Arquivo para março \28\-04:00 2011



SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas almas

# A SS, a Gestapo, a polícia política dita secreta do Terceiro Reich, sem eufemismo, de Hitler, foi quem disseminou para o mundo o truque terrorista-bélico do falso atentado. O truque paranoico de culpar o inimigo de responsável por fatos inexistentes para destruir o opositor.

Era comum a patota do Führer, associada ao chefe de sua publicidade, Joseph Goebbels, simular atentados contra o Hitler para culpar os inimigos e com isso persuadir o povo de que o chefe nazista estava fazendo era tão verdadeiro que só inimigos queriam matá-lo.

O truque funcionava assim. Goebbels divulgava que Hitler ia fazer um discurso no dia tal, no local, e na hora tal. Na hora tal, o próprio pessoal da SS explodia o recinto, e Hitler aparecia logo depois, simulando que tinha se atrasado e que se tivesse chegado na hora tal teria sido assassinado. Era o delírio total, a massa dominada pela propaganda do nazismo passava a amar mais o tirano, visto que ele agora era um homem imortal: havia escapado da morte.

Esse truque se propagou, a ponto de chegar até a equipes policiais de muitos países quando os policiais matam quem eles perseguem, e depois afirmam que foi em legítima defesa. Foram recebidos à bala. Nas ditaduras, é o chamado confronto com as forças de segurança. Prendem o suposto inimigo, lhe torturam, matam-no e depois transferem o corpo para uma via pública. Quase sempre pela parte da noite, quando não há testemunhas, e divulgam que ele foi morto em confronto com a dita força de segurança.

Agora, as forças militares internacionais, que invadiram a Líbia, fomentadas pelos Estados Unidos, divulgam que Khadafi está colocando nos locais em que ela bombardeia cadáveres de insurgentes que os próprios grupos militares de Khadafi mataram, para com isso mostrar para a comunidade internacional que eles foram mortos pela força militar da Organização das Nações Unidas (ONU), comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), para com isso persuadir a comunidade internacional.

Como se sabe, e se comenta na linguagem popular, nas relações entre as chamadas nações desenvolvidas não existe ingênuo. Todos conhecem os truques que são usados para se atingir um determinado privilégio. A acusação das forças militares internacionais poderia ser muito bem feita por Khadafi: a patota da OTAN está colocando cadáveres de líbios que ela matou em lugares onde se encontram civis. Esse, o grande nó político que a comunidade internacional que almeja Justiça e Paz tem que desamarrar. A mentira tomou conta das relações internacionais por estímulo da ambição desregrada. Países com vocação tirânica cultuam esse tipo de postura, sem qualquer brio, quando pretendem alcançar seus propósitos.

Nisso, a sociedade internacional tem que estar atenta para as informações da mídia que faz parte do complexo internacional da mentira propagada pelos países intervencionistas e ditatoriais. É preciso refletir para além do que é divulgado. É preciso refletir sobre quem faz a divulgação. Principalmente refletir sobre a mídia de mercado, que é pró a todas as formas de titania.

# Um dos boyzinhos do grupo pop Restart, que se toma como enunciador de música para adolescentes, teen, fez um comentário considerado por alguns amazonenses como desonroso a gleba manô. Um comentário sobre os moradores de Manaus, sobre o estado do Amazonas, na verdade uma demonstração clara de quem fez um péssimo ensino fundamental, e, quiçá, um horroroso ensino médio. Uma prova inconteste de quem não conhece geografia e muito menos história, o que é muito comum nos dias de hoje, principalmente em quem frequentou escola privada. Aliás, não são só os boyzinhos, desconhecem, muitos ‘profs’ são carentes de geografia e história, inclusive ‘profs’ das duas disciplinas.

Então, ocorreu do grupo alienado marcar uma apresentação – alguns chamam de show – em Manaus, no começo do mês de abril, só que, depois das declarações ignorantes do boyzinho restartiano, uns amazonenses, magoados com as tais declarações, partiram pra forra. Passaram a repudiar o grupo alienado, meio Mamonas, meio KLB, não querendo de jeito nenhum que ele venha para Manaus. Os repúdios correram céleres pelos recursos virtuais internéticos. Para esses amazonenses, magoados, o que o boyzinho fez foi uma afronta que só serviu para denegrir a imagem do Amazonas “lá fora”. “Por isso que dizem que Manaus é uma cidade de muro baixo”, dizem eles, bairristamente ofendidos.

Mas esses amazonenses magoados, em seus repúdios, se assemelham ao Restart, no mesmo tempo que se mostram ateus, porque não seguiram a indicação bíblica que diz, “perdoai os ignorantes porque não sabem o que fazem e não sabem o que dizem”. Os amazonenses não sabem que o grupo alienado não faz nada que seja importante para dignificar a existência, são meros reprodutores do resto psicótico da chamada indústria musical de consumo, daí só poder afirmar o que já afirmaram sobre o Amazonas. Como também fazer o que já foi feito durante décadas de forma discriminatória sobre os amazonenses pelos impotentes estrangeiros-brasileiros. Se ofender com um imperativo psicótico proferido por dissipados é, como se diz na linguagem telenovelesca, se nivelar.

Esses amazonenses, magoados-nivelados, ao invés de se preocuparem com alienígenas que querem denegrir a imagem da “princesinha do norte”, deveriam se preocupar com amazonenses que com suas atitudes contribuem verdadeiramente para denegrir a imagem do Amazonas “lá fora”. Pois quem ofende mais a imagem do Amazonas “lá fora”, o boyzinho do Restart, ou o prefeito cassado Amazonino Mendes, de Manaus, mandando uma senhora morrer, ao mesmo tempo que a discrimina por ela ser paraense, ou sete policiais torturando um adolescente de 14 anos e lhe baleando a queima-roupa, na madrugada? Dois fatos, exaustivamente divulgado na imprensa nacional e internacional, principalmente o fato dos policiais.

Vai ver que muitos desses amazonenses magoados-nivelados não sabem votar, e votam em candidatos ultraconservadores, e quando falam em segurança pública imaginam apenas suas seguranças, como ocorre com a classe média indiferente, porque se magoar e se nivelar com tais boyzinhos é não saber nada da realidade circundante e para-circundante de Manaus e do Amazonas.

OBAMA E SUA BÉLICA LÓGICA HUMANISTA

Como a todos os presidentes dos Estados Unidos, que modelaram em si seu país como a ideia suficiente da democracia, o presidente Obama não fugiu a regra – eles amam regra. Obama é um presidente bélico. Não pode ser considerado diferente depois que o mundo viu a sua ânsia de que fosse aprovada a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para estabelecer a zona aérea de bombardeio na Líbia.

Estabelecida a medida, ele enunciou seu discurso despótico figurado no eufemismo de não invasão terrestre. Nada de tropas terrestres. O combate é só aéreo, como se os alvos estivessem no ar. Total desprezo pela inteligência da sociedade planetária.

Como já tinha dito, o papel das forças norte-americanas é limitado. Não vamos colocar forças terrestres na Líbia”, tergiversa belicamente Obama. A modelagem – toda modelagem não é a ideia essencial – humanitária de Obama é tão patética que só persuade seus comandados, que também primam por esse estágio guerreiro inútil que só revela a impotência do existir.

Obama tenta, mas não convence com sua dissimulação que o alvo que suas forças militares atingem, não fazem parte da Terra. Isso leva à consideração de que Obama não conhece geografia, ou mais, geopolítica. Invasão é invasão. Terra, mar e ar fazem parte dos espaços de uma nação. As forças militares internacionais estão realizando na Líbia uma pura intervenção.

