Arquivo para 8 de abril de 2011

O INFANTICÍDIO NO RIO E OS TIROS EM COLUMBINE

Na busca doentia pelo lucro da tragédia, o poder constituído (Estado) e a grande mídia sangrenta se coadunam nos disparates do exagero informacional que produz uma desinformação generalizada e a desrealização do acontecimento.

Para a mídia sanguinária, um massacre serve apenas para alavancar a audiência, por isso a fissura em descobrir detalhes em concorrência com as demais congêneres. Um exemplo disso, nesse caso do massacre na escola de Realengo, é a criminosa veiculação de que o atirador Wellington seria islâmico.

O poder constituído, Estado e Município, coaduna com isso, tentando apresentar motivos lógico-racionais simplórios para a ocorrência (como o fato de uma carta onde o atirador revela ser portador do vírus HIV) ou desviar espetacularmente o foco (como na auferição de “heroísmo” pelo governador Sérgio Cabral ao policial que alvejou o atirador antes deste suicidar-se).

Massacre Teológico-Midiático

Quanto à questão islâmica, modifiquemos a questão: e se Wellington era cristão? Muito já se matou em nome de Deus (as Cruzadas, a Inquisição, à caça às bruxas)… E o preconceito de muitos cristãos aos cultos-afro não é uma espécie de assassinato moral-teológico? Por acaso, na Bíblia, principalmente no Novo Testamento, há qualquer incitação à violência e ao preconceito? Será que algum cristão acredita que Cristo apoiaria qualquer ato violento ou discriminatório ao negro, ao gay, ao budista? Isso é um apelo ao uso comum da doentia personalização religiosa que deturpa o papel das religiões.

Nesse caso, o que tivemos foi uma tentativa midiática vil e torpe da deturpação ocidental, sem qualquer conhecimento do Alcorão, contra o Islamismo. Mais do que esclarecer as causas desse massacre, a mídia passa a se alimentar e alimentar ainda mais o preconceito e a estupidez dos mistificados e mitificados. Em vez de apresentar com isenção os fatos ou tentar auxiliar no entendimento para que outros massacres como esse não aconteçam, o que interessa à mídia é a superexposição deste massacre e a multiplicação imediata de outros massacres a partir deste. Para a mídia vampiresca, o ideal é, na verdade, que outros massacres como esse aconteçam regularmente.

Institucionalização Lógica do Massacre

Pela parte do biopoder estatal, a questão também não é compreender as causas nem desse infanticídio em particular nem as generalidades desse tipo de massacre, mas, ao contrário, dar uma explicação lógico-racional canhestra sobre o ocorrido. Já pensou se o motivo que levou o atirador Wellington a cometer esse massacre fosse apenas o fato de ser portador do HIV?

Assim como o HIV é uma criação humana demasiada humana – aliás, como a maioria das doenças -, essa sugestão é uma brutalidade estatal-midiática. Os soropositivos, os médicos e a entidades dos direitos humanos deveriam entrar com processo contra o Estado e os grandes jornais por incitação à discriminação.

Na mesma falta de sentido entra a heroicização do governador Sérgio Cabral ao policial que alvejou o atirador. O policial cumpriu o papel a que está designado, mas não deveria ser elevado como herói, nem mesmo se não tivesse havido nenhuma vítima. Mas, nessa lógica, quanto mais vítimas, maior a condecoração. É a lógica do Estado policialesco.

Ao Estado não interessa analisar as causas dessa ocorrência nem observar sua chegada como algo que vem de fora, mas, pelos efeitos, pelas superficialidades, tomá-lo como algo interno, para, assim, ter controle sobre o massacre e banalizá-lo. Para o Estado, esse massacre já é recorrente.

Por que crianças em uma escola?

O poder constituído e os especialistas chegaram e chegarão a conclusões sobre as psicopatias que levaram ao massacre. Um estudo falseado a partir de falsos indícios deixados em meio à carnificina. Mas há um signo recorrente na grande maioria desses massacres: a escola.

