Arquivo para 25 de abril de 2011

Martin Luther King e os ônibus de Manaus

Welton Yudi Oda*

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.

Eduardo Alves da Costa

Parte I – Os ônibus de Montgomery

Já encheu o saco! O desrespeito com que os usuários do transporte coletivo são tratados em Manaus já passou dos limites. Nem mesmo os responsáveis pela bandalheira são capazes de dizer algo de positivo sobre os ônibus de Manaus. Não é necessário falar do superfaturamento, das condenações judiciais, das ações impetradas, dos cacarecos que circulam na cidade e do histórico criminoso dos empresários do transporte coletivo. O manauara já tá careca de saber disso.

Querem um parâmetro?

Ao chegar em Floripa, uma família de manauaras deslumbrados fica impressionada com os quadros de horários dos ônibus, com a limpeza dos terminais, inclusive dos banheiros, que sempre dispunham de papel higiênico (macio e não “lixa bunda”), sabonete líquido e assentos confortáveis e inteiros. Impressionante também a pontualidade dos ônibus e a delicadeza das pessoas nas filas dos ônibus. Pois bem: trata-se, sabidamente, do pior sistema de transporte coletivo do sul do Brasil. Assim, o pior transporte sulista dá de dez nos carros de boi manauaras. No caso de Manaus, não estamos falando de ineficiência ou ineficácia. Estamos falando de crimes! Os maus tratos ao manauara merecem uma ação mais incisiva de cada um de nós.

Situação parecida com aquela de meados da década de cinquenta em Montgomery, Estados Unidos. O caso baré não envolve motivações raciais, mas, convenhamos, o abuso e o desrespeito com que o manauara é tratado merece uma resposta à altura daquela orquestrada por Martin Luther King naquela ocasião.

Em 1955, uma estadunidense negra de nome Rosa Parks, recusou-se a ceder seu lugar no ônibus para uma mulher branca. Como o apartheid, a segregação racial em favor dos brancos, tinha respaldo da lei, Parks acabou presa. O movimento negro propôs um boicote ao transporte coletivo de Montgomery, movimento que durou UM ANO E DEZESSEIS DIAS e só acabou quando a suprema corte dos EUA decidiu tornar ilegal a discriminação racial em transporte público.

Parte II – Boicote

Boicote é o termo aportuguesado para a palavra inglesa boycott, que deriva do sobrenome de um capitão irlandês. O tal capitão não era um ativista como Martin Luther King, ao contrário. Foram as pessoas atingidas por exigências descabidas em transações comerciais com o tal capitão, que organizaram um movimento buscando cortar, em bloco, as relações comerciais com o pávulo capitão. Bastou o primeiro boicote para a prática se generalizar. Daí pra frente, importantes boicotes aconteceram ao redor do mundo, causando prejuízo aos bolsos dos mercenários inescrupulosos.

Foram boicotes aos produtos da Shell, Kellog’s e Coca-Cola, lançados mundialmente, que fizeram com que acionários destas empresas se manifestassem contrários a investimentos na África do Sul, contribuindo para o fim do apartheid naquele país. Outro importante boicote foi lançado em 1995 pela ONG International Peace Bureau contra empresas francesas, visando barrar os testes nucleares franceses na Polinésia. O boicote atingiu em cheio a indústria vinícola francesa e, combinado com intensos protestos, fez reduzir em 25% o número de testes nucleares, além de forçar o presidente francês Jacques Chirac a assinar o Tratado Inclusivo de Proibição de Testes (TIPT). Um loooongo boicote, que durou doze anos, (1976-88) foi lançado pelo Irish National Caucus, contra a Ford Motors. O protesto impediu que empresas estadunidenses financiassem a discriminação anticatólica na Irlanda do Norte. Inúmeros movimentos sociais em todo o mundo também sugerem boicote a empresas ligadas ao estado fascista de Israel, como a Alpha Biotec, a Adin Dental Implant Sys e o Café Três Corações, que, embora tenha nome brasileiro, possui 50% de suas ações em nome da empresa israelense Strauss Coffee.

