Arquivo para 22 de março de 2011

CAÇA NORTE-AMERICANO CAI NA LÍBIA E FERE O EGO DA FORÇA MILITAR INTERNACIONAL

Em mais uma incursão intervencionista na Líbia pela força militar internacional formada pelos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá, um caça militar norte-americano, com dois pilotos, que sobrevoava o espaço aprisionado do povo líbio, levando a paz em seus mísseis, em nome da democracia-bélica, caiu, espatifando-se.

Para entes que vivem em constante tensão do triunfo, síndrome da vitória como sublimação da impotência ontológica, os comandantes da força intervencionista, no caso patriótico, os dos Estados Unidos, correram céleres para explicar que a queda não foi devido à ação das forças khadafianas, mas uma falha mecânica, segundo o correspondente do jornal inglês Daily Telegraph.

Os pilotos do caça F-15E Strike, caído e espatifado no solo que saíram em missão como parte da Operação Aurora da Odisseia – enquanto isso, ali perto, o grego Homero se contorce –, segundo informações, não morreram, sofreram pequenos aranhões, visto que conseguiram se ejetar do caça.

Mas a queda do portentoso caça por falha mecânica leva para uma elucubração, nos “campos de centeio”, mexendo com a teoria da infalibilidade que atordoa a síndrome do triunfalismo, ferindo mais um ego-bélico do que a queda por ação do inimigo, que só afirmaria a superioridade deste.

O inimigo, no caso específico Khadafi, é nada mais do que uma sintética forma humana particularizada em um ditador, enquanto que a falha mecânica é afirmação do fracasso da deusa-tecnológica vendida pela publicidade oficial como transcendentemente-infalível. Tão infalível que aqueles que a possuem são transformados em deuses. Tudo que o ego-bélico fantasia, mas que a queda de um portentoso caça coloca-os na superfície dolorosa da realidade, onde não há lugar para deuses.

A CAPES VAI OFERECER BOLSAS DE MESTRADO PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Com o objetivo de melhorar cada vez mais a qualidade do ensino, para que o Brasil atinja no ano de 2021 a nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sua meta principal, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), irá oferecer bolsas de mestrado aos professores do ensino médio. Todos os cursos estarão ligados às áreas de ensino da educação básica.

Para que os professores possam fazer parte do programa da Capes, eles deverão selar um acordo se comprometendo a passar cinco anos, após sua diplomação, na sala de aula da escola pública. Caso não cumpram o acordo, eles deverão devolver os recursos. Com vigência máxima de 24 meses, os recursos serão liberados em todo mês de março. Os critérios de seleção serão estabelecidos pelas próprias instituições de ensino.

A Capes também poderá conceder bolsas para mestrados presenciais, contanto que os cursos escolhidos sejam aprovados por ela, e de interesse específico do Estado.

Seguindo sua política de qualificação dos professores, o governo federal ainda destaca outras iniciativas educacionais, como a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão das universidades e dos institutos federais, sendo que os dois últimos apresentam uma reserva de vagas nas licenciaturas de biologia, matemática, química e física.

“Bombardeios não podem instaurar democracia na Líbia”

Em entrevista ao jornal francês Libération, Rony Brauman, ex-presidente da organização Médicos sem Fronteiras e professor de Estudos Políticos em Paris, critica a ação militar autorizada pela ONU na Líbia. “Não creio que os bombardeios possam instaurar uma democracia”, afirma Brauman. “Aí estão os casos da Somália, do Afeganistão, do Iraque e da Costa do Marfim para nos lembrar da cruel realidade da guerra e sua imprevisibilidade. Proteger as populações, na prática, significa desfazer-se de Kadafi e, se seguimos passo a passo essa lógica até o fim, substituí-lo por um Karzai local, ou dividir o país congelando a situação”, defende.

Eric Aeschimann – Libération

Libération: Desta vez, uma parte dos que se opunham à intervenção estadunidense no Iraque está de acordo com a resolução do Conselho de Segurança sobre a Líbia. Você não está. Por quê?