Estamos protegendo o povo líbio das forças de Khadafi. Declaramos uma força de exclusão aérea e tomamos outras medidas para prevenir futuras atrocidades”, afirmou Obama, auto-outorgado defensor dos povos. Outro exemplo de que Obama dissimula as intenções claras dos Estados Unidos em auferir privilégio com a intervenção na Líbia. O povo líbio, que não pediu a intervenção norte-americana, pois tem a maturidade suficiente para se defender, encontra-se na superfície terrestre onde o presidente ianque diz não ter suas forças, mas pessoas estão sendo mortas pela ação da força internacional. O que conduz ao simples raciocínio: ou Obama tem um diminuto entendimento da inteligência da sociedade planetária, ou ele tenta debochar em sua lógica bélica humanitária dessa sociedade planetária, acreditando que seu país é o grande império situado acima das leis que regem as relações diplomáticas entre as nações e que ele pode impor toda força de dissimulação como verdade, que sempre dirão amém.

TRANSTORNO BIPOLAR NÃO TEM TRATAMENTO ADEQUADO

Mais de 2,4% de pessoas são acometidas de transtorno bipolar no mundo. E mais da metade, 57,3%, não recebe tratamento. O estudo foi realizado em 11 países com 61.392 pessoas, todas acima de 18 anos.

No estudo feito no Brasil com 5 mil pessoas, centrado na região metropolitana de São Paulo, somente 42,7% dos entrevistados estavam em tratamento. O que significa que a maioria dos entrevistados não tem recebido tratamento, isto porque, na maioria dos casos, essas pessoas não são diagnosticadas, e, como não são diagnosticadas, a doença se agrava, comprometendo a qualidade de suas vidas. Porque elas, capturadas pelo quadro clínico, oscilam entre o estado de euforia e depressão, quase sempre acompanhado de irritabilidade, agressividade e ideias suicidas. Como o quadro começa muito cedo na vida da pessoa, ela sofre prejuízos em seu desenvolvimento pessoal, educacional e profissional. O que faz com que possa ser inferido no estudo a razão de 10% dos casos no ano anterior à entrevista revelar que trata-se casos graves registrados como quadros crônicos.

Para mais pessoas serem diagnosticadas é preciso haver campanhas de esclarecimento, treinamento do profissional de saúde no atendimento primário que recebe a pessoa com problemas de comportamento com álcool e drogas, e o transtorno bipolar não é reconhecido.

Compromete a vida toda do indivíduo e da família. O quadro é grave, porque pode ser associado a taxas maiores de suicídio”, analisou Laura Helena de Andrade, coordenadora de Epidemiologia do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela pesquisa no Brasil.

A obrigação de se preocupar com o paciente com transtorno bipolar é que ele deve ser tratado durante toda sua vida com estabilizadores de humor e não só nos surtos de depressão e euforia.

Muitas vezes o médico recebe o paciente em estado de depressão e diagnostica como depressão unipolar erroneamente sem levar em consideração, episódios anteriores ao quadro atual. Se paciente apresentar episódio de mania, euforia ou hipomania e depressão é fechado o diagnóstico de transtorno bipolar”, explicou Ricardo Alberto Moreno, coordenador de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria.

Para Moreno, as crises do transtorno bipolar podem aumentar, e causar grande sofrimento à pessoa quando a doença é concomitantemente imbricada com o uso de álcool e drogas.

Podem aumentar as crises, os comportamentos de risco, a baixa adesão ao tratamento, fora a deterioração física ao longo do tempo. O importante é estabelecer estratégias diferenciadas, tratando cada doença com os recursos disponíveis.

Temos que lidar com alguns aspectos: a ignorância e a desinformação, o preconceito, inclusive instruindo o paciente de que ele não pode cair nessa armadilha. Eu costumo dizer que o transtorno bipolar é um aspecto da vida do paciente, mas não a vida toda dele”.

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A JENTi NUM SEMO SERO

@ A PRESIDENTA DILMA VAI TRATAR DOS ATRITOS QUE ESTÃO OCORRENDO NAS OBRAS DAS HIDRELÉTRICAS DO PAC através da Secretaria-Geral da Presidência da República, tendo como responsável o ministro Gilberto Carvalho.

Embora exista um monitoramento por parte da segurança institucional responsável pelas ocorrências nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a preocupação do Palácio do Planalto com o fato que vem se repetindo levou a presidenta a tomar essa medida. Por isso, o ministro Gilberto Carvalho vai se reunir na próxima terça-feira com as centrais sindicais.

Não se pode ter nas obras do PAC condições análogas da escravidão. É preciso que o governo fiscalize e que cumpra o que nós vamos acordar nessa reunião. Do contrário podemos ter uma reação em cadeia. Efeito dominó.

Os problemas têm a mesma origem. São trabalhadores em péssimas condições de trabalho. Existem situações discriminatórias de trabalhadores que exercem a mesma função. É necessário que haja um tratamento mais isonômico entre trabalhadores contratados pelas empreiteiras e aqueles contratados pelas empresas terceirizadas. São pessoas que largam suas vidas, sua famílias, e vão trabalhar para o crescimento do país. Não podem ser tratados como escravos”, afirmou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. I inda tem françêis…

@ TAXAS ANTIDUMPING IMPOSTAS PELOS ESTADOS UNIDOS AO BRASIL VIOLAM AS LEIS, diz a Organização Mundial do Comércio (OMC). Todos os países associados à OMC receberam o relatório final que afirma estarem os Estados Unidos transgredindo as leis do comércio internacional.

O relatório distribuído pela OMC que penaliza os Estados Unidos é uma resposta ao apelo feito pelo governo do Brasil ainda em 2008, que denunciava a ilegalidade na definição da prática de dumping pelo Estado norte-americano sobre o preço do suco de laranja produzido no Brasil. A OMC decidiu que o método de cálculo, conhecido como zeroing, praticado pelos Estados Unidos é “incompatível” com o acordo antidumping. I inda tem françêis…

@O MUNDO É MASCULINO E A DESGRAÇA HUMANA COMEÇOU NO ÉDEN: POR CAUSA DA MULHER”, afirmou juiz do município de Sete Lagoas, em Minas Gerais, que não aplicou a Lei Maria da Penha em casos de agressões contra mulheres, sendo depois afastado de suas funções na 1ª Vara Criminal e no Juizado da Infância e da Juventude, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Porém, como a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), junto com o juiz, entraram com uma ação contra a decisão do CNJ, e o relator do caso no Supremo, ministro Marco Aurélio de Mello, considerando que a atuação do juiz não seria passível de punição, pois estaria no âmbito da proteção da liberdade de expressão, suspendeu os efeitos do processo.

Agora, a Advocacia-Geral da União (AGU), alegando que toda liberdade gera responsabilidade e que todo excesso de linguagem que são utilizados nas decisões judiciais pode ser punido na Lei Orgânica da Magistratura (Loman), pediu que o Supremo, reverta a decisão. I inda tem françêis…

@ “ÍNDIOS NÃO FORAM OUVIDOS ATÉ AGORA”, afirmou o bispo de Xingu, dom Erwin Kraütler, e presidente do Conselho Missionário Indigenista (Cimi), ao entregar à subprocuradora-Geral da República, Deborah Duprat, uma denúncia contando a não participação das comunidades indígenas na discussão sobre a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará.

