Arquivo para 10 de abril de 2011

SIDNEY LUMET E O CINEMA QUE NÃO SE OCULTA

O “cinema” para os americanos sempre foi uma indústria, dificilmente pode ser algo que se movimenta. Ao contrário da noção de “uma invenção ciêntifica sem futuro” como propunha os seus criadores, os irmãos Lumière, diversos americanos já viam o cinema como uma forma de entretenimento imobilizante, hipnotizador dos olhares e corpos e movimentador apenas de dinheiro para os grandes estúdios.

Por este motivo Thomas Alvin Edison foi por um bom tempo dono de um monopólio das patentes que regulava o direito de exibição de todos os filmes dos Estados Unidos. A Edison Film Manufacturing Company (posteriormente Thomas Edison Inc.) , Biograph Company Motion Picture Patents se uniram em um monopólio cooperativo para haver uma dominação da indústria cobrando taxas de licenciamento dos filmes de todos produtores, distribuidores e exibidores. Um caso de amor pelo capital. Este monopólio só foi quebrado graças ao aparecimento em 1909 dos produtores “foras da lei sem licença” (unlicenced outlaws) que usavam equipamentos ilegais e estocavam filmes (celuloide) que importavam. Edison e os monopolizadores criaram a “General Film Company” que confiscava equipamentos e filmes ilegais, além de não permitirem salas exibirem estes filmes. Dentre os que lutavam contra o monopólio estavam: Carl Laemmle (Independent Motion Picture Company ou IMP), Harry E. Aitken (Majestic Films), e Adolph Zukor (Famous Players).

Mesmo com o apoio do governo norte-americano os monopolizadores não resistiram aos independentes e aos estrangeiros que entraram com seus cinemas no solo norte-americano. Os independentes rumaram para o Oeste em direção a California onde criaram seus estúdios e que tinham um sistema de integração e distribuição com o Leste americano. Estes estúdios vieram a se tornar posteriormente os Estudios de Hollywood enquanto o monopólio de Edison terminava. Deste tempo em diante o cinema americano cresceu ainda mais e veio a se tornar um negócio muito lucrativo. A partir de então a indústria passa a ser difundido e logo se torna um glamour dos valores burgueses do imperialismo norte-americano passando a ser difundido como os filmes (enlatados) da indústria hollywoodiana e criando uma noção de que aquela é a única forma de “cinema”: o entretenimento gastronômico para a classe média ignara.

 

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA: MAS HÁ CINEMA NOS ESTADOS UNIDOS !

 

Hoje em dia a indústria cinematográfica é a segunda maior e mais rica indústria dos Estados Unidos só perdendo para a indústria bélica. Porém antes de os americanos entrarem nos paises com seus armamentos, eles entram com sua subjetividade capitalística e sua cultura massificadora presente em seus produtos, músicas, e filmes. Neste caso, mesmo a maioria dos filmes não sendo produzido nos Estados Unidos (há Bollywood) a indústria utiliza de seu grande capital e da alienação existente a partir das relações do capitalismo para colocar seus produtos em todo o mundo no maior número de locais possiveis. A produção destes encontros com os filmes americanos diminue a capacidade de entendimento de pessoas do mundo inteiro de sua forma de estar no mundo e das relações produzidas com outras pessoas. Neste caso o cinema prende o olhar que não consegue mais abrir-se em novas realidades uma vez que passa a compor afetos tristes com o mundo.

Porém assim como os independentes, os Estados Unidos e sua subjetividade linha dura, não conseguiram conter as brechas, rachaduras que houveram nos embricamentos históricos e que fizeram surgir diretores, realizadores, produtores e roteiristas que não compõe com esta tristeza da indústria de filmes e liberam fluxos de kinemas. Estes homens e mulheres são frutos de seu tempo e de seu povo, mostrando que a subjetividade americana não tem força alguma contra o kinema.