Usuários conscientes tem promovido boicotes em todo o mundo, sobretudo na Meca do consumismo global, os EUA. Mas o Brasil também boicota. E em tempos de vacas magras e pecuaristas gordos, donas-de-casa se uniram para boicotar o consumo da carne bovina. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), o movimento conseguiu uma queda de 20% no preço da carne. E até nosso ex-vice-presidente, José Alencar, sugeriu um boicote da sociedade brasileira às instituições financeiras, visando reduzir as escorchantes taxas de juros, no ano de 2003.

Parte III – Os carros de boi de Manaus

Mas como pode boicotar ônibus, quem não tem carro e depende do busão para ir ao trabalho? Muitas destas estratégias contra os tubarões do transporte coletivo já foram e/ou estão sendo pensadas e executadas, tanto em Manaus quanto em outras cidades brasileiras. Estamos falando de ações que causem prejuízos financeiros às empresas, ou seja, ações que façam com que elas devolvam, compulsoriamente, parte do dinheiro ganho com superfaturamento e outras falcatruas. Ações como:

1) Escolher um dia da semana para buscar uma alternativa ao ônibus, individual ou coletivamente. A vantagem de fazer isso coletivamente é que se pode medir os resultados deste tipo de boicote. Elegendo um dia da semana, como a segunda-feira, por exemplo, organizando e divulgando esta ideia, ao longo do tempo é possível aumentar gradativamente a adesão. Neste dia, caso more relativamente perto do trabalho, faça uma caminhada ou vá de bike, 4 ou 5 paradas de distância é uma caminhada relativamente curta e rápida, de bike se anda até mais do que isso. Caso more longe do trabalho, peça carona a um(a) vizinho(a), amig@ ou colega, explicando o motivo. É bem possível que ele(a) queira apoiar a sua iniciativa;

2) Que tal andar de bike? Loucura? Bem… Há milhares de ciclistas em Manaus e muitos usam bicicleta diariamente para o deslocamento de casa para o trabalho, mostrando que, apesar de certo risco, é uma alternativa viável;

3) Pular a roleta e não pagar. Em Floripa, esse movimento teve resultados bastante efetivos na luta contra o aumento da tarifa, postergando e até evitando que ele ocorresse. Dezenas ou centenas de pessoas organizadas conseguem entrar nos terminais de ônibus “na marra” ou, comunicando a intenção aos cobradores, dissuadi-los a aceitar o protesto, ainda que a contragosto. Em Sampa, por exemplo, é comum vermos pessoas que não possuem renda suficiente para bancar seu deslocamento, pularem a roleta. Elas conseguiram criar uma cultura de “camaradagem” com certos motoristas e cobradores, que passaram a “permitir”, muitas vezes, que assim o fizessem;

4) Manifestações de rua devem ocorrer nos horários de pico, congestionando avenidas de grande fluxo. Estes atos dão grande visibilidade ao movimento e acabam por envolver, ainda que involuntariamente, os proprietários de veículos particulares, os quais acabam por engrossar o coro dos descontentes.

Precisamos fazer alguma coisa, certo? Ou será que um dia os empresários do transporte coletivo vão ficar “bonzinhos”?

E você, que pega ônibus todo dia, por quanto tempo ainda quer passar por isso?

*Welton Yudi Oda é professor da Ufam e faz doutorado em Santa Catarina, onde, engajado como é, aproveita observar aspectos sociais, políticos e econômicos, e os publica aqui neste bloguinho.