As audiências – oitivas – com a participação dos indígenas para ouvir suas posições quanto à construção da hidrelétrica que vai atingir seus territórios, não ocorreram, e de acordo com o bispo, contraria a Constituição Federal.

Para Denise da Veiga, advogada do CIMI, também desrespeitada a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, no momento em que os indígenas não participam das oitivas.

A Convenção 169 determina que haja consultas prévias, informadas, e de boa-fé, em todos os empreendimentos que coloquem em risco direitos territoriais e manutenção da economia dos povos indígenas”, afirmou a advogada. A advogada acrescentou ainda que, embora a barragem da usina não venha a atingir as áreas onde se situam as comunidades, entretanto o deslocamento do curso do rio vai dificultar o movimento e a pesca dos índios, base de sua sobrevivência. “O rio vai secar, eles vão ficar sem água”, disse. I inda tem françêis…

@ INVESTIGAÇÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS NO IRÃ PROVOCA REAÇÃO DE SEU GOVERNO. O ministro das relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, classificou de injusta e política a decisão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em mandar um emissário ao seu país para realizar investigações se há violação dos direitos humanos.

A resolução que visa a pressionar a República Islâmica do Irã quer desviar a atenção do processo atual que ocorre no Conselho de Direitos Humanos”, afirmou o ministro. Ainda, segundo ele, os Estados Unidos estão manipulando o tema para aprovar a resolução. E foram os Estados Unidos quem apresentaram uma proposta para enviar um relator especial ao Irã.

A medida da ONU contou com 22 votos a favor, inclusive do Brasil, 7 contras, Rússia, China, e Cuba, entre eles, e 14 abstenções. Na semana que vem a ONU vai escolher o relator. I inda tem françêis…

@ “AINDA NÃO ESTAMOS EM UMA SITUAÇÃO DE SER OTIMISTAS”, afirmou Naoto Kan, o primeiro-ministro do Japão, ao falar sobre as condições atuais da Usina Nuclear de Fukushima 1. De acordo com o governo japonês, a situação na Usina Nuclear de Fukushima ficou “muito grave”, e que a perspectiva sobre os reatores 1, 2 e 3 é “muito grave”.

Falando sobre os trabalhadores que sofreram queimaduras graves nas pernas ao entrarem em contato com a água radioativa, o governo japonês expressou sua solidariedade. Os técnicos interromperam os trabalhos nos reatores 1 e 2 depois de constatarem a alta radioatividade no líquido encontrado na sala de turbinas. O governo agradeceu também às equipes que trabalham na Região Central, e se comprometeu em continuar informando com exatidão todas as ocorrências.

Mais de 10 mil pessoas foram mortas, e mais de 17,5 estão desaparecidas depois que o terremoto e em seguida o tsunami atingiu o Japão, deixando um prejuízo de bilhões. I inda tem françêis…

@ É PROIBIDO FUMAR, filme da diretora Anna Muylaert, foi o escolhido para comemoração de parte das atividades do mês da mulher, para reunir, na noite de ontem, na sala de projeção-cinematográfica do Palácio da Alvorada a presidenta Dilma Vana Rousseff e algumas mulheres atrizes e cineastas convidadas também para participar de um jantar.

O filme, que tem como protagonistas as atrizes Glória Pires e sua filha Antônia, recebeu oito prêmios no Festival de Cinema de Brasília. Do governo, além da presidenta Dilma, encontravam-se entre as convidadas as ministras Anna de Hollanda, da Cultura, e Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Além das atrizes do filme, na lista das convidadas constavam os nomes de Ana Carolina Soares, Ana Luiza Azevedo, Ana Maria Magalhães, Betse de Paula, Bia Lessa, Carla Camurati, Daniela Thomas, Eliana Fonseca, Eliane Caffé, Flávia Moraes, Georgia Guerra-Peixe, Isabel Jaguaribe, Katia Lund, Lina Chamie, Lô Politi, Lucélia Santos, Lúcia Murat, Maria Mathilde Mourão, Mariana Caltabiano, Marina Person, Monique Gardenberg, Patricia Pilar, Rosane Svartman, Sandra Werneck, Suzana Amaral, Tetê Moraes e Tizuka Yamasaki. I inda tem françêis…

Vamos que vamos!

Vamos que vamos, que vamos, vamos!

PROTESTO CONTRA SALEH, O DITADOR DO IÊMEN, REGISTRA CRESCIMENTO

Essa sexta-feira, dia 25, foi um dia de grande confronto no Iêmen entre as forças que defendem o ditador Ali Abdullah Saleh, há 32 anos no poder, companheiro “democrático” dos Estados Unidos, que já afirmou só deixar o governo somente em “mãos seguras”, e as forças insurgentes que o querem fora do poder.

A manifestação estrondosa ocorre exatamente uma semana depois que tropas militares do ditador mataram 50 manifestantes. Milhares de iemenitas revoltosos foram às ruas lutar pela mudança do poder no país, mesmo com as vias públicas dominadas pelas presenças de militares do governo. O lugar onde mais têm ocorrido os confrontos é a capital Sanaa.

O ditador Saleh, diante da decisão de um grande número de seus antigos aliados passarem para o lado dos insurgentes, tem tentado segurar o que sobrou de suas “amizades”, pedindo que todos que lhe apoiam “permaneçam firmes”. O que para alguns analistas é fato difícil de ocorrer diante do crescimento da força dos rebelados, que cada vez mais aumentam suas decisões.

Enquanto isso, a secretária de Estado do governo Obama, junto com seu chefe maior, endossando a posição da ONU, propaga que o líder líbio Khadafi deve deixar o mais breve o governo, porque seu governo perdeu a legitimidade. O povo deve ser livre para construir sua história, só não os contra o império capitalista comandado pelos Estados Unidos, segundo a lógica ditatorial.

“DIA DE FÚRIA” DOS MANIFESTANTES DE BAHREIN É REPRIMIDO PELA FORÇA MILITAR DO GOVERNO

Enquanto os Estados Unidos comanda a força militar internacional – dissimulada em comando da OTAN – composta pela França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália, que bombardeia a Líbia, atingindo civis, que seriam poupados, segundo a resolução que concedeu o direito de ataque apenas na zona aérea, a força repressiva do governo de Barein, território onde o país “amante da democracia” tem instalado sua 5ª Frota, de frente para o Irã, sufocou as manifestações dos insurgentes programadas como “Dia de Fúria”. Manifestação que se opôs à lei marcial imposta pelo governo tirânico na semana passada.

Segundo a agência Reuters, as tropas da família tirânica sunita Al Khalifa se espalharam pelos pontos estratégicos onde ocorreriam as manifestações e reprimiram os protestos usando helicópteros, além dos veículos e armas de guerra, que compõem o aparato de segurança do Estado.

Dessa forma, a repressão, apoiada pelos Estados Unidos, mais uma vez desencadeou violência contra a população de maioria xiita, que exige mudanças profundas no país, assim como uma nova Constituição.

Mesmo assim, alguns manifestantes na vila xiita de Diraz conseguiram realizar o ato de protesto, empunhando faixas contra a permanência da monarquia no poder, gritando palavras de ordem como “Fora o Regime”, e as mulheres vestidas de preto tremulando bandeiras com o Alcorão nas mãos.

Cientes que não podem mais controlar a força das manifestações, os governantes sunitas estão preocupados agora com suas seguranças, daí terem pedido ajuda dos governantes sunitas da Arábia Saudita, outro país aliado dos Estados Unidos, por ser o maior produtor de petróleo, e dos Emirados Árabes, outro ‘oleoso’ parceiro dos governantes ianques.