Deleuze e Guattari dizem que a escola está na mesma linha da família, do quartel, da fábrica, do hospício, da prisão. E na escola dirão: “Você não está mais em sua casa”. E no quartel dirão: “Você não está mais na escola”. Mas é a mesma linha dura. E também os massacres ocorridos em escolas estão na mesma linha dos assassinatos ocorridos em famílias.

Seria preciso fazer um estudo sobre os motivos de criação da instituição escolar e de sua realidade. Conforme Foucault, a escola surge na sociedade disciplinar a partir das características do exército napoleônico. Mais do que propagar o conhecimento, desde sua origem, o objetivo da escola é que todas as pessoas “pensem” do mesmo modo. Seu principal método sempre foi a repetição e o exame. Como as crianças e adolescentes não suportam isso, entram a sanção e a disciplina (gritos, castigos, reprovações) para obrigá-los a suportar… A experiência escolar é traumática e alienante, principalmente para as crianças.

No que diz respeito aos materiais necessários para o trabalho escolar, em muitas escolas do Amazonas, por exemplo – assim como deve, infelizmente, ocorrer em muitos outros estados – não há sequer pincel de quadro. E a Lei 12.249, de 11 de junho de 2010, que institui o Programa Um Computador por Aluno (ProUca)? No Amazonas está difícil ser cumprido, enquanto a bilionária ponte sobre o Rio Negro, mesmo sem data para inauguração, já dobrou seu valor em aditivos. Infelizmente, repetimos, isso deve ocorrer também em muitos outros estados brasileiros.

O mais grave é que na maioria dos estados não há qualquer concepção educacional. Se se observa a realidade escolar das escolas brasileiras em estudos recentes, vê-se que, a despeito do nome Construtivismo (Piaget e Vigotsky) estar como decalque em todos os Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) das escolas, percebe-se que a prática educacional é totalmente tradicional, autoritária e inócua.

Um estudo em Columbine e Elefante

A questão é simples, mas não é simplória, precisa ser estudada sem o exagero da comoção e sem reducionismos. A presidenta Dilma acerta quando diz que “não era característica do país ocorrer esse tipo de crime”. Nos acostumamos a ver há anos várias ocorrências como essa nos Estados Unidos. E dois cineastas americanos nos auxiliam nesse estudo: Michael Moore, com Tiros em Columbine (2002) e Gus van Sant, com Elefante (2003).

Num texto neste bloguinho sobre Capitalismo – Uma história de amor (2010), dizíamos que Moore, em Tiros em Columbine, leva adiante outras questões para além dos assassinatos cometidos por adolescentes em Columbine, como a facilidade de se conseguir armas de fogo nos Estados Unidos, que tem como ponto alto o encontro de Moore com o garoto-propaganda de armas, o já octogenário Charlton Heston. Em Elefante, Gus também toca na questão: basta pedir pela internet e receber via sedex.

A polícia do Rio diz que vai averiguar como o atirador do Realengo aprendeu a utilizar com tal precisão as armas. Pode ter sido pela internet, pela televisão… Quem assistiu Tropa de Elite… Quem viu Rambo 1 até o 30… Quem viu o Exterminador do Futuro dando palestra – imaginem! – sobre meio ambiente em Manaus, posando ao lado de Eduardo Braga e Omar Aziz… Essa é uma questão supérflua se não se quiser ir nas causas.

O embate que se trava entre Moore e Heston se dá tanto no plano existencial quanto no plano estético. As perguntas de Moore, mais do que desmascarar os sentimentos petrificados nazistas de Heston, mostram que este é na verdade um produto hollywoodiano explosivo e perigoso, formador de subjetividades embrutecidas e potencialmente assassinas. Hiperrealidade. É como se Heston, a partir da tela do cinema, retirasse o mundo das pessoas, desrealizando o Outro e, em seguida, colocasse uma arma em sua mão engatilhada para atirar, como num vídeo-game.

