Arquivo para 5 de maio de 2011

“JUDAS”, POLÊMICO SINGLE DE LADY GAGA, CAI NA WEB

PARA ASSESSOR ESPECIAL PARA ASSUNTOS INTERNACIONAIS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, A MORTE DE BIN LADEN NÃO ACABA COM TERRORISMO

A comunidade mundial deve aproveitar as manifestações populares que vem ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África para combater o terrorismo, afirmou o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, ao analisar que a morte de Bin Laden não vai acabar com o terrorismo internacional. Quanto à possível represália desencadeada pelos seguidores de Bin Laden, ele acredita que vai haver. De acordo com Marco Aurélio Garcia, também só repressão não soluciona o problema do terrorismo.

Os critérios de cada país são decididos pelos seus governos. Isso é mais ou menos que todo mundo acredita que vai haver. Se acham que o problema do terrorismo está resolvido com a morte do Bin Laden, estão muito enganados.

O problema do terrorismo evidentemente não se resolve com repressão, mas, sobre tudo, atacando as causas fundamentais do terrorismo.

Por sorte, Antônio Patriota levantou uma questão interessante: nós temos uma efervescência democrática na região muito grande, que coloca uma via distinta daquela que habitualmente nós tínhamos.

De um lado a submissão às grandes potências do Ocidente, que muitos governos tinham e ainda têm, e, de outro lado, essa rejeição ao fundamentalismo que se expressava, entre outras coisas, nas iniciativas terroristas. Acho que nós temos um caminho democrático, se nós resolvermos uma série de problemas da região, que é a questão da Palestina”, afirmou Marco Aurélio.

REUNIÃO DE PREPARAÇÃO DO 17º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2011

“Pela Vida Grita a TERRA… Por direitos, todos nós!”

É com força e vontade que vamos juntos e juntas preparar o 17º Grito dos Excluídos e Excluídas 2011.

Amanhã quinta-feira dia 05 de maio de 2011, as 18:00 horas, na sala 06 no CEFAM teremos a quinta reunião de preparação do Grito 2011.

Todos são convidados e convidadas à participar. Queremos re-lembrar e motivar a cada uma e cada um de vocês que sua presença é de fundamental importância para juntos construir e repercutir as lutas e Gritos do dia a dia.

Saúde e Paz,

Coordenação das Pastorais Sociais

Informações: Guadalupe Peres 8226-3264 / 9120-7657 e 8401-1117

OBAMA E AS FOTOS “IMPACTANTES” DE BIN LADEN NO VIÉS DA INCERTEZA

Uma peça de teatro apresentada em Manaus pelo Grupo Pessoal da Barca, Rabo Para Que Te Quero?, na década de 90, mostrava dois sujeitos espertalhões que resolveram mendigar para auferir bons lucros, porque diziam que Manaus era uma cidade em que corria muito dinheiro.

Cada espertalhão tinha seu sonho. Um queria gravar um disco, porque se achava o John Lennon, o outro queria ir para os Estados Unidos, amar uma americana branca como leite. Para ganhar dinheiro dos incautos e realizar seus sonhos, bolaram uma jogada diferente dos outros mendigos. O John apresentava cantando e em forma de camelô, seu parceiro Aleijadinho dentro de um carrinho fechado, onde só ficavam de fora a cabeça e os braços do amante da branquela norte-americana. O Aleijadinho era mostrado por John como uma mercadoria misteriosa, cego, surdo, mudo, além de aleijado. Um certo dia em que eles estavam esmolando, John percebeu que alguns incautos não eram tão incautos. Ele percebeu que alguém não estava acreditando na história do Aleijado cego, surdo e mudo.