Enquanto isso, com aval da ONU, os Estados Unidos tentam plantar a “democracia” na Líbia, forte país ‘oleoso’.

UBES e UNE apoiando a causa LGBT*

Em carta feita pelo Diretor LGBT da UNE, Denilson Junior, e Alessandro Melchior do CONJUVE a UBES e a UNE se mostram a favor das principais lutas LGBT’s.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) têm, entre suas diretrizes de atuação, a missão de contribuir para a construção de uma educação pública e de qualidade. Nesse sentido, a UBES e a UNE sempre defenderam que uma educação pública de qualidade, é aquela que, entre outras características, respeita e valoriza a diversidade.

O acesso à educação é um direito previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal. A partir desses dois grandes instrumentos de garantia de direitos, entre vários outros, entendemos que ninguém pode ser submetido a situações de violência – física ou simbólica – e/ou discriminação no espaço escolar. Tais situações acarretam, muitas vezes, o aumento da evasão escolar e se configuram como grave violação de direitos, tanto o direito à integridade física e psicológica quanto o direito à educação.

Exemplo dessa situação é a vivenciada por milhares de estudantes lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nas escolas públicas e privadas de todo o país. A homofobia, como fator de violação de direitos da população LGBT, tem sido apontada como elemento fortemente presente na educação brasileira em diversos estudos e pesquisas. Dados da UNESCO (Pesquisa Juventudes e Sexualidades, 2006), informam que cerca ¼ dos alunos não gostariam de ter um homossexual como colega de classe, sendo que essa proporção ultrapassa os 40% com entrevistados do sexo masculino de algumas capitais do país. Pesquisa realizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, durante a 10ª Parada LGBT em 2007, informa que, do total de entrevistados, 29% afirma ter sido vítima de discriminação por professores ou colegas, na escola ou universidade.

Para mudar essa realidade, é preciso que o Estado brasileiro garanta o desenvolvimento de projetos e o direcionamento de recursos para ações de combate à homofobia, não ficando refém de pensamentos conservadores, que assim como em outros temas, defendem o retrocesso a um país desigual e não respeitador do ser humano em sua integralidade e diversidade.

Entre essas ações, está o projeto “Escola sem Homofobia”, planejado e executado pela ABGLT, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em parceria com outras instituições.

Esse projeto teve como um dos seus produtos um kit, composto por 1 caderno, uma série de 6 boletins, três audiovisuais com seus respectivos guias, um cartaz e cartas de apresentação para o/a gestor/a e para o/a educador/a.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a União Nacional dos Estudantes, tornam público seu entendimento de que os materiais produzidos no projeto podem contribuir para a concretização das diretrizes do próprio Ministério da Educação, da SECAD, do PNDH 3, do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, da 1ª Conferência Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT e expressa seu compromisso com a construção de um país livre de qualquer forma de opressão e discriminação.

*do Blog da UBES

CONTINUAM AS MOVIMENTAÇÕES ESTUDANTIS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS EM MANAUS

A reunião para discussão sobre o aumento da passagem no transporte coletivo da cidade de Manaus se deu ontem (24), no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL Campus da Ufam, às 19h, com a presença dos estudantes e dos que “sentaram” a mesa para, a princípio, organizar e dirigir a pauta principal do encontro. Na dita mesa estavam: Nelson Noronha, professor de filosofia e diretor do ICHL, Anamir, representante da Procomum, Nilba, Representante da Procomum, Jeane, representante discente do curso de Língua Francesa, Martha Lima, de Pedagogia, Maria das Neves, presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) e Ronaldo, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam).

O foco principal da reunião foi reivindicar os modos e os meios pelos quais os estudantes, não só da Ufam, mas de toda a cidade, a se organizar para resistir à  imposição municipal do aumento da tarifa do transporte coletivo. Como foi dito, apesar de se organizarem inicialmente uma comitiva dentro e com estudantes da Ufam, estes estudantes discutiram as várias formas de atingir e conclamar para a luta os estudantes das demais instituições de ensino superior e também
os secundaristas, que, se lembrarmos de 2009, formam uma multidão intempestiva de vigor e volume.

Inicialmente as falas giravam em torno do convidado que não apareceu mesmo sendo convidado com semanas de antecedência, Marcos Cavalcante, representante do SMTU. Em seguida, Maria das Neves apresentou algumas planilhas que lhe foram disponibilizadas em uma reunião ocorrida nesta semana na Câmara Municipal. Estas planilhas estão disponíveis aqui.

Já é de conhecimento de todos que o aumento da passagem decorre de uma oneração nos custos das empresas que controlam o transporte coletivo. Entre esses aumentos de custos podemos citar alguns: o fardamento dos funcionários; o cobrador e o motorista reserva – para quando ocorrer algum imprevisto e o motorista faltar ter outro de pronto para assumir seu posto (embora nunca foi visto nenhum a postos por aí); o plano de saúde dos funcionários pagos pela população; a limpeza e manutenção dos ônibus; e a ampliação das linhas.

Maria diz já ter se encontrado com um grupo de estudantes secundaristas e que já vem organizando juntamente com outras entidades uma manifestação que deve ocorrer nesta semana que vêm, com grande possibilidade de ser terça-feira, dia 29, pela manhã. Esta tem a Praça do Congresso como ponto de partida para uma passeata que irá se encaminhar para “o inimigo dos estudantes, a sede da prefeitura de Manaus”.

A luta estudantil deve ser justa, uma vez que sua causa é justa e que não pertence só a ela mas sim a todos habitantes da cidade de Manaus que dependem, de uma forma ou de outra, de um transporte eficiente e de qualidade.


As representantes da Procomum informaram sobre as dificuldades em ampliar o acesso à venda de passes com o Sinetram, que foi resolvida com muita luta e acataram o pedido de marcação de uma audiência para o RU (Restaurante Universitário). O diretor do ICHL, Nelson Noronha, afirmou que todas as exigências serão passadas diretamente ao Consuni e à SMTU, além de propor a criação de uma linha interna e construção de uma ciclovia.

Os estudantes ainda discutiram a manutenção do integração e 352, e a volta do 354, que pelo que parece, após muita discussão no SMTU, voltará a funcionar. Ainda discutiu a farsa dos novos ônibus que vão chegar, pois comentaram uma das companhias de ônibus disse ter chegado na verdade de que os 200 novos ônibus são ônibus usados do ano de 2006.

Quanto às deliberações, foi marcada para hoje (25), às 16:30h, no hall do ICHL, uma assembleia para votação livre da comissão que irá organizar, votar e intermediar os próximos passos do movimento. Os estudantes salientaram que esta luta não pertence só a eles, mas que é de todos professores, pais, mães e demais trabalhadores que utilizam o transporte público e mantém financeiramente seus filhos e parentes nas idas e vindas do seu cotidiano e que a mudança reflete em toda sociedade.


SECRETARIA DE DIREITO HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PEDE PUNIÇÃO TAMBÉM AOS SUPERIORES DOS BÁRBAROS POLICIAIS QUE ATIRARAM EM ADOLESCENTE EM MANAUS

O Artigo 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente e o Artigo 227 da Constituição Federal resguardam que as crianças e adolescentes não serão objeto de qualquer forma de violência, crueldade e opressão.