Rony Brauman: Porque, como no passado, hoje em dia sigo sem acreditar nas virtudes dos bombardeios aéreos para estabelecer a democracia ou “pacificar” um país. Aí estão os casos da Somália, do Afeganistão, do Iraque e da Costa do Marfim para nos lembrar da cruel realidade da guerra e sua imprevisibilidade. “Proteger as populações”, na prática, significa desfazer-se de Kadafi e, se seguimos passo a passo essa lógica até o fim, substituí-lo por um Karzai local, ou dividir o país congelando a situação. Em ambos os casos seremos incapazes de assumir as consequências. Quando será ganha esta guerra?

Libération: É preciso assistir como espectador a aniquilação da rebelião líbia por parte do exército de Kadafi?

Brauman: Claro que não. Entre a guerra e o status quo há uma margem de ação: o reconhecimento do Conselho Nacional (órgão político dos rebeldes) por parte da França foi um gesto político relevante. É preciso seguir apoiando militarmente a insurreição, fornecer-lhe armamento e assessoramento militar para reequilibrar a relação de forças no terreno, assim como fornecer informação sobre os movimentos e os preparativos das tropas inimigas. O embargo comercial, o embargo sobre as armas e o congelamento dos ativos do clã Kadafi são outras medidas de pressão em relação às quais o regime de Trípoli não pode permanecer insensível.

Libération: Não se corre o risco de deixar que ocorra uma tragédia?

Brauman: Tome Ruanda como exemplo, caso frequentemente mencionado a propósito do que não devemos fazer: a ONU tinha enviado soldados e os retirou antes do genocídio; isso é lembrado como um erro gigantesco. No entanto, ainda que possa se entender esse erro, o que a crítica moral não vê é que para mudar o curso dos acontecimentos teria que ter sido estabelecida uma tutela total no país, o que era impossível. No meu entender, nossa falha não consistiu na retirada de 1994, mas sim na intervenção de 1990 para salvar o regime no poder, com a ilusão de poder impor a paz. Teria sido melhor aceitar a violência daquele momento do que congelar, por um período necessariamente limitado, a relação de forças. Os mais radicais de ambos os lados acabaram se aproveitando dessa situação.

Libération: Você mantém sua posição inclusive se nos conformamos somente com intervenções aéreas?

Brauman: As operações aéreas nunca permitiram ganhar uma guerra. Esta ilusão tecnológica provém do pensamento mágico. O balanço destas intervenções armadas internacionais indica que já não possuímos os meios para decidir o que é bom ou não no estrangeiro. O remédio é pior que a enfermidade. Quando a força já não nos permite fazer com que uma circunstância histórica se transforme para nossa conveniência, é melhor não fazer uso dela e renunciar ao sonho da “guerra justa”. Nesta matéria, como em outras, a política regida pela emoção é uma má conselheira.

Libération: Trata-se então de uma oposição de princípio a qualquer intervenção?

Brauman: Não, as Brigadas Internacionais que foram combater na Espanha ao lado dos republicanos em 1936, representam um momento importante de solidariedade internacionalista – ainda que, com toda certeza, não o tenham sido no que se refere à defesa das liberdades democráticas – e eu aprovaria totalmente a ideia de que brigadas internacionais fosse apoiar a rebelião líbia. No entanto, as intervenções dos Estados são uma questão completamente diferente!

E acrescento que a ética está bastante longe de sair vitoriosa se se comparam as situações nas quais se considerou justificável uma intervenção internacional com aquelas dos povos que abandonamos deixando-os a mercê de seus opressores: Chechênia, Palestina, Zimbabwe, Coreia do Norte, etc. E para citar um exemplo recente, entre os que reclamam o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, quantos teriam defendido a neutralização da força aérea israelense sobre Gaza em janeiro de 2009 ou sobre o Líbano em agosto de 2006?

Libération: Então é impossível uma diplomacia dos direitos humanos?

