Arquivo para 24 de dezembro de 2010

NATAL EM DOIS CONTOS

UM CONTO

O menino estava sentado na frente de sua casa muito triste. Não por ser pobre e ser véspera de natal, mas porque sua mãe estava doente e, como eram pobres, não tinha dinheiro para comprar um remédio que ela necessitava.

Com o olhar perdido em sua dor, o menino de repente foi despertado por um papel enrolado no meio da rua. O menino, curioso, levantou-se e foi até o local onde se encontrava o papel enrolado.

Tal não foi o susto do menino quando ele viu que o papel enrolado era dinheiro. Ficou surpreso de alegre, e alegre correu para comprar o remédio que a mãe necessitava naquele momento.

Na volta da farmácia, o menino, muito contente, encontrou outro menino no meio da rua chorando, olhando para o chão como se procurasse alguma coisa. Ele então se aproximou do menino que estava chorando e perguntou por que ele estava chorando. O menino respondeu que foi comprar um presente de natal para sua mãe, mas perdeu o dinheiro.

Ele então contou que havia achado um dinheiro que poderia ser o que ele perdeu e comprou remédio para sua mãe. Os dois ficaram em silêncio. Depois começaram a caminhar tristes, chegando ao cruzamento de duas ruas. Na esquina à direita da rua em que estavam tinha um circo, e na frente o dono do circo muito preocupado. Quando viu os garotos, correu para junto deles dizendo que havia muita gente no circo e um dos seus artistas, um garoto que fazia acrobacia, piruetas como no hip-hop, estava doente e não podia fazer seu número. Então perguntou se algum deles sabia dançar o hip-hop para substituir o menino doente, que ele pagaria. O menino cuja mãe estava doente sorriu e disse que sabia.

Contente, o homem levou os dois para o circo, o menino fez sua apresentação, e foi muito aplaudido. Um sucesso para o público e o dono do circo, que retribuiu com um bom pagamento. Os dois meninos saíram felizes. Já na rua, o menino cuja mãe estava doente deu todo o dinheiro que ganhou com seu talento de artista para o menino que perdeu o dinheiro. Ele viu que era mais do que tinha perdido, e devolveu o resto para o menino artista, que não quis aceitar.

Como nenhum queria ficar com o resto do dinheiro, entraram num acordo: compraram uma bola para cada um, e o que sobrou compraram duas taças para os campeões dos torneios de pelada que cada um ia fazer na rua onde moravam no dia de natal.

OUTRO CONTO

O ambiente era o mais luxuoso possível para uma noite de natal. E as iguarias e bebidas as mais sofisticadas para acompanhar o ambiente luxuoso. Tudo parecia mais uma superprodução hollywoodiana do que uma comemoração cristã como pedia na antiguidade cristiana essa celebração. Não, ali tudo tinha que seguir os anseios cristãos dos personagens que lhe davam a função de ser.

Gargalhadas, ruídos de talheres, estouros de rolhas de champanhas, de vez em quando uma canção natalina cortando as vozes de Roberto Carlos, Simone e Fábio Júnior, entre outros. Um quadro digno da estética dos presentes.

Foi então que a meia-noite anunciou o nascimento do Homem amante da Vida. O Homem que não inventou a dívida, a culpa, o castigo, a vingança, o ressentimento, o rancor, a inveja, a ganância, a luxúria, a prepotência, a arrogância, a perseguição, a hipocrisia, o julgamento, mas somente o amor que constrói o viver como o próximo.

No repicar dos sinos e fogos, começaram os votos de boas festas e felicitações entre os presentes. “Então é Natal!” Um político eleito usando a miséria do povo, sem qualquer escrúpulo moral, abraçou seu filho e, chorando, desejou-lhe sucesso na vida. Um empresário, cuja riqueza foi construída com malversações auxiliadas por homens públicos, abraçou sua mulher, dizendo: “Cristo foi muito bondoso conosco, meu amor. Que tudo continue assim”. Ao que ela respondeu: “Na graça de Deus, meu amor”. Um médico para o qual a medicina serviu apenas para ocupar cargo no governo, ao ver sua mulher se dirigindo a ele para felicitá-lo, desviou a tempo e foi abraçar um senador.