Foi então que John teve um saque “genial”. Começou a apresentar seu parceiro como um homem que tinha um grande rabo. Com essa jogada, ele pretendia fazer com que os incautos acreditassem no que ele dizia, e, assim, envolvidos mais pelo mistério dariam mais esmolas. Para seduzir melhor o público, ele o desafiava dizendo que se quisesse ele mostraria ali mesmo o grande rabo do homem, mas que não iria se responsabilizar pelo que viesse ocorrer com os “incrédulos” depois que vissem o rabo do homem. Não se responsabilizaria pelo impacto de revelação tão chocante. O homem com rabo.

O saque de John é típico do que ensina a filosofia de Baudrillard. Ele afirmava o que não existia em forma de mistério, e o público, embora desconfiando, e querendo ver o homem com rabo, que não existia, ficava neutralizado. Não ousava aceitar o desafio do que lhe era apresentado como misterioso, e continuava entregando seu dinheiro. Agora, em maior quantidade, posto que o homem já não era somente cego, surdo, mudo e aleijado. Tinha uma atração a mais, o rabo. Para os crédulos era melhor desconfiar do inexistente do que ter certeza de sua não existência. Baudrillardianamente, John fingia existir o que não existia, e o público acreditava, porque era melhor acreditar mesmo no que era fingido do que não ter nenhuma fé.

A entrevista concedida pelo presidente/bélico dos Estados Unidos, Obama, afirmando que as fotos de Bin Laden morto não serão publicadas “devido à sua natureza impactante” é bem revelador dos dois espertalhões do teatro do teatro Cabocão de Manaus. A divulgação das fotos “criaria um risco à segurança nacional”. Talvez, alguns aficionados por Bin Laden se sentissem mais estimulados à vingança.

Mas há uma parte da entrevista de Obama, quanto à certeza do que ele diz, que fica bem relativa ao saque “genial” de John, é quando ele deixa um viés de dúvida nele mesmo.

Nós discutimos isso internamente. Tenham em mente que nós estamos absolutamente certos de que era ele. Nós fizemos testes de DNA. Então, não há dúvida de que nós matamos Osama Bin Laden”, afirmou Obama.

Obama diz que eles estão “absolutamente certos de que era ele (Bin Laden)” e que não há dúvida de que era Osama Bin Laden. Duas afirmativas que ao invés de convencer mostram incertezas, como quando John diz que o parceiro tem rabo e pode até mostrar se quiserem. Mas nunca mostraria o que não existe. Este, o dilema de Obama. Não poder mostra o que não existe, ou não poder mostrar o que existe, visto que na altura do que já foi propagado, e como foi propagado, já ocorreu a desaparição do real. O real que não serve para a política. Principalmente, para os perdidos no hiper-real. O real do vazio. Assim, como John não podia mais se desvencilhar do aleijadinho cego, surdo e mudo e que perdeu sua antiga identidade ao passar a ter rabo, Obama não pode mais se desvencilhar tão somente do terrorista Bin Laden, porque agora tem a configuração de sua morte.

VOTAÇÃO DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL SÓ NA TERÇA-FEIRA

Os ministros Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, Wagner Rossi, da Agricultura, e Luiz Sérgio, das Relações Instituições, mais os líderes da base aliada do governo, depois de se reunirem para discutir pontos do novo Código Florestal, entraram em acordo para que a votação do Código Florestal só seja votada na próxima terça-feira, dia 10.

Afirmando que o acordo na mudança da data de votação foi muito bom, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, disse que assim vai possibilitar outras negociações para que o texto chegue ao ponto de agrado de todos, tanto é que muitos dos líderes que pretendiam que a votação fosse no dia de ontem, não se opuseram à mudança da data.

Líderes da oposição e do governo concordaram com o adiamento e, assim, teremos mais uma semana para negociar”, disse Maia.

O ministro Wagner Rossi afirmou que em relação ao texto apresentado pelo relator, deputado Aldo Rabelo (PC do B), existem poucas divergências.

Acreditamos que até terça-feira a gente feche o acordo para votar”, disse Rossi.

