Arquivo para 23 de março de 2011

TRUQUE DA ALEMANHA: MANDA MAIS SOLDADOS PARA O AFEGANISTÃO, E LIBERA SOLDADOS DA OTAN PARA LUTAR NA LÍBIA

Na linguagem anti-bíblica, o que a Alemanha está fazendo é servir a dois senhores. Na votação para decidir a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que criava a zona aérea na Líbia, e concedia à força militar internacional o direito de bombardear o território líbio, a Alemanha se absteve. Um ato visto pela maioria da sociedade global como racional. A parte da sociedade global que é contra a mentira usada em nome da paz, como fazem os países imperialistas/intervencionistas, comandados pelo histórico tirano Estados Unidos, quando querem usufruir dos bens materiais que possuem os povos violados em suas soberanias.

O governo alemão decidiu aumentar seu efetivo soldadesco-bélico no Afeganistão – outra invasão comandada pelos Estados Unidos – para serem liberados os soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que se encontram nesse país, para que eles possam participar da invasão à Líbia, em nome da paz e da defesa dos civis, como prega o credo despótico do capitalismo norte-americano.

O governo alemão vai mandar mais 300 soldados-bélicos para se agruparem com os 5.000, que já se encontram lá. Dessa forma, serão 5.300, desde que a invasão se sucedeu no Afeganistão, em 2001. Mas a promessa de retirada das tropas feita pelo governo alemão continua em pé. Como é promessa, pode ter várias posturas em pé, deitado, de cabeça para baixo, em um só pé, sentado de cócoras, e assim por diante, dependendo da imaginação do corpo promesseiro.

Para confirmar a decisão anti-bíblica, o ministro da Defesa alemã, Thomas de Maizière, falando em uma rádio de seu país, afirmou que era “um sinal político da nossa solidariedade”.

É um alívio de fato para a OTAN e um sinal político da nossa solidariedade perante a aliança militar, também diante dos acontecimentos na Líbia”, afirmou o ministro solidário.

A solidariedade da Alemanha em política exterior intervencionista é conhecida como trapaça. Mas há aqueles de chamam de hipocrisia pacifista-multilateral. Na linguagem futebolística, é o famoso faz que não chuta. “Eu faço que não chuto, mas quando ele se distrair, eu chuto. E aí parece que eu não chutei”.

FUNDO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL SERÁ AMPLIADO PARA O CURSO TÉCNICO PROFISSIONAL

O projeto de extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que até o momento só beneficia estudantes do ensino superior, será ampliado para o ensino técnico de qualificação profissional. Foi o que divulgou o ministro Fernando Haddad, do Ministério da Educação. O projeto de lei vai criar o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), e dentro de três semanas será enviado ao Congresso Nacional.

Além de oferecer aos estudantes do ensino médio cursos de capacitação profissional, vai também capacitar trabalhadores que já se encontram no mercado, como também vai expandir as escolas técnicas.

Como o Fies tem uma taxa de juros muito baixa, é conveniente que os empresários contratem o Fies para capacitar seus trabalhadores, considerou o ministro.

É um programa muito abrangente, muito forte, que, certamente, dialogará com demanda importante da juventude que é a valorização do ensino médio”, anunciou o ministro Haddad.

Nova operação colonial contra a Líbia

Filosofo Domenico Losurdo

Não satisfeitos com o bloqueio solitário de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o expansionismo de Israel na Palestina ocupada, os Estados Unidos vêm hoje se apresentar novamente como os interpretes e campeões da “Comunidade internacional”. Convocaram o Conselho de Segurança, e não foi para condenar a intervenção das tropas saudistas em Bahrein, mas sim para exigir, e finalmente impor o lançamento da “no-fly zone” e outras medidas guerreiras em contra da Líbia.

Algumas medidas agressivas já eram tomadas unilateralmente por Washington e por alguns de seus aliados, como a aproximação da frota militar americana das costas da Líbia e o apelo ao instrumento clássico da política do canhão. Mas Obama não parou por aí: nestes últimos dias, vinha intimando tanto Khadafi de modo ameaçador a abandonar o poder e pressionava o exercito líbio a dar um golpe de Estado. Mais grave ainda, desde há algum tempo os agentes estadunidenses, juntos com os de França e Grã-Bretanha, vinham deixando os funcionários líbios diante de um dilema: ou passar para o lado dos rebeldes ou ser processado perante a Corte Penal Internacional e passar o resto de sua vida encarcerados por “Crimes contra a humanidade”.