Então é Natal!” Uma juíza que teve sua carreira erguida na submissão diante dos governadores, desejou, em nome da Justiça, um “feliz natal para todos!”. Um jovem advogado, que antes se encontrava em animado papo com um delegado de polícia, abraçou sua noiva, apertando seu braço esquerdo, admoestando-a que se ela se esquivasse de conversar com a mulher do delegado ele iria encher sua cara de porrada. A mãe de uma menina, levando-a para um dos cantos do salão, reprimiu-a severamente porque ela lhe confessara que naquele momento havia tido sua primeira menstruação. Um professor universitário ligou para sua mulher desejando “feliz natal”, lamentando não poder estar com ela por não ter conseguido voo, mas estava aproveitando para colocar em dias alguns documentos da universidade. “Então é Natal!” Um garoto bateu com uma garrafa de champanha em outro garoto porque este dissera que ia ganhar um presente do Papai Noel mais caro que o dele. Um banqueiro abraçou a mulher de seu sócio, desejando-lhe “feliz natal”, ao mesmo tempo que apertava sua bunda. Ao que ela, sorrindo, respondeu: “E próspero Ano Novo!”

E, nessa ordem moral, se desenrolaram as felicitações de “Feliz Natal!”. Até que um pastor de uma igreja ligada com os empresários e políticos lembrou que era momento de orar e agradecer a Deus por tudo que Ele havia proporcionado de bom para os presentes, ao que todos concordaram e oraram agradecendo a bondade de Deus para com eles.

Depois caíram de boca e estômago nas comilanças e bebidas, porque era Natal, momento de fartura e descontração em homenagem ao Filho de Deus Pai. Aquele que a quem protege nada de mau acontece.

ISTO É LULA! O PRESIDENTE QUE “NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS” ACONTECEU!

O presidente Lula fez seu último discurso de fim de ano para o povo brasileiro. Como sempre, Lula falou com afeto e inteligência de quem ama profundamente a vida e não tergiversa quando se trata de construir e defender a democracia como identidade dos brasileiros e como enunciação política de aproximação, respeito e solidariedade com os demais países que compõem o território maior chamado de Terra.

Como diz o samba, Lula, em seu discurso, teve os olhos “marejados”. E como se diz no futebol, Lula teve um desempenho discursivo “vibrante”. Foram sentenças não só de confirmação de seu portentoso governo, mas também de reconhecimento da grandeza do povo brasileiro que o ajudou a mudar os rumos do Brasil para um presente e um futuro confiante e promissor. Muito diferente do que ficou no passado como triste acervo da memória histórica de um país triste, vulnerável e dependente do capital estrangeiro.

Lula, em seu discurso, mostrou mais uma vez que o povo brasileiro, afetuoso e inteligente, foi capaz de construir um novo significado para o Brasil. Um significado de confiança e crença em sua força de produção e capacidade de grandes realizações necessárias para uma existência gratificantemente humana.

Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta. Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil! E acreditem nele. Porque temos motivos de sobra para isso. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível.”

LULA REALIZA A FESTA DO OITAVO NATAL JUNTO COM CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E MORADORES DE RUA

Foram oito anos ininterruptos nos quais o presidente Lula realizou junto com os catadores de materiais recicláveis e os moradores de rua o natal feliz como “nunca antes na história deste país” aconteceu. E, mais ainda, levou a sua companheira Dilma Vana Rousseff à presidência eleita, para a festa que contou com as presenças de ministros e outros membros de seu governo, que chega ao seu final em um incontestável progresso político/administrativo.

A rua cata, a rua canta e encanta com luta”. “A luta é boa, a luta é dura, mas continua”. Esses dizeres escritos no painel do evento, por si só já mostravam a força construtiva de uma composição que se revelou grandiosa. O governo Lula e os companheiros trabalhadores catadores de materiais recicláveis e a população de rua.

Foram mais de dois mil participantes na festa em que Lula, felicíssimo, abraçou e foi abraçado com direito à centena de presentes e votos de felicitações dados pelos catadores e moradores. Todos queriam tirar foto junto com o presidente, que com políticas sociais conseguiu fazer com que esses trabalhadores aumentassem suas auto-estimas e passassem a se sentir integrados na sociedade como força de trabalho necessário, e não párias esperando apenas o fim de suas existências sem terem tido oportunidade de escrever seus próprios textos existenciais.