No fim dos anos 40, vários destes diretores, produtores e roteiristas de Hollywood tiveram sua liberdade de expressão recusada pelo “Comitê de atividades anti-americanas (HUAC)” do Congresso Americano, uma vez que foram acusados de estar associados ou serem simpatizante do comunismo. Mais uma vez houve censura na produção esquizo do cinema americano. Houve uma lista negra dos chamados “Os 10 de Hollywood” que continham o nome de 10 pessoas que não deveriam ser aceitas em nenhum estúdio americano. Nesta lista consta Alvah Bessie (roteirista), Herbert Biberman (roteirista e diretor), Lester Cole (roteirista), Edward Dmytryk (diretor), Ring Lardner Jr. (roteirista), John Howard Lawson(roteirista), Albert Maltz (roteirista), Samuel Ornitz (roteirista), Adrian Scott (produtor e roteirista) e Dalton Trumbo (roteirista). A maioria destes não conseguiram mais trabalho na criação cinematográfica e a lista só foi quebrada quase 20 anos depois quando Dalton Trumbo escreveu o roteiro para Spartacus e Exodus. Esta foi apenas uma lista que pretendia conter não o comunismo mas o kino-pradva (cinema verdade) proposto pelos soviéticos. Era o pavor de deixar o olho livre para novas imagens.

Porém outros cineastas posteriormente trabalharam com um entendimento cinematográfico bem diferente e racharam com a linha dura da indústria: John Ford, Tod Browning, Frank Borzage, Orson Welles, Stanley Kubrick, Roger Corman,Stan Brakhage, Robert Aldrich, Robert Altman, Sam Peckinpah, Martin Scorcese, Francis Ford Coppola, John Cassavetes, Jim Jarmuch, David Lynch, Oliver Stone, Todd Solondz, Richard Kern, Os Irmãos Coen, Nicolas Gessner, Michael Moore, Larry Clark, Gus Van Sant, Godfrey Reggio, Errol Morris, Clint Eastwood, Douglas Sirk, Ida Lupino, Ida Lupino, Mike Michols, Nicholas Ray, Samuel Fuller, Sidney Pollack, Todd Haynes e Sidney Lumet.

 

SIDNEY LUMET- O cineasta que capturou a subjetividade suja da “América”

 

Sidney Lumet e Treat Williams

Um destes cineastas que trabalhou com um olhar crítico e social dos valores e subjetividade norte-americanas foi Sidney Lumet. Nascido na cidade de Philadelphia no estado americano da Pennsylvania em 1924, Lumet foi um diretor de um vasto conhecimento técnico de direção e que começou sua carreira na televisão. Homem de várias mulheres, Lumet foi um homem de diversos gêneros cinematográficos. Começou sua carreira em séries televisivas de ação e além de programas de cunho históricos como “You are there” onde reencenou cenas históricas como A morte de Sócrates, A conquista do México e o descobrimento da anestesia, além de Don Quixote entre outros.

Seu primeiro longa “Doze homens e uma sentença” foi um grande sucesso ganhando o urso de ouro do festival de Berlin. Encenado por grandes atores como Henry Fonda, Lee J. Cobb e Martin Balsam, este drama filmado em sua maioria em uma sala conta a história de um juri que deve julgar o assassinato de uma família cujo o suspeito é o próprio filho. Embora inicialmente todos parecem certos da culpa do acusado, um jurado vai tentar convencer os outros do contrário, a partir da fragilidade dos argumentos dos que querem acusar o réu.

Vidas em Fuga

O homem do Prego

A partir anos 60 Lumet decide trabalhar apenas com o cinema e realiza diversas produções louvaveis que tratavam de vários temas incomuns como: não aceitação da moral burguesa-cristã e o adultério de Vidas em Fuga (The Fugitive Kind- 1960) com Marlon Brando e Anna Magnani; o drama dos sobrevivente do holocausto em O Homem do Prego (The Pawnbroker-1964); o sadismo militar na guerra em A Colina dos Homens perdidos (The Hill- 1965); a ameaça nuclear da guerra fria em Limite de Segurança (Fail-safe-1964); a moral burguesa do casamento em The appoitment (1969); a corrupção policial e o mundo do crime em Sérpico (1973); a instabilidade familiar e produção de loucuras em Um dia de cão (Day dog afternoon-1975).

Rede de Intrigas

Porém os cinemas que viriam a abalar as certezas existente dentro da subjetividade americana. Rede de Intrigas (Network- 1976) onde mostra a manipulação das redes de televisão americana e a passividade alienante dos telespectadores. É notavel como esta produção ainda seja tão atual sendo um reflexo do que ocorre nas grandes mídias de todo mundo.