Brauman: Pergunte o que pensam disso os manifestantes de Bahrein, reprimidos por nossos aliados, as monarquias petroleiras do Golfo. Por sua parte, os iranianos já poderiam preocupar-se com a defesa dos direitos humanos na Península Arábica. Não, os direitos humanos não constituem uma política e a oposição canônica entre os direitos humanos e a realpolitik é um beco sem saída. Só existe uma política, que é a arte de querer as consequências do que se deseja. Os direitos humanos são invocados ou revogados pelos Estados segundo a vontade destes.

Libération: O que diz aos líbios que pedem ajuda ao Ocidente?

Brauman: Digo que alimentam ilusões sobre nossa capacidade de corrigir a situação em seu favor e que pagarão um preço muito alto. Lembre que, em 2003, muitos iraquianos se pronunciaram a favor de uma intervenção militar. Pensavam que os estadunidenses cortariam a cabeça do tirano e logo iriam embora. Os médicos sabem, ainda que não somente eles, que dar a ilusão de proteção pode ser pior que oferecer proteção.

Libération: E o fato de Kadafi recuperar o controle da Líbia por acaso não constitui o fim da primavera árabe e mesmo uma ameaça para as revoluções tunisiana e egípcia?

Brauman: Não vejo por que seria assim. Por um lado, não é somente a situação na Líbia que determinará o futuro da democracia nos países árabes; por outro, vemos que, eclipsada pela intervenção em curso, a repressão se abate sobre outras manifestações nos países do Golfo. Por outro lado, nós, franceses, somos os mais indicados para saber que entre a revolução e a democracia há bastante caminho a percorrer e há retrocessos também. E a primavera árabe não é uma exceção. Estou convencido de que o rechaço aos poderes despóticos e corruptos está profundamente arraigado em todas as sociedades contemporâneas, mas também, de que são elas que devem fazer desse repúdio um programa político.

(*) Rony Brauman foi presidente da organização Médicos sem Fronteiras, é professor de Ciências Políticas no Instituto de Estudos Políticos de Paris e estuda há muitos anos as consequências das intervenções humanitárias.

Fonte: http://www.liberation.fr/monde/01012326703-je-ne-crois-pas-aux-bombardements-pour-instaurer-la-democratie

Fonte: Agência Carta Maior

Tradução para o Rebelión: Marina Almeida

Tradução para a Carta Maior: Katarina Peixoto

FALTA D’ÁGUA PODE CHEGAR A METADE DOS MUNICÍPIOS EM 2015

Embora sendo o país com a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo, o Brasil pode chegar a 2015 com mais da metade de seus municípios sofrendo com problema da falta d’água. É o que aponta o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, que a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou esta manhã, que fez a mapeação dos 5.565 municípios brasileiros quanto à distribuição de água.

A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, diz no texto do relatório.

Conforme a notícia na Agência Brasil, de acordo com a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, como 90% dos domicílios brasileiros têm abastecimento de água, essa realidade não é percebida ou parece muito distante. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, assinala.

Há muito nas regiões Norte e Nordeste…

No caso das regiões Norte e Nordeste, há muito que a população já sofre com esse problema que se generalizará caso não ocorra um trabalho real de enfrentamento do problema.

Mesmo contendo 81% dos mananciais hidrográficos do país, a região Norte é a região onde a população mais sofre com o problema da falta d’água. Apenas 14% da população tem fornecimento satisfatório de água.

No caso do Nordeste esse percentual é de 18%, sendo que aí ao menos pode-se dizer que a escassez de chuvas e a pequena quantidade de mananciais pode ser usada como desculpa, apesar que em muitos casos o problema ocorre tal qual o nosso do Norte: descaso e incompetência governamentais.

Que fazer?

Segundo estimativa do atlas, será necessário o investimento de R$ 22 bilhões para evitar o problema, devendo a maior parte desse montante ser utilizado nas capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, esclarece o atlas.

Ainda segundo a Agência Brasil, além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.

Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgão executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora. “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.