Em Elefante, Gus “substitui qualquer conceito a priori por uma mente totalmente aberta aos sons, às imagens, às frases, aos gestos, aos lazeres, às fraquezas e virtudes, em suma, aos signos dessa juventude que retrata instantaneamente” (Contracampo). São infinitos ângulos da câmera sem fechar hierarquicamente nenhum deles, numa escola que não é Columbine e nenhuma outra em particular. Também não há a tentativa ingênua de perscrutar o dispositivo que motivou a realização do massacre. O que Gus, assim como Moore, denuncia é mais a americanização/hollywoodização do mundo.

Como impedir outros massacres?

Uma questão que Freud tocou com a Psicanálise é que o “impulso tanático” do homicida passional é, na verdade, contra si próprio. Mas a questão vai muito além das estruturas psicanalíticas, remetendo a uma totalidade social, política, econômica, religiosa, etc. O que se percebe é que crimes como o de Wellington, quando se vê o discurso deixado em sua carta – assim como uma tradição em cartas de homicidas/suicidas – demonstra uma lógica e uma moral muito bem fixadas em verdades e realidades, e não em ideologias e alienações como quer fazer parecer as análises simplórias interessadas em minimizar o ocorrido a uma mera psicopatia.

Seria necessário fazer uma genealogia da irrupção desse determinado tipo de crime. Sem isso, fica a pergunta sem resposta repetida à exaustão: “Por que Wellington – tal qual como os garotos de Columbine e outros – arremete contra os alunos e não contra a direção ou os professores que, supostamente, o reprimiram?” Mas a resposta ninguém dá porque ninguém quer responder. No caso de Wellington, como sua carta foi imediatamente veiculada pela mídia, todo mundo observou logo a questão do “fanatismo religioso”. Não é isso que interessa, mas sim que tipo de fanatismo. Wellington não se coloca na posição de vingador, mas de salvador. Em seu delírio, ele não está se vingando de ninguém, mas sim resguardando seu corpo e livrando outras crianças das impurezas da banalização da sexualidade, da violência gratuita, do consumismo, etc; ou seja, daquilo que, sistematicamente, era abstratamente demonizado de um lado e concretamente lhe oferecido de outro.

É aí que ninguém quer chegar, porque aí todos teríamos que nos responsabilizar e agir e não apenas fazer o simplório julgamento desse e outros atiradores/salvadores. O massacre em Realengo, portanto, não é um crime isolado. É um crime que está em consonância com o seu tempo e seu espaço, ambos desrealizados, que é o que mais caracteriza a Globalitarização do mundo. Esse massacre, assim como a invasão da Líbia pelos americanos, é um espetáculo midiático/constituído, por isso ele caiu, de forma ignominiosa, tão rapidamente na naturalidade.

Mas nada aí é natural. Se ficamos na comoção bloqueadora da razão ou nas racionalizações lógicas simplórias, não há como impedir outros massacres como esse, nem que coloquemos policiais em cada sala de aula, câmera dentro das salas, detectores de metais, distribuamos coletes aos alunos ou qualquer outra paranoia. Não há como impedir. Isso seria apenas se preparar para o próximo. O que há é a possibilidade, se tomarmos, responsavelmente (no sentido sartrista), a questão pelas causas (Spinoza), de criar um mundo onde esses massacres não sejam possíveis. Para isso, temos que minar a violentação que a família e a escola há séculos impingem contra crianças e adolescentes, e, para além da corrupção política, ir liberando com isso novos afetos, novas percepções do mundo e, acima de tudo, novas formas de relações. Relações alegres e suaves. Amor!

DILMA RECEBE MULHERES DO MOVIMENTO DE ATINGIDOS POR BARRAGENS E DIZ FAZER O POSSÍVEL PARA ATENDIMENTO

A presidenta Dilma Vana Rousseff recebeu ontem, dia 7, no Palácio da Alvorada, 540 mulheres representantes do Movimento de Atingidos por Barragens, que lhe entregaram uma carta onde constam alguns pedidos para evitar destruição com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no estado do Pará. Entre os pedidos, o de imediata suspensão das obras da usina. Dilma recebeu as representantes do movimento com carinho e disse que vai analisar os pedidos e tentar atendê-los.