 

Equus

Em Equus (1977), Lumet trata do delírio social e da produção da loucura dentro da família e sociedade, além da falsa resolução do problema pela psiquiatria. Este cinema conta a história de Martin, um jovem considerado problemático e cujo a única paixão são os cavalos. Ao ser empregado um estábulo, fura os olhos de seis cavalos com um metal pontiagudo e é enviado para o psiquiatra para tentar uma cura. O problema é que o controle social da loucura que a psiquiatria tenta exercer é parte do enlouquecimento social.

Inspeção Geral

Sua carreira continuou a produzir diversos cinemas ligados a temas socialmente importantes. Em 2004, em plena invasão americana no Afeganistão e Iraque, Sidney Lumet produziu um cinema sobre a paranoia produzida pelos governos imperialistas para que se justifiquem suas guerras maculadas, as sessões de torturas, devastação populacional e ações terroristas “para o bem de todos ?¿”. “Inspeção Geral” mostra uma americana detida na China e um árabe detido nos EUA. Os dois paises são os mesmos. Ambos detidos estudam ciências políticas e estão presos sem acusação formal. O interrogatório e os discursos também são os mesmo.

Em seu último trabalho, “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto” (Before the Devil Knows You’re Dead) de 2007, Lumet conta a história de um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar da falência, convence o irmão para assaltar a joalheria dos pais. Porém a ilusão de um roubo fácil mostra que a família já é uma roubada.

Logo depois Lumet descobriu que tinha um linfoma, cancêr presente no sistema linfático. Porém Lumet nunca se preocupou com a morte, pois assim como nós ele sabia que um dia ela o tiraria para dançar. Ele sabia que não morreria e que seus entendimentos e filmagens seguem como imagem em movimento.

O CONCORRENTE MAIOR DO FILME BRASILEIRO É O ESTRANGEIRO

In memoriam de Sidney Lumet

O tipo de filme que acho que vai um passo além obriga o expectador a examinar uma outra faceta de sua própria consciência, estimula o pensamento e faz fluir a criatividade.” Sidney Lumet

No entendimento estético de cinema como arte de criação de novas imagens, até que o Brasil tem tido ilustres cinegrafistas, mas tratando-se de filme, onde as imagens são apenas a exibição do mesmo para recognição do público, vê o já visto no cotidiano, o Brasil é um celeiro de muitas produções.

Enquanto é raro realizar cinema, fácil é repetir filmes. Aí estão os Tropa de Elite, os Cidade de Deus, e congêneres, meras filmagens que não possuem nada de cinema e, o pior, são continuação do que já é visto na televisão, principalmente na TV Globo, o berço brasileiro da alienação.

Mas não é isso que preocupa Roberto Farias, Conselheiro da Associação Brasileira de Cineastas (Abraci). Sua preocupação maior é a concorrência dos filmes estrangeiros que impõem prejuízos aos filmes brasileiros, o que o leva a afirmar “que o problema não é a distribuição. O problema é o espaço na exibição”. O que o leva a acreditar que a solução seria a criação de um adicional de renda para os filmes produzidos e exibidos no Brasil.

O adicional de renda atrai o investidor privado, porque ele tem a renda do filme mais um adicional. Quer dizer, ele aumentaria o mercado, atrairia investidor privado. E é um incentivo dado depois do investimento privado. Diferente do que é hoje, que tem um investimento subsidiado antes”, entende Roberto Farias.

Mas o conselheiro Roberto Farias não fica só nesse entendimento sobre cinema que não diferencia de filme. Ele aponta até de onde pode vir o financiamento.

O fundo setorial tem 80 milhões, mais ou menos, que estão parados, que as pessoas não conseguem atingir por causa da burocracia. Com metade disso dá para fazer um adicional de renda substancial para o cinema brasileiro”, afirma.

Ainda perseguindo sua crença de que é dinheiro que cria cinema, Roberto Farias sugere que haja revisão na cota de tela, que obriga o número de exibição de filmes nacionais, para ele outra solução.

É preciso uma reforma no mercado, mais incentivos para exibição. Se o exibidor tem uma disponibilidade de filmes estrangeiros com maior força no mercado que os filmes brasileiros, como ele é um comerciante. vai procurar quem lhe dê mais.

O mercado é tão difícil para o cinema brasileiro que obriga o cineasta nacional a só fazer blockbuster. Quando há blockbuster, não há nenhuma dificuldade de explorar o filme”, assevera Roberto Farias.