À beira do maior rio do mundo

Quando há tempos atrás o deputado federal Francisco Praciano tocou no Congresso no problema da falta d’água no estado do Amazonas, os deputados de outros estados se assustaram. E em meados de 2008, em programa televisivo, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, usou como exemplo de irresponsabilidade com o uso do dinheiro público o fato de Manaus, a cidade “banhada pelo maior rio do mundo”, sofrer com falta d’água.

Assim, observa-se que se os gestores dos recursos públicos estaduais e municipais dos outros municípios forem tais quais os nossos, podem ser quantos bilhões forem, nunca chegarão para resolver o problema, uma vez que falta inteligência, falta vontade política e abunda a corrupção e desvio de verbas.

EM NOTA, GOVERNO BRASILEIRO DEFENDE O CESSAR-FOGO NA LÍBIA, INVADIDA POR FORÇA INTERNACIONAL

Essa o presidente do intervencionista país, os Estados Unidos, Barack Obama, que fez que veio ao Brasil, mas não veio, pois encontrava-se na Líbia, não vivenciou em terras do pau-brasil, mas ontem ouviu.

O governo brasileiro, dando seguimento a sua política exterior de respeitar a soberania dos povos, divulgou nota pedindo que os ataques militares que ora são desencadeados pela força militar internacional, composta pelos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália, coloquem um cessar-fogo na Líbia. O governo brasileiro pede que seja observada a proteção da população civil, e que a paz seja discutida pelo diálogo.

Com a nota, o Brasil se irmana com a Turquia e a Índia, que pediram o cessar-fogo, como também que o líder líbio Khadafi deixe o governo para que os confrontos sejam extintos. A nota também afirma o apoio brasileiro às intervenções das Organizações das Nações Unidas (ONU) e do Comitê ad hoc de Alto Nível estabelecido pela União Africana, que buscam negociar uma solução para terminar o conflito na Líbia.

Ao lamentar a perda de vidas decorrentes do conflito no país, o governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo.

O Brasil reitera sua solidariedade com o povo Líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos”, diz trecho da nota.

DILMA EM MANAUS PARA LANÇAR PROGRAMA DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA E CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

Em sua primeira viagem oficial ao Amazonas, estado que lhe deu o maior percentual de votação nas eleições passadas, a presidenta Dilma Rousseff chega daqui a pouco para promover, juntamente com ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o lançamento do programa de Fortalecimento e Prevenção do Câncer de Colo de Útero e do Câncer de Mama.

A passagem de Dilma será rápida, mas fundamental, já que estes tipos de câncer estão entre as principais causas de morte de mulheres no Brasil, sendo que a procura por exames que deveriam ser rotineiros, como a mamografia e o papanicolau, é baixíssimo no Amazonas.

Segundo o Ministério da Saúde, “dentre as principais ações do Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero, o Governo Federal vai garantir o acesso ao exame preventivo e com qualidade às brasileiras com idade entre 25 e 59 anos de idade – população-alvo do programa. O objetivo é que, após a realização de dois exames anuais consecutivos com resultado negativo para o câncer, as brasileiras passem a fazer o exame preventivo a cada três anos. Já para o Câncer de Mama, o objetivo é ampliar o acesso aos exames de prevenção do câncer de mama. Quando detectado precocemente, este tipo de câncer apresenta elevada possibilidade de cura”.

Para implementação do programa, serão disponibilizados R$ 4,5 bilhões, inseridos na Política Nacional de Atenção Oncológica, os quais deverão ser aplicados até 2014.

Acompanhando Dilma e Padilha, virá também um grupo de mais de dez mulheres midiaticamente conhecidas, sendo cantoras, atrizes televisivas e desportistas.

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA A IGUALDADE RACIAL É LANÇADA PELO GOVERNO FEDERAL

Aproveitando as comemorações do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o governo federal, através da Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou uma campanha de conscientização para a igualdade racial no Brasil, que vai fazer também parte das ações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

De acordo com ministra Luiza Bairros, da Seppir, a campanha é para fazer com que a sociedade repense a questão das diferenças raciais. “O objetivo é promover a igualdade. Isso não é uma ação exclusiva do movimento negro e não é uma responsabilidade apenas do Estado brasileiro. É uma preocupação coletiva”, asseverou a ministra.