Todo governo está atento às reivindicações. Não vou fazer a demagogia fácil de dizer que atenderemos tudo, mas vou fazer a promessa de que escutarei todas e farei todo o possível para aproximar o atendimento do 100%.

Somos um país que tem na energia hidrelétrica uma de suas riquezas. Agora, é também certo que não pode haver contradição entre o uso da energia hidrelétrica e o interesse das populações, tanto do ponto de vista das condições de trabalho como das questões ambientais”, analisou Dilma.

Em meio ao encontro com as mulheres do movimento, onde se encontravam algumas crianças, Dilma lembrou, mais uma vez, do infanticídio ocorrido na escola municipal no bairro do Realengo, no estado do Rio de Janeiro, quando 12 crianças foram assassinadas, e 18 ficaram feridas, no interior da escola, por um ex-aluno de 24 anos, com tiros de revólveres calibre 38.

Hoje é um dia muito triste para nós. Esse é um país que sempre teve uma relação de grande carinho cultural com as crianças. É inadmissível a violência em geral, mas a violência contra crianças é algo que coloca, todos nós brasileiros e brasileiras numa situação de grande repúdio e grande sentimento”, observou Dilma.

MINISTRA MARIA DO ROSÁRIO VISITA AS VÍTIMAS DO INFANTICÍDIO EM REALENGO

A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, foi ao Rio de Janeiro ontem, dia 7, exclusivamente para se encontrar com as vítimas do infanticídio na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, que se encontram feridas, assim como as famílias das crianças mortas. A ministra Maria do Rosário, profundamente afetada, demonstrando grande dor, disse que estava cumprindo determinação da presidenta Dilma Vana Rorsseff, da mesma forma, os ministros José Eduardo, da Justiça, e Fernando Haddad, da Educação.

A nossa presença no Rio é um símbolo da solidariedade e do sentimento do Brasil e da presidenta Dilma, que nos pediu que acompanhássemos este momento, e que manifestássemos uma solidariedade ativa e presente a cada uma das famílias, a cada uma das crianças neste momento.

Amanhã (hoje, dia 8, vamos acompanhar os sepultamentos. Vamos manifestar ao Brasil que isto não pode acontecer, que não é possível termos essa violência absurda contra crianças inocentes que estão na escola. O Brasil está de luto”, observou Maria do Rosário.

PARA ECONOMISTAS, PRAGMATISMO ECONÔMICO NO INÍCIO DO GOVERNO DILMA É POSITIVO

Economistas que participaram de um debate na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) estabeleceram avaliação positiva ao governo da presidenta Dilma Vana Rousseff nesses primeiros três meses de gestão.

Entre os mais entusiasmados com o desempenho de Dilma, encontrava-se o ex-ministro do regime militar, e um dos fortes economistas próximos ao governo Lula, Delfim Neto, que teceu positivos elogios à nova gestão federal.

Eu dou nota 9,9”, avaliou Delfim Neto, com seu velho hábito de estabelecer notas aos alunos como professor.

Em sua avaliação, Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o governo Dilma está melhor do que o esperado.

A impressão geral é muito melhor que a esperada. O governo é técnico e menos ideológico do que poderíamos esperar do PT.

O governo sempre usou o Congresso como balcão de negócios. No caso do salário mínimo, houve uma mudança. Havia um acordo, que estabelecia uma regra. A regra foi seguida pelo governo e foi aprovada. Isso foi o que mais chamou minha atenção”, avaliou Nakano.

Já para o economista chefe do Bradesco, Octavio de Barros, para que o Brasil continue em seu ritmo de crescimento, alguns pontos tem que ser tratados com preocupação. A inflação, a alta de preços, principalmente dos serviços, e ajustes nos gastos do governo, se tudo for resolvido o Brasil entrará em ciclo de crescimento de trinta anos.

Estamos diante de um país de um potencial de crescimento exuberante nos próximos anos”, avaliou Barros.