PRISIONEIROS DE GUANTÁNAMO TORTURADOS ERAM INOCENTES, DIZ WIKILEAKS

Novo vazamento do site WikiLeaks publicado pelos jornais norte-americanos Washington Post e The New York Times e pelo jornal espanhol El País, afirmando que grande número de pessoas presas na prisão de Guantánamo e torturadas como pacientes psiquiátricos graves, idosos com demência, professores, e fazendeiros, sem qualquer relação com a Jirad, está causando grande preocupação ao Departamento de Estado do governo Obama. Com as novas divulgações, o governo Obama, que se comprometeu fechar a prisão de Guantánamo, uma sucursal da paranoia de Bush, que criou a prisão para confinar prisioneiros do Afeganistão depois do ataque de 11 de setembro, tenta descaracterizar as divulgações que envolvem seu governo, assim como o governo de Bush.

Tentando defender o indefensável, em função do que se sabe internacionalmente das práticas de terrorismo executada pelas forças policiais dos Estados Unidos contra populações de outras nações, o Departamento de Defesa do governo Obama divulgou nota lamentando a divulgação dos dados.

Infeliz que várias organizações midiáticas tenham tomado a decisão de publicar vários documentos obtidos de forma ilegal pelo WikiLeaks relacionados com o centro de detenção de Guantánamo. Esses documentos contém informação confidencial sobre detidos atuais e passados de Guantánamo e condenamos categoricamente o vazamento desta informação sensível”, diz a nota publicada pelo Departamento de Estado norte-americano.

Para a pessoa atenta, a nota prega uma moral, ou uma lógica, claramente imperialista. Ela condena a publicação dos documentos, um claro ato de censura à imprensa. Ela insinua que os documentos foram conseguidos de forma ilegal quando o mundo não quer saber como essas verdades foram conseguidas, mas sim de seu conteúdo, a violência praticada contra inocentes por um país que se arvora ser o maior representante da democracia. E, por último, ela condena o “vazamento desta informação sensível” como se declarar ao mundo a pratica de terrorismo e tortura permanente pelos Estados Unidos fosse um vazamento insensível.

UM PAÍS DE DUAS CARAS

Por Fábio Konder Comparato

Na cerimônia de conclusão do curso do Instituto Rio Branco, de preparação à carreira diplomática, a presidente Dilma Roussef declarou que o tema dos direitos humanos será promovido e defendido “em todas as instâncias internacionais sem concessões, sem discriminações e sem seletividade”.

A declaração foi acolhida com aplausos de todos os lados, muito embora ela nada mais represente do que o cumprimento de um expresso dever constitucional. A Constituição Federal, em seu art. 4º, inciso II, determina que o Estado brasileiro deve reger-se, nas suas relações internacionais, pelo princípio da “prevalência dos direitos humanos”.

Acontece que nessa matéria o Estado brasileiro – e não apenas este ou aquele governo – segue invariavelmente a regra dos dois pesos e duas medidas. A presidente da República corre o sério risco de passar à História como seguidora da máxima: Façam o que eu digo, mas não o que faço!

Em 24 de novembro de 2010, o Brasil foi condenado por unanimidade pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, em razão de crimes de Estado cometidos durante a chamada “Guerrilha do Araguaia”. Até agora, passados cinco meses dessa decisão internacional, nenhum dos nossos (mal chamados) Poderes Públicos fez um gesto sequer para iniciar a execução dessa sentença condenatória. Ressalte-se que, além de declarar que a decisão do Supremo Tribunal Federal de admitir a anistia dos torturadores e assassinos do regime militar “carece de efeitos jurídicos”, a Corte Interamericana de Direitos Humanos exigiu, entre outras medidas, que se implementasse um curso “obrigatório e permanente de direitos humanos, dirigido a todos os níveis hierárquicos das Forças Armadas”. Escusa dizer que tal curso não pode ser coordenado nem pelo Sr. Nelson Jobim nem pelo deputado Jair Bolsonaro.