Simples, muito simples. Porém, esse entendimento e essa vivência, não precisaria ser lei se a educação familiar e escolar fosse, ontologicamente, em todas as crianças, um processual de solidária e alternância afetiva e cognitiva capaz de fundar a essencialidade democrática que torna todos responsáveis pela existência comunitária, o que não acontece. Daí a proliferação de entes violentos, onde a inteligência e a ternura são depostas para que a brutalidade produzida pelo medo do existir predomine como uma única forma de comunicação social.

O que os policiais militares fizeram com um adolescente de um bairro periférico de Manaus, gueto agenciado por corruptos – degeneração do instinto e espírito, como diz o filósofo Nietzsche – políticos que dominam o estado do Amazonas, não é da condição da racionalidade, mas sim da barbárie. Como afirma a nota da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, assinada pela insigne ministra Maria do Rosário, que sabe muito da violência em Manaus.

O ato bárbaro praticado pelos policiais não os torna um agente público, porque o público é a correspondência do todo por si mesmo, que proclama a razão e os sentidos, e que faz com que todos os atos sociais sejam da responsabilidade da sociedade. O que se viu não é produto de elementos responsáveis por uma sociedade, mas de quem a odeia. A cena é uma cena – como se diz em psicanálise – de sublimação do ódio. Ódio tornado banal nas comunidades proletarizadas pelo capitalismo voraz, em que a segurança social é sua própria insegurança social.

Por tal fato, a Secretaria de Diretos Humanos da Presidência da República, através da ministra Maria do Rosário, indignada com tamanha barbaridade, divulgou nota condenando a violência da polícia executada por oitos policiais militares que, depois de espancarem o adolescente de 14 anos, dispararam vários tiros nele. E depois descreveram no boletim que foram recebidos a tiros no bairro, por isso atiraram no adolescente. Para a Secretaria de Direitos Humanos um recurso de má-fé, visto que as imagens mostram exatamente o contrário.

Um ato covardemente irracional, que chocou o Brasil inteiro, colocando mais uma vez a cidade de Manaus na vitrine da dor para ser julgada por sua ausência de direitos cidadãos. Uma cidade embrutecida.

É inaceitável que, em um Estado Democrático de Direito, agentes públicos protagonizem cenas bárbaras como as referidas.

Os atos de violência cometidos pelos policiais contra os adolescentes são também uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Estado e seus agentes, portanto, devem ser o primeiro a dar o exemplo para a sociedade”, diz um trecho da nota.

Sendo assim, diante da atrocidade, a grave violação dos direitos humanos, como diz a nota, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pede que os policiais que praticaram a violência contra a dignidade humana sejam rigorosamente punidos. E, porque foram omissos diante da apuração dos fatos, seus superiores hierárquicos também.

PRISÃO PREVENTIVA DOS POLICIAIS QUE ESPANCARAM E ATIRAM NO ADOLESCENTE É DECRETADA

Antonio Bismarck Leite, juiz plantonista criminal, decretou a prisão preventiva dos oito policiais militares que espancaram e atiram no adolescente de 14 anos, fato divulgado intensivamente pela imprensa brasileira, revoltando não só a sociedade manauara, mas também a sociedade brasileira, dado o alto grau de violência. Fato que foge a condição social de racionalidade e civilidade.

De acordo com informação do secretário de Segurança Pública do Estado, Zulmar Pimentel, através de sua assessoria, seis dos policiais encontram-se detidos no Batalhão da Polícia Militar. Enquanto outro policial, que se encontra foragido, Wilson Cunha, está sendo procurado pela polícia.

Os policias envolvidos na violência contra os direitos humanos, que já foram identificados são: Andre Castilho Campos, Wesley Souza dos Santos, Rosivaldo de Souza Pereira, Marcos Teixeira de Lima, Wilson Cunha, Janderson Bezerra Magalhães e Alexandre Souza.

E ASSIM CAMINHA A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL…

Em um protesto no Morro do Bumba, em Niterói (Rio de Janeiro), devido ao atraso do auxílio desabamento, fotógrafo flagra policial atirando spray de pimenta em uma criança.

de um jornalão fluminense, via Blog do Luis Nassif

CONVÊNIO ASSINADO POR DILMA COM 419 MUNICÍPIOS VAI CONSTRUIR 718 CRECHES

Dando continuidade à política do Proinfância, que tem como objetivo colocar em operação 6 mil escolas em todo o país em custo de 6 bilhões de reais, a presidenta Dilma Vana Rousseff assinou ontem, dia 24, convênios com 419 municípios para construção de 718. Em seguida, falou da edição de uma medida provisória para manter o custo dessas unidades, mesmo as que não estejam cadastradas durante o tempo em que elas não estiverem recebendo os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O anúncio da MP levou os prefeitos aplaudirem com entusiasmo a presidenta. A alegria foi decorrente do fato de que quase sempre as escolas passam meses para receber a verba enquanto o governo não verifica se a escola está funcionando dentro das regras estabelecidas.

Hoje estamos aqui para aumentar a aceleração do resgate das crianças brasileiras. Seremos bem-sucedidos se ao fim ou no meio desse processo de desenvolvimento do Brasil os maiores beneficiados sejam as crianças e os jovens”, discursou Dilma.

PARA O MINISTRO LEWANDOWSKI A LEI DA FICHA LIMPA NÃO ESTÁ SEGURA PARA VALER EM 2012

O STF, ontem tomou apenas uma decisão sobre a anualidade. Não tem nada seguro. Não é certo que a lei vale para 2012”, afirmou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski.

Segundo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal (STF) não se pronunciou sobre a constitucionalidade da norma. O que ocorreu no ano passado no julgamento de Jader Barbalho, cuja votação terminou em 6 a 4 pela constitucionalidade da norma.

Mas no futuro pode ter mudança e isso ser revisto”, afirmou o presidente do TSE. Como ano que vem vai haver eleições, isso pode determinar outro debate sobre a Lei da Ficha Limpa. Além de quê, os ministros Ayres Brito e Cezar Peluzo vão se aposentar, o que mudará a composição da Corte. E também, em função do resultado ter sido muito apertado, o julgamento não é tão forte para fechar de vez o entendimento. Seguindo essas considerações, o ministro disse que ainda não há prazo para recontagem dos votos e a proclamação dos eleitos.

Cada processo tem seu andamento diferenciado. Então, cada ministro examinará caso a caso e, inclusive, se o caso daquele recurso se enquadra ou não na Lei da Ficha Limpa. Portanto, é um processo que demorará certo tempo, não será imediato, até porque a Justiça Eleitoral não pode agir de ofício, tomando uma providência única”, disse o presidente do TSE.

Comentando sobre a decisão do STF em não validar a aplicação da Lei da Ficha Limpa já nas eleições de 2010, Lewandowski disse que mesmo assim, as eleições passadas apresentaram um caráter profilático, porque alguns candidatos deixaram de concorrer temendo sua inelegibilidade.

A população pode discutir essa questão, analisar os antecedentes dos candidatos. Muitos candidatos com maus precedentes foram antecipadamente barrados pelos próprios partidos e alguns nem tentaram registro, em nome da aplicação da lei”, afirmou.

A EXISTÊNCIA DA LEI DA FICHA LIMPA, SEGUNDO A TRANSPARÊNCIA BRASIL, É EFEITO DO MAU FUNCIONAMENTO DO JUDICIÁRIO

Se a Justiça fosse eficaz, não seria necessário criar uma legislação especifica, mas como o Judiciário não funciona direito, a população teve que se mobilizar para criar o projeto de lei da Ficha Limpa, que foi votada no Congresso e aprovada. Esse o raciocínio do jornalista Cláudio Abramo, diretor executivo da Organização Não-Governamental Transparência Brasil.