A fim de dar cobertura à retomada das práticas colonialistas mais infames, o gigantesco aparelho mediático de manipulação e desinformação lançou sua campanha e, entretanto, basta ler com atenção a própria imprensa burguesa para perceber o engodo. Por exemplo, diz-se há dias que a aviação de Khadafi bombardeia a população civil. Mais em 1° de março, o jornal a Stampa escreve, pag. 6, e pela pena de Guido Ruotolo: “È verdade, provavelmente não houve bombardeio”. Mudou radicalmente a situação nos dias seguintes? Dia 16 de março, Lorenzo Cremonesi escreve de Tobruk no Corriere della Serra: “Como já aconteceu nas outras localidades onde interveio a aviação, o que houve são apenas raids de advertência”. “Eles queriam assustar; muito barulho por nada”, nos disse pelo telefone um dos porta-vozes do governo provisório. São portanto os próprios rebeldes que desmentem os “massacres” invocados para justificar a intervenção “humanitária”

A propósito dos rebeldes. Eles são celebrados dia após dia como os campeões da democracia em toda a sua pureza, eis porém a forma como foi relatada por Lorenzo Cremonasi, no Corriere della Serra do 12 de março, sua retirada frente à contraofensiva do exercito líbio: “Na confusão geral, acontecem também atos de pilhagem. O mais notório é o do hotel El Fadeel, de onde levaram televisores, colchões, cobertores, transformaram as cozinhas em lixeiras e os corredores, em acampamentos imundos”. Não parece ser o comportamento de um exercito de liberação, e o mínimo que se pode dizer é que a visão maniqueísta do conflito na Líbia não tem o menor fundamento.

Há mais. A cada dia denunciam as “atrocidades” da repressão na Líbia. Mas, falando de Bahrein, conta Nicholas D. Kristoff no International Herald Tribune: “No curso destas ultimas semanas, vi cadáveres de manifestantes, quase todos executados de perto por armas de fogo, vi uma moça retorcendo-se de dor após ter sido espancada, vi o pessoal das ambulâncias ser golpeado por tentar salvar manifestantes”. Um vídeo de Bahrein mostra o que parecem ser forças de segurança atingir com uma granada lacrimogênea um homem de meia-idade e desarmado, a poucos metros delas. O homem caí no chão e tenta levantar-se. Atiram então nele, na cabeça, com outra granada. Caso não seja suficiente, vale lembrar que “Nestes últimos dias, as coisas vão de mal a pior”. Antes mesmo da repressão, é na vida quotidiana que a violência se expressa; a maioria chiita é submetida a um regime de “apartheid”.

Para reforçar o aparelho de repressão, agem os “mercenários estrangeiros” com tanques de assalto, armas e gás lacrimogêneo estadunidenses. O papel dos Estados Unidos é decisivo, como o explica o jornalista do International Herald Tribune, ao contar um episodio por si esclarecedor: “Umas semanas atrás, um colega meu do New York Times, Michael Slackman, foi capturado pelas forças de segurança de Bahrein. Ele me contou que chegaram a apontar armas para ele. Receoso de alguém atirar nele sem mais nem menos, ele pega seu passaporte e grita que é jornalista dos Estados Unidos. A partir dali, o humor do grupo muda de repente. O chefe chega perto dele, aperta a sua mão e muito animado, lhe diz “Não se preocupe. Nós gostamos dos Estados Unidos!”

De fato, a Quinta Frota dos Estados Unidos tem base em Bahrein. Inútil dizer que tem como dever defender o impor a democracia: sempre que não seja em Bahrein ou mesmo no Yemen, e sim… na Líbia ou em algum outro pais que, por sua vez, entre na mira de Washington.

Por mais repugnante que seja a hipocrisia do imperialismo, não é uma razão suficiente para esconder as responsabilidades de Kadhafi. Embora tenha, historicamente, o mérito de ter acabado com a dominação colonial e as bases militares que intimidavam seu país, ele não soube montar uma camada dirigente bastante ampla. Além do mais, ele utilizou os lucros do petróleo para construir improváveis projetos “internacionalistas” sob a bandeira do “Livro Verde”, em vez de desenvolver uma economia nacional, moderna e independente. Perdeu-se assim uma chance única de pôr fim à estrutura tribal da Líbia e ao antigo dualismo entre Tripolitânia e Cirenáica, e de contrapor uma sólida estrutura econômico-social diante das manobras renovadas e às pressões do imperialismo.