Se em 2009, o governo Lula assinou o Plano Nacional do População de Rua, este anos, além da concretização de parte do plano, foi assinada a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Programa Pró-Catador. E no dia 28, terça-feira, será assinada a Medida Provisória de incentivos tributários aos empresários para que eles comprem materiais recolhidos por catadores.

Como sempre ocorre todos anos nessa festa natalina, vários quadros artísticos são apresentados como atrações. Quase todas as atrações com criação e atuação dos próprios trabalhadores. Esse ano não foi diferente. Um verdadeiro espetáculo de criatividade e alegria tomou conta da festa que por sua singela composição heterogênea já afirmava a priori seu sucesso.

Foram vários os discursos em tom de despedida do presidente Lula, agradecimentos e cobrança do próximo governo para que as políticas iniciadas pelo governo que finda continuem. Alguns líderes de movimento sociais se fizeram ouvir pelos presentes e através da mídia.

A matemática antes era muito simples: se não havia contagem (da população de rua), então não havia população de rua, e portanto não precisava de políticas públicas”, analisou a representante do Movimento Nacional da População de Rua, Maria Lúcia Santos Pereira, para quem, no governo Lula a invisibilidade dessas pessoas acabou.

Por sua vez, disse o artista plástico Ubiratan Freire, sintetizando Lula. “Lula é trabalhador, humano, uma pessoa que sofreu e que conseguiu manter a personalidade”.

Alguns membros do governo Lula também usaram da palavra para analisar a situação dos trabalhadores catadores e a população de rua, como foi o caso do chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Muito à vontade, sempre sorrindo, alegre e tentado acompanhar cantando as músicas entoadas pelos participantes, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, em seu discurso, se comprometeu em dar continuidade aos encontros com os catadores e a população de rua.

É época de natal e temos de fazer duas coisas: a primeira é olhar o mundo e pensar o que fizemos nesse período para transformá-lo e o que devemos fazer para continuar essa transformação”, considerou a presidenta eleita para quem “a profissão de catador será um instrumento de trabalho.

Dilma disse também que fará tudo para equiparar catadores a outras profissões. “Uma política permanente de financiamento bancário, para equipara catadores a outras profissões.

Não descansarei enquanto não conseguir dar as melhores condições possíveis para que esse processo avance e os catadores, cada vez mais, saiam do lixão, organizem cooperativas, tenham seus caminhões, suas máquinas.”

Não é possível que o poder público não encontre uma resposta para o problema dessas pessoas. É a mentalidade geral do governante brasileiro. Para aquele que aparentemente só ‘incomoda’, você tenta tirar da rua, mandar para a prisão, tenta de alguma forma fazer desaparecer”, considerou Gilberto Carvalho.

Quando Lula foi fazer uso de suas palavras para falar sobre as políticas sociais que engrandeceram as existências dos presentes, e elevou o sentido de seu governo, assim como agradecer a todos, foi um verdadeiro frenesi. Uma exultação que afetou de contentamento todos os presente. Lula lagrimou e falou balbuciando com tanto afeto singular.

Quando foi que se imaginou que o presidente do BNDES viria ao encontro com catadores de papeis? Jamais! Essa quantidade de ministros, a Fundação Banco do Brasil. Dois presidentes de uma vez só. O entrante e o ‘sainte’.

O compromisso que tenho com vocês não é porque eu era presidente. É o compromisso de um ser humano, de um brasileiro que sabe a importância que vocês têm”, discursou Lula.

CONVENÇÃO DA ONU SOBRE DESAPARECIMENTO FORÇADO PASSA A VIGORAR

A Convenção Internacional para Proteção de Todas as Pessoas contra Desaparecimentos Forçados passou a vigorar a partir de ontem, dia 23. O Brasil, como um dos 21 países membros da Convenção, adotará a medida da Organização das Nações Unidas (ONU), que considera crime desaparecimento forçado, prisão e detenção ilegal, o seqüestro ou qualquer outra forma de privação de liberdade por agentes do Estado ou pessoas e grupos agindo com autorização, apoio ou consentimento do Estado.

Para que haja o cumprimento da convenção, a ONU montou um Comitê para monitorar Desaparecimento Forçados quando houver falhas dos Estados. O Comitê terá como uma de suas funções receber denúncias sobre violações de direitos em nome das vítimas.