Pior ainda. Inconformado com a decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que mandou suspender as obras de construção da Usina de Belo Monte, em razão do desrespeito aos direitos fundamentais dos indígenas que de lá foram expulsos, o governo da presidente Dilma Roussef, amuado, resolveu retirar a candidatura do ex-ministro Paulo de Tarso Vannuchi para ocupar justamente o posto de membro daquela Comissão, em substituição a Paulo Sérgio Pinheiro. Ou seja, “já que é assim, não brinco mais”.

Para dizer a verdade, essa duplicidade do Estado brasileiro em matéria de direitos humanos – o que se faz aqui dentro nada tem a ver com o que se prega lá fora – não é de hoje.

Durante todo o período imperial, a escravidão de africanos e seus descendentes tinha duas faces: uma civilizada e benigna perante os europeus civilizados, outra brutal e irresponsável cá dentro.

Em 1831 o governo do Regente Diogo Feijó promulgou uma lei que submetia a processo-crime por pirataria e contrabando, não só os traficantes de escravos africanos, mas também os seus importadores no território nacional. A mesma lei determinou que os africanos aqui desembarcados seriam de pleno direito considerados livres. No entanto, até 1850, como denunciou o grande advogado negro Luiz Gama, “os carregamentos eram desembarcados publicamente, em pontos escolhidos das costas do Brasil, diante das fortalezas, à vista da polícia, sem recato nem mistério; eram os africanos, sem embaraço algum, levados pelas estradas, vendidos nas povoações, nas fazendas, e batizados como escravos pelos reverendos, pelos escrupulosos párocos”.

Na verdade, a Lei Eusébio de Queiroz de 1850, que extinguiu efetivamente o tráfico negreiro, só foi aplicada porque a armada inglesa, autorizada pelo Bill Aberdeen de 1845, passou a apresar os barcos negreiros, até mesmo dentro dos nossos portos.

Pois bem, uma vez extinto o comércio infame de seres humanos, o governo imperial passou a sofrer a pressão internacional para abolir a escravidão. Na conferência de Paris de 1867, convocada para tratar do assunto, as nossas autoridades não hesitaram em declarar que “os escravos são tratados com humanidade e são em geral bem alojados e alimentados… O seu trabalho é hoje moderado… ao entardecer e às noites eles repousam, praticam a religião ou vários divertimentos”. Só faltou dizer que os brancos pobres se acotovelavam na entrada das fazendas, para serem admitidos como escravos…

Como combater essa duplicidade de conduta tradicional entre nós, em matéria de direitos humanos?

Só há uma maneira: denunciar abertamente os verdadeiros autores desses crimes, perante o único juiz legítimo, que é o povo brasileiro.

É indispensável, antes de mais nada, mostrar que essa reprovável duplicidade de caráter é um defeito específico das falsas elites que compõem a nossa oligarquia.

É preciso, porém, fazer essa denúncia diretamente perante o povo, pois em uma democracia autêntica é ele, não os governantes eleitos, quem deve exercer a soberania.

Acontece que, numa sociedade de massas, uma denúncia dessas há de ser feita, necessariamente, através dos meios de comunicação de massas. Ora, há muito tempo estes se acham submetidos à dominação de um oligopólio empresarial, cujos membros integram o núcleo oligárquico, que controla o Estado brasileiro.

Chegamos, assim, à raiz de todas as formas de duplicidade que embaralham a vida pública neste país: tudo é feito em nome do povo, mas este é impedido de tomar qualquer decisão por si mesmo. O soberano constitucional acha-se em estado de permanente tutela.

A MALHAÇÃO INTEMPESTIVA DO JUDAS CAMARADA 2011

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Dizem por aí as línguas maléficas – não pelo poder de causar malefícios, mas pela sua impotência em colocar qualquer tese – que a catártica brincadeira da Malhação do Judas no Sábado de Aleluia está se acabando. Quem diz isso é a ecolalia da mídia sequelada, porque nos bairros e comunidades a tradição continua tanto em sua forma ortodoxa quanto com novos elementos de atualização da festa do discípulo preferido de Cristo, o filho de Maria.