Ao não dar segurança jurídica ao resultado do pleito, resolvendo a questão na época das eleições do ano passado, o mal já estava feito, considerou Cláudio Abramo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em não votar favorável à aplicação da Lei da Ficha Limpa já nas eleições de 2010, para o jornalista não “significa o fim do mundo”.

A decisão de aplicar a lei apenas em 2012 não significa o fim do mundo. Não há grande problema quanto a isso. O problema ocorreu antes, com o Supremo incapaz de resolver um problema que poderia ter resolvido”, analisou Cláudio.

Para a Transparência Brasil, a Lei da Ficha Limpa é importante, porque embora ela não tenha sido validada para as eleições de 2010, ela possibilitou amplo debate nacional, inquietando candidatos com condenações judiciais.

Não é uma lei para inglês ver. Ela pretende proteger o sistema político e o eleitor da invasão de aventureiros que a política estava sofrendo”, considerou Cláudio. E o fato de depurar algumas candidaturas, “já é um benefício por si só”, completou.

A nova repartição colonial do mundo (2)

Por: Mauro Santayana

Os norte-americanos sempre criam, estimulam e financiam movimentos oposicionistas em todos os países nos quais é de seu interesse desestabilizar os governos e os sistemas políticos. Estamos, nestes dias, lembrando-nos de 1964. Poderíamos nos lembrar de todos os anos anteriores, sobretudo do período entre 1945 e 1954 quando Vargas, eleito presidente, criou os instrumentos econômicos necessários ao desenvolvimento independente, com as grandes empresas estatais. Depois de morto o grande presidente, Juscelino conseguiu equilibrar-se, graças à sábia opção política de mobilizar a nação para as tarefas do crescimento acelerado.

Assim, não é de surpreender que seus agentes e aliados, nos países muçulmanos, tenham estimulado o movimento que se iniciou, de maneira aparentemente acidental, na Tunísia. Os jovens dos países islâmicos se encontram insatisfeitos com a vida. Faltam-lhes oportunidades de realização profissional e pessoal. Sua liberdade é limitada, e seus sonhos se desfazem, diante de uma sociedade fechada em si mesma.

No último dia 21, o New York Times publicou artigo de um jovem de 24 anos, e bem sucedido colaborador do respeitável Council of Foreign Relations, de Nova Iorque. Mattew C. Klein analisa a situação dos jovens norte-americanos, mostrando que a sua situação de desemprego é semelhante à dos jovens dos países pobres, e que os seus sonhos são também limitados. Ele poderia ter discutido também o desencanto da parcela não alienada da juventude de seu país com o governo, com a corrupção parlamentar e com o indecente comportamento das grandes corporações, que têm a sua cabeça em Wall Street, com o belicismo de seu país. O fato de que haja liberdade de imprensa e eleições periódicas não reduz o absolutismo essencial do sistema norte-americano. O povo vota, de quatro em quatro anos, a imprensa é livre, o sistema judiciário funciona, embora nem sempre a Suprema Corte julgue com isenção. Mas, ainda assim, a liberdade, ali, como em outros lugares, é um bem de mercado. É preciso comprá-la.

Os direitos humanos, ainda que proclamados em declarações altissonantes, são também violados nos Estados Unidos e nos países que lhes fazem coro. Basta lembrar o que se passa em Guantanamo, o que foi documentado em Abu Ghraib, e as condições a que está submetido, em uma prisão naval, o soldado norte-americano Bradley Manning.

O discurso de que a intervenção na Líbia se faz em nome dos direitos humanos e da proteção aos civis é imoral. É considerada insensata até mesmo a parlamentares britânicos, como o deputado Rory Stewart, em artigo publicado no dia 18, pela London Review of Books. Stewart não é um homem de esquerda. Deputado por um dos tradicionais redutos conservadores do Noroeste da Inglaterra, o de Penrith and the Border, o parlamentar revela conhecimento do tema. Ele participou das tropas britânicas no Iraque, e, depois disso, atravessou a pé o Afeganistão, como parte de uma viagem maior, da Turquia ao Nepal, por 6.000 quilômetros e que durou dois anos. Embora conservador, Stewart considera um erro a participação de seu país nas cruzadas anti-islâmicas. Justifica, em parte, a intervenção na Iugoslávia, em nome da proteção das populações civis, ali ameaçadas de genocídio – mas não concorda com as demais. Reproduzimos alguns textos de seu artigo, publicado com o titulo de “Here we go again”:

Parecia duplamente improvável que a Inglaterra algum dia interviria militarmente em país como a Líbia. Embora pobre em petróleo, o Afeganistão, na Ásia Central, foi visto por muitos muçulmanos como objeto de ocupação por cruzados infiéis, comandados por Israel, e com o objetivo de implantar bases militares ou de arranjar petróleo barato. Qualquer movimento contra a Líbia – país árabe, muçulmano, obcecado numa luta sem tréguas contra o colonialismo e suando petróleo – dava a impressão de que seria visto como movimento extremamente hostil e sinistro, primeiro pelos seus próprios vizinhos árabes; mas também pelo mundo desenvolvido e até pelos próprios líbios.

A Líbia não atende, sequer, aos critérios do direito internacional, como alvo de intervenção militar. Kadáfi é o poder soberano, não os rebeldes; não praticava nem genocídio nem limpeza étnica. Na Bósnia, a situação era diferente: em algumas semanas, haviam morrido 100 mil pessoas. E a própria Bósnia – estado soberano não reconhecido pela ONU – pediu formalmente a intervenção. O caso do Kôssovo foi menos claro, mas a intervenção visou Milósevic e veio depois das guerras dos Bálcãs, iniciadas por ele, e do deslocamento forçado de 200 mil pessoas, com provas abundantes de atrocidades movidas por preconceitos étnicos. Esse tipo de concepção do que seja uma intervenção militar legal, e que em 1999 parecia ser a quintessência da governança e do consenso global, deixou de ser a concepção dominante no Ocidente.

Como deputado à Câmara dos Comuns, ocorreu-me que talvez seja hora de lembrar às pessoas que, apesar da desgraça do Afeganistão, a Inglaterra ainda pode ter papel construtivo no mundo.

No fim de seu artigo, o parlamentar é pessimista e vai fundo na exposição dos pretextos dos colonialistas:

Nada me tira da cabeça que o perigo maior não é o desespero, mas as decisões irrefreáveis, quase hiperativas: o senso de alguma obrigação moral, o medo de estados-bandidos, de estados fracassados, de perdermos nossa “credibilidade”. Isso, sim, me faz temer que estejamos no início de mais uma década de superintervenção militar”.

Rory Stewart (nascido em Hong Kong, de pais ingleses, educado na Inglaterra) confirma assim o objetivo de outro movimento colonialista, de novo “manu militari” dos velhos dominadores. Acuados pela falta de petróleo barato, eles se agarram ao passado, em busca de sua segurança e de seu orgulho, como donos do mundo.

Uma derrota do povo

Ao decidir, pelo voto do novo ministro Luis Fux, pela não validade da Lei da Ficha Limpa no pleito passado, o STF contribui para o desalento do povo e sua descrença no processo político nacional. Espera-se que, diante da decisão, o STF dê prioridade aos processos já instaurados e acelere o julgamento dos ladrões do Erário, que agora se acobertam pela decisão do tribunal. Os cidadãos honrados (entre eles os políticos decentes) sentem-se pessoalmente ofendidos pela impunidade dos corruptos, corruptores e peculatários.