No endereço eletrônico abaixo pode ser encontrado o texto da convenção em língua inglesa.

http://www2.ohchr.org/english/law/disappearance-convention.htm

PREFEITO DE MAUÉS É DERROTADO NA CÂMARA

O prefeito de Maués, no estado do Amazonas, que dista da capital 276 km, Odivaldo Miguel de Oliveira Paiva Belexo, cassado pelo Juiz de Direito do município por abuso de poder econômico mas que conseguiu uma liminar para retornar à Prefeitura sendo então um prefeito cassado governando através de liminar, obteve hoje, dia 23 de dezembro de 2010 uma derrota na Câmara Municipal do município.

Depois de ter vetado o reajuste dos professores municipais que pleiteavam R$ 1.200,00 de salário, hoje pela manhã, numa sessão extraordinária os vereadores voltaram a se reunir para derrubar o veto do alcaide. Participaram da sessão seis vereadores: Simildo Rocha, Júnior Leite, Martineia, Rodrigo Bentes, Eraldo Trindade e Cléia. Não compareceram à reunião três vereadores aliados do prefeito: Nenê Arigó, Miguel Gonçalves e Pastor Alci.

Essa vitória dos professores municipais de Maués se deu devido a mobilização da categoria que se fez presente à sessão lotando o plenário da Câmara Municipal de Maués.

A ABERTURA DO ILÈ MAROKETÙ BABA MI ASÈ POSSÙN

fotoClique nas imagens.

E os cultos afro em Manaus estão cada vez mais bem representados, principalmente agora que babá mi Jefferson ti Òsáàguíán, realizou a esperada abertura de seu Ilè Maroketù Babá Mi Asè Possùn, a mais nova casa de Candomblé e Umbanda da cidade.

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Residindo em São Paulo, tendo já vários filhos na casa de sua mãe, Pai Jefferson construiu em Manaus amizade com outros axés da cidade, como a casa de Mãe Isabel Oyá, onde outra vez realizou uma festa para Xangô, e a casa de Pai Frank de Obaluaê, entre outras. Finalmente ele veio fazer o assentamento de sua casa para engrandecer ainda mais a comunidade do santo manauense e brasileira.
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Descendente de uma linhagem nobre dentro do santo, Pai Jefferson é neto de Mãe Minininha do Cantuá. A mãe de santo dele, Mãe Juju, é filha carnal do Babá Tobé Nezinho do Portão, o homem que dava comida à Insã de Mãe Minininha. Foi também Pai Nezinho do Portão que abriu o terreiro da conhecida Mãe Cacho e, em São Paulo, o Ilê Maroketù Oxum, de Mãe Juju. Agora Pai Jefferson aumenta a família do Cantuá e do Moritiba.
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Pai Jefferson explica que embora ele more oficialmente em São Paulo, a casa vai ficar aberta não apenas para o Candomblé, e que serão feitas outras atividades e obrigações regulares no Maroketù. E apresentou como padrinho de axé da casa seu Aloizio, o famoso Pai Lulu, que ficará responsável pela casa em sua ausência e que presidirá os rituais de Umbanda.


Agora que a casa foi aberta, eu tomei uma providência, porque eu moro em São Paulo, mas a casa tem que ficar aberta para outros trabalhos, e não só quando eu estiver aqui. A casa tem que tocar pro seus catiços, seus encantados, seus guias, quem eles quiserem chamar. Então meus filhos poderão tocar aqui quando quiserem e o tempo que quiserem. Então eu chamei uma pessoa, Pai Lulu, que é pai carnal da Jacqueline aqui, para que quando vocês ouvirem dizer que o meu terreiro tocou sem minha presença, é porque tem um padrinho, que eu estou dando autorização pra ele. Ele vai tocar Umbanda nesta casa quando eu não estiver, e eu vou tocar Candomblé quando eu estiver.

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Então alguém pode dizer que o Xandeco tá batendo o tambor aqui. Não. O responsável é esse senhor aqui que todos sabem que tem muitos e muitos anos de Umbanda. A mãe carnal dele já era da Umbanda. Algumas pessoas que foram na casa dela me falaram do respeito que esse senhor tem e a mediunidade bonita que ele tem. Isso é muito bonito, porque se nós do Candomblé tivéssemos o axé que a Umbanda tem, pelo menos lá em São Paulo, isso já seria uma vitória. Não seria essa briga de igreja que há com a gente. Então esse senhor vai poder tocar quando ele quiser, e fazer as obrigações que ele quiser dentro da Umbanda.”
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E o Moroketù já começa com a obrigação de três filhos de santo de Pai Jefferson e mais a saída de dois filhos novos. Bem humorado e bom conversador, o babalorixá falou das singularidades dessas saídas.