As posições do conselheiro Roberto Farias são inconfundíveis como exaltação do filme de mercado, onde exatamente não se pode fazer cinema. O enredamento reducionista do cinema como seja uma questão financeira é tamanha que Roberto Farias acredita que os diretores dos Tropa de Elite só fazem esses filmes porque não tem outra forma de conseguir plateia a não ser com esses filmes de apologia à violência banalizada. Querendo dizer que esses diretores são uns Antonionis, que da feita que sejam bem protegidos financeiramente realizarão cinema, a estética da imagem-devir.

Nesse entendimento mercadológico, Roberto Farias não desconfia que o cinema brasileiro não dispõe de espaço apenas porque o que se estimulou durantes estes mais de quarenta anos foi sempre o filme, e não o cinema. O filme como imagem confirmadora da indiferença de um público específico, que, em seu emburguesamento, procura apenas o que lhe é agradável. E o que é agradável para ele é o que esses diretores lhes oferecem. O filme como sua continuação alienada. O que o mercado adora e cultua.

Por isso, o conselheiro da Abraci Roberto Farias pretende tanto o adicional de renda que atrai o investidor privado.

PERU VAI ÀS URNAS ACERTAR CONTAS COM O NEOLIBERALISMO

Pesquisas de intenção de voto para as eleições deste domingo no Peru indicam que o presidenciável de centro-esquerda Hollanta Humala mantem-se na dianteira e em ascensão, tendo passado de 28% para 31,9% nas preferências dos peruanos nos últimos dias. Ainda assim não deve atingir maioria para evitar um segundo escrutínio quando enfrentará uma coalizão de direita, cujo candidato permanece indefinido com um quase empate entre Alejandro Toledo, Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori.

24 horas antes do pleito, o partido do presidente Alan García, outrora combativo APRA, fundado por Haya de la Torre, dobrou a aposta à direita, declarando apoio ao candidato, ex-banqueiro de Wall Street, Pedro Pablo Kuczynski. Os peruanos, ao contrário, parecem dispostos a retificar o rumo geopolítico do país. Nos últimos anos, quando toda a América Latina transitou à esquerda, o Peru aliou-se à Colômbia de Álvaro Uribe, assinou tratados de livre comércio com os EUA, fez um mergulho anacrônico no missal do neoliberalismo e declarou guerra à Venezuela de Chávez.

A genuflexão ao ‘livre mercadismo’ consolidou o país como grande exportador de farinha de peixe, prata e cobre. Uma parcela da sociedade ascendeu com as cotações das commodities, mas isso não se traduziu em saldo equivalente de desenvolvimento, empregos e redução significativa da pobreza que penaliza sobretudo os indígenas.

O governo do Presidente Alan García já foi julgado antes do veredito das urnas: García, outro caso de conversão direitista, termina o mandato com uma taxa de rejeição superior a 60%.

Fonte: Agência Carta Maior

A verdade sobre o relatório da PF

Redação Carta Capital

Desde a renúncia de Fernando Collor para escapar do impeachment em 1992, quase todo repórter brasileiro se apresenta como um Bob Woodward ou um Carl Bernstein, a célebre dupla de jornalistas do Washington Post que desvendou o escândalo da invasão do comitê nacional do Partido Democrata no prédio Watergate. Em geral falta cultura, talento e coragem aos pares nacionais para tanto, assim como escasseiam inúmeros dos princípios basilares da atividade aos empreendimentos jornalísticos que os empregam. Apego à verdade factual, por exemplo. Neste momento, destacaríamos dois: a completa ausência de honestidade intelectual e de rigor na apuração.

Há quem entenda a emblemática apuração do caso Watergate como um conto de fadas. Num belo dia de verão, Woodward e Bernstein encontraram em um estacionamento uma fada madrinha chamada Garganta Profunda, ganharam um presente mágico, publicaram um texto e derrubaram o presidente republicano Richard Nixon. A vida real foi bem diferente. A dupla de repórteres publicou centenas de reportagens, checadas exaustivamente a partir de indicações nem sempre claras da fonte. Seu grande mérito foi seguir à risca uma recomendação: sigam o dinheiro.

Evocamos o caso Watergate por conta do reaparecimento na mídia do chamado mensalão. No sábado 2, a revista Época publicou o que dizia ser o relatório final da PF sobre o escândalo que abalou o governo Lula. A reportagem da semanal da Editora Globo estimulou uma série de editoriais e inspirou colunistas a afirmarem que o relatório seria a prova da existência do mensalão, o pagamento mensal a parlamentares em troca de apoio ao governo.