Destacando a postura nas relações internacionais do Brasil, o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomércio, o ex-deputado federal Paulo Delgado, avaliou bem a forma de governar da presidenta Dilma.

O Brasil voltou à tradição antiga do Itamaraty, de posições independentes e de defesa dos direitos humanos”, avaliou Delgado.

Por sua vez, Paulo Rabello de Castro, presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomércio, disse que o governo ainda não mostrou ousadia com a questão da reforma tributária.

O governo vai bem, mas ainda não mostrou a que veio. Não demonstrou a ousadia necessária para resolver as grandes questões”, avaliou Castro.

COMISSÃO DE REFORMA POLÍTICA APROVA PROPOSTA DE REFERENDO SOBRE SISTEMA ELEITORAL E COTAS DE 50% PARA MULHERES

Uma proposta para realização de um referendo sobre o sistema eleitoral brasileiro analisado pela Comissão de Reforma Partidária do Senado teve sua aprovação com facilidade. Dos 17 senadores que votaram, 12 votaram a favor da realização do referendo.

Já não ocorreu o mesmo quando foi o momento de discussão e votação da conta do voto em lista fechada, que propõe que a lista de candidatos intercale homens e mulheres, garantindo número igual para os dois gêneros. A discussão se acirrou por obra da decisão em distribuir igualmente o percentual para os dois gêneros, passando a cota das mulheres para 50%.

Para o senador do Paraná Roberto Requião, a proposta está equivocada.

O sistema de cotas é altamente discriminatório. Por que 50% e não 80% na chapa? Por que não poderíamos ter uma chapa integralmente de mulheres, se fosse esse o caso? Quero me posicionar contra a demagogia das cotas”, afirmou o senador Requião.

Rebatendo a posição do senador paranaense Requião, a senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), disse que não há demagogia nos 50% de cotas para as mulheres em razão delas se encontrarem mais ativas na sociedade.

Se você levar em conta que hoje a mulher está mais ativa, mais destacada pela competência, na lista fechada você pode colocar ali muitas mulheres qualificadas. Não vejo demagogia”, afirmou a senadora.

Já o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que embora tenha votado a favor, teve uma posição confusa. Para ele, vai ser difícil encontrar o número de 50% de mulheres para preencher a cota, porque já é difícil preencher com a lei de 30%.

Acho que o grande problema chama-se recrutamento. Muitas vezes não se consegue preencher a cota mínima de 30% por gênero. E quase sempre é a mulher que não se inscreve para se candidatar”, disse.

ANVISA AFIRMA QUE 16 CATEGORIAS DE ALIMENTOS PROCESSADOS TERÃO REDUÇÃO DE SÓDIO

Depois que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou em novembro do ano de 2010 teores elevados de sódio em vários alimentos, como macarrão instantâneo, batata palha, refrigerantes light e diet à base de cola, a preocupação com a saúde do consumidor brasileiro aumentou. Por essa razão, o Ministério da Saúde, juntamente com as indústrias alimentícias, resolveram realizar um acordo para diminuir o alto teor de sódio nos alimentos que são prejudiciais à saúde, causando doenças vasculares e cardíacas, entre outras. A preocupação tornou-se maior quando foi observado que em média o brasileiro consome 9,6 gramas de sódio por dia, quase duas vezes mais que a quantidade determinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O acordo visa diminuir o teor de sódio em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, até o ano de 2012, para ser intensificado nos dois anos seguintes, cuja meta é a queda de 30% de sódio em um ano, limitando a 1,9 grama até 2010. Entre eles, massas instantâneas, pães e bisnagas.

Outros alimentos que terão o teor de sódio diminuído são o pão francês, mistura para bolos, bolos prontos, salgadinhos de milho e batata frita, mas o percentual de sódio só será definido em julho, quando novamente o Ministério da Saúde e os representantes das indústrias alimentícias vão se encontrar. Mas o certo é que a redução do sódio deve ocorrer dentro dos próximos quatro anos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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