A campanha também, segundo a ministra, servirá para tentar diminuir os números de homicídios praticados contra os negros, principalmente jovens. “Todo o nosso esforço será tendo em vista a redução desses índices. Essas mortes violentas que acontecem na população negra, em especial na juventude, não são questões de âmbito exclusivo da segurança pública, mas de cunho social”, afirmou Luiza.

Ainda na cerimônia de lançamento da campanha, foi entregue para as escolas municipais e estaduais de educação o Selo Educação para Igualdade Racial, em comemoração à implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, que obteve um grande êxito.

CONFLITO NA HIDRELÉTRICA DE JIRAU É OBSERVADO PELO COMITÊ DE EMERGÊNCIA

Com a paralisação dos trabalhos na Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira, depois que os operário realizaram protestos contra às péssimas condições de trabalhos que estavam sendo submetidos, o que rendeu como consequência atritos na área com as empresas responsáveis pela obra, foi criado um comitê de emergência composto pelo Ministério Público Federal em Rondônia MPF/RO), o Ministério Público do Estado e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Com o objetivo de acompanhar a situação geral dos trabalhadores na área, o comitê de emergência já despachou para vários órgãos do estado ofícios para que eles, entre outras determinações, fiscalizem as condições de higiene dos lugares onde os trabalhadores foram alojados e garantam a ordem e a segurança dos trabalhadores da Hidrelétrica e os moradores de Porto Velho.

Junto à empresa Energia Sustentável, responsável pela construção da Usina Jirau, o MPT propôs a assinatura de um termo de ajuntamento que assegure aos trabalhadores direitos trabalhistas e o pagamento integral de salários para todos os trabalhadores, até os terceirizados, durante todo o período que a obra estiver parada.

Para os trabalhadores que permanecem em Porto Velho, o comitê vai garantir alojamento e alimentação, assim como retorno rápido para quem quer voltar para suas cidades de origem. Além da garantias dos direitos trabalhistas, o ressarcimento de bens e pertences pessoais que os trabalhadores perderam durante o conflito.

Além de quê, o comitê vai investigar as circunstâncias em que o conflito foi gerado de acordo com o ponto de vista criminal, trabalhista, de direitos humanos, de cidadania e saúde, e todas as violações que possam ter ocorrido.

PARTICIPE DA REUNIÃO DO FÓRUM AMAZONENSE DE REFORMA URBANA

CONVITE

A Cáritas Arquidiocesana de Manaus e o Fórum Amazonense de Reforma Urbana vêm, por meio deste, convidar as comunidades, lideranças e entidades para participarem da REUNIÃO ORDINÁRIA DO FÓRUM AMAZONENSE DE REFORMA URBANA, que se realizará quarta-feira, 23 de março de 2011, das 14h00 às 17:00h no CEFAM – Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus. Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro.

Sua presença é indispensável para construção de um movimento que fortaleça os direitos e deveres de nossas comunidades.

Temos como sugestão de pauta:

    1. Acolhida / Mística; 

    2. Apresentação;

    3. Conselho Estadual e Municipal de Habitação;

    4. Viabilidade com foco no transporte coletivo;

    5. Carta Aberta a Sociedade.

    6. Encaminhamentos

    • Avaliação.
      • Informes.

      Desde já agradecemos a sua presença!

      Adnamar Santos

      Marcos Brito

      Assessores do Fórum de Habitação

      KASSAB OFICIALIZA A CRIAÇÃO DO PARTIDO PSD

      O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, telefonou para o presidente do DEM, o ultraconservador Agripino Maia, dizendo de seu desligamento do partido, e desejando-lhe “muita sorte aos seus dirigentes e que o DEM possa encontrar seu espaço com a nova direção’.