Na quarta 6, CartaCapital teve acesso ao trabalho do delegado Luís Flávio Zampronha, base da “denúncia” de Época. Nas próximas páginas, Leandro Fortes conta o que realmente escreveu o delegado. A começar pelo simples de fato de que não se trata de um relatório final, como afirma a semanal da Globo, mas de uma investigação complementar feita a pedido do Ministério Público cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do valerioduto. Nas mais de 300 páginas, não há nenhuma linha que permita à Época ou a qualquer outro meio de comunicação afirmar que o mensalão tenha sido provado. Ao contrário. À página 5, e em diversos outros trechos, Zampronha foi categórico: “Esta sobreposição diz respeito apenas a questões pontuais sobre a metodologia de captação e distribuição dos valores manipulados por Marcos Valério e seus sócios, não podendo a presente investigação, de forma alguma, apresentar inferências quanto ao esquema de compra de apoio político de parlamentares da base de sustentação do governo federal”.

Não se trata de uma mera questão semântica nem, da nossa parte, um esforço para minimizar qualquer crime cometido pelo PT e por integrantes do governo Lula. CartaCapital, aliás, nunca defendeu a tese de que o caixa 2, associado a um intenso lobby e também alimentado com dinheiro público, seja menos grave que a compra de apoio parlamentar. A história do mensalão serve, na verdade, ao outro lado, àquele que nos acusa de parcialidade. Primeiro, por ter o condão de circunscrever o escândalo apenas ao PT e, desta forma, usá-lo como instrumento da disputa de poder. Depois, por esconder a participação do banqueiro Daniel Dantas, cujos tentáculos na mídia CartaCapital denuncia há anos, e a do PSDB, legenda preferida dos patrões e seus prepostos nas redações. Em nome desta aliança, distorce-se e mente-se quando necessário. E às favas o jornalismo.

Em 2005, quando a mídia desviou-se do núcleo do escândalo, desprezando a lição de Watergate, em busca de denúncias capazes de levar ao impeachment de Lula (quem não se lembra da lendária “reportagem” sobre os dólares de Cuba?), CartaCapital manteve-se firme no propósito de seguir o dinheiro. Temos orgulho de nosso trabalho. Fomos os primeiros a esmiuçar a participação de Dantas no financiamento do valerioduto. Demonstramos com detalhes incontestáveis a origem e as ramificações das falcatruas de Marcos Valério, sem poupar ninguém.

Em agosto daquele ano, quando veio à tona a viagem de Marcos Valério a Portugal, a mídia em coro afirmou que o publicitário viajara a Lisboa com o objetivo de vender o estatal Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) ao banco Espírito Santo. Nossa reportagem do mesmo período comprovava outro enredo: Valério tinha a missão de negociar a Telemig Celular, controlada pelo Opportunity e os fundos de pensão, à Portugal Telecom. E explicava como o então ministro José Dirceu. Associado a outros petistas, participara da tramóia a favor do banqueiro orelhudo. A venda da Telemig, da forma imaginada, levaria os fundos a perdas irreversíveis, renderia bilhões a Dantas e alguns milhões aos cofres petistas. Bastaria ao governo retirar Sergio Rosa do comando da Previ, a fundação dos funcionários do Banco do Brasil que resistiam bravamente às manobras dantescas. Em depoimentos que constam do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal, as fontes portuguesas que se encontraram com Valério em Lisboa confirmaram a história contada por CartaCapital.

Sempre enxergamos no lamentável escândalo do valerioduto uma oportunidade de o Brasil compreender a fundo o esquema de captura de partidos e governos por meio do financiamento ilegal de campanhas. O mensalão, em grande medida, se conecta a outros tantos casos recentes da história nada republicana do poder. O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, tem a oportunidade de pôr a limpo estes esquemas e de revelar por completo a influência de Dantas nos governos FHC e Lula, na mídia e no Judiciário. Acima dos interesses partidários, a bem do País.

O relatório de Zampronha é mais uma prova de que estávamos certos. Por isso, decidimos lançar um desafio. A partir da noite da quinta-feira 7 publicaremos em nosso site a íntegra do relatório da PF. Os interessados poderão assim conferir, livres de qualquer mediação, quem é fiel à verdade factual e quem não é. Quem pratica jornalismo e quem defende interesses inconfessáveis. Quem é independente.

Leia a íntegra do relatório: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7 e Parte 8


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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