Arquivo para 20 de abril de 2011

PARA DILMA “ONU ENVELHECEU” E PRECISA DE REFORMA

Rebatendo os comentários de que o governo brasileiro tem sido insistente na tese de que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) precisa ser reformado, a presidenta Dilma Vana Rousseff disse, ao participar da cerimônia de formatura de 109 diplomatas, no Ministério das Relações Exteriores, que não se trata de “capricho” do Brasil, mas que reflete a necessidade da nova ordem mundial, que mostra que várias entidades internacionais estão “obsoletas”, e assim se percebe que a “ONU envelheceu”.

Reformar o Conselho de Segurança não é capricho do Brasil. É uma iniciativa que reflete a correlação de força do século 21. Mais do que isso, exige que as grandes decisões sejam tomadas por organismos representativos.

É necessário dar a representação que os países emergentes têm no cenário internacional. Há que reformar essas entidades. A ONU também envelheceu”, considerou a presidenta.

Atualmente, ocupam vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU, cuja estrutura é ainda do fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, Inglaterra, China, França e Rússia. E são integrantes provisórios, por período de dois anos, o Brasil, Nigéria, Japão, México, Gabão, Áustria, Líbano, Uganda, Turquia e Bósnia-Herzegovina. O Brasil defende que as cadeiras devam passar de 15 para 25, e se coloca como candidato para uma vaga permanente.

MOVIMENTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SE ENCONTROU COM O MINISTRO DA COMUNICAÇÃO

Um dia após parlamentares lançarem a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular, que tem como objetivo defender a liberdade de expressão, o direito à comunicação, e atender a necessidade de discutir e aperfeiçoar a atual legislação no campo da comunicação, o Movimento pela Democratização da Comunicação, seguindo interesses semelhantes, encontrou-se com o ministro Paulo Bernardo para analisar as conjunturas das políticas da comunicação.

O encontro que começou ontem, dia 19, com a Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação, com a participação de representantes de entidades nacionais e estaduais do setor, continua hoje, dia 20, discutindo temas como a conjuntura do movimento no plano nacional e estadual, que são pontos prioritários de um plano de ação e a sua organização em nível nacional.

A trincheira de Jean Wyllys

Leandro Fortes*

O nome dele não é Bolsonaro

Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.

Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.

Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.

Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso político bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.

Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullying. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.

Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:

Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Afonjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tentem destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.

Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)

*Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi e escreve na revista Carta Capital.

TRE/AM ABSOLVE AMAZONINO DA BOCA DE URNA “A FAVOR” DE DILMA

Que o prefeito de Manaus Amazonino “Morra!” Mendes leva todas no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) é sabido até dos minerais. Mas o que chamou a atenção deste bloguinho no julgamento de hoje foi a acusação: Amazonino foi julgado por boca de urna na eleição 2010. O agourento prefeito foi julgado devido a uma declaração dada a uma rádio local ao ser inquirido sobre em quem votaria para a presidente: “Vou fazer uma grande homenagem à mulher brasileira. Estou prestes a fazer isso”, afirmou. Daí o Ministério Público Eleitoral (MPE) observar o ato como boca de urna a favor de Dilma Rousseff.

Ora, ora, ora, como diria o não-múcico Tom Zé, “toda homenagem denigre o homenageado”. Neste caso, pior ainda, dada a altíssima rejeição de Amazonino, sua campanha só poderia ser contra a então candidata do presidente Lula e da maioria do povo brasileiro. Ainda neste caso, mais pior que pior é que sua fala se estende a todas as mulheres brasileiras.

Para quem a forma de (des)governar de Amazonino há décadas, ele não só faz campanha contra Dilma, como foi um dos piores gestores das verbas federais enviadas à cidade de Manaus no governo Lula, assim como continua no governo Dilma.

Ademais, Amazonino não tem a menor compreensão da potência revolucionária devir-mulher, por isso usa o decalque “mulher brasileira”, um produto enlatado pela subjetividade machista, sem qualquer rastro da singularidade fêmea.