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E é nesse sentido de inovação que a Afin realiza todos os anos com uma garotada da zona leste de Manaus e outras áreas. A começar que o evento se realiza no domingo e não no sábado, o que não tem mesmo importância depois que um historiador descobriu que a última ceia não ocorreu numa quinta, mas sim numa quarta-feira. Para a moçada afinada quem faz a data é a afecção produtora da alegria de se encontrar com o Judas camarada.

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Pra começar, foi feita uma encenação improvisada na rua Rio Jaú por dois atores da Afin, mais a talentosa atriz Pollyana, que interpretou Maria Madalena e mais o Anderson e o Erick, que fizeram um centurião romano e uma criança respectivamente.

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JUDAS (Gritando de um lado) – Jesus! Jesus!

JESUS (Gritando de outro lado) – Judas! Judas!

JUDAS – Eu estava te procurando.

JESUS – Eu também estava te procurando.

JUDAS – Estão querendo me colocar contra ti.

JESUS – Já escolheram até a árvore onde deves te enforcar.

JUDAS – Eu sei.

JESUS – Estão propagando que vais me trair por 30 denários.

JUDAS – Que aqui no Brasil equivale a 30 reais.

JESUS – Uma revolução não vale 30 reais; vale a dignidade de um povo.

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MADALENA (Entrando) – Jesus! Vem nos salvar! Vem salvar teu povo!

JESUS – Eu vou salvar, mas não só eu. Eu vou com você, Madalena. Eu vou com você, companheiro Judas!

UMA CRIANÇA (Vindo da plateia) – Jesus, as crianças estão contigo.

JESUS – Então vamos todas as crianças, todas estas senhoras que estão aqui, toda a população, porque um povo revolucionário salva a si mesmo.

TODOS – Abaixo à tirania! Abaixo à tirania! Abaixo à tirania!

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Depois deste entendimento de uma verdadeira Páscoa como libertação, passou-se às brincadeiras envolvidas na ludicidade-judas, onde todas as crianças participaram, dançando, cantando, pulando, de acordo com os afetos que passaram sem bloqueio pela dor das paixões tristes ao livre movimento dos corpos.

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Depois dessa movimentação toda, era hora de repor as energias com um desbrocante, também chamado mata-broca, um cachorro-quente preparado pela companheira Ana Cristina e a Bianca.

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Então veio o momento da malhação, que, como a Afin tem feito um trabalho pedagógico ano a ano de desmitificação e desmistificação da traição de Judas, assim como nada há de ver com Cristo quanto a uma vingança movida pelo ressentimento, a malhação se dá entre risos e gargalhadas, como uma brincadeira e não pelo ódio que move os impotentes.

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E pra finalizar a festa, quando cada criança já tinha pegado um pedaço, uma peça de roupa do amigo Judas, além dos bombons e outras guloseimas que haviam em sua vestimenta, veio aquele sorvelito do Noelson e as bolotas de chocolate feitas pela Lucicleia e outros afinados.

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Numa Páscoa com essa produção alegre da liberdade, com um Judas companheiro desses é que a moçada Afin e toda a criançada vão tecendo os encontros para realizar uma outra cidade, um outro mundo possível. Valeu, manô!

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SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas almas

# A democracia representativa no Brasil tem os mesmo elementos das democracias representativas de todo o Ocidente. Uma origem nos postulados dos pensamentos doutrinários de Rousseau, Hobbes, Kant e Hegel. Significa que ela representa um conjunto de determinações calcadas, principalmente, na certeza de que o mundo é fixo. E que, se ele é fixo, é fixo porque alguém lhe determinou. E quem lhe determinou foram aqueles que sintetizaram os quatro filósofos. E logicamente em benefício próprio.