De sua parte, o Partido dos Trabalhadores (PT), que defende a posição do governo Dilma, apresenta duas divergências em relação ao texto apresentado pelo relator Aldo Rebelo. Para o PT, o texto traz a obrigatoriedade de recomposição de reserva legal para as propriedades de até quatro módulos fiscais, mas o governo pretende que seja considerada a definição de agricultura familiar. Outro ponto que o PT discute é a consolidação de áreas de preservação permanente. O relatório diz que as áreas já desmatadas, com produção agrícola consolidada, não precisam ser reflorestadas, mas o governo pretende que o Código Florestal apresente a obrigatoriedade de recomposição, deixando para a regulamentação da lei os casos em que será dispensado o reflorestamento.

O MAGNÍFICO VOTO DE AYRES BRITTO E OUTROS DIZERES A FAVOR DA UNIÃO HOMOAFETIVA. VOTAÇÃO CONTINUA HOJE…

“O universo não é uma idéia minha.
A idéia que eu tenho do universo é que é uma idéia minha.”
Ferando Pessoa, citado por Ayres Britto

Ontem à tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi palco de uma das mais importantes votações de sua história. Trata-se do julgamento conjunto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, nas quais se discute a “possibilidade do reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo”. Ambas as ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O julgamento começou com relator das ações, ministro Carlos Ayres Britto, fazendo a leitura do relatório do caso. A ADI 4277 foi protocolada inicialmente como ADPF 178. “A ação objetiva a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.”

Já na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) “alega que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal.Com esse argumento, pede  que o STF aplique o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro”.

PGR diz que Constituição já reconhece como estável união de pessoas do mesmo sexo

Após a leitura do relatório de Ayres Britto, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou seus argumentos em favor do reconhecimento da união homoafetiva.

Gurgel afirmou que a Constituição, embora, não explicite, já reconhece, implicitamente, a união afetiva de pessoas do mesmo sexo. “O fato de que o texto omitiu qualquer alusão à união entre pessoas do mesmo sexo não implica necessariamente que a Constituição Federal não assegure o seu reconhecimento”, explica ele.

O procurador-geral seguiu a linha do texto, ao que chamou de “magnífico” assinado pela vice-procuradora geral da República, Deborah Duprat, que deu entrada nessa ação da PGR quando era procuradora-geral interinamente. Gurgel ressaltou que, conforme está registrado na ação, “não reconhecer que casais do mesmo sexo vivem em uma união estável significa violar diversos preceitos constitucionais, como a proibição de discriminação, o princípio da igualdade e o da proteção à segurança jurídica”.

Ninguém deve ser diminuído, nessa vida, pelos afetos e por compartilhar seus afetos com quem escolher”, diz representante do RJ

Então foi a vez do professor e advogado Luís Roberto Barroso, autor da ADPF 132, defender o reconhecimento da união homoafetiva no Plenário do STF. Durante sua sustentação oral, Barroso falou sobre os vários tipos de preconceitos vividos e superados ao longo dos séculos, os fundamentos jurídicos do pedido, os princípios envolvidos, a possibilidade de ser aplicada analogia à união estável e o respeito às diferenças.

Não tenho aqui a pretensão de mudar a convicção nem a fé de qualquer pessoa, o que faz a beleza de uma democracia, de uma sociedade plural e aberta, é a possibilidade de convivência harmoniosa de pessoas que pensam de maneiras diferentes”, disse Barroso, acrescentando, no entanto que não se deve abdicar de “convicções porque cada um merece respeito naquilo que escolheu professar”.

