Maurício Antônio Lopes desencadeou uma verdadeira ofensiva contra o cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido no mundo humorístico por Tiririca, candidato eleito com ajuda de seu duplo. Movido por esse entendimento, o promotor Maurício pretende levar os eleitores de Everardo/Tiririca à crença de que ele não serve para a democracia como parlamentar. Para conseguir seu intento, o promotor, se apresentando como um insigne defensor da Justiça Eleitoral, aproveita a vitrine que a mídia sequelada lhe proporciona, visto que ela também se encontra interessada na desclassificação parlamentar de Everardo/Tiririca.

Mas não foi isso que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que é a instância de controle externo das atividades do Ministério Público, entendeu. Apoiado em uma representação do conselheiro do CNMP Bruno Dantas, o órgão abriu um inquérito na Corregedoria do Ministério Público de São Paulo para apurar possíveis excessos do promotor Maurício Antônio Lopes.

Para o conselheiro Bruno Dantas, o promotor é signatário “de manifestações públicas inadequadas, exageradas e preconceituosas”. E ainda, para Dantas, Maurício Antônio Lopes, como promotor, “optou pela desmoralização pública do candidato eleito, em vez de pautar sua atuação na técnica processual, como faz a maioria dos membros do Ministério Público que não depende dos holofotes”.

Para fundamentar sua representação, Bruno Dantas se baseou nas declarações do perseguidor de Everardo/Tiririca dadas nas mídias, onde ele afirma que o caso é “questão de honra”, e que a eleição de Everardo/Tiririca foi um “estelionato eleitoral”.

A confirmação maior do caráter persecutório da posição do promotor, que não quer Everardo como parlamentar, é confirmada com seu pedido ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo para que Everardo/Tiririca volte a fazer outro teste de alfabetização, depois de Everardo ter sido aprovado no teste que foi submetido na semana passada. Todavia, analistas jurídicos descartam a possibilidade de aprovação por partes dos magistrados do requerimento do promotor, que para o advogado de Everardo/Tiririca, Ricardo Vita Porto, ele não merece credibilidade, só pretende promoção pessoal.

Em seu entendimento pessoal de democracia, o promotor está pagando por seu desentendimento de ecologia-floral. Ele não sabe que tiririca é uma plantinha que onde bate fica. Cola pra dedéu. E pelo visto o Tiririca vai ficar colado na biografia do promotor Maurício Antônio Lopes para ele nunca mais atentar contra a ecologia-floral.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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