LULA GRAVA ENTREVISTA SOBRE REFORMA POLÍTICA PARA BLOGUEIROS, TUITEIROS E ATIVISTAS DAS REDES SOCIAIS

O ex-presidente Lula, e ativista da fala e da inteligência democrática (homologia e homonóia), gravou uma entrevista para blogueiros, tuiteiros e ativistas das redes sociais, tratando da reforma política que ora é discutida no Parlamento. Lula ressaltou três pontos básicos em sua inteligente/fala: fortalecimento dos partidos políticos, fidelidade partidária e financiamento público de campanha.

“Eu tive uma reunião importante com a direção do PT, que me colocou o que o partido já tem de acúmulo na discussão sobre a reforma política. Estou convencido de que a reforma política é extremamente importante, mas é preciso que a gente trabalhe com os outros partidos uma espécie de consenso. Pelo menos algo que possa ser aprovado no Congresso Nacional, porque quem vai votar são os deputados e senadores. Temos de conversar com os partidos de esquerda, com o PMDB, com outros aliados, com o movimento sindical, os estudantes e as organizações da sociedade para saber que tipo de reforma se pode construir, que tipo de movimento podemos fazer para que a sociedade brasileira se convença de que a reforma política é muito importante.

Primeiro, para que a gente tenha força dentro dos partidos políticos, para que a gente evite que os deputados, depois de eleitos, troquem de partido político – ou seja, a fidelidade partidária –, e para acabar com a corrupção, por isso que defendo a proibição do dinheiro privado e a constituição de um fundo público como tem em outros países.

Tudo isso tem de ser construído eu diria que quase consensualmente com todas as forças políticas vivas da nação brasileira. Eu disse ao meu partido que estou disposto a participar das conversas com os partidos todos que eles quiserem, com o movimento social, fazer quantos atos forem necessários desde que a gente contribua para que o Brasil tenha uma reforma partidária que possa melhorar e muito a vida política do nosso país.

Aos nossos companheiros e companheiras nas redes sociais podem contribuir muito na medida em que divulguem as coisas, que coloquem seus pensamentos, que a gente faça um debate muito forte. No fundo, no fundo, o que queremos é valorizar os partidos políticos. Quando você faz uma negociação, não pode ser com um grupo dentro do partido, não pode ser com uma pessoa dentro do partido, é com o partido. E você pode comunicar à sociedade: “Fiz um acordo com tal partido, que vai ter um ministério, vai trabalhar na campanha”. E fica muito claro, à luz do dia.

Partido é coisa séria e precisamos fazer uma coisa séria. Apenas isso. Para participar disso, precisa construir um consenso com as forças políticas que estão dentro do Congresso Nacional sobretudo com aquelas que apoiam a minha presidenta (Dilma Rousseff).”

AÉCIO PODE IR AO CONSELHO DE ÉTICA POR SUPOSTA SOCIEDADE EM RÁDIO E EMPRESA DE SUA IRMÃ

O senador Aécio Neves, do partido ultraconservador PSDB, pode ir ao Conselho de Ética se ficar comprovado que ele é sócio da Rádio Arco Íris, concessão dirigida por sua irmã, e ainda por dirigir o carro Land Rover Discovery no momento em que foi parado na blitz no Leblon, zona sul maravilha do Rio de Janeiro, na madrugada de domingo passado, e se negou a ser submetido ao bafômetro, se ficar provado que o carro pertence a empresa da irmã. O que caracterizaria que o senador criado no sul maravilha carioca está fazendo uso de bens da empresa concessionária de Rádio, o que é proibido em sua condição de parlamentar.