E temos não obstante, de um lado, um líder do Terceiro Mundo que, de forma rústica, confusa, contraditória e bizarra, segue uma linha de independência nacional, enquanto, de outro lado, em Washington, um dirigente expressa de forma elegante, educada e sofisticada as razões do neo-colonialismo e do imperialismo. Somente um surdo à causa da emancipação dos povos e da democracia nas relações internacionais, ou então quem se deixa conduzir antes pelo esteticismo que pelo raciocínio político, pode alinhar-se com Obama, Cameron e Sarkozy!

Aliás, será tão elegante assim este refinado Obama que, embora condecorado com o premio Nobel da Paz, não leva sequer um instante em consideração a sábia proposição dos paises sul-americanos, ou seja o convite de Chávez e outros dirigido às duas partes em luta na Líbia para que elas se esforcem por chegar a uma solução pacífica do conflito, em benefício da salvação e da integridade territorial do país? Imediatamente após a votação da ONU, e indo ainda além da proposição que mal acabava de ser votada, o presidente dos Estados Unidos lançava um ultimato a Kadhafi, e teve a pretensão de agir em nome da “comunidade internacional”. Desde sempre, a ideologia dominante revela o seu racismo ao identificar a humanidade com o Ocidente; agora, desta vez, são excluídos da “Comunidade internacional” não apenas os dois paises cuja população é a mais numerosa, mas também um pais chave da União Européia. Quando se coloca como interprete da dita “Comunidade internacional”, Obama demonstra uma arrogância racista ainda pior do que aqueles que, no passado, reduziram os seus ancestrais à escravidão.

Será tão elegante e refinado este Cameron que, para vencer em sua casa a oposição à guerra, repete até a obsessão que ela responde aos “interesses nacionais” da Grã-Bretanha, como se o apetite em relação ao petróleo não fosse já bastante claro?

E que dizer enfim de Sarkozy? Nos jornais, pode-se ler tranqüilamente que, mais do que no petróleo, ele pensa nas eleições: quantos líbios o presidente francês tem necessidade de matar para que sejam esquecidos os seus escândalos, suas gafes, e tenha maior possibilidade de ser reeleito?

Os jornalistas e os intelectuais da corte gostam pintar um Kadhafi isolado, acuado por um povo unido; porém, para quem acompanha atentamente os acontecimentos, é fácil perceber o grotesco dessa representação. O voto recente no Conselho de Segurança desmascarou outra manipulação; aquela que inventa a fábula sobre uma “Comunidade internacional” unida na luta contra a barbárie. Na realidade, se abstiveram e expressaram fortes reservas a China, a Rússia, o Brasil, a Índia e Alemanha! Os dois primeiros paises não foram além da abstenção e não usaram o seu poder de veto por uma serie de motivos. Pois não sempre é fácil desafiar a superpotência solitária. Não se trata apenas disso e tanto China quanto Rússia conseguiram em troca que não se enviem tropas de terra (e de ocupação colonial); evitaram intervenções militares unilaterais de Washington e de seus aliados os mais próximos, semelhantes às intervenções contra a Iugoslávia em 1999 e no Irak em 2003; tentaram conter as manobras dos círculos mais agressivos do imperialismo, que gostariam deslegitimar a ONU e substituí-la pela OTAN e a Aliança das Democracias; enfim, apareceu uma contradição no seio do imperialismo ocidental conduzido pelos EUA, como o mostra o voto da Alemanha.

Ao fazer referência a um país como a China dirigida por um partido comunista, deve-se observar que o compromisso que ela quis aceitar em nada engaja os povos do mundo. Mao Zedong explicou em seu tempo que as exigências de política internacional e os próprios compromissos dos paises de orientação socialista ou progressista são uma coisa e outra coisa, por sua vez, é a linha política de povos, classes sociais e partidos políticos que não conquistaram o poder e por isso não estão engajados na construção de uma nova sociedade.´

Fica claro então que a agressão a Líbia torna mais urgente que nunca o ressurgimento da luta contra a guerra e o imperialismo.

*Tradução de Ana Maria Dávila

ESTUDANTES NAS RUAS DE MANAUS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS

Nesta tarde de terça- feira (dia 22) às 17 horas no Mini-Campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) surgiu uma passeata contra o aumento da tarifa de ônibus para R$ 2,80 e as péssimas condições dos coletivos em Manaus. O grupo partiu da ideia de um coletivo chamado Autonomia Libertária, onde todos estudantes tenham voz e possam se organizar para que este aumento abusivo não ocorra.