A nação pode sentir-se consolada pelo fato de que cinco dos ministros foram sensíveis ao seu clamor pela moralização da atividade política.

MOVIMENTAÇÕES ESTUDANTIS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS EM MANAUS

Ontem (23) foi realizado uma reunião no hall do ICHL da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para que fossem definidos a comissão estudantil no movimento contra o aumento da meia-passagem. Esta comissão está aberta a quem estiver interessado em participar e reivindicar junto a toda classe estudantil.

Até o momento os escolhidos para a comissão foram: Maria Rosita (Pedagogia), Abel Bezerra (Pegagogia), Pablo Italo (Ciências Sociais), Michele Cristina (Medicina), Marcos Alves (Geografia), Vitor Ferreira (Direito), Edda Ribeiro (Serviço Social), Vasconcelos (Filosofia), Martha Lima (Pedagogia), Julia Moreira (Serviço Social), Maik Anderson (Geografia) e Railson (Geografia).

Foi decidido também as reivindicações a serem feitas pelos estudantes quanto à questão do transporte coletivo:

  • Não aumento da passagem de ônibus.
  • Prestação de contas das empresas de ônibus concessionadas que prestam serviço a população.
  • Manutenção da ‘domingueira’ com passagem à R$ 1,10.
  • Manutenção da Linha Integração que abastece o Campus Universitário.
  • Aumento do número mensal de passes.
  • Criação de linhas que liguem o campus com todos os terminais.
  • Melhoria na qualidade dos ônibus.

Hoje (24) os estudantes terão uma reunião as 19h no Auditório Rio Negro do Campus Universitário, onde se espera a presença do Vice-Reitor Hedinaldo Narciso, do Prefeito do Campus Marco Antônio de Freitas Mendonça, do diretor do ICHL Nelson Noronha e do presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante. Este último, que foi acusado de improbidade administrativa, defendeu ontem na câmara o fim da “domingueira”, defendeu o aumento da tarifa para R$ 2,83 e prometeu em breve acabar com os mototaxis e transportes executivos.

Amanhã, sexta feira (25), haverá às 9h uma plenária estatuinte e às 10:30h uma assembleia geral dos estudantes, na qual serão discutidas as manifestações que ocorrerão na semana vindoura, incluindo uma grande mobilização que os estudantes do ensino superior e médio pretendem fazer no centro da cidade.


DAN CÂMARA, COMANDANTE DA PM DO AMAZONAS, É CHAMADO DE MENTIROSO POR PROCURADOR E É AMORDAÇADO PELO GOVERNADOR

O comandante da Polícia Militar do Amazonas, cel. Dan Câmara, irmão do deputado federal Silas Câmara, disse que não sabia de nada a respeito do caso da tortura e tentativa de assassinato que um grupo de policiais praticou contra o adolescente de 14 anos.

É surpresa para mim. Eu desconheço. Esse fato é novíssimo para a Polícia Militar. Eu soube ontem (terça-feira), por telefone, quando a produção da TV A Crítica me ligou”, disse Dan.

Mas o procurador de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE) João Bosco Sá Valente chamou-o de mentiroso, afirmando que desde o dia 28 de fevereiro, há quase um mês, portanto, o MPE havia informado e pedido informações do caso à Polícia Militar do Amazonas.

Eu lamento que o comandante da PM tenha vindo a público proclamar uma mentira e também demonstrar toda a sua omissão em relação a esse caso. Há quase um mês eu mesmo encaminhei ao Comando Geral da PM uma requisição no sentido que o comando identificasse os ocupantes da viatura mostrada na reportagem”, afirmou Bosco.

Assim mesmo, Dan Câmara se dispôs a falar sobre o caso, mas no final da manhã de hoje veio a ordem do governador Omar Aziz proibindo o mesmo de conceder qualquer tipo de entrevista ou se pronunciar sobre o caso. Apenas o secretário de Segurança Zulmar Nascimento pode dar declarações sobre o acontecido.

Ativistas gays de 5 estados do Nordeste se reuniram em Recife para aperfeiçoamento das ações de prevenção em HIV e Aids e direitos Humanos

Informe enviado por Toni Reis, da ABGLT

Nos dias 19 a 24 de março, realizou-se em Recife o quarto de sete cursos presenciais do Projeto Interagir.

O curso tem como objetivo promover a capacitação de militantes Gays e outros Homens que fazem Sexo com outros Homens (HSH) em ações de Advocacy (incidência política) e prevenção em HIV/Aids entre gays e outros HSH, por meio de construção política públicas com cada tomador de decisão, nas três esferas de governo visando ainda, a conquista do tripé da cidadania LGBT: Coordenação, Conselho e Plano de promoção da cidadania e direitos humanos LGBT.

O curso está estruturado em duas partes: revisão dos conceitos de Advocacy e Prevenção da HIV/AIDS, e uma conversa com os tomadores de decisão.

Sete tomadores de decisão e pessoas aliadas estiveram presentes durante o curso. Um deles foi Rildo Veras, assessor do governador Eduardo Campos (PSB-PE) para assuntos de Diversidade Sexual em Pernambuco. Rildo comentou que uma das propostas de ação da assessoria é o combate da homofobia institucional e a inserção da disciplina curricular especifica contra os preconceitos que algumas vezes se manifestam em ações da Policia Militar do Estado.

Além de Rildo, esteve presente o deputado estadual Daniel Coelho (PV). Na opinião do deputado, “é infrutífero pessoas LGBT e religiosos se enfrentaram como adversários, sem mesmo se conhecerem como pessoas. É preciso dialogar.” Com relação à família, o deputado afirma que “é preciso enfatizar que a família e homossexualidade nunca devem estar em contraposição, e sim dizer que família todos tem. Nós defendemos a família , qualquer família.”

Já o ativista Jair Brandão, da Articulação Aids de Pernambuco, vê que o movimento LGBT é composto por diversos segmentos, cada um com suas especificidades . Mesmos assim, “o desafio é construir uma agenda política comum para que se possa ter mais força.”

Luciano Freitas, representando a Secretaria Estadual da Educação, falou da importância de ações como o Programa Saúde nas Escolas e o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas no campo pedagógico, no sentido de sensibilizar para questões de diversidade sexual.

A psicóloga e técnica do Programa Estadual de DST e Aids, Bethânia Cunha, esteve no curso, juntamente com Acciolly Neto, Coordenador Municipal de DST e Aids de Recife. Deram ênfase à questão do viver com o HIV ou a aids e como é preciso se unir na luta contra o preconceito, inclusive por ser homossexual, a fim de conseguir avanços.

A discussão que entra no contexto de advocacy são pautas das leis atualmente abordadas em âmbito nacional como o Projeto de Lei da Câmara 122/06, que tem como meta criminalizar as diversas formas de discriminação, inclusive a homofobia. Ao mesmo tempo, aprovar leis estaduais e municipais, através das frentes parlamentares estaduais LGBT em cada assembléia legislativa, aumentar os recurso dos Planos de Ações e Metas (PAM) das Secretarias de Saúde para execução e implementação dos planos de enfrentamento da epidemia entre gays e outros HSH, ampliando o numero de ações e atividades voltadas a esta população, pois atualmente a porcentagem voltada aos gays e HSH é inferior a 5 % do orçamento.