De acordo com notícia divulgada na imprensa paulista, Aécio Neves é “sócio” da Rádio Arco Íris Ltda, que por sua vez, é proprietária do carro Land Rover que ele dirigia quando foi parado pela blitz. Sua assessoria firmou que ele entrou na sociedade com sua irmã Andrea Neves em dezembro de 2010, depois que sua mãe Inês Maria, sócia de Andrea, comprou sua cota e passou para o motoqueiro Aecinho. Assim, Aecinho seria sócio minoritário da Rádio Arco Íris, que mantém franquia da Rádio Jovem Pan FM, em Belô. E o carrão de barão foi comprado pela empresa em novembro de 2010, pela bagatela, que qualquer pobre possui, de R$ 340 mil.

Não esquecer que a irmanzona de Aecinho faz parte do Grupo Técnico de Comunicação Social do governo Anastasia, também do partido ultraconservador PSDB, e ainda continua no cargo de presidenta do Serviço Voluntário de Assistência Social.

POVOS INDÍGENAS ENTREAGAM CARTA ÀS AUTORIDADES REIVINDICANDO GARANTIA DE SEUS DIREITOS

Durante a cerimônia de comemoração do Dia Nacional do Índio, os povos indígenas entregaram ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e ao Senado uma carta exigindo maior dedicação do governo federal nas questões que lhe atingem diretamente. A carta também será entregue à presidenta Dilma Vana Rousseff.

Na carta, os povos indígenas exigem mais ligeireza nas ações do governo para assegurar seus direitos, e que também sejam respeitados seus direitos de participar e opinar sobre assuntos que atingem diretamente suas áreas, como grandes empreendimentos do governo em suas terras, como a implantação das Usinas Hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.

A representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Claudeci da Silva Braz, entregou o documento que, entre outras temas, pede a maior participação dos índios nas decisões da Fundação Nacional do Índio (Funai), além de tecer comentários rigorosos à política indígena do governo Lula, que para eles não atendeu as necessidades das comunidades indígenas.

O Estado brasileiro, durante o mandado do governo Lula, não atendeu a contento as demandas e perspectivas do movimento indígena. Permitindo que as políticas voltadas aos nossos povos continuem precárias ou nulas, ameaçando a nossa comunidade física e cultural.

Queríamos neste dia estar comemorando nossas conquistas, mas não estamos”, apresenta trecho do documento.

A carta também trás o pedido de criação do Estatuto dos Povos Indígenas que tramita no Congresso há mais de vinte anos. Por sua vez, o ministro da Justiça afirmou que vai pedir ao ministro da Casa Civil para ver se o documento que tramita no Parlamento precisa de alteração. Ao mesmo tempo, pediu que os indígenas continuem mobilizados com o assunto, porque no Congresso existem muitos interesses contrários ao que é apresentado no documento. Eles pediram também que terminem as hostilidades contra eles quando tentam exercitar seus direitos assegurados por lei. Afirmaram que estão sendo “criminalizados por agentes do Poder Público que deveriam exatamente exercer a função de proteger e zelar. Eles pedem ainda proteção nas áreas de fronteira.

A carta cita ainda a regularização das terras indígenas como prioridades e entre elas as comunidades de Mato Grosso do Sul, principalmente dos Guarani-Kaiwoá; dos povos indígenas do sul e extremo sul da Bahia; do Sul do país, preferentemente os povos Xetá e Tembé; e a Terra Indígena Guamá, no estado do Pará. Defendem a permanência nas áreas de proteção permanente, alegando que é uma forma de ocupação tradicional que “não conflita com a figura jurídica”.

PARA POVOS INDÍGENAS HOMOLOGAÇÃO DE TERRAS PELO GOVERNO É MAIS SIMBOLISMO

Três áreas de reservas indígenas em Piaçaguera, São Pulo, Forquilha, Rio Grande do Sul, e Mato Grosso do Norte foram homologas por três portarias assinadas pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardoso.