O advogado começou por fazer uma longa explanação sobre as formas de preconceito aos homossexuais ao longo dos séculos. Como exemplos emblemáticos, ele citou primeiramente o caso das Ordenações Manuelinas que, em 1521, “previam que os homossexuais deveriam ser condenados à morte na fogueira, ter os seus bens confiscados e duas gerações seguintes da família dele seriam infames”. Em seguida, lembrou do escritor Oscar Wilde, que em 1876 produziu um poema chamado “O amor que não ousa dizer o seu nome” em que confessa a sua paixão homossexual e por isso foi condenado a dois anos de prisão e a trabalhos forçados. Para finalizar, Barroso veio até a década de 70, quando um soldado americano – condecorado na Guerra do Vietnã – assumiu a sua homossexualidade e foi sumariamente desligado das Forças Armadas, deixando uma frase antológica: “Por matar dois homens recebi uma medalha, por outro fui expulso das Forças Armadas”.

A história da civilização é a história da superação dos preconceitos, é possível decidir essa questão olhando para trás”, disse o advogado-professor e citou os milhões de judeus foram massacrados nos campos de concentração, milhões de negros transportados à força em navios negreiros, mulheres que atravessaram os séculos oprimidas moral e fisicamente pelas sociedades patriarcais, deficientes que foram sacrificados e índios que foram dizimados.

Em cada fase da vida e da história existe sempre uma racionalização para justificar o preconceito, mas é possível também julgar essa matéria olhando para frente e não para trás, olhando para a criação de um mundo melhor, de uma sociedade mais justa, de um tempo de fraternidade, de delicadeza, de um tempo que todo amor possa ousar dizer o seu nome”, concluiu.

AGU também defende união homoafetiva

Após o representante do Rio de Janeiro, subiu ao Plenário do STF o advogado-geral da União, ministro Luis Inácio Adams, que afirmou que o tema em discussão “tem altíssima relevância para a sociedade moderna” e defendeu de forma contundente o reconhecimento da união estável para os casais do mesmo sexo.

Segundo Adams, ao se analisar os textos normativos questionados nas ações, “devem ser levados em consideração os vínculos e as relações de afetos envolvidos”. Para ele, o artigo 226 da Constituição Federal, que prevê o casamento entre homem e mulher como entidade familiar, “não permite excluir que se dê tratamento jurídico similar a relacionamentos baseados nos mesmos suportes fáticos: afeto, exercício da liberdade e desejo de convivência íntima e duradoura a fim de alcançar objetivos comuns”.

Como a Constituição não tratou expressamente do tema, o advogado-geral afirmou que “a sociedade espera uma resposta adequada para que se possa exercer o que ele chamou de exercício dos direitos humanos”. Nesse sentido, Adams lembrou que vários países vêm reconhecendo efeitos jurídicos para a proteção desse direito. Esta movimentação jurídica, disse Adams, “nada mais faz do que reconhecer a força libertadora das relações humanas, para preservar um tratamento igualitário para todos que exercem sua liberdade”.

Entidades de direitos humanos e homossexuais defendem a união homoafetiva

Na condição de amigos da Corte (amici curiae), oito entidades defenderam que a união estável homoafetiva seja equiparada às uniões estáveis entre heterossexuais. Os representantes das entidades afirmaram que não reconhecer o caráter de união estável a casais homossexuais viola princípios a Constituição Federal e até mesmo normas internacionais.

Segundo o STF, a figura do “amicus curiae” é permitida pela Lei 9.868/99 e significa a intervenção de terceiros no processo, na qualidade de informantes, permitindo que o Supremo Tribunal Federal venha a dispor de todos os elementos informativos possíveis e necessários à solução da controvérsia, além de ser um fator de legitimação social das decisões da Corte constitucional.

Conectas Direitos Humanos
De acordo com o advogado da entidade, Oscar Vilhena, o STF deverá fazer o papel de defensor da democracia ao decidir sobre a matéria. “É a mais pura responsabilidade de um Tribunal defender os direitos fundamentais, previstos na Constituição, de uma minoria que é discriminada pela maioria”, afirmou. Ele também ressaltou que a discriminação de casais homossexuais “não se dá apenas na esfera pública, com a discriminação legal, com o preconceito”, mas também ocorre “no contexto da família”.

Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM)
O IBDFAM, por meio da vice-presidente do instituto, Maria Berenice Dias, falou a respeito das 1.046 decisões que o Brasil já apresentou em favor “de alguma espécie de direito dos homossexuais”. Segundo a vice-presidente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) assegurou, em decisão anterior à Constituição de 1988, o direito sucessório a parceiro sobrevivente. A advogada disse ainda que há ações julgadas e pendentes de julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre relação homoafetiva.

Grupo Arco-Íris de Conscientização
O advogado que falou pelo Grupo Arco-Íris, Thiago Bottino do Amaral, reforçou a importância da função “contra-majoritária” do STF. Segundo ele, essa é uma função de “proteção de minorias”. Amaral sustentou que, quando o Poder Legislativo se omite, “quando ele marginaliza, quando ele exclui, quando ele discrimina pela omissão, há um vício na democracia”. De acordo com advogado, esse vício é resultante da omissão do Poder Legislativo e “só pode ser sanado pelo Poder Judiciário”.

Associação Brasileira de Gays, Lésbicas Bissexuais, Travestis, Transexuais (ABGLT)
Ao defender a tese exposta nas ações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do governo do Rio de Janeiro, o advogado da ABGLT, Roberto Augusto Lopes, disse que é preciso firmar o entendimento de que expressões legais, constitucionais ou infraconstitucionais não podem ser interpretadas com a finalidade de excluir qualquer ser humano do campo de incidência do direito, sobretudo por causa da orientação sexual. “Cada palavra, cada frase, cada artigo da Constituição Federal deve ser interpretado e aplicado de acordo com a lógica geral de sua formação, ou seja, do reforço do Estado de Direito, do exercício regular da cidadania, da igualdade, da liberdade e da não discriminação”, ressaltou.

Grupo de Estudos em Direito Internacional da Universidade Federal de Minas Gerais e Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado de Minas Gerais (Centro de Referência GLBTTT)
O advogado que representou as entidades, Diego Neto, relacionou normas e convenções internacionais sobre o tema, garantindo que a discriminação por motivo de orientação sexual é injustificada e proibida perante o direito internacional. “Para evitar que o Brasil incorra em responsabilidade internacional é fundamental que esse Tribunal recorra a instrumentos internacionais, ao direito internacional geral e a tratados internacionais na interpretação das disposições da nossa Carta Magna”, defendeu.

Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis)
Para o advogado da Anis, Eduardo Mendonça, o caso em julgamento no STF “é polêmico”, mas “nem por isso é difícil”. Para ele, não há no caso elementos normativos em conflitos e o Estado não tem fundamento legítimo para discriminar a união de pessoas do mesmo sexo e não promover a equiparação ao regime de união estável garantido a casais heterossexuais.

Associação de Incentivo à Educação e Saúde do Estado de São Paulo (AIESSP)
O advogado da AIESSP, Paulo Roberto Iotti Vecchiatti, foi o último a falar em favor do reconhecimento da união homoafetiva. De acordo com ele, o artigo 226 da Constituição Federal não diz que a união estável é “apenas” entre o homem e a mulher. Esse “apenas” não está escrito, frisou o representante da entidade.

Do sítio do STF

A estupidez dos amici curiae nada amigáveis

Mas nem todos as entidades presentes eram democráticas e afirmadoras dos direitos humanos, advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae (amigos da Corte), contra os pedidos feitos na ADPF 132 e na ADI 4277.

Afeto não pode ser parâmetro para constituição de união homoafetiva estável”, sustentou o advogado Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, em nome da CNBB, primeira entidade a se pronunciar de forma contrária sobre a matéria em análise das ações.

Pela Associação Eduardo Banks, falou o advogado Ralph Anzolin Lichote. “Esse julgamento pode ter consequências inimagináveis para todos se dermos um passo errado. Imaginem o fardo de ter que conviver com esta cruz sabendo que, para a maioria do povo brasileiro, Deus criou o casamento quando criou Adão e Eva”, salientou.