A atividade está sendo executada na região nordeste 2 pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD e Instituto PAPAI, e conta com doze cursistas dos estados do Piauí, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. O projeto conta com o apoio da rede regional ASICAL – Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e é financiado pelo Ministério da Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, além do UNODC e em parcerias nas cinco regiões do Brasil.

Os cursistas participantes foram selecionados a partir de um curso Virtual (via internet) sobre Advocacy e Prevenção. No curso presencial, aperfeiçoaram os planos de ação de prevenção e advocacy trabalhados anteriormente, passando por readequações para deixá-los mais próximos da realidade de cada estado/cidade. Segundo Alcemir Freire, Militante do Movimento do Espírito Lilás- MEL-PB, “Cursos como este facilitam nosso trabalho como militantes e sistematizam as praticas que já fazemos no nosso dia-a-dia nas questões de Aids e Cidadania da população LGBT”.

Desde fevereiro até o momento, dois cursos foram realizados na região Nordeste, um na região Sul e outro na região Centro-Oeste. Ainda serão realizados em março e abril dois cursos na região Sudeste e um na região Norte.

Mais informações com Thiago Rocha – Instituto PAPAI: 81 9172 9562

SOBRE A COVARDIA POLICIAL EM MANAUS

Reverberou em todo o Brasil a covardia de um grupo de policiais da Força Tática da Polícia Militar de Manaus, que torturaram e dispararam três vezes à queima roupa contra um adolescente de 14 anos inofensivo e desarmado no bairro Amazonino Mendes, zona Norte da cidade, na madrugada de 17 de agosto de 2010.

As imagens foram capturadas por uma câmera de segurança de uma residência próxima ao local. É de causar nojo a patologia dos policiais envolvida na tortura e na tentativa de assassinato. O adolescente conta que os policiais, após os três tiros, ainda discutiram na viatura, pois um deles queria que ele fosse levado para o Pronto Socorro 28 de agosto, que fica muito distante do local, “para ele morresse no caminho”, mas prevaleceu a ordem de outro de encaminharem-no ao Pronto Socorro Platão Araújo, situado no mesmo bairro.

O garoto que, milagrosamente, não teve nenhuma área fatal atingida, sobreviveu e 10 dias depois teve alta. Devido ao ocorrido, por medo de represália, a família mudou de bairro, e hoje, com a repercussão do caso, foi enviada a outro estado sob a tutela do Serviço Proteção à Testemunha.

Ontem (23) se reuniram por duas horas o governador do Amazonas, Omar Aziz, o secretário de Segurança Pública do Estado, Zulmar Pimentel, o comandante geral da Polícia Militar (PM), Dan Câmara, e a corregedora geral da Secretaria, Aparecida Gualberto.

O secretário Zulmar anunciou o afastamento dos envolvidos e também o pedido de prisão preventiva dos mesmos.

Segundo a corregedora Aparecida, 13 dias após a ocorrência, o ocorrido foi denunciado ao Ministério Público, que pediu “apuração dos fatos e investigação do caso”, mas que nenhuma resposta recebeu.

A normalidade do fascismo

Não houvessem vindo à tona as imagens, provavelmente nada teria sido feito. É preciso ver que a zona Norte, juntamente com a zona Leste, são os duas maiores zonas da cidade de Manaus, sendo as que têm os maiores bolsões de miséria, e sendo utilizadas como imensos currais eleitorais por políticos corruptos e demagogos há décadas. Ambas as zonas são tidas vulgarmente como “áreas vermelhas”, onde há alta ocorrência de criminalidade.

Uma questão que chamou a atenção deste bloguinho é a naturalidade com a qual pessoas discutem o ocorrido como um tipo de ação corriqueira nessas zonas.

Isso ocorre porque não é uma ocorrência isolada, os policiais não são vistos aqui como funcionários públicos. Tal qual ocorre em todo o Brasil, acabam por ser tidos como indivíduos acima das leis, podendo atuar como “justiceiros”. Para dar um exemplo dessa subjetividade perversa, um professor relatou a este bloguinho que somente no início dessa semana teve de intervir em duas contendas de dois adolescentes que, para se fazerem temer de alguma forma, diziam que seus pais eram policiais.

Mais do que isso, não se compreende como que pessoas como a família Souza acabaram, de dentro do poder Legislativo, comandar o crime organizado em Manaus, e fazendo uso da Inteligência da Polícia Militar para isso.

Dessa forma, a questão da covardia desse grupo de policiais não deve ser vista como um caso isolado, mas deve ser debatido profundamente pela sociedade e não se pode acreditar que a questão possa ser resolvida no âmbito estadual, mas deve envolver a presença substantiva da Secretaria de Direitos Humanos, que tem hoje por presidenta a íntegra e eficiente ministra Maria do Rosário.

Aquela generalização da criminalidade é muitas vezes consubstanciada pela própria mídia. Nunca nos esquecemos da manchete em que um jornal de grande circulação – se é que isso existe em Manaus – onde aparecia um rapaz na primeira página com uma camisa amarrada em forma de máscara e em cima a uma manchete indicando a expansão da violência na cidade: “Violência deixa a zona Leste.” Que violentação!

Para modificar essa subjetividade, todos devem se envolver em um debate amplo nas escolas, nos terreiros, nas igrejas, associações, movimentos sociais, etc. Para começar, até para que não se generalize também a violência policial, não se pode tomar o fascismo, a covardia, a perversidade, a patologia como naturais. Como disse Brecht: Numa sociedade que se desumaniza, nunca diga: Isso é natural.”

DECISÃO STF PODE PERMITIR A FARRA DOS FICHAS SUJAS

O tão esperado resultado do desempate de 5 a 5 no Supremo Tribunal Federal (STF) da Lei da Ficha Limpa, que iria proporcionar um grito uníssono de alegria democrática, gorou. Ficou para o ano de 2012, quando das eleições municipais. Apesar de eleições federais para Câmara Federal e Senado serem muito diferentes, em pesos e medidas, das municipais. A cassação de um vereador causa menos impacto que a de um senador. Por exemplo, Jader Barbalho.

Pois então o ministro Luiz Fux, que votou com o relator Gilmar Mendes, defendendo o princípio da anualidade, desempatou, levando o resultado para 6 a 5 em favor da inconstitucionalidade da aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. A decisão do STF pode permitir a verdadeira farra dos ficha suja, que até antes da votação encontravam-se no ostracismo legislativo, curtindo o afastamento da boa mamata que seus interesses particulares esculpiram para si o sentido de ser político.

Embora a decisão beneficie os ficha suja, eles ainda não poderão tomar posse, pois necessitam das decisões do STF sobre seus casos particulares. Os ministros do Supremo irão decidir, de acordo com os entendimentos firmados no plenário, caso a caso os 30 recursos que aguardam decisão da Corte.

Os ministros que votaram pela aplicação da lei já em 2010 foram o ministro Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Elen Gracie, Aires Brito e Carmen Lúcia. E os que votaram contra foram os ministros Gilmar Mendes (relator), Luiz Fux, Antonio Toffoli, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluzo, presidente da Corte.

Com esse resultado, possivelmente quem deve está amargando uma profunda frustração deve ser o ex-governador Joaquim Roriz, foi se apressar renunciar sua candidatura ao governo do Distrito Federal (DF). Se tivesse continuado com a candidatura, tivesse ganho, e depois fosse tornado inelegível, hoje estaria comemorando na farra dos ficha suja. Não aprendeu o adágio popular – “apressado come cru” -, agora está amargando a pressa de uma comida indigesta.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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