Assim, toda eleição não é nada mais do que a recapitulação desses postulados como verdades políticas. Daí a facilidade de qualquer candidato sem qualquer entendimento sobre o processual transformador do mundo se tornar uma autoridade legislativa e executiva. Daí valerem todos os recursos fixos usados para um candidato ser eleito. Propostas sem sentido de realização, sedução de eleitor, hipocrisias, abuso de poder econômico, abuso de poder de cargo, entre outras promessas.

Não é por outro motivo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu denúncias sobre as formas como 11 governadores foram eleitos no pleito passado, e que estão ligadas diretamente ao que proporciona a dita democracia representativa. Acusações sobre o uso dos recursos antidemocráticos usados por esses governadores para serem eleitos.

Esses 11 governadores, podem tornar-se inelegíveis se forem condenados pelo TSE. É lógico que todo democrata espera que todos sejam cassados se for comprovado que eles abusaram dessa facilidade eleitora oferecida pela democracia representativa.

Possivelmente, cada eleitor dos estados onde os governadores estão sendo acusados de crime eleitoral deve saber como se processou a campanha para o governo de seu estado. E isso mostrará como ocorreram as transgressões.

No caso específico do Amazonas, os eleitores sabem como foi organizada e executada a campanha do governador eleito Omar Aziz, candidato do ex-governador Eduardo Braga. O próprio Ministério Público Eleitoral no Amazonas (MPE/AM) apresentou essas provas para o TSE. Provas que, se confirmadas, não há outro resultado: afastamento do atual governador.

O mesmo ocorrendo com os governadores dos demais estados: Minas Gerais, Maranhão, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, Tocantins, Piauí, Alagoas e Acre.

# “Aliás, o prefeito também me procurou. Ofereceu um cargo na organização das Olimpíadas do Rio. Um trabalho mais internacional… Mas eu não aceitei. Não tenho nada contra o Eduardo, pessoalmente, mas sou oposição. A oposição aqui no Rio está em extinção e alguém tem que segurar a onda”, afirmou Gabeira em entrevista.

O folclórico deputado festivo Gabeira diz que é oposição. Mas como ser oposição se o prefeito do Rio, um tremendo reacionário, tem liberdade de lhe convidar para ocupar um cargo em seu governo? Como ser oposição ao prefeito Eduardo Paes quando afirma que não tem nada contra ele? Que onda Gabeira que segurar no Rio, quando nas eleições do ano passado se juntou ao que há de mais reacionário na política do Rio de Janeiro, além de ser cabo eleitoral do candidato à Presidência, o ultraconservador José Serra?

Se Gabeira afirma não haver oposição no Rio, a partir de sua própria realidade, ele está coberto de razão, visto que ele já não distingue nem os propósitos políticos de uma democracia real. Para ele, confundida com seus individuais quereres.

# Enquanto Gabeira se ilude, querendo acreditar em si mesmo como sendo oposição no Rio, quando já demonstrou que não passa de uma nostálgica situação combalida, o peladão carioca demonstra sua anemia futebolística.

Em partida tristemente triste, o Vascão venceu o Olaria, que já há algum tempo não fabrica mais um consistente tijolo para se fazer uma fortaleza capaz de impedir a entrada dos inimigos. O Olaria, time de grande glória no futebol carioca, hoje confirma o fantasmagórico campeonato peladeiro que existe no Rio de Janeiro, que nesse domingo culminou com a depressiva partida entre Fluzãozinho e Menguinho. Timecos que não podiam ir além de uma decisão final nos pênaltis, com direito a um espetáculo grotesco de pernas de pau perdendo pênaltis.

Agora, com Olaria e Fluzãozinho fora, tentam terminar o peladão 2011, o Menguinho e o Vascão. Que vença o pior!

Já na pelada de São Paulo, não deu outra. A mesma armadilha funcionou. Os chamados grandes contra os pequenos. Os pequenos, Oeste, Portuguesa, Mirrasol e Ponte Preta, caíram fora para continuar a escrita dos grandes peladeiros São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos. Os finalistas de sempre. Que ganhe o pior!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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