O magnífico voto de Carlos Ayres Britto pela união homoafetiva

No início da noite, o relator, depois de ouvir as entidades representantes das ações e todas as amici curiae, o relator passou a defender seu voto “pela equiparação da união homoafetiva estável à entidade familiar”.

O voto de Britto não é importante apenas como número, mas como numeral, e demonstra a incomensurável diferença que há entre esse ministro e um Gilmar Mendes ou um Marco Aurélio Mello, por exemplo. Britto dá uma aula a este e faz um documento que auxilia a todas as entidades que vem na luta jurídica-jurisprudente pelos direitos homossexuais. O inteligente e sensível ministro passeia por toda a história das violentações humanas, faz uma análise e crítica dos mecanismos jurídicos, demonstrando toda uma acuidade constitucional, além fundamentar sua posições em diversos filósofos e artistas, como Nietzsche e Fernando Pessoa, entre outros. São 49 páginas de humilhação para os ressentidos, os invejosos, os homofóbicos e truculentos. Abaixo um pequeno trecho…

Um tipo de liberdade que é, em si e por si, um autêntico bem de personalidade. Um dado elementar da criatura humana em sua intrínseca dignidade de universo à parte. Algo já transposto ou catapultado para a inviolável esfera da autonomia de vontade do indivíduo, na medida em que sentido e praticado como elemento da compostura anímica e psicofísica (volta-se a dizer) do ser humano em busca de sua plenitude existencial. Que termina sendo uma busca de si mesmo, na luminosa trilha do “Torna-te quem és”, tão bem teoricamente explorada por Friedrich Nietzsche. Uma busca da irrepetível identidade individual que, transposta para o plano da aventura humana como um todo, levou Hegel a sentenciar que a evolução do espírito do tempo se define como um caminhar na direção do aperfeiçoamento de si mesmo (cito de memória). Afinal, a sexualidade, no seu notório transitar do prazer puramente físico para os colmos olímpicos da extasia amorosa, se põe como um plus ou superávit de vida. Não enquanto um minus ou déficit existencial. Corresponde a um ganho, um bônus, um regalo da natureza, e não a uma subtração, um ônus, um peso ou estorvo, menos ainda a uma reprimenda dos deuses em estado de fúria ou de alucinada retaliação perante o gênero humano.”

Clique aqui para baixar na íntegra o voto do ministro Ayres Britto

CONSUMIDORES PROTESTAM CONTRA A EMPRESA ÁGUAS DO AMAZONAS

Já é comum no Amazonas, principalmente na capital, Manaus, a população usar o bordão/dito/popular: “Como que pode, um estado banhado pelo maior rio do mundo, faltar água”. Um fato que atinge principalmente os moradores dos bairros mais pobres, guetos de sustentação dos “políticos” eleitos com votos desses que sofrem na miséria.

Como se não bastasse essa afronta à cidadania que a população nunca alcança, visto que os próprios governos unidos aos empresários lhes proíbe, tornou-se agora comum os consumidores de água em Manaus serem violentados em seus direitos sociais quando procuram a empresa responsável pelo abastecimento da cidade, Águas do Amazonas, para tratar de alguns de seus direitos.

Além dos erros nos cálculos dos gastos de água, os consumidores quando procuram a empresa para solucionar um problema criado pela própria empresa são obrigados a ficar horas e mais horas para serem atendidos. Ontem, por exemplo, alguns consumidores procuraram este Blog Intempestivamente público para denunciar a faltar de respeito da dita empresa contra eles.

Esses consumidores afirmaram que passaram mais de três horas na fila esperando para ser atendidos. Um fato inaceitável, quando se sabe que a tecnologia moderna e as novas leis de atendimentos ao público, promulgadas pelo governo Lula, são capazes de evitar essas violências, acelerando os atendimentos e impedindo assim que os consumidores percam seus preciosos tempos que devem ser usados em outras necessidades particulares.