Os manifestantes saíram da universidade e se encaminharam para a Av. Rodrigo Otávio, onde fez seu trajeto por toda a bola do Coroado, voltando para a Ufam. Neste percurso, que durou duas horas, a polícia e um vereador presente tentaram impedir que os manifestantes tomassem a bola do Coroado, mas foi em vão. Vários ônibus foram parados para que outros estudantes e cidadãos aderissem ao movimento dos estudantes.


Neste trajeto, os estudantes brandaram com força contra o “pior prefeito do mundo” e os empresários do ramo de transporte como o homem dos mil processos, senador pelo estado de Rondônia, Acir Gurgacz, que monopoliza o transporte de Manaus há décadas, cobrando uma tarifa abusiva contra a população, sem prestar devidamente as contas de sua concessão. Entre gritos, batuques e risos, os estudantes gritavam “Morra” para o desrespeito e exploração do prefeito, vereadores e empresários.

Depois da caminhada, o grupo se reuniu na frente do Campus e decidiu voltar a se reunir hoje (23 de março), às 16:30h, no Hall do ICHL da UFAM, em uma assembleia para a resistência ao aumento da tarifa e para a organização das manifestações desta semana.

Ao que tudo indica, ocorrerão novamente aquelas grandes passeatas estudantis contra o aumento arbitrário e abusivo da passagem de ônibus em Manaus, como aqueles que você acompanhou há dois anos aqui neste bloguinho. É a movimentação estudantil puxando o protesto contra a tirania e ausência do Estado de direito nessa cidade, nesse estado… Vamos nessa, moçada!


MEMORIAL DOS DESAPARECIDOS NA DITADURA VAI SER CONSTRUÍDO PELO GOVERNO FEDERAL

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, afirmou ontem, dia 22, enquanto acompanhava no Cemitério da Vila Formosa, em São Pulo, as buscas de restos mortais de dois desaparecidos políticos, que o governo federal irá construir um memorial aos desaparecidos presos e mortos pela ditadura militar que se manteve no Brasil desde o ano de 1964 a 1985. Segundo ela, é uma forma de respostas às famílias que perderam seus parentes no período de exceção do regime militar.

Assim como o Ministério Público Federal e as famílias indicam a necessidade de uma memorial, queremos assumir esse compromisso. Que nesse memorial se registrem os desaparecidos e mortos pela ditadura. Que se registre que o Estado brasileiro torturou e matou, mas que se registre também que as famílias dos desaparecidos nunca abandonaram seus entes queridos”, disse a ministra.

Maria do Rosário, entretanto, afirmou que o local onde deverá ser erguido o memorial ainda não foi decidido. Falando sobre o trabalho do governo em direção a encontrar respostas sobre os desaparecidos, a ministra disse que é obrigação do governo brasileiro localizar e identificar os desaparecidos durante o regime militar.

A ministra, falando sobre a Comissão da Verdade, disse que seu objetivo não é a responsabilização de quem quer que seja, mas o resgate dos direitos humanos.

O objetivo da Comissão da Verdade não é responsabilização criminal de quem quer que seja. É o resgate dos direitos humanos. O tema de qualquer punição diz respeito ao mundo Judiciário.

É uma dívida do Brasil e de nossa democracia com as famílias. Nesse momento democrático, essas pessoas não estão aqui conosco. Responder a isto só nos fortalece. Digo isso com muita humildade”, analisou a ministra.

KHADAFI DISCURSA PARA SEUS ADEPTOS, DEPOIS QUE A FORÇA INTERNACIONAL INVADIU A LÍBIA

O líder líbio Muammar Khadafi deu o ar de sua graça de governante acuado. Depois que a força militar internacional, formada pelos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá, invadiu a Líbia no sábado, dia 19, pela primeira vez o governante líbio apareceu em público. Em uma sacada, na cidade de Bab Al Aziziya, próxima a Trípoli, ele discursou para seus seguidores, prometendo a vitória, e exaltando o povo líbio como a força que vai vencer os inimigos do Ocidente que, segundo ele, estão perpetrando uma “nova cruzada contra o Islã”.

Nu curto prazo, venceremos. No longo prazo, venceremos. Seremos vitoriosos no final.

Aqui está o povo. Khadafi está no meio do povo. Esta é a defesa aérea. A mais poderosa defesa aérea é o povo. Todos os exércitos islâmicos devem tomar parte na batalha. Seremos vitoriosos no final”, propagou Khadafi.