Por outro lado, Marcos Meira, presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), aprovou a delimitação de duas reservas no Mato Grosso e Amazonas que eram pendências das questões das terras indígenas de alguns anos e que somente ontem, dia 19, foi apresentada na comemoração do Dia Nacional do Índio. Agora, os processos serão encaminhados para o Ministério da Justiça para serem homologados.

Durante a cerimônia, onde se encontravam caciques de todas as regiões, os representantes das comunidades indígenas entregaram ao ministro uma carta elaborada pela entidade Articulação dos Povos Indígenas no Brasil, onde reivindicam rapidez nas ações do governo para garantir seus direitos.

Discursando sobre o ato do governo federal em aprovar as reservas indígenas, Marcos Aporiran disse que são poucas terras, mas carregam um sentido simbólico.

São poucas terras, mas têm a mesma importância de grandes áreas como o Vale do Jaguari e a Raposa Terra do Sol. Isto porque carregam o simbolismo do reconhecimento dos direitos dos índios que até aqui foi aviltado. E as soluções para os problemas estão começando a aparecer.”

LEI MARIA DA PENHA É EMPREGADA EM DEFESA DE HOMOSSEXUAIS

A Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência de homens contra mulheres, vai se tornando também um mecanismo para defesa da integridade física e psicológica também dos homossexuais.

Praticamente desde a promulgação da Lei, ela vem sendo empregada também na defesa de homossexuais femininos, as lésbicas, mas já ocorreram dois casos onde os artigos da Lei foram empregados por juízes no que diz respeito também à proteção de homossexuais masculinos contra a violência perpetrada por parceiros.

O primeiro ocorreu em fevereiro, no Rio Grande do Sul, quando um homossexual recebeu a interdição para não ficar a menos de 100m da casa de seu ex-parceiro, a quem havia agredido.

Ontem o juiz Alcides da Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal do Rio, aplicou também a pena a Adriano Cruz de Oliveira, que deve ficar no mínimo a 250m de distância de Renã Fernandes Silva, um cabeleireiro com o qual teve um relacionamento de 3 anos e o qual agrediu várias vezes.

Pelas palavras do juiz, ao dizer que a Lei Maria da Penha “pode e deve ser estendida ao homem naqueles casos em que ele também é vítima de violência doméstica e familiar”, essa Lei tende a universalizar-se como referência para punir qualquer ato de violência doméstica.

SEMANA SANTA: LADY GAGA É MARIA MADALENA NO SINGLE ‘JUDAS’

Foto: Francois Guillot/AFP

E novamente Lady Gaga, a talentosa cantora do pop music, arremete em cheio contra a moral burguesa-cristã-paulínea. Dessa vez devido ao segundo single do CD Born This Way, chamado “Judas”.

Segundo a revista americana NME, na qual a Lady é capa esta semana, no clipe de Judas, que deve sair ainda essa semana, Gaga vai interpretar Maria Madalena, enquanto o ator Norman Reedus interpretará Judas Iscariotes.

Antes mesmo de ser lançado o clipe, devido à música ter se tornado febre na rede – aliás como tudo que gira em torno da pop -, grupos religiosos ortodoxos saíram em ataque à cantora, acusando-a de se aproveitar de imagens cristãs devido a sua falta de talento.

Na entrevista, Gaga rebate os moralistas segundo seu feitio: “Vou te falar uma coisa: Se você rasgar a droga do meu couro cabeludo e da minha peruca da droga da minha cabeça, meus sapatos, meu sutiã, tudo em meu corpo, e me jogar em um piano com um microfone, vou te fazer chorar. Sinto como se eu tivesse que eternamente provar quem eu sou. Tenho sido muito franca sobre isso. E parece que ninguém ainda conseguiu entender.Se você quer que eu seja fabricada, vá se ferrar.

Laurieann Gibson, coreógrafa do clipe, também não tergiversou: “Eu acho que Deus inspirou e se colocou nos corações de todos nós. Acho que Gaga fez algo realmente mágico. E dança de forma incrível”, finalizou.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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