A empresa Águas do Amazonas é uma das empresas que presta serviços em Manaus que mais recebe reclamações por seus péssimos serviços. Mas não era para menos, a sua entrada no mercado de serviços no Amazonas foi uma jogada política do então governador Amazonino Mendes, que até hoje é tema de discussões quanto à forma do acordo estabelecido. Embora esse tema deva ser discutido, o que a população quer nesse momento é que a empresa mude sua forma violenta de atendimento aos seus consumidores, posto que se a cidade vive em regime democrático, pelo menos, constitucionalmente, é obrigação da empresa ter um comportamento democrático. E atendimento racional dos consumidores faz parte das enunciações políticas do Direito Civil, que é garantia social da sociedade.

LIBERTADORES CONFIRMA O ESTADO PELADEIRO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Especial para o Por Fora de Futebol

A TV Globo comemorou o contrato assinado com o Clube dos 13 para ser até 2014 a transmissora exclusiva do Campeonato Brasileiro, conhecido também como Brasileirão, mas sua prática real Peladão.

A comemoração deixou muitos torcedores democratas chateados coma confirmação, mais uma vez, do monopólio da família Marinho & Cia no futebol brasileiro. Entretanto, existem outros democratas da terra do esporte bretão que não ficaram nada chateados, apesar de lutarem pelo fim do monopólio na mídia, em favor supremacia democrática das comunicações. Esses torcedores não entraram na chateação, porque sabem que de nada vai adiantar as transmissões das partidas entre os clubes, principalmente os 13 capachos futebolísticos apelidados de elite, porque sabem que as tais partidas serão nada mais do que deprimentes e humilhantes desfiles de peladeiros. Serão partidas medíocres dignas do que se vê hoje nas principais praças do ramo. O futebol brasileiro das principais praças do ramo não passa de pelada. Exemplo claro e incontestável, os Campeonatos Carioca e Paulista.

Para que não haja qualquer dúvida quanto à realidade peladeira, as duas principais regiões do Brasil consideradas mais desenvolvidas, economicamente e futebolisticamente, Região Sudeste e Sul, na noite de ontem foram mediocremente humilhadas como campeões da pelada nacional através dos times da Colômbia, Paraguai, Uruguai e Chile.

O Once Caldas, da Colômbia, meteu 2 a 0 no Cruzeiro, representante da Região Sudeste, em solo brasileiro, depois de ganhar a primeira partida por 2 a 1 do Once, na Colômbia; o Inter, do garotão da Globo, Falcão, representante da Região Sul, levou couro de 2 a 1 do Peñarol do Uruguai, dentro do Beira-Rio, depois de empatar em 1 a 1, na casa dos companheiros de Mujica; o Grêmio, depois de perder de 2 a 1, em pleno Olímpico, perdeu de 1 a 0, do Universid Católica, no Chile; e, por último, outro representante da Região Sudeste, o Fluzãozinho, depois de ganhar em casa, no Engenhão, por 3 a 1 do Libertad, levou um couro de 3 a 0 no Paraguai.

Por enquanto, só escapou o time do mascarado Neymar, e do técnico de “palavra”, Muricy. Muricy, que tenta mostrar que é um técnico cheio de princípios morais futebolísticos, tenta ser diferente dos outros seus companheiros, ao sair do Fluzãozinho disse que ia dar um tempo em sua vida, ficar longe do futebol. Não passou um mês, o “íntegro” técnico confirmou sua ida para o time do rei do futebol garoto da FIFA, Pelé.

Diante do óbvio, o torcedor democrata, que luta pela democratização dos meios de comunicação tem razão. Para que perder tempo assistindo pelada, ainda mais na TV Globo, quando se sabe que não assistir a TV Globo é uma questão de princípio moral e inteligência?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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