Enquanto isso, depois de grande controvérsia sobre quem deveria comandar as ações dos bombardeios na Líbia, as tropas de coalizão, representada pelos principais países, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha chegaram a uma decisão, deixando para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) o comando da operação militar. A decisão saiu da conversa entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente da França, Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

DEPUTADO DO DEM DISCRIMINA MINISTRO JOAQUIM BARBOSA. AQUELE “MORENO ESCURO DO SUPREMO”, DISSE

Era uma reunião do DEM. Por aí já se sente o clima, estava em questão o fim da prisão especial para as chamadas autoridades, que faz parte da reforma do Código do Processo Penal, que será votada hoje, dia 23.

Lá para as tantas, o ex-governador do Mato Grosso, agora deputado federal pelo DEM, Júlio Campos, que defendia – defende – o continuísmo da prisão especial para as autoridades, preocupado que os processos pudessem cair nas mãos de um ministro afeito ao fim da tal prisão especial, com receio que sua posição fosse frustrada, disse que eles poderiam cair nas mãos do “moreno escuro do Supremo”.

Não deu outra. Começou o diz que diz. O deputado quis se defender, afirmando que não era isso que queria dizer, muito pelo contrário. ACMZinho foi em sua defesa, dizendo que “a frase não teve caráter preconceituoso”. Júlio continuou se defendendo contra a acusação de racista, comentando que “quando usou a expressão ‘ilustre ministro moreno escuro’ em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi somente por não lembrar naquele momento do nome do magistrado”.

Envolto na preocupação, o deputado disse que “para evitar possíveis constrangimentos e interpretações dúbias” entrou em contato com o gabinete do ministro.

Com desculpas ou sem desculpas, houve, no mínimo linguisticamente, preconceito. Toda enunciação é coletiva e as frases palavras de ordem cunhadas como clichês, como as usadas pelo deputado, fazem parte do acervo discriminador que ainda perdura fortemente na memória-linguagem de muitos brasileiros. E quando se faz uso desses clichês segregadores, mesmo quando não se lembra do nome de um ministro, é porque ainda se está tentando potencializar essas palavras de ordem. Ou seja, ainda não se desativou em si a força linguística-social que essas sentenças racistas exercem como marcadores de poder discricionário-discriminador.

Possivelmente o deputado do DEM, um partido ultraconservador, profundamente burguês, daí modelado nas ideias do padrão homem branco, jamais chamaria um ministro branco, ao esquecer seu nome, de “aquele branquelo claro do Supremo”.

CONFIRMAÇÃO DE ESTUPRO LEVA EX-PRESIDENTE DE ISRAEL A CUMPRIR SETE ANOS DE PRISÃO

O acusado cometeu atos como qualquer homem e como qualquer homem ele deve suportar a punição”, afirmaram os juízes ao pronunciarem a sentença de cumprimento de pena de sete anos de prisão para o ex-presidente de Israel Moshe Katsav, de 65 anos, por prática de estupro. O ex-presidente estuprou duas vezes sua ex-assistente quando ocupava a função de ministro de gabinete, em 1990. E entre os anos de 2000 e 2007, molestou sexualmente duas mulheres que trabalhavam para ele.

De acordo com os juízes, o ex-presidente não poderia ser tratado com indulgência diante de graves crimes, mesmo que seja limpa e detenha o status que detém. Por sua vez, comentando o caso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse a condenação mostra “que ninguém está acima da lei”.

Segundo a imprensa, a condenação do ex-político tarado foi comemorada com entusiasmo por muitas mulheres que protestavam contra a atitude que estabelecia um clima de complacência no trabalho.

Sabe-se que cada povo trata suas questões de acordo com suas peculiaridades culturais, nisso sabe-se que o caso do ex-presidente tarado está ligado à realidade cultural de Israel, mas que o fato nos leva até Berlusconi, nos leva. Apesar de estar usando a invasão da Líbia como pretexto para a população italiana esquecer momentaneamente sua acusação sexo-adolescente, o mês de abril lhe espera com o tribunal preparado para seu julgamento. Uma nota de forte semelhança aproxima os dois tarados: o uso do poder para facilitar suas ações-sexuais.

E pelo que se tem observado nas posições dos italianos que estão envolvidos no caso, a Justiça italiana, nesse caso, tem qualquer semelhança com os juízes israelitas. Por isso, Berlusco tem que se segurar.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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