      Para quem acompanhou toda a mumunha nos percalços dos personagens do partido até o desfecho da saída do prefeito de São Paulo, sabe que o telefonema tem um quê de ironia. Desejar sorte aos dirigentes quando o dirigente maior é Agripino, um dos motivos da saída de Kassab. E desejar que o DEM encontre “seu espaço com a nova direção”, é curtição demais, quando se sabe que o DEM não tem mais para onde ir, a não ser em direção do fim, e “com uma leve impressão de que já vou tarde”, como diz o poeta Chico.

      Com o desejante abraço de tamanduá, Kassab, na tarde de ontem, dia 21, na Assembleia de São Paulo, oficializou, em cerimônia de contagiante esperança, a criação do novo partido que vai enfileirar a gama de outros partidos que engarrafam a política brasileira. A cerimônia contou com a presença de outros personagens que já ingressaram no partido, e mais outros que ainda vão ingressar.

      Com o nome em homenagem ao ex-presidente Juscelino – perseguido duramente pela imprensa tramadora, como as Organizações Globo -, o partido recebeu a sigla PSD, Partido Social Democrático – o que o ultraconservador, que existe da herança do reacionário avô, ACM Neto, chamou de “partido sem decência” -, e de acordo com seu personagem maior, Kassab, o partido vai ser independente, mas será aliado do governo Dilma.

      A democracia assegura o direito de mudança. Aqueles que estão no DEM e em outros partidos têm o direito de se filiar ao PSD, que nasce independente. Não faremos fusão. Fomos convidados por duas legendas respeitáveis, o PMDB e o PSB, e definimos que o partido caminhará com suas próprias pernas nas eleições municipais do ano que vem, coligado ou com candidatura própria.

      Torcemos muito para que a presidenta Dilma Rousseff faça um bom governo, porque é bom para o país. Eu não votei nela, votei no Serra e me orgulho disso, mas hoje o Brasil tem um novo presidente. Seja como cidadão, seja como eleitor ou dirigente desse novo partido, estou ao lado daqueles que torcem para o sucesso da presidenta”, discursou Kassab.

      A saída de Kassab e outros do DEM foi a pá de cal que faltava para a marcha fúnebre do partido ultraconservador que é um espectro de política. Todavia, a criação do PSD não acrescenta nada de necessário à política brasileira. O partido não tem nada de novo e nem de independente como alardeia seu presidente, Kassab. Com exceção de Cláudio Lembo, o resto representa a mais pura subjetividade reacionária do Brasil político. Como um partido pode ser novo e independente tendo em sua fileira Zulaiê Cobra e Guilherme Afif. Só se novo e independente, para Kassab, seja o seu ato de se afastar dos agripinos.

      PROUNI DIVULGA LISTA DE ESPERA

      O Programa Universidade para Todos (ProUni), do Mistério da Educação (MEC), divulgou ontem, dia 21, os nomes dos estudantes que foram classificados em sua lista de espera. Assim, as universidades que ainda possuem bolsas disponíveis deverão convocar os alunos da lista, considerando suas notas conseguidas no Exame Nacional do Ensino Médio. Fato que deverá ocorrer até o dia 25.

      A lista de espera é formada pela ordem de classificação de cada curso e turno, havendo somente uma lista para cada curso, livre da opção original do estudante por vaga destinada às políticas afirmativas ou à ampla concorrência. A lista leva em consideração a primeira opção do estudante, se não houve formação de turma na primeira opção, a classificação atenderá na segunda opção, até a terceira.

      Os estudantes que foram selecionados devem dar uma chegada até as universidades para comprovar as informações que foram prestadas no momento das inscrições e emissão do tremo de concessão de bolsas. Os estudantes encontrarão a lista dos documentos que devem ser apresentados na internet.

      O estudante, para saber se foi selecionado, basta consultar no site do MEC a lista de espera: http://siteprouni.mec.gov.br/documentacao.html


      USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

      EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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      CAMPANHA AFINADA CONTRA O

      VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

      Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

      "Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

      Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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