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Temos aqui cinco yaôs para esta casa. Fui eu que os fiz. Então, eles irão poder dizer que são filhos de Jefferson ti Òsáàguíán. Jacqueline aqui foi feita na casa de um outro pai de santo daqui, mas hoje é ekédji do meu Òsáàguíán. Algumas pessoas aqui me perguntaram, quando eu disse que esse filho dela aqui era “abíasè”. “Abíasè” é quem nasce dentro do roncó. Está aqui esse menino, filho dela. Graças a Deus eu tenho tempo para fazer isso e idade. Ele se chama Vinicius e tem três anos de idade. A idade dele é a idade dele no santo. A Jaqueline recolheu-se grávida.
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Alexandre, mais conhecido como Xandeco, todo mundo conhece aqui. Foi feito aqui em Manaus. Foi feito yaô, mas sem o santo baixar na cabeça dele. Foi pra São Paulo, achou um pai de santo mais abusado. Trouxe o santo à cabeça dele. Fui eu. Ele está fazendo três anos. E, graças a Deus, por opção dele, ele tá respeitando a idade dele como yaô. E vai continuar como um yaô até tomar o ‘odu igé’ (sete anos) dele.”
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Além destas três obrigações, houve também as saídas dos yaôs dofonitinho Roberto de Oxóssi e dofono Afrânio de Ogum. Quando estava levando os yaôs para a primeira saída, Pai Jefferson falou que seus orixás saíam acordados, e citou vários exemplos. Depois o ogan Betinho de Oxalá, axogun do Maroketù (foto acima), explicou-nos com mais detalhes esse procedimento.

No terreiro de Pai Nezinho, assim como no Axé Cantuá, no Axé Moritiba não se tira o yaô logo de saída incorporado, porque a gente acredita que nasce a pessoa e não o orixá. O orixá já existia há nove mil anos antes de Cristo. O orixá está apenas nascendo para a pessoa, mas ele já existe, você só tira da natureza. Então o yaô sai acordado, como axé régi, dança todo o ‘xirê’ acordado, quando chega na hora de dançar pra Xangô, que é o rei, que tem a coroa e que trouxe os demais orixás do ‘orun’ (céu) para o ‘ayê’ (terra), através do baobá, a árvore sagrada. Então o orixá vira em Xangô justamente por isso. Então, sai acordado, dança o xirê inteiro acordado, quando chega na hora de dançar pra Xangô, é que o orixá vem e chega no yaô, que sai então para dar o oruncó, e depois sai para o ‘run’.”

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Então foram escolhidos os padrinhos dos yaôs, que os levaram para revelar o oruncó. Dessa parte, Pai Jefferson ordenou que não podíamos fotografar nem gravar, por isso só assistimos. Mas em seguida, devidamente paramentados, os orixás vieram para fazer suas apresentações de luxo, e já podíamos registrar suas grandiosidades.



Então o ogan Alex puxou o xirê enquanto, enquanto sua esposa, Lenita, tendo na cabeça a bela Oyá, fazia seus desenvolvimentos no salão, enquanto Mãe Isabel abençoava a alegria de seus filhos no salão.

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Em seguida, Omulù, na cabeça do já citado Xandeco, veio distribuir suas conchas, fazendo seu ritual de cura contra a doença e a morte e distribuir suas pipocas, suas bênçãos a todos os presentes.

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Tinha também Iemanjá, que, com todo seu esplendor e sabedoria, dançou no salão, recebendo as saudações dos presentes e estendendo suas bênçãos a todos.
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Finalmente, como não podia faltar numa magnífica festa como essa, a comida do santo foi distribuída e estava deliciosa, e assim a festa foi bonita até a madrugada…

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●●● ILÈ MAROKETÙ BABA MI ASÈ POSSÙN ●●●
— Bàbálórisá Jefferson ti Òsáàguíán —
Rua Rouxinol, nº 1040 – Campos Sales (Manaus-AM)
Tel: (92)9609-3636 // 